quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Resenha Ride The Lightning Álbum de Metallica 1984

 

Resenha

Ride The Lightning

Álbum de Metallica

1984

CD/LP

O Metallica já havia conquistado certo reconhecimento com “Kill ‘Em All”, mas ainda não tinha um contrato com uma grande gravadora. E também houve a conturbada saída de Dave Mustaine por conta de seu vicio em álcool e a chegada de Kirk Hammett.  Ainda mais, assinaram com a Elektra, uma das maiores gravadores da época e dimensionando maior sucesso, eles lançaram em minha opinião, o melhor álbum da banda.

O disco começa com "Fight Fire With Fire". O começo possui um belo violão e depois vai para a agressividade em um belo riff. Em seguida temos "Ride The Lightning", que começa com um riff marcante, mostrando que a agressividade da banda estava em pauta no momento. Outra coisa que deve ser mencionada, aqui temos o melhor som de bateria do Metalica, tirando do seu sucessor "Master Of Puppets". Uma curiosidade, essa musica foi composta por Dave Mustaine, mas como ele tinha deixado a banda e James Hetfield tinha feito com que Dave entregasse a letra a ele. De fato, é uma treta cabulosa do mundo da musica. Depois temos a icônica "For Whom The Bell Tolls", que começa com uma bigorna e em seguida, temos uma aula de um riff agressivo, melódico e muito marcante. Também não devo esquecer o trabalho de baixo do Cliff Burton, usando a distorção de forma magistral. Uma dica, misteriosamente o algoritmo do YouTube me recomenda um seguinte vídeo "Por que é estranho tocar For Whom The Bell Tolls?". Vou deixar o vídeo, caso alguém tenha curiosidade.

Depois temos "Fade To Black", que começa com um violão e uma guitarra contracenando juntos, depois, somente o violão aparece junto com o baixo e a bateria. No refrão reaparece a guitarra. Definitamente uma faixa emocionante.  "Trapped Under Ice" é uma outra faixa agressiva. Os destaques dessa faixa vão para o solo de Kirk Hammett e a bateria pulsante de Lars Ulrich. "Escape" tem um inicio meio pop, sem muita agressividade, mas depois, lembra muito "Enter Sandman". 

""Creeping Death" é o agressivo com o foco no baixo, aparentemente pelo que eu percebi. O solo também é de primeira categoria. Pra finalizar, "The Call Of Ktulu" é uma faixa que fala sobre o livro de H.P. Lovercraft, "The Call of Chutulu"e que poderia ser a trilha sonora perfeita para um filme / série para este livro, pois consigo ver ela em alguma cena de ação. É uma faixa padrão épica de finalização de um álbum impactante.

"Ride The Lightning" é em minha opinião o melhor álbum do Metaliica, principalmente por conta da voz arrepiante de James Hetfield e a sua base sólida e consistente, Cliff Burton e sua técnica de distorção no baixo, a inquietes da bateria de Lars Ulrich e a incrível estreia de guitarra solo de Kirk Hammmett. Um dos definitivos álbuns do metal.

Resenha White Snake Álbum de David Coverdale 1977

 

Resenha

White Snake

Álbum de David Coverdale

1977

CD/LP

Com o fim do Deep Purple em Março de 1976, David Coverdale foi obrigado a trilhar uma carreira solo. 

Não que o vocalista (originalmente dos Fabulosa Brothers) desejasse manter a banda em ação. 

Após 3 anos exaustivos de comparações com Ian Gillan, brigas de egos, vícios e a saída de Ritchie Blackmore, Coverdale se demitiu no palco do último show da banda, em Liverpool. Jon Lord e Ian Paice - membros fundadores - então comunicaram ao vocalista que já não havia mais banda.

Após jams com o Uriah Heep e sondagens para o Bad Company, Coverdale gravou seu primeiro disco como solista. "White Snake" acabaria dando nome à sua futura banda (ele prefere trabalhar em grupo), sem porém insinuar o som dos seus futuros sucessos da década de 1980.

O disco - lançado pela gravadora do Deep Purple, "Purple Records" - foi produzido por Roger Glover (baixista da formação Mark II). Glover tocou sintetizador no álbum. A formação se completou com Mick Moody nas guitarras, De Lisle Harper no baixo, Tim Hinckley nos teclados e Simon Philips na bateria (atuou no disco Sin After Sin do JUDAS PRIEST), além das backing vocals Liza Strike, Helen Chappelle e Barry St. John (que trabalharam, entre outros com o KISS). 

Lançada no auge do Punk Rock britânico (1977), a estréia de Coverdale nadou contra a corrente. O disco passou despercebido. O que não quer dizer que seja um trabalho atemporal ou desconectado da música feita então nas ilhas britânicas ou mesmo no resto do planeta. 

A abertura - "Lady" - mescla o Rock dos Rolling Stones e Faces da década de 1970 com ecos Funk herdados do Purple (o naipe de metais). Coverdale soa despretensioso, no seu papel de bon vivant da noite londrina. A letra sexy acompanha o ritmo desbragado da esbórnia setentista. Lembra músicas de Rita Lee e Made in Brazil feitas na mesma época, não era algo inovador ou descontextualizado. Autêntico, sem ser original.

