segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Discografias Comentadas: Aerosmith – Parte 2


Discografias Comentadas: Aerosmith – Parte 2
Brad Whitford, Joey Kramer, Steven Tyler, Tom Hamilton e Joe Perry

Continuamos com a Discografia Comentada do Aerosmith, agora abrangendo de Done With Mirrors (1985) até Music from Another Dimension! (2012). É o período no qual o Aerosmith retorna com sua formação clássica, tendo Steven Tyler (vocais, piano, harmônica), Joe Perry (guitarra, vocais), Brad Whitford (guitarra, vocais), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria). O mais marcante, é que aqui o grupo retorna ao auge, conquistando toda uma nova geração de fãs, e principalmente, consegue livrar-se das drogas e bate recorde de vendas em todo o mundo, além de fazer parte da trilha sonora do filme Armageddon (1995), o que ajudou ainda mais a colocar o Aerosmith no status de um dos maiores nomes do rock da história.

O início desse retorno se dá com a Back in the Saddle Tour, a qual foi registrada no álbum Classics Live! II (1987).


Done With Mirrors [1985]

O primeiro disco dos americanos pela Geffen Records é o que considero o mais fraco. Done With Mirrors começa muito bem, com a ótima “Let the Music Do the Talking”, uma regravação de uma canção do primeiro álbum solo de Perry, com nova letra e melodia, onde o slide guitar de Perry lembra “In My Time of Dying’ (Led Zeppelin), e tem em “Gypsy Boots” a sua melhor faixa, pegada, lembrando os bons tempos dos anos 70. Mas depois, desliza enntre canções apáticas e de pouca inspiração (“Shame on You” e “Shela”), e faixas animadas que relembram bem os anos 70 (“She’s on Fire”, com um ótimo trabalho de slide ao violão, e “The Hop”, trazendo a harmônica de Tyler). No meio disso, “The Reason a Dog” está na lista de piores canções que o grupo fez, e se quer chega a ser percebida pelo ouvinte. Ainda escapa-se, com poucas sobras, o duelo vocal de Perry e Tyler em “My Fist Your Face”. A capa original do LP é a que está nesse post, mas no Brasil, foi lançada invertida, com o nome aparecendo de forma “correta”. Além disso, o LP brasileiro incluiu “Darkness”, ótima faixa com um grande trabalho de piano por Tyler, e que lá fora, só saiu no CD e k7. Perry, Kramer e Whitford já traçaram alguns comentários ácidos para Done With Mirrors, muito em virtude do som cru que foi registrado por Ted Templeman, em uma tentativa de capturar a banda “sem frescuras de estúdio”. Mas, há um grande grupo de fãs que o veneram, dos quais não faço parte, e que conquistou apenas ouro nos Estados Unidos.

Porém, voltam aos palcos, e recebem um inusitado convite para gravar “Walk this Way” junto ao grupo de rap Run-DMC. O single com a nova versão, lançado em 1986, alcançou a 4 posição em vendas na América, e foi o  prenúncio de uma nova era para a banda. Ainda em 86, é lançado Classic Live!, com canções registradas ao vivo entre 1978 e 1984, algumas delas tendo a presença de Jim Crespo e Rick Dufay, além da inédita “Major Barbra”, a qual ficou de fora de Get Your Wings. Uma raridade para os fãs hoje em dia.

Tyler e Perry com a galera do Run-DMC

Permanent Vacation [1987]

Com o sucesso de vendas de “Walk this Way”, e finalmente livre das drogas, Tyler e cia. conseguem juntar forças para adquirir inspiração, e criar um álbum emblemático. É com Permanent Vacation que o grupo começa novamente sua caminhada para o topo das maiores bandas de todos os tempos. Foram cinco milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos (platina quíntupla), e um marco para o retorno definitivo dos americanos. Além do inédito auxílio de compositores externos (Desmond Child, Jim Vallance e Holly Knight), aqui também marca o início da parceria com a produção do aclamado Bruce Fairbairn (Bon Jovi, INXS, Poison, Van Halen, …), que durou três álbuns. Até por isso, é possível perceber uma modernizada no som do grupo, vide “Magic Touch” e “Girl Keeps Coming Apart” (apresentando um naipe de metais citado na sequência), que afastou os fãs mais antigos, mas conquistou toda uma nova geração de fãs. “St. John” é uma espécie de jazz, com clima de filme dos anos 40, e é a única canção composta exclusivamente por Tyler nesse disco. Por falar em filme, a instrumental “The Movie” é uma viagem de filme sci-fi bem diferente do que estamos acostumados a ouvir nos discos do quinteto. “Girl Keeps Coming Apart” foi a única composta apenas por Tyler e Perry, que aliás, está em ótima forma, como demonstram os solos de “Heart’s Done Time” e da faixa-título, cuja letra é engraçada pacas, e contando com a percussão de aço de Morgan Rael. Os grandes clássicos do álbum foram três. O principal é “Rag Doll“, um boogie sacolejante embalado pelo slide de Perry e o naipe de metais formado por Tom Keenlyside (clarinete e saxofone tenor), Ian Putz (saxofone barítono) e Bob Rogers (trombone), além da presença do órgão de Jim Vallance. O naipe também participa de outro grande clássico, “Dude (Looks Like a Lady)“, com seu refrão hiper-grudento.  O terceiro clássico é a baladaça “Angel“, com Tyler ao piano e a presença essencial do mellotron de Drew Arnott emulando cordas, e um refrão para acender os celulares (antigamente, os isqueiros) nas arenas. Ambas aproveitaram a modernidade da MTV, e ganharam clipes que rodaram direto na telinha.Curto bastante faixas que ficaram esquecidas devido a esses grandes clássicos, as quais são a veloz “Simoriah”, novamente com o órgão de Vallance, e o blues de “Hangman Jury”, com uma ótima apresentação da harmônica de Tyler. Ainda há o cover para “I’m Down” (The Beatles), na mesma linha do original. Fácil fácil Top 3 dessa segunda parte da discografia do Aerosmith.

