quarta-feira, 4 de outubro de 2023

PEROLAS DO ROCK N´ROLL (REAL AX BAND - Just Vibrations)

 

KRAUTROCK / JAZZ FUSION - REAL AX BAND - Just Vibrations - Live At The Quartier Latin Berlin - 2018 (1978)



Artista / Banda: Real Ax Band
Álbum: Just Vibrations – Live At The Quartier Latin Berlin
Ano: 2018 (1978)
Gênero: Krautrock / Jazz Fusion / Prog
País: Alemanha


Comentário: Grupo alemão surgido em 1976 e incluía em sua formação ex-membros de Embryo, Missus Beastly e Missing Link. Lançaram um único álbum no ano seguinte, porém sem sucesso comercial o grupo acumulou dívidas e, junto da troca de músicos, levou ao seu fim precoce pouco depois. Posto aqui um ao vivo na capital Berlin em 1978, mas que só foi redescoberto e lançado 40 anos depois, pela Sireena Records.
Este CD surpreende quem já conhecia a banda pelo seu disco de estúdio por trazer um som mais audacioso e criativo. Totalizando mais de uma hora, dividida em sete longas faixas, a obra segue a proposta de mesclar krautrock com jazz fusion (tendo aqui doses de funk e prog), em jams que beiram a experimentação e lisergia, apesar de técnica invejável dos músicos presentes. A dobradinha guitarra / teclado guia o instrumental em grandes solos, rivalizando com a bela voz feminina de Maria Archer (letras em inglês).
Pérola recomendada para todo fã de kraut e rock alemão no geral!

Real Ax Band - Just Vibrations - 1978 
MUSICA&SOM


Músicos:
Maria Archer (vocal)
Christopher Mache (baixo, vocal)
Marlon Klein (bateria, percussão)
Dieter Miekautsch (teclado, vocal)
Heinz-Otto Gwiasda (guitarra, vocal)

Faixas:
01 You Really Shouldn’t Act Like That 10:44
02 Everyone I Know 12:49
03 Someone Else In My Skin 08:47
04 Dreitag Der Freizehnte 05:27
05 Waiting 13:03
06 Sammelsurium (et Brimborium) In Aquarium Est 13:21
07 Just Vibrations 1:11



Genesis - The Fountain of Salmacis / Twilight Alehouse / The Musical Box / The Return of the Giant Hogweed - Live 1972

Genesis - The Fountain of Salmacis / Twilight Alehouse / The Musical Box / The Return of the Giant Hogweed - Live 1972
Pop Shop - Brussels, Belgium - 20-Mar-72
1. The Fountain of Salmacis
2. Twilight Alehouse
3. The Musical Box
4. The Return of the Giant Hogweed
Tony Banks – organ, Mellotron, piano, electric piano, 12-string guitar, voices
Mike Rutherford – bass, bass pedals, 12-string guitar
Peter Gabriel – lead voice, flute, bass drum, tambourine
Steve Hackett – electric guitar
Phil Collins – drums, voices, percussion 



Genesis - The Musical Box - Live 1974

 Genesis - The Musical Box - Live 1974 (The Midnight Special)

January 25, 1974



Di Melo – 1975

 

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Não tem jeito: os principais nomes da soul music brasileira são Tim MaiaJorge Ben e Wilson Simonal.

Nos anos 1970, alheios à panfletária música de protesto, Jovem Guarda e ‘nova MPB’, esses artistas deram impulsão a uma cena que se fortificou e até hoje se mantém como uma das mais referenciais, tanto no Brasil quanto no estrangeiro.

O pernambucano Di Melo bem que poderia ter encontrado um espaço no protagonismo dessa cena. Talvez por desinteresse da EMI-Odeon de fazer uma divulgação mais ampla, o disco homônimo de Di Melo reúne e aprimora as características essenciais de uma soul music de qualidade: tem swing, boas composições, arranjos finérrimos (graças à direção musical deMaestro José Briamonte e orquestrações de Maestro Geraldo Vespar) e, o melhor, identidade própria.

