sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Resenha Elemental Álbum de Tears for Fears 1993

 

Resenha

Elemental

Álbum de Tears for Fears

1993

CD/LP

Com o sucesso de "The Seeds of Love", lançado em 1989, com uma turnê mundial que passou até no Brasil. Mas em 1991, devido a conflito de egos, desavenças e problemas financeiros e pessoais, Curt Smith deixa o Tears For Fears e Roland Orzabal, decide fazer um novo álbum, ainda sobe o nome de Tears For Fears, mas é somente ele e uma banda de apoio.

"Elemental" começa o disco, é uma faixa pop-rock, funky, soul e com alguma influência de eletrônica e new wave. Começa com um sintetizador, depois, vem uma bateria até que simples, uma guitarra bem no estilo surf music, uma faixa bem esquecível. Depois, "Cold" é uma faixa que é uma mistura de new wave, pop-rock e com influência de hard-rock. Uma bateria envolvente, um baixo tímido, uma guitarra quase solando em quase todo o tempo da musica, teclado e sintetizador dando a textura no fundo da musica, uma boa faixa. Depois, para mim, a melhor faixa, "Break It Down Again". Uma bateria de marcha, que depois, lembra muito o que Bill Bruford faria, uma guitarra estilo new wave, um baixo com mais destaque, teclado e sintetizador são os protagonistas dessa faixa, a forma como eles foram usados, ajudaram muito o que a musica era para ser. "Mr. Pessimist" é uma faixa de pop quase genérico, as guitarras distorcidas, o teclado servindo de piano, juntamente o sintetizador, dando a textura no fundo da canção são os destaques da faixa. "Dog's A Best Friend's Dog" é uma faixa mais rock. Uma guitarra potente, uma bateria no estilo de Alan White (Yes), um baixo dando uma potencia a mais para a musica, um teclado simulando um piano também combinou bastante com a faixa. O solo é rápido e eletrizante. Uma faixa surpreendente. "Fish Out Of Water" é uma excelente mistura entre folk, shoegaze, eletrônica, com influencia de hard rock. Uma bateria sólida, um contrabaixo novamente tímido, um violão potente, uma guitarra distorcida,, principalmente no solo e teclado / sintetizador dando aquele apoio para ajudar a ganhar o peso. Uma ótima faixa e uma das minhas favoritas. "Gas Giants" é um pop e eletrônica bem diferente, ainda mais com uma bateria com um andamento diferente, uma faixa sem graça. "Power" é uma mistura de pop, shoegaze e rock, que lembra alguma musica dos Titãs e não sei por que. Uma bateria boa, uma guitarra lembrando a musica "Marathon" do Rush, mas de uma forma, lembra a musica "Marathon" do Rush. Um baixo novamente, envolvente e um teclado simples e chamativo. O solo começa simples e sem força, mas rapidamente, ganha um peso. Uma outra ótima faixa. "Brian Wilson Said" é uma faixa beeeeeeem psicodélica, bem no estilo dos Beach Boys, uma faixa para quem gosta MUITO de psicodelia, mas não deixe de se enganar pelo piano no inicio. Por fim, temos "Goodnight Song", outra faixa que é um rock psicodélico, com uma leve influencia de new wave e post-rock. Uma boa faixa para encerrar um bom trabalho. "Elemental" é um disco que pode soar estranho para os ouvidos, mas é um bom trabalho.

Resenha Let's Rock Álbum de The Black Keys 2019

 

Resenha

Let's Rock

Álbum de The Black Keys

2019

CD/LP

Creio que a maioria das pessoas que ouviram The Black Keys vão dizer que "El Camino" é o melhor deles, (se perguntar a melhor faixa, vão dizer que é "Lonely Boy"), e que "Turn Blue" começou a "decadência" deles. Mas depois de um hiato de 5 anos, eles voltaram, e advinha, o publico não gostou. Mas hoje vim falar sobre a minha experiência ouvindo "Let's Rock" e como ele é um dos melhores álbum do duo estadunidense.

