terça-feira, 16 de maio de 2023

BIOGRAFIA DOS Men at Work

 

Men at Work

Men at Work é uma banda australiana de pop rock com influências de Reggae e New Wave.[6] Formada na cidade de Melbourne, em 1979, a banda teve o auge de sua popularidade no início da década de 1980, conquistando o prêmio Grammy Award de artista revelação em 1983. Ao longo de sua carreira, o Men at Work vendeu mais de 30 milhões de discos.

História

Início e auge (primeira metade da década de 1980)

Seu primeiro álbum, Business as Usual (1981) marcou um recorde de maior tempo para um álbum de estreia como primeiro nas paradas dos Estados Unidos. Os clipes de "Be Good Johnny", "Down Under", "Who Can It Be Now?" tornaram-se videoclipes de sucesso durante os primeiros anos da MTV americana. Os dois últimos atingiram o primeiro lugar nas paradas americanas.[8]

Assim, Business as Usual tornou-se um dos álbuns mais famosos do início da década de 1980, vendendo seis milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos,[9] e estimam-se mais de dez milhões vendidas mundo afora.[10] A banda ganhou o Grammy Award de melhor artista iniciante no ano de 1983.[11]

O segundo álbum da banda, Cargo (1983), alcançou menos sucesso que o primeiro, atingindo apenas a terceira posição e três milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos.[12] Três singles foram lançados, "Overkill" (3° nos Estados Unidos), "It's A Mistake" (6° nos Estados Unidos), e "Dr. Heckyll And Mr. Jive" (28° nos Estados Unidos).[13]

Declínio (Segunda metade da década de 1980)

No ano seguinte a banda demitiu o baixista John Rees e o baterista Jerry Speiser. Quando seu terceiro álbum Two Hearts foi lançado em 1985 com quase nenhum sucesso (apenas 500 mil cópias vendidas nos Estados Unidos) o guitarrista Ron Strykert também deixou a banda, e logo em seguida o tecladista e saxofonista Greg Ham também seguiu o mesmo caminho. O único remanescente da banda original, o vocalista Colin Hay, continuou a fazer apresentações com músicos contratados até o final de 1985 quando o Men at Work finalmente se dissolveu. Two Hearts só conseguiu uma canção de sucesso mediano, "Everything I Need", que alcançou a 37ª posição na Australia e 47ª nos Estados Unidos.[13]

Décadas de 1990 e 2000

Em 1996 os membros originais Colin Hay e Greg Ham se reagruparam e fizeram turnê mundial também com músicos contratados. Em 1998 produziram um álbum ao vivo, Brazil, gravado ao vivo em sua turnê brasileira.[14]

Em 2000 a banda tocou no fechamento dos Jogos Olímpicos de Sydney naquela cidade, cantando em coro com o público a canção "Down Under".[15]

Morte de Greg Ham e atualidade

Em 19 de abril de 2012, Greg Ham foi encontrado morto em uma casa no subúrbio de Melbourne por um grupo de amigos. As causas da morte ainda estão sendo investigadas.[16]

Em 2019, Colin Hay reuniu-se com músicos de Los Angeles e se apresentaram com o nome de Men At Work, apesar de não possuir mais nenhum integrante da formação original.[17]

Integrantes

Discografia

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

Compilações

  • 1987 - The Works
  • 1995 - Puttin' in Overtime
  • 1996 - Contraband: The Best of Men at Work
  • 1998 - Simply The Best
  • 2000 - Definitive Collection
  • 2003 - The Essential
  • 2007 - Super Hits
  • 2008 - Essential Deluxe - Including Bonus DVD

Singles

  • "Keypunch Operator"/"Down Under" (1979);
AnoTítuloPosiçãoÁlbum
U.S. PopU.S. RockU.S. ACAustraliaUK[18]
1981"Who Can It Be Now?"#1#46#2#45Business as Usual
"Down Under"#1#1#13#1#1
1983"Be Good Johnny"#3#8
"Underground"#20
"High Wire"#23#89Cargo
"Overkill"#3#3#6#5#21
"It's a Mistake"#6#27#10#34#33
"Dr. Heckyll and Mr. Jive"#28#12#31
1985"Everything I Need"#47#28#34#37Two Hearts
"Maria"
"Man with Two Hearts"

Vídeos

  • 1982 - Live in Hamburg (VHS/DVD)
  • 1984 - Live in San Francisco... Or Was It Berkeley? (VHS/BETA)

Review: Sepultura – Dante XXI (2006)

 


Muito acima do gosto pessoal de cada um, uma coisa é indiscutível: o Sepultura é uma das bandas mais originais, importantes e influentes não só no cenário heavy metal, mas em todo o rock, e possui um papel fundamental no crescimento e consolidação do metal aqui no Brasil. Só as palavras deste primeiro parágrafo já deveriam atrair, com sobras, a atenção de todo e qualquer apreciador de música pesada para qualquer disco do grupo, mas infelizmente não é assim que acontece.

