quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

MIGUEL CARMONA - QUASE IGUAL A TI (𝗹𝗲𝘁𝗿𝗮 da música)


 

Sei que te ias dar bem com a minha família
Pela forma tão tranquila com que levas o teu dia
E se é pr'a viver sem a tua companhia
Aceito simplesmente que és só mais do que eu merecia
Hmm, hmm
Só mais do que eu merecia
Hmm, hmm

Quero alguém assim
A réplica perfeita
De quem eu quis que fosses para mim
Mas já decidi
Por mais que não te tenha
Sei que vou escolher alguém que seja
Quase igual a ti, ti
Quase igual a ti, ti
Quase igual a ti

 

Vão passando os meses, vão passando os anos
Cada um na sua vida sem saber por onde andamos
E eu vou sabendo, por outros, os teus planos
Quem diria que hoje em dia se nos virmos não falamos
Hmm, hmm

Quero alguém assim
A réplica perfeita
De quem eu quis que fosses para mim
Mas já decidi
Por mais que não te tenha
Sei que vou escolher alguém que seja
Quase igual a ti, ti
Quase igual a ti, ti
Quase igual a ti

Resta-me saber
No que me vou tornar
Se numa vida inteira te estou sempre a comparar
E antes de morrer
Só espero encontrar alguém que seja
Quase igual a

Ti, ti
Quase igual a ti, ti
Quase igual a ti

 

DISCOS DE ÊXITOS


                                 Demétrius - Grandes Sucessos (2000)


Músicas:

01. Levante Little Suzie (Make Up Little Suzie)
02. Ternura (Somehow It To Be Tomorrow (Today))
03. Chorando Vou Pedir (Suspicion)
04. O Durão
05. Dia Chegará
06. Teu Romântico Canalha (Tu Romantico Canalha)
08. Um Dia Você Vai Voltar (
09. O Bêbado
10. Preciso Lhe Encontrar
11. Agora Eu Sei
12. Nas Voltas Do Mundo
13. Trevo De Quatro Folhas (I'm Looking Over A Four Leaf Clover)
14. Encontro
15. Sou Alguém Que Te Ama
16. Imenso Amor
17. Só Deus Sabe O Quanto Te Amei
18. Urso Veloz (Running Bear)
19. Ei! Meu Pai
20. O Casamento
21. Sou Feliz
22. O Passo Mais Errado Da Minha Vida



José Roberto - 20 Super Sucessos



Faixas:

01. Brigas De Amor
02. Sou Eu Chamando Voce
03. Mais Um Bobo
04. Sim Ou Nao
05. Lagrimas Nos Olhos
06. A Minha Vinganca
07. Tenho Um Amor Melhor Que O Seu
08. Quando Um Nao Quer Dois Nao Brigam
09. Nao Va Embora
10. Deus Queira
11. Meu Deus
12. Preciso De Voce
13. Ja Desliguei
14. Uma Lagrima
15. Resolvi Nao Te Deixar
16. Essa Menina Quer Casar
17. Desculpas
18. Vou-Lhe Rogar Uma Praga
19. Meu Bem Ao Menos Telefone
20. Benzinho




Review: Doctor Smoke – Dreamers and the Dead (2021)


Na estrada desde 2012, o Doctor Smoke soltou em 2021 o seu segundo ábum, Dreamers and the Dead. Sucessor da estreia The Witching Hour (2014), o CD foi lançado no Brasil em uma edição slipcase pela Hellion Records.

O som do Doctor Smoke é um metal com elementos de doom e hard, influências dos primeiros álbuns do Megadeth (intensificadas pela semelhança entre os timbres vocais de Dave Mustaine e Matt Tluchowski, cantor e guitarrista do grupo) e uma aura meio occult rock, o que poderá agradar apreciadores do Ghost.

Dreamers and the Dead vem com dez canções que proporcionam uma audição que varia entre interessante e irregular, muitas vezes soando como a banda de Papa Emeritus se ela fosse mais pesada e tivesse uma sonoridade mais crua. As melodias vocais são sempre cativantes, e ficariam ainda mais fortes nas mãos de um produtor mais experiente. No entanto, a produção do disco, com uma cara bem na cara e pesada, não compromete e é competente.