O álbum começa com "Shine A Little Light" que possui um incrível riff de guitarra, uma bateria pulsante, um baixo tímido e as texturas eletrônicas e de sintetizador que estavam no trabalho anterior. Um outro destaque vai para o rápido solo de guitarra. Em seguida, temos "Eagle Birds", que começa com uma bateria sólida. Um tempo depois, a guitarra sofisticada, o baixo (um pouco menos tímido) e o teclado/órgão. Essa faixa lembra muito, músicas animadas do final dos anos 1950 e inicio dos anos 1960. "Lo/Hi" lançada como single dois meses antes do álbum ser lançado e é facilmente é a melhor desse disco. Uma bateria com influencias de Phil Collins, linhas de guitarra e baixo interessantes, o coral belo, solo de guitarra rápido e contagiante, uma letra que entra na sua cabeça (principalmente o refrão). Diante temos "Walk Across The Water", que começa com teclado e sintetizador dando um clima, lembrando muito o que Arctic Monkeys fez um ano antes de "Let's Rock", mas com um detalhe, com mais apego a um som pesado, por conta de uma guitarra mais pesada/distorcida. O solo dessa canção é um pouco arrastado, comparado a outros solos do álbum. "Tell Me Lies" começa com uma guitarra novamente distorcida, a bateria um pouco lenta, baixo mais solto. Um refrão que "solta" todos os instrumentos e um solo um pouco menos arrastado. "Every Little Thing" começa com uma guitarra totalmente distorcida, uma bateria energética, mas que volta ao normal, um baixo novamente tímido. "Get Yourself Togheter" lembra muito um gospel, principalmente no refrão, mas a musica não fala de religião. Lembra principalmente no refrão, o solo é curto, mas lembra um pouco de "Free Bird" do Lynyrd Skynyrd. "Sit Around And Miss You" é uma faixa com influencias de folk, principalmente no inicio. No refrão, a guitarra e a bateria vem com o peso na medida certa, em minha opinião. "Go" foi lançado como single uma semana antes do álbum ser lançado e é uma faixa bem rápida. Guitarra, bateria, baixo bem pesados. O solo é curto, mas é contagiante. "Breaking Down" começa com uma citra, uma guitarra calma, uma bateria consistente. No refrão, a canção ganha o peso, mas é um peso grande, que quase chamaria de hard rock moderno. O solo é longo para os padroés The Black Keys, mas é arrepiante. "Under The Gun" começa de uma forma eletrizante, na hora do refrão, é quase um momento de explosão. Por fim temos "Fire Walk With Me". Um começo arrepiante, em minha opinião, uma guitarra quase solando em toda musica, uma bateria pulsante e sólida. Uma boa musica para encerrar um bom álbum. "Let's Rock" pode ser um pouco maçante, mas é um bom álbum e um bom retorno.

“Mais”(1991), Marisa Monte

 


Parece até que foi ontem que Marisa Monte lançou o seu segundo álbum, Mais, no começo de 1991. Me lembro do estouro de Marisa Monte lá por volta de 1988/89, ainda bem novinha, com uns 22 aninhos, apadrinhada por Nelson Motta e apoiada por toda uma forte campanha promocional. Fez um enorme sucesso com o primeiro disco, o MM, gravado ao vivo durante um programa especial para TV Manchete, só com regravações onde ela se revelava uma grande intérprete e era tida como uma nova diva da MPB. A imagem dela, o figurino, a maneira de cantar deixavam claro o ar de diva. O marketing trabalhou bem, e deu certo. Mas o talento facilitou tudo. O disco foi um imenso sucesso de público e de crítica, batendo a marca de 700 mil cópias vendidas.