Em 1988 chega ao mercado a coletânea Gems, e o grupo saiu em uma gigantesca turnê ao lado do Guns N’ Roses, preparando material para o seu maior sucesso nos anos 80.


Pump [1989]

Sete milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos, e um dos grandes discos dos anos 80, assim resume-se Pump. Quem viveu o início dos anos 90 pegou a febre que esse álbum causou nas rádios e na TV. O clipe de “Janie’s Got a Gun“, contando a polêmica história da garota que sofreu abusos sexuais do pai, foi um sucesso na MTV. Foi ranqueado entre os 100 melhores clipes de todos os tempos pela Rolling Stone, ganhou o prêmio de melhor vídeo do ano e ajudou muitas meninas e mulheres a terem mais uma arma para se defender nesse assunto que tristemente ainda existe. A música é mais um clássico da carreira da banda, e honestamente, é foda pra caralho, seja pelas orquestrações de Fairbairn, pelos solos de Perry ou pela interpretação sensacional de Tyler. Mas não é o único sucesso, pois “Love in an Elevator“, a letra que Gene Simmons afirmou que gostaria de ter escrito, também ganhou um ótimo clipe, repleto de mulheres lindas, e arregaçou gargantas com os “oohh-ohh yeah” e o naipe de metais dos The Margarita Horns, formado por Bruce Fairbairn, Henry Christian, Ian Putz e Tom Keenlyside. Outro sonzaço, que ainda tem como novidade Hamilton nos backing vocals, junto de Bob Dowd. Mais um grande sucesso foi a baladaça “What It Takes“, Esses clipes foram lançados em um VHS chamado Things That Go Pump in the Night, que tornou-se platina nos EUA, com mais de 100 mil cópias vendidas. Os caras estavam inspiradíssimos, e trouxeram para os fãs petardos fulminantes em “Young Lust”, “Monkey On My Back” – mais um show particular de Perry ao slide -, “Voodoo Medicine Man” e “My Girl”. Ainda há aquelas faixas que são típicas do Aerosmith nessa nova fase, investindo em riffs fortes e refrãos grudentos, no caso “F. I. N. E.”,  “Don’t Get Mad, Get Even” e a sensacional “The Other Side”, outra com a participação do naipe de metais, e com uma maluca introdução apenas com violões, percussão e voz, chamada “Dulcimer Stomp”, que traz inspirações indígenas e não há nada igual nos discos do grupo. Aliás, foi ideia de Fairbairn as vinhetas de introdução de algumas faixas (“Goin Down” em “Love In An Elevator”, “Water Song” em “Janie’s Got a Gun” e “Hoodoo” em “Voodoo Medicine Man”), para trazer uma ideia de continuidade ao disco. O sucesso foi tão grande que um documentário chamado Making of Pump foi lançado em VHS no ano seguinte.

Em 1992, no auge do sucesso, com os atores de Wayne’s World

O grupo estava no auge. Uma turnê de 12 meses percorreu o mundo a partir de então. Viram atração no programa Wayne’s World em 21 de fevereiro de 1990, levando o programa ao cume dos programas mais assistidos na América naquela noite, e gravam o Unplugged para a MTV em agosto de 90, praticamente estreando o formato no canal, e destacando a ótima versão para “Love Me Two Times” (The Doors). No ano seguinte, estão no seriado The Simpsons (1991) e no filme de Wayne’s World (Quanto Mais Idiota Melhor) em 1992. Nesse meio tempo, sai o box Pandora’s Box, que cobre a discografia da banda desde suas origens como The Strangeurs e Chain Reaction, até Rock in a Hard Place. O Box tem diversas raridades dentre faixas inéditas, versões ao vivo, entre outros, lançado em 1991. Ainda houve uma remixagem e um clipe para “Sweet Emotion”, bem como uma regravação e clipe para “Dream On“, essa feita especialmente para os dez anos da MTV, contando com uma linda orquestração de Michael Kamen. Como diz o famoso narrador: “Que fase!”, mas aqui, no melhor dos sentidos.


Get a Grip [1993]

