Genesis é o equivalente musical de Miracle Whip. Algumas pessoas os amam, citando sua influência indiscutível no rock progressivo como razão suficiente para adorar em seu altar. Outras pessoas os odeiam. A razão é mais simples: Phil Collins . Mas qualquer um que afirme que Gênesisforam incríveis enquanto Peter Gabriel era o frontman e péssimos depois que Collins assumiu está sendo redutor. Claro, o som mudou, tornando-se cada vez menos progressivo e mais pop a cada novo álbum. Mas evolução não é involução. Em termos de sucesso comercial, a banda conquistou coisas maiores após a saída de Gabriel do que antes. Isso significa que eles eram melhores? Obviamente não. O que isso significa, porém, é que seus álbuns posteriores são tão dignos de uma audiência justa quanto os anteriores. Quanto a qual desses álbuns está entre os melhores, descubra enquanto contamos os 10 melhores álbuns do Genesis de todos os tempos.
10 …And Then There Were Three…
Quando Peter Gabriel anunciou sua decisão de deixar a banda após a turnê de 1975 pelos Estados Unidos, eles tiveram uma decisão a tomar. Separe-se ou continue. Eles decidiram pelo último, elevando Collins da bateria para os vocais principais e reduzindo seus pedidos de piloto de uma banda de 4 para uma banda de 3. Foi a decisão certa. “…And Then There Were Three…” de 1978 pode ser menos dinâmico do que algumas das gravações anteriores da banda, mas ainda tem grooves matadores o suficiente para manter as coisas em movimento.
9. Duke
Em 1980, Phil Collins havia se estabelecido firmemente como o novo vocalista da banda. Ainda havia algumas dicas da antiga magia de Gabriel para serem vistas em “Duke”, mas este foi o álbum que marcou o início de um novo começo. O passado progressivo da banda estava lentamente dando lugar ao seu futuro pop. “Duke” capturou perfeitamente aquele momento histórico no tempo. Com algumas peças progressivas para satisfazer a velha guarda, mas melodias acessíveis o suficiente para se conectar com o público dos anos 80, “Duke” marca o momento em que o Genesis deixou de ser um sucesso de crítica e começou a se tornar um sucesso comercial.
8. Abacab
Como escreve o ultimateclassicrock.com , havia muitas bandas de rock progressivo dos anos 70 que tentaram se reiniciar nos anos 80, mas poucas conseguiram isso com tanto sucesso quanto o Genesis… por um tempo, pelo menos. À medida que a década avançava, sua decisão de abandonar suas raízes em favor de um novo som pop se tornaria cada vez mais questionável. Mas em 1981, sua nova direção não poderia ter sido mais acertada. Os excessos flácidos da era prog dos anos 70 foram eliminados, elementos da New Wave foram adicionados e Phill Collins descobriu seu showman interior. O resultado foi “Abacab”, um grande álbum de uma grande era que, infelizmente, acabou quase antes de começar.
7. Wind and Wuthering
“Wind and Wuthering” foi o primeiro álbum a apresentar os talentos do guitarrista Steve Hackett, um homem que não apenas moldou o som do álbum, mas que ajudou a orientar a jornada transformadora do Genesis na década seguinte. Lançado em 1976, “Wind and Wuthering” contém apenas uma tentativa tímida de pop (a esquecível “Your Own Special Way”), deixando números instrumentais progressivos para preencher o resto do espaço.
6. Genesis
De acordo com albumreviews.blog , o Genesis veio ao estúdio para gravar seu décimo álbum com zero material preparado. O resultado, “Genesis” de 1983, é um jogo de dois tempos. O segundo lado é irregular, até horrível em alguns lugares, com faixas como “Illegal Alien” levando uma surra justa dos críticos. O primeiro lado, por outro lado, é uma coisa linda, com pepitas como “Mama”, “That's All” e “Home By The Sea” mais do que compensando os horrores que espreitam em outros lugares.
5. Trespass
Se Phil Collins é a sua única razão para estremecer quando você ouve o nome Genesis, então “Trespass” deve estar na sua rua. Lançado muito antes de Collins ou Steve Hackett embarcarem, o segundo álbum do Genesis é um trabalho impressionante. Enquanto o álbum de estréia da banda não foi um grande abalo, “Trespass” explicou exatamente o que eles eram – prog. Como modelo para o gênero em que eles foram pioneiros, você não poderia ter pedido mais.