Mas a prova de fogo mesmo foi o segundo álbum. Mais confirmou que não só ela não era uma mera "sensação do momento" como também uma compositora talentosa e madura, apesar de jovem. Das 12 faixas, cinco são de autoria dela, algumas compostas em parceria como "Tudo Pela Metade", "Mustaphá" e "Ainda Lembro", as três dela e de Nando Reis, e “Beija Eu”, composta por ela e Arto Lindsay. A única que ela compôs sozinha foi "Eu Sei (Na Mira)".

Marisa mostra em "Mais" a sua orientação pela MPB ao gravar Caetano Veloso, Cartola e Pixinguinha, por exemplo, mas mostra também a sua sintonia com o pop contemporâneo ao gravar canções de alguns integrantes dos então membros dos Titãs como Arnaldo Antunes ("Volte Para o Seu Lar"), o já citado Nando Reis (“Diariamente”) e uma parceria de Branco Mello e Arnaldo Antunes ("Eu Não Sou da Sua Rua").

Produzido por Arto Lindsay, Mais foi muito bem sucedido, talvez mais até do que o primeiro disco de Marisa, vendendo pouco mais de 700 mil cópias. “Beija Eu” estourou nas rádios, assim como "Eu Sei (Na Mira)", que fez parte da trilha sonora da novela “O Dono do Mundo”, da Globo, em 1991. Quem também foi trilha de novela e foi bem executada em rádio foi "Ainda Lembro", o bonito dueto de Marisa com Ed Motta e que embalou a novela “Deus Nos Acuda”, também da Globo, em 1992. "Volte Para o Seu Lar" e o cover "De Noite Na Cama" foram outras faixas do álbum que também viraram hits radiofônicos.

A partir de Mais, Marisa engatou uma sequência de bons álbuns que a consagraram como uma das maiores cantoras da sua geração, bem como a tornavam a primeira grande estrela da MPB da era dos vídeo clipes no Brasil com surgimento da MTV no começo dos anos 1990.

Faixas:

1. "Beija Eu"
(Marisa Monte - Arnaldo Antunes - Arto Lindsay)

2. "Volte para o Seu Lar"
(Arnaldo Antunes)

3. "Ainda Lembro"
(Marisa Monte - Nando Reis)

4. "De Noite Na Cama"
(Caetano Veloso)

5. "Rosa"
(Pixinguinha - Otávio de Souza)

6. "Borboleta"
(Folclore nordestino)

7. "Ensaboa"
(Cartola - Monsueto)

8. "Eu Não Sou Da Sua Rua"
(Branco Mello - Arnaldo Antunes)

9. "Diariamente"
(Nando Reis)

10. "Eu Sei (Na Mira)"
(Marisa Monte)

11. "Tudo Pela Metade"
(Marisa Monte - Nando Reis)

12. "Mustapha"
(Marisa Monte - Nando Reis)



“Blood Sugar Sex Magik”(1991), Red Hot Chili Peppers

 


Até 1990, os Red Hot Chili Peppers eram tão somente uma banda californiana de rock com quatro álbuns no currículo formada por quatro integrantes malucos e desbocados. Haviam alcançado uma projeção razoável com o álbum Mother's Milk, que bateu a casa das 5 milhões de cópias vendidas, puxado pelo hit "Higher Ground", uma regravação de um antigo hit de Stevie Wonder. Apesar de toda a porra-louquice, os membros da banda não estavam nada satisfeita com a sua então gravadora, a EMI. Queixavam-se do patrulhamento, da pouca liberdade que tinham pra criar e produzir.

Daí que no momento da renovação de contrato, decidiram cair fora e procurar uma nova gravadora. Chegaram a conversar com Virgin, a Sony Music, a Geffen, mas acabaram acertando com a Warner Music. A nova gravadora não só deu à banda a tão sonhada liberdade de criação, como também um bom tempo para compor e produzir, além de um orçamento bem "gordo" para custear a produção do novo álbum, muito maior do que a antiga gravadora costumava oferecer.