O último disco com a mão de Fairbairn também conquistou marcas consideráveis em vendas, além de ter sido o álbum que trouxe o grupo pela primeira vez ao Brasil, em uma apresentação inesquecível no Hollywood Rock de 1994. Em uma época onde tudo era liberado, o traseiro da lindona Liv Tyler, e da super lindona Alicia Silverstone (a e “the Aerosmith chick“), apareciam com força nas telinhas da MTV, através do clipe de “Crazy“, que alucinou muito marmanjo na época, e conquistou a 24a posição na lista de melhores vídeos de todos os tempos pela VH1. Já no clipe de “Cryin’‘”, é o umbiguinho maravilhoso de Alicia quem chama a atenção. Desnecessário citar muito sobre elas (falo das músicas), além de que ambas as faixas são clássicos absolutos na carreira dos americanos. Outras duas canções que brilharam no álbum foram a ótima “Livin’ on the Edge“, creio que a música que me fez tornar fã da banda, e a última balada do disco a contar com Alicia no clipe, “Amazing“, a qual confesso não sou tão fã, e é uma parceria com o ex-guitarrista Richard Supa. “Crazy” e “Amazing” ganharam bastante com a adição orquestral de David Campbell, e os teclados de Desmond Child e Richard Supa, respectivamente. A última ainda tem a participação de Don Henley nos backing vocals. Perry volta a cantar uma canção em um disco do Aerosmith, a boa “Walk On Down”. Aquelas canções puramente Aerosmith, cheias de groove e com Perry debulhando na guitarra, obviamente estão presentes através de “Flesh”, “Get a Grip”, “Gotta Love It” e “Line Up”, essa com os backing vocals de Lenny Kravitz. Gosto da agressividade de “Can’t Stop Messin'” e “Eat the Rich”, a última trazendo  os tambores de fenda de Melvin Liufau, Wesey Mamea, Liainaiala Tagaloa, Mapuhi T. Tekurio e Aladd Alationa Teofilo, do ritmo pegado de “Fever”, com um belo solo de harmônica por Tyler, e de “Shut Up And Dance”, ótima faixa para sair pulando pela casa enquanto gritamos o seu nome, e com um baixo poderoso de Hamilton. Ainda temos a vinheta de introdução “Intro” e a pequena instrumental “Boogie Man”. A participação dos metais ficaram a cargo de Paul Baron e Bruce Fairbairn (trompetes), Tom Keenlyside (saxofone), Ian Putz (saxofone barítono) e Bob Rogers  (trombone) e John Webster fez os teclados. Eleito pela Consultoria um dos 10 melhores discos de 1993, foram 7 milhões vendidos nos EUA, e mais de 20 milhões ao redor do mundo, um marco até hoje não superado pelo grupo.

Mantendo a saga de auto-promoção, gravam “Deuces Are Wild” para o álbum The Beavis and Butt-head Experience, aparecem nos jogos Revolution X e Quest for Fame, tocam na versão de 1994 do Woodstock, e abrem seu próprio clube, o The Mama Kin Music Hall, em Boston. O sucesso com os álbuns da Geffen é compilado em Big Ones (1994), que traz como novidade duas canções inéditas, “Blind Man” e “Walk on Water”. 94 também foi o ano de lançamento do incrível Box of Fireaqui resenhado pelo amigo Pablo Ribeiro. Aos completistas, em 95 saiu a coletânea Pandora’s Toys, trazendo o melhor da Pandora’s Box. A versão limitada foi feita em uma caixa de madeira que traz como extra o documentário “Story of Aerosmith”, narrado por Chris Barrie e lançada em somente 10 mil cópias.


Nine Lives [1997]

Com um contrato milionário, o grupo volta a Columbia e passa por um período turbulento, com várias trocas por trás dos bastidores, e com Kramer sofrendo de depressão, chegando a ser substituído temporariamente por Steve Ferrone. Nesse turbilhão de problemas, registram Nine Lives, tendo a produção de Kevin Shirley. O disco começa lá em cima, com a sensacional faixa-título, e possui momentos magníficos, como as pancadas “Crash” e “Something’s Gotta Give”,  o hardzão animalesco tendo a harmônica em destaque, e a pesada “Attitude Adjustment”. A ótima “Taste Of India”, utilizando o instrumento  sarangi, a cargo de Ramesh Mishra, e cordas misturados a muito peso, é fácil a melhor do disco. Nine Lives é marcado por mais alguns  sucessos: “Falling in Love (Is Hard On The Knees)“, embalada pelos metais arranjados por Tyler junto a David Campbell (músicos não citados); o rock grudento de “Pink“, outra composição ao lado de Supa; a balada “Hole In My Soul“, com um interessante arranjo de cordas por Elliot Scheiner. O álbum peca em ser um pouco longo, algo que era praticamente uma exigência da mídia CD na época, e daí vem “The Farm” e os 8 exagerados minutos da balada “Fallen Angels” (também composta em parceria com supa, e que o final meio “Kashmir” ainda vale), e que talvez seja o maior pecado aqui, o excesso de baladas, já que além de “Fallen Angels” e “Hole in My Soul”, temos “Ain’t That A Bitch”, “Full Circle”, e “Kiss Your Past Good-Bye”,  todas muito similares entre si. Se desse uma enxugada, seria um disco melhor. Essas são as 13 faixas originais do disco. Aos completistas, há diversos formatos no mercado, com bônus diferentes. As mais notáveis são a japonesa, com as canções inéditas “Falling Off”, cantada por Perry, e “Fall Together”, e a brasileira, com os bônus “Falling Off” e “I don’t Want To Miss A Thing”. Cinco milhões em vendas no total, o que foi considerado um fracasso perante os 20 de Get a Grip. O nome é uma homenagem ao próprio grupo, que já tinha passado pelos altos e baixos, e sobrevivido como um gato (nos países de língua inglesa, o gato tem 9 vidas, e não 7 como aqui). A capa original (aqui apresentada) acabou sendo substituída por conta de manifestações da comunidade hindu, que atribuiu a imagem de Lord Krishna (com cabeça de gato e peito feminino) dançando sobre a cabeça da cobra demônio Kāliyā, muito ofensiva, e assim, virou a do gatinho que aparece aqui.  É considerado pelo site Ultimate Classic o pior disco da banda, o que acho um certo exagero, apesar de honestamente ele estar no meu Top 3 dos mais fracos do grupo.

