sábado, 28 de junho de 2025

BIOGRAFIA DOS Gamma Ray

 

Gamma Ray

Gamma Ray é uma banda de heavy metal alemã fundada por Kai Hansen no final dos anos 1980. Após sua saída da banda Helloween, Kai formou o Gamma Ray junto com Ralf Scheepers (da banda Tyran' Pace), um grande fã de Judas Priest. O começo do Gamma Ray pode ser considerado, em parte, a continuação do clássico Helloween (lembrando que foi Hansen que fundou esta banda também), vagarosa e firmemente progredindo em termos de banda e de som, álbum a álbum, até finalmente se destacarem no mundo do power/speed metal.

História

Origem (1988-1989)

Em 1988, após quatro anos com sua antiga banda, o Helloween, o guitarrista e compositor Kai Hansen decidiu sair devido à (como oficialmente anunciado) frenética atividade em termos de shows. Eventualmente, Hansen decidiu começar um novo projeto, com seu antigo amigo, Ralf Scheepers (vocalista), Uwe Wessel (baixista) e Mathias Burchard (baterista). No começo do projeto Kai não pretendia formar uma nova banda, mas as gravações dos músicos no estúdio se saíram tão bem que nasceu o Gamma Ray.

O primeiro trabalho (1990)

Gamma Ray, ao vivo em Lichtenfels, Majestic Tour, 14.10.2005

Em Janeiro de 1990 aquela formação lançou o álbum Heading for Tomorrow.

Logo após as gravações o baterista Mathias Burchardt decidiu abandonar a banda para se dedicar integralmente a seus estudos. Finalmente, um novo baterista de nome Uli Küsch (ex-Holy Moses, ex-Helloween, ex-Masterplan e atualmente[quando?] no Mekong Delta) entrou no seu lugar. Com Uli, a formação do Gamma Ray para a estreia mundial ao vivo estava completa: Ralf Scheeper (vocais], Dirk Schlächter (guitarra), Uwe Wessel (baixo) e Kai (guitarra e vocais). Junto com a turnê mundial um novo EP chamado Heaven Can Wait foi lançado em Setembro de 1990, incluindo - além da versão regravada da música título - uma faixa totalmente inédita chamada "Who Do You Think You Are?" e três músicas que não foram incluídas no álbum Heading For Tomorrow.Como documentário, um vhs ao vivo chamado Heading For The East foi filmado no show em Tóquio.

A ascensão (1991-1994)

Kai Hansen, líder da banda.

Em Fevereiro de 1991 a banda se reúne para as gravações do segundo álbum em uma pequena e isolada casa na Dinamarca. Com algumas canções inéditas a banda entra em um estúdio sobre o controle do produtor Tommy Newton e prepara o álbum chamado Sigh No More que foi lançado em Setembro de 1991. Uma turnê mundial de 50 dias ocorreu logo em seguida.

Após a turnê passar pelo Japão no começo de 1992, Uli e Uwe deixam o grupo por um desentendimento pessoal e são substituídos por Jan Rubach (baixo) e Thomas Nack (bateria), ambos de uma banda de Hamburg chamada Anesthesia. O Gamma Ray começou a construir seu próprio estúdio, o que tomou bastante tempo e resultou no atraso das gravações do próximo álbum, previstas para antes 1993. O disco chamado Insanity and Genius é finalmente lançado em Junho de 1993. Insanity & Genius foi presenteado aos fãs ao vivo nos festivais então chamados "Metal Melódico Contra-Ataca", tudo em todos os quatro shows com apresentações de HeliconConceptionRage e Gamma Ray. Um segundo vhs ao vivo intitulado Lust For Live foi filmado em Hamburgo e foi posteriormente lançado em CD com o título The Power of Metal em Dezembro.

Grandes mudanças (1994-1997)

Os planos para o lançamento do quarto álbum vieram logo em seguida, mas Kai e dDirk estavam irritados com o fato de Ralf morar muito longe de Hamburgo, o que resultava na reunião da banda para compor músicas apenas nos finais de semana, o que era um grande obstáculo no caminho da banda. Como Ralf se candidatou para ser vocalista do Judas Priest e suas chances eram bastante altas (ele ficou entre os três melhores candidatos), Hansen o perguntou se sua permanência na banda era a melhor opção. Os dois então decidiram que seria melhor se Scheepers deixasse a banda, e assim, sem ressentimentos entre os membros, Scheepers (atual Primal Fear) deixou o Gamma Ray. Hansen teve então que tomar a posição de vocalista e guitarrista.

