Os Rolling Stones lançaram “GRRR Live!”, o filme-concerto definitivo da carreira da banda.
A melhor banda ao vivo do mundo oferece o melhor filme-concerto com “GRRR Live!”, gravado na digressão “50 & Counting”, um dos espetáculos mais memoráveis da sua ilustre história. O álbum ao vivo conta com algumas das melhores canções de todos os tempos, incluindo “It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)”, “Honky Tonk Women”, “Start Me Up”, “Gimme Shelter”, “Sympathy For The Devil” e “(I Can’t Get No) Satisfaction”.
Os Rolling Stones comemoraram as bodas de ouro em 2012 e 2013 ao embarcarem na “50 & Counting Tour”, um itinerário de 30 concertos pela América do Norte e Europa. A 15 de dezembro de 2012, a banda subiu ao palco em Newark, no Prudential Center de Nova Jérsia, para o último de quatro concertos na área de Nova Iorque. Com participações especiais dos The Black Keys (“Who Do You Love?”), Gary Clark Jr & John Mayer (“Going Down”), Lady Gaga (“Gimme Shelter”), Bruce Springsteen (“Tumbling Dice”) e Mick Taylor (“Midnight Rambler”).
“The Show”, o terceiro álbum a solo de Niall Horan e o seu primeiro disco de estúdio desde “Heartbreak Weather”, de 2020, será lançado no dia 9 de junho. Horan lançou o primeiro single, “Heaven”.
O músico escreveu a canção com John Ryan e Joel Little, que também produziram, e Tobias Jesso Jr. (Adele, Sia), durante uma viagem idílica ao deserto Mojave, no sul da Califórnia.
Niall Horan disse: “Uma coisa que aprendi ao longo dos anos é que a sociedade adora pressionar-nos a atingir certos marcos quando atinges uma determinada idade. Seja casarmo-nos ou qualquer outra coisa que realmente deva ser baseada nos nossos instintos. À medida que envelheci, tentei abandonar essas expectativas e apenas seguir o meu coração. O refrão desta canção diz que o que tenho na minha vida atualmente é incrível. Portanto, seria uma loucura arruinar isso para ceder a pressões externas.”
Músico atua a 9 de agosto no festival MEO Sudoeste
Faz-se na triangulação entre três universos distintos, o novo projeto dos ZA!. Num vértice a música polirrítmica de uma banda que é já um culto no universo underground, noutro o duo à capella trans-folk Tarta Relena e, no terceiro, o quarteto La Mega Cobla, que tem usado os seus instrumentos tradicionais em contextos inusitados e contemporâneos. Junto pela vontade de criarem a sua própria visão da música mediterrânea, filtrada pela distorção e a psicadelia, os ZA! & TransMegaCobla atiram-nos uma visão retro-futurista da folk music, reclamando a vivacidade das costas do Mediterrâneo e das suas possibilidades de experimentação infinita.
Da buleria à kopanitsa, da gnaoua à sardana, TransMegaCobla funde as diferentes heranças que ligam as culturas desta região, criando um universo amplamente marcado pela humanidade e pela festa. Recuperando a língua fenícia, o octeto procura as raízes comuns para as reconfigurar de acordo com moldes contemporâneos. Uma orquestra intemporal pronta para inventar um Mediterrâneo de ficção científica numa realidade paralela.
Fica disponível esta sexta feira, 17 de fevereiro, em todas as plataformas digitais “Gótico Português”, o quinto disco de estúdio dos Glockenwise. A edição marca o arranque da nova editora, Vida Vã, criada pelo coletivo.
Os Glockenwise formaram-se na margem. Na margem geográfica, em Barcelos, uma pequena cidade industrial no Minho, onde a ideia de passar pela vida com anseio de fazer música – ou qualquer outra arte, para o efeito – era, ainda nos anos 2000, relativamente exótica; e na margem estética, forjados na energia inconformista do punk, sempre pontuados por uma característica melancolia que serviu de fio condutor até à identidade sonora presente, e que os tem vindo a demarcar de classificações mais evidentes. No princípio, fugir da margem era um incentivo poderoso para fazer música, e era o tema fundamental do lirismo associado – “How to get out? Out of this town?”, cantavam em Columbine.
“Gótico Português” é, se não um regresso, um olhar apreciativo da margem. Há um Portugal a fervilhar na margem, abundante em manifestações culturais interessantes e bizarras, rico e diverso em tradições visuais e orais. Onírico, criativo e surpreendente. Há um Portugal esquecido na margem, sedento de representação mas obstinado, que se arregaça para ocupar de forma inventiva o vazio deixado pelas carências materiais, culturais e metafísicas. Para os Glockenwise, quase como que por epifania, tornou-se claro o paralelo entre esta atitude voluntarista e criativa – que vai da olaria de Rosa Ramalho às bênçãos de Alexandrina de Balazar – e a cultura de música Do It Yourself, que lhes permitiu transgredir os limites que pareciam à partida impostos.
Temas sobre a identidade de quem está na meia-distância, dividido entre a margem e o centro, escritos para tempos de incerteza, que requerem ainda mais canções.