Não vou falar da contradição que a maioria dos headbangers carrega estampada na testa, reclamando diariamente do preconceito e não aceitação da grande mídia e das pessoas em geral ao som que curtem, enquanto eles próprios são poços sem fundo de conservadorismo, capazes de classificar um álbum como ruim apenas porque a banda resolver usar teclados ou colocar alguns efeitos eletrônicos em seu som (e, neste caso, eu não estou falando do Sepultura). O que eu quero dizer é que o Sepultura merece , acima de tudo, respeito, não só pelo que significam para o metal brasileiro e mundial, mas, principalmente, por ainda encontrarem forças para levar o Sepultura adiante mesmo diante da enxurrada de problemas, críticas e acusações que acometeram o grupo desde a saída traumática de Max Cavalera.

Lançado dez anos após o rompimento com o vocalista e guitarrista, Dante XXI parte de um ponto muito interessante: a história do poeta italiano Dante Alighieri, autor do clássico A Divina Comédia, que narra a sua descida ao inferno. O Sepultura transpôs o livro para o disco, e o resultado final ficou interessantíssimo.

Características marcantes do thrash metal que levou o grupo às alturas na primeira metade da década de 1990 soam fortes, vigorosas e renovadas em Dante XXI. A principal delas é a guitarra de Andreas Kisser. Seus riffs, suas "pedaladas", seus timbres e, principalmente, a forma com que toca o seu instrumento, mostram porque ele se transformou e é até hoje a principal usina criativa do quarteto.

As já citadas características thrash marcam presença na introdução de "Dark Wood of Error", no peso de "Convicted In Life" (que poderia estar no set list de Chaos A.D. sem demérito algum), nas guitarras pesadíssimas de "Fighting On" e no riff matador de "Nuclear Seven".

Mesmo com a performance de Andreas saltando aos ouvidos, os outros músicos mostram-se igualmente inspirados. Iggor Cavalera (na época ainda com apenas um G no nome e ainda integrante do grupo, do qual se desligaria após a turnê do disco), mesmo optando por linhas de bateria mais simples e diretas, mostra porque sempre foi um dos principais nomes da bateria metal em todo mundo. Paulo Jr vai na boa, e seu baixo acrescenta ainda mais peso às guitarras de Andreas. E Derrick Green ? Bem, eu sou suspeito para falar, pois sempre curti os vocais do sujeito, e neste álbum o cara mostrou mais uma vez que é um baita vocalista.

Um fator que chama a atenção é a ausência total de experimentos com a música brasileira, que tanto marcaram o som do grupo ao longo dos anos. Em seu lugar o álbum apresenta orquestrações de muito bom gosto, que complementam e dão ainda mais peso às músicas.

A escolha de uma história interessante e original como ponto de partida para o disco fez muito bem ao Sepultura. Mesmo que Against (1998), Nation (2011) e Roorback (2003) sejam bons álbuns, o saldo final do trio é irregular e claramente inferior à Dante XXI. A banda conseguiu unir a raiz do estilo que a tornou conhecida no mundo todo com a inquietação que sempre marcou a sua obra, buscando novos caminhos e sonoridades a cada novo passo. O que poderia soar como um tiro em falso soa como uma bala de canhão certeira.

Dante XXI é metal, é hardcore, é thrash, é death e, acima de tudo, é heavy metal moderno e contemporâneo. Com o seu décimo disco o Sepultura iniciou um período marcado por mudanças de formação e retomada de sua identidade, época essa que foi imprescindível para que a banda chegasse onde está hoje, vivendo um novo auge amparada por dois discos fantásticos como Machine Messiah (2017) e Quadra (2020).



Review: Soen – Imperial (2021)

 


O Soen vive aquele momento mágico que transforma bandas competentes em lendas: uma sequência de discos brilhante, todos com qualidade ascendente, um melhor que o outro de forma literal.