4. A Trick of the Tail
Após a saída de Peter Gabriel da banda, os fãs se preocuparam em como continuariam sem ele. Mas vá em frente eles fizeram. Levaria um tempo para Phil Collins encontrar sua voz, mas o fato de ele ainda estar muito parecido com Gabriel em “A Trick of the Tail” de 1976 não é nada ruim.
3. Nursery Cryme
Em 1971, a formação da banda evoluiu para incluir Phil Collins e Steve Hackett . Eles tinham mais confiança, mais resistência e mais complexidade do que nunca. O resultado foi “Nursery Cryme”, um álbum cheio de instrumentais inteligentes, interações mágicas e letras que deslumbram tanto quanto confundem. Coisas melhores estavam por vir, mas todas se originaram disso.
2. The Lamb Lies Down on Broadway
A última posição de Peter Gabriel com a banda também é uma das melhores. Álbuns conceituais podem muitas vezes ser mais errados do que acertados e, embora não haja dúvida de que “The Lamb Lies Down on Broadway” ocasionalmente perde o enredo, sua base em alguns dos rocks mais viscerais que o Genesis já fez mantém as coisas caminhando para uma conclusão satisfatória. Pode não ser o melhor álbum que o Genesis já fez, mas não está longe.
1. Selling England by the Pound
Se você pensou que a era do rock progressivo do Genesis produziu aclamação da crítica, mas não muito mais, pense novamente. Eles podem não ter atingido seu ritmo comercial até Phil Collins pegar o microfone, mas isso não quer dizer que eles não tenham feito algumas músicas muito amigáveis para o rádio no início. “I Know What I Like (In Your Wardrobe)” de “Selling England by the Pound” de 1973 é tão cativante quanto o Genesis já conseguiu, seja antes de Collins ou depois. O resto do álbum é dedicado à sensibilidade do rock progressivo da banda, com faixas efervescentes como “The Cinema Show” e “The Battle of Epping Forest” demonstrando todo o alcance de seu virtuose. Não foi o primeiro grande álbum deles e não seria o último. Seria, no entanto, o melhor deles.
Com um pé na pop e outro no funk, 1999 revolucionou ambos, inundando-os de fantasia e cor. Não foi só a década de oitenta que foi moldada à sua imagem e semelhança; o próprio século XXI tem manchas de Prince por todo o lado. Afinal de contas, a moral de 1999 é eterna. Vamos todos morrer. Dancemos como se fosse a última noite.
A inquietação de Prince nos eighties é desconcertante: dez discos, quatro obras-primas (Dirty Mind, 1999, Purple Rain e Sign O’ The Times) e uma estética irrequieta em permanente reinvenção. Prince é o Bowie dos anos 80, não só pela androginia e teatralidade, mas sobretudo pelo incansável desassossego criativo.
Dirty Mind era uma estranha mistura de R&B com new wave. Ingrediente nº 1: guitarra crua à Cars. Ingrediente nº 2: uma inesperada urgência punk. Nada mau para quem vem do pós-disco sound. Já 1999 não tem pressa alguma: o groove dura e dura e dura, de tal maneira que um só disco não basta para o albergar. A guitarra quase que desaparece, submersa em sintetizadores futuristas e caixas de ritmo maquinais (James Brown tentando engatar um ZX Spectrum).
1999 é tão festivo como apocalíptico: dança-se a noite toda porque pode não haver amanhã (“mãe, porque é que toda a gente tem uma bomba?”). O escapismo é sempre desesperado (escapa-se sempre de alguma coisa) mas para que a estratégia resulte há que esconder bem o negrume (o disco sound ocultava-o na perfeição).
Prince segue um caminho diferente, derrubando a quarta parede e desmontando, à frente de todos, a farsa escapista. A iminência de uma hecatombe nuclear é convidada para a pista de dança (o sexo e a morte beijando-se na boca). Em “Lady Cab Driver”, o sexo é uma forma de vingança contra o mundo: “isto é por eu não ter nascido bonito e alto como os meus irmãos”. Êxtase e dor trocam números de telefone a um canto.
