terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Grandes canções: Yes - "Close To The Edge" (1972)

 

"Close to the Edge", a canção, ocupou todo o lado 1 do histórico álbum de mesmo nome do Yes (lançado em set/72). As gravações aconteceram entre abr-jun/72 no Advision Studios, no centro de Londres. Ela foi toda composta por Jon Anderson e Steve Howe (letras e música). Seus dezoito minutos marcaram a canção mais longa do Yes até então. Inspiração inicial veio de Anderson num momento em seu quarto de hotel durante a "Fragile Tour" enquanto ele lia o livro "Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien e ouvia as sinfonias nº. 6 e 7 de Jean Sibelius (finlandês, 1865-1957, um de seus compositores favoritos). A sétima sinfonia impressionava mais Anderson, que notava seu tema principal era introduzido durante a composição. Isto influenciou-o na formatação de "Close To The Edge". Ele acabou "estudando" aquela sinfonia pelo restante da turnê e, mais ou menos, na metade dela, debateu suas ideias iniciais com Steve Howe. Durante um intervalo, os dois se juntaram para iniciar as composições na casa de Howe, em Hampstead, norte de Londres, momento em que Howe criou a estrofe "Close to the edge, round by the corner...", inspirada na época em que ele havia morado em Battersea, uma região ao lado do Rio Thames.
Anderson teve como inspiração o tema e o texto de "Siddhartha: An Indian novel", livro do autor alemão Hermann Hesse, de 1922, que tratava da jornada espiritual de auto descoberta de um homem chamado Siddhartha (cujo significado em sânscrito é "aquele que encontrou o significado da existência) durante a época em que viveu Buda (século VI ou V A.C., cujo nome original era Siddhartha Gautama). Anderson revisou a letra de "Close To The Edge" umas três ou quatro vezes dizendo "é tudo metáforas". A letra do verso final foi baseada num sonh que ele teve sobre a "passagem deste mundo para outro... mas sentindo-se tão fantástico com isso, que a morte nunca mais me assustou, desde então". A introdução (uma combinação de teclados e sons da natureza, incluindo água corrente e cantos de pássaros) levou dois dias para ser gravada lá mesmo em Hampstead. A parte instrumental em "I Get Up, I Get Down" veio como inspiração de audições por Anderson do álbum (de Ambient Music, álbum duplo, cada lado sobre uma estação do ano) "Sonic Seasonings", de Wendy Carlos. "Close To The Edge" foi montada em pedaços como Bill Bruford contou: "em seções de dez, doze, dezesseis compassos". Após uma turnê com a Mahavishnu Orchestra, Anderson sugeriu a faixa ser aberta com improvisação, mas com pausas pré-arranjadas. A melodia tocada durante a parte "close to the edge, round by the corner" era originalmente uma canção de mesmo título que Howe havia criado vários anos antes, em parte baseada no dia mais longo do ano. Anderson e Howe concordaram que ela se encaixava bem com outra composição de Anderson chamada "Total Mass Retain", unindo as duas ideias juntas. Howe preparou outra canção, que acabou adaptada para a parte "in her white lace" de "I Get Up, I Get Down". O solo de órgão de Rick Wakeman havia sido escrito originalmente por Howe para sua guitarra, mas ele achou que o arranjo soava melhor no órgão. Wakeman o gravou num órgão de tubos da igreja St. Giles-without-Cripplegate, em Barbican, Londres.
Close To The Edge / Próximo À Borda

Part I - The Solid Time Of Change / O Tempo Sólido da Mudança

A seasoned witch could call you from the depths of your disgrace / Uma bruxa experiente poderia te chamar das profundezas da sua desgraça
And rearrange your liver to the solid mental grace / E reorganizar seu fígado para a sólida graça mental
And achieve it all with music that came quickly from afar / E conseguir tudo isso com música que viria rapidamente de longe
Then taste the fruit of man recorded losing all against the hour / Então, provar o fruto do homem registrado perdendo tudo contra a hora