O álbum já começa com o groove escaldante de “Kilario”, que evoca à dança ao traçar os elementos da natureza. “A Vida em Seus Métodos Diz Calma” conta com as participações dos mestres Hermeto Pascoal e Heraldo do Monte em teclados e guitarras, levando o samba-rock para possibilidades musicais mais abertas. Aí, o som de Di Melo vai de encontro à música de Sly Stone com o humor de Jorge Ben.

Ainda que os elementos da soul music sejam muito bem explorados, Di Meloescapa de qualquer catalogação. O músico permite trabalhar tensão e psicodelia em “Aceito Tudo” e entrega composições com sérias chances de figurarem entre as melhores de toda a década de 1970: é o caso de “Conformópolis”, em que rotina, trabalho e luta formam a tríade que clama por mudança numa grande metrópole sentimental (‘Mecanicamente ela mostra ter fé/Na proximidade de um dia qualquer/E na liberdade ela toma um café’); e a igualmente tensa “Ma-Lida”, que conta a crônica de um ‘surrado’  que trabalha ‘como um condenado’ – personagem usual em um momento em que o Brasil ainda estava ‘sofrendo calado’ por conta da repressão da Ditadura.

As duas canções supracitadas exploravam o tango e o lamento da chacona, mas não eram exceções estéticas do disco. “Sementes” também resgatava um tanto desses elementos, com a pontuação do baixo instigando a cadência. “Pernalonga” faz uso do samba como ponto de partida e o lindo arranjo de cordas de “Minha Estrela” ponderava entre a balada e a música de pista.

Dialogando com o que Gilberto Gil fez no mesmo ano com Refazenda, “Alma Gêmea” narra a trajetória de um ‘fantasma errante’ que, com o passar dos anos, teria forte assimilação com a carreira de Di Melo.

Depois de gravar o disco, o músico voltou para Pernambucano e acabou ‘sumindo’ em suas perambulações. Pouco tempo depois, ele sofreu um grave acidente de moto. Muitas pessoas acharam que ele tinha morrido, algo que não aconteceu. A partir de então, Di Melo assumiu a alcunha de ‘imorrível’, permanece cultuado em alguns locais da Europa, teve breve aparição num clipe do Black Eyed Peas e, atualmente, está para lançar um novo disco com novas participações ilustres – inclusive, a de Emicida. Ah, e em breve deve sair um filme sobre a sua carreira.

Faixas do álbum:

1. Kilariô
2. A Vida Em Seus Metodos Diz Calma
3. Aceito Tudo
4. Conformópolis
5. Ma Lida
6. Sementes
7. Pernalonga
8. Minha Estrela
9. Se a Mundo Acabasse Em Mel
10. Alma Gêmea
11. João
12. Indecisão

MUSICA&SOM


Sentido - 2021 - Vanessa Moreno


 

1 - Dança Poesia
Vanessa Moreno
2 - De Lua Cheia
Vanessa Moreno , Lari Finochiaro
3 - Sentido
Vanessa Moreno
4 - Azul
Djavan
5 - Um De Três
Vanessa Moreno , Paula Mirhan
6 - Zimbadoguê
Dani Gurgel , Vanessa Moreno
7 - Ninho
Vanessa Moreno
8 - Feminina
Joyce Moreno
9 - Verão
Rosa Passos , Fernando de Oliveira
10 - Meu Mundo E Nada Mais
Guilherme Arantes
11 - Solar
Vanessa Moreno

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Vanessa Moreno é mesmo uma das grandes da nova geração da MPB. Sentido é o seu sexto disco, embora seja um produção digital. Foi produzido de forma independente durante o período pandêmico.
Ela iniciou os estudos musicais em São Bernardo do Campo aos 15 anos. Aprendeu violino no Projeto Guri, estudou canto erudito na Escola Municipal de Música de São Paulo, canto popular na antiga ULM, hoje Emesp Tom Jobim, e é bacharel em canto Popular pela Faculdade Souza Lima & Berklee. Ou seja, foi assim que se tornou cantora, compositora e instrumentista. Entre as suas influências é possível identificar Rosa Passos e aproximações com os estilos como o de Joyce (não, não são parentes) e de Badi Assad. Porém, com certeza, essas são apenas referências para quem ainda não a ouviu. Vanessa Moreno tem o mérito da autenticidade em sua criação. Vejam/ouçam mais no canal da Vanessa Moreno.