"Blindman" traz um registro vocal mais baixo e introspectivo, sob uma camada de sintetizadores distantes e a slide guitar melancólica de Moody. A faixa traz o misticismo de Coverdale atravessando as nuances de sua voz alternadamente grave e límpida. De repente, a festa de "Lady" acaba numa busca por sentido na estrada da vida. O que parecia uma homenagem ao Bad Company se debruça num solo percussivo de guitarra que tira o vocalista da zona de conforto e ele solta o Blues da garganta. A soma das paixões uivantes da guitarra e voz possuída levaria Coverdale adiante por décadas. "Blindman" foi regravada pelo Whitesnake em 1980 (ironicamente, tendo Jon Lord e Ian Paice como integrantes) 

Soul e Gospel são as matrizes da sonoridade de Coverdale desde a adolescência; No seu disco de estreia, a faixa que melhor retrata essa paixão é "Goldies' Place", narrativa que remete ao Chitlin' Circuit da década de 1950. Inicialmente a música parece hesitar. Sobre um rastreado Funk, os trechos musicais se entrelaçam devagar. Coverdale toma seu tempo e fôlego para se encaixar nas backing vocalizes. Quando a soma se efetua, temos um vocalista relaxado em seu ambiente preferido, culminando num refrão que oscila entre as vocalistas e David, num ping-pong melódico que lembra Eric Clapton. Até pensamos por que Glenn Hughes não teve essa chance ao lado Coverdale em sua antiga banda...

O Rock retorna com a faixa título. Numa cavalgada de baixos e guitarras (alô, Iron Maiden...) “White Snake” não anuncia a chegada de um novo som, ou de uma nova banda. O Hard Rock aqui deriva da matriz setentista (as guitarras percorrem “Demon’s Eye”, do Deep Purple, o ritmo lembra o Queen e a talking box emula Peter Frampton e Jeff Beck, um favorito de David). Mas o impulso é novo: a faixa pulsa no ritmo dos vocais, diferindo dos tempos de Blackmore e Lord. Retomando uma longa tradição blueseira, Coverdale solta uma infame letra de duplo sentido. “White Snake” traz mais as intenções do que a sonoridade de sua futura banda - mas o amálgama agradou os ouvidos. 

“Time On My Side” não é um cover dos Stones (que também não a compuseram em 1964). De outro modo, é um hino de autoafirmação digno de “Come Taste the Band”. Será que a banda teve chance de recusar essa música? Coverdale ataca os sentidos com vocais sóbrios mas veementes, sem deixar a menor dúvida sobre onde suas esperanças futuras residiam. O Hard Rock aqui emerge da matriz Purple. Os vocais dobrados de Coverdale no refrão prenunciam o Whitesnake. Caso Elton John se unisse ao Purple, essa música seria uma excelente escolha como faixa-título. 

“Peace Loving Man” é outra faixa mergulhada no Gospel e no Soul, poderia ser um lado B de Sam Cooke num dia relaxado. Só que Sam (ou Rod Stewart) não teria submergido nos backing vocals. O naipe de metais soa genérico, seguido por um solo de sax e temos algo que as bandas de Coverdale do passado e futuro não gravariam. Se a letra é uma reminiscência de seus dias púrpuras, o efeito é bastante adequado.

“Sunny Days” aprofunda a festa setentista com mais Rock tradicional, num tom mais celebratório. Os metais não deixam dúvidas da influência dos Stones sobre David nessa época (vide “Silver Train”) junto a um teclado metalizado que poderia surgir dos Doobie Brothers. Decerto, não é o 
que os fãs de Whitesnake aguardam – mas os sapatos rock n’roll Coverdale calçou muito antes desses dias, e seu primeiro ídolo foi Elvis Presley.  

“Hole in the Sky” remete às baladas da Broadway, trazendo o lado crooner de Coverdale. O moço também toca piano, num arranjo que não faria feio num disco de Barry Manilow. David sempre teve um fraco pelas Love Songs, dessa vez sem qualquer acento Hard Rock ou Blues. Inesperadamente, a faixa prenuncia “Goodbye to Romance” de Ozzy Osbourne e os vocais macios lembram seu colega Glenn Hughes.

“Celebration” fecha o disco de estreia com percussão latina, guitarra Funk da Filadélfia e clima Disco. Coverdale não estava desconectado de seus arredores em 1977, mas não foi lembrado nessa forma. Sensacionais backing vocals monopolizam o refrão, Mick aperta o taking box e David fica relegado ao papel de MC introduzindo seus amores musicais, sem convencer os ouvintes de que essa seria sua carreira solo. Uma alquimia finíssima, digna dos Stones de meados da década ou Earth, Wind and Fire da virada para os anos 1980 – mas ninguém gostou...

