sábado, 7 de dezembro de 2024

Classificando os 20 melhores álbuns de Barbra Streisand

 

Barbra StreisandBarbra Streisand é uma cantora, atriz e cineasta que começou sua carreira no final dos anos 1950. Em sua carreira de atriz, ela estrelou filmes como 'Funny Girl', 'Hello, Dolly!', 'The Way We Were', 'A Star Is Born', 'The Prince of Tides' e 'The Mirror with Two Faces'. Como cantora, Barbra Streisand vendeu mais de 145 milhões de discos em todo o mundo e ganhou oito prêmios Grammy. Ela lançou 36 álbuns de estúdio, 11 álbuns de compilação, nove álbuns ao vivo, 15 álbuns de trilhas sonoras, 24 videoclipes e 117 singles. Aqui estão os 20 melhores álbuns de Barbra Streisand classificados.

20. My Name Is Barbra, Two… (1965)

'My Name Is Barbra, Two…' é uma continuação de 'My Name Is Barbra', e ambos os álbuns foram lançados em 1965. Alcançou o número dois na Billboard 200, vendeu mais de um milhão de cópias em um ano de seu lançamento e foi certificado como Platina. Os dois singles do álbum que chegaram às paradas foram 'Second Hand Rose' e 'He Touched Me'.

19. Guilty Pleasures (2005)

'Guilty Pleasures' é o álbum seguinte do álbum de Streisand de 1980 'Guilty', e foi lançado no Reino Unido e Irlanda como 'Guilty Too'. Foi o trigésimo primeiro álbum de estúdio de Streisand, e ela colaborou em seu conteúdo com Barry Gibb, dos Bee Gees . Streisand e Gibb fizeram duetos em duas faixas, e Gibb também aparece como vocalista de apoio em várias outras faixas. Foi mais bem-sucedido no Reino Unido, onde atingiu o pico de número três nas paradas de álbuns. Nos Estados Unidos, alcançou o número cinco na Billboard 200. A capa do álbum apresenta uma fotografia de Gibb e Streisand juntos.

18. A Love Like Ours (1999)


'A Love Like Ours' alcançou a sexta posição na Billboard 200 e nas paradas de álbuns norueguesas. Também foi um hit top 20 na Austrália e no Reino Unido. Nos Estados Unidos, o álbum foi certificado como Platina. O álbum foi o vigésimo oitavo álbum de estúdio de Streisand e seu primeiro lançamento comercial após seu casamento com seu segundo marido, James Brolin. Foi seu casamento com Brolin que inspirou grande parte do conteúdo do álbum. O disco foi acompanhado por um livreto com fotos de Streisand e Brolin juntos. Streisand lançou os singles 'If You Ever Leave Me' e 'I've Dreamed of You' do álbum.

17. What Matters Most (2011)

Nos Estados Unidos, 'What Matters Most' chegou ao número quatro nas paradas de álbuns, e chegou ao número sete no Reino Unido. Foi o trigésimo terceiro álbum de estúdio de Barbra Streisand, e é uma coleção de músicas dos compositores Alan e Marilyn Bergman, que são amigos de longa data da cantora. É um álbum de dois discos, e o primeiro disco contém músicas de Bergman que não foram gravadas anteriormente por Streisand, enquanto o segundo disco contém músicas de Bergman que Streisand gravou anteriormente. A única música do álbum que não foi coescrita por Marilyn Bergman é 'That Face', que Alan Bergman coescreveu com Lew Spence.

16. The Movie Album (2003)


O trigésimo álbum de estúdio lançado por Barbra Streisand foi 'The Movie Album'. É um álbum conceitual que consiste em 12 músicas escolhidas por Streisand por serem suas músicas favoritas dos filmes. Suas seleções incluem filmes entre 1935 e 1988. O casamento de Streisand com James Brolin a inspirou a escolher músicas sobre relacionamentos e amor. Para fazer as músicas escolhidas por Streisand se encaixarem nesses temas, Alan e Marilyn Bergman foram contratados para escrever letras extras para algumas das músicas. Algumas das faixas incluíam 'Moon River', 'Smile', 'Calling You' e 'The Second Time Around'. O álbum foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional.

15. Superman (1977

'Superman' foi mais bem-sucedido no Canadá, pois liderou as paradas de álbuns, enquanto só alcançou o número três nos Estados Unidos. No entanto, foi certificado como dupla platina em ambos os países. Foi o décimo nono álbum de estúdio de Streisand, e a faixa principal foi 'My Heart Belongs to Me', que foi o único single lançado do álbum. Duas das faixas foram escritas para o filme 'A Star Is Born', no qual Streisand estrelou, embora não tenham sido usadas no filme. O álbum também apresenta um cover de 'Love Comes from Unexpected Places', que foi originalmente gravada pela cantora Kim Carnes.

