segunda-feira, 22 de maio de 2023

Art Garfunkel - Discografia

DISCOS QUE DEVE OUVIR

 

                                            Astrud Gilberto - Windy 1968 (Brazil, Bossa nova)


Artista: Astrud Gilberto
Origem: Brasil
Álbum: Windy
Lançamento: 1968
Gênero: Bossa nova
Duração: 27:39
Formato: MP3 CBR 320 (Vinyl Rip)
Tamanho do arquivo: 66 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Dreamy (Norman Simon, Luiz Bonfá) - 2:02
02. Chup, Chup, I Got Away (Marcos Valle, Ray Gilbert, Paolo Valle) - 2:05
03. Never My Love (Don Addrisi, Dick Addrisi) - 2:45
04. Lonely Afternoon (Spence Maxwell, Patrick Williams) - 3:23
05. On My Mind (Norman Gimbel, Eumir Deodato) - 2:41
06. The Bare Necessities (Terry Gilkyson) - 2:35
07. Windy (Ruthann Friedman) - 2:47
08. Sing Me A Rainbow (Lou Stallman, Estelle Levitt) - 2:10
09. In My Life (Lennon-McCartney) - 2:26
10. Crickets Sing For Anamaria (Marcos Valle, Ray Gilbert, Paolo Valle) - 1:34
11. Where Are They Now? (Brad Craig, Ty Whitney) - 3:11

Personnel:
- Astrud Gilberto - vocals
- Marcelo Gilberto - vocals (06)
- Eumir Deodato - arranger, conductor (01,02,05,07,10)
- Don Sebesky - arranger, conductor (03,06,08,09,11)
- Patrick Williams - arranger, conductor (04)
- Orchestra
- Pete Spargo - producer


Lee Pickens Group – LPG (1973/ Capitol)


KOOGA - Across the Water (High Dragon. 1986)

SIMO - Love, Volume 1 (2015)

Steve Smith And The Tylas Cyndrome – Pools Of Diversity (2013/Groove)

De Swindon, o britânico Steve Smith se deu a conhecer como parte do projeto Volt. Para voar sozinho como SS & The Tylas Cyndrome com "Phoenix Arising" em 2011. Perto da escola John Dyson ou Paul Ward, ele gosta da mistura entre o prog britânico e a Berlin School. Tendo como copilotos do navio o baterista Les Sims e o guitarrista Alan Ford. Smith está a cargo de todo o gerenciamento sintetizado com tratamento especializado em prog arts e raízes teutônicas.



"Ghost Ship" (11'22) captura todo o cenário que o título sugere, atraindo o ouvinte imaginativo para um filme de ficção científica imaginário. Do poder melódico adquirido através da influência Goblin. Com uma batida de bateria orgânica e guitarra Gilmouriana, isso nos leva a territórios rosa fluidos de charme irremediável e frescor de prog eletrônico. Mesmo evocando o Wakeman dos últimos tempos em "Out There" ou "The Red Planet".

Ele segue a abordagem cósmica essencial em "Orbit" (12'37), com acenos sedutores ao space rock de um solo de Simon House ou Dave Brock. Belas acústicas se misturam com a eletrônica dominante. E um ritmo quase reggae do kit de percussão realiza um desenvolvimento muito original e marcante, diferente do que é usual no gênero. Semelhante aos seus compatriotas Sky.

Uma viagem à Idade Média propõe "Requiem" (8'03), com seu coro gregoriano amostrado e seu sino sagrado de mosteiro hermético e escuro. A seção de cordas proposta por teclados avançados, constitui uma peça bem executada, em solenidade sinfônica-orquestral repleta de recursos, mais uma vez de Wakeman e até de Robert John Godfrey.