Faixas

Lady – 8	
Blindman – 9,5	
Goldies’ Place – 8,5	
White Snake – 8,5 	
Time On My Side – 9	
Peace Loving Man – 8 	
Sunny Days – 8,5	
Hole in the Sky – 8	
Celebration – 8.5  

Resenha Brief Nocturnes And Dreamless Sleep Álbum de Spock's Beard 2013

Resenha

Brief Nocturnes And Dreamless Sleep

Álbum de Spock's Beard

2013

Se quando Neal Morse deixou a banda, houve uma certa demora para que a Spock’s Beard brilhasse de forma plena novamente, não podemos dizer o mesmo em relação ao que houve com a saída de Nick D'Virgilio após X, já que em Brief Nocturnes And Dreamless Sleep - disco lançado três anos após o seu predecessor – eles atingiram um nível musical quase tão elevado quanto o alcançado em seus mais aclamados – ao menos por mim - álbuns, Snow e X. A banda agora conta com dois novos nomes, Jimmy Keegan na bateria e Ted Leonard nos vocais, sendo o primeiro um ótimo baterista, mas o segundo merecendo uma menção um pouco maior, afinal, Leonard Leonard sempre foi um excelente vocalista, mas neste cenário um pouco menos agressivo que a banda o fez explorar, ele simplesmente brilhou, com sua voz cheia de personalidade enquanto oferece uma performance sincera, emocional, mas poderosa e que sempre acerta em cheio o que a música pede. 

Considero Brief Nocturnes And Dreamless Sleep um disco extremamente acessível e de uma simplicidade muitas vezes quase pop, mas claro, com a banda ainda mantendo hasteada a bandeira da boa música progressiva com excelentes passagens instrumentais com bastante ênfase ora nas guitarras e ora nos teclados. Se por um lado, existem discos de rock progressivo que são difíceis de manusear, digamos assim, há discos como este, em que não é necessário nem de muita atenção para captar toda sua essência musical em um equilíbrio de qualidade e acessibilidade poucas vezes visto na música da banda.  

“Hiding Out” já inicia o disco com um dos seus destaques. Ted logo na sua primeira participação, mostra que é um vocalista incrível e que foi a escolha perfeita para esse novo lado da banda. Possui uma instrumentação excelente, com destaque para alguns ótimos riffs e solos de guitarra, além de um solo de órgão empolgante. “I Know Your Secret” é uma das peças mais rock and roll do disco. Tem ótimos e cativantes riffs. É um pouco mais agressiva, de linha de baixo bastante fortes e um groove marcante. Ainda que não seja da mesma qualidade da faixa anterior, mantem o disco em alto nível.  

“A Treasure Abandoned”, apesar de ser uma música muito boa, ainda deixa margem para que eu a considere um pouco mais fraca se comparada ao restante do álbum. Há trechos interessantes com forte inclinação ao Genesis, além de uma boa mescla entre partes suaves e bonitas e outras mais pesadas. Porém, quase 9 minutos ficou um pouco demais e acabou a deixando muito arrastada, tirando muito do seu brilho caso fosse mais compacta. “Submerged” é sem dúvida a música mais pop do disco – o que em hipótese alguma quer dizer que não se trata de uma peça excelente. Como sempre repito, adoro um refrão bem-feito, sendo o encontrado aqui um exemplar clássico. A performance de Ted é poderosa. Tudo bem que é uma música nenhum pouco progressiva, mas de qualquer forma, se encaixa muito bem para o momento do disco.  

“Afterthoughts”, há algo que não falei ainda, mas Neal Morse participou da composição de duas músicas no disco, sendo essa uma delas. Inicialmente, era para ser a “Thoughts Part 3”, tanto que é possível perceber algumas referências às duas partes anteriores. A peça entrega alguns ótimos riffs de hard rock e é muito bem executada, além de ser extremamente bem arranjada e possuir solos de sintetizadores muito bem adicionados. “Something Very Strange” começa por meio de algumas vozes robóticas. É mais uma faixa maravilhosa e de performance vocal irretocável de Ted. De melodia complexa, o instrumento de destaque aqui sem dúvida é o teclado, porém, vale prestar atenção nas linhas de baixo que são bastante proeminentes. Também gosto muito do refrão dessa música. 

 “Waiting For Me”, quando escutamos essa peça pela primeira vez, sentimos uma sensação de que ela poderia estar tranquilamente em algum disco solo do Neal Morse, mas o motivo de pensarmos isso é logo explicado a partir do momento em que vemos que ela é a outra faixa do álbum em que ele é um dos compositores. A mais longa do disco com seus quase 13 minutos, é um número cheio de alegria e de uma sensação instrumental edificante. De momentos pop e até um pouco funk, em seu núcleo há também uma seção mais lenta que é belíssima, com direito a um solo de guitarra de Alan Morse que é de arrepiar. Quando a banda regressa para um ritmo mais rápido, eles revezam entre solo de sintetizador e guitarra de forma brilhante. A peça encerra com o seu tema inicial e coloca um ponto final em um álbum maravilhoso.  

Se por algum motivo, no Olimpo da discografia da Spock’s Beard só pode haver três álbuns, e os outros dois lugares já são ocupados por V e Snow, eu daria para Brief Nocturnes And Dreamless Sleep a vaga restante. Todas as suas sete músicas são realmente envolventes e mostram uma enorme variedade de estilos e influências. Pra concluir, é bom deixar claro que esse álbum não é de alto nível por ser uma sequência bem-feita do que eles já haviam feito antes, mas sim, por ser uma banda apresentando com extrema confiança um novo som dentro de uma área musical progressiva mais melódica. 