Destaco a canção Sentido, cuja sensibilidade da letra, da harmonia e melodia me acertaram em cheio quando nada fazia sentido por aqui.





Crítica ao disco de Soft Machine - 'Hidden Details' (2018)

Soft Machine - 'Detalhes ocultos'
(28 de setembro de 2018, Dyad-H'Art)

Máquina Soft - Detalhes Ocultos

Hoje estamos extremamente satisfeitos por ter a oportunidade de revisar o novo álbum da ainda atual lenda de Canterbury, SOFT MACHINE , que consiste precisamente no pessoal agrupado por vários anos sob o nome SOFT MACHINE LEGACY.O título do álbum é “Hidden Details” e foi publicado pelo selo MoonJune Records na primeira quinzena deste mês de setembro. Temos aqui os mestres John Etheridge [guitarras elétricas e acústicas], Theo Travis [saxofones tenor e soprano, flauta e piano Fender Rhodes], Roy Babbington [baixo] e John Marshall [bateria e percussão]. O material aqui contido foi gravado ao longo de três dias muito próximos ao Natal de 2017, enquanto o processo de mixagem e posterior masterização ocorreu nos respectivos meses de fevereiro e maio deste ano de 2018. As sessões As sessões de gravação aconteceram em o Temple Music Studio, na cidade de Surrey, e o próprio Jon Hiseman (o falecido ex-baterista do COLOSSEUM, TEMPEST e COLOSSEUM II) foi o responsável pela organização do trabalho de gravação. Anunciamos desde o primeiro parágrafo desta resenha que, com base no que ouvimos aqui, temos o enorme prazer de informar este quarteto cujos membros têm uma longevidade combinada de 279 anos (Babbington é o mais velho do grupo com seus 78 anos completando o último mês julho) ainda possuindo uma vitalidade criativa e expressiva concreta. Vamos agora rever detalhadamente o repertório de “Hidden Details”.