Gamma Ray no Wacken Open Air

Em Maio de 1995, foi lançado o Land of the Free, que em 2017 e 2019, respectivamente, o portal Loudwire e a revista Metal Hammer elegeram como o 4º[1] e o 5º[2] melhor disco de power metal de todos os tempos. Neste disco, houve novamente a cooperação do vocalista Michael Kiske que vez os vocais durante toda a música chamada "Time to Break Free" e o refrão da faixa título do disco. Kai e Dirk se trancaram no estúdio para gravar o EP Silent Miracles, com quatro músicas. Como a mixagem do EP não pôde ser realizada antes da turnê do álbum, Silent Miracles foi lançado somente em fevereiro de 1996. Como mencionado, a banda fez uma longa série de shows pela Europa na turnê Men on a tour em Setembro, passando por bares. Os shows passaram para o CD em Maio de 1996 com o título Alive '95.

Em Setembro de 1996, a banda volta a tocar a Espanha com Stratovarius e Rage. Mas nos preparativos para esta turnê Jan e Thomas decidiram deixar a banda. Jan o fez porque Dirk o queria de volta no baixo (ele originalmente tocava baixo) de qualquer jeito. Assim também fez Thomas pois ele estava totalmente interessado em outro projeto musical que estava acontecendo há pouco tempo. Thomas tocou na turnê espanhola, enquanto Jan foi substituído pelo guitarrista Henjo Richter.

Dirk Schlächter em 2008

As composições para um novo álbum começaram no fim de 1996, mas somente com Dirk e Kai na banda. Foi só em Fevereiro de 1997 que encontraram os dois novos membros: Na pessoa de Daniel Zimmermann eles encontraram o novo baterista. Henjo Richter entrou como guitarrista.

Com a nova formação completa, a banda volta às gravações para o novo álbum em Março de 1997. O single "Valley of the Kings" foi lançado em Maio e o álbum Somewhere Out in Space foi lançado em Agosto. Após dois anos de shows (Junto com Hammerfall e Jag Panzer) veio o álbum Powerplant, que é uma continuidade do tema espacial de Somewhere Out in Space.

De Hamburgo para o mundo (1998-2010)

Chegou então a hora de fazer um Best of..., e Hansen decidiu que as coisas seriam diferentes; a banda voltaria para o estúdio e regravaria os velhos clássicos. Blast from the Past foi o nome dado a esse álbum.

Dan Zimmermann em 2005

A banda então prosseguiu com as gravações para o próximo álbum. Após uma pausa, a banda estava pronta para gravar e lançar o álbum No World Order. A turnê fez a banda visitar dezenas de países europeus e com direito a alguns shows no Japão. Depois de descansar da turnê, a banda seguiu com o Skeleton in the Closet Tour que fez a banda tocar músicas que eles nunca ou raramente tocavam ao vivo. Poucos shows foram feitos mas dois deles (Barcelona e Strasburg) foram gravados para o disco ao vivo Skeletons in the ClosetAxel Mackenrott (Masterplan) foi contratado para essa turnê como tecladista.

A última turnê contou com o Gamma Ray como banda de abertura para 10 shows do Iron Maiden pela Europa. A turnê foi nomeada That leg Rayzin' With the Beast pelos membros e expôs a banda ainda mais.

No começo de 2004 a banda começou a compor o material para o novo álbum e finalmente voltaram ao estúdio em Setembro para começar a gravação de 11 músicas. O trabalho para Majestic ficou finalmente completo em Maio de 2005 e foi lançado em 23 de Setembro desse ano. Nesse meio tempo a banda se apresentou em três festivais de verão (Bang Your HeadTuska e Monsters Of Rock). Uma turnê europeia segue junto com Nocturnal Rites e Powerwolf como bandas de apoio.

Kai Hansen em 2008

Em Outubro de 2007 a banda planejou mais um disco, uma continuação do Land of the Free de 1995, o disco Land of the Free II. Em Novembro o disco já estava nas lojas.

Durante a turnê deste álbum, pela primeira vez a banda na Europa sai em turnê mundial com o Helloween, antiga banda de Kai Hansen. Em 2010 é lançado o To the Metal!,[3] no qual a banda traz a balada "No Need to Cry", feita para o pai de Dirk Schlächter, que assume os vocais e violão em um trecho. Além disso, ocorre uma nova participação de Michael Kiske, na faixa "All You Need to Know".

Atividade recente (2011-presente)

Em 31 de maio de 2011, o Gamma Ray lançou um EP chamado Skeletons and Majesties.[4] Ele contém versões gravadas recentemente das músicas clássicas da banda,além de versões acústicas de outras canções mais antigas.

Em 1 de setembro de 2012, a banda anunciou Michael Ehre como seu novo baterista, substituindo Daniel Zimmermann após 15 anos de atividade na banda.[5]

Kai Hansen revelou em uma entrevista ao Metal Blast em abril de 2013 que o seu próximo disco até então, Empire of the Undead, a ser lançado em 2014, teria um som "mais thrash". Na mesma entrevista Dirk Schlächter anunciou que o grupo iria iniciar uma digressão após a publicação do álbum, em março ou abril de 2014.[6]

Apesar do Hammer Studio do Gamma Ray ter tido completamente destruído por um incêndio, o último disco, Empire of the Undead, foi lançado em março de 2014, contando com a segunda Hellish Tour, novamente ao lado da banda Helloween.