As melhores canções são “Reborn Into Darkness”, “Out of Time” (com um clima bem década de 1980 e solos e harmonias de guitarra bem legais), “Vexed” e “This Hallowed Ground”. A banda precisa de mais maturação, seja na estrada ou no estúdio, mas demonstra potencial para evoluir e alcançar um nível superior em trabalhos posteriores.

A capa merece destaque, com uma fantasmagórica caveira tirando a sua “máscara” humana, mas infelizmente não há informação do artista que a criou.

A edição brasileira conta com slipcase e com encarte em quatro páginas, com todas as letras.

Se você é fã de Ghost ou de metal com elementos de doom, confira.


 

Review: Deathgeist – Procession of Souls (2022)

 


O Deathgeist vem de São Paulo e chega ao seu terceiro disco com Procession of Souls, álbum que sucede a estreia auto-intitulada de 2017 e 666, segundo álbum, que saiu em 2019. Procession of Souls foi lançado pela Mutilation Records em parceria com a Thrash or Death Records em uma bonita edição slipcase, e traz encarte de oito páginas com todas as letras.

O disco foi produzido pela própria banda – formada por Adriano Perfetto (vocal e guitarra), Victor Regep (guitarra), Mauricio Bertoni (baixo) e Fernando Oster (bateria) – e vem com oito faixas que apresentam um thrash metal potente e old school. A sonoridade agrada qualquer fã do estilo com riffs ferozes, harmonias de guitarras, andamentos acelerados, alternâncias de dinâmicas e o vocal agressivo de Perfetto. Percebi influências de ícones do estilo com Kreator e Exodus, tudo embalado por uma aura onipresente de agressividade.

Entre as músicas, destaco a abertura com “The Greed’s Inferno”, o soco na cara que é “Morlocks” (fica a dúvida se foi ou não inspirada nos personagens presentes nas histórias dos X-Men), a música título e “Nightmare’s Chamber”, que chega a flertar com o metal mais tradicional e o speed metal.

Procession of Souls é um trabalho consistente de uma banda que merece mais destaque na imprensa que cobre a cena metal brasileira, e também nas estantes que abrigam as coleções dos metalheads país afora.



Resenha Dangerous Álbum de Wild Rose 2013

 

Resenha

Dangerous

Álbum de Wild Rose

2013

CD/LP

Muito bem. Após o debut, Wild Rose se prepara para o álbum seguinte, e é uma coisa que qualquer banda sofre, que é a continuação consistente de sua obra. Mas acontece que aqui rolou algo que entra para o hall de junções de grandes energias do universo. O vocalista original George Bitzios se retira da banda por problemas pessoais e esses caras recebem O CARA para substituição. Com uma carreira consolidada, diversos projetos, um talento AOR avassalador e uma voz monumental e única, Mr. David A Saylor entra nesta nave e a faz decolar às estrelas!