1999 tem o condão de ser comercial e vanguardista ao mesmo tempo. O assalto ao mainstream surge nos três singles demolidores que abrem o disco: o viciante tema-título, a perfeição pop de “Little Red Corvette” e o rockabilly brincalhão de “Delirious”. O hat-trick revela-se frutuoso: antes Prince fora engavetado à força no nicho R&B, agora entra no mercado da pop, como sempre fora seu desejo. Tal como sucedera antes com Hendrix e Sly (dois dos seus heróis), a música de Prince não é negra nem branca: é da cor da sua transbordante imaginação.
O resto do álbum é bem mais fora da caixa, trocando a fórmula versão/refrão por longas jams de funk onde tudo pode acontecer: vozes robóticas à Kraftwerk (“au-to-ma-tic”); batidas motorik a acumular tensão, adiando sadicamente o alívio; sintetizadores agonizando nos cuidados intensivos; guitarradas quase metal vindas sabe Deus de onde; e, no momento what the fuck do disco, orgasmos femininos orquestrados como coros fúnebres! A sua criatividade é de tal forma desconcertante que o iconoclasta George Clinton (o seu grande mentor) soa convencional por comparação.
Com um pé na pop e outro no funk, 1999 revolucionou ambos, inundando-os de fantasia e cor. Não foi só a década de oitenta que foi moldada à sua imagem e semelhança; o próprio século XXI tem manchas de Prince por todo o lado: D’Angelo e Frank Ocean, Beck e Janelle Monae, Andre 3000 e Pharell Williams. Afinal de contas, a moral de 1999 é eterna. Vamos todos morrer. Dancemos como se fosse o último dia.
A voz de James Hetfield é a melhor surpresa da segunda aventura sinfónica dos Metallica e nem por isso o disco deixa de nos aquecer a alma. Será a isto que chamam envelhecer com classe?
Kill’ Em All, Ride the Lightning, Master of Puppets e … And justice for All, mudaram tudo. Aceleraram o rock a uma velocidade até então impensável, mataram de vez as permanentes e o Glam com que se enfeitavam os mais roqueiros no começo da década, colocaram as guitarras no seu devido caminho – uma versão olímpica do rock de até então, para ouvir (ainda) mais alto, tocado (ainda) mais rápido, com som (ainda) mais pesado. Para os mais puristas, os Metallica podiam ter ficado por aí. Um erro de quem via nos Metallica apenas a melhor banda de metal e que tardou em perceber que a música vinha de uma das melhores bandas de rock da história. Um erro de quem nem imaginava que por essa altura os quatro de São Francisco apenas aqueciam para o seu melhor disco, o tal homónimo, o tal que metaleiros desprezaram, o mesmo que pôs o Mundo a ouvir metal pela primeira vez. Eventualmente, o que verdadeiramente mudou tudo, o que fez dos Metallica uma banda mesmo à parte. O primeiro em que James Hetfield, de facto, canta. Estávamos em 1991.
Passaram quase trinta anos, ficaram para trás as notícias das cordas vocais rebentadas, as estadias em clínicas de desintoxicação e, além de sobreviver, a verdade é que nunca Hetfield cantou tão bem. É essa a primeira evidência de S&M2, a segunda aventura na companhia de uma orquestra sinfónica da banda, disco cujo maior pecado será o excesso de parecenças com o antecessor. A orquestra é a mesma, “The Ecstasy of gold” e “Call of Ktulu”, abrem ambos os discos e as repetições não se ficam por aí. Mas haveria alternativa? Alguém imagina um disco dos Metallica sem “Master of Puppets”, “One”, “Nothing Else Matters” ou “Enter Sandman”? Impossível, sobretudo tendo em conta que de 1999 para cá muito boa gente nasceu, cresceu e, eventualmente, nunca deu pelos tais discos que fizeram dos Metallica um dos pilares do rock que todos queremos – pelo menos nós, os do bem – saudável e vigoroso.