14. Love Is the Answer (2009)


'Love Is the Answer' foi o nono álbum número um de Barbra Streisand nos Estados Unidos e seu trigésimo segundo álbum de estúdio no geral. Também foi um hit número um no Reino Unido e alcançou o número dois nas paradas canadenses. Há 13 faixas no álbum e 12 faixas adicionais na edição deluxe. O álbum foi certificado como Ouro nos Estados Unidos.

13. Higher Ground (1997)


'Higher Ground' foi o vigésimo sétimo álbum de estúdio de Barbra Streisand e seu oitavo a chegar ao topo da Billboard 200. Desde seu lançamento, o álbum vendeu mais de cinco milhões de cópias em todo o mundo. O single principal do álbum foi 'Tell Him', um dueto com a cantora canadense Celine Dion. Tanto 'Tell Him' quanto 'If I Could', outra faixa do álbum, foram gravadas anteriormente por cantores de jazz, com Nancy Wilson gravando a primeira e Regina Belle a última. Outra faixa deste álbum é um cover de 'Everything Must Change' de Bernard Ighner.

12. Partners (2014)

'Partners' foi o trigésimo quarto álbum de estúdio de Streisand, e liderou as paradas na Austrália, Canadá e Estados Unidos. O nome do álbum reflete o fato de que todas as faixas são duetos com cantores homens. Alguns dos artistas que aparecem neste álbum com Streisand incluem Andrea Bocelli, John Legend , Michael Bublé, John Mayer, Stevie Wonder, Lionel Ritchie e Billy Joel. Há também uma faixa com Elvis Presley cantando com Barbra Streisand que foi tirada de uma gravação anterior.

11. Encore: Movie Partners Sing Broadway (2016)

Best Ever Albums lista o álbum de 2016 'Encore: Movie Partners Sing Broadway' como um dos melhores de Barbra Streisand. Com o lançamento deste álbum, Streisand provou que ela poderia resistir ao teste do tempo, pois ela ainda atraía ouvintes mais de 50 anos após o lançamento de seu álbum de estreia. O álbum liderou as paradas de álbuns no Reino Unido, Estados Unidos e Austrália.

10. Back to Broadway (1993)


A faixa de abertura de 'Back to Broadway' é 'Some Enchanted Evening', que é uma música do musical 'South Pacific'. Streisand estava inicialmente relutante em gravar a música, mas acabou ficando feliz com ela depois que foi persuadida a fazer a gravação. Três das músicas do álbum, incluindo 'Everybody Says Don't' de 'Anyone Can Whistle', que foi escrita por Stephen Sondheim. 'Back to Broadway' chegou ao topo da Billboard 200.

9. Till I Loved You (1988)

Quando 'Till I Loved you' foi lançado em 1988, ele só alcançou a posição 10 na Billboard 200, o que significa que não foi inicialmente um dos álbuns de maior sucesso da cantora. No entanto, ele eventualmente vendeu mais de um milhão de cópias e foi certificado como Platina nos Estados Unidos. Foi o vigésimo quinto álbum de Barbra Streisand, e foi notável por sua estrutura temática, já que as onze faixas do álbum narram o início, o meio e o fim de um relacionamento.

8. The Second Barbra Streisand Album (1963)


Após o sucesso do primeiro álbum de Streisand, que a tornou uma sensação da noite para o dia, a cantora rapidamente gravou seu segundo álbum. Ele chegou ao número dois na Billboard 200 e vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo em três anos de seu lançamento. Streisand escolheu o nome do álbum porque ele dizia exatamente o que era, e ela não acreditava em dar a algo um título extravagante. Deste álbum, ela lançou os singles 'When the Sun Comes Out', 'My Coloring Book/ Lover, Come Back to Me' e 'My Coloring Book'.

7. My Name is Barbra (1964)


É um dos primeiros álbuns de Streisand, sendo seu segundo álbum de estúdio, e destacou a versatilidade de sua voz para cantar. O álbum foi um dos dois que se conectaram a um especial de televisão da CBS de mesmo nome. Ele alcançou o número dois nos Estados Unidos e vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. Streisand ganhou um Grammy de Melhor Performance Vocal Feminina.

6. Color Me Barbra (1966)


'Color Me Barbra' foi o sétimo álbum de estúdio de Streisand, e chegou ao número três nos Estados Unidos e número cinco na Austrália. As faixas deste álbum incluem covers de músicas e uma seleção de material de show. No Lado Um do álbum, há seis faixas, enquanto o Lado Dois tem quatro faixas. A primeira faixa do segundo lado é um medley que consiste em seções de 13 músicas. A maioria dos outros álbuns de Streisand apresenta a cantora na capa, mas a capa do álbum para 'Color Me Barbara' tem um desenho de giz de cera infantil de um rosto contra um fundo rosa chocante.

