quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Bauhaus - "Burning From the Inside" (1983)

 

“...nós nunca fomos góticos, fizemos uma música de brincadeira ["Bela Lugosi is Dead"], uma ironia e um monte de idiotas no mundo começou a nos chamar de góticos."
Peter Murphy


Bauhaus é uma banda frequentemente substimada pelo seu aspecto dark, excessivamente teatral, mas atrás do que se escondiam, contudo, boas qualidades, boas referências musicais e literárias, um vocalista com bons recursos, instrumentistas criativos e nada desprezíveis. A verdade é que ao entrar na década de 80, o punk do final da década passada, ganhava outras características e com bandas como Sisters of Mercy, The CureSiouxsie and the Banshees, desacelerava aquele som, preenchia mais o ambiente com bases de teclados e sintetizadores, abordava temáticas mais pessimistas e soturnas e dava uma estética a este estado de espírito, tão densa e angustiante quanto suas letras e atmosferas. É verdade que o visual somado à proposta meio expressionista, tirava um pouco da credibilidade sonora do novo movimento que se ensaiava, ainda mais sucedendo exatamente ao punk que era extremamente ativo, engajado, revoltado, o que fazia aquele pessoal de preto parecer meramente um bando de fantasiados pro dia das bruxas sem nenhum valor musical. Mas isso não era verdade. O chamado rock gótico produziu muitos bons discos e alguns, diria, muito bons, como é o caso de “Burning From the Inside” do Bauhaus, de 1983, que se destaca na curta e interessante discografia da banda pela ousadia e experimentação, se afastando um pouco das próprias características. Diferencia-se também por prescindir em alguns momentos de gravação e produção, da presença do vocalista Peter Murphy, doente naquele período, fato que, por um lado dava mais liberdade e autonomia aos outros integrantes, mas por outro, prenunciava o possível fim da banda, que se confirmou logo em seguida.
Mas “Burning From the Inside” mostra uma banda mais madura em relação à própria obra e por isso mesmo arriscando mais. É um disco daqueles com ‘cara’ de grande álbum, sabem? Estrutura de grande disco: grande abertura, faixas de ligação, vinhetas importantes, faixa monumental e um final depois do final.
A abertura na qual se destaca uma envolvente linha de baixo e uma guitarra corrosiva traz a excelente “She’s in Parties” interpretada de forma magistral por Murphy; canção que depois de ‘terminar’, praticamente recomeça só instrumental com o baixo de David J. ainda mais marcante e mais recheada de efeitos, ecos e sintetizadores. Traz na seqüência um punk com roupagem preta na anárquica, “Antonin Artaud”, que por sua vez já emenda na vinheta”‘Wasp”, uma curta introdução de rabeca que leva à mística “King Volcano”, uma espécie festa cigana com inserção gradual de instrumentos acústicos cantada num coro ritualístico assustador.
Depois daí, aparecem dois momentos curiosos no disco pela ausência de Peter Murphy, e é onde os outros integrantes, Ash, Hawkins e David, tomam conta e já dão um ar meio Love & Rockets, futura banda dos três, para o som do disco. “Who Killed Mr. Moonlight” é uma balada soturna pontuada por um piano e cantada por Daniel Ash,; e “Slice of Life”, cantada por ele com o baixista David J., aparece com uma abertura de guitarras ‘luminosas’ que parecem nos permitir uma breve saída do claustro. Na seqüência vem “Honeymoon Croon” que também tem um som mais aberto e apresenta um teclado que remete a The Doors; seguida de “Kingdom Coming” que mostra uma beleza sombria que alterna luz e trevas quase ao mesmo tempo. Mas é a faixa que dá nome ao disco que faz arrepiar todos os pelos do braço: “Burning From the Inside”, uma longa viagem tormentosa com uma guitarra pesada, alta e quase monocórdia servindo de base para a voz de Peter Murphy soar mais horripilante do que nunca, durante mais de nove minutos, ao longo dos quais a música é entremeada por uma espécie de funk das trevas com uma linha de baixo pesada e agressiva. Simplesmente destruidora. Depois de algo assim não precisava vir mais nada, mas até para nos permitir dar uma respirada, ainda vem ‘Hope” que é como se fosse a luz do dia depois de tanta escuridão, numa canção entoada em coro lembrando cânticos camponeses, mas aí já é apenas uma despedida. E a propósito de adeus, o disco, por conta da excessiva participação de Ash e David J., na ausência de Murphy, que não aprovou tamanha autonomia, acabou sendo o estopim da separação da banda que até voltou em 2008 porém já sem o mesmo ímpeto criativo nem anímico. Mas já não valia a pena. Sua contribuição já tinha sido dada e era hora de assumir que, assim como Bela Lugosi, no nome de sua mais famosa canção, o Bauhaus também estava morto.
**********************************
FAIXAS:
1. "She's in Parties" – 5:43
2. "Antonin Artaud" – 4:04
3. "Wasp" – 0:20
4. "King Volcano" – 3:29
5. "Who Killed Mr Moonlight?" – 4:54
6. "Slice of Life" – 3:43
7. "Honeymoon Croon" – 2:52
8. "Kingdom's Coming" – 2:25
9. "Burning from the Inside" – 9:19
10. "Hope" – 3:16