Integrantes

Linha do tempo

Discografia

Videografia

VHS/DVD

  • Heading For the East (1990)
  • Lust For Live (1993)
  • Hell Yeah!! The Awesome Foursome (2008)
  • Skeletons & Majesties Live (2012)

Vídeos musicais

  • "Space Eater" (1990)
  • "One With the World" (1991)
  • "Gamma Ray" (1993)
  • "Rebellion in Dreamland" (1995)
  • "Send Me a Sign" (1999)
  • "Eagle" (2001)
  • "Into the Storm" (2007)
  • "To the Metal" (2010)
  • "Rise" (2010)
  • "Empathy" (2010)
  • "Master of Confusion" (2013)




PASS
LEGACYOFPOWERMETAL


Yang - Designed For Disaster (2022)

 

Já apresentamos esses franceses com seu mais recente trabalho intitulado "Rejoice!", um álbum incrível onde eles mostram seu estilo particular, uma mistura de King Crimson com vários elementos. Hoje, vamos com um trabalho anterior, e a julgar pelo título do álbum, este trabalho parece ser dedicado ao mafioso insano Milei. Mas, além dos desastres, musicalmente é mais um dos luxos que apresentamos  para que você tenha tempo de ouvi-lo direito, ou se você já tem muita música boa guardada para descobrir, pelo menos coloque-a na sua lista de tarefas, algo que eu sempre faço e é por isso que me permito apresentar a vocês tantas coisas maravilhosas e desconhecidas que circulam pelo mundo da música mais fabulosa do universo. Ah! Esses franceses são altamente recomendados, e eu os recomendo ainda mais...

Artista:  Yang 
Álbum:  Designed For Disaster
Ano:  2022
Gênero:  Avant prog
Duração:  61:57
Referência:  Discogs
Nacionalidade:  França


Para encurtar a história, deixaremos o papel principal para o nosso eterno comentarista involuntário, que nos conta o seguinte sobre esse trabalho que agora trazemos para o blog.