Todos acima dos 55 anos, vão longe os anos em que eram conhecidos como Alcoholica, miúdos armados de guitarras, baixo e bateria, instrumentos que então tratavam com mais vigor que carinho. Hoje apresentam-se como senadores, os instrumentos estão bem cuidados, valem milhões, acompanham-se de orquestra. Na voz de Hetfield tudo se ouve e se imponência no som nunca faltou, agora ouve-se requinte nos arranjos, até cuidado com os detalhes. Em “Unforgiven III” e “All Whitin My Hands”, brilha Hetfield, em “The Day That Never Comes”, “Halo Fire” brilha a Orquestra que em “(Anesthesia) – Pulling Teeth” nos oferece o melhor momento do disco – lembram-se do solo de Cliff Burton? E se for tocado por uma secção de cordas com o som distorcido? Imperdível. E ainda assim, nada soa novo. E será isso necessariamente mau?
Desde 1983 que por aí andam, digressões incontáveis, de originais são dez discos de hinos, daqueles que por todo o Mundo fazem estádios cantar, saltar, são dúzias. Foi-se o efeito surpresa e a verdade é que as moshadas são cada vez menos. Estarão os Metallica a perder vigor? Será que a inevitável perda de velocidade no ‘gatilho’ – dedos, se quisermos ser anatomicamente exatos – de Kirk e Lars se revelará fatal? Será esse o motivo das moshadas – em concertos quando os ouvia, no meu carro quando ouço o disco – serem cada vez menos? Suspeito que não. Basta imaginar que, mesmo na versão sinfónica, “For Whom The Bell Tolls” e “One” tivessem sido lançadas este ano. Alguém mais tem rock deste? Mas então, porquê a quebra no entusiasmo? Meus amigos, a verdade é dura, quase tão dura como o miserável som da bateria de Lars em St Anger. Estamos velhos e só os mais sortudos aproveitaram a idade para apurar talentos, bom gosto e classe. Os Metallica são gente de sorte.
Não dormir pode trazer diversas consequências físicas e mentais que nos conseguem influenciar o dia-a-dia ao ponto de ver uma realidade distorcida!
“Insomnia” retrata esse estado e com o seu ritmo intrigante e envolvente, consegue, em simultâneo, colocar um certo grau de ansiedade no ouvinte. Porque a música é um estado de espírito e o nosso estado de espírito refugia-se na música!
Nem sempre o pó tem de ser visto como algo negativo ou sujo. O pó, muitas vezes, simboliza o renascimento, a tomada de consciência de que há algo que faz parte de nós e devemos manter na vida. Os The Dust são uma banda de bons rapazes que se uniram com um amor em comum: a música! São eles o André Almeida Cabrita (Baixo, voz), o João Norberto Silva (guitarra) , o Miguel Marçal (guitarra) e o Paulo Urbano Carvalho (bateria, vozes).
Dão vida a uma dualidade que se reflecte no próprio nome da banda em contraposição com a sonoridade que traçam. A aura que emana deles é algo genuíno, directo, rápido e eficiente. Nas veias, percorre uma seiva que tem a sua origem no rock, no blues e numa tonalidade que, apesar de ser mais clássica, não deixa de ser actual.
Depois do EP “It May Only Have Three Songs But This Is Our Extended Play”, lançado no ano de 2017, para 2019 prepararam “True Blood & Fire”. Um EP de 5 faixas cruas, melódicas e cobertas de um manto de histórias escondidas mas que, no fundo, pertencem a todos.
No final de 2019 aumentaram a família com a integração de mais um guitarrista (Miguel Marçal), sempre de olhos postos na evolução sonora da banda e na partilha genuína daquilo que melhor sabem fazer.
Preparam-se agora para lançar o primeiro LP, “Underdogs”, um disco que conta com participações de Nancy Knox e Victor Torpedo, entre outras, gravado pela banda e com mistura e masterização a cargo de The Pentagon Audio Manufacturers.
“Underdogs” vai sair no próximo dia 29 de Maio com o selo da Raging Planet e será apresentado no dia 2 de Junho no Cine-Teatro Ginásio Clube de Corroios.
Depois da colaboração em “OHME Sessions” e “Agimos Muito Rápido”, Beiro e Each1 voltam a trabalhar juntos para o single “FÉ”.
Numa atmosfera com tanto de misteriosa como de aconchegante, Beiro conseguiu transportar Each1 para a mistura perfeita entre Drill e Jazz, onde as palavras do rapper nos embalam com a força da batida.