Formada na Suécia em 2010, a banda chega ao seu quinto álbum com Imperial, disponibilizado no final de janeiro. Ele é o novo capítulo de uma discografia que conta com Cognitive (2012), Tellurian (2014), Lykaia (2017) e Lotus (2019), todos ótimos. E Imperial vai na mesma linha, acentuando a maturidade da banda ao mesmo tempo que mostra um grupo de músicos longe de perder a criatividade. Se no início de sua trajetória o Soen era associado de maneira justa com o Tool – e não necessariamente no bom sentido, já que o som dos suecos chegava a ser incomodamente semelhante com o do quarteto norte-americano em alguns momentos -, com o passar dos anos o grupo descobriu, aprimorou e desenvolveu a sua própria identidade sonora.

Liderado pelo baterista Martin Lopez (ex-Opeth e Amon Amarth) e tendo como outros destaques o vocalista Joel Ekelöf e o guitarrista Cody Ford, o Soen faz um som que transita entre o rock e o metal progressivo, com alguns ingredientes que remetem ao djent e ao metal alternativo em segundo plano. A sonoridade é limpa, cristalina, clara e pesada, enquanto os vocais de Ekelöf são quase translúcidos de tão límpidos. A bateria extremamente rica de Lopez conduz todos os movimentos e tem como principal parceira a guitarra brilhante de Ford. A banda explora padrões cíclicos de melodia de forma constante, assim como usa de maneira frequente passagens mais etéreas e atmosféricas que intensificam o lado emocional das composições.

“Illusion”, o belo primeiro single do trabalho, é um exemplo quase didático da forma de fazer música do Soen. “Lumerian”, que abre o álbum, e “Monarch”, trazem um peso percussivo estonteante. “Deceiver” aposta no groove e na quebradeira, enquanto “Antagonist” é prog metal puro. O lado mais contemplativo da banda é explorado em “Modesty”, que conta com belíssimas guitarras, e a parte final do disco traz “Dissident” (uma música que podemos caracterizar como “puramente Soen”, um passo e tanto para uma banda que sofria comparações depreciativas no início da carreira) e “Fortune”, essa última com uma pegada bem diferente das demais.

Imperial traz o Soen outra vez entregando um disco excelente. Ótimo em todos os sentidos, o trabalho possui todos os ingredientes para dar ainda mais visibilidade à música do quinteto sueco.



Review: Steven Wilson – The Future Bites (2021)


Steven Wilson afasta-se de vez do prog clássico. O líder, vocalista e guitarrista do Porcupine Tree explora um caminho totalmente novo em The Future Bites, sexto disco de sua carreira solo.

The Future Bites segue a tendência de seu antecessor, To the Bone (2017), no sentido de explorar canções mais diretas e com um onipresente apelo pop. Wilson eleva essa característica ao extremo no novo álbum, com a maioria das novas faixas variando entre dois e quatro minutos de duração. O resultado é o trabalho mais curto de sua carreira.

O que chamará a atenção dos fãs mais ortodoxos e provavelmente gerará críticas é o uso de uma instrumentação pouco convencional para um artista como Steven, profundamente identificado com o universo do rock progressivo. O disco traz poucas guitarras, suas batidas são predominantemente eletrônicas, camas de teclados estão em todo o lugar. Os vocais criam harmonias e arranjos, muitas vezes com o uso de vozes dobradas tanto de Wilson quanto da turma dos backing vocals.

Pessoalmente, a sonoridade de The Future Bites me remeteu às experimentações feitas pelo U2 na década de 1990, principalmente em Zooropa (1993), porém sem o clima denso e sombrio explorado pelos irlandeses, aqui trocado pela claridade de uma musicalidade predominantemente pop. Há também alguns elementos sutis de pós-punk e de rock alternativo, como se pode ouvir em “Follower” por exemplo, devidamente atualizados para os tempos em que vivemos.

Os destaques vão para a ótima “Self”, para o pop pegajoso de “12 Things I Forgot” e “Eminent Sleaze”, para o excelente prog eletrônico de “Personal Shopper” (a mais longa do CD, com quase dez minutos) e para a já mencionada “Follower”. Canções etéreas e atmosféricas como “King Ghost”, “Man of the People” e “Count of Unease” conduzem a audição por áreas mais contemplativas, intensificando o impacto do trabalho para quem se aventurar por ele.