Um novo design de ótima música progressiva
Hoje temos o prazer de apresentar “Designed For Disaster”, o novo álbum do conjunto francês YANG, lançado na segunda quinzena de fevereiro pela Cuneiform Records. A banda, composta por Frédéric L'Epée (guitarra e sintetizador), Laurent James (guitarra), Nico Gomez (baixo) e Volodia Brice (bateria), fez algo inédito: incorporou algumas peças vocais. É por isso que Ayşe Cansu Tanrikulu aparece em algumas faixas deste novo álbum, enquanto L'Epée, James e Gomez ocasionalmente contribuem com backing vocals. O material de “Designed For Disaster” foi gravado em vários locais de Berlim, Anthéor, La Turbie e La Ciotat. Especificamente, as faixas de bateria foram gravadas no Estúdio Le Cri de la Tarente, em La Ciotat. A arte da capa foi feita por Jean-Christian Philippart, que incorporou personagens de “L'alphabet Imaginaire”, de Bruno Mendonça. Como de costume, todas as composições são de L'Épée; ele também dividiu a produção e a mixagem deste álbum com o maestro alemão Markus Reuter. Agora, vamos aos detalhes de "Designed For Disaster".
O álbum começa com "Descendance", uma faixa com um tom claramente cerimonial e certos tons cerimoniais, especialmente no que diz respeito ao groove marcado pela bateria. As guitarras, por sua vez, oferecem uma evocação moderadamente saltitante, de modo que toda a peça soa como Crimsonism dos anos 80 com nuances adicionais de ART BEARS. Um começo muito bom, cujas vibrações e padrões expressivos encontram um eco apropriado no dueto subsequente de "Collision Course" e "Disentropy". A primeira dessas faixas, que estabelece o primeiro zênite do álbum, exibe uma vivacidade vívida e retumbante, alimentada por tons futuristas fornecidos pela sequência de sintetizadores que dá origem à peça. O conjunto entrelaça passagens vigorosas e outras mais contidas com fluidez impecável, fazendo com que este cruzamento entre jazz-prog, math-rock, tensão ao estilo RIO e maneirismos do metal experimental brilhe com um brilho imponente. O solo de guitarra que conduz ao clímax final é simplesmente brilhante. A segunda das faixas mencionadas não fica exatamente atrás. "Disentropy" mergulha em atmosferas misteriosas carregadas de uma forte espiritualidade obscurantista que coloca o bloco instrumental em diálogo permanente com a tradição do rock de câmara francófono (ART ZOYD, PRESENT, UNIVERS ZERO) na hora de projetar a engenharia implacavelmente densa a partir da qual o motivo central é articulado. A ideia de inserir passagens mais serenas no meio é muito eficaz para destacar a melancolia predominante. A miniatura "Interlude – Golem" apresenta um exercício de choques esparsos de rock seguidos por uma atmosfera serena que quase flerta com o padrão pós-rock. A partir daí, a música "Words" emerge para estabelecer uma nova instância de inquietação obscurantista, desta vez com maior explicitude. Os ornamentos corais que acompanham as acentuações lentas da dupla rítmica sustentam grande parte da atmosfera geral, que é bastante ameaçadora em si mesma, algo que lembra uma procissão em um canto remoto do Limbo. Enquanto isso, o fraseado contido da guitarra solo busca adicionar uma aura palaciana à peça. Os interlúdios flutuantes são úteis para capturar um aspecto mais sutil da inquietação essencial da peça. Outro destaque do repertório.
'Flower You' é algo muito diferente do que ouvimos antes: é uma canção plácida e, em sua maior parte, transmite uma espiritualidade suave e reflexiva, mesmo nos momentos em que a musculatura sonora aumenta um pouco. 'Unisson' tem um prólogo marcado por uma graça serena, que antecipa a expansão das vibrações melancólicas com as quais o belo emaranhado de escalas evocativas das guitarras duplas cria o núcleo central da peça. Aqui, um swing jazz-rock muito etéreo opera na sustentação da delicada densidade que envolve todas as moléculas sonoras que emergem até o golpe final. A miniatura 'Miniature – Echo' estabelece uma espécie de continuação da atmosfera contemplativa e cativante que preencheu a faixa anterior, e essa mesma canção serve para pavimentar o caminho para o surgimento de 'Migrations', uma peça que dura quase 10,5 minutos e é a mais longa do álbum. O grupo sabe aproveitar ao máximo o tempo disponível para a ocasião, e o faz estabelecendo uma magnificência sofisticada, sem ostentação. Os desenvolvimentos temáticos que capturam a interação de motivos (alguns tendendo à flutuação, outros a uma graça contida e extravagante) são preservados encapsulados em uma estratégia progressiva inteligente que prioriza as múltiplas expansões harmônicas que se amalgamam sob a potência das inflexões compartilhadas entre as duas guitarras e o baixo. Há alguns momentos em que a tensão aumenta, idealmente abrindo espaço para alguns solos de guitarra (bem ao estilo Fripp & Frith). Basicamente, o que esta maratona faz é remodelar a aura das duas peças que a precederam, dando-lhe um toque mais ostentoso e neurótico. "La Voie Du Mensonge" é uma faixa instrumental que, em sua maior parte, captura a tensão reprimida que emergiu em vários pontos da peça anterior e lhe confere uma graça refrescante sobre uma batida de andamento médio em compasso 1 1/8. Fazendo a ponte entre o RIO e o pós-rock de uma forma inédita, esta faixa cria uma síntese da tensão reprimida mencionada anteriormente e do groove principal da faixa de abertura do álbum. Alguns riffs afiados adicionam nuances poderosas.
Os últimos 8,5 minutos do álbum são ocupados pela dupla "Interlude – Décombes" e "Despite Origins (En Dépit Des Origines)". O primeiro item é um interlúdio abstrato, colateralmente relacionado ao obscurantismo que caracterizou as faixas 3 e 5. Quanto a "Despite Origins", ela exibe uma força contundente muito semelhante à demonstrada na apaixonada segunda faixa do álbum; semelhante, mas não a mesma, pois aqui o lado rock é um pouco mais contido. É como se a banda exigisse que o ouvinte concentrasse sua atenção na estrutura da música e na maneira como ela organiza as variantes de vigor expressivo que ocorrem. O canto que se desdobra ao longo das cadências intervenientes ressoa como um hino surrealista. Em suma, "Designed For Disaster" revela-se uma grande obra musical, projetada para brilhar intensamente na cena global do rock progressivo atual. A equipe YANG se saiu bem desse esforço para reinventar sua visão musical, mantendo sua consistência inicial para a glória da cena progressiva em 2022.

César Inca


E como eu estava realmente ansioso para escrever, não vamos contradizê-lo em uma única linha, mas é melhor ouvi-lo porque é mais interessante do que ler tudo isso...



E ultimamente, temos trazido muita coisa da França, além do Brasil e da Espanha. Já falamos sobre esses franceses, o guitarrista e líder deles, que luta há décadas com seu estilo único e cheio de frescuras. Estou falando de Frédéric L'Epée, que se junta a outros três músicos incríveis para formar uma banda incrível.

Bom, sobre o álbum, muita coisa já foi dita no comentário anterior, então não vou acrescentar nada, apenas recomendo que você não perca.