Em “FÉ”, Each1 escreve e Beiro assina em branco, mostrando o quão bem estes dois artistas trabalham juntos, com Each1 responsável pela letra e interpretação, e Beiro na composição, arranjo e mistura nos estúdios da Caixa Cartão Collective. Já a masterização ficou a cargo de Andrés Malta e o vídeo pelas mãos de Cooper da Atomo Studio
Francisca dá a conhecer esta quarta feira, 17 de maio, o quarto single de avanço do segundo álbum de originais, que conta com produção de João Só e tem edição prevista para o final deste ano. “Vício De Te Amar” é o tema que já pode ser conhecido no YouTube oficial da artista e dia 19 de maio, sexta-feira, em todas as plataformas de streaming.
Depois de dar a conhecer “Não sabes nem metade”, “As Recordações” e “Ele Tem Um Dom” é antecipado mais uma das faixas do disco, que será composto por 10 temas e que chegará em setembro ao público em formato digital e físico.
Dia 22 de maio a artista vai apresentar-se ao vivo na Feira de Leiria, onde revelará em primeira mão, o segundo álbum de originais “Recordações”, sucessor do disco homónimo, editado em outubro de 2019.
Em colaboração com o músico e compositor Cláudio Duarte, que a tem acompanhado no percurso musical, Francisca tem alimentado a necessidade de contar a sua própria história através da composição de canções. A produção do novo registo de originais foi entregue ao produtor, cantor e compositor João Só, que tem contribuído em várias faixas com a mestria das suas guitarras e baixos. “Recordações” será lançado em setembro deste ano, sendo este o último single de avanço do disco até à sua edição.
Os Spoon preparam-se para editar “Memory Dust” no próximo dia 13 de Junho. Este novo EP conta com 3 novas canções, incluindo os originais “Sugar Babies” e “Silver Girl” e a versão para um original de Bo Diddley.
Comentário: Primeiro disco deste multi-instrumentista e compositor originário de Ayrshire, na Escócia, lançado originalmente com apenas 500 cópias e ganhando uma nova edição japonesa recentemente. Ele ainda lançou outros 2 trabalhos no início dos anos 80, porém sem êxito comercial e caindo na obscuridade.
O álbum é dividido em 6 faixas, tendo cinco mais curtas no lado A, que seguem influências típicas do folk britânico, acústicas e com belas harmonias vocais, refletindo acerca das memórias de infância de Grant. Já o lado B traz a excelente '90768 Suite', de 24 minutos, ganhando contornos mais viajantes, sofisticados e prog, porém mantendo a mesma linha das anteriores. O instrumental é composto por instrumentos de corda, majoritariamente acústicos (incluindo as pouco usuais bouzouki e harpa), mas que são muito bem combinados, causando diferentes cores ao som.
Ótima pérola para fãs de prog folk britânico, recomendado!
Os Hangar é mais conhecido pelo público ligado ao heavy metal por ter no baterista Aquiles Priester o seu fundador e membro mais famoso, em função de uma passagem bem sucedida pelo Angra e também no grupo solo do guitarrista Vinnie Moore. Porém, se pararmos para analisar, o Hangar não é apenas Aquiles Priester. O quinteto formado por Nando Mello (baixo), Eduardo Martinez (guitarra), Fabio Laguna (teclado), Andre Leite (vocal), além do próprio Aquiles, é dono de muita técnica, profissionalismo, seriedade e uma estrutura de dar inveja a bandas internacionais. Ao longo das próximas linhas falaremos sobre a discografia, as mudanças de formação e os grandes clássicos que marcam as sempre competentes e energéticas apresentações do Hangar.
Last Time [1999]
Com uma formação muito diferente da descrita acima, mas não menos competente, o Hangar lançou seu debut com Michael Polchowicz nos vocais, Aquiles na bateria e Cristiano Wortmann na guitarra e no baixo. Após a gravação do álbum, Nando Mello foi efetivado como baixista. O álbum começa com uma introdução bem característica dos álbuns de prog/power, ou seja, “Secrets of The Sea” imprime o clima perfeito para a entrada da veloz “Like a Wind in the Sky”, que além da velocidade tem ótimos riffs e um bom refrão. Seguimos com “Voices”, que é um pouco mais cadenciada que a anterior, mas mesmo assim prima pela técnica e pelos riffs de ótimo gosto. “Absinth” começa de uma maneira bem diferente, com uma bonita introdução ao violão, que de repente dá lugar às guitarras pesadas, com cavalgadas em uma velocidade impressionante, mostrando exatamente o que a banda tem de melhor. Seguimos com a faixa-título, que possui um riff mais cadenciado e até certo ponto grudento, mas que funciona muito bem com a melodia vocal escolhida por Michael Polchowicz.