Para a produção do novo e primeiro álbum pela Warner Music, recrutaram o produtor Rick Rubin, profissional que já havia produzido artistas do quilate de Beastie Boys, Slayer, Run-DMC, The Cult, LL Cool J. Rubin gostava de punk rock, rap, heavy metal e funk, ou seja, a mesma preferência musical dos Red Hot Chili Peppers. Rubin caiu como uma luva para as pretensões do quarteto californiano.

Ao contrário dos produtores dos outros discos, que tentavam moldar o som da banda à revelia de seus integrantes, Rubin buscou dar aos Red Hot Chili Peppers a liberdade criativa e extrair de cada integrante, o que de melhor eles podiam oferecer. Para tanto, Rubin convenceu a banda a se mudar para uma antiga mansão que ele havia transformado em estúdio de gravação, em Los Angeles, Califórnia. Os Red Hot Chili Peppers e o produtor se mudaram de mala e cuia. Construída em 1918, a mansão até hoje tem fama de mal assombrada. No entanto, desde que se tornou um local para gravação e produção musical, diversos artistas já passaram por lá. E os Red Hot Chili Peppers foram os primeiros.

A banda e o produtor se enclausuraram durante o mês de maio e junho de 1991, compondo e gravando material para o novo álbum. Rubin deu orientações e sugestões no processo de composição e arranjos das faixas, sem no entanto interferir na liberdade criativa do quarteto californiano. 

A velha mansão onde os RHCP gravaram Blood Sugar Sex Magic
A experiência em gravar o álbum num lugar um tanto quanto inusitado, foi profícua. Gravaram ao todo 25 músicas, e dessas, 17 foram parar no novo e duplo álbum Blood Sugar Sex Magik, uma obra diversificada e ao mesmo tempo coesa. O álbum mostra que a banda conseguiu aprimorar o seu funk rock, estilo que o Red Hot Chili Peppers vinha perseguindo desde os primeiros discos, porém, mal resolvido. Conseguiram chegar perto do objetivo com Mother's Milk, o álbum anterior, mas é em Blood Sugar Sex Magik que consolidaram o estilo, com o baixo de Flea mais virtuoso e suingado, dialogando bem com a bateria de Chad Smith. A guitarra de John Frusciante se mostra inspiradíssima nos sons de Jimi Hendrix e Sly & The Family Stone, mestres que lá no passado já experimentavam a mistura de rock e funk. Frusciante, um “devoto” desses caras, apenas trouxe essas referência à luz do rock alternativo dos anos 1990. Anthony Kiedis, dá mais vasão a seu lado rapper, conciliando com sua condição de vocalista de banda de rock. O saldo final é que fica claro que a parceria da banda com Rick Rubin foi fundamental, e a escolha como produtor do álbum se mostrou a mais acertada.

Frusciante e Flea zoando nos intervalos
das gravações.
Nas 17 faixas de Blood Sugar Sex Magik, o funk rock é a linha mestra do álbum, apesar do grupo passear por outros estilos. "The Power Of Equality" abre escancarando o álbum falando de racismo, preconceito e desigualdade, seguida da hendrixiana "If You Have To Ask". A romântica “Breaking The Girl", surpreende os fãs com a sua pegada eletro-acústica comprovando que o Red Hot Chili Peppers não é só groove e distorção. “Funcky MonKs” remete aos funks dos anos 1970. Se em "The Righteous & The Wicked", os quatro pedem paz imediata no mundo,  em faixas como “Suck My Kiss”, "Blood Sugar Sex Magik" e "Sir Psycho Sexy" eles querem é sexo e sacanagem. "My Lovely Man" é uma evidente homenagem a Hillel Slovak, guitarrista da formação orginal dos RHCP morto por overdose de heroína em 1988. "Give It Away" é a “irmã funk” de “Come Together”, dos Beatles. “Under The Bridge" é um pouco da vida de Anthony Kiedis, falando de um período de solidão quando esteve abstinente de drogas.

