quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

O Lamento Barítono de Um Ícone do Rock Alternativo – 62 Anos de Michael Stipe

 John Michael Stipe é uma das figuras mais icônicas da aurora alternativa, tão forte nos anos 80/90, e que deixa seus traços até hoje. Vocalista da lendária banda R.E.M, tornou-se um dos frontmen mais icônicos do Rock mundial,  completou 62 anos.

Desde os primórdios do grupo, ainda como uma promessa no circuito das “rádios universitárias”, a voz do garoto que, segundo o guitarrista Peter Buck “comprava os discos mais estranhos”, à época um murmúrio, coloria aquele som cru de discos como “Murmur” (1983″ e “Reckoning” (1984), mas já com dicas do que viria a seguir.

A banda, que já era quase um equivalente aos Smiths americanos, alçaria voos inimagináveis na virada da década, com “Out Of Time” (1991) e “Automatic For The People” (1992), e deixariam o cult para se tornarem grandes estrelas mundiais. O caráter misterioso de Stipe, além de uma mão ímpar para canções e melodias belíssimas, atraíam, para o bem e para o mal, todos os holofotes.

Já as vozes de uma geração, o R.E.M recusou-se a desacelerar, atravessando décadas, e se reinventando em pérolas como “Review” (2000) ou o agressivo “Accelerate” (2008). Seu fim veio em 2011, quando, bem, já tinham entregado tudo e mais um pouco ao mundo, num adeus honestíssimo.

Desde então, Stipe vem lançando pouquíssimo material musical e focado em outros dotes artísticos, com ocasionais singles e participações, mas sua influência é inegável. Idolatrado por nomes como Kurt Cobain e Thom Yorke, é o ícone de uma geração que jamais será esquecida!

75 anos de Stephen Stills!

 75 primaveras! O número exato da idade que Stephen Arthur Stills  completou em 03-01-2020 . Em seu vasto currículo constam as passagens pela icônica banda Buffalo Springfield, o lendário trio Crosby, Stills and Nash; por vezes quarteto, quando Neil Young – segundo ele, Stills era um gênio – juntava-se ao galático time e a sua parceira com Chris Hillman chamada Manassas. Além de ter uma carreira solo brilhante e multi – premiada. Foi considerado pela revista Rolling Stone o 47º melhor guitarrista de todos os tempos.

O talento de Stills já podia ser notado nas composições que ele deixou no Buffalo Springfield, as quais cito a espetacular ”For What It’s Worth” – muito regravada posteriormente por outros artistas notáveis – o Rush, por exemplo – ”Sit Down, I Think I Love You”, ”Bluebird” e ”Rock and Roll Woman”. Continuou demonstrando todo o seu vultoso repertório com David Crosby e Graham Nash. Além de escrever boa parte das músicas, Stills ainda toou guitarra, baixo e teclado no disco.

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Seu álbum homônimo, o primeiro de sua discografia solo, de 1970, contara com nomes estrelados como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Ringo Starr e seus companheiros de CSN. Seu segundo disco também alcançou um enorme sucesso, com músicas que vão do Rock, passando pelo Blues, Country e indo até à música latina.

Um dado impressionante da carreira de Still é que todos os seus álbuns após o Buffalo Springfield tornaram-se ou disco de ouro ou disco de platina. E é fácil entender o porquê: Basta você pegar o fantástico Manassas (1972). O auto-intitulado primeiro disco da sua parceria com Chris Hillman (ex The Byrds e Flying Burrito Brothers) ilustra perfeitamente os dados estratosféricos que seus discos atingiram.

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Poderia passar horas listando os ótimos trabalhos deixados por este músico espetacular. Multi – Instrumentista, compositor, arranjador e que às vezes até se arriscava como produtor, o pacote Stephen Stills é mais do que completo. Tinha a capacidade de embarcar em qualquer gênero ou estilo musical e sempre escolheu a dedo as parcerias e projetos que gostaria de desenvolver, não à toa todos resultaram em altos índices de vendas e aprovações. uma breve e singela homenagem a este monstro da música. I WISH YOU THE BEST, STEPHEN!!!