Começando pela capa, que apresenta um tema clássico de lindas mulheres em cinta liga e carrões antigos, típico dos 80's. Porém o que se ouve aqui é absolutamente nenhuma vulgaridade, pelo contrário, o disco navega através da ode às mulheres e ao amor. A junção de voz e som aqui está em um nível digno de panteão do mágico estilo, e o começo já é um "hadouken" na porta.  Uma espécie de som de bateria carregando sobe e Alone explode em nossos ouvidos! Aquele bruto Power AOR  entra, com Andy Rock, nitidamente mais poderoso, detonando sua guitarra em um timbre deliciosamente pesado, teclados de Dirty Haris matador em sua eficiente cama, baixo e batera na adrenalina, e Saylor entra arrepiando todos os poros do corpo. Aqui, diferente do primeiro disco, você vai cantar chorando cada refrão deste álbum, as dobras vocais desse cara traz o poder necessário para os melhores momentos do som. As bases são tremendamente pegajosas e parecem ter sido feitas perfeitamente ao encaixe melódico e adrenalítico do vocal. A bateria de Junior Domanos é precisa e simples, com aquela sonoridade nostálgica e com viradas que você vai ficar tentando batucar no ar ou em sua mesa. A seguir, Hold on mantém o pique, com canto forte e aquele coral marcante no refrão. Daí em diante o disco entra em uma nuance forte e romântica, já com uma trinca fabulosa. I Can't Stop Loving You... meus queridos... uau... para quem conhece o estilo, a identidade visual do AOR são muitas vezes paisagens de grandes e modernas metrópoles, e a intro dessa joia se funde por completo nessa AOR view, e após, o que se segue é uma das peças mais arrepiantes do disco, um teclado esplêndido, com um Saylor derramando melodia aos ouvidos em êxtase, puro AOR, em um pré e refrão alucinantes, sem mostrar dó nem compaixão. If You Still Love Me traz leveza e nuances vocais belíssimas, tudo em harmonia, mais lento mas sem perder a energia. Dream On tem um refrão que cola na cabeça e você vai cantar sozinho por dias. Awake, uma balada de pura emoção AOR, com uma letra de sofrimento amoroso e outra que não vai sair de sua mente. Tonight e I Won't Forget You são outras baladas românticas lindíssimas, esta última inclusive com backing vocals femininos de Tatiana Economou, um toque mais que especial. Is This Love e Not A Day Goes By finalizam a obra com honra. Enfim, W.R. chegou com esse disco e trouxe a magia certa para a banda, com uma produção não tão na cara, na medida certa para a proposta, com solos magníficos e direito à até um de sax! A chegada de Saylor deu o ar de gente grande e ainda renderia mais um absoluto petardo. Dangerous é perigosamente viciante e feito na medida para amantes do mágico estilo. Recomendo urgentemente!


Backdrop Falls explora novos horizontes em lançamento do novo single “Nothingness”

 

Backdrop Falls explora novos horizontes em lançamento do novo single “Nothingness”

Caracterizada por sua energia punk rock e riffs de guitarras marcantes, a Backdrop Falls resolveu se aventurar em caminhos diferentes com seu novo single. Com violão, guitarras dedilhadas e os já tradicionais vocais melódicos e letras reflexivas e sinceras, “Nothingness” é um passo fora da caixa para a banda, mantendo sua essência e adicionando a ela a perspectiva de novos horizontes a serem explorados. 

O single é uma balada alt-rock que promete agradar àqueles que já conhecem a sensibilidade da banda e cativar novos públicos. Disponível em todas as plataformas de streaming via selo Electric Funeral Records. 

“Nothingness”: onerpm.link/189545677650.

Sum 41, Against Me, Face to Face, Hellacopters… essas são algumas das bandas para as quais o quarteto brasileiro Backdrop Falls abriu ao longo de seus seis anos de carreira e que dá uma boa visão geral do que eles são.

Refrões cativantes que você pode cantar junto, riffs grossos de rock alternativo e sensibilidades pop punk e punk rock honestas são alguns dos maiores ativos da banda. A nova faixa  faz parte do lançamento do novo disco da banda ” Fairytales and Fireworks ” a ser lançado em 2023. 

O quarteto foi formado em 2016 na cidade litorânea de Fortaleza, Brasil, após ser idealizado e criado pelo vocalista/guitarrista/compositor Matheus Collyer. Começando como um projeto de estúdio, eles se tornaram uma banda completa logo após o lançamento de seu primeiro EP, quando começaram a excursionar pela cidade natal, dando seus primeiros passos e abrindo para bandas maiores do cenário nacional. 

Formada por Collyer (guitarra/vocal), Rafael Neutral (guitarra), Breno De Souza (bateria) e Marcelino Oliveira (baixo), a banda lançou seu primeiro full lenght em maio de 2019, intitulado “There’s no such place as home”, que foi distribuído em todo o mundo através de 10 gravadoras diferentes.

Resenha Darkbloom Álbum de We Came As Romans 2022

 

Resenha

Darkbloom

Álbum de We Came As Romans

2022

CD/LP

Depois de passar por uma fase de luto, o WE CAME AS ROMANS, quinteto de metalcore/post-hardcore de Michigam/EUA, lançou no final do ano passado seu sexto disco, “Darkbllom” (2022).