ESQUINA PROGRESSIVA

 

Pink Floyd - Dark Side of the Moon (1973)



O que ainda se pode dizer sobre esse álbum superlativo? Visto como referência da cultura rock desde o seu lançamento, sua perfeição é constantemente trazida de volta à tona para medir impiedosamente a qualidade de infinitas bandas e álbuns de prog rock contra ele. Ainda hoje continua a ser referência até mesmo em lojas de Hi-Fi estéreo. Este é também o álbum que irá impulsionar a fama relativamente pequena da banda até então em círculos de contracultura para o estrelato internacional e empurrar a indústria do rock para novas alturas, não só nas expectativas de vendas, mas também em sofisticação técnica tanto no estúdio e em turnê, tanto em termos de progresso sonoro, bem como os aspectos visuais.

O próprio quarteto começou a perceber que eles estavam trabalhando em algo que seria muito especial e ligado ao sucesso, mas ainda assim, claro que jamais imaginariam que chegariam onde chegaram. A gênese do álbum não foi tão trabalhosa quanto o esperado, pois a banda pegou algumas ideias antigas e as retrabalhou. Brain Damage, por exemplo, foi escrita na época de Meddle e a ideia básica de Us And Them tinha sido rejeitada por Antonioni para a trilha sonora de Zabriskie Point. Enquanto a maior parte do que se encontra no álbum foi testada durante o início da turnê de 1972, o disco finalmente veria seu lançamento no primeiro dia março de 1973. 

Pink Floyd nunca foi uma banda de músicos virtuosos, mas todos eles sempre souberam tirar o máximo de seus instrumentos e também da tecnologia a sua disposição pra não serem visto apenas como mais um grupo de Space Rock com incursões progressivas. Trata-se de uma banda que sempre quis ir muito além de expectativas criadas e o seu ápice nesse seguimento está exatamente em Dark Side of the Moon

Mesmo décadas depois do seu lançamento, Dark Side of the Moon ainda impressiona pela produção do mestre Alan Parsons que foi transformando as ideias experimentais da banda em canções produzidas de forma soberbamente sofisticada e pelo clima cadenciado por sons de atmosfera única, fazendo do álbum praticamente uma espécie de “filme para os ouvidos”, tamanha busca de interação entre trabalho musical e ouvinte. 

Dark Side of the Moon ilustra perfeitamente o que é uma banda agir como banda, sem estrelismo de nenhum dos membros que pudesse atrapalhar o desenvolvimento, e obviamente, o resultado final da obra. É sem dúvida um dos exemplos mais clássicos de química perfeita na mistura de vários elementos em um único disco. Musicalmente e liricamente hipnotizante, Dark Side of the Moon não é apenas um álbum pra simplesmente ouvir enquanto bate um papo com amigo, fuça no computador ou usar de pano de fundo diante de situações que vão fazer com que as atenções ao mesmo sejam divididas. É uma obra que faixa a faixa faz com que pensemos sobre nossas vidas de um modo geral, acerca de situações como as das dificuldades em fazer escolhas, escravidão do homem diante do tempo, o dinheiro e suas falsas felicidades e ilusões e a correria do mundo no seu dia a dia. 

Dark Side of the Moon fez com que o popular abraçasse o experimental, colocou o Rock Progressivo onde ele jamais esteve, influenciou e influencia inúmeras bandas e marcou pra sempre a maneira de fazer música. Aquele disco gravado em 1973, até hoje segue atemporal, seja pelo seu conceito o qual inclusive segue mais atual do que nunca, seja pela produção e ideias que estavam muito a frente do seu tempo. Uma das obras mais significativas do século passado.




Track Listing

1.Speak To Me - 1:16
2.Breathe - 2:44
3.On The Run - 3:32
4.Time / Breathe (reprise) - 7:06
5.The Great Gig In The Sky - 4:44
6.Money - 6:32
7.Us And Them - 7:40
8.Any Colour You Like - 3:25
9.Brain Damage - 3:50
10.Eclipse - 2:04



Antes e Depois: Iggy – Pop & Jazz

 

O norte-americano (de Michigan) James Newell Osterberg tem marcado a ferro seu nome no mundo da música há mais de 40 anos. Primeiro com os Stooges no final dos anos 60, onde adotou a alcunha de “Iggy (de iguana) Pop”, definindo o que viria, meia década depois a ser definido como Punk, movimento estético-Musical que mudaria para sempre o mundo da música e a cultura em geral. 
David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed
Depois, em carreira solo (com eventuais participações especiais), foi o responsável por álbums e canções fundamentais no Rock And Roll. Sempre polêmico, consumiu exorbitantes quantidades de entorpecentes e se enfiou (trocadalho do carilho) em orgias insanas, principalmente no início de carreira.  

A polêmica também se extendeu por suas performances ao vivo – sempre energéticas – e aparições públicas em programas de TV, ou entrevistas em veículos impressos. 

Sempre surpreendente, Iggy, depois de quase duas dezenas de álbums lançados, da a cara à tapa – de novo – com aqueles que talvez sejam os seus mais ambiciosos lançamentos musicais.