Blood Sugar Sex Magik chegou às lojas em 24 de setembro de 1991. Foi muitíssimo bem acolhido pela crítica, e teve uma ótima recepção do público. Puxado pelo hit “Give It Away”, o álbum após seis meses de lançado, já havia conquista disco de platina pela marca de 1 milhão de cópias vendidas e rendeu cinco singles. Na turnê de lançamento, os Red Hot Chili Peppers excursionaram com o Nirvana e o Smashing Pumpkings pelos Estados Unidos. Além de "Give It Away", o album emplacou outros hits. “Under The Bridge" fez um sucesso estrondoso no radio e na TV em todo o mundo. “Suck My Kiss", "Breaking The Girl", "If You Have To Ask" e a faixa-título também viraram hits.

Flea, Chad Smith, John Frusciante e Anthony Kiedis
O sucesso arrebatador de Blood Sugar Sex Magik levou os Red Hot Chili Peppers para o estrelato. As altas vendagens do álbum passaram a incomodar John Frusciante, que logo começou a ter conflitos. Seu vício com o uso de drogas fugiu do controle e sua insatisfação com o sucesso do álbum era grande, o que o fez deixar a banda durante a turnê de Blood Sugar Sex Magik. Arik Marshall assumiu o posto para completar a turnê, sendo substituído depois por Dave Navarro como membro efetivo.

Com Blood Sugar Sex Magik, a Red Hot Chili Peppers se consolidou como estrela de primeira grandeza no mainetream do rock mundial. Ao longo do tempo, o álbum bateu a marca de mais de 19 milhões de cópias vendidas.  Após o sucesso avassalador do álbum duplo e de uma turnê estafante, a banda só viria lançar um novo álbum de inéditas em 1995, One Hot Minute, que não tinha a irreverência e nem o impacto de Blood Sugar Sex Magik. A banda só iria se redimir em 1999 com Californication, que iria superar comercialmente Blood Sugar Sex Magik. Mas isso é um capítulo à parte, uma outra história.

Todas as faixas foram compostas pelos Red Hot Chili Peppers, exceto a faixa 17, de autoria de Robert Johnson.
Faixas:

1. "The Power of Equality" 4:03
2. "If You Have to Ask" 3:37
3. "Breaking the Girl" 4:55
4. "Funky Monks" 5:23
5. "Suck My Kiss" 3:37
6. "I Could Have Lied" 4:04
7. "Mellowship Slinky in B Major" 4:00
8. "The Righteous and the Wicked" 4:08
9. "Give It Away" 4:43
10. "Blood Sugar Sex Magik" 4:32
11. "Under the Bridge" 4:24
12. "Naked in the Rain" 4:26
13. "Apache Rose Peacock" 4:43
14. "The Greeting Song" 3:14
15. "My Lovely Man" 4:39
16. "Sir Psycho Sexy" 8:17
17. "They're Red Hot" 1:11


"Give It Away"


"Unde The Bridge"


"Suck My Kiss"


"Breaking The Girl" 


SUPER PROGRESSIVO


Yes na Argentina!!!!





                     E vamos começar pelo ruim do show, acho que foi a sua curta duração, não tocaram Close to the Edge, e o palco não tinha imagens de Roger Deam ou qualquer tela para vê-los de longe, mas não importa, o talento deles estava lá!
A surpresa foi dada por Steve ao tocar a virada de seu solo que trocou "The Clap" por "Aries" música de seu primeiro álbum solo.
Foi um espetáculo inesquecível, o melhor dos últimos 11 anos, quando se apresentaram com a Tour”
Eles estavam muito próximos, Howe é incrível, seus movimentos e energia são os de um garoto de 20 anos dando aqueles chutes estilo carateca. Oliver Wakeman (tímido) levando o primeiro quarto do recital, seu teclado soou incrível e seu moderno Notaram-se toques que acrescento em vários temas, como nos temas do álbum Drama entre outros. David Benoit, muito bem não há nada que o censure. Alan White, com um grande solo que nos deixa a todos contentes. E o gente que estava bem cheia o tempo todo a ponto de antes de tocar a última música quando saíam para descansar um pouco não paravam de torcer por eles com canções e aplausos por nem um minuto!
   Agora, ficou demonstrado que a nova formação passou no teste ao vivo nos EUA, Europa e agora vai para a América do Sul, resta saber o que acontecerá com o novo álbum... os novos integrantes têm o desafio mais difícil , será que dois novatos conseguirão dar o ar novo e moderno que a banda precisa para poder compor material como está hoje no mercado fonográfico?, sem J. Anderson (compositor principal) e com S. Howe que ainda não lançou material importante por muito tempo, poderia C.Squire? Esperemos que a UNIÃO destes 5 nos surpreenda!