A banda embarcou em uma turnê de dois anos, registrada no ao vivo A Little South of Sanity (1998), ganhou um Grammy por “Pink” e finalmente, em 1998, conquistou seu primeiro (e único até hoje) number 1, com “I Don’t Want to Miss a Thing“, a qual merece um parágrafo a parte. Ela foi gravada exclusivamente para o filme Armageddon (1998), com participação de Liv Tyler, assim como “What Kind of Love Are You On” e uma nova versão para “Sweet Emotion”. É uma composição de Diane Warren, e o seu single vendeu a incrível marca de 1 milhão e 200 mil cópias no Reino Unido, superando o 1 milhão de cópias do mercado americano. A marca de vendas pelo mundo superou 5 milhões, ou seja, o single vendeu o mesmo que o álbum antecessor. Por isso, a canção acabou sendo incluída na versão brasileira, apesar de que no estrangeiro, você só encontrará ela ou no single ou na trilha de Armageddon, o que faz da versão nacional (e a argentina também) um atrativo para os consumidores de fora do país.


Just Push Play [2001]

Esse é um álbum um tanto quanto experimental em comparação ao seu antecessor, e apenas com 30% de baladas. Em um total de 12 canções, “Avant Garden”, leve canção semi-acústica, “Fly Away From Here“, com o belo piano de Jim Cox e a participação de Paul Santo nos teclados, “Jaded” e “Luv Lies” são as representativas da melosidade, com “Jaded” sendo o grande sucesso do disco. Porém, é o peso de “Beyond Beautiful”, com um belo solo de Perry, e os eletrônicos que aparecem na faixa-título, canção na qual Tyler empunha também as seis cordas, e faz vocalizações em dialetos da Jamaica, que chamam a atenção. A capa dá indicativo de eletrônicos, com a versão robótica de Marilyn Monroe, e é na percussão principalmente que eles se sobressaem em algumas faixas, mais precisamente em “Drop Dead Gorgeous”, que conta com Perry nos vocais, e as programações de Paul Caruso, “Under My Skin” e “Outta Your Head”, uma faixa lunática com Tyler cantando como se fosse um rap, misturando batidas de hip hop e muita distorção. Curiosamente, essas são as músicas que mais agradam, junto de “Light Inside”, canção crua, pegada e rocker na medida certa. “Sunshine” e “Trip Hoppin'” são canções que pouco chamam atenção, a última com participação dos metais, a cargo da Tower of Horns e de Dan Higgins (clarinete e saxofone) e com bom embalo. Os arranjos de cordas de Just Push Play ficaram a cargo de David Campbell (“Beyond Beautiful”, “Fly Away From Here”, “Jaded”) e Jim Cox (“Avant Garden”, “Luv Lies”, “Sunshine” e “Under My Skin”). Perry já atestou que acha esse o pior disco do Aerosmith, muitos fãs torcem o nariz, e entre mortos e feridos, realmente é uma das últimas opções que sugiro para os que não conhecem Aerosmith adquirir.

Entram na Hall of Fame do Rock ‘n’ Roll em 2001, exatamente quando “Jaded” alcançou a primeira posição nas paradas americanas. Algumas coletâneas saíram nessa época, em especial Young Lust: The Aerosmith Anthology (2001), Classic Aerosmith (2002) e O, Yeah! Ultimate Aerosmith Hits (2002), esse último com a inédita “Girls of Summer“, mais uma para entrar na lista de baladas do grupo.


Honkin’ on Bobo [2004]

Esse é um álbum de covers das raizes bluesísticas do quinteto, acompanhado de Paul Santo (piano, piano elétrico, órgão), e trazendo onze versões muito particulares para canções do blues que marcaram época.  Há participações especiais de Tracy Bonham (vocais em “Back Back Train”, dividindo com Perry, e “Jesus Is on the Main Line”, um coral tradicional acompanhado pela steel guitar de Perry), Johnnie Johnson (piano em “Shame, Shame, Shame” e “Temperature”) e The Memphis Horns (metais em “Never Loved a Girl”). As faixas que mantiveram a linha blues foram “Back Back Train”, com a já citada dupla vocal de Perry e Bonham, “Eyesight to the Blind”, com um show de Tyler na harmônica, “Never Loved a Girl”, com Tyler ao piano e o marcante órgão de Santo, e “Temperature”, mais um espetáculo da harmônica de Tyler. “I’m Ready” e “Road Runner” são versões amenas e de pouco destaque no contexto geral. Já as versões mais legais são de “Shame, Shame, Shame”, que virou um rockzão dos bons, a pegadaça “Baby Please don’t Go”, a totalmente reinventada “You Gotta Move” e a surpreendente recriação do clássico de Peter Green no Fleetwod Mac, “Stop Messin’ Around”, cantada por Perry e com uma introdução fabulosa da harmônica e guitarra duelando. Além das covers, vale pela inédita “The Grind”, uma bela balada bluesy. No geral, é mais essencial e agradável que seus dois antecessores, e seu posterior também.

Na sequência desse disco, foi registrado no Hard Rock Joint de Las Vegas o CD e DVD ao vivo Rockin’ the Joint (2005), trazendo canções de diversas fases da banda, e é o último ao vivo da banda até o momento. O grupo volta ao Brasil para uma única apresentação no Morumbi, em 2007. Antes, Tyler passou por uma cirurgia na garganta, Hamilton saiu temporariamente para um tratamento para câncer de garganta, sendo substituído nos shows por David Hull, a coletânea Devil’s Got a New Disguise: The Very Best of Aerosmith, trazendo duas novas faixas (“Devil’s Got a New Disguise” e “Sedona Sunrise”), tudo isso em 2006. Em 2008 lançam a versão do game Guitar Hero: Aerosmith, a primeira exclusiva para uma banda.