Disfear - Everyday Slaughter (1997)

"Mas QUERIDO ESPÍRITO", ouço você dizer, "se você está tão ocupado, certamente seu regime de flexões deve estar sofrendo!" Não se preocupe, meu leitor atencioso e curioso, não está. Ainda estou shupping como um louco. Até comecei a desligar minha câmera e fazer uma rápida 50 quando um colega em uma palestra do Zoom faz uma pergunta sobre algo que eu já entendo. Hoje, fiz flexões #200-300 para  Everyday Slaughter , sem dúvida o melhor disco de d-beat direto já gravado.


Track listing:
1. With Each Dawn I Die
2. Anthem of Agony
3. Crimescene: Worldwide
4. A Race for Power
5. Spectre of Genocide
6. Everyday Slaughter
7. Subsistance
8. Totalitarian Control
9. Frustration
10. Aftermath
11. 101 Overkill
12. Captured by Life
13. In Fear





The Declining Winter - Goodbye Minnesota (2008)

 


Canções fúnebres pós-rock deprimentes do ensolarado West Yorkshire. Guitarras acústicas pesadas de reverberação ambiente soam, trompas sobem e descem, violas zumbindo, melódicas chiando e vocais distorcidos entram e saem de vista como fantasmas. Eu odeio completamente essa época do ano.

Track listing:
1. Summer Turns to Hurt
2. We Used to Read Books
3. I Don't Really Want to Be Alone
4. To Know Gospel
5. Yorkcitythree
6. Oh God C'mon
7. The World Is an Idiot
8. Last Train to Maple Grove
9. The Clock Gently Ticking in the Hall
10. Hey, Nick Heyward
11. Goodbye Minnesota




POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO

Minhas Lágrimas

Caetano Veloso

Na frente do cortejo

O meu beijo

Forte como o aço

Meu abraço

São poços de petróleo

A luz negra dos seus olhos

Lágrimas negras

Saem, caem, doem


Por entre flores e estrelas

Você usa uma delas como brinco

Pendurada na orelha

Astronauta da saudade

Com a boca toda vermelha

Lágrimas negras

Saem, caem, doem

São como pedras de moinhos

Que moem, roem, moem

E você baby vai, vem, vai

E você baby vem, vai, vem


Belezas são coisas

Acesas por dentro

Tristezas são belezas

Apagadas pelo sofrimento

Lágrimas negras

Saem, caem, doem

 


Miragem de Carnaval

Caetano Veloso

Você sorriu pra mim

Depois sumiu na multidão

Será que foi miragem de carnaval

Ou o amor me mandou seu sinal?

Manhã e eu nem dormi

Cabeça cheia de canções

"eu sou negão", "aurora"

"frevo mulher", "mal-me-quer"

"faraó"... me perdi

Misturo meus carnavais

E não distingo mais

Fatos de ilusões

São melodias demais

É preciso ter mais

De mil corações

Porém pra lá de abril

E já bem longe do verão

Você virá do coração do brasil

E trará o meu sonho na mão


BIOGRAFIA DE Patti Austin

 

Patti Austin

Patti Austin (Nova Iorque10 de agosto de 1950[1]), é uma cantora americana de jazz e R&B e ganhadora do Grammy.

Carreira

Patti fez sua estreia no Apollo Theater aos quatro anos e teve um contrato com a RCA Records quando tinha apenas cinco. Quincy Jones e Dinah Washington proclamaram-se padrinhos de Austin.