5. The Way We Were (1974)


O título deste álbum vem de uma das faixas do álbum, que também foi tema do filme de mesmo nome. Streisand também estrelou o filme 'The Way We Were' ao lado de Robert Redford. O álbum liderou as paradas de álbuns nos Estados Unidos e foi certificado como dupla platina. Foi o lançamento deste álbum que ajudou a transição de Streisand de uma cantora da Broadway para uma estrela pop. Após este álbum, Streisand continuou a gravar faixas contemporâneas.

4. People (1964)

'People' foi o quarto álbum de estúdio de Streisand e chegou ao topo da Billboard 200. A faixa-título é a última música do álbum, e há onze músicas igualmente boas que vêm antes. Foi selecionado para preservação no National Recording Registry pela Biblioteca do Congresso em 2017 por sua significância cultural, histórica e artística. Dois anos após o lançamento do álbum nos Estados Unidos, ele foi relançado no Reino Unido com uma arte diferente na capa do álbum.

3. The Barbra Streisand Album (1963)

Ele contém uma coleção de músicas que mostram a voz expressiva de Streisand no seu melhor. Uma das melhores músicas do álbum é "Sleeping Bee", que Streisand cantou pela primeira vez em um concurso de talentos do Brooklyn na adolescência. Foi o álbum de estreia de Streisand, e alguns diriam que continua sendo um dos seus melhores. Barbra Streisand ganhou dois prêmios Grammy por este álbum de Melhor Performance Vocal Feminina e Álbum do Ano.

2. Guilty (1980)

Barbra Streisand certa vez descreveu este álbum como a captura de um momento especial, mas agridoce, em sua vida. Foi seu vigésimo segundo álbum de estúdio e liderou as paradas de álbuns nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Noruega, Suécia e Suíça. O álbum vendeu mais de 12 milhões de cópias em todo o mundo. Barry Gibb, dos Bee Gees, produziu o álbum, cantou um dueto em duas das faixas e forneceu backing vocals para várias outras músicas. Além da faixa-título, os outros singles lançados deste álbum foram 'Woman in Love', 'What Kind of Fool' e 'Promises'.

1. The Broadway Album (1985)

De acordo com o Return of Rock , o melhor álbum de Barbra Streisand é 'The Broadway Album', que foi lançado em 1985. Com este álbum, ela fez um retorno ao início de sua carreira, já que as músicas da Broadway eram predominantemente o que ela gravou na década de 1960, antes de mudar para músicas pop durante a década de 1970. O álbum liderou as paradas nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. Foi o vigésimo quarto álbum de estúdio de Streisand.

Wendy Carlos “The Secret of Synthesis” (1987)

 Pela voz da própria Wendy Carlos, com exemplos que toca na hora, aos quais junta excertos do seu catálogo, “The Secret of Synthesis” é como uma aula ou palestra onde nos são apresentados fundamentos e caminhos do seu trabalho pioneiro. 

Em 1986, na reta final do acordo que desde 1968 a mantinha ligada à editora CBS, Wendy Carlos resolveu gravar e fixar num LP uma ideia de disco-companheiro para a obra que até então havia apresentado. Havia já no ar sugestões para que idealizasse um disco no qual pudesse recriar muitas das palestras que tinha vindo a apresentar na Europa e nos Estados Unidos, nas quais explicava não apenas a história por detrás da criação dos seus álbuns, mas também os detalhes sobre as características dos sintetizadores com os quais vinha a trabalhar desde “Switched on Bach” e detalhes específicos sobre os sons, a recriação digital de instrumentos, o processamento da voz e outras entre as muitas peças de todo um quadro tecnológico, musicológico e criativo que podiam explicar o seu próprio percurso na música.

Assim nasceu “The Secrets of Synthesis”, um disco que é em parte spoken word, já que escutamos a própria Wendy Carlos a caminhar entre uma apresentação geral do seu trabalho de pesquisa pela música e pelos sons, mergulhando depois em olhares de pormenor sobre timbres, vibrato, a voz humana, orquestração, analógico vs digital e várias opções performativas, do solista e pequenos ensambles à orquestra, sem esquecer naturalmente a ideia de “síntese digital” que caracterizara algumas das suas gravações mais recentes e histórias paralelas ou complementares, entre as quais passa o seu importante relacionamento profissional com Robert Moog.

O disco sugere uma ideia de aula ou palestra com o seu foco principal na explicação do que envolve a orquestração quando feita através de instrumentos eletrónicos, juntando à voz exemplos musicais sobre o que Wendy Carlos vai falando, socorrendo-se aí não apenas de sintetizadores nos quais reage diretamente às palavras que apresenta, mas também de excertos de gravações anteriores, revistando aqui todo o seu catálogo entre “Switched on Bach” e “Digital Moonscapes”. Com poucas entrevistas publicadas, Wendy Carlos dá-nos assim, aqui, algumas respostas sobre como lhe foi possível chegar aos sons com os quais foi criando a sua obra.

