A cantora e atriz, Mariana Norton, lança o seu novo single “Água” que nasce da vontade de regressar ao trabalho original e a solo.
O single é lançado esta sexta feira, 19 de maio, através da editora independente RnC Records, reúne os universos e influências musicais da artista: soul, pop e R&B.
Inspirada pelos movimentos urbanos, eletrónicos e contemporâneos da música da atualidade, “Água” é uma homenagem à música feminina e às mulheres da sua vida, cuja resiliência e coragem tanto a motivam.
Branko convidou a cantora e compositora brasileira BIAB para o seu novo tema. O vídeoclip foi filmado em Maricá, no estado do Rio de Janeiro, numa das viagens recentes de Branko ao Brasil. “Nuvem” marca o regresso de Branko às canções e já está disponível nas plataformas digitais.
“As cores do Rio de Janeiro, o pôr de sol de Maricá, tudo bate em sintonia com a energia da música, até as nuvens decidiram aparecer. Foi incrível poder atravessar o Atlântico para filmar o video com a BIAB e concluir a colaboração que começou em novembro do ano passado com um primeiro encontro em estúdio.” Branko
Em Novembro de 2022, Branko rumou até ao Rio de Janeiro para mergulhar no estúdio e criar canções. Passados alguns meses nasce “Nuvem”, o resultado do encontro do produtor português com a artista brasileira BIAB. “Tenho a cabeça nas nuvens” é o refrão que BIAB nos canta, com a produção de Branko e Gafacci. O vídeoclip, já disponível, foca-se no encontro entre os dois continentes, destacando a estética vibrante, colorida tão peculiar do Rio de Janeiro. A realização do vídeo ficou a cargo da produtora brasileira Horizonte.
Branko sobe ao palco Heineken, no NOS Alive, dia 8 de Julho
O cantautor Hozier acaba de anunciar que o seu próximo álbum, “Unreal Unearth”, será lançado a 18 de agosto pela Columbia Records.
“Unreal Unearth” inclui os já conhecidos singles “Eat Your Young” e “All Things End”, bem como o single “Francesca”, agora editado esta semana.
Foi em setembro de 2013 que o artista a solo irlandês Andrew Hozier-Byrne lançou seu primeiro single – uma música chamada “Take Me To Church” – que gravou maioritariamente no sótão da casa dos seus pais em Wicklow. Desconhecia, na altura, a força do interesse público que a música provocaria, levando-o ao estrelato internacional.
O magnífico disco em que os dEUS fazem a síntese perfeita entre enormes canções e a estranheza que sempre os definiu
Há momentos em que os astros se alinham. Em que uma banda está no sítio certo à hora certa, sintonizada com o seu tempo de forma tão intensa que a obra que produz acaba não apenas por o reflectir, mas também por defini-lo. Foi esse o caso dos dEUS, em 1999, com o lançamento de The Ideal Crash.
A maior exportação musical da Bélgica fez-se notar logo na estreia, em 1994, com o óptimo Worst Case Scenario. O mundo ficou então a conhecer este ser estranho e complexo, partindo da estrutura tradicional de canções de guitarras mas contendo universos lá dentro: ritmos não-lineares, influências de jazz e pós de música concreta, o filho bastardo entre os Kinks e Captain Beefheart. Ficámos intrigados.
À beira do sucesso internacional, a banda de Tom Barman (que é na verdade já um filho adoptivo de Portugal) tinha dois caminhos: ou corria para os seus braços ou reforçava o seu carácter mais alternativo. A resposta veio com o estranhíssimo mas belo My Sister = My Clock (uma única longa e tortuosa faixa com 13 músicas), e de seguida In a Bar Under the Sea, que vê os dEUS de regresso ao formato típico de álbum, em 1996. O cenário estava montado para o statement derradeiro, que chegaria ao quarto disco, este The Ideal Crash.
Gravado em Espanha, o que distingue este álbum é a extrema qualidade das suas composições – num disco sem pontos baixos – e o encontro da fórmula certa: canções bem feitas e viciantes, com a estrutura tradicional, mas impregnadas da estranheza que sempre fez dos dEUS uma banda especial (e uma das mais acarinhadas pelo público português).