O grupo na década atual: Whitford, Hamilton, Tyler, Perry e Kramer

Um fato interessante e lamentável foi que Tyler chegou a sair da banda no final da primeira década do século XXI. Tudo começou em agosto de 2009, quando o vocalista caiu do palco durante “Love In An Elevator” em um show em Buffalo Chip, nos EUA, com Tyler quebrando o ombro e cancelando parte dos shows do Aerosmith. Começou uma briga interna entre ele e Perry, que inclusive chegou a ter um anúncio extra-oficial de Lenny Kravitz como novo vocalista do Aerosmith, o que nunca se confirmou. Felizmente, tudo se resolveu e em 2010, ao Brasil para shows em Porto Alegre e São Paulo, na turnê Cocked, Locked, Ready to Rock Tour, que também passou pela Colômbia e Perú, onde o grupo pisou pela primeira vez. O grupo voltou ao Brasil diversas outras vezes nessa década. Veio mais uma coletânea, Tough Love: Best of the Ballads, em 2011, e finalmente, o novo álbum no ano seguinte.


Music from Another Dimension! [2012]

Somente após 8 anos, depois de muitos intempéries, o grupo conseguiu finalmente lançar seu décimo quinto álbum de estúdio, o primeiro em 11 anos. Há uma quantidade grande de participações especiais, das quais vou destacar três apenas: Julian Lennon, fazendo os backing vocals da pesada “Luv XXX”; Rick Dufay fazendo a guitarra base em “Shakey Ground”; e Johnny Deep, fazendo os backing vocals de “Freedom Fighter”. É um álbum que tenta resgatar o estilo de compor da época de Pump e Get a Grip, mas trazendo aquelas inspirações Zeppelianas dos anos 70. Claro, as baladas Aerosmithianas também estão nele, na verdade, em quase 50% do material. Elas são “Another Last Goodbye”, com Tyler ao piano e um arrepiante violino, “Can’t Stop Lovin’ You”, um dueto de Tyler com a cantora de country Carrie Underwood, “Closer”, “Tell Me” (Tyler ao mandolim), a grudentíssima “What Could Have Been Love” e a linda “We All Fall Down“, fácil uma das canções mais belas que o grupo gravou. Os rocks com inspirações setentistas estão em “Lover Alot”, lembrando um pouco o estilo de “Draw the Line”, “Oh Yeah”, “Out Go The Lights”, essa exagerando nas vocalizações femininas, e no hammond de “Something”, cantada por Perry e com Tyler na bateria. O estilo de Tyler cantar “Beautiful”, quase como um rap, remete-nos aos anos 80, sendo que nessa ele também toca guitarra. As melhores faixas são a viajante “Legendary Child“, com fortes referências ao Led, o peso de “Freedom Fighter”, outra com os vocais de Perry, e a pancada “Street Jesus”, veloz e arrebatadora. A versão em vinil vermelho transparente, acompanhado de um CD, é muito bonita, e vale a pena a aquisição para a coleção.

O grupo vem divulgando notícias de uma turnê de aposentadoria. Desde 2012, foram realizadas várias turnês, mas nada de novo foi lançado. Fica a expectativa para o que pode acontecer nos próximos meses, e a certeza de que essa é uma das discografias mais valiosas e vendidas na história da música mundial. 



Os álbuns do guitarrista israelense Gadi Caplan

 




Parece que o guitarrista israelense  Gadi Caplan fez 3 no total , sendo o primeiro de 2010   . Depois de ouvi-la algumas vezes, descobri que estava um pouco assombrado por algumas das faixas que, para ser honesto, soam muito influenciadas pelo progressivo clássico dos anos setenta em termos da adição de instrumentos de câmara e especialmente das ideias inovadoras, então Pensei em procurar os outros 2. 

Acho que desde a primeira a faixa chamada Boni realmente lembra aqueles progsters clássicos do For Ex. o estilo francês, como Transit Express, famoso pelo Opus Progressif:



Fiquei surpreso ao encontrar algo assim em um lançamento de 2010! Trazer o violino em particular é matador...

Do segundo álbum, que achei um pouco inferior apesar dos comentários sobre o rym, a adorável segunda menor e as dissonâncias de guitarra arpejadas tritonais de Frostbite , realmente, quero dizer, realmente me lembro dos clássicos antigos, mas nunca me canso de ouvi-los:



Nem todas as faixas são ótimas em todas elas, acho que em particular peço desculpas ao artista quando ele começa a cantar a composição não é tão boa, provavelmente por razões comerciais.

A partir do terceiro lançamento (marcado como sem ano no discogs) os vocais aumentam e a qualidade da música diminui - em termos de progressividade, claro, estou me referindo. Aqui e ali há ótimas passagens, por exemplo. O Dia de Lili, parte 3 , onde há uma aparição do que considero um mellotron falso:



O mesmo efeito com o Six North , aliás, esses 2 realmente me agradaram depois de algumas ouvidas, neste caso, acho que a comparação mais adequada é com bandas do estilo Canterbury, eles até citam uma composição de Hatfield e North na faixa chamada Ricardo. Ótima banda, ótimos álbuns.