O disco tece uma prensagem original em vinil e uma edição inicial também em cassete e CD em 1987, conhecendo mais tarde, em 2003, uma reedição (em CD) pela East Side Digital.




Jean Michel Jarre “Musique pour Supermarché” (1983)

 “Musique pour Supermarché”, com música criada para exposições em supermercados, foi vendido num leilão realizado em Paris. O disco revelava pistas que Jean Michel Jarre exploraria em discos seguintes. 

Em janeiro de 1983, num tempo de pausa iniciado após a edição no ano anterior do álbum gravado ao vivo na China – que por sua vez fixava o ciclo definido por “Oxygéne” (1976), “Equinoxe” (1978) e “Les Chats Mangnétiques” (1981) – Jean Michel Jarre recebeu um desafio lançado por um amigo que estava a preparar uma série de exposições de obras de jovens artistas plásticos que, ao invés dos espaços habituais, ou seja, as galerias de arte, iriam decorrer em supermercados, havendo no final um leilão no qual todas as peças seriam vendidas. Jarre aceitou, lançando depois um desafio a si mesmo, que seria o de, tal como os artistas expostos, encarar a sua música como uma obra única, igualmente passível de ser leiloada. E assim nasceu o caminho que o levou a “Musique Pour Supermarché”, o sexto álbum de estúdio do músico francês do qual, de facto, só existe uma única cópia, leiloada, a 6 de junho de 1983.

A música que escutamos neste álbum representa, mais do que um objetivo alcançado, um processo de busca em tempo de transição. Depois do ciclo de três álbuns que lhe haviam dado exposição global entre 1976 e 81, Jean Michel Jarre havia equipado o seu estúdio em Croissy com novos instrumentos e tecnologias, estando então interessado em explorar o potencial da manipulação de gravações de material não musical (ecos da chamada música concreta, de certa maneira, portanto) e também as novas possibilidades do sampling, técnicas e ideias que levaria a uma forma mais bem definida no sucessor “Zoolook” (1984). De resto, ideias que ganhariam forma definitiva em “Wooloomoolo” e “Blah Blah Café”, desse álbum de 1984, estavam já aqui a surgir em primeiras versões, o mesmo acontecendo com um fragmento que depois surgiria, com outro desenvolvimento, em “Rendez Vous” (1986). Mas a esmagadora parte da música criada para este álbum de 1983 nasceu e ficou limitada ao alinhamento de um projeto que começou a ganhar forma com gravações de campo captadas em supermercados, usadas como bases “de contexto” para uma música essencialmente ambiental (embora não necessariamente desprovida de pulsação rítmica) que caracteriza um percurso mais exploratório do que o que havíamos escutado na trilogia de álbuns acima já referida. 

A música nova criada e gravada por Jean Michel Jarre, acompanhado em estúdio por Pierre Mourey, Frederick Rousseau e Michel Geiss, serviu as exposições que estiveram patentes em supermercados (em França) entre os dias 2 e 30 de junho de 1983 seguindo-se, a 6 de julho, na leiloeira Hôtel Drouot, a venda que acabou com o álbum arrematado por 69 mil francos (seriam perto de 70 mil euros nos dias de hoje, calculando a evolução da moeda e da inflação). Inicialmente mantendo-se como anónimo, o comprador  (de nome M Gerard) mais tarde fez saber que a música de Jarre se cruzou com um momento crítico da sua vida uma vez que havia sofrido um acidente de viação, passando por instantes de morte clínica, tendo “regressado” à vida num momento em que, por perto, alguém escutava “Souvenir de Chine”, de Jean Michel Jarre. Terminado o leilão os moldes usados para prensar o vinil foram destruídos em público. O álbum, um LP em vinil, tem uma capa em formato gatefold, apresentando no interior uma série de 11 polaroids que documentam a sua criação. Um espaço havia ficado em branco para que, ali, o comprador do disco pudesse depois juntar uma 12ª polaroid, sua, com o álbum nas mãos. 

Pouco depois do leilão, Jean Michel Jarre autorizou a Rádio Luxemburgo, que havia acompanhado em direto os acontecimentos de 6 de julho, a tocar, por uma única vez, todo o álbum, de fio a pavio, nascendo dessa emissão os “bootlegs” que entretanto foram surgindo. Anos depois, no momento em que preparava uma extensa antologia da sua obra, Jean Michel Jarre integrou “Musique pour Supermarché Part II” no alinhamento da compilação “Planet Jarre”. O alinhamento total do disco pode ainda hoje ser escutado em várias gravações captadas a partir da rádio, disponíveis na plataforma YouTube.