A música seguinte é um grande clássico do grupo: “Angel of the Stereo” reúne todas as caracterisiticas que fizeram do Hangar a banda que é. Ótimos refrões, velocidade, técnica e uma ótima performance do vocalista Michael Polchowicz. “Angel of the Stereo” não pode ficar de fora do set list de nenhum show do conjunto. “Speed Limit 55” é a próxima e mantém justamente o que o título da música propõe: velocidade em todos os momentos. No mais, é uma música normal que não apresenta nenhuma novidade se comparada às outras faixas do disco. A canção de encerramento, “Lost Dream”, merece todo o destaque, pois é uma instrumental de alto nível e bom gosto, fechando o álbum com chave de ouro. No ano de 2008 o Hangar relançou o disco com o nome de Last Time… Was Just The Beggining, contendo uma versão de “Angel of the Stereo” gravada em 2006 e uma surpresa muito agradável, a inclusão da faixa “Ask The Lonely”, do Journey, que ficou excelente. Entre os fãs do Hangar é unânime sua solicitação nos shows da banda. Além das faixas bônus há um DVD, que entre outros momentos históricos possui uma parte do show de abertura realizado para o Angra na turnê do álbum Fireworks, no Rio Grande do Sul.
Inside Your Soul [2001]
Após a boa receptividade do debut, era hora de voltar ao estúdio e gravar mais um álbum. Dessa vez as atenções foram ainda maiores, pois Aquiles já era membro do Angra, o que proporcionou ao Hangar um salto de quantidade no tamanho de seu público. Inside Your Soul é um petardo capaz de agradar a todo tipo de fã, seja aquele que já conhecia o conjunto anteriormente ou mesmo os mais novos. A faixa de abertura, “The Soul Collector”, é bem curta, mas coloca o ouvinte a postos e diante de um verdadeiro coletor de almas, pois o que vem a seguir, na faixa-título, é uma demonstração de peso, agressividade e ótimos riffs, cortesia de Eduardo Martinez, que substituiu Cristiano Wortmann com maestria. Todo esse peso segue com a seguinte, “Sailing The Sea of Sorrow”, que além de pesada, possui uma velocidade incrível em seus riffs e nas viradas de bateria de Aquiles. Continuamos com a bela introdução para a segunda parte da trilogia “The Massacre Trilogy”, a música “To Tame a Land”, que traz Fabio Laguna (que na época era tecladista convidado) em grande destaque. Após se encerrar a pequena intro, “To Tame a Land” mostra o porquê de ser o maior clássico da discografia do Hangar. Ótimas melodias vocais, refrões marcantes, velocidade em todos os instantes e uma letra muito bem trabalhada.
A trilogia se encerra com “Five Hundred’s Enough”, que mesmo sendo ótima, fica ofuscada pelo brilho de “To Tame a Land”. “Savior” é a próxima e começa de uma maneira totalmente diferente: bem psicodélica, com uma introdução que mexe com o ouvinte, criando um clima oposto ao que vinha sendo apresentado no restante do álbum. Após essa introdução, voltamos com o peso característico do Hangar, mas sempre alternando com momentos mais lentos. A seguinte, “The Vision”, tem uma abertura bem elaborada, com efeitos de teclado, uma ótima introdução para o peso e a velocidade de “Legions of Fate”, que possui riffs destruidores, bases de teclado muito bem escolhidas e mais uma vez uma ótima participação de Aquiles, com a sua mais do que conhecida velocidade. Seguimos com “Living in Trouble Part 1” e “Living in Trouble Part 2”, nas quais se destacam suas suas letras de revolta e indignação contra o sistema. “No Command” é a seguinte, com ótimos rifs, seguindo um padrão mais tradicional dentro do prog/power, destacando a habilidade de todos os músicos em várias passagens. Para finalizar, fechamos com “Falling in Disgrace”, uma ótima letra de Michael Polchowicz, falando de um amigo que caiu na desgraça das drogas. Musicalmente tem riffs mais simples, que nos ajudam a captar a mensagem por trás da letra. Apesar da boa receptividade do álbum, Michael Polchowicz decidiu se desligar do Hangar, obrigando a banda a modificar sua formação mais uma vez.