A peça homônima começa com uma exibição de requinte sonoro que dura pouco mais de 7 minutos e meio. O groove geral é agradável e o bloco instrumental atua com fluidez compacta. En las primeras instancias el saxofón se apodera del rol protagónico con un señorío rotundo, siendo así que más adelante sale al frente la guitarra de Etheridge, la cual elabora unos virtuosos juegos de expansiones aguerridas a la hora de darle un impulso más enérgico al viaje musical no curso. A segunda peça do álbum se chama 'The Man Who Waves At Trains' e é uma composição de Mike Ratledge, sim, o mesmo tecladista da formação original do grupo que permaneceu no grupo até a temporada “Bundles”. Caso a versão original não preenchesse o espaço de dois minutos (versão incluída no referido álbum “Bundles”), Agora o quarteto remodela e amplia para cinco minutos. A música tem uma essência graciosa e contemplativa enquanto se projeta sobre um groove relativamente sofisticado. Com os floreios elaborados pela flauta de Travis, o motivo central é bastante enriquecido enquanto a dupla rítmica se solta de forma inteligente no estabelecimento de ornamentos para o swing bem definido. Talvez fosse assim que esta peça sempre devesse ter sido! 'Ground Lift' leva as coisas para outro lugar, começando com um prólogo marcado por vibrações amorfas aleatórias antes que o corpo central instale um halo cerimonioso com conotações dramáticas: esse drama é proporcionado principalmente pelos misteriosos gemidos que emanam do sax soprano, Assim, os riffs de guitarra e o trabalho da bateria completam a triangulação temática. Quando chega a vez da dupla 'Heart Off Guard' e 'Broken Hill', o quarteto está pronto para continuar se aprofundando em sua linha jazz-progressiva com nuances refrescantes para sua paleta sonora global. 'Heart Off Guard' é uma peça emotiva e muito lírica que ostenta uma beleza serena e cativante: a sua auréola romântica e aura vulnerável estão bem marcadas pela forma como os fraseados da guitarra e as linhas do sax se ligam. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. Quando chega a vez da dupla 'Heart Off Guard' e 'Broken Hill', o quarteto está pronto para continuar se aprofundando em sua linha jazz-progressiva com nuances refrescantes para sua paleta sonora global. 'Heart Off Guard' é uma peça emotiva e muito lírica que ostenta uma beleza serena e cativante: a sua auréola romântica e aura vulnerável estão bem marcadas pela forma como os fraseados da guitarra e as linhas do sax se ligam. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. Quando chega a vez da dupla 'Heart Off Guard' e 'Broken Hill', o quarteto está pronto para continuar se aprofundando em sua linha jazz-progressiva com nuances refrescantes para sua paleta sonora global. 'Heart Off Guard' é uma peça emotiva e muito lírica que ostenta uma beleza serena e cativante: a sua auréola romântica e aura vulnerável estão bem marcadas pela forma como os fraseados da guitarra e as linhas do sax se ligam. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. O quarteto está pronto para continuar se aprofundando em sua linha jazz-progressiva com nuances refrescantes para sua paleta sonora global. 'Heart Off Guard' é uma peça emotiva e muito lírica que ostenta uma beleza serena e cativante: a sua auréola romântica e aura vulnerável estão bem marcadas pela forma como os fraseados da guitarra e as linhas do sax se ligam. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. O quarteto está pronto para continuar se aprofundando em sua linha jazz-progressiva com nuances refrescantes para sua paleta sonora global. 'Heart Off Guard' é uma peça emotiva e muito lírica que ostenta uma beleza serena e cativante: a sua auréola romântica e aura vulnerável estão bem marcadas pela forma como os fraseados da guitarra e as linhas do sax se ligam. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. Seu halo romântico e aura vulnerável são bem marcados pela forma como o fraseado da guitarra e as linhas do sax estão conectados. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido. Seu halo romântico e aura vulnerável são bem marcados pela forma como o fraseado da guitarra e as linhas do sax estão conectados. 'Broken Hill' também é uma peça tremendamente serena, mas desta vez sua expressividade está enraizada em vibrações leves de melancolia solipsista. O solo de guitarra é esparso o suficiente para evocar claramente o que se pretende esconder sob o que está expressamente desenhado e colorido.