MUSICA&SOM

MUSICA&SOM


The Pop Group - For How Much Longer Do We Tolerate Mass Murder? (1980)

 


Qualquer que seja a descrição de sua música, o Pop Group certamente não era um grupo pop e, embora tenha ganhado popularidade quando a primeira onda do punk britânico ainda não havia estourado, eles também não eram realmente punk, por meio de sua fusão agressiva de funk. , noise, dub, free jazz, proto-punk, poética pós-beat e incontáveis ​​volumes de conhecimento proibido provavelmente só poderiam ter se unido em 1977, uma época em que as regras do rock e seus subgêneros pareciam ter sido temporariamente suspensas no Reino Unido

O Pop Group foi formado em Bristol, cidade no sudoeste da Inglaterra, em 1977, por Mark Stewart, um jovem de gostos ecléticos e opiniões fortes que ficou impressionado com a energia feroz do punk, mas sentiu que a música era convencional demais para seu gosto. Originalmente esperando formar uma banda de funk, Stewart se juntou ao guitarrista John Waddington e ao baixista Simon Underwood, dois colegas de escola que eram almas gêmeas quando se tratava de música. Logo ficou claro que a nova banda não seria um grupo de funk convencional entre os discursos expressivos de Stewart e as linhas irregulares de guitarra de Waddington, e com a adição do guitarrista Gareth Sager e do baterista Bruce Smith, eles adotaram o título sarcástico de Pop Group. Os ferozes shows ao vivo do Pop Group lhes renderam uma reputação poderosa e eles fecharam um contrato com a Radar Records

Um mês depois, o grupo lançou seu primeiro álbum, Y, produzido em colaboração com o dub master britânico Dennis Bovell; o álbum recebeu críticas entusiasmadas, mas vendas fracas, e Radar logo rompeu os laços com a banda. Destemido, o Pop Group fez parceria com o aventureiro selo indie britânico Rough Trade; eles também deram as boas-vindas a um novo baixista, Dan Catsis, substituindo Simon Underwood. O primeiro lançamento do Pop Group para Rough Trade, chegando às lojas em novembro de 1979, foi o single "We Are All Prostitutes", apoiado pelo singularmente intransigente "Relatório da Amnistia Internacional sobre a Tortura de Prisioneiros Irlandeses pelo Exército Britânico". O 7 "alcançou a oitava posição nas paradas indie do Reino Unido, e março de 1980 trouxe o segundo LP completo do Grupo Pop, For How Much Longer Do We Tolerate Mass Murder?

Quase imediatamente após o lançamento do LP, o Pop Group lançou um split single com a banda feminina de punk/dub The Slits, mas disputas internas e desilusão com a mudança conservadora do Reino Unido depois que Margaret Thatcher se tornou primeira-ministra levaram ao colapso do banda no início de 1980, logo após o lançamento de uma coleção de demos, gravações ao vivo e sessões de rádio, We Are Time. Mark Stewart seguiria uma carreira animada, lançando muitos projetos solo e trabalhando com os grupos New Age Steppers, Mark Stewart + Maffia e Tackhead, enquanto Waddington gravava com Maximum Joy, Sager se juntou a Rip Rig + Panic, Underwood trabalhou com Pigbag , Smith tocou bateria com African Head Charge, Public Image Ltd. e The The, e Catsis gravou com os Blue Aeroplanes.

Em 2010, Stewart reformou o Pop Group para uma turnê, acompanhado por Gareth Sager, Dan Catsis e Bruce Smith. Nos anos seguintes, o Pop Group fez shows ao vivo ocasionais e Stewart anunciou que eles estavam trabalhando em um álbum com material novo. Em 2014, a banda relançou We Are Time, e montou outro LP de gravações ao vivo e outtakes de estúdio, Cabinet of Curiosities, além de anunciar uma turnê norte-americana. No início de 2015, uns bons 35 anos após seu último álbum de estúdio, o novo disco Citizen Zombie foi lançado com produção do famoso engenheiro de áudio Paul Epworth. A banda postou a faixa-título online antes do lançamento do álbum. Citizen Zombie foi seguido por mais reedições de gravações clássicas do Pop Group incluindo novas edições de Por quanto tempo mais toleramos o assassinato em massa? e o single "We Are All Prostitutes". Em meados de 2016, o Pop Group lançou outro projeto de arquivo, uma coleção de gravações ao vivo intitulada The Boys Whose Head Exploded, e a banda repentinamente prolífica lançou um novo álbum de estúdio alguns meses depois. Honeymoon on Mars, que chegou em outubro de 2016, incluiu assistência de produção do dub master britânico Dennis Bovell e Hank Shocklee, que trabalharam com Public Enemy em vários de seus álbuns clássicos. o dub master Dennis Bovell e Hank Shocklee, que trabalharam com Public Enemy em vários de seus álbuns clássicos. o dub master Dennis Bovell e Hank Shocklee, que trabalharam com o Public Enemy em vários de seus álbuns clássicos. 