Elvis Presley “My Happiness” (2015)

 Tinha 18 anos e entrou nos estúdios de Sam Phillips para gravar um acetato onde registou duas canções, sem que na altura o momento tivesse consequências imediatas. Adquirida por Jack White, estas gravações foram finalmente editadas em 2015. 

Foi num sábado que tudo começou. Um muito jovem Elvis Aaron Presley, que já tinha por diversas vezes passado, ora a pé, ora de carro, pela Union Avenue, em Memphis, cidade para onde a família se havia mudado cinco anos antes, vindos de Tupelo, no Mississippi, onde ele mesmo tinha nascido, em 1935. Mas naquele dia entrou pelo número 706, por uma porta entre duas montras de vidro, ao lado de um pequeno restaurante no qual, muitas vezes, uma das mesas servia para reuniões quando o estúdio estava apinhado. Então conhecido como Memphis Recording Service (só mais adiante adotando o nome da etiqueta que o seu proprietário tinha ali fundado em 1952), o espaço tinha, além do estúdio propriamente dito, uma receção na qual, por detrás de uma secretária, estava uma mulher, Marion Keisker que, apesar de ter então uns 35 anos, era já uma figura com um longo historial na rádio local, onde se estreara ainda nos dias de escola, numa emissão para os mais pequenos. Marion era a secretária de Sam Phillips, o editor e proprietário, então com 31 anos, também com experiência na rádio sobretudo feita numa estação em Muscle Shoals, no Alabama, na qual o formato invulgarmente aberto permitia aos DJ a possibilidade de tocar quaisquer tipo de artistas, independentemente da cor da sua pele. Sam, natural do Alabama, tinha-se mudado para Memphis há já algum tempo e, em 1950, aberto o estúdio, o mesmo no qual Jackie Brenston e os seus Delta Cats gravaram, em 1951, o tema de Ike Turner “Rocket 88”, hoje considerado como o primeiro disco da história do rock’n’roll. Com trabalho feito ao serviço de outras editoras (como a mítica Chess) ou para o seu próprio selo (a não menos histórica Sun Records), Sam Phillips dividia o seu tempo entre gravações de artistas profissionais, abrindo também espaço a músicos amadores que, por 3,98 dólares, mais os respetivos impostos, podiam gravar uma sessão e de lá sair com um acetato podendo, por mais um dólar, juntar ainda uma cópia prensada. Elvis, que trabalhava cinco dias por semana (e estava portanto de folga nesse sábado) optou pela versão mais económica: um acetato. E da interação inicial com a rececionista ficou uma troca de palavras nas quais ele terá dado a entender que canta de tudo um pouco, embora à sua maneira… Com um leve ceticismo face ao que Elvis contava, ela escutou. E convidou-o a entrar no estúdio.

Acompanhado pela sua guitarra, Elvis começou por cantar “My Happiness”, uma canção dos anos 30 de Borney Bergantine, mas com uma letra de Betty Peterson Blasco datada de 1948 e que então havia gerado um momento de  sucesso para a dupla Jon & Sondra Steele e, desde então recriada em várias ocasiões, uma delas por Ella Fitzgerald. Logo depois, para completar as duas faces do acetato, Elvis cantou “That’s When Your Heartaches Begin”, um tema de 1937 de Fred Fischer, William Raskin e Billy Hill, gravado nesse mesmo ano pelo grupo Shep Fields Rippling Rhythm e reinventada quatro anos depois pelos Ink Spots. O próprio Elvis regressaria a esta mesma canção pouco tempo depois, regravando-a a 4 de dezembro de 1956 na sessão inesperada de um grupo pontualmente reunido neste mesmo estúdio, que juntava a Elvis nada mais nada menos do que Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins e que ficou conhecido como o Million Dollar Quartet. Em janeiro de 1957 Elvis voltou a esta canção, regravando-a uma vez mais, daqui resultando o lado B do single “All Shook Up”. Os Beatles também têm esta canção inscrita na sua história, já que a interpretaram em várias ocasiões em concertos entre 1959 e 1961 tanto em Liverpool como em Hamburgo e não só.