'Flight Of The Jett' se estende por cerca de 2 minutos em exercícios de desconstruções abstratas marcadas por uma modalidade de free jazz onde o caótico impõe seu regime com senhorio refinado; Assim, é possível criar um contraponto eficaz à peça anterior ao semear a colheita de 'One Glove', a peça seguinte. Nisto opera um exercício energético de jazz-rock com rudimentos progressivos que começa com uma exploração perturbadora de fatores agressivos que carregam algo da essência robusta do paradigma JEFF BECK GROUP. O grupo apela aos seus músculos com doses de soco convincentes ao mesmo tempo em que dá várias voltas em torno do corpo central: a atmosfera predominante de folia é coberta por uma bravura elegante que exibe seu traje sonoro incandescente. Apresentando 'Out Bloody Intro' e 'Out Bloody Rageous (Parte 1)', O grupo mais uma vez se encarrega de revisar parte do antigo legado de autoria do inesquecível maestro Sr. Ratdlegde, levando o assunto adiante com a introdução composta por Travis e Etheridge. Desta vez, a última peça que ocupou o monumental álbum duplo “Third” é remodelada não pelo caminho de uma expansão mas pelo de uma condensação (na altura, era uma peça com pouco mais de 19 minutos de duração), abordagem é usada para a ocasião, que é motivada pelo fraseado flutuante de Travis e pelo enquadramento enfático de Etheridge. Por sua vez, a dupla rítmica exibe uma desenvoltura graciosa que rapidamente nos lembra o quinto e o sexto álbuns do início dos anos 70. O trabalho seriamente sutil feito com a estrutura temática original é magnífico, mostrando-lhe a máxima lealdade e ao mesmo tempo dando-lhe um novo sopro de vida. 'Drifting White' é o item mais curto do álbum, com duração de 1 3/4 minutos: sua estrutura sobressalente se encaixa perfeitamente com a nostalgia taciturna emanada pela guitarra solitária de Etheridge. 'Life On Bridges', por outro lado, é o número mais longo, com 8 minutos de duração, e se concentra em estabelecer uma atmosfera mais luxuosa através de um jogo de tensões de claro-escuro e densidades de free jazz que exorcizam o espírito do “Quinto”. Alguns movimentos da guitarra exibem uma neurose gloriosa enquanto o sax aproveita muitos dos espaços que abre para canalizar a intensidade global que convoca os músicos. Sua estrutura sobressalente se adapta perfeitamente à nostalgia meditativa emanada pelo violão solitário de Etheridge. 'Life On Bridges', por outro lado, é o número mais longo, com 8 minutos de duração, e se concentra em estabelecer uma atmosfera mais luxuosa através de um jogo de tensões de claro-escuro e densidades de free jazz que exorcizam o espírito do “Quinto”. Alguns movimentos da guitarra exibem uma neurose gloriosa enquanto o sax aproveita muitos dos espaços que abre para canalizar a intensidade global que convoca os músicos. Sua estrutura sobressalente se adapta perfeitamente à nostalgia meditativa emanada pelo violão solitário de Etheridge. 'Life On Bridges', por outro lado, é o número mais longo, com 8 minutos de duração, e se concentra em estabelecer uma atmosfera mais luxuosa através de um jogo de tensões de claro-escuro e densidades de free jazz que exorcizam o espírito do “Quinto”. Algumas performances do violão exibem uma neurose gloriosa enquanto o sax aproveita muitos dos espaços que abre para canalizar a intensidade global que convoca os músicos. É o número mais longo com 8 minutos de duração e centra-se em estabelecer uma atmosfera mais luxuosa através de um jogo de tensões de claro-escuro e densidades de free jazz que exorcizam o espírito da “Quinta”. Algumas performances do violão exibem uma neurose gloriosa enquanto o sax aproveita muitos dos espaços que abre para canalizar a intensidade global que convoca os músicos. É o número mais longo com 8 minutos de duração e centra-se em estabelecer uma atmosfera mais luxuosa através de um jogo de tensões de claro-escuro e densidades de free jazz que exorcizam o espírito da “Quinta”. Algumas performances do violão exibem uma neurose gloriosa enquanto o sax aproveita muitos dos espaços que abre para canalizar a intensidade global que convoca os músicos.

Com uma aura lírica muito envolvente e mágica que se expande sob um dinamismo jovial, 'Fourteen Hour Dream' tem o prazer de revelar sistematicamente a faceta mais cativante da ideologia musical da banda sob uma perspectiva extrovertida marcante. Possui um gancho inegável, preservando um dinamismo sofisticado que é projetado para dignificar enormemente o paradigma jazz-progressivo que tem o SOFT MACHINE de antigamente como um de seus progenitores. Esta peça e 'Life On Bridges' estabelecem um apogeu definitivo de longo prazo para “Hidden Details”. 'Breathe', música que dura 5 minutos e meio, fecha oficialmente o álbum com um teor misterioso e contemplativo dentro de um esquema minimalista. Seguindo o repertório oficial de 13 peças está uma faixa bônus intitulada 'Night Sky', que amplia a atmosfera evocativa predominante em 'Breathe': parece mais uma continuação do que uma adição, mas ei, está listada como uma faixa bônus e é assim que as coisas são. “Hidden Details” é, afinal, um álbum cheio de excelentes detalhes sonoros, mas estes não estão de todo escondidos; Muito pelo contrário, evidenciaram de forma plena e incontestável o tipo de revitalização perene que a essência e o conceito de SOFT MACHINE sempre tiveram como símbolo da vanguarda musical britânica desde o final dos anos 60 até aos dias de hoje, um símbolo que é ainda em vigor. . Há muitos anos que o conjunto SOFT MACHINE LEGACY atua como de facto SOFT MACHINE, por isso é justo que este novo álbum do quarteto seja renomeado com o seu nome original. Nenhum dos membros originais está aqui, mas temos aqui figuras veteranas a quem o ideal vivo do SOFT MACHINE pertence por direito próprio (um que se juntou ao grupo em 1970, outro, em 1973, e um terceiro, em 1975, substituindo Último minuto de Allan Holdsworth para promover “Bundles”). Esse alinhamento é autenticamente maquinista e pronto, é uma questão de julgamento. Mais do que tudo, antes de mais nada... que grande álbum é “Hidden Details”, senhoras e senhores! 200% recomendado! Que ótimo álbum “Hidden Details”, senhoras e senhores! 200% recomendado! Que ótimo álbum “Hidden Details”, senhoras e senhores! 200% recomendado!