O álbum Pop de Iggy



O primeiro , lançado em maio de 2009, recebeu o nome – em francês – de Preliminaires (título que dispensa tradução), e conta com doze músicas, sete delas de autoria de Iggy (seis em parceria com outros compositores), entre as restantes, estão, por exemplo, “Les Feuilles Mortes” (em duas versões, no começo e no final do álbum) com letra do poeta Jacques Prèvert, e “How Insensitive”, versão em inglês da famosa “Insensatez”, de Tom Jobim, ambas bem longe do que Iggy ficou famoso por cantar, mas que encontram-se com o desejo do cantor já há algum tempo. 

Todo o álbum segue de certa forma a mesma linha musical, e uma das autoriais inéditas de Pop, “King Of The Dogs”, ganhou um videoclipe (na verdade em algumas versões com sensíveis diferenças) bem bacana, em stop-motion, bem bacana e divertido, recebendo considerável divulgação. Préliminaires teve uma aceitação muito positiva, o que motivou Pop a cogitar seriamente um outro álbum na mesma linha. 

O álbum jazzístico de Iggy
Lançados exatos três anos depois do seu antecessor, Après (“Depois”, em francês) segue de onde o disco anterior parou: são dez canções, e nenhuma delas de autoria de Iggy… Entretanto, temos clássicos pop/soft-jazz que ficaram famosos na interpretação de artistas como Serge Gainsbourg (“La Javanaise”), Joe Dassin (“Et Si Tu N’Existais Pas”, que abre o disco. Uma das mais conhecidas músicas pop francesas), “La Vie En rose” (clássico na voz de Edith Piaf) e “Les Passantes (Georges Brassens), todas em francês, e outras no inglês nativo de Pop, entre as quais se destacam “Everybody’s Talking” (canção de autoria de Fred Neil que ficou conhecida na interpretação de Harry Nilsson), “Only The Lonely” (classicaço na voz do Ol’Blue Eyes Frenk Sinatra) e a rendição à famosa “Michelle” de autoria de Lennon/McCartney (mais do segundo). 
Iggy ao vivo
Apesar de se distanciar consideravelmente do que se esperaria, a princípio, de Iggy Pop, sua voz grave se encaixa muito bem nas músicas, tanto nas mais melancólicas (maioria em ambos os discos) quanto nas mais descompromissadas, nas quais a ironia do Sr. Osterberg se faz presente, ácida como sempre. Mais uma – bem sucedida – etapa criativa na carreira do cara, que nunca se deitou nos louros do passado, e tampouco se sentiu satisfeito apenas em se repetir. Nada mal para um senhor de 65 anos (em 2012) que, apesar de carregar o apelido de “Pop”, sempre foi muito mais além! Que continue…

Iggy Pop




Track lists

Préliminaires [2009] 
1. Les Feuilles Mortes 
2. I Want To Go To The Beach 
3. King Of The Dogs 
4. Je Sais Que Tu Sais 
5. Spanish Coast 
6. Nice To Be Dead 
7. How Insensitive 
8. Party Time 
9. He’s Dead / She’s Alive 
10. A Machine For Loving 
11. She’s A Business 
12. Les Feuilles Mortes (Marc’s Theme) 
Après [2012] 
1. Et Si Tu N’Existais Pas 
2. La Javanaise 
3. Everybody’s Talkin 
4. I’m Going Away Smiling 
5. La Vie En Rose 
6. Les Passantes 
7. Syracuse 
8. What Is This Thing Called Love 
9. Michelle 
10. Only The Lonely



DVD: Kiss – Kissology Vol 2 1978-1991 (2007)

 

Em 14 de Agosto de 2007 chegava às lojas o segundo volume da série Kissology. Assim como o primeiro volume da série, é um item obrigatório na coleção de seus fãs, mas por abranger um período maior, na minha opinião, ficou faltando material. O DVD vai de 1978 à 1991. Período de altos e baixos. Particularmente, gosto dos álbuns dessa fase. Mesmo o Music From The Elder e o Unmasked que muita gente gosta de criticar, acho bons álbuns. O Unmasked, na minha opinião, seria muito mais forte e muito mais bem recebido se tivesse recebido outra mixagem. Não considero suas músicas ruins. Apenas acho que o som ficou muito limpo. Entretanto, nesse período, sua popularidade oscilava muito e os conflitos internos eram mais frequentes. Lembra-se que na resenha anterior eu disse que a turnê de Love Gun trouxe os primeiros problemas internos? Pois é exatamente aí que começa o segundo volume…