NO BAIRRO DO VINIL

 Beatriz de Sousa Santos - Uma vedeta totalmente ignorada

Uma das figuras mais distintas da música portuguesa de todos os tempos é também simultaneamente uma das mais esquecidas pela nossa imprensa (mesmo a especializada). Cabe-nos a nós contribuir para que a memória de alguns sobreviventes dessa época não se esmoreça, bem como contribuir para que outros fiquem a conhecer (ainda que com algumas décadas de distância) essa grande pianista que foi Beatriz de Sousa Santos.
Beatriz de Sousa Santos era uma artista peculiar e foi esse aspecto que sempre a caracterizou. De facto, não podemos olvidar que na época de 40 e 50 foi uma das poucas mulheres que se destacou como instrumentista num universo predominantemente masculino. Contudo, a singularidade de Beatriz de Sousa Santos vai muito para além disso, pois outras mulheres solistas instrumentistas co-existiram na mesma altura. O que mais se destaca é simplesmente a linha artística que a mesma seguiu, pois embora tivesse adoptado como instrumento de eleição o piano, afastou-se da linha clássica da altura, aderindo aos ritmos modernos sobre teclas e à improvisação sobre temas estrangeiros aprendidos de ouvido em noites às claras junto ao seu rádio receptor.

Em inícios de 1944, o director musical da NBC, enviou-lhe um telegrama com uma proposta milionária para actuar nas emissões normais daquela estação. O telegrama tinha os seguintes dizeres: “Oferecemos contrato de executante de piano, música moderna, com ordenado anual de dez mil dólares para actuar nas emissões normais da N.B.C. Queira responder”. 
Contudo, contrariamente ao que fora noticiado na época com grande destaque na imprensa, Beatriz de Sousa Santos, acabou por recusar tal convite, ficando-se por Portugal onde fez toda a sua carreira, fosse como pianista residente do Hotel Mundial (onde terá permanecido cerca de 19 anos), seja na Emissora Nacional, onde colaborou com assiduidade com Mota Pereira, no Centro de Preparação de Artistas de Rádio, desde a sua fundação em 1947. Não deixa de ser curioso que Beatriz de Sousa Santos chegou a confessar ter medo das audiências de milhões de ouvintes nos Estados Unidos ao mesmo tempo que admitia ser um sonho trabalhar com os coros de All Johnson, ou conhecer Bing Crosby ou Vera Lynn, que na altura fariam furor na N.B.C. Terá sido a sua exagerada modéstia que a impediu de se tornar mundialmente famosa, não duvidamos.
Beatriz de Sousa Santos, nos anos 40


Temos plena consciência que as novas gerações provavelmente nunca ouviram falar de Beatriz de Sousa Santos, pois o apogeu da sua carreira ocorreu há mais de 50 anos , durante as décadas de 40 e de 50 do século passado. No entanto, não deixamos de lamentar que tão ilustre e mediática figura não conste em qualquer obra de carácter enciclopédico virada para a música ou para as artes e o espectáculo. Uma verdadeira lacuna. Veremos o que o futuro nos reserva.
Escusado será dizer, como aliás bem se salienta no blogue “Isto é Espectáculo” que Beatriz de Sousa Santos morreria na miséria, totalmente esquecida pelo público e por aqueles que outrora do seu talento se serviram para promover a imagem da cultura e do talento dos portugueses.
Caso algum leitor disponha de mais dados sobre esta figura incontornável gostaríamos que entrasse em contacto connosco. Para já, deixamos para os nossos ouvintes e leitores uma pouco da música de Beatriz de Sousa Santos.



Beatriz de Sousa Santos 
Alvorada MEP 60209
A1) Canção do mar - Estoril - Sempre que Lisboa canta 
A2) Chove lá fora - La paloma - Cielito lindo
B1) Flamingo - Woman in love
B2) La piu bella del mondo - Parole e musica - Chau Chau bambina

Clique no play para ouvir a última canção do lado B.

Microsoft Groove: uma plataforma de streaming que não impõe limites

 

microsoft groove

E a verdade é que o mercado tem apresentado cada vez mais ofertas ao utilizador, competindo pela sua atenção e fidelidade. Os mais recentes dados levantados ao mercado do streaming de músicas, nos Estados Unidos, mostram que o iTunes, a Pandora e o Spotify continuam a ser líderes de vendas. Mais abaixo surgem outras opções, como o Apple Music e o Google Play, e até mesmo o serviço de streaming da Amazon, mas não surge sequer o Microsoft Groove.