The Reason of Your Conviction [2007]
De longe o álbum mais bem trabalhado do Hangar, já que Aquiles e cia. tiveram muito tempo para trabalhar as letras e os arranjos. Nando Fernandes entrou no lugar de Michael, garantindo o alto nível de seus vocalistas, algo sempre característico no grupo. A faixa de abertura, “Just The Beginning”, é enigmática, densa e com certeza a participação mais do que especial de Arnaldo Antunes faz com que o início para o que está por vir seja ainda mais especial. Logo após a introdução terminar, a banda entra com “The Reason of Your Conviction”, que de cara exibe uma banda ainda mais madura, que mostrou ter escolhido os arranjos a dedo. A presença de Fabio Laguna como membro permanente também contribuiu muito para isso. Nando Fernandes mostra ao que veio com um vocal cativante e ao mesmo tempo técnico. A música seguinte, “Hastiness”, merece todo o destaque pela introdução de bateria mais do que marcante, tornando-a uma das mais queridas pelos fãs. Além do ótimo momento de Priester no começo, temos mais uma vez ótimos riffs, backing vocals bem elaborados e grandes solos de guitarra e teclado. “Call Me In The Name of Death” vem para acalmar os ânimos em grande estilo, imprimindo um clima sombrio e ao mesmo tempo perfeito ao que o álbum se propõe. Ótima letra, interpretação intimista e digna de nota de Nando Fernandes, além de um dos melhores solos de Eduardo Martinez, com um feeling indescritível.
Para manter o alto nível, a subsequente, “Forgive The Pain”, vem com a já citada velocidade e com ótimas melodias, pois mesmo sendo rápida, o refrão e várias partes da música ficam na cabeça do ouvinte. “Captivity ( A House With a Thousand Rooms)” mostra a versatilidade de Nando e tem bons momentos, com destaque para o solo de guitarra, mas não cativa tanto quanto outras faixas do mesmo estilo, como “The Reason of Your Conviction” e “Hastiness”. “Forgotten Pictures” segue a mesma linha da anterior, ou seja, tem bons momentos, ótimas viradas, passagens de teclado que são dignas de serem citadas, mas não chegam à altura das primeiras faixas, que se tornaram verdadeiros clássicos do Hangar. Seguimos com “Everlasting Is the Salvation”, que começa de maneira bem diferente, ou seja, é cadenciada, possui riffs mais diretos e vocais bem rasgados. Não é muito lembrada pelos fãs, mas com certeza é uma das melhores composições do disco.
O alto nível continua com “One More Chance”, que junto a “Call Me In The Name of Death” tem o papel de mostrar o lado mais acessível do Hangar. Ótimas bases de teclado, vocais cativantes, letra muito bem elaborada e um riff simples que funciona perfeitamente no contexto da música. “When the Darkness Takes You” mostra já em seus segundos iniciais ao que veio, ou seja, técnica, precisão e muita velocidade. Após esse começo mais do que veloz, entra um riff mais lento, bem quebrado e trabalhado. Com certeza é outra das ótimas faixas do disco, mas que não é tão lembrada pelos fãs da banda. O álbum se encerra com a faixa bônus “Your Skin and Bones”, mantendo as características do Hangar intactas, ou seja, riffs bem pesados, melodias muito bem escolhidas, vocais marcantes, velocidade empregada através dos dois bumbos de Aquiles e bons refrões. Com certeza uma ótima maneira de encerrar o álbum. Após a turnê de divulgação, Nando Fernandes decidiu deixar o Hangar, frustrando os fãs, já que era planejado o lançamento de um DVD. A sina de trocar de vocalistas continuava para o conjunto, mas como veremos a seguir a banda mais uma vez conseguiu achar um substituto à altura.