O DVD 1 mostra exatamente este contraste. O vídeo começa com o documentário Land Of Hype And Glory. A capa mostra o especial como de 1978, mas muitos fã-clubes do Kiss apontam que o especial foi ao ar na emissora NBC em 1977. O filme tenta desvendar os mistérios da popularidade que o Kiss desfrutava no período. Traz entrevistas com os integrantes e trechos de apresentações da turnê do Alive II. Pelas imagens apresentadas, realmente parece ser de 1977.
Em seguida, temos a famosa entrevista do Tom Snyder na época do Dynasty. A entrevista é muito legal e mostra um Ace Frehley totalmente fora de si (muitos dizem que ele estava bêbado) e bem-humorado. Porém, a entrevista não está completa.
Na sequencia, temos o filme Kiss Meets The Phantom of The Park, lançado em 1978. Esse foi um ano atípico para o grupo. Foi quando lançaram no mercado os 4 álbuns-solo. – Há quem diga que foi uma jogada para os músicos acalmarem os nervos depois dos problemas da estrada. Há quem diga que foi uma jogada comercial, já que o fato de todos os integrantes de uma banda gravarem um disco e lançarem nas lojas no mesmo dia era algo inédito até então… – Pela primeira vez não saíram em turnê para divulgar o disco. E ainda fizeram este filme  para a televisão, produzido pela Hanna Barbera. Os problemas pareciam aumentar cada vez mais. As filmagens, ocorridas em Magic Mountain (California) e Hollywood Hills, foram tensas. O roteiro foi escrito e re-escrito. Na primeira versão, Ace era descrito como um personagem amigável e monossilábico. Ace, contudo, ameaçou abandonar o projeto caso não ganhasse falas. Peter negou-se a participar da pós-produção do filme. Com isso, sua voz não aparece no longa. As falas de Peter foram feitas por Michael Bell. (Não sei como funciona cinema hoje, mas nessa época, após as filmagens os atores tinham que dublar suas falas para deixar o áudio mais nítido). Sem contar que no último dia de filmagem, o baterista se envolveu em um grave acidente de carro (por conta disso, várias faixas do LP Dynasty não foram gravadas por Peter e sim, por Anton Fig). Mesmo ganhando falas, Ace abandonou diversas vezes o set de filmagem por conta de discussão com o diretor do filme.

Aqueles que são um pouco mais velhos, irão se lembrar do filme ter sido exibido na televisão brasileira com o título de Kiss e o Fantasma das Trevas. Essa versão é um pouco diferente da versão que passava no Brasil. Trata-se da edição europeia e não da norte-americana. A diferença? Algumas poucas cenas a mais e trilha sonora diferente. Nesta versão estão incluídas algumas canções dos álbuns-solo de 1978 que não apareciam na outra edição. Sem contar que aqui temos o áudio original. Não temos aquela dublagem tosca onde colocaram o Paul Stanley falando como se estivesse rouco.