No entanto, não estará na hora de valorizar a plataforma de streaming da Microsoft? Afinal de contas, a Microsoft continua a ser um dos maiores gigantes do mundo tecnológico, tendo-nos brindado com alguns produtos que se tornaram indispensáveis para o nosso dia-a-dia. Considerando tudo isto, decidimos por isso colocar os fones nos ouvidos e fazer o nosso registo na Microsoft Groove para perceber se vale ou não a pena usar este serviço. Eis o resultado.

O que é o Microsoft Groove e por que o deve utilizar?

Na era do streaming de músicas, a Microsoft decidiu que estava na hora de fazer uma mudança estratégica para conseguir igualar a concorrência que até agora tem sido liderada pelo Spotify. Mesmo que já dispusesse de uma plataforma de streaming de músicas – a Xbox Music – a multinacional tecnológica decidiu reinventar o sistema e dar forma a algo totalmente nova: O Microsoft Groove.  Em 2015, este foi o início de uma nova fase para a Microsoft, que esperava assim obter um melhor posicionamento no mercado.

“O Groove descreve como as pessoas se sentem e agem com música, e é mais intuitivo para os nosso utilizadores do Windows 10 quando quiserem encontrar algo dentro da app”, disse a própria Microsoft na sua página oficial, aquando do lançamento do Groove.

Para quem não conhece, façamos as devidas apresentações. O Microsoft Groove apresenta-se como uma plataforma de música (disponível em software, na web ou em aplicativo para dispositivos móveis) que permite ouvir música em streaming e organizar toda a biblioteca musical que fizer parte do seu dispositivo. Até aqui não há muito a saber, uma vez que segue os mesmos moldes aplicados pelos concorrentes.

Com o Groove Music, tem acesso imediato ao catálogo musical online da Microsoft para streaming ou download para uso offline (caso subscreva o serviço). O acesso é válido no Windows 10, assim como Windows Mobile, iOS, Android, Xbox e na internet, com preços mensais que variam conforme região e país. Um ponto mais negativo, mas que no entanto era expectável, é que faça o registo com uma conta Microsoft.

   

Se está habituado a usar Spotify e Deezer, saberá certamente que existe um pequeno problema que por vezes pode ser inconveniente: os ficheiros locais que tem no seu computador, ou no telemóvel, não podem ser reproduzidos se não estiverem em tais dispositivos.

Groove distingue-se de qualquer outra plataforma de streaming por solucionar este problema, assumindo-se com um diferencial que nos surpreendeu pela positiva: basicamente, ao hospedar as suas músicas MP3 no serviço de armazenamento OneDrive, poderá fazer o streaming a partir da app do Groove, esteja ligado em que dispositivo for. Uma novidade que quebra um constrangimento e permite maior liberdade ao utilizador.

Se quer descarregar conteúdo para ouvir no modo offline, existem algumas coisas de que precisa de tomar nota. O utilizador pode descarregar para audição em offline álbuns completos, singles, playlists apenas clicando no menu hamburger e selecionar de seguida a opção “Download”. Todavia, é importante destacar que só pode ter conteúdo offline em um total de 5 (cinco) dispositivos de uma só vez.

Isto quer dizer que precisa de estar atento aos logins que faz (que pode gerir facilmente através do menu de configurações do Groove). Também ficamos satisfeitos por saber que o Microsoft Groove possui um serviço de rádio online, muito semelhante ao do Google Play ou do iTunes Radio.

Revisão do produto: Amplificador estéreo de rede Marantz PM7000N

 

Atualmente, muitos fabricantes estão correndo para incorporar uma gama abrangente de opções de streaming em seus amplificadores, sem sacrificar a qualidade do áudio ou disparar o preço.

Entre no mais recente streamer estéreo integrado da Marantz, o PM7000N , que pode ser a resposta para todos os nossos problemas. Tendo recentemente vencido o What Hifi? prêmio de melhor sistema Hi-Fi abaixo de £ 1.000, a unidade chegou à nossa loja, onde pudemos ver o motivo de todo o alarido para nós mesmos.

Construído para incorporar seu design frontal curvo exclusivo, a unidade é inconfundivelmente Marantz e inclui uma enorme variedade de recursos. Possui 60W de amplificação por canal, além de suporte para uma lista abrangente de serviços de streaming de áudio.