ESQUINA PROGRESSIVA

 

Big Big Train - Grimspound (2017)



Em se tratando dos últimos anos a Big Big Train tem sido sem dúvida alguma o principal nome no mundo do rock progressivo mundial, lançando discos de extrema qualidade que a alavancaram a outro patamar, provavelmente o mais elevado desse século. Eles realmente têm um som muito acessível e que responde aos desejos principalmente aos fãs do Genesis era Peter Gabriel que sempre gostariam de saber o que seria nem que seja mais ou menos da banda se Phil Collins nunca tivesse assumido a liderança e a levando a um som mais calcado no pop 80’s.

Nos pelo menos últimos oito anos a cada lançamento a banda tem se tornado mais sólida no cenário mundial, conseguindo o que raras bandas principalmente dessa geração conseguem, definirem sua própria direção e som, construindo uma atmosfera única, universo sonoro deslumbrante. A musicalidade é sempre impressionante, demonstrando que o tempo, longevidade e um forte grupo colaborativo com a mesma ambição tem o poder de fazer com que a banda evoluía ilimitadamente.

O disco abre com “Brave Captain”, faixa que sem dúvida alguma nos faz imaginar que venha a ser a escolha de abertura dos concertos da banda a partir de agora. Um épico baseada em Albert Ball, um dos principais pilotos de caça inglês durante a Primeira Guerra Mundial. Trás uma introdução que pavimenta um clima atmosférico e assombroso antes de introdução de todos os instrumentos mostrando a cadencia principal da canção. A música possui toques encantadores de flauta e violino, David Longdon desempenha um vocal bastante expressivo e emotivo.

A segunda faixa é a instrumental, "On the Racing Line”. Carrega consigo uma influência de jazz/fusion, algo inclusive novo em se tratando do grupo, Nick D'Virgilio mostra aqui porque pode ser considerado tranquilamente como um dos melhores bateristas do mundo. Linda música.

“Expetimental Gentlemen” foi a faixa que logo na primeira escuta me fez perceber que a banda estava voltando ao seu som apresentado em trabalhos anteriores. A introdução é suave e pastoral dando ao ouvinte uma sensação de devaneio através de uma bateria suave que regimenta a canção enquanto um belo trabalho de piano e flauta dá o tom da canção. Possui guitarra de toque brilhantemente evocativo e descritivo. Por vezes o violino de Rachel Hall ocupa o centro da música auxiliada e encorajada por um teclado emotivo que dá uma sensação afetiva ao trabalho. Possui um lindo solo de guitarra que atrai a atenção antes que a calmaria e reflexão se assentem sobre uma seção de piano onde o som sutil do baixo de Greg Spawton se junta a bateria de Nick D'Virgilio e uma guitarra que assombra a música até chegar ao seu fim.

Em "Meadowland" o ouvinte é apresentado a um lugar onde as pessoas se reúnem para compartilhar seus pensamentos sobre as coisas que amam. Uma faixa requintadamente graciosa que emociona. De vocal sincero que traz uma sensação de nostalgia. A interação entre violino e guitarra é genial.