Para quem não conhece a película, a historia trata de um empresário que possui um parque de diversões e concorda em fazer um show do Kiss no parque. Seu sócio, contudo, é contra e resolve acabar com o show criando robôs iguais ao Kiss, colocando-os para tocar no lugar do original com letras inofensivas. A banda tem que utilizar seus super-poderes para sair da prisão, destruir os robôs e apresentar o show verdadeiro para seu publico. Aqui, a banda era tratada em vários momentos como super-herois. Paul Stanley atira raio-laser pelo olho. Gene Simmons é extremamente forte e cospe fogo. Ace Frehley se teletransporta e Peter Criss é incrivelmente veloz. O roteiro, realmente, é fraco. Não é difícil encontrar algum depoimento do Paul Stanley tratando o filme como um erro. Em algumas cenas foram utilizadas dublês. Fiquei feliz de incluírem o longa-metragem nesse pacote. A banda durante muito tempo impediu sua reedição. Com isso, o VHS era vendido a preços abusivos nas Amazons da vida. E, mesmo que o filme não seja uma obra-prima, seus fãs mais fiéis queriam ter para completar sua coleção e tinham que recorrer a bootlegs onde muitas vezes a imagem era ruim. Vale pelo valor histórico.
Vamos então ao segundo DVD. O disco inicia-se com o clipe de Shandi. Todos já sabem que as baterias de Unmasked foram gravadas por Anton Fig (Frehley´s Comet). O nome do mesmo aparecia no encarte do LP. E todos já sabem que a turnê foi a estreia de Eric Carr. No entanto, por uma questão de contrato, Peter teve que filmar o clipe (essa é a mesma razão para aparecer seu nome na contracapa do LP). É sua última participação com o Kiss. O clipe de Is That You (que não está presente neste DVD) já trazia Eric nas baquetas.
Logo depois é a vez da entrevista que Peter Criss deu à CNN para explicar sua saída do grupo. Peter aparece de costas todo o tempo porque sua imagem ainda não podia ser revelada. Nessa época, os músicos haviam optado por não mostrar seus rostos para criar uma áurea. Muito provavelmente seu contrato não havia vencido ou existia alguma cláusula que o impedisse de aparecer publicamente durante algumas semanas após sua saída e, com isso, não poderia aparecer em rede nacional.
Peter Criss sai, Eric Carr entra. “Countdown” traz uma entrevista com a banda para a TV australiana. Provavelmente a primeira aparição deles com Eric Carr em um programa de televisão. As imagens são feitas no backstage de um show da turnê de 1980.
Antes de mostrarem um show desta turnê na integra, demonstram mais uma aparição em um programa televisivo. Desta vez, vão ao estúdio da emissora e interpretam duas canções de Unmasked: “She´s So European” e “Talk To Me”. As performances aqui são playbacks. Dá pra notar perfeitamente o que falei sobre a mixagem das músicas no início do texto.
Finalmente chega o momento que todos esperavam. O show da turnê Unmasked. A primeira turnê com Eric Carr. Esse show é muito legal porque as músicas deste álbum nunca mais foram apresentadas em concerto (com exceção de “Shandi” que foi apresentada em formato acústico alguns anos atrás). Com isso, essa é sua única chance de ouvir as versões ao vivo de canções como “Is That You” e “Talk to Me”. O show está quase completo. Infelizmente God Of Thunder está com um corte.
E eis que chega o momento de Music From The Elder. Como os fãs mais fervorosos estão carecas de saber, este álbum não teve turnê. Portanto, as imagens apresentadas aqui são aquelas já conhecidas versões do especial de TV Friday´s. A gravação ocorreu em 15 de janeiro em 1982. Foram apresentadas: “The Oath”, “A World Without Heroes” e “I”. Desta vez, ao vivo. Muito legal, principalmente pelo visual do Paul Stanley. Com os cabelos mais curtos e aquela faixa na cabeça, igual à capa da coletânea Killers. Como eu gostaria de ver o Kiss tocando The Oath novamente…
O segundo DVD encerra com uma apresentação no programa de TV Toppop (Holanda), onde realizaram um playback de “I Love It Loud” para promover o álbum “Creatures Of The Night”. Ace Frehley ainda aparecia junto com a banda. Uma de suas últimas aparições. Na turnê (que viria ao Brasil no ano seguinte) o spaceman seria substituído por Vinnie Vincent.
Chegamos ao terceiro DVD do pacote. As imagens continuam na era Creatures. O primeiro item dessa fita é muito legal para os fãs brasileiros, pois trata-se da apresentação que os músicos fizeram no Estádio do Maracanã em 1983. Embora não esteja na integra, a qualidade de imagem é muito boa (levando em conta os padrões da época, é claro) e os fãs têm a oportunidade de ver pela primeira vez a faixa Creatures of The Night que ficou de fora do especial da Rede Globo.
Os shows no Brasil foram os últimos com as máscaras. E o que temos, logo em seguida, é um momento histórico. A primeira aparição do Kiss sem as máscaras. Depois de esconderem seus rostos por quase uma década (pelo menos Gene e Paul), os músicos decidiram dar a cara para bater. A entrevista foi realizada para a MTV em 18 de Setembro de 1983. O mistério havia acabado…
O momento Lick It Up está representado com duas canções retiradas da apresentação ocorrida em Lisboa (Portugal). A primeira apresentação sem maquiagem! Embora seja curto, o vídeo é realmente um achado.
Até aqui o vídeo estava perfeito. A minha frustração vem em seguida. Os caras vão de 1983 para 1987, esquecendo completamente os discos Animalize e Asylum. Por que? Este seria o momento perfeito para incluírem o show do Animalize (inédito em DVD). E por que nenhuma imagem do Asylum? Nenhum clip? Nenhuma apresentação em TV? Não entendi…
O ano de 1987 é representada por uma versão compacta do show realizado no Spectrum na Crazy Nights Tour em 1987. O vídeo existe filmagem completa (tenho o bootleg em casa). Contudo, resolveram apresentar somente 5 músicas do concerto: “Love Gun”, “Bang Bang You”, “Reason to Live”, “No No No” e “Crazy, Crazy Nights”. Dá para entender a razão disto. Muitos fãs não gostam do álbum Crazy Nights por conta de sua sonoridade mais leve e inclusão de teclados.
Depois vem uma apresentação da turnê Hot In The Shade na integra. O ponto alto do terceiro disco. Depois de terem tido grandes dificuldades na tour de Crazy Nights (passaram a tocar em lugares um pouco menores e muitas vezes não conseguiam lotar as apresentações), o Kiss voltava a gerar interesse. A formação era a mesma de Crazy Nights: Paul Stanley, Gene Simmons, Bruce Kulick e Eric Carr. Nesta turnê, optaram por fazer um setlist maior e voltar com várias canções da década de 1970 que não tocavam há um bom tempo. Sem contar que, nessa época, voltaram às rádios com canções como “Forever” (aqui no Brasil chegou a fazer parte da trilha sonora da novela Rainha da Sucata) e “Hide Your Heart”. Esta última, chegou a ganhar uma versão do Yahoo com o nome de Para-Raios. A apresentação é fantástica! Paul Stanley estava em seu auge.
Na sequencia temos a noticia da morte de Eric Carr. A curta reportagem foi exibida no programa Day In Rock da MTV. Aqui no Brasil, o programa era exibido como MTV No Ar.
O ultimo capítulo do DVD é o videoclipe de God Gave Rock n Roll To You II. A ultima aparição do musico com a banda. O disco foi gravado com Eric Singer. Eric Carr estava muito fraco fisicamente e não tinha mais condições de gravar o disco. No entanto, o músico insistiu para gravar o clipe promocional. Stanley e Simmons concordaram. Nele, Eric Carr estava de peruca. O músico havia perdido todo seu cabelo na quimioterapia. Depois das legendas, há uma imagem do baterista no hospital 7 meses antes de sua morte. Eric havia passado por uma cirurgia no coração 3 dias antes. O rapaz estava com boa aparência e aparecia na câmera falando sem demonstrar nenhum tipo de abalo, inclusive, arriscando algumas piadas.
Neste segundo pacote existe apenas um Easter Egg. Exatamente neste último disco. Basta clicar em cima de Kissology no menu e você terá acesso á uma entrevista com Gene Simmons e Mark St John em 1984.