A banda vivia desde sua fundação uma sequência regular de lançamentos e conseguiu atingir uma boa posição entre os grupos do gênero com “Cold Like War” (2017), até que, em 2018 o vocalista Kyle Pavone faleceu devido a uma overdose.

Durante esses quatro anos de intervalo, os integrantes se viram naquela situação não tão rara assim no rock/metal: encerrar as atividades ou juntar os cacos ou tentar seguir em frente? Em memória a Kyle, optaram por continuar. Nesse período de luto, foram escrevendo material aos poucos e Dave Stephens ficou com os vocais, já que decidiram que não haveria um substituto para Kyle - o resultado disso tudo é o emotivo “Darkbllom” (2022).

Confesso que a proposta metalcore/post-hardcore não me seduziu muito a princípio, mas ouvindo o disco sem o estigma de “é metalcore, não vou gostar”, deu sim para achar bons momentos ali.

A primeira sensação depois de apertar o play foi lembrar do LINKIN PARK, só que com um instrumental mais pesado, mas ainda assim, com aquele forte apelo radiofônico. Os vocais de Dave Stephens também remetem aos de Chester Bennington pelo seu timbre e habilidade em equilibrar trechos ora cantados, ora gritados. As boas faixas “Plagued”, “Black Hole”, “Golden”, “One More Day” e “Holding The Embers” estão ali para comprovar essa referência, não cópia.
As letras abordam superação, desafios, conflitos internos, relacionamentos e, claro, a perda de Kyle. Mesmo ele sendo a força motriz do disco, a balada “Promise You” acabou soando um pouco forçada, apesar da sua óbvia boa intenção.

Contando com uma boa produção de Drew Fulk (ou Wzrd BLD) produtor com experiência nesse tipo de som, outros dois destaques ficam para o bom baterista David Puckett e aos bem colocados toques de eletrônica (posso sentir o calafrio de muitos leitores daqui) que ajudaram a dar mais dinamismo as músicas.

Se “Darkbllom” (2022) tivesse sido lançado nos anos 90, época áurea do estilo, eles também teriam estourado, assim como o primo rico LINKIN PARK, já que todos os elementos que catapultaram Chester e Cia. estão ali.

“Darkbllom” (2022) chegou ao Brasil através da Shinigami Records em parceria com a SharpTone Records.


Formação:
Joshua Moore: guitarra
Dave Stephens: vocais
Bian “Lou” Cotton: guitarra
Andy Glass: baixo
David Puckett: bateria

Faixas:
01 Darkbloom
02 Plagued
03 Black Hole feat. Caleb Shomo
04 Daggers feat. Zero 9:36
05 Golden
06 One More Day
07 Doublespeak
08 The Anchor
09 Holding The Embers
10 Promise You

Amphettamine mistura influências do universo Grunge e Gótico em novo álbum “De: Compondo”

 

Amphettamine mistura influências do universo Grunge e Gótico em novo álbum “De: Compondo”

O álbum de estréia “De: Compondo” da banda Amphettamine mistura influências do universo Grunge e Gótico, criando algo original e inovador na música alternativa. Treze faixas compõe o disco, sendo a primeira delas, uma introdução. 

Todas as letras tratam-se de temas pessoais de Amandha Ribaski (fundadora da Amphettamine), seguindo uma temática obscura e cotidiana, buscando ser o mais real e sincera possível, com o instrumental seguindo as nuances. 

O álbum contou com algumas participações de músicos convidados e foi produzido no estúdio “Funds House” em Curitiba-PR, sendo lançando pelo selo Electric Funeral Records.

“De: Compondo”: onerpm.link/759943127438.

Sobre Amphettamine:
Amphettamine é um projeto solo, idealizado e fundado no início de 2020 em Curitiba (PR), por Amandha Ribaski (compositora e vocalista). No aspecto lírico, trata-se de temas obscuros, reais e cotidianos, inspirados em situações pessoais. As melodias acompanham as nuances, buscando sua originalidade e contendo influências de post grunge, gothic e industrial. 