Avaliação: 9/10


- Amostras de 'Wuthering Nights':

 

Crítica ao disco de David Cross - 'Crossing the Tracks' (2018)

 David Cross - 'Crossing the Tracks'

(22 de junho de 2018, Pirâmide Roxa)

David Cross - Cruzando os Trilhos

Ocupado como DAVID CROSS está com seus próprios projetos e diversas associações (com DAVID JACKSON e com o STICK MEN, por exemplo), ainda dá para fazer um novo álbum e publicá-lo quando o ano de 2018 ainda não completou o primeiro semestre. Estamos falando de “Crossing The Tracks”, álbum de 12 peças que foi lançado no dia 22 de junho pelo selo Pyramid Records. Aqui, CROSS não é o líder de um conjunto mas sim o músico que acrescenta as suas intervenções no violino eléctrico com total discrição às faixas musicais previamente produzidas (na sua maioria com sintetizadores e ritmos programados) pelo músico e produtor alemão Jürgen Engler (membro bandas como MALE, DIE KRUPPS e GURU GURU). Como o próprio CROSS confessa em entrevista à revista virtual Louder*, Foi uma situação inédita em sua carreira musical porque ele costuma se dedicar a trabalhos luxuosos de composição e produção de seus próprios discos e não sabia bem como isso se tornaria uma espécie de músico de sessão para um álbum que seria atribuído a seu próprio nome. Uma situação muito peculiar, sem dúvida, mas CROSS sentiu-se, no final, extremamente atraído pela ideia de expor a sua liberdade criativa dentro de um contexto já organizado. Em suas próprias palavras, ele queria manter uma firme lealdade às “composições e performances existentes que foram contribuídas por outros artistas, ao mesmo tempo em que criavam um novo impacto com melodias, bases de cordas e solos”. “Fiquei surpreso ao me divertir tanto com isso – só tive que tocar violino e seguir meus instintos – e deixar as difíceis decisões de produção para Jürgen!” Outras pessoas também participam da função de vocalista ao longo do repertório do álbum: Sonja Kraushofer, Anne-Marie Hurst, Ofra Haza, Kimberly Freeman, Marion Küchenmeister e Eva O. Bom, agora vamos acompanhar todos os passos sonoros que são atingidos o caminho de “Crossing The Tracks”.