O PM7000N possui quatro entradas analógicas (incluindo um pré-amplificador phono) e quatro digitais, que são USB, coaxial digital e duas entradas ópticas. Além disso, você tem uma saída de subwoofer, saída de gravação e porta de fone de ouvido frontal de 6,3 mm.

O DAC integrado é uma atualização do usado nos modelos PM6006 e PM5005 anteriores e suporta streaming de até 24 bits/192kHz em todas as entradas digitais, para que sua coleção de alta resolução esteja em boas mãos. Além disso, a opção de audição Pure Mode permite ignorar as entradas e circuitos digitais, dedicando os esforços do amplificador ao áudio analógico puro, se necessário.

O Marantz PM7000N vem em preto e prata/ouro.

Quanto ao streaming de rede, o PM7000N o cobre. Ele vem totalmente equipado com a plataforma multiroom HEOS e permite acesso ao Spotify, Tidal, Deezer e Amazon Music por meio de conexões com ou sem fio. Além disso, o aparelho conta com Bluetooth, Apple Airplay 2 e suporte para Google Assistant, Siri e Alexa.

Montamos o Marantz em nossa sala de demonstração e o emparelhamos com o Monitor Audio Silver 200s , e ficamos surpresos com a dinâmica sem esforço e o desempenho perspicaz que ele tinha a oferecer. Ele provou ser mais do que capaz de lidar com qualquer faixa que jogamos, extraindo detalhes e reproduzindo a dinâmica em todos os formatos de áudio.

Transmitindo do Tidal, começamos com Sisyphus de Andrew Bird, e o 7000N disparou, com os sutis dedilhados do violão se segurando contra batidas estrondosas da caixa, e o baixo cortando a mixagem de forma clara e sólida.

Em seguida, colamos Monsters Exist da Orbital em vinil através de um Project Debut Carbon para testar o estágio fono. Os arranjos complexos não foram problema para o Marantz, com um desempenho sólido e dinâmico mesmo em volumes mais baixos. Mudar para o Pure Mode deu um novo nível de emoção ao som, entregando faixas com maior eficiência e facilidade.

Em sua faixa de preço, o PM7000N é um kit fantástico e não é de admirar que tenha sido eleito o melhor em sua classe. A qualidade de construção é excelente, mas com os mesmos mostradores de plástico do PM6006 , (agora um terço do preço), pensamos que alguns botões um pouco mais bonitos poderiam ter sido usados. E apresentar um único conjunto de terminais de alto-falante foi uma pequena decepção, mas no geral os compromissos são mais do que redimidos em seu desempenho sonoro. Você está convidado para o Richer Sounds local para experimentá-lo.

ALBUNS DE ROCK PROGRESSIVO

 

Pink Floyd - Relics (1971 - 1996)


 LightbulbSun nos traz a segunda coletânea dos Floyds, lançada em 1971, com material de seus três primeiros álbuns ("The Piper at the Gates of Dawn", "A Saucerful of Secrets" e "Music from the Film More"), e material que anteriormente estava disponível apenas em singles. Também inclui a faixa "Biding My Time", uma raridade que só foi tocada durante os shows ao vivo de "The Man/The Journey" em 1969 e foi gravada em 9 de julho de 1969, no Abbey Road Studios. Então aqui está mais um material de uma banda que já temos bastante, mas agora com um produto raro.

Artista: Pink Floyd
Álbum: Relics
Ano: 1971 - 1996
Gênero:
49:18
Referência: Link para Discogs, Bandcamp, Youtube, Wikipedia, Progarchives ou qualquer outro.
Nacionalidade: Inglaterra

"Relics" foi uma compilação baseada em uma compilação de singles, enfrentados por outras canções de seus 3 primeiros álbuns, na época o Pink Floyd tinha apenas 5 álbuns de estúdio: "The Piper at the Gates of Dawn" (de agosto de 1967), " A Saucerful of Secrets" (junho de 1968), "More" (junho de 1969), "Ummaguma" (novembro de 1969) e "Atom Heart Mother" (outubro de 1970). à venda para acalmar a ansiedade dos fãs que pediam mais material ao grupo, após o sucesso de "Atom Heart Mother" em 1970. Este álbum abriu caminho para a chegada do mítico "Meddle" seis meses depois.