O projeto também conta com a participação de Músicos convidados: Roberto Hendrigo (Remedy Tones, Marven James, ex-Semblant), Malcom Gouvêa (Independente) e Jefferson Verdani (Cülpado, Jailor, Axecuter e Sadtheory), que realizaram participações em algumas músicas, como compositores ou intérpretes.

Resenha Half Past Midnight Álbum de Wild Rose 2011

 

Resenha

Half Past Midnight

Álbum de Wild Rose

2011

CD/LP

Wild Rose é uma banda oriunda da Grécia, onde não se tem muita tradição no mágico estilo. Porém, muito do que se tem início na música, traz experimentos e crueza natural. Neste Half Past Midnight a banda inicia sua jornada com um som vivo, gravação clara e precisa, mas com uma essência genérica que não cola muito.

O disco inicia com 0:30, um som instrumental fraco com um solo pouco inspirado de Andy Rock, mas que apresenta um ambiente já mostrando algo de identidade. O que vem a seguir são peças praticamente todas no mesmo andamento midtempo, como em That Girl, com cantos mornos e refrães pouco inspirados. A voz de George Bitzios é anasalada, aguda e com nuances melódicas beirando bons momentos mas não chegando a emocionar, piorando sem a ajuda de corais, somente sua voz duplicada, perdendo esse toque que é coisa importante no universo AOR. Aliás, percebi com o passar dos anos como é primordial no estilo o encaixe das letras junto a melodia, essa estrutura juntamente ao arranjo instrumental é o que dá a liga mágica. Mas a banda aqui se esforça ao máximo e a intenção é o que está valendo. Com suas letras de romance e perdas de relações, se percebe que o sangue AOR pulsa nesses caras e ao próximo álbum constataremos que o poder explodiu neles mas com a chegada de uma peça bastante vital. Não tenho destaques neste disco, somente atenção um pouco a mais, como Fire in the Night e seu início elegante no bongô, e Edge of Your Dreams, com uma boa levada.

Vale uma conferida, mas a banda mostrará sua mágica a partir do próximo e avassalador lançamento.

Steve Vai - Live at the Astoria London [2001]

 



Assistir um DVD de um guitarrista solo por vezes pode ser entediante, mas não é o caso de Live at the Astoria London. Primeiro DVD da carreira do guitarrista americano Steve Vai, aqui ele está acompanhado de Tony MacAlpine (guitarra, teclados), Billy Sheehan (baixo, violões, voz), Dave Weiner (guitarras) e Virgil Donati (bateria). Um timaço de primeira, que só podia gerar um show fantástico para os ingleses presentes no Astoria nas noites de 06 e 07 de dezembro de 2001.

Quem pensa que irá ver um Vai tomando conta do espaço dos gigantes MacAlpine Sheehan, se engana fortemente. Logo de abertura, uma canção de Sheehan é a atração, "Shyboy", originalmente gravada pelo Talas (primeira banda de Sheehan) e posteriormente, regravada por David Lee Roth no álbum Eat 'em and Smile, o qual conta com Vai e Sheehan. Aqui, o baixista mostra ser também um ótimo vocalista, o que também o faz em "Chameleon", gravada por Sheehan em seu primeiro álbum solo, Compression (2001), e com uma ótima participação de Vai nessa faixa tanto no estúdio quanto neste DVD. E como o cara toca. Seja no baixo Yamaha simples, ou empunhando um gigantesco baixo de dois braços, o cara possui uma técnica invejável, e seus duelos com Vai são delirantes.

Vai e Sheehan, com o baixo de dois braços


Os demais membros também possuem destaque. O jovem Weiner (com apenas 24 anos) tem seus segundos de fama em "Dave's Party Piece". Tive a oportunidade de vê-lo no show desse ano em Porto Alegre, e lá, eu afirmava que ele tocava muito. Pois 16 anos antes, vendo ele nesse DVD, atesto ainda mais que o cara é um monstro, e só fica na sombra de Vai por que quer. Já MacAlpine escolheu os teclados para fazer seu solo, o qual apesar de não ter o virtuosismo que o consagrou, é muito bonito. 

O batera Virgil Donato dá um show a parte no solo de "Incantation". Com uma habilidade monstra, o cara faz malabarismos com as baquetas em uma velocidade absurda, sem deixar de bater em pratos, caixa e tambores!! Só vendo para crer.