Ao terminar a sessão, como conta Peter Guralnik no seu livro “Last Train To Memphis – The Rise of Elvis Presley”, o jovem cantor terá olhado para o homem por detrás do vidro, aguardando uma reação ao que ali tinha acontecido. Ao que parece um aceno sem palavras terá acontecido, tendo Sam Phillips depois, em conversa com a rececionista, pedido para que esta anotasse o contacto de Elvis, acrescentando não só que era nome a reter, mas também que era “bom baladeiro”. Elvis contou, mais tarde, que vira essa sessão como o meio de gravar um presente para a sua mãe. Noutras ocasiões terá dito que queria sobretudo saber como soava a sua voz. Peter Guralnik nota que, pelo facto de ter optado por um estúdio profissional (havendo alternativas para amadores na cidade), se calhar o objetivo maior de Elvis era o de ser descoberto. Mas durante meses nada acontece. Regressa ao mesmo estúdio algum tempo depois, já em janeiro de 1954, para gravar um segundo acetato no qual regista “I’ll Never Stand In Your Way” e “It Wouldn’t Be The Same Without You”, igualmente sem consequências imediatas. Logo depois é chumbado na audição para uma banda que procurava um vocalista, assegurando então o ganha pão como motorista. O vento da “sorte” muda quando, meses depois, Sam Phillips adquire uma canção (“Without You”, de Jimmy Sweeney) e lembra-se da voz do jovem Elvis para a cantar. Chama o guitarrista Winfield Scott Moore e o contrabaixista Bill Black e pede-lhes que façam juntos um ensaio noturno em casa. Os dois não ficam impressionados, apesar de, naquele momento, Elvis se apresentar de camisa preta e calças cor de rosa… Mas na manhã seguinte no estúdio, depois de tentaram tanto essa canção como uma versão de “I Love You Because” de Leon Payne, é o próprio Sam Phillips quem propõe que experimentem algo mais ritmado, sugerindo um blues de 1946 de Arthur Crudup. O entusiasmo tanto do cantor como dos músicos, faz nascer ali um momento de descoberta. Era aquele o caminho. Não apenas para Elvis, mas também para uma visão há muito imaginada por Sam Phillips, que procurava um cantor branco que pudesse fazer uma ponte com uma música que então era sobretudo criada e partilhada entre afro-americanos. “Thart’s Allright” foi assim o single de estreia de Elvis, editado em julho de 1954 pela Sun Records. Até agosto de 1955 gravaria mais quatro singles para a mesma editora. Em janeiro de 1956 dava o salto para a RCA Records, ao som de “Heartbreak Hotel”. O resto é a história que se conhece…

Em janeiro de 2015 Jack White adquiriu o acetato original de 1953 por 300 mil dólares num leilão e, nesse mesmo ano, lançou uma edição facsimilada, limitada, por ocasião do Record Store Day (dez polegadas a 78 rotações). Entretanto a sua Third Man Records lançou também uma versão em formato de single, usando a etiqueta da Sun Records. Um dez polegadas a 45 rotações, mas com capa (mostrando uma imagem de Elvis com a sua namorada de então, Dixie Locke), surgiu em 2020, editado pela Memphis Mansion, na Dinamarca, um museu dedicado a Elvis que replica a sua mansão de Graceland. 


Peter Gabriel “Passion” (1989)

 Editado em 1989, o álbum “Passion” inclui música criada na sequência do desafio de Martin Scorsese a Peter Gabriel para que reste assinasse a banda sonora de “A Última Tentação de Cristo”. O disco assinalou a estreia da editora Real World. 

Assinado por Martin Scorsese, com um elenco no qual encontramos figuras como as de Willem Dafoe, David Bowie ou Harvey Keitel, o filme “A Última Tentação de Cristo” (estreado em 1988) é um dos mais interessantes dos olhares que o cinema lançou sobre figuras e narrativas “bíblicas” após aquele período em que grandes épicos tomaram aqueles tempos, figuras e histórias como tutano narrativo para  produções monumentais. Entre os créditos do filme há desde logo uma chamada de atenção, sublinhando que a narrativa que ali se apresenta não é baseada nos Evangelhos. É-o, na verdade, centrada em “Last Temptation”, o romance de Nikos Kazantzakis que toma a figura de Cristo como um homem que, como todos nós, tem medos, dúvidas, desejos. Daí e do confronto com as “tentações” que enfrenta acaba por emergir como uma figura que vence as provações e aceita o seu destino. A banda sonora, composta por Peter Gabriel,  editada por alturas da estreia sob o título “Passion”, é ainda outro dos argumentos maiores daquele que é um dos títulos mais importantes da filmografia do realizador norte-americano.

Editado na sequência de “So”, o álbum de 1986 que corresponde ao mais evidente mergulho de Peter Gabriel pelas formas da pop mainstream, “Passion” é um disco que traduz um ponto de viragem na carreira do músico e representa um episódio de importância maior na história da música criada para o cinema. Ciente de que se retratava, mais que apenas um tempo, uma geografia concreta, Peter Gabriel centrou a etapa de pesquisa de ideias para a escrita da banda sonora num trabalho intenso de procura de músicas da região que acolheu a vida de Cristo. Na verdade a etapa de recolha transcendeu até as fronteiras dessa geografia, tendo Peter Gabriel encontrado estímulos em músicas provenientes um pouco mais além, no Paquistão, Turquia, Índia, Costa do Marfim, Egito, Senegal ou Marrocos, entre outros mais lugares. 