A capa original é um desenho de um navio feito por Nick Mason quando estudava arquitetura. Originalmente lançado em 14 de maio de 1971 pela Starline Records no Reino Unido e em 15 de julho nos Estados Unidos. Depois veio outra capa, acho que corresponde a uma versão de 2016, onde mudaram a capa: montaram a nave em 3D. E vieram outras tapas que não conheço. A última remasterização deste álbum data de 2018, por James Guthrie, Joel Plante e Bernie Grundman, numa reedição que surge 50 anos após o lançamento original.

Como você se sentiria se algum idiota acidentalmente quebrasse alguma joia pessoal? Como você, eu ficaria chateado se alguém acidentalmente quebrasse esse recorde para mim. Porque, só de olhar para a sua capa mágica, qualquer um vai imaginar que o que tem dentro não é molho de soja.
Ter a discografia desses titãs em vinil ou CD é apenas um luxo, algo que todos nós deveríamos ter se nos consideramos amantes da música. E entre tantos bons discos de estúdio e épicos diretos como o magistral PULSE, deparamo-nos com uma coletânea que, como diz o título, só contém relíquias: Relics.
Até o cachorro conhece Pink Floyd de Dark Side Of The Moon, que não haja dúvidas. Mas e o que veio antes? Quantos se lembram não do mastro, mas da estrutura do grupo? AHA! É o que eu quero dizer.
Relíquias é como fumar uma droga desconhecida e viajar no tempo para a era vitoriana. Vestido com um smoking daqueles anos (se você for homem), ou em um elegante vestido de solteira arquitetônico (se você for mulher), andando por um corredor acarpetado, paredes de mogno e fotos dos membros por toda parte. Então você chega a uma sala enorme, cheia de discos até dizer basta, e você vê... um estranho artefato que nem Da Vinci conseguiu definir com exatidão. O que vai ser um enfeite... você bufa entre tanta emoção. Será um barco? Poderia ser algum instrumento persa? Que diabos é aquela coisa lúcida naquela tábua de madeira? Você caminha lentamente em direção a ele enquanto Shaaaain oooon você creeeeeeeeeeeeizy diaaaamond soa de algum lugar ... Bem, você será bem-vindo ... e então você se depara com ele. A relíquia da casa floydiana. Então embaixo desse artefato que é uma espécie de híbrido entre um barco de madeira, instrumentos musicais e enfeites para colocar na sala, tem um vinil com esse mesmo artefato na capa.
Vamos ver o que temos aqui...
Em seguida, o vinil te transporta para uma área da mansão totalmente diferente da que você conhecia. Não existem mais diamantes malucos, prismas de onde saem arco-íris, paredes de tijolos brancos ou animais flutuando, nada disso. O longo corredor decorado da forma mais foda catastrófica (mas artística) nos presenteia com uma primeira porta no mais puro estilo Pantera Cor de Rosa. A primeira coisa que vemos lá dentro são 4 idiotas vestidos como os Beatles, mas ao mesmo tempo como The Doors e com óculos Mod, mas também com sua boa classe alta. Ali estão alguns alto-falantes rosa, alguns vidros quebrados, um gravador solto, que diabos é isso? Conforme você se aproxima do local, Interstellar Overdrive soa de algum lugar. Você ri muito enquanto o instrumental faz você imaginar cair em uma espiral eterna de se contorcer profundamente. Aí você se depara com dois singles perdidos no tempo: Arnold Layne e See Emily Play. Conforme você desliza a mão sobre eles, lembranças vêm à mente como no desenho animado Avatar: flashbacks de uma universidade inglesa barroca, uma tia vestindo sua melhor camiseta do Flower Power, quatro caras cantando cacofonias em um microfone de plástico.