Cavalheirotem um novo single. Chama-se “Dança Macabra“, conta com vídeo filmado por David Hernández (Adarme Visual) em Vigo, e surge num período entre álbuns do artista sediado em Braga.
Diz-nos Tiago Ferreira, aka Cavalheiro, sobre este novo single:
“Há uns anos fui revisitar a Capela dos Ossos em Évora com a minha mulher. À entrada está escrito sobre a porta: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. E aquilo ficou cá comigo, nem sei bem porquê. Entretanto veio a pandemia e sem nada para fazer como toda a gente, pus-me a ler sobre a Peste Negra, descobri então a Dança Macabra. É na verdade uma alegoria medieval com várias expressões, mas que se resume a retratar a universalidade da morte como um conceito agregador de toda a vida. Também ficou comigo esta.
Findo que estava o Ilha Digital, quis fazer um single e não podia escolher outro tema que não fosse a Dança Macabra. Tive a sorte de poder colaborar com muita gente talentosa e amiga neste tema.”
Remaestá de volta com “Holiday” e “Reason You”, dois novos singles que são também os primeiros temas em nome próprio do músico desde que lançou o seu álbum de estreia, “Rave&Roses”, em 2022.
Ambos os singles apresentam uma sonoridade nova e evoluída de Rema; “Holiday” distingue-se pelo ritmo uptempo, refletindo o cantor sobre as lutas e os sacrifícios que fez na – desde Benin City até ao EP de estreia em 2019 – destacando a sua autoconfiança apesar das dúvidas, críticas e rejeição.
Por outro lado, Rema transporta o ouvinte através da sua voz encantadora e meditativa em “Reason You”, uma canção dedicada a uma pessoa em particular que lhe chamou a atenção.
No final de 2022, a digressão mundial esgotada de Rema provou porque continua a ser um dos artistas mais populares da atualidade. No próximo dia 9 de junho vai atuar no festival Primavera Sound Porto.
Kurt Wagner conseguiu mais um pequeno milagre: o mais recente longa duração da banda de Nashville volta a deslumbrar. Aos poucos, devagarinho, entranhando-se por camadas que vão tomando conta de quem o ouve com a devida atenção. Showtunes é um delicioso slow burner.
Todos nos lembramos dos Lambchop dos tempos de Nixon (2000) e dos tempos de Is a Woman (2002), ambos os discos igualmente deliciosos. Os que já haviam despertado para o génio de Kurt Wagner há mais tempo recordam-se, seguramente, de outros belíssimos e delicados trabalhos como How I Quit Smoking (1996) ou do inaugural I Hope You’re Siting Down / Jack’s Tulips, de 1994. Entretanto, os Lambchop já por cá andam há quase 30 anos, e o que mais espanta, provavelmente, é a forma como souberam, de tempos a tempos, reinventar o seu legado musical sem que, no entanto, prescindissem da imagem sonora de marca que sempre os caracterizou. Aliás, os Lambchop pertencem àquele tipo de bandas que julgamos que se esgotarão desde o primeiro par de discos, de tão idiossincráticos que são, mas que, felizmente, tal coisa nunca aconteceu. Algo semelhante aconteceu, eventualmente, com os Tindersticks ou com os Sleaford Mods, por exemplo, mesmo que em registos completamente diferentes. Acabam sempre, embora com algumas intermitências, por serem capazes de fazer álbuns muito dignos de registo.
Com o recentíssimo Showtunes, no entanto, algo de inusitado aconteceu. Embora também influenciado pelo uso de tecnologias sonoras eletrónicas (convém perceber que Showtunes é ainda descendente direto do soberbo Flotus, de 2016), a verdade é que carrega consigo um experimentalismo delicado que não desvirtua o passado sonoro da banda, mas antes o preenche com uma vasta gama de novos pontos de interesse. Perceber até onde as técnicas de estúdio permitem ir na gravação de um álbum é, talvez, a vertente mais curiosa de todo este trabalho sonoro. 31 minutos são suficientes para que se perceba o que dizemos. Ou seja, pouco mais de meia hora repartida por oito temas de qualidade inegável. Devemos, mesmo assim, ouvir Showtunes com parcimónia, devagar, aprendendo que só assim se poderá digerir melhor o prato completo. E é um prato cheio, claramente.
Acusticidade, eletrónica e experimentalismo. A receita tem, sobretudo, estes ingredientes bem frescos. E se a isso juntarmos a cortesia da voz de Kurt Wagner, as elegâncias melódicas das composições e o apuro das técnicas de gravação, então poderemos finalmente degustar do disco, sendo que aos poucos, à medida que o vamos ouvindo em repeat, fica-nos nos ouvidos um aftertaste duradouro.
Não são muitos os temas de Showtunes, como já referimos. Mesmo assim, destacaremos alguns, para não cedermos à tentação de fazer constar, neste texto, cada um deles. A vanguardista “Drop C” é das composições mais impressionantes de todo o álbum, assim como a longa e estranha “Fuku”, que parece que se vai arrastando com algum esforço nos seus sete minutos e pouco de duração, pontuada por sopros que lembram longínquas passagens de Miles Davis, mas que no fim surge tão redonda e perfeita. E para que o número de destaques fique no ponto exato, a canção que abre o álbum (A Chef’s Kiss), que talvez seja a que mais se aproxima da tradição sonora da banda.