O trabalho tinha começado ainda em 1983, com o desafio lançado então pelo realizador ao músico. Nas notas de uma reedição de “Passion”, Peter Gabriel recordou que começou por querer saber como iria Scorsese filmar aquele “romance controverso” (expressão que ele mesmo usa). E explica que a intenção do realizador era a de “apresentar a luta entre a humanidade e a divindade de Cristo de uma forma poderosa e original”. Então aceitou o desafio ao entender o empenhamento de Scorsese “no conteúdo espiritual e na mensagem”. Assimiladas e depuradas, as músicas daquela região traduzem de facto as intenções do realizador. Juntando contribuições de músicos como Baaba Maal, Youssou N’Dour, Nusrat Fateh Ali Khan, Jon Hassell ou dos Musiciens du Nil, “Passion” revelar-se-ia contudo mais do que uma mera banda sonora. A versão que escutamos em disco junta a música que ouvimos no filme a ideias que surgiram numa etapa complementar de trabalho, garantindo ao todo das composições um sentido de coesão que confere a todo o alinhamento uma unidade maior do que o que poderia nascer de uma recolha e ordenação do material musical usado no filme.

A importância histórica desta banda sonora não decorre apenas deste labor adicional, que garantiu a “Passion” uma identidade de álbum, mas também do facto de todo este processo ter aberto as bases para uma ligação mais profunda de Peter Gabriel aos universos da world music, nele fazendo nascer então um dos maiores editores e divulgadores de sons de outras latitudes. “Passion”, de resto, assinalou a estreia da editora Real World – do próprio Peter Gabriel – que se revelaria uma das forças maiores da edição na área da world music daí em diante. O álbum surgiu acompanhado por um disco “complementar”, “Passion Sources”, com algumas das gravações reunidas na etapa de pesquisa.

David Bowie “The Buddha of Suburbia” (1993)

 Após a experiência com os Tin Machine (banda com vida discográfica entre 1989 e 1992 e da qual resultaram dois álbuns de originais, um disco ao vivo e um quadro de adesão que em nada traduziu a popularidade global vincada ao longo dos anos 80), David Bowie concentrou os esforços em dois projetos, novamente a solo, que editaria em 1993. Um foi deles ganhou forma no álbum “Black Tie White Noise”, o real sucessor de “Never Let Me Down” (1987) e que, de certa forma, conclui o tríptico focado em heranças R&B encetado em 1975 em “Young Americans” e continuado no célebre “Let’s Dance”, de 1983. O outro álbum por si editado em 1993 juntava a música composta para a banda sonora da adaptação ao pequeno ecrã do romance “The Buddha of Suburbia”, de Hanif Kureishi. 

Esta aventura para televisão começou a ganhar forma depois do escritor Hanif Kureishi ter entrevistado David Bowie para uma revista americana, precisamente durante a janela de promoção de “Black The White Noise”. Terminada a conversa, pediu a Bowie a autorização para usar algumas canções suas na banda sonora de uma adaptação televisiva do seu livro “The Buddha of Suburbia” que a BBC estava então a produzir. E, como quem não quer a coisa, acrescentou que, se quisesse, Bowie até podia juntar ali alguma coisa nova. Ao que Bowie terá respondido algo como “estava a ver que não perguntava!”. 

Bowie regressou então a estúdio com Mike Garson e mais alguns músicos para assim responder ao desafio lançado por Hanif Kureishi. Das ideias originais nasceu contudo uma cascata de revisões e reflexões, tendo o disco que depois surgiu com o título “The Buddha of Suburbia” mantido poucos elementos da música que de facto surgiu na série, revelando antes um laboratório vivo de ideias nas quais identificamos sinais de busca por novos rumos que, em breve, ganhariam forma em títulos como “1.Outside” (1995) e “Earthling” (1997). O álbum traduz um trabalho de exploração interessado em novas possibilidades das electrónicas, num mapa onde o piano e o saxofone marcam igualmente presenças notáveis. Fruto talvez do facto de se apresentar como banda sonora e ainda sob as sombras de uma edição recente maior (a de “Black Tie White Noise”) e ofuscado por um “best of” lançado pouco depois, o álbum teve vida discreta e dele apenas o tema-título conheceu a devida mediatização, havendo contudo outros instantes vocais a reter, entre os quais vale a pena notar uma primeira versão de “Strangers When We Meet”, que surgira, em nova visão (e até com direito a vida no formato de single) no álbum seguinte. De certa maneira, mesmo notado na imprensa musical e entre admiradores, “The Buddha of Suburbia” passou a leste das atenções. Mas é um dos mais interessantes espaços de afirmação da vastidão de horizontes que cabem na música de David Bowie e um claro prenúncio do que estava para chegar e representa, por isso, uma peça com peso significativo no processo de renovação que “salvou” Bowie dos solavancos vividos entre finais dos oitentas e a alvorada dos noventas.