É preciso mencionar o quão bem Steven Wilson está cantando em The Future Bites. Sua voz explora diversas possibilidades, do falsete à vocalizações emocionais e acessíveis, mostrando uma amplitude que até agora não havíamos escutado em nenhum de seus discos.

The Future Bites é um disco corajoso e diferente de um artista que está sempre olhando para a frente e procura nunca se repetir. Ainda que alguns fãs mais conservadores possam criticar o álbum, particularmente achei um trabalho que, mesmo que surpreenda pelos caminhos seguidos, mantém a qualidade única da música de Wilson.

 


Nita Strauss lança “The Golden Trail” (Feat. Anders Fridén – In Flames), canção de seu novo álbum


 A guitarrista Nita Strauss anunciou o lançamento de seu 2º full-lenght, depois de disponibilizar 2 singles de forma avulsa, sem dar pistas que estes integrariam um trabalho completo.

The Golden Trail” é a canção da vez e traz a colaboração de Anders Fridén, vocalista do In Flames, soando inclusive com a sonoridade da banda do convidado.

Tal qual “The Wolf You Feed” e “Winner Takes All” (esta última com a participação do patrão Alice Cooper), disponibilizadas anteriormente, “The Golden Trail” integra o vindouro trabalho intitulado “The Call of the Void”, chegará no dia 7 de julho próximo, via Sumerian Records. Sobre o título do trabalho, ela mesma explicou em nota.

Você já esteve no topo de um prédio alto e teve um pensamento fugaz: ‘… eu poderia pular agora?’ Esse sentimento às vezes é chamado de ‘O Chamado do Vazio’, também conhecido como ‘fenômeno do lugar alto’. Não é um impulso suicida, mas exatamente o oposto, uma decisão subconsciente de viver sua vida, dar um passo para trás e assumir o controle. Como a pesquisadora April Smith disse apropriadamente: ‘Um desejo de pular afirma o desejo de viver.’

Sobre seu convidado, Nita acrescentou:

Quando eu estava aprendendo a tocar guitarra, o In Flames era o meu Beatles, minha primeira banda favorita. O estilo vocal icônico de Anders está gravado em minha mente! Escrever uma música como esta e tê-lo cantando nela, como uma criança que cresceu com pôsteres do In Flames nas minhas paredes, é um sonho absoluto que se tornou realidade.

Anders agradeceu:

Foi muito divertido colaborar com Nita em ‘The Golden Trail’. Ela é uma guitarrista incrível e posso ouvir a história do metal fluindo através de seus dedos.

 Ouça “The Golden Trail” (Feat. Anders Fridén):


Tracklist:

01. Summer Storm

02. The Wolf You Feed (feat. Alissa White-Gluz)

03. Digital Bullets (feat. Chris Motionless)

04. Through The Noise (feat. Lzzy Hale)

05. Consume The Fire

06. Dead Inside (feat. David Draiman)

07. Victorious (feat. Dorothy)

08. Scorched

09. Momentum

10. The Golden Trail (feat. Anders Fridén)

11. Winner Takes All (feat. Alice Cooper)

12. Monster (feat. Lilith Czar)

13. Kintsugi

14. Surfacing (feat. Marty Friedman).

Como o Dire Straits fez Brothers in Arms”, seu álbum de maior sucesso

 

5° e platinado álbum de estúdio da banda liderada por Mark Knopler chegou no dia 13 de maio de 1985

Em novembro de 1984, Mark Knopfler reuniu o Dire Straits no Air Studios na ilha caribenha de Monserrat para fazer seu quinto álbum de estúdio. Posteriormente lançado em 13 de maio de 1985, “Brothers in Arms’ provou ser um fenômeno consolidado. Ele liderou as paradas em todo o mundo e ganhou dois Grammys e um Brit Award.

Até o momento, já vendeu mais de 30 milhões de cópias, nada mal para um álbum lançado por um vídeo de um gordo de desenho animado reclamando da MTV em “Money for Nothing“. Este é um resumo de como o oitavo álbum mais vendido na história da gravação britânica foi feito…

Ed Bicknell (empresário do Dire Straits):

Durante todo o tempo em que trabalhei com ele, nunca perguntei a Mark quando seria o próximo álbum da banda. Ele me contaria quando quisesse. Antes de Brothers in Arms, ele estava fazendo a trilha sonora do filme Cal. Certo dia, estávamos dirigindo para o estúdio e ficamos presos no trânsito. Ele se virou para mim e me pediu para ligar para os caras porque ele tinha algumas músicas prontas. Lembro-me de ir aos ensaios e ouvir “Money for Nothing” pela primeira vez.