No final da década de 1960 Austin foi uma prolífica cantora de estúdio e de jingles. Durante a década de 1980, fez parte do selo de Quincy Jones, a Qwest Records, começando nesse momento a fase na qual teve mais sucessos. Ela conseguiu emplacar vinte canções de R&B entre 1969 e 1991, obtendo sucesso nas paradas de Hot Dance Music/Club Play, com a canção que atingiu o topo em 1981, "Do You Love Me?" / "The Genie".

álbum que continha essa canção, Every Home Should Have One, também produziu seu maior sucesso com o grande público. "Baby, Come To Me", um dueto com James Ingram, inicialmente obteve a posição 73 no Hot 100 no início de 1982. Após ser posta como o tema romântico numa das tramas da soap opera General Hospital, a canção reentrou nas paradas em outubro daquele ano, atingindo o topo em fevereiro de 1983. A canção recebeu um disco de ouro, certificado pela RIAA. Mais tarde, Austin reunir-se-ia novamente com Ingram em "How Do You Keep The Music Playing".

Naqule ano, a música "It's Gonna Be Special" foi colocada na trilha sonora do filme estrelado por Olivia Newton-John e John TravoltaTwo of a Kind. Embora o filme não tenha sido um grande sucesso esperado por seus realizadores, contendo os mesmos protagonistas de Grease, a trilha sonora recebeu um disco de platina e a canção de Austin, produzida por Quincy Jones, tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira. "It's Gonna Be Special" atingiu a 5ª posição nas paradas de Dance, a 15ª nas de R&B e ficou no Hot 100 de 1984. A canção também apareceu no álbum epônimo daquele ano e a sua sequência, "Rhythm of the Streets", remixada por John "Jellybean" Benitez, quase atingiu o "Dance Top Ten" da Billboard, não obstante tenha atingido posição mais alta nas paradas de Hi-NRG. As duas canções foram reunidas num álbum single. "Rhythm of the Streets" foi o primeiro vídeoclipe de Patti Austin.

Austin lançou seu terceiro álbum em três anos, intitulado "Gettin' Away With Murder". Adicionalmente à faixa-título, ela teve mais dois singles, "Honey For The Bees" e "The Heat of Heat". Produzido por Jimmy Jam e Terry Lewis, conhecidos por seu trabalho posterior com Janet Jackson, a última faixa trouxe novamente Austin ao Top 15 das paradas de R&B pela última até hoje. Também seria sua última colocação no Hot 100 até agora, ainda que ela tenha conseguido colocar um sucesso no Top-5 com o single "Reach", que apareceu originalmente no seu CD de 1994, "That Secret Place".

Em seguida, ela apareceu com Jeff Bridges e Joan Allen num filme dirigido por Francis Ford Coppola, "Tucker: The Man and his Dream", em 1988. Naquele ano, Austin lançou The Real Me, uma coleção de standards que lhe garantiu a primeira de várias vezes no Top 10 da parada de álbuns de Jazz.

Ela cantou um dueto com Michael Jackson: "It's the Falling in Love" no álbum dele: Off the Wall. Outros companheiros de duetos foram George Benson ("Moody's Mood for Love" e "Keep Your Dreams Alive") e Luther Vandross ("I'm Gonna Miss You In The Morning"). Em 1985 ela cantou como vocalista principal em uma colaboração com seu produtor Narada Michael Walden e a canção "Gimme, Gimme, Gimme", atingiu o Top 40 nas paradas de R&B.

Em 1991, ela gravou o dueto "You Who Brought Me Love" com Johnny Mathis, que recebeu o elogio da crítica. Nesse mesmo ano, ela foi convidada para um especial televisivo de Johnny Mathis transmitido em toda a América do Norte.

Austin liderou um novo grupo de Raelettes para o álbum de 2006 Ray Charles + Count Basie Orchestra = Genius². Durante uma entrevista em 2007, promovendo seu último álbum, Patti Austin refletiu sobre o quanto ela relutantemente foi a um dos últimos concertos de Judy Garland e sobre como a experiência a ajudou a focar sua carreira, declarando que "ela (Judy Garland) mexeu com meu coração. Eu queria interpretar uma canção daquele jeito, para apresentar quem eu era naquele momento através da letra"[1].