Você pode ouvir no Bandcamp:
https://cuneiformrecords.bandcamp.com/album/designed-for-disaster



Lista de tópicos:
1. Descendance. 5:27
2. Collision Course. 7:24
3. Disentropy. 6:06
4. Interlude - Golem. 1:37
5. Words. 4:29
6. Flower You. 4:47
7. Unisson. 5:18
8. Interlude - Echo. 1:31
9. Migrations. 10:39
10. La Voie Du Mensonge. 6:19
11. Interlude - Décombres. 2:16
12. Despite Origins. 5:58

Formação:
- Frédéric L'Epée / guitarra, sintetizador, refrão
- Laurent James / guitarra, refrão
- Nico Gomez / baixo, refrão
- Volodia Brice / bateria
Com:
Ayşe Cansu Tanrikulu / vocal

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Apogee - The Blessing And The Curse (2021)

 

 Uma obra muito melódica e fácil de ouvir desde o primeiro toque, e embora não seja excessivamente complexa, é certamente agradável. Embora a música seja sempre interessante e haja muita coisa acontecendo aqui, grande parte dela é muito sutil e exige concentração. Pode-se dizer que é um álbum épico, não apenas pela duração das faixas (a mais curta das cinco dura doze minutos e meio), mas pela maneira como parece contar uma longa história em vez de seções desconexas. Temos cinco faixas longas, mas a música nunca fica pesada e há reviravoltas inesperadas o suficiente para manter o público progressivo bastante engajado. Um álbum verdadeiramente divertido que recomendo que você confira; depois disso, você saberá...

Artista:  Apogee 
Álbum:  The Blessing And The Curse
Ano:  2021
Gênero:  Crossover prog
Duração:  62:38
Referência:  Discogs
Nacionalidade:  Alemanha



Como mencionamos ontem, Apogee é um projeto solo de Arne Schäfer, da banda alemã de rock progressivo Versus X , em parceria com o baterista Eberhard Graef. Arne cuida dos vocais principais e de apoio, guitarras elétricas e acústicas, teclados, baixo e orquestrações, enquanto Eberhard cuida da bateria e percussão. Há um bom uso de violões, enquanto alguns sons clássicos de teclado também são utilizados, o que adiciona muita variedade ao som geral. Devemos dizer que a voz do alemão parece ter melhorado visivelmente e soa bem, com muita emoção e alguma amplitude.
 

E se analisarmos por música, poderíamos dizer o seguinte: O álbum abre com "Out Of Control", que inicialmente é estruturado em torno de um riff que se entrelaça sobre um tema e melodia geral, uma seção de cordas e guitarra que quase evoca o Pink Floyd
clássico "Hard To See2" é a segunda faixa deles. A seção de abertura me lembra estruturalmente alguns clássicos do Gentle Giant , mas com uma abordagem mais acessível. A seção orquestral do meio é absolutamente linda e leva a uma excelente seção de guitarra que quase soa como Mike Oldfield . "Congealing Ground" é uma boa faixa, com um ótimo trabalho de piano e guitarra enquanto passa por vários estados de espírito e andamentos, mas nada muito especial na minha opinião. "The Blessing And The Curse" apresenta alguns dos momentos mais pesados ​​do álbum e uma bateria de primeira linha. O órgão Hammond e a guitarra distorcida formam uma ótima faixa de apoio sobre a qual os solos de sintetizador e as ambiências tecem uma teia intrigante que abrange alguns dos melhores momentos do álbum. Esta é, na verdade, a melhor música do disco. Tudo termina com "The Inspiring Tune", que é a música mais longa do disco e apresenta algumas ótimas construções (incluindo algumas seções de órgão Hammond muito boas) e funciona como uma ótima conclusão para o álbum, unindo muitos dos temas e estilos musicais e líricos.



Aqui você pode ouvir um pouquinho de tudo isso... 


O que eu devo a eles é um lugar para ouvi-lo, porque, estranhamente, não consegui encontrar nenhum. Então, esse cara nunca experimentará o mel da glória e da fama, não importa o quão bom músico ele seja!

Isso foi sarcasmo. Só para esclarecer...

Mas o álbum é realmente bom e muito divertido. Para mim, trazê-lo aqui, o que aconteceu é que ele tomou o lugar de milhares de bons álbuns que poderiam estar no lugar dele. Ou talvez eu simplesmente tenha um gosto ruim (essa é uma opção bem possível). De qualquer forma, você sabe no que quer acreditar. 

Se você ouvir, aproveite! Eu gostei. Mas alguém, por favor, faça upload no Bandcamp!