“The Buddha of Suburbia” conheceu uma primeira edição, em 1993, com capa alusiva à série de televisão com o mesmo título mas, depois de 2007, todas as reedições passaram a mostrar uma fotografia do músico, a mesma usada logo numa primeira reedição para o mercado norte-americano em 1995.



Leonard Bernstein “On The Waterfront” (2014)

 O tempo tem vindo a dar razão aos que cedo reconheceram em Leonard Bernstein não apenas uma das mais vivas vozes de uma identidade musical americana mas também um dos grandes compositores do século XX. Herdeiro de, por um lado, toda uma herança maior da música ocidental (admirador de Mahler, de quem foi importante divulgador num tempo em que a sua música não morava ainda entre o repertório sinfónico global como hoje conhecemos) e, por outro, atento observador da América do seu tempo, fez da sua música uma expressão do seu aqui e do seu agora, cruzando linguagens várias, muitas então vistas como realidades exteriores aos “cânones”, encontrando no jazz, na música popular e até mesmo nos palcos da Broadway as referências que lhe deram, devidamente assimiladas, importantes marcas de identidade. Figura de importante perfil político, fez da sua música, sobretudo a que expressava uma carga narrativa, espaço para aprofundar mais ainda toda uma série de visões sobre a cultura e sociedade americanas do século XX. Temeu ver o seu nome na “lista negra” dos apontados a dedo na América dos tempos de McCarthy. Antes, nos anos 40, integrou associações e grupos de esquerda. Mais adiante lutou pela candidatura (derrotada) de Eugene McCarthy nas primárias do Partido Democrata em 1968 e chegou a assustar a administração Nixon quando correram rumores sobre o que poderia representar a “Missa” que estava a compor para a inauguração do Kennedy Center, em 1970. 

Todos estes caminhos conduziram-no, sem surpresa, para a banda sonora de um dos filmes norte-americanos social e culturalmente mais marcantes da década de 50. Com realização de Elia Kazan, assegurando a estreia de Eva Marie Saint e tendo dado a Marlon Brando um dos maiores papéis da sua carreira, todos eles de resto brindados com três dos oito óscares que o filme conquistaria entre as 12 nomeações atribuídas, “Há Lodo No Cais” (no original “On The Waterfront”) transporta-nos para o espaço de trabalho precário de estivadores num cais nova-iorquino daquele tempo e foca atenções sobretudo da trama e personagens. A música de Bernstein, aparentemente discreta (quando comparada com as outras duas experiências do maestro e compositor no cinema, nomeadamente as adaptações ao grande ecrã dos musicais “On The Town” e “West Side Story”), serve magnificamente, na sua face mais lírica, tanto os instantes de mergulho introspectivo e sequências românticas, como é capaz, depois, de acentuar episódios de tensão. Curiosamente, e apesar do impacte do filme e do facto de Bernstein (nomeado por este trabalho, mas não brindado com um Óscar) ser já um nome reconhecido em várias frentes (inclusivamente nas suas outras experiências para cinema), a música de “Há Lodo No Cais” não conheceu na altura senão expressão em discos de 78 rotações, gravados por várias orquestras, que destacavam apenas a música que se escutava no genérico, surgindo depois, em 1961, uma suite sinfónica que juntava vários segmentos da banda sonora num LP de Bernstein com a New York Philarmonic.

Durante anos a banda sonora de “Há Lodo No Cais” não existiu enquanto disco. De resto, nunca fora gravada em estúdio com o intuito de criar uma edição discográfica, tendo apenas sido registadas gravações, depois guardadas em acetatos, usados durante a própria rodagem do filme como elemento auxiliar do realizador, atores e demais equipa. Estas gravações de trabalho foram dirigidas por Morris Stoloff, com a Columbia Pictures Orchestra, tendo nascido em sessões conduzidas nos estúdios da própria Columbia Pictures habitualmente usados para este tipo de trabalhos de rotina na produção dos seus filmes. E foi precisamente a partir destes acetatos que, por ocasião de um restauro que conduziu a uma edição em Blu-Ray em 2014, que pela primeira vez surgiu em disco a totalidade da partitura criada por Leonard Bernstein para este filme, num lançamento que, todavia, se tornou entretanto uma peça de coleccionismo, uma vez que não conheceu (até ver) senão a edição original num CD que, à partitura oficial, junta ainda, entre os extras, um take rejeitado do tema usado no genérico, e uma peça de Bach com um arranjo do próprio maestro. O CD, lançado em 2014 nos EUA pela Intrada, teve depois lançamento europeu, em 2017, no catálogo da Soundtrack Factory.




ROCK ART

 


Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...