Como sempre, são as canções quem tudo ditam. Desde o arranque estrondoso, poderoso, sexy e perigoso de “Put the freaks up front”, às doridas e lindíssimas “Sister Dew” e “The Magic Hour”, passando pela tensão elegante de “One advice, space” ou pela urgência de “The ideal crash” ou “Everybody’s weird”, sem esquecer a triste e emocionante balada “Magdalena” – tudo em The Ideal Crash funciona. Não só funciona; emociona, mexe connosco.
Para uma geração – a que chegou à adolescência com a explosão do grunge, depois a britpop, depois o trip-hop, depois uma espécie de vácuo e dispersão que abriria espaço a coisas hediondas como o nu-metal – os dEUS, em 1999, providenciaram uma resposta. Um rock adulto, perigoso e viciante, que encontrou em The Ideal Crash – que viveu também em Portugal a celebração em palco dos seus 20 anos – um documento dos tempos e um mapa de sobrevivência para os melómanos de bom gosto e ainda com sangue quente nas veias.
“Dor de Amar” é o primeiro avanço do novo álbum que o artista irá editar e que tem já contornos muito reais, no que à criação diz respeito. Este tema marca também o regresso do artista aos lançamentos regulares.
Mariana Pacheco, reconhecida atriz que já deu cartas no mundo da música, juntou-se a SYRO para esta canção. A união da paixão de Mariana pela música com o respeitado talento de SYRO resultou num tema profundo e intenso, que poderá tornar-se no ponto de partida para a artista explorar mais esta sua faceta.
“Dor de Amar” fala-nos sobre a verdadeira ligação de duas pessoas que se amam, mas acaba por desvendar que, muitas vezes, essa conexão não é suficiente na vida e no desenrolar de uma relação. Expõe, de forma intensa, a devastação que traz a dependência da outra pessoa.
Rua Direita, duo composto pelos músicos Donato Rosa e Paulo Ladeiras, volta às edições com “Nem Me Despedi“, novo single que antecipa um novo disco de originais e que será lançado numa data a anunciar em breve.
Rua Direita era, por excelência, a rua principal de uma cidade, epicentro de pontos de encontro idos, mas é também o nome de uma banda que procura contar histórias do quotidiano em formato canção, com uma escrita direta sob tensas camadas sonoras.
Da vitória no Festival de Música Moderna de Corroios à presença na coletânea Novos Talentos Fnac ’17, a banda entrou em força nas rádios com o single “Mariana” e, mais tarde, editou o disco homónimo. Desde então, de norte a sul, foram muitos os palcos por onde passaram, figurando em cartazes com artistas como Capitão Fausto, Luís Severo ou Samuel Úria.
O segundo disco está a caminho e conta com a produção de Pedro de Tróia, que, sem abdicar da pulsão rock da banda, lhes confere a elegância, harmonias e tiro-certeiro que o caracteriza. “Nem Me Despedi” é a canção de avanço e já se encontra disponível nas plataformas digitais.
Um ano após a saída do EP “Jungle Disco”, de que fazem parte os singles “Colchão” e “Deixa Pra Lá”, e depois de uma colaboração com DJ Overule em “Bicicleta”, Blaya está de volta com o seu novo tema “Ninja”.
Com o início do Verão aí à espreita, e claramente influenciada por isso, “Ninja” é uma música com uma sonoridade expansiva e alegre, revelando uma Blaya provocadora e no auge da sua energia, que nos convida a dançar e a abraçar a boa disposição.
A canção, que conta com produção de wao, e autoria de Blaya, 2jhow e wao, é também acompanhada por um videoclip assinado por Renato Arroyo e conceito da própria Blaya, em que a artista surge com um visual novo e surpreendente. A coreografia hipnotizante em conjunto com Lucas Wang e que casa perfeitamente com o ritmo de “Ninja” recorda-nos porque é que nos habituámos a ver Blaya como a rainha do Funk em Portugal — e lembra-nos as muitas saudades que já tínhamos de que nos oferecesse música nova.