Para terminarmos, a ideia a manter e a sublinhar é a de que a audição completa é amplamente aconselhável. Por isso, siga o nosso conselho: demore-se nela, não tenha pressa, perca tempo com Showtunes para que possa, finalmente, perceber que o tempo gasto foi, afinal, um tempo ganho.
O álbum de estreia dos Smashing Pumpkins, Gish, tem tanto de delicadeza e de sonho como de gasolina a arder.
Quando Gish aparece em ’91, alguns meses antes de Nevermind, pouca gente dá disso conta. Na era pré-Nirvana, o rock alternativo tinha pouca visibilidade, ficando circunscrito ao circuito das rádios universitárias. O facto de os Smashing Pumpkins serem de Chicago, longe dos centros de decisão da indústria musical, também não ajudou. Só depois do sucesso de Siamese Dream é que descobrimos, em retrospectiva, a pérola escondida do disco de estreia.
Onde Siamese Dream é um portento do formato-canção, Gish é mais proggy: música sem forma fixa fluindo como um líquido (os interlúdios instrumentais: tão ou mais importantes do que a melodia da voz).
Gish é uma caixa de duas mudanças, mete-se a primeira e é psicadelismo doce, mete-se a segunda e é rock pesado que não deixa prisioneiros.
As divagações quase prog acontecem quando se engata a primeira. As guitarras lânguidas e sonhadoras de “Rhinoceros” e de “Crush” entorpecem-nos os sentidos, provocando-nos uma sensação de maravilhamento. A voz de Billy Corgan, irritante quando se esforça (uma ovelha doente a balir), é bonita quando sussurra (uma brisa suave a passar). Pensem numa canção dos Love ou numa balada do Hendrix, apliquem-lhe um filtro indie moderno, e terão uma ideia aproximada de quanto tudo por aqui é delicado e onírico. As referências estão lá mas devidamente disfarçadas, excepto na lindíssima balada final: “Daydream” é uma cópia descarada de My Bloody Valentine e nem a bonita voz de D’Arcy consegue redimi-los da infâmia.
Relembramo-vos, porém, que há um lado de Gish que nada tem a ver com o éter do sonho: o lado rock’n’roll. A canção de abertura, “I Am One”, faz disso prova, esmagando-nos com os seus riffs de brita e alcatrão. Nós por aqui confessamos a nossa preferência pelos temas mais psicadélicos mas lá que “Bury Me” nos dá uma vontade sadia de destruir esquadras isso não podemos negar. É delicioso o contraste entre a voz frágil de Corgan, quase feminina, e o esmagador heavy rock de asfalto e gasolina.
Butch Vig co-produziu o disco em conjunto com Billy Corgan. Quando se juntam num estúdio dois perfeccionistas obsessivo-compulsivos, o resultado só pode ser um: a precisão clara e cristalina de Gish. A produção é quente e orgânica, um retorno à naturalidade dos anos 70. Reza a lenda que Corgan, descontente com o desempenho de James Iha (na segunda guitarra) e de D’Arcy (no baixo), regravou tudo sozinho. Que o então casal não tenha mandado Billy bugiar fê-los merecer cada grama de dignidade açambarcada. Já a bateria sincopada de Jimmy Chamberlin era intocável. O tipo vinha do jazz, nem é preciso dizer mais.
Se com Gish poderíamos imaginar todo o grandioso futuro dos Smashing? Corgan como um dos maiores escritores de canções da sua geração? A passagem da coroa depois da morte de Cobain? Não iríamos tão longe. Mas que já havia qualquer coisa (o assombro da beleza), disso não temos quaisquer dúvidas.
“Sure” é o novo single dos The Twist Connection retirado do álbum “Anywhere But Here”. Mas, felizmente para todos nós, esta não é a única novidade que os The Twist Connection têm…
É já em Março que o álbum “Anywhere But Here” dos The Twist Connection será editado em vinil. Uma edição que contará com o tema extra “I Can’t Untie You”, mantendo o restante alinhamento de canções e o mesmo naipe de convidados, onde se destacam Miguel Padilha (Wipeout Beat), Boz Boorer (Polecats, Morrissey), Gregg Foreman (Cat Power, Delta 72, Alan Vega) e Michael Purkhiser (The Action).
O vídeo de “Sure” foi realizado e editado por Sérgio Cardoso, baixista da banda.
Moullinex marca o seu tão esperado regresso com os temas “Fogo” e “Tour de Force”, duas faixas que compõem o seu novo EP criado na sede da Discotexas em Lisboa.
“Fogo” e “Tour de Force” foram criadas para uma peça de 3 movimentos que compus para ser tocada em sincronia com os fogos-de-artifício na festa de passagem de ano em Lisboa, sobre o rio Tejo. Com isso em mente, as duas pistas são sobre dinâmica: picos e vales, luz e escuridão, água e fogo, como a faixa do título sugere” – explica Moullinex.