Infallible [2009]
Apostando em uma sonoridade mais acessível mas sem perder o peso e a técnica, o Hangar entrou em estúdio para gravar seu mais recente full-lenght, que contou com a entrada do vocalista Humberto Sobrinho. O álbum começa com “The Infallible Emperor (1956)”, pesada e muito técnica, com grande destaque para o trabalho de dois bumbos de Aquiles. A diferença aqui é que os vocais ficaram mais palpáveis mas não menos poderosos e marcantes. “Colorblind” segue a mesma linha, com ótimos riffs e uma grande participação da banda como um todo, sendo mais uma faixa a ser destacada no play. A terceira, “Solitary Mind”, é uma canção ao estilo radio friendly, que teoricamente teria potencial para emplacar nos meios de comunicação, pois possui uma ótima melodia, que mistura tristeza e uma sensação de solidão (o nome da música caiu como uma luva), além de uma grande participação de Humberto, que deu um toque especial com sua excelente voz. O estilo mais acessível continua com “Time to Forget”, uma linda faixa com ótimos arranjos, boas linhas de guitarra e uma bela letra. Com certeza mais uma música que terá espaço cativo nos futuros set lists do conjunto. A técnica e a velocidade à toda prova, marcas registradas do Hangar, voltam com “A Miracle in My Life”. Nesta canção com mais de sete minutos, todos os membros têm o seu espaço para brilhar, com maior destaque para as viradas ultra rápidas de Aquiles, os solos de Martinez, muito bem acompanhados por Nando Mello e Fabio Laguna.
Também é destaque o vocal rasgado de Humberto, que mostra porque foi o escolhido para substituir Nando Fernandes. “The Garden” é outro registro bem pesado e técnico, que prima pela velocidade. Tem seus bons momentos, com Humberto executando vocais rasgados mais uma vez. Também é de grande destaque o solo de teclado, cortesia de Fabio Laguna, sempre com bom gosto para escolher os timbres. A seguinte, “Dreaming of Black Waves”, foi a escolhida para ser o carro-chefe de divulgação do álbum, já que reúne as principais características que o Hangar queria mostrar em Infallible. Possui melodias acessíveis, que podem atingir um público diferente do usual, mas sem desagradar os fãs mais antigos. Seguimos com “Based on a True Story”, que também tem um clima mais radio frienly, mas não possui o mesmo brilho que faixas como “Time to Forget” e “Dreaming of Black Waves” têm. O peso volta com força máxima através de “Handwritten”, com riffs poderosos, ótima base de teclado e um vocal ainda mais poderoso de Humberto Sobrinho, nos remetendo a um metal mais tradicional e sem frescuras, direto ao ponto. A seguinte, “Some Light to Find May Way”, mostra ao ouvinte como se fazer um metal mais técnico, mas com uma melodia bem marcante por trás, que com certeza sempre foi um diferencial do Hangar. Os grandes destaques dessa faixa vão para as criativas viradas de Aquiles, os solos de Martinez e Laguna e o vocal mais uma vez bem trabalhado. Como bônus, encontramos os covers para as faixas “’39”, do Queen, e “Mais Uma Vez”, do Roupa Nova. Nestes dois tributos prestados encontramos competência, capacidade e bom gosto, adjetivos que realmente cabem não só para as duas músicas citadas, mas para o disco como um todo.
Formação atual: Eduardo, Aquiles, Andre Leite, Nando e Fabio.
Os anos de 2010 e 2011 foram bem agitados para o Hangar, com muitos shows, workshows e a entrada de um novo vocalista, o versátil e competente Andre Leite, que em nenhum momento deixou a peteca cair, garantindo a qualidade mostrada pelos seus antecessores. No ano passado foi lançado o álbumAcoustic But Plugged In, com versões acústicas para os maiores sucessos do Hangar no formato e uma faixa inédita, “Haunted By Your Ghosts”. Neste álbum acústico, os grandes destaques vão para o novo vocalista e para os sempre excelentes arranjos de Fabio Laguna. Tal lançamento foi um sucesso e a banda já gravou um DVD todo acústico, que eternizará mais um ótimo lançamento do Hangar. 2012 começou muito agitado para a banda, já que ela decidiu tocar o álbumInside Your Soulna íntegra em algumas ocasiões especiais (03/02 em São Paulo e 05/02 em Volta Redonda, no RJ) deixando os fãs mais do que satisfeitos. Além disso, o lançamento do tão aguardado DVD acústico está agendado para meados do primeiro semestre.