Lista de faixas:
1. Out of Control (5:09)
2. Congealing Ground (13:39)
3. Hard to See (12:24)
4. The Blessing and the Curse (16:03)
5. The Inspiring Tune (15:23)

Formação:
- Arne Schäfer / vocal principal e backing vocal, guitarras elétrica e acústica, teclado, baixo, orquestrações
- Eberhard Graef / bateria e percussão

Iceberg - Arc-en-ciel (1979)

 

Continuamos com a discografia desta banda espanhola graças às inestimáveis ​​contribuições do LightbulbSun. Este é  o álbum mais recente da banda, que abraça um jazz rock com raízes e identidade mediterrâneas. Todo o LP exala um certo cansaço que parece prenunciar o fim de um projeto ambicioso que trouxe o Iceberg para o seio dos grupos musicais de vanguarda europeus. Isso cria um sólido álbum de fusão com o qual se despedem, oferecendo um estilo polido e melódico, com excelente trabalho de guitarra (especialmente) e bateria. E em seu espaço , o Sr. Wikipédia nos ilustra com o seguinte: "Em 1979, o grupo publicou seu último álbum, "Arc-en Ciel", e em 18 de agosto do mesmo ano se apresentaram diante do público pela última vez em Salamanca. A banda finalmente se dissolveu em 1980, após a saída de Jordi Colomer, a publicação, no ano anterior, do álbum solo de Max Sunyer e a entrada dos Kitflus na banda de apoio de Joan Manuel Serrat. Em 1982, Max Sunyer e os Kitflus fundariam o grupo Pegasus, herdeiro direto dos Iceberg." E com isso encerramos com os álbuns de estúdio deste excelente grupo espanhol, restando apenas um álbum ao vivo para apresentar...

 

Artista: Iceberg
Álbum:
 
Arc-en-ciel
Ano: 1979
Gênero: Progressive Jazz Rock
Duração: 40:04
Nacionalidade: Espanha

 

Este é o álbum mais recente da banda, que demonstra seu compromisso com o jazz rock com raízes e identidade mediterrâneas. Ele surge três anos antes da fundação do grupo Pegasus , onde Max Sunyer e Josep Mas (Kitflus) liberam suas ideias musicais dentro desse estilo.

Iceberg , sempre com uma música tão comedida, parece muito mais inclinado à improvisação aqui do que em outros álbuns. "El caminant nocturn" e "Cantics de la carn" são duas faixas de jazz intimamente relacionadas que abundam em fantasia de guitarra, reminiscentes de uma jam session. Ambas tendem a se tornar cansativas para ouvidos não muito acostumados às novas tendências do jazz. Digna de nota é a abertura de "Cantics de la carn", com um solo de bateria e percussão com duração de mais de dois minutos que atrai com sucesso o ouvinte para um lugar misterioso que os outros instrumentos exploram posteriormente.

O Iceberg,
 sempre disposto a expandir sua paleta sonora, mergulha no território do jazz latino com "Riu d'agost", com um solo de piano encantador. Com o toque andaluz de guitarra em "Embrujo", o Iceberg parece determinado a conquistar os fãs, evocando mais uma vez os dias de seu inesquecível "Sentiments" (CFE / Bocaccio, 1977). Algo semelhante acontece com "Crisalide", uma faixa carregada de sons elegantes e evocativos que desenvolvem um tema calmo, quase relaxante, belamente construído a partir de sequências sonoras sucessivas baseadas em diferentes pedais de efeitos aplicados com bom gosto à guitarra. 

Mas é melhor deixar vocês com o comentário do nosso eterno comentarista involuntário, que nos diz o seguinte:

Em seu quarto álbum de estúdio, encontramos o Iceberg exibindo um som um pouco mais sutil, menos frontalmente energético (embora sem perder a força expressiva e a classe tão essenciais ao som do Iceberg), desenvolvendo um repertório que coloca um pouco menos de ênfase na melodia: a ênfase agora está na improvisação, especialmente no que diz respeito a uma maior tendência à livre expressão do jazz fusion, baseada em ideias básicas. Depois que o álbum ao vivo "En Directe" documentou as vibrações especiais que emergem das interações expansivas entre os quatro músicos, imagino que o pessoal do Iceberg quisesse explorar uma linha de trabalho mais relaxante para esta ocasião (estou apenas especulando, é claro).
A faixa de abertura, "El Caminant Nocturn", evoca atmosferas flutuantes, com aqueles complementos fluidos entre o piano elétrico e a guitarra: como sempre, os solos de guitarra e sintetizador permitem que a música aumente seu nível de intensidade em certos momentos, enquanto a dupla Colomer-Sancho se conduz com total facilidade. Com uma apresentação percussiva de Colomer, "Cantics de la Carn" abre, uma faixa que carrega uma forte dose de jazz latino; embora, em comparação, seja uma peça mais enérgica que sua antecessora, ainda mantém um espírito que pende mais para o etéreo do que para o explosivo. Colomer não consegue deixar de assumir um papel decididamente protagonista, dadas as exigências particulares do ritmo sambista. A segunda metade do álbum começa com "Riu d'Agost", uma bela peça que permanece um pouco na veia exótica do jazz latino, embora adote um clima mais evocativo. "Embrujo" e "Crisalide", por sua vez, recapturam aquela cadência especial que permeou os álbuns anteriores do grupo, mantendo a consistência com seu repertório anterior.
Em suma, "Arc-en-ciel" incorpora mais um grande testemunho da criatividade e imensa habilidade técnica desta banda maravilhosa, embora o EMHO não corresponda ao brilhantismo de "Coses Nostres" (meu álbum favorito de toda a carreira). Este álbum também serviu como testamento final do Iceberg, concluindo assim um conjunto de trabalhos caracterizados por sua enorme pirotecnia e magia multicolorida.