A música 'White Bird' abre o repertório com pouco menos de 4 ¾ minutos de lirismo plácido e flutuante que nos soa muito bem como um híbrido entre a KATE BUSH da segunda metade dos anos 80 e o PETER GABRIEL da fase “Nós” .”. O exotismo de inspiração oriental que prevalece tanto no desenvolvimento melódico como na ambientação geral é tratado com coragem solvente, o que permite à magia musical completar o seu irresistível exorcismo até ao último momento. Exibindo mais desenvoltura que a peça de abertura, a instrumental 'Kalahari Fantasy' guia-nos para uma espécie de ritual contemplativo onde se combinam o aspecto mais energético da melancolia e a faceta mais sóbria da alegria. Que aqui bate um tenor comemorativo é indubitável, mas há também um clima reflexivo que nos faz pensar que esta música não é tanto um acompanhamento para um momento de alegria, mas sim um pano de fundo para evocá-lo em retrospectiva. Com a dupla 'For What It's Worth' (composição original de Stephen Stills para THE BUFFALO SPRINGFIELD) e 'Prince of Darkness', CROSS está pronto para nos dar um toque mais agressivo sobre o assunto. A primeira dessas músicas remodela radicalmente o espírito da versão original para transformá-la em uma exibição feroz de pop-rock luxuoso com atitude raivosa, enquanto a segunda é um instrumental estilizado e afiado, tanto que uma certa aura sinistra emerge da música. amálgama de orquestrações sobre as quais repousa a base harmônica. 'Prince of Darkness' é o auge absoluto do álbum, não temos dúvidas disso. A peça intitulada simplesmente 'Love Me' segue para reorientar a abordagem fusionesca com um enclave mais solene do que aquele que encontramos e desfrutamos anteriormente em 'Kalahari Fantasy'. Esta viagem instrumental é extrovertida mas não propriamente jovial, mas sim séria e cerimoniosa: o vitalismo que transporta é tão cativante que os seus 5 ¾ minutos voam num piscar de olhos. 'Into the Oblique' varia completamente o seu registo para um temperamento sombrio absorvido por um drama elegante e envolto num manto de saudade acinzentada. Aliás, aqui encontramos algumas das linhas de violino mais comoventes de todo o álbum, algo muito consistente com o tipo de emoção que a peça pretende transmitir.

David Cruz

'The Light Inside Me' retorna totalmente às árias árabes que moldaram as estruturas melódicas de várias músicas anteriores. Definida em um compasso persistente de 6/8, esta música traz à tona seu potencial evocativo. O canto de Kimberly Freeman reforça e enriquece o encanto poético desta música que dura exatamente 4 minutos. Quando chega a vez de 'Shifting Sands' (uma versão de uma antiga peça psicodélica do grupo THE WEST COAST POP ART BAND datada de 1967), é feita uma continuação oportuna da aura evocativa desenvolvida na música anterior, usando o mesmo tempo., mas desta vez com uma aparência mais melancólica. O violino voa pelos céus do esquema musical com o encanto imponente das primeiras nuvens de outono enquanto o esquema rítmico sustenta um swing encantador. ‘Hero Of Kingdom’ é responsável por manter as coisas nesta mesma direção, então pode-se dizer que sua função é reforçar os mecanismos expressivos que vêm se expandindo desde ‘The Light Inside Me’. Já estamos chegando ao fim do repertório quando surge a dupla 'Hallelujah' e 'The Key'. A primeira dessas músicas é a mesma 'Hallelujah' de LEONARD COHEN que se tornou uma de suas canções emblemáticas e que foi regravada por muitas pessoas ao longo das décadas... Agora é a vez do maestro CROSS e sua abordagem Moving foca em a exploração das bases harmónicas do seu motivo central para explorar o seu potencial etéreo dentro de um dinamismo prog-fusional muito semelhante ao que encontramos antes em 'Shifting Sands' e 'Kalahari Fantasy'. 'A Chave', por sua vez, dá um novo toque ao padrão fusionesco marcado por uma magia flutuante que tão generosamente foi esbanjada na sequência do sétimo ao nono temas. A última música do álbum é 'Shadows Do Know' e caracteriza-se por enaltecer um momento decisivo de solenidade onde o ar de denúncia e a atitude cerimoniosa se unem numa única fonte de expressividade. A canção quase recitada de Eva O abre amplamente as portas da amargura desencantada, enquanto o bloco instrumental marcado pelas numerosas camadas de violino elétrico cria uma estrutura progressivamente opulenta para a ocasião. A última música do álbum é 'Shadows Do Know' e caracteriza-se por enaltecer um momento decisivo de solenidade onde o ar de denúncia e a atitude cerimoniosa se unem numa única fonte de expressividade. A canção quase recitada de Eva O abre amplamente as portas da amargura desencantada, enquanto o bloco instrumental marcado pelas numerosas camadas de violino elétrico cria uma estrutura progressivamente opulenta para a ocasião. A última música do álbum é 'Shadows Do Know' e caracteriza-se por enaltecer um momento decisivo de solenidade onde o ar de denúncia e a atitude cerimoniosa se unem numa única fonte de expressividade. A canção quase recitada de Eva O abre amplamente as portas da amargura desencantada, enquanto o bloco instrumental marcado pelas numerosas camadas de violino elétrico cria uma estrutura progressivamente opulenta para a ocasião.