Singelo. Engraçado. Desconcertante. Puro. Como uma criança a tocar ao calhas só para ver a mãe sorrir.
Thelonious Monk foi um dos inventores do jazz moderno, tendo escrito dezenas de temas que hoje são standards, como a fumarenta “‘Round Midnight” e o blues neurótico “Straight no Chaser”. Se o seu talento como compositor é consensual, muitos franzem o sobrolho em relação ao Monk intérprete. Dizem que têm pena do desgraçado do piano…
Quando ouvimos pela primeira vez Solo Monk percebemos as inquietações: tudo é tão rude e desengonçado que parece que o homem toca com luvas de jardinagem vestidas.
Acontece que a cada nova audição mais ficamos rendidos à sua beleza grosseira, o equivalente musical às pinceladas grossas e apressadas das últimas obras de Van Gogh. Há muito que a pintura se emancipara do virtuosismo mas os grandes pianistas de jazz persistiam no modelo tradicional, baseado na velocidade e precisão. Até que Thelonious tem a ousadia de simplificar radicalmente a linguagem do piano, deitando pela janela todos os inúteis bibelôs.
Mas Monk não se fica apenas pela depuração (isso é para meninas). Vai mais longe, acrescentando algo ainda mais provocador: a deformação. É aqui que as coisas começam a ficar interessantes…
Thelonious começa por tocar todas as notas certas, criando no ouvinte uma expectativa de ordem e harmonia; até que, quando menos se espera, toca uma nota ostensivamente errada. O erro é de tal forma flagrante que cria um efeito cómico, como uma senhora gorda e petulante tropeçando nas escadas.
Também o fraseado é maravilhosamente disforme: perro e brusco, com hesitações e saltos repentinos, como um bêbado cambaleando no regresso a casa.
Até o próprio toque é feíssimo, e, por isso, tão bonito: demasiado ríspido e percussivo, como se os dedos fossem baquetas.
Para que todas estas infracções soem mais subversivas, a mão esquerda é estupidamente convencional, nada mais do que o velho gingar stride (nota de baixo, acorde, nota de baixo, acorde). O contraste entre o aprumo do passado e o desleixo do futuro, ambos no mesmo teclado, só aumentam a nossa perplexidade.
Singelo. Engraçado. Desconcertante. Puro. Como uma criança a tocar ao calhas só para ver a mãe sorrir.
Nas vésperas do regresso a Portugal, os Blur anunciaram de surpresa os detalhes de um novo álbum intitulado “The Ballad of Darren” e partilharam o primeiro single “The Narcissist”.
Os britanicos anunciaram inicialmente o seu regresso para novembro, com a notícia de um concerto no Estádio de Wembley. Depois revelarem uma segunda data no mesmo local, seguindo-se o anuncio de uma série de concertos em festivais europeus e uma digressão mais intimista no Reino Unido, que começa amanhã (sexta-feira, 19 de maio) na sua cidade natal de Colchester.
Agora, a banda anunciou que o álbum com 10 faixas, “The Ballad Of Darren”, chegará a 21 de julho via Parlophone. É o primeiro álbum de originais desde “The Magic Whip” de 2015.
O primeiro álbum de Soraia Tavares, “A Culpa é da Lua”, tem edição marcada já para esta sexta-feira, dia 19 de Maio.
Num disco que vagueia entre o português e o crioulo, a artista passou pelo processo de “aceitar a língua portuguesa, as minhas raízes e que a minha voz em crioulo tem outro feeling”, nas palavras da própria. “É por isso que este álbum começa e termina em crioulo”, explica Soraia.
Deste “A Culpa é da Lua” já conhecemos os singles “A Beleza Vai Mudar o Mundo”, “As 5 Coisas que Nunca te Disse” e “Dona Joana”. Esta sexta-feira, A Culpa é da Lua fica disponível na íntegra e vem com mais um single, da faixa que dá título ao álbum