Você sai desse abismo para entrar em uma segunda sala. Mais calmo, mais quieto, mais carinhoso... uma nova imagem nos surpreende muito: um dos membros que vimos na sala anterior não está mais lá. Viramos a cabeça e o vemos em um autorretrato um pouco distante dos demais. Aquele homem que sorria loucamente agora está afastado do grupo, um pouco triste e com o olhar perdido no tempo. Agora outro jovem de cabelos compridos e olhos ternos cobria o grupo. Uma primavera japonesa bastante fria banha a sala com memórias e vislumbres de compreensão. Remember A Day faz o que diz: lembra aquele dia distante de paellas, mulheres e vazio sentimental. Paint Box e Julia Dream observam você silenciosamente do lado ignorado de algum vinil mais conhecido por sua famosa música.
O Pink Floyd teve a maravilhosa ideia de caminhar pela vida ao estilo Megaman X: viajar por todos os mundos possíveis e deixar para trás obras-primas, cada uma melhor que a outra. De aberrações espaciais em Astronomy Domine e sons de um homem cozinhando em Alan's Psychodelic Breakfast a sublimidade épica em Dogs and Disco beats em Another Brick In The Wall II. Esses caras foram o mais longe que puderam e entregaram presentes como Papai Noel no Natal.
O último quarto cheira bem. Parece ser bom. Você respira bem. Um moinho estilo Castilla-La Mancha e a música mais agradável lhe dão as boas-vindas. Você procura um assento, mas só encontra violões, teclados clássicos, linhas vocais hilárias. Cirrus Mirror e The Nile Song brilham como o folclore inglês clássico, mas com muito francês e espanhol. Sentes o ar puro, o cheiro das vacas do campo e ao longe contemplas um lago de onde emerge uma espécie de espiga, mas ficas satisfeito e regressas pelo caminho por onde vieste.
Pouco antes de sair, uma música de circo da quinta série atrai você para uma última sala. Você mal abre a porta e cai em um beco mais moderno; as patrulhas da polícia estão ficando mais barulhentas, eles estão procurando por você. Você corre como James Bond entre paredes sem fim e depois cai naquela sala cheia de relógios, bicicletas quebradas e um patinho de borracha malvado que não te deixa rir como Satanás.
-Você GOSTA da minha BIKEAAAAAA?
pergunta uma voz de uma escada sem fim que você sobe até escorregar em uma casca de banana arco-íris e desmaiar. Agora os relógios estão perseguindo você como um livro de Stephen King para comê-lo vivo, algumas garotas de aparência assustadora vêm à sua casa e o patinho ri como Stalin em pleno andamento.
-MUAHAHAHAHA MUAHAHAHAHA MUAHAHAHAHAHA!!.
Você finalmente acorda e se encontra em sua cama. Seguro. O vinil (ou CD) culminou.
Quem diabos quer ver 2001: Uma Odisséia no Espaço se você vai viajar para qualquer lugar com este álbum? Relics é uma viagem no tempo que te deixa totalmente nocauteado e sem ar para respirar. Malditos 43 minutos recheados de sabores tão variados mas incrivelmente saborosos. MUITO OBRIGADO GILMOUR, MASON, WRIGHT, WATERS!! E ESPECIALMENTE PARA VOCÊ, SYD BARRETT!! Obrigada por nos proporcionar tantos momentos lindos e especiais! Obrigado por ter vivido para nos dar tudo o que você nos deu! Obrigado Pink Floyd, por fazer parte da minha vida ontem, hoje e sempre!
Syd Barrett, Richard Wright… descanse em paz suas almas eternas.
Continue brilhando... diamantes loucos.