Em 2008, cinquenta e três anos após receber seu primeiro contrato, Patti Austin recebeu seu primeiro Grammy, ganhando o prêmio pelo Melhor Álbum de Jazz Vocal por "Avant Gershwin" na festa do 50º Grammy Awards.[2] O prêmio pela sua nona indicação naquela categoria.

Ela disse ao repórter Jim Newsom do Portfolio Weekly em 2006 "Eu perdi 140 libras (63,5kg)""Eu implantei um marca-passo gástrico há um ano e meio e minha vida foi salva por isto""Eu fui ao médico para outro problema: no menisco em meu joelho. Ele disse, você tem que perder esse peso, você tem diabete tipo II, asma e está na menopausa, você tem que se livrar desse peso - e rápido. É a melhor coisa que você pode fazer para resolver isso".

Discografia

Álbuns

  • 1976: End Of A Rainbow US #- (Jazz:31)
  • 1977: Havana Candy US: 116
  • 1979: Live At The Bottom Line (relançado em 1991) US #- (Jazz: 33)
  • 1980: Body Language US #- (Jazz albums: 28, Black albums: 62)
  • 1981: Every Home Should Have One US: 36 (Jazz albums: 9, Black albums: 16), UK: 99
  • 1984: Patti Austin US: 87
  • 1985: Gettin' Away With Murder US: 182 (R&B: 25)
  • 1988: The Real Me US #- (Jazz albums #7, R&B: 56)
  • 1990: Love Is Gonna Getcha US #93 (Jazz albums: 4, R&B: 45)
  • 1991: Carry On US #- (Jazz: 13, R&B: 75)
  • 1992: Live US #- (Jazz: 20)
  • 1994: That Secret Place US #- (Jazz: 12)
  • 1996: Jukebox Dreams (somente no Japão, faixas semelhantes a In & Out Of Love)
  • 1998: In & Out Of Love US #-
  • 1998: Street Of Dreams (Coreia do Sul e Japão, lançado nos EUA em 1999)
  • 2001: On The Way To Love US #- (Jazz: 21)
  • 2002: For Ella (also Japanese issue with bonus track) US #- (Jazz albums: 7)
  • 2007: Avant Gershwin US #- (Jazz: 5)

Compilações

  • 1983: In My Life US #-
  • 1994: The Best Of Patti Austin
  • 1995: The Ultimate Collection
  • 1999: The Best of Patti Austin (Japão)
  • 1999: Take Away The Pain Stain (França)
  • 2000: The CTI Collection
  • 2001: The Very Best Of Patti Austin
  • 2002: Collection
  • 2003: Baby Come To Me And Other Hits
  • 2007: Intimate Patti Austin

Runaround Sue (1961) – Dion

 

É realmente sobre uma garota que era meio solta na vizinhança. A palavra Sue se encaixava perfeitamente na música – você não poderia usar Roberta, ou Alice, ou o que quer que seja. Não vou mencionar sobre quem é realmente, mas entre você e eu, a garota ligou para um programa de entrevistas em que eu estava há cerca de 20 anos. Ela se casou com um rabino, teve seis filhos e parecia maravilhosa! E eu pensei em como era bom ouvir dela, sabe. Atribua isso a ser jovem e tolo, muitos jovens são, mas ela acabou sendo maravilhosa.
– Dion

Eu me reencontrei com a lendária 'doo-wop' Runaround Sue quando li o artigo da colega blogueira Nancy anexado no final deste post. Aqui estão alguns trechos de suas observações em primeira mão crescendo na Belmont Avenue no Bronx, NY, um pouquinho depois do tempo de Dion DiMucci lá:

Nós costumávamos ir à Sal's Pizzeria na Belmont Avenue, onde a pizza era diferente de tudo que você já provou. Era fina, macia e leve como uma pena. Em quase todas as esquinas, grupos de doo-wop se reuniam e cantavam música após música e todo mundo dançava. Cara, aqueles eram alguns dos melhores momentos.