Mikołaj Trzaska - Kantry (2007)


Mikolaj Trzaska é um músico que merece um reconhecimento mais amplo do que hoje. Não é apenas um excelente saxofonista, como compositor também não tem medo de arriscar e de procurar uma linguagem musical renovada e mais expressiva, sem se tornar demasiado experimental ou sem afugentar potenciais ouvintes. Ele fez alguns álbuns de trio de sax realmente excelentes com os irmãos Marcin e Brat Oles, especialmente "LA Sketch Up" e "Mikro Muzik", ambos também lançados pela Polish Kilogram Records e altamente recomendados. Nestes álbuns, o jazz soa como raramente se ouve, de fala mansa, sofisticado, nostálgico, mas ao mesmo tempo cru, criativo e cheio de tensão. Interessante. Além desses álbuns, ele também escreveu muitos trabalhos para teatro e televisão, e esse álbum se enquadra nessa categoria. Foi originalmente encomendado para um drama de rádio na Internet, mas a música deste álbum está muito distante da ideia original. A contribuição para a música parece vir, não da peça, mas de gravações de ditafone feitas durante a viagem do autor aos Balcãs: Eslovénia, Bósnia e Herzegovina. O ditafone gravou tudo o que foi possível gravar, começando pelos sons das ruas de Sarajevo, conversas num bar dos Balcãs e terminando com o canto de um muezzin de um minarete em Sarajevo, mas também se ouvem sinos de igreja, latidos de cães, carros portas batendo, etc. Através desses sons ambientes, Mikolaj Trzaska tece música em seu próprio estilo específico, muitas vezes solo ou acompanhado da maneira mais leve possível, às vezes um acordeão, muitas vezes um órgão, ou apenas baixo, ou bateria, mas nunca com o banda inteira junta. É uma música estranha, ora bizarro (“Barbarian’s Child”), ora de extrema beleza (“O Silêncio dos Peixes”), mas sempre arejado e acessível. E o que ele faz disso é realmente poderoso: as emoções humanas expostas, dor, saudade, angústia, ansiedade, alegria, nostalgia. E realmente não importa se você entende alguma das línguas eslavas ouvidas na fita. Deixe-se levar e ouça a alma frágil do homem, tornada um pouco mais eloquente por Mikolaj Trzaska. E realmente não importa se você entende alguma das línguas eslavas ouvidas na fita. Deixe-se levar e ouça a alma frágil do homem, tornada um pouco mais eloquente por Mikolaj Trzaska. E realmente não importa se você entende alguma das línguas eslavas ouvidas na fita. Deixe-se levar e ouça a alma frágil do homem, tornada um pouco mais eloquente por Mikolaj Trzaska. 



Red Hot Chili Peppers (2011) I’m With You

 


O que uma banda pode contribuir após 28 anos de carreira? Vamos perguntar ao RHCP, eles quase completaram 30 anos ao propor funck rock cativante. Pessoalmente, meu favorito foi e é Blood Sugar Sex Magik, uma obra-prima que não é ofuscada nem mesmo por Californication, o grande multi-vendedor da banda.
Novo álbum, novo guitarrista e depois de tudo de bom que saiu do projeto do qual Chad Smith participou, está tudo preparado para que este álbum seja uma espécie de “restart”. De qualquer forma, é Red Hot, experimente.


Red Hot Chili Peppers (2011) I’m With You

01.- Monarchy Of Roses 04:12
02.- Factory Of Faith 04:22
03.- Brendan's Death Song 05:40
04.- Ethiopia 03:51
05.- Annie Wants A Baby 03:41
06.- Look Around 03:28
07.- The Adventures Of Rain Dance Maggie 04:43
08.- Did I Let You Know 04:22
09.- Goodbye Hooray 03:53
10.- Happiness Loves Company 03:33
11.- Police Station 05:36
12.- Even You Brutus 04:01
13.- Meet Me At The Corner 04:22
14.- Dance, Dance, Dance 03:46

Músicos
: Baixo, backing vocals , trompete, piano
Anthony Kiedis: Vocalista
Chad Smith: Bateria, percussão
Josh Klinghoffer: Guitarra, Teclados, backing vocals
Músicos Convidados
Greg Kurstin: Piano, Teclados
Money Mark: Órgão (em "Look Around")
Mauro Refosco: Percussão
Lenny Castro: Percussão
Michael Bulger: Trompete (em "Did I Let You Know")

I'm With You es el décimo disco de la banda estadounidense de rock Red Hot Chili Peppers, que fué lanzado en Europa el 26 de agosto de 2011 y posteriormente en Estados Unidos el 30 de agosto de 2011, hizo su debut en la posición # 1 del Billboard 200. Producido por Rick Rubin, es el primer disco de estudio con el guitarrista Josh Klinghoffer, quien reemplazó a John Frusciante en 2009. También será el primero desde Stadium Arcadium (2006), siendo el mayor período sin lanzar discos de estudio até a data. De acordo com o vocalista Anthony Kiedis, "Não há dúvida - isso é um começo", com o baterista Chad Smith dizendo: "Esta é uma banda nova. Mesmo nome, mas é uma banda nova.", enquanto Flea comenta: "É muito renascimento significativo e rejuvenescedor para nós."



46 anos de ”In The City”: A estreia do The Jam

Acostumem-se, grande parte das vezes que eu vier aqui para falar sobre o ano de 1977, há chance de ser algo relacionado ao Punk, afinal este é disparado o que mais chama atenção daquele ano. Hoje o disco de estreia de um pilar do Punk inglês, o ”In The City” do The Jam está comemorando 46 anos de seu lançamento!

A Inglaterra respirava o Punk no ano de 1977, muitas bandas como ”The Clash”, ”Sex Pistols”, ”Buzzcocks” e diversas outras estavam surgindo na fervente cena, e outra banda que fez muitos fãs fiéis desde sua fundação é o ”The Jam”, banda liderada pelo genial Paul Weller.

E neste ano eles lançaram seu disco de estreia, intitulado como ”In The City”, que apesar de ter uma produção considerável, é um disco bastante agressivo porém com um direcionamento pop mais aguçado que seus concorrentes, oque eu acredito que trouxe muita gente interessada nesse estilo de sonoridade.