Heartbolt

Relics se destaca como um magnífico compêndio musical da evolução sonora do Pink Floyd, desde as primeiras fantasias psicodélicas de Barrett "Arnold Layne" e "See Emily Play" até a extraordinária melodia de "Paintbox" (para a qual o vídeo foi filmado para a televisão belga em 1968, com a banda a fazer mímicas numa ponte e onde David Gilmour aparece pela primeira vez como guitarrista), transporta-nos depois para um mundo de sonho com a sublime e etérea "Julia Dream", para chegar ao requintado blues na maravilhosa e temperamental "Biding my Time" (composição de Roger Waters). Embora não seja um álbum novo, expandiu suas fronteiras sonoras além dos limites convencionais ao explorar outros gêneros.




Mas outro incidente acrescentou valor "mítico" a este álbum. Após uma batalha legal com a EMI Austrália (que lançou o álbum naquele país sem o consentimento da banda), "Relics" permaneceu fora de circulação por um longo tempo, até ser relançado em CD em 1996. Outro dos pormenores curiosos corresponde às diferentes capas com que o álbum foi apresentado em diferentes países e épocas.



Lista de faixas:
1. Arnold Layne
2. Interstellar Overdrive
3. See Emily Play
4. Remember a Day
5. Paintbox
6. Julia Dream
7. Careful with That Axe, Eugene
8. Cirrus Minor
9. The Nile Song
10. Biding My Time
11. Bike


- Syd Barrett / vocal, guitarra
- David Gilmour / vocal, guitarra
- Nick Mason / bateria, percussão
- Roger Waters / vocal, baixo
- Richard Wright / vocal, teclado

RARIDADES


Burnin Red Ivanhoe - M144 (1969)

Um dos primeiros (se não o primeiro) álbum de rock progressivo da Escandinávia e certamente da Dinamarca (junto com Culpepper's Orchard), o álbum de estreia do BRI também é notável por ser duplo (lutando com o norueguês Junipher Greene por esse título) e é repleto de com influências muito diversas. Resolutamente rock em espírito, o álbum oscila entre o blues, soul, jazz (ou mais provavelmente jazz-rock) e muitos estilos mais folclóricos, sem ser realmente folk.

Armado com seu ataque de seção de sopro duplo (o grupo é na verdade um septeto - dois baixistas diferentes usados ​​- se eu julgar pelos créditos do álbum), as evidentes incursões do grupo iriam, é claro, para o jazz e, portanto, para o jazz-rock, mas um estranho mistura de Chicago Transit Authority e Colosseum. Dizer que um disco tão obscuro recebeu o melhor da produção na solitária Copenhague seria o exagero do ano, mas o álbum também não se saiu mal.

Uma das coisas estranhas sobre este álbum é que, embora existam cerca de vinte faixas, nenhuma delas obviamente se destaca (bem, talvez - apenas talvez - Purple Heart e sua continuação, Larsens), e também nenhuma é mais fraca do que apenas a média. . Mas parece que o segundo disco é um pouco melhor que o primeiro, mas não tenho certeza de onde termina e onde começa, pois reviso a versão do CD.

Quase imperceptível é o violino de Claesson em Kaj, a flauta de Menzer no seguinte Tingel-tangelmanten (tanto faz...;-), mas notamos a harpa de boca (misturada demais) em Laeg Dig. Os blues são parte indispensável do repertório deles e por isso talvez criem uma leve sensação de desinteresse por parte do álbum, mas cuidado para não prestar atenção; você pode estar perdendo algo no segundo em que começa a derrapar. E você pode apenas participar do impressionante final de Killjoy.

Karsten Vogel (um fã da cena do jazz desde 61) continuaria como o líder do Secret Oyster, que é apropriadamente nomeado porque este grupo ainda continua sendo um dos segredos mais bem guardados da Dinamarca, e escondido em segurança em uma ostra. . De volta a este álbum de estreia, embora dificilmente essencial, se você gosta de Colosseum, este (os primeiros álbuns do BRI) pode ser uma obrigação para você. Tendo emprestado no último mês de um amigo para fins de revisão, ainda penso em adquiri-lo ou não. E acreditem, esta é uma escolha difícil porque há momentos soberbos nela, especialmente tendo em conta a sua idade e o seu passado. Escrito por Sean Trane. Avalie seu link

de música

Andrzej Korzynski – Diabeł (2023)

 

Andrzej Korzynski…A linhagem do kosmische do Leste Europeu e do rock psicológico cinematográfico inovador e triturador finalmente emerge de cinquenta anos de florestas proibidas para preencher sua sede de grails. Os principais provocadores progressistas da Polônia, Żuławski e Korzyński, finalmente expõem as raízes irregulares de Possession e The Silver Globe e dão ao diabo o que é devido por meio deste lançamento histórico.
Se um slogan de abertura que diz “Esqueça tudo o que você pensou que sabia sobre a história do rock psicodélico e dos filmes de terror” atrai você, então outras frases potencialmente hiperbólicas como “Lost Grail” e “Banned Forever” certamente fecharão o negócio, deixando o contexto mais amplo e extremamente significativo desse sonho realizado libera o excedente para a necessidade. Mas como esperamos…

MUSICA&SOM

…você espera dos lançamentos de Finders Keepers “O diabo está nos detalhes” e o fato de que qualquer menção às fitas master originais perpetuamente evasivas de um projeto de 1972 intitulado Diabeł e a frase “Santo Graal” tornaram-se sinônimos associados apenas acrescenta a ironia distorcida que envolve esta verdadeira obra-prima de ambos os campos mencionados.