Voltamos ao aspecto cósmico em "Interstellar Highway" (12'17) com uma introdução que me sugere o Surfista Prateado percorrendo multiversos em busca de uma luta e briga com Galactus. Sua abordagem posterior pode ser semelhante aos luminares do som de Düsseldorf, como Harmonia, Lilienthal, La Düsseldorf ou Neu '75. Ashra também se encaixaria nessa equação atraente. E continuamos nesse caminho, deixando-nos levar pelos canais berlinenses em “Trilian Suns” (10'03), uma viagem astral rítmica-melódica sequencial impregnada de pergaminhos froesianos com denominação de origem. Você também pode se conectar com as obras dos anos 80 de Harald Grosskopf ou o já mencionado Ashra do final dos anos 70.



Coisas extraordinárias! Finalmente, "The Main Event" (8'05) estimula o cérebro atento com rajadas de kosmische electronica criadas com cuidado e engenhosidade pictórica. Mais uma vez, a inclusão de tambores reais dá outra perspectiva ao contexto textural. Agora soando como uma saída instrumental do mesmo Yes! Assine uma guitarra feliz num radiante e eufórico final de festa. Registros como este fazem você amar música de sintetizador feita com discrição e seriedade.



ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971

 



Já havia postado essa raridade no antigo endereço do PRV em 2008 mas resolvi retirar pela péssima resenha que havia escrito na época. Me lembro que foram apenas três linhas de informações básicas e nada mais. Não achei muito justo com as poucas pessoas que passam por aqui procurando por algo de qualidade.

Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam-se poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.


Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.



TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. Electric Light






AINIGMA - Diluvium - 1973

 



Banda alemã liderada por três jovens e corajosos músicos de idade entre 15 e 17 anos. Criticada por muitos, o Ainigma teve uma curta carreira que começou em 1972 e acabou em 1974 um ano após o lançamento de seu único registro. 

Registro ao qual traz uma atmosfera um tanto sombria com solos de guitarra e teclados, na maioria das vezes, improvisados de forma muito criativa por se tratar de uma banda formada apenas por  garotos nitidamente influenciados pelo movimento Krautrock da época. 
O guitarrista e baixista Wolfgang Netzer intercala os dois intrumentos de forma espetacular mas o que dá o verdadeiro clímax ao disco são os fantásticos solos de Hammond executados pelo jovem Willy Klüter.

O destaque desse registro é a faixa título que possue um toque bastante experimental com atmosferas diferenciadas, regadas de improvisações pesadas intercaladas a uma calmaria sombria com duração de 18 minutos.

Este é mais um disco lançado pelo selo Garden Of Delights que remasterizou e melhorou um pouco a qualidade da gravação "fundo de quintal", muito comum entre as bandas mais experimentais de curta carreira vindas da Alemanha. 

Como bônus, temos duas excelentes faixas, uma delas a versão instrumental de Diluvium citada acima.


TRACKS:

1. Prejudice
2. You Must Run
3. All Things Are Fading
4. Diluvium
5. Thunderstorm (bônus)
6. Diluvium - Instrumental (bônus)







GENESIS - Watcher Of All - 1972

 



Certamente, o ano de 1972 foi um marco na carreira do Genesis, fizeram mais de 160 shows pela Europa e Estados Unidos com a tour do Nursery Crime e ainda lançaram no outono deste mesmo ano o indispensável Foxtrot
As vezes reluto em postar bootlges de 71/72 por serem um tanto batidos, existem centenas espalhados pela internet e tenho dezenas deles mas sempre procuro postar os de melhor qualidade, a minoria salva. 

Escolhi, este em especial, pela versão definitiva de "Watcher Of The Skies" que, em shows anteriores, estava mais em fase experimental mas sempre abrindo quase todas as apresentações dessa tour em versões diferenciadas. São apenas pequenos detalhes, quase que imperceptíveis como por exemplo, a timbragem do Mellotron na introdução e algumas poucas passagens de guitarra onde Hackett mudava constantemente os acordes tentando atingir o tom que soava melhor. 

Se eu estiver errada, me corrijam por favor! Não toco nem campainha e muito menos sei o que é um "Dó" mas creio que possuo um ouvido um tanto apurado para certos tipos de instrumento. Apenas! 

Essa apresentação ocorreu em Solihull, Inglaterra em 25 de Julho de 1972 e conta com excelentes versões de faixas como "The Fountain Of Salmacis" e "Musical Box". Um pequeno detalhe desse registro é a faixa "Twilight Alehouse" pouco tocada durante esta mesma tour.