César Mendoza 
 
E aqui está um botão por exemplo...


E estamos encerrando um post e uma história sobre uma grande banda.

Sempre que chega o verão, recorro a este álbum. É uma visita repleta de nostalgia, mas também de um grande prazer musical. "Arc-En-Ciel" é o meu álbum favorito do Iceberg. E isso já diz muito, eu sei. Foi o quinto e último deles, e eu o comprei durante o verão. Deixou-me marcado para o resto da vida. Naquele verão, não ouvi mais nada. Descobri que a mesada que meus pais me deixavam quando iam de férias podia ser reduzida a sanduíches. Mais dinheiro para álbuns. Um mundo inteiro se abriu para mim. 
"El Caminant Nocturn" (8:21) abriu com um Rhodes mágico de Josep "Kitflus" Más. Seguido pelo baixo expressivo do grande Primi Sancho (um dos melhores baixistas daqui, para mim). Mas eles eram o Iceberg. Na época, a melhor banda da cena rock espanhola. Joaquín "Max" Suñe, sempre frenético no braço da guitarra, nunca perdendo a oportunidade de dar um toque flamenco com seu impressionante fingerstyle. E a incomparável técnica de bateria de Jordi Colomer foi um caso à parte. Que quarteto fantástico. 
Este álbum foi gravado em outubro de 1978. Mas sempre me soou como verão. Como um cochilo preguiçoso ao meio-dia. Como nostalgia na solidão induzida. Como boas lembranças de verões passados...
Os diálogos entre guitarra e sintetizador são incríveis nesta faixa. Aliás, no estilo da banda. De outro mundo. Enquanto o ritmo te leva a outros planos astrais sem que você perceba. Não consigo imaginar um jazz rock mediterrâneo melhor do que o do Iceberg. Sério.
Colomer brilha conscienciosamente com seus ritmos tagarelas em "Cantics de la Carn" (11:18), beirando os sons brasileiros em alguns momentos. É música para cantarolar. E se você consegue cantar os solos, é porque são feitos com extremo cuidado. Música que cheira a litoral e a romance, fugaz mas intensa. Que sugere e brinda à vida a cada segundo. Música efusiva e cheia de personalidade. Incrivelmente bem executada. Perfeita.
"Riu d'agost" (7'41) continua aquele aroma de verão. Agora acústica e muito próxima de Chick Corea ou Al DI Meola. No mesmo nível.
"Embrujo" (8'14) poderia estar em "My Spanish Heart". Quatro músicos em sublime harmonia genética extrassensorial. Não encontrará nada melhor neste campo.
Finalmente, "Crisálide" (8'30) continua sua marcha triunfal em um álbum simplesmente imenso. Absolutamente perfeito. Um prodígio que daria o toque final a uma carreira histórica. 
Iceberg enfrentou o mundo.
 
 
 
 
Lista de tópicos:
1. El caminant nocturn (8:21)
2. Càntics de la carn (11:18)
3. Riu d'agost (7:41)
4. Embrujo (6:14)
5. Crisàlide (6:30)
Formação:
 

- Jordi Colomer / bateria, percussão
- Josep "Kitflus" Mas / pianos, sintetizadores
- Primitivo Sancho / baixo
- Joaquim "Max" Suñe / guitarras

Cyro Baptista - Bluefly (2016)

 

Continuamos com a saga da melhor música brasileira, e continuamos nesta seção com Baptista, um músico virtuoso e veterano com mil batalhas que tocou em grupos liderados por Herbie Hancock, Yo-Yo Ma, Laurie Anderson, Paul Simon e muitos outros. E Cyro Baptista continua nos trazendo vida, amor e loucura em cada projeto em que trabalha, viajando o mundo com sua música sonhadora e delirante. Aqui, ele embarca em uma jornada quase psicodélica ao lado de uma seleção de excelentes músicos, improvisando com influências latinas e da world music, com seus sons ecléticos e melodicamente agradáveis; um álbum lindo que você ouvirá com frequência, pois "BlueFly" é cativante, criativo e fora do comum, e talvez o melhor álbum de Cyro Baptista que você já ouviu, e porque é um trabalho altamente, altamente recomendado.