Quando eu era agente, fiz uma turnê com o ZZ Top e era um grande fã desse tipo de tom de guitarra fuzzy que Billy Gibbons usa. Posso estar errado, mas tenho a sensação de que Mark pode ter ouvido um pouco de ZZ Top. Achei que a música em si poderia ser um sucesso, mas ninguém poderia prever o que aconteceria com aquele álbum.

John Illsley (baixista):

Passamos muito tempo nos ensaios brincando com ideias diferentes, então estávamos bem preparados quando fomos a Monserrat para começar a gravar. Então tivemos um problema com o gravador depois de três semanas lá.

Da noite para o dia, a máquina de fita digital decidiu apagar cerca de 70 por cento de todas as coisas que havíamos gravado. Eram os primeiros dias do digital e tivemos que começar a gravar tudo de novo.”


 Alan Clark (tecladista):

“Naquela época, Monserrat era como Shangri-La. Era o lugar mais bonito e tranquilo que você poderia desejar visitar. Acabamos colocando Omar Hakim na bateria para esse álbum e cortamos as faixas de apoio em cerca de uma semana.

Mark queria ouvir a bateria primeiro e depois construiríamos o resto da música a partir daí. Ride through the River e Why Worry foram feitos assim. Tínhamos a sensação de que Money for Nothing seria um riff de guitarra clássico desde a primeira vez que Mark o tocou.”

Ed Bicknell:

“Também me lembro de ouvir Your Latest Trick em Monserrat, que é a única música deles em que já tive alguma contribuição musical. Foi originalmente tocada como um número de jazz bee-pop e não estava funcionando, não havia groove. Sugeri ao Mark que ele experimentasse como uma bossa-nova e tirasse uma das batidas, que foi o que eles fizeram. Walk of Life não estaria no álbum. Entrei no estúdio em Nova York quando Mark e [o produtor] Neil Dorfsman estavam remixando a faixa e eu não a tinha ouvido. Mark disse que era um lado B. Eu disse a ele que era um hit no lado B e deveria estar no álbum. Na verdade, foi um single mais vendido em todo o mundo, como Money for Nothing. Mark era um grande fã dos Animals quando era criança e costumava ir vê-los no Newcastle City Hall.

Alan Price costumava tocar um órgão Farfisa e Mark estava procurando recriar o som disso no front-end de Walk of Life.”


 John Illsley:

“A turnê do Brothers in Arms foi grande, com certeza. Foi uma percepção de que a banda havia chegado a um ponto bastante único e, no geral, nós gostamos. Tocamos a música Brothers in Arms como encore e eu sentia um arrepio na espinha todas as noites enquanto a tocávamos.

Eu estava conversando sobre esses momentos com Mark outro dia. Você não pode voltar e repetir tudo de novo: é melhor deixar essas boas lembranças intactas.”


 

MARIA GRADIM LANÇA SINGLE DE ESTREIA…. ‘‘CAN’T HIDE’’

 


Maria Gradim afirma-se com o seu single de estreia ‘‘Can’t Hide’’.

Com melodias hipnotizantes, uma sonoridade fresca e o toque certo de nostalgia, “Can’t Hide” marca o início das noites de Verão e é a banda sonora que precisamos para animar as pistas de dança.

“Sempre adorei pop e sinto-me pop mas sem dúvida que fui também totalmente influenciada pela cultura dos clubs e da house music que me acompanhou em toda a minha adolescência e juventude”.

“Quando faço música sinto que posso ser tudo o que me apetece. A música é o lugar onde sou livre.”

Depois de anos a escrever e a gravar as suas músicas, sentiu finalmente que estava pronta para parar com os rascunhos e produzir algo que valesse a pena partilhar com o mundo. “Nunca vou ter 100% de certeza de que é a canção certa para me apresentar ao público, mas é com toda a certeza o timing certo. “Sinto-me segura, feliz e realizada” diz-nos.

O single é acompanhado por um videoclip, realizado pela própria artista em conjunto com a diretora de arte Ana Luísa Madeira e que contou com o apoio à produção do estúdio AV82. O videoclip é uma introdução ao universo visual da artista – um misto de alma velha e vibes vintage com a cultura dos clubs e da house music dos anos 90/ 00’s da qual sempre foi fã.