Um verdadeiro deleite do ecletismo na arte do rock é o que nos é oferecido neste álbum “Crossing The Tracks”, um catálogo de viagens e encruzilhadas para o que tem sido uma nova forma de viajar no mundo musical de DAVID CROSS. Obrigado a ele e seus colaboradores por este belo e refinado trabalho.



- Amostras de 'Crossing the Tracks':


DE Under Review Copy (AT FREDDY'S HOUSE)

AT FREDDY'S HOUSE

Nascido em Braga em 2006, o projecto At Freddy's House tem vindo a sedimentar-se e a ganhar reconhecimento com o decorrer dos anos. Criado inicialmente por três ex-elementos dos Spank The Monkey - Frederico Cristiano (aka Fred, guitarra, voz, teclas, ex-Steel Crash, elemento dos Pyroscaphe), Miranda (aka Amir, baixo) e Nuno Pita (bateria, ex-Gnomos, ex-Steel Crash) - desde cedo se assumiu como um projecto de autor, em torno de Frederico e das suas composições. Daí a designação do grupo, sugestão dada por Miranda na altura da sua escolha. Como atempadamente referiu Fred, "depois do vulgar percurso feito de saltos de banda para banda, e com várias músicas guardadas em casa, resolvi avançar com o meu projecto a solo. Composição, gravação, produção e masterização foram e são processos em grande parte caseiros ou feitos em casa. At Freddy’s House é uma construção pessoal feita no meu estúdio, o 4º à esquerda". Após o abandono de Nuno Pita, Miguel Pedro (Mão Morta) assume as peles e Susana Noronha, esposa de Fred, acrescentou as letras. O grupo começa a ganhar coesão e espaço. No biénio de 2006-2007, coincidindo com as gravações dos temas que farão parte do primeiro trabalho de originais, as músicas "Rubber Nose" e "Drunken Boat" foram escolhidas para fazer parte do "Acorda!" primeira compilação de nova música portuguesa em MP3. Em 2009 o projecto é representado nas colectâneas "Novos Talentos FNAC" com o tema "My Falling House" e no "3 Pistas Vol.2" organizado pela Antena3, com "Tempest Girl" e uma cover de "Dancing In The Dark" de Bruce Springsteen. Também em 2009 é editado "Lock", o primeiro EP, que teve a sua versão completa, "Lock Full Version" com bonus tracks em 31 Maio de 2010. Assumindo influências de Tom Waits, Led Zeppelin, Elvis Presley, Bruce Springsteen, Lynyrd Skynyrd, Stevie Ray Vaughan, Johnny Cash, Jumi Hendrix, Dr. John ou Ray Charles, At Freddy's House não se fica por aqui. Procura ir um pouco além, através de temas intimistas onde uma longínqua portugalidade se detecta. Afinal, da América profunda ao norte de Portugal, é apenas um pulo... Neste longa duração, Fred, conta com a colaboração dos habituais Amir e Miguel Pedro, para além dos convidados João Covita (acordeão) e Susana Noronha (vozes). Nesta altura, o grupo encontra-se a compôr o novo álbum de originais.

DISCOGRAFIA


LOCK [MP3, Optimus Discos, 2009]

 
LOCK FULL VERSION [CD, Cobra, 2010]

COMPILAÇÕES

 
ACORDA! NOVA MÚSICA PORTUGUESA EM MP3 [CD, Cobra Records, 2006]

 
NOVOS TALENTOS FNAC 2009 [2xCD, FNAC, 2009]

 
3 PISTAS 02 [2xCD, iPlay, 2009]

 

À SOMBRA DE DEUS 04 [2xCD, Braga 2012, 2012]

 



Destaque

CAPAS DE DISCOS - 1969 Bless It's Pointed Little Head - Jefferson Airplane

   C.D E.U - RCA BMG Heritage - 82876 61643 2.  Contracapa  Interior.  Disco.  Booklet.  Booklet.  Booklet.  Booklet.  Booklet. Booklet.