Para aqueles exigentes o suficiente para perseguir a caçada, essas gravações desenterradas representam a coroação da uníssono ao longo da vida do Maestro Andrzej Żuławski e do cineasta Andrzej Korzyński, dois genuínos dissidentes do cinema experimental polonês que desafiaram as normas artísticas e sociais, em ambos os lados de um mundo politicamente restrito. regime e no palco artístico internacional, sem compromisso. Amigos desde a infância, Korzyński e Żuławski podem ter se dividido pelos holofotes e pela geografia (Żuławski, o intrépido emigrado), mas permaneceram unidos em sua visão criativa caleidoscópica, resultando em um fluxo fraturado de colaborações problemáticas e alucinantes da era de ouro, como Possession , O Globo de Prata e a Terceira Parte da NoiteEsta tão esperada liberação da obra-prima psicodélica conhecida como Diabeł finalmente completa a visão completa da dupla com o que muitos consideram a peça mais vital do prisma.


Oliver Coates – Aftersun (Original Motion Picture Soundtrack) (2023)

 

Oliver CoatesNo filme de estreia da cineasta Charlotte Wells, Aftersun , a memória é elusiva. No drama “emocionalmente autobiográfico”, uma mulher chamada Sophie (interpretada quando criança por Frankie Corio e quando adulta por Celia Rowlson-Hall) se lembra de umas férias que tirou para a Turquia com seu pai Calum (Paul Mescal) quando ela era criança. . Por meio de flashbacks transparentes - e filmes caseiros ainda mais transparentes - o filme pinta uma imagem comovente e idílica das férias. Mesmo em meio à nostalgia calorosa, Sophie parece lutar contra sentimentos de tristeza, ao reconciliar suas memórias positivas com a turbulência emocional de seu pai. É uma representação comovente de como as pessoas que amamos podem permanecer inacessíveis para nós - tudo o que sabemos sobre elas é o que elas nos informam.
Wells monta essas vinhetas em um filme que…

MUSICA&SOM

…parece pesado, sonhador e tocante, sentimentos ampliados pela trilha sonora do compositor e violoncelista  Oliver Coates . Baseando-se no amor pelo trabalho minimalista, mas fenomenológico, de Éliane Radigue - cujas composições Wells usou como trilha sonora temporária enquanto o filme estava em andamento, por uma entrevista com  o CRACK - Coates fez faixas lentas e estáticas que, no entanto, parecem repletas de significado e experiência. Através de arranjos de cordas elípticas, almofadas de sintetizador tranquilos e sons alucinatórios encontrados, a  partitura Aftersun  comunica uma sensação de melancolia e anseio em meio aos sons sobrenaturais.

Em uma declaração que acompanha a partitura, Coates escreve que buscou uma música que pudesse refletir “o vívido brilho da memória” – um processo de pensamento ilustrado por “One Without”, uma dica-chave usada na cena final e nos créditos do filme. Construído em torno de uma figura de corda repetida, sobrepondo-se a trilhas de reverberação cintilantes e pouco mais, é sobressalente, mas pisca com calor e luz. Ecoando e repetindo por pouco mais de quatro minutos, parece uma meditação sobre constância e perda, destacando o que permanece o mesmo e o que muda sutilmente conforme as memórias passam pela sua cabeça, de novo e de novo.

Coates é conhecido por sua abordagem divertida e abstrata da composição eletrônica - até mesmo entregando-se ao amor por faixas de dança Aphexian nervosas em  Shelley's on Zenn-La de 2018 - mas seu trabalho para  Aftersun  é decididamente mais minimalista. Algumas faixas são formalmente complexas, enquanto outras, como “Tai Chi”, são construídas em torno de drones de cordas simples. Ainda assim, ele extrai muita emoção e textura dos toques mais leves. Essa profundidade se deve em parte a algum tratamento tecnológico. Coates dá crédito ao designer de som Johan Nilsson por “enganar” o algoritmo de um software de áudio para “extrair percussão, baixo ou vocais onde não há nenhum”. Mesmo as faixas mais simples parecem assombradas - brilhando com uma vida inesperada de uma forma que lembra as peças de ambiente distorcidas coletadas no influente álbum do PAN. Compilação Mono No Aware . Como resultado, essas peças carregam peso emocional mesmo fora do contexto do filme: é uma música ambiente cheia de sugestões e sombras, permitindo que ouvintes curiosos se aproximem dela e preencham as lacunas com suas próprias meditações.


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