Assim como no primeiro volume, foram lançados no mercado 3 edições: Wal-Mart, Bestbuy e uma terceira edição para as demais lojas. Os 3 shows escolhidos já são conhecidos dos colecionadores e embora exista o registro na integra, mais uma vez, foram editados.
A edição mundial e a edição da Best Buy traziam apresentações da Crazy Nights Tour. Budokan e New York, respectivamente. A apresentação do Japão é melhor. Tenho ambos os shows na integra. No de Nova Iorque, Paul Stanley estava apresentando cansaço. Encontrava dificuldade em atingir algumas notas. No show do Japão, o cara mandou muito bem. No entanto, o bônus mais legal é a edição da Wal-Mart. Trata-se do clássico Largo 1979. Turnê do Dynasty. Além de ser a última turnê com Peter Criss, o repertório trazia algumas canções dos álbuns-solo de 1978 que nunca mais foram apresentadas ao vivo como “Move On”, “Tossin´ And Turnin´” e “Radioactive”. Ainda acho que esse show deveria ter entrado no pacote como parte principal e não como bônus…
DVD 1:
  • Land Of Hype And Glory
  • Kiss Meets The Phantom Of The Park
  • The Tomorrow Show com Tom Snyder
DVD 2:
  • Shandi (Videoclipe)
  • Entrevista de Peter Criss na CNN
  • Countdown
  • Rockpop :
Ø  “She’s So European”
Ø  “Talk To Me”
Ø  “Detroit Rock City”
Ø  “Cold Gin”
Ø  “Strutter”
Ø  “Shandi”
Ø  “Calling Dr. Love”
Ø  “Firehouse”
Ø  “Talk To Me”
Ø  “Is That You”
Ø  “2000 Man”
Ø  “I Was Made For Lovin’ You”
Ø  “New York Groove”
Ø  “Love Gun”
Ø  “God Of Thunder”
Ø  “Shout It Out Loud”
Ø  “King Of The Night Time World”
Ø  “Black Diamond”
  • Fridays
Ø  “The Oath”
Ø  “A World Without Heroes”
Ø  “I”
  • Top Pop
Ø  “I Love It Loud”
DVD 3:
Ø  “Creatures Of The Night”
Ø  “Cold Gin”
Ø  “Calling Dr. Love”
Ø  “Firehouse”
Ø  “I Love It Loud”
Ø  “War Machine”
Ø  “Black Diamond”
Ø  “Rock And Roll All Nite”
Ø  “Creatures Of The Night”
Ø  “Detroit Rock City”
Ø  “Love Gun”
Ø  “Bang Bang You”
Ø  “Reason To Live”
Ø  “No, No, No”
Ø  “Crazy, Crazy Nights”
Ø  “I Stole Your Love”
Ø  “Deuce”
Ø  “Heaven’s On Fire”
Ø  “Crazy Crazy Nights”
Ø  “Black Diamond”
Ø  “Shout It Out Loud”
Ø  “Strutter”
Ø  “Calling Dr. Love”
Ø  “I Was Made For Lovin’ You”
Ø  “Fits Like A Glove”
Ø  “Hide Your Heart”
Ø  “Lick It Up”
Ø  “God Of Thunder”
Ø  “Forever”
Ø  “Cold Gin”
Ø  “Tears Are Falling”
Ø  “I Love It Loud”
Ø  “Love Gun”
Ø  “Detroit Rock City”
Ø  “I Want You”
Ø  “Rock And Roll All Nite”
  • Day In Rock – 25 de Novembro de 1991
  • “God Gave Rock ‘N’ Roll To You II” (videoclipe)
  • Eric Carr no hospital (Bônus)
  • Easter Egg: Entrevista de Gene Simmons e Mark St. John
DVD Bônus
Tradicional:
  • Budokan 1988
Ø  “Love Gun”
Ø  “Cold Gin”
Ø  “Crazy Crazy Nights”
Ø  “Heaven’s On Fire”
Ø  “War Machine”
Ø  “I Love It Loud”
Ø  “Lick It Up”
Ø  “I Was Made For Lovin’ You”
Ø  “Detroit Rock City”
Ø  “Rock and Roll All Nite”
Wal-Mart:
Ø  “Radioactive”
Ø  “Move On”
Ø  “Calling Dr. Love”
Ø  “Firehouse”
Ø  “New York Groove”
Ø  “I Was Made For Lovin’ You”
Ø  “Love Gun”
Ø  “Tossin’ And Turnin'”
Ø  “God Of Thunder”
Ø  “Shout It Out Loud”
Ø  “Black Diamond”
Ø  “Detroit Rock City”
Ø  “Rock And Roll All Nite”
Best Buy:
Ø  “Deuce”
Ø  “Love Gun”
Ø  “Fits Like A Glove”
Ø  “Heavens on Fire”
Ø  “Cold Gin”
Ø  “Black Diamond”
Ø  “Firehouse”
Ø  “Crazy, Crazy Nights”
Ø  “Calling Dr. Love”
Ø  “War Machine”
Ø  “Tears Are Falling”

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