Um cantor da Belmont Avenue (infelizmente um pouco antes do meu tempo) era um garoto italiano chamado Dion DiMucci. O pai de Dion, Pasquale, era um artista de vaudeville e Dion o acompanhava sempre que ele saía em turnê. Dion desenvolveu um amor pela música country, particularmente por Hank Williams, mas ele realmente gostava de blues, doo-wop e rock and roll. Seu canto foi aprimorado nas esquinas e clubes locais do Bronx…

Este sucesso garantiu um lugar para Dion e os Belmonts na malfadada turnê “The Winter Dance Party” com Buddy Holly, Ritchie Valens, Big Bopper e outros artistas. Em 3 de fevereiro de 1959, após uma parada para um show em Clear Lake, Iowa, Buddy Holly e os outros decidiram fretar um voo para o próximo local em vez de viajar no ônibus da turnê. Dion foi convidado para acompanhar o grupo, mas recusou quando soube que o preço do ingresso era de US$ 36. Era a mesma quantia de dinheiro que seus pais gastaram para pagar um mês de aluguel do apartamento e Dion não conseguiu justificar a despesa.

Em 1961, Dion lançou “Runaround Sue”, que estourou nas paradas dos EUA, alcançando o 1º e o 11º lugar no Reino Unido, onde também fez turnê. “Runaround Sue” vendeu mais de um milhão de cópias e foi seguida por “The Wanderer”, outro grande sucesso de Dion. 

Em 2024, aos 84 anos, Dion ainda está gravando novas músicas e sua carreira está indo bem.
(Para mais informações sobre as últimas novidades de Dion, indico dois artigos de outro amigo blogueiro, Christian: The Wanderer Continues to March On e Dion lança um incrível álbum de blues )

Sem mais delongas, apresento o artigo deslumbrante de Nancy sobre as origens da Runaround Sue . Assim como a pizza de sua cidade natal, este artigo é tão rico que você pode praticamente sentir o gosto da música no ar onde ela cresceu.

Nº1 Grease — Soundtrack, Julho 29, 1978

 Track listing: Grease [Frankie Valli] / Summer Nights [John Travolta, Olivia Newton John & Cast] / Hopelessly Devoted to You [Newton-John] / You’re the One That I Want (Travolta, Newton-John] / Sandy [Travolta] / Beauty School Drop-Out [Frankie Avalon] / Look at Me, I’m Sandra Dee [Stockard Channing] / Greased Lightnin’ Travolta, Jeff Conaway] / It’s Raining on Prom Night [Cindy Bullens) /Alone of a Drive-In Movie / Blue Moon (Sha-Na-Na] / Rock n’ Roll Is Here to Stay / Those Magic Changes / Hound Dog / Born to Hand-Jive / Tears on My Pillow / Mooning [Louis St. Louis & Bullens] / Freddy My Love [Bullens] / Rock n’ Roll Party Queen [St. Louis] / There Are Worse Things I Could Do [Channing] / Look at Me I’m Sandra Dee (Reprise) [Newton-John] / We Go Together [Travolta, Newton John& cast] / Love Is Many Splendored Thing / Grease (Reprise) [Valli]

29 de julho de 1978
12 semanas (não consecutivas)

A RSO Records estava aproveitando o incrível sucesso de Saturday Night Fever enquanto se preparava para lançar Grease , que viria a ser seu segundo grande sucesso de trilha sonora de 1978. O projeto tinha todos os ingredientes certos para o sucesso. A versão cinematográfica, baseada no musical de sucesso da Broadway, estrelou a sensação de Saturday Night Fever John Travolta e a queridinha do pop Olivia Newton-John. A história, ambientada no final dos anos 50, era centrada no caso de amor entre um greaser (Travolta) e uma colegial certinha e correta (Newton-John). Assim como o musical, o filme apresentou vários remakes de clássicos do rock 'n' roll, mas a RSO queria algo novo também, então eles chamaram Barry Gibb, dos Bee Gees, para compor a faixa-título.

Gibb estava sentado em casa em Miami no dia em que recebeu a ligação. “Robert Stigwood ligou e disse que ele e [o produtor de cinema] Allan Carr tinham tudo o que queriam para o filme Grease , mas o mais estranho é que eles não tinham uma música chamada 'Grease'. Eles me perguntaram se eu escreveria uma música para o filme. Eu fui e sentei na sala e basicamente esbocei a música enquanto assistia televisão. Não pensei muito nisso.” Uma hora depois, Gibb ligou para Stigwood e cantou a música para ele pelo telefone. “O que se dizia era que Allan Carr não gostou muito, mas Robert Stigwood gostou”, diz Gibb.