A qualidade não é das melhores, o som um pouco abafado as vezes mas esse é um dos melhores registros ao vivo lançados pela banda.



TRACKS:

1. Watcher of the Skies 
2. Story Of Thomas S. Eiselburg
3. Stagnation
4. Story Of The First Hermaphrodite 
5. The Fountain of Salmacis
6. Introducing The Triangle
7. Twilight Alehouse
8. Story Of Henry 
9. The Musical Box
10. Story Of A Large Weed
11. The Return of the Giant Hogweed 











Layng Martine Jr. – Music Man (2023)

 

Layng Martine JrChame isso de trabalho final de amor. Em 2016, o produtor veterano Tucker Martine queria dar a seu pai, Layng , indicado ao Hall da Fama do Compositor de Nashville (isso não é um erro de digitação), um presente de Natal único e memorável. Ele ligou para amigos músicos, convidando-os ao seu estúdio para reprisar as canções de seu pai, algumas escritas mais de cinco décadas antes e há muito esquecidas. 7 anos depois, podemos ouvir os resultados.
O Martine mais velho pode estar sob o radar como um compositor country elogiado, mas ao longo das décadas ele escreveu 15 hits country no Top 40 (dois em primeiro lugar) para artistas como Jerry Lee Lewis, Elvis, The Pointer Sisters, Ray Stevens e muito mais. Ele foi até indicado ao Grammy pela interpretação de Reba McEntire de sua balada épica, “O maior homem que eu nunca conheci”.

MUSICA&SOM

Este maravilhoso conjunto reúne uma dúzia de originais de Layng Martine Jr. - vários bastante raros, alguns nunca gravados por ninguém - a maioria datando dos anos 60 e 70, embora um tão recente quanto 2012. Eles foram escolhidos por Tucker e cantados por seu então pai de 74 anos.

A voz de Layng soa, surpreendentemente, como alguém com um terço de sua idade. Isso é especialmente verdadeiro para o pop retrô de “Summertime Lovin'”, a enérgica, espirituosa cantiga de amor “Love Comes and Goes” (Oh, eu encontrei uma garota pela qual estou louco, triste sem, não posso viver sem /Encontrei um amor que realmente me cansa ) e “Get Your Things”, uma história enganosamente alegre de um cara expulso de casa com o poderoso Get your things, get a bus, get away . Ai.

Embora a Martine mais velha geralmente escrevesse para artistas country, não há muito sotaque aqui. Em vez disso, as canções se inclinam para um estilo countrypolitan suave, mas nunca escorregadio, mesmo quando um pedal steel ocasional aparece. A balada da faixa-título de abertura acompanhada de cordas e um trio comovente de apoio (incluindo Laura Veirs), conta a história da cantora como DJ da madrugada que vai ficar com você a noite toda e encher sua alma de música. Algumas seleções, como os refrões pop instantaneamente memoráveis ​​de “Little Bit of Music”, escrita em 1983 para sua esposa, poderiam ter sido sucessos de The Monkees ou Ricky Nelson. Na verdade, a maioria dessas confecções lindamente trabalhadas se enquadra nessa categoria.

Dê crédito ao jovem Martine por capturar a energia juvenil que seu pai infunde em todas as faixas, mantendo o som orgânico e até contemporâneo. Cada música exala uma melodia clara e vibrante que você cantará após o primeiro giro. Convidados como os guitarristas Bill Frisell e Peter Buck (o produtor Martine cuida da bateria), se encaixam perfeitamente no todo. Drive-By Trucker Patterson Hood, filho do famoso músico David Hood, fornece história e perspectiva com encarte sério. E Layng escreve comentários curtos, espirituosos e bem-humorados para cada corte ( lançado como single por mim… para fanfarra inaudível ), trazendo mais contexto e sua personalidade encantadora.

É uma audição divertida, brincalhona e alegre, que Hood encerra sua escrita dizendo que é um disco ao qual pretendo voltar sempre .

Destaque

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