PAT METHENY LANÇA ÁLBUM “DREAM BOX”



L-CAPITAN ASSINALA EDIÇÃO DE EP DE ESTREIA “SOTURNA” COM SINGLE “BENDITO”

 



Vindas com os ventos de leste, as influências sonoras deste segundo single, o “Bendito”, aterram num ritmo expressivo e com um tom de oração. Mais uma faixa do EP de estreia de L-CAPITAN “Soturna”. Aproveitem esta viagem com mais uma música que faz a guitarra portuguesa passear por outras estéticas, um toque de esoterismo melódico que lhe fica tão bem.

Uma paixão quase platónica, um primeiro beijo adiado por largos anos, enquanto escolhia outras como a guitarra elétrica ou clássica, Luís Fernandes aka L-CAPITAN ganhou coragem e abraçou a guitarra portuguesa como sua.

Disse o grande Nicolau Breyner “tirar o fado do ambiente tão soturno” mas “Soturna” apenas pretende trazer esse ambiente para outros contextos e com a sonoridade da guitarra de Lisboa viajar por ritmos de outras latitudes, unir estéticas sonoras que não se costumam tocar. Reinterpretar a Guitarra Portuguesa no Sex XXI.

L-CAPITAN viajou muitos anos pela produção musical trabalhando com outros artístas em projectos próprios de diferentes estilos. Agora, quer aliar o chorar da guitarra portuguesa com os lugares musicais por onde passou. Entrem neste barco e naveguem com L-CAPITAN. O EP de estreia SOTURNA é editado dia 19 de Maio e vai ser apresentado ao vivo dias 18 de Maio no Bar mais Triste da Cidade em Lisboa, 23 de Maio no Copo e Meio em Lisboa e 29 de Julho no Cabaret Voltaire nas Caldas da Rainha.

Eric Clapton lança “Moon River” em parceria com Jeff Beck

 

Guitarristas gravaram a clássica canção de Henry Mancini em janeiro último, dias antes da morte de Beck

Eric Clapton lançou seu último single, um cover do clássico Moon River, de Henry Mancini, que aqui apresenta a inconfundível excelência da guitarra elétrica do falecido Jeff Beck.

Lançado hoje (12 de maio), “Moon River” marca uma das últimas gravações de estúdio de Beck, tendo sido gravada pouco antes da morte do ícone da guitarra no início deste ano.

É um pensamento que torna o primeiro minuto e meio da música, que é reservado inteiramente para Beck e sua guitarra, ainda mais poderoso. As melodias são uma masterclass em dinâmica e sensação, com Beck transformando o humilde motivo vocal em um soco de seis cordas que o deixará com um nó na garganta.

 Entregue com a habitual excelência individual do mestre Stratocaster, é uma interpretação da melodia de “Moon River” que apenas Beck sozinho poderia executar, auxiliado pelo preenchimento percussivo de seus dedos, vibrato sem esforço e um tom de guitarra penetrante que corta direto ao núcleo.

Os vocais de Clapton entram em ação por volta de 1:40, mas a presença de Beck não vai embora, retornando mais tarde com força total para um retorno prolongado e de passagem de registro para os solos emocionantes. Quando combinado com o videoclipe, é um esforço comovente dos dois Yardbirds e um final adequado para sua parceria de estúdio.

Moon River foi produzido por Clapton e seu colaborador de longa data, Simon Climie em janeiro de 2022, com a dupla posteriormente procurando os serviços de seis cordas de Beck. Sem surpresa, o que eles receberam de Beck os embasbacou.

Climie disse:

Em janeiro de 2022, Eric e eu gravamos uma versão que era mais uma balada e naturalmente a guitarra e os vocais eram brilhantes. Quando ficamos felizes com a faixa, Eric me pediu para enviá-la para Jeff. Jeff adorou. E logo depois disso, na primavera de 2022, Jeff adicionou sua inconfundível parte de guitarra. Isso nos derrubou.’

Moon River foi lançado junto com “How Could We Know“, para o qual Clapton se juntou a Climi, Judith Hill e Daniel Santiago.

O novo lançamento ocorre depois que Clapton anunciou a programação para o Crossroads Festival de 2023, que deve oferecer talvez a maior formação de talentos da guitarra já reunida.

Clapton também anunciou recentemente dois concertos de tributo a Jeff Beck, um par de eventos repletos de estrelas que contarão com um calibre semelhante de guitarristas convidados, incluindo nomes como Gary Clark Jr., Billy Gibbons, Susan Tedeschi e muitos mais.




Destaque

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