Stigwood deu a palavra final, e "Grease" de Gibb estava lá. Ela seria tocada por Frankie Valli do Four Seasons. "Foi uma escolha muito inteligente, porque eles encontraram alguém para cantar que refletisse aquela era", diz Gibb, que também produziu a faixa. "Eu era um grande fã do Four Seasons na minha infância, então fazer o disco com um dos meus heróis foi muito especial para mim."

“Grease” se tornou o segundo hit número um da trilha sonora. “You're the One That I Want”, um dueto com Travolta e Newton-John, que também foi escrito especificamente para o filme, também atingiu o primeiro lugar. “ Grease reviveu a carreira de Olivia Newton-John”, diz o executivo da RSO Records, Al Coury. Travolta não era conhecido por suas habilidades de canto, apesar do fato de ter lançado dois álbuns pela Midland International Records. No entanto, Coury diz que ele tinha o talento certo para um disco de sucesso. “Ele era jovem, bonito e tinha um grande apelo para o público jovem, tanto masculino quanto feminino.”

Inicialmente, os executivos da Paramount Pictures, que distribuiu o filme, queriam usar uma ilustração na capa do álbum. "Fiquei louco", diz Coury. "Com Olivia Newton-John e John Travolta, tínhamos duas das pessoas mais bonitas da América, talvez do mundo." No final, Coury venceu, uma foto de Newton-John e Travolta enfeitou a capa do LP, e Grease se tornou uma das trilhas sonoras mais vendidas de todos os tempos, movimentando mais de oito milhões de cópias.

THE TOP FIVE
Week of July 29, 1978
1. Grease, Soundtrack
2. Some Girls, Rolling Stones
3. Natural High, Commodores
4. Stranger in Town, Bob Seger & the Silver Bullet Band
5. Darkness at the Edge of Town, Bruce Springsteen


PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PSYCHEDELIC FOLK - GRAEME ALLWRIGHT - A Long Distant From Present From Thee... "Becoming" - 1970



Artista / Banda: Graeme Allwright
Álbum: 
A Long Distant From Present From Thee... "Becoming"
Ano: 1970
Gênero: Psychedelic Folk
 País: França


Comentário: Obra obscura do músico francês de origem neo-zelandesa Graeme Allwright, que possui longa discografia e décadas de carreira. É classificado como um de seus mais ambiciosos trabalhos, dividido em 2 longas faixas seguindo folk psicodélico ao melhor estilo da época. Atmosfera viajante, majoritariamente acústico, com uso de violões, tablas, sopros, ruídos e vocais interessantes e hipnóticos, apesar de diferentes tonalidades ao longo do disco, sendo masculinos e femininos e em inglês.


Graeme Allwright - A Long Distant From Present From Thee... "Becoming" - 1970 
MUSICA&SOM


Músicos:

Hubert Scemama (tablah)
Gilles Mathias (violão)
Jacques Dudon (violão)
Catherine Jolivard (vocal)
Graeme Allwright (vocal)


Faixas:
01 17:30
1.1 The Pen
1.2 On The Words That Tungle In A Jumble

02 20:30
2.1 Give Me My Coffee Hot
2.2 My Cells Are Changing
2.3 To Thy Own Self Be True
2.4 You Who Are Going Too Fast
 2.5 With Martine On The Rocks



PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PROG / FOLK ROCK - KËNNLISCH - Same - 1976



Artista / Banda: Kënnlisch
Álbum: Kënnlisch

Ano: 1976
Gênero: Progressive Folk
 País: França


Comentário: Duo vindo da França, formado pelos irmãos Macherey e que lançou apenas este LP de forma privada em 1976, sumindo do mapa. Composto por 8 curtas faixas, o álbum mescla de forma bem distinta música progressiva e folk, com algumas canções totalmente acústicas, onde ouve-se o violão de Jean François solo e em outras um som mais elaborado e viajantes, destacando-se o teclado Moog e harmônico. Os vocais aparecem raramente e em francês.

Kënnlisch - Kënnlisch - 1976 
MUSICA&SOM

Músicos:
Jean-François Macherey (violão)
Philippe Macherey (guitarra, vocal, sintetizador, harmônio)

Faixas:
01 Ouverture 4:45
02 Sarabande 4:30
03 Sensation 2:28
04 Marie 5:08
05 Chevauchee 6:41
06 Improvisation 4:39
07 Kennlisch 5:25
08 Pour Maurice 5:06


Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...