“Grimspound” tem uma introdução lenta e edificante onde sem demorar muito se instala em sua alma. Novamente apresenta vocais bastante emotivos. Uma canção que personifica muito bem a banda e a sua marca maravilhosa de rock progressivo pastoral. A música é cativante e suave com uma cadência linda, sobre tudo a linha elegantemente nómada de guitarra que só contribui pra deixa-la com mais classe e charme.

Em “The Ivy Gate” , David Longdon tem a parceria nos vocais da vocalista, Judy Dyble, fundadora da banda de folk Fairport Convention. A fusão deu bastante certo, mostrou um folk elegante e um rock progressivo mais pastoral. A introdução é através de um banjo atmosférico. A voz de Judy acrescenta drama e suspense à música e uma aura misteriosa envolve a canção, somada às grandes sequências de violino. Também apresenta uma erupção liderada por um baixo dinâmico dando mais força ao conjunto da obra. No fim, pode se dizer que trata-se de uma declaração musical extremamente poderosa.

Com mais de quinze minutos, “A Mead Hall In Winter” é a música mais longa do álbum. Uma peça musical bastante imersiva que parece pedir para que o ouvinte se envolva plenamente. David Longdon não é apenas o vocalista aqui, mas um trovador apropriado contando histórias através dos tempos e sua voz parece voltar na história para ecoar os primeiros dias da banda do disco The Different Machine em diante. Possui um coro cativante e viciante, os vocais harmonizados são assombrosamente memoráveis e os pequenos fragmentos de violino e guitarra são a cola que brilhantemente segura todos os outros instrumentos juntos e em uma perfeita engrenagem. Possui no meio outra seção instrumental fascinante. Vocais e instrumentais entrelaçam e se combina em uma entrega musical intrincada, mas ao mesmo tempo acessível. Um trabalho soberbo de órgão também merece menção assim como a investida de violino. Quinze minutos de prazer sonoro que chega ao fim com vocais sedutores sobre uma música apaixonante ressoando aos ouvidos. Sensacional.

O álbum finaliza através de “As The Crow Flies”. Provavelmente a faixa mais pessoal e melancólica. Possui um timbre profundo. Tem em sua abertura um ar meio sombrio. O trabalho de guitarra é exemplar, como se o instrumento estivesse falando com o ouvinte. O momento que a voz delicada de Rachel Hall se junta é uma coisa de graça etérea e acrescenta esperança e desejo de levantar o sentimento de perda que pairava sobre tudo. A natureza sentimental da música deixa uma grande marca no coração e alma de quem entende e sente a sua mensagem, finalizando o álbum de uma maneira que não poderia ser melhor.

Em última análise, é notório que eles nunca estiveram “mais banda” do que estão nesse disco. Um disco bastante aguardado de uma das bandas mais reverenciadas atualmente do rock progressivo. Apresentaram novamente canções que ratificam mais uma vez o porquê de terem a reputação que carregam hoje. Não se tratam apenas de músicas, mas histórias sejam factuais ou ficcionais, para entregar um espetáculo profundamente envolvente e fascinante. Um belíssimo “castelo de areia” que uma maré jamais levará.



Track Listing

1.Brave Captain - 12:37
2.On The Racing Line - 5:12
3.Experimental Gentlemen - 10:01
4.Meadowland - 3:36
5.Grimspound - 6:56
6.The Ivy Gate - 7:27
7.A Mead Hall In Winter - 15:20
8.As The Crow Flies - 6:44



BATERISTA MÁRIO COSTA APRESENTA O SINGLE ”CHROMOSOME”

 

“SUMMER REGRETS” É O NOVO EP DOS THE SLEEPWALKERS

 

JOSÉ GONZÁLEZ PARTILHA NOVO EP… “VISIONS”


 José González acaba de partilha o EP “Visions”. O disco conta com remisturas para o tema “Visions” de “Local Valley”, o último álbum de José González.

 

As novas versões ficaram a cargo de Ela Minus e Dungen.

MARIANA REIS PARTILHA O TEMA “MAIS UMA SOBRE TI”

 

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