Virgil “destruindo” no seu solo

Bom, mas e Vai? Dediquei dois parágrafos aos membros da banda de apoio, e não falei nada do nome principal?? Sim meus caros, é necessário comentar sobre os demais, por que os caras tocam muito, mas tocam muito mesmo, mas nada se compara ao que é Vai em ação. O homem é um showman de alto estilo, ou melhor, como Dave cita, um grande performer. Basta ver a quantidade de luzes e tecnologia que ele usa durante "Bad Horsie" (luzes também presentes no baixo e nas mãos de Sheehan).

Destaco de cara que o DVD irá surpreender por trazer Vai aos vocais. O guitarrista não é um usual do microfone, mas nesse show, resolveu soltar a voz em duas canções em homenagem à Jimi Hendrix: "Fire" e "Little Wing". E olha, ele fez isso muito bem. Se ele se mantivesse na carreira apenas como vocalista, creio que seria também igualmente reverenciado. 

Vai, cheio de luzes em sua guitarra


Falando em Vai usar a boca, a famosa "linguada" nas cordas é feita com primazia durante "For the Love of God", clássico da carreira do guitarrista, essa é sempre bem-vinda e emocionante, assim como a linda "Whispering a Prayer", que havia acabado de nascer nos palcos de Vai, e hoje em dia tornou-se tão fundamental quanto "For the Love of God".

Outro ponto que chama muito a atenção são os duelos de Vai com MacAlpine. Em "Giant Balls of Gold", eles já dão uma pequena amostra do que são capazes de fazer, mas é durante "Down Deep Into the Pain" que o que sai da telinha torna-se inexplicável. Depois de uma sequência fantástica e veloz de solos entre os dois, com as guitarras nas costas, um executa um solo na guitarra do outro, ao mesmo tempo, com ambos girando ao redor um do outro, ganhando velocidade enquanto a velocidade dos tappings que os músicos estão fazendo aumenta. Inacreditável!

Vai e MacAlpine fazendo coisas inacreditáveis nas guitarras um do outro

Entre vários outros grandes momentos do DVD, há ainda uma entorpecente homenagem para Benny Anderson e Björn Ulvaeus, recriando "One Night in Bangkok", do álbum Chess (1984), lançado pelos ex-membros do ABBA, e Eric Sardinas participando com sua guitarra ressonadora, e seu slide, em "The Attitude Song", na qual Vai empunha uma câmera para filmar seus companheiros durante os solos.

Nos extras, estão entrevistas com Dave, mostrando os camarins do palco de Vai, especialmente roupas e artefatos usados pelo Vai no palco, uma entrevista com Billy falando sobre suas experiências na Ásia, mais especificamente sobre comer em Hong Kong, uma hilária sequência do roadie de Vai junto a Dave, com as necessidades do artista principal (15 segundos hilariantes), a aula de baixo que Billy tem de seu próprio roadie (igualmente hilária), assim como Vai tendo aulas de guitarra de seu roadie, Thomas Nordegg, que também concede uma breve entrevista para o DVD. A passagem de som em Astoria e ensaios em Los Angeles, com as faixas "Giant Balls of Gold" e "Erotic Nightmares" também estão presentes, assim como a biografia de cada membro da banda, discografia completa de Steve Vai e acesso ao site do guitarrista complementam o DVD 2.

A famosa “linguada” de Vai

Para quem quer ter uma aula de guitarra, virtuosismo, performance e simpatia, é uma pedida excelente nesse início de ano.

Track list

Contra-capa do DVD
DVD 1

Shyboy
Giant Balls Of Gold
Erotic Nightmares
Blood And Glory
Dave's Party Piece
Blue Powder
The Crying Machine
The Animal
Bangkok
Tony's Solo
Bad Horsie
Chameleon
Down Deep Into The Pain
Fire
Little Wing
Whispering A Prayer
Incantation
Jibboom
For the Love of God
Liberty
The Attitude Song

DVD 2

Backstage
Behind-The-Scene Footage
Interviews
Band Biographies
Vai Discography
Los Angeles Rehearsals








Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...