Embalados pelos singles ”In The City” e ”Slow Down”, que sem dúvida são as grandes composições do disco, a banda conseguiu alcançar a posição número 20 do Reino Unido e cravou seu nome na história do movimento e porque não do Rock. Não posso deixar passar também o destaque ”Batman Theme” interpretada em um versão bem agressiva.

Na minha opinião ”In The City” é o melhor disco do The Jam, apesar de ser um pouco cru quando comparado com os seguintes lançamentos da banda, ele é uma obra fechada sem falhas, direto ao assunto e produzido com cuidado! Vamos celebrar os 45 anos dessa grande obra do Punk!

 


26 anos de ”The Colour And The Shape”: O melhor disco do Foo Fighters

 Eu não sei vocês, mas na minha visão, o Foo Fighters influenciou muitas bandas dos anos 2000, aquela sonoridade agressiva mas polida atraiu muitos fãs e mérito total de Dave Grohl que encontrou uma necessidade e soube expressar seu estilo. Hoje comemoramos os 26 anos do disco que na minha opinião é o melhor da carreira da banda, o grande ”The Colour And The Shape”!

Vamos fazer uma breve recapitulação do que rolava na carreira de Dave até então. Em 1994 ele sofre muito com a perda do melhor amigo e companheiro de banda Kurt Cobain na época do Nirvana. E com o fim da banda, Dave muito debilitado emocionalmente com a morte de Kurt, e começa a compor sozinho para um novo disco que seria a estreia de seu novo projeto, o Foo Fighters em 1995.

Depois disso, Dave viu uma possibilidade real de seguir carreira na música e sem se apoiar no Nirvana mostrando seu valor e talento em composições e como instrumentista. E para o segundo disco, ele convocou o guitarrista Pat Smear, o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith para formar a banda.

O segundo disco da banda seria lançado em 1997 e se chamaria ”The Colour And The Shape”, logo vemos uma notável diferença de produção com uma sonoridade mais bem acabada, novos efeitos, composições diferentes, pouco óbvias e de muito bom gosto.

Falando um pouco sobre os destaques do disco, eu curto a curta música de entrada ”Doll” tem um vibe muito bacana e agradável. Já minha favorita do disco e da banda é ”Everlong” uma música meteórica, de arena, eu a coloco entre as grandes músicas da década de 90, um épico. ”My Hero” é outro grande clássico, um petardo de Rock N’ Roll, música tributo ao Kurt Cobain, uma das melhores da banda também. A tímida balada ”Walking After You” é lindíssima e encaminha um belo fechamento para o lado B do disco.

”The Colour And The Shape” é um grandessíssimo disco, para mim o melhor do Foo Fighters, ele possui algumas das melhores músicas da banda, é um disco muito bem fechado e amarrado. Representa uma solidificação do trabalho do Dave fora do Nirvana e merece demais essa homenagem nos 26 anos de seu lançamento!




40 anos de ”Hot Space”: O disco mais polêmico do Queen

 Alguns discos marcam as carreiras de bandas por serem projetos polêmicos por si só. Esses discos acabam dividindo opiniões entre pessoas que os curtem ou odeiam, quando eu penso nisso, lembro de discos como ”Chinese Democracy” do Guns,”Dirty Work” dos Rolling Stones e por ai vai. Hoje um disco polêmico do Queen está completando 40 anos, o ”Hot Space”!

O Queen vinha do lançamento de ”The Game”, lançado em 1980, que diga-se de passagem é um dos melhores disco da carreira da banda, em seguida a banda resolveu adentrar de vez na sonoridade característica da década 80 e apostou num disco bem diversificado, com fortes influências da disco music, música latina e em alguns momentos seu velho Rock N’ Roll.

Em 1982, mais precisamente há exatos 40 anos, esse disco, o ”Hot Space” chegava às lojas, e se tornaria o disco que mais divide os fãs. Aparentando não conseguir abordar uma proposta sólida a banda compilou todas essas ideias e começou a trabalhar na produção do disco.

Falando um pouco sobre o resultado desse trabalho, eu consigo destacar ”Back Chat”, que é uma das faixas mais influenciadas pela disco music que eu comentei, tem uma levada bem interessante e é uma das mais bacanas do disco. Agora, uma faixa que eu simplesmente idolatro é ”Cool Cat”, um funk maravilhoso, a dedicatória de Freddie Mercury e seu amor pelos gatos, o baixo é federal e a performance vocal de Freddie é de outro mundo, talvez a faixa mais subvalorizada da banda.

E eu não posso deixar de fazer os destaques para a maior música do disco e um dos maiores duetos de todos os tempos, ”Under Pressure”, um dos riffs de baixo mais icônicos de todos os tempos, uma verdadeira obra do Rock, a interação das vozes de Bowie e Freddie fazem o casamento perfeito, é uma lástima que não pudemos ver esse dueto ao vivo nenhuma vez.

Postumamente, os membros do Queen atribuem esse fracasso à um ex-empresário de Freddie Mercury da época, que palpitou criativamente durante o processo de desenvolvimento do trabalho. E eu também vejo uma dificuldade em quase todos os artistas em fazer essa transição sonora de década, é difícil adaptar o som.

De considerações finais, ”Hot Space” é um disco bastante irregular, mas que conta com ao menos 4 músicas muito interessantes e uma delas é uma das maiores composições da história da banda, isso que é a grande parada. O resultado final não foi muito bom, mas até o pior trabalho do Queen rende grandes clássicos! E você? Curte o disco?



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