Artista: Cyro Baptista
Álbum: Bluefly
Ano: 2016
Gênero: Jazz fusion / Word Music / Música de Câmara / Vanguarda
Duração: 46:58
Nacionalidade: Brasil



O que começou como uma sessão de gravação improvisada entre o extraordinário percussionista Cyro Baptista, o violoncelista Vincent Segal, o baixista Ira Coleman e o percussionista Tim Keiper evoluiu para o expansivo BlueFly, um álbum com mais de vinte músicos convidados e uma gama diversificada de instrumentos. Essa sessão de gravação inicial, que ocorreu durante uma parada da turnê, tornou-se o cerne do álbum. A partir daí, Baptista enviou pedidos aos músicos para criar um disco a partir das peças iniciais.
Durante a turnê de divulgação do álbum "If On A Winter's Night", do Sting , o violoncelista Vincent Segal, o baixista Ira Coleman e eu nos deparamos com um raro dia livre em Nova York. Decidi aproveitar o tempo no estúdio de gravação e chamei o percussionista Tim Keiper para colaborar em algumas das minhas composições. Gravamos até o sol raiar na manhã seguinte, e o resto, como dizem, é história! Aquela noite de gravação formou a base para "BlueFly".
As músicas deste álbum atravessam o tempo e o espaço, à medida que expandimos um tesouro de ideias musicais vindas do nosso inconsciente coletivo. Ao longo dos anos seguintes, outros amigos contribuíram para a gravação, ajudando a dar corpo à música... nós aprimoramos e refinamos... cultivamos e colhemos... Agora é hora de "BlueFly" começar sua jornada de 16 mil quilômetros!

Cyro Baptista

adicionou, editou e compilou suas contribuições musicais. Esse processo, combinado com seu talento para incorporar música popular de todo o mundo e permitir que ela se desenvolvesse dentro de uma estrutura semelhante à do jazz, resultou neste fascinante e inclassificável lançamento de 2016. A percussão sempre será o recurso de Baptista para lançar as bases de um projeto, mas a criação das melodias em "BlueFly", e como elas fluem em diálogo com o ritmo, é o que leva a muitos dos momentos de beleza impressionantes. Um álbum verdadeiramente excelente que recomendo de todo o coração.

Mas é melhor eu ficar quieto um pouco e você poderá ouvir por si mesmo...




Gravado em uma única noite, mas produzido ao longo de três anos, o projeto mais recente de Cyro é uma viagem psicodélica e pop com Cyro e um enorme repertório de músicos renomados.
O álbum mais recente de Cyro Baptista é, claro, fortemente percussivo, como a maioria de suas gravações tende a ser. E, como em muitos de seus outros projetos, essa percussão é tanto o foco quanto a base a partir da qual ele lança outras formas de expressão e direções tangenciais. "BlueFly" começou com uma sessão de gravação improvisada com o violoncelista Vincent Segal, o baixista Ira Coleman, o percussionista Tim Keiper e a percussão de Baptista, e essas músicas se tornaram o coração do álbum. Com o tempo, Baptista buscou contribuições de uma ampla variedade de músicos convidados e adicionou seus sons à mistura.
E é essa combinação de uma ampla gama de instrumentação, músicos e estágios de trabalho de estúdio que resultou em uma música misteriosamente vaga em sua influência, leve, mas surpreendentemente envolvente em sua expressão. E, no entanto, mesmo com o espectro sonoro impressionante oferecido por Baptista e a tripulação a bordo deste navio fantasma, sua música é frequentemente cativante e assustadoramente fácil de ouvir e conectar.
Nada nesta música é simples, exceto a história que cada canção conta.

E não há necessidade de escrever mais nada, porque esta experiência deve ser vivida, não apenas ouvida, mas vivenciada. Então, experimente em um dia em que você possa relaxar e deixar a música te transportar para universos misteriosos cheios de doçura e sensações.

Aqui está mais uma atração imperdível do blog cabeçudo! Altamente recomendado!
 
Você pode ouvi-lo no espaço Bandcamp:
https://cyrobaptista.bandcamp.com/album/bluefly-2


Tracklist:
1. Menina
2. Trovão
3. Kong
4. Bala
5. Tarde (homenagem a Luiz Vierira)
6. Hammer
7. Aguidavi
8. From The Belly
9. T. Rex Constitution
10. Love Song
11. Under The Influence
12. Menina Interlude

Lineup:
- Cyro Baptista / Percussão, Vocal
- Tim Keiper / Kamel Ngoni, Bateria
- Ira Coleman / Baixo
- Vincent Segal / Violoncelo
Com:
Romero Lubambo / Guitarra
Brian Marsella / Shahi Baaja, Andes #25F, Fender Rhodes
Ikue Mori / Laptop
Amir Ziv / Bateria
Mark Ari / Samples
Justin Bias / Samples
Kevin Breit / Orquestra de Bandolins
Cabello / Percussão
Felipe Calderon / Samples
Andy Caploe / Samples
Alessandro Ciari / Samples
Cadu Costa / Guitarra, Clarinete
Chikako Iwahori / Surdo
Franca Landau / Samples
Zé© Maurício / Surdo
Marcelo Paganini / Samples
Max Pollak / Surdo
Steve Sandberg / Samples
Leni Stern
Gene Torres / Samples

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