And assessing points to nowhere, leading every single one / E avaliar pontos para lugar nenhum, levando cada um deles
A dewdrop can exalt us like the music of the Sun / Uma gota de orvalho pode nos exaltar como a música do Sol
And take away the plain in which we move / E retirar a planície em que nos movemos
And choose the course you're running / E escolher o curso em que você está indo
Down at the edge, round by the corner / Descendo pela borda, virando a esquina
Not right away, not right away / Não imediatamente, não imediatamente
Close to the edge, down by a river / Próximo da borda, descendo por um rio
Not right away, not right away / Não imediatamente, não imediatamente

Crossed the line around the changes of the summer / Cruzei a linha em torno das mudanças do verão
Reaching out to call the color of the sky / Estendendo a mão para chamar a cor do céu
Passed around a moment clothed in mornings faster than we see / Passei por um momento vestido de manhã mais rápido do que vemos
Getting over all the time I had to worry / Superando todo o tempo que eu tive que me preocupar
Leaving all the changes far from far behind / Deixando todas as mudanças longe, muito para trás
We relieve the tension only to find out the master's name / Aliviamos a tensão apenas para descobrir o nome do mestre
Down at the end, round by the corner / Descendo pelo final, virando a esquina
Close to the edge, just by a river / Perto da borda, bem à margem do rio
Seasons will pass you by / As estações passarão por você
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
Now that it's all over and done / Agora que está tudo pronto e terminado
Now that you find, now that you're whole / Agora que você descobriu, agora que você é inteiro

Part II - Total Mass Retain / Total Retenção de Massa

My eyes convinced, eclipsed with the younger Moon attained with love / Meus olhos convencidos, eclipsados ​​com a Lua mais jovem alcançada com amor
It changed as almost strained amidst clear manna from above / Mudaram quase tensos em meio ao maná claro vindo de cima
I crucified my hate and held the word within my hand / Eu crucifiquei meu ódio e segurei a palavra em minhas mãos
There's you, the time, the logic, or the reasons we don't understand / Aí está você, o tempo, a lógica ou as razões pelas quais não entendemos
Sad courage claimed the victims standing still for all to see / A triste coragem fez com que as vítimas ficassem paradas para que todos vissem
As armoured movers took approached to overlook the sea / Enquanto os transportadores blindados se aproximavam para observar o mar
There since the cord, the license, or the reasons we understood will be / Aí desde o cordão, a licença, ou os motivos que entendemos estarão
Down at the edge, close by a river / Descendo pela borda, próximo a um rio
Close to the edge, round by the corner / Próximo da borda, virando a esquina
Close to the end, down by the corner / Próximo do fim, descendo pela esquina
Down at the edge, round by the river / Descendo pela borda, contornando o rio

Sudden call shouldn't take away the startled memory / Chamada repentina não deve tirar a memória assustada
All in all, the journey takes you all the way / No final das contas, a jornada o leva por todo o caminho
As apart from any reality that you've ever seen and known / Além de qualquer realidade que você já viu e conheceu
Guessing problems only to deceive the mention / Adivinhando problemas só para enganar as menções
Passing paths that climb halfway into the void / Passando por caminhos que sobem a meio caminho do vazio
As we cross from side to side, we hear the total mass retain / Enquanto atravessamos de um lado para outro, ouvimos a retenção total de massa
Down at the edge, round by the corner / Descendo pela borda, virando a esquina
Close to the end, down by a river / Proximo ao fim, descendo por um rio
Seasons will pass you by / Estações vão lhe atravessar
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo

Part III - I Get Up, I Get Down / Eu Me Levanto, Eu Me Abaixo

In her white lace, you could clearly see the lady sadly looking / Em seu laço branco, você poderia ver claramente a moça olhando tristemente,
Saying that she'd take the blame / Dizendo que ela iria assumir a culpa
For the crucifixion of her own domain / Pela crucificação de seu próprio domínio
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo

Two million people barely satisfy / Duas milhões de pessoas mal satisfazem
Two hundred women watch one woman cry, too late / Duzentas mulheres assistem uma mulher chorar, tarde demais
The eyes of honesty can achieve / Os olhos da honestidade podem alcançar
How many millions do we deceive each day? / Quantos milhões nós enganamos a cada dia?
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo

In charge of who is there in charge of me / No comando de quem está lá no comando de mim
Do I look on blindly and say I see the way? / Olho cegamente e digo que vejo o caminho?
The truth is written all along the page / A verdade esta escrita por toda a página
How old will I be before I come of age for you? / Quantos anos terei antes de atingir a maioridade para você?
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo

Part IV - Seasons Of Man / Estações do Homem

The time between the notes relates the color to the scenes / O tempo entre as notas relaciona a cor às cenas
A constant vogue of triumphs dislocate man, it seems / Uma constante moda de triunfos desloca o homem, ao que parece
And space between the focus shape ascend knowledge of love / E o espaço entre a forma do foco ascende ao conhecimento do amor
As song and chance develop time, lost social temp'rance rules above / À medida que a música e o acaso desenvolvem o tempo, as regras de temperatura social perdidas acima

Then according to the man who showed his outstretched arm to space / Então, de acordo com o homem que mostrou o braço estendido para o espaço
He turned around and pointed, revealing all the human race / Ele se virou e apontou, revelando toda a raça humana
I shook my head and smiled a whisper, knowing all about the place / Balancei a cabeça e sorri um sussurro, sabendo tudo sobre o lugar
On the hill we viewed the silence of the valley / Na colina vimos o silêncio do vale
Called to witness cycles only of the past / Chamado a testemunhar ciclos apenas do passado
And we reach all this with movements in between the said remark / E chegamos a tudo isso com movimentos entre a referida observação

Close to the edge, down by the river / Próximo da borda, descendo pelo rio
Down at the end, round by the corner / Descendo pelo fim, virando a esquina
Seasons will pass you by / Estações vão lhe atravessar
Now that it's all over and done / Agora que está tudo acabado e pronto
Called to the seed, right to the Sun / Chamado para a semente, direto ao sol
Now that you find, now that you're whole / Agora que você descobriu, agora que está completo
Seasons will pass you by / Estações vão lhe atravessar
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up, I get down / Eu me levanto, eu me abaixo
I get up / Eu me levanto


Em 06/01/1992: Cássia Eller lança o álbum O Marginal

Em 06/01/1992: Cássia Eller lança o álbum
O Marginal
O Marginal é o segundo álbum de estúdio da cantora brasileira Cássia Eller, lançado em janeiro de 1992. O disco foi gravado de janeiro
a abril de 1992, com produção de Wanderson Clayton e direção artística de Mayrton Bahia. Segundo a cantora disse à MTV anos depois, este disco foi confeccionado sem grandes
preocupações comerciais.
Nele estão registradas gravações com grande influência da chamada vanguarda paulista, com canções escritas por compositores como Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé. Há ainda duas músicas compostas por Jimi Hendrix, de quem Cássia era admiradora.
Este disco é considerado o mais alternativo
gravado pela cantora, tanto que foi o menos vendido de sua carreira. O resultado frustrante motivou um direcionamento mais radiofônico
no lançamento seguinte, Cássia Eller.
Lista de faixas:
Faixas de O Marginal:
2. "Sonhei Que Viajava Com Você" : 3:52
3. "Sensações" : 3:20
4. "Teu Bem" : 2:34
5. "Amnésia" : 2:25
6. "O Marginal" : 4:32
7. "Eles" : 4:06
8. "Aquele Grandão" : 2:10
9. "Bobagem" : 2:25
10. "Comédia (Instrumental)" : 2:24
12. "If Six Was Nine (ao vivo em Aracaju)" : 7:55
Duração total: 43:37.
Músicos:
Cássia Eller — vocais
Nelson Faria — guitarra
Tavinho Fialho — baixo
Élcio Cáfaro — bateria
Zé Marcos — teclados.



Em 06/01/1984: The Police lança no Reino Unido a canção King of Pain

Em 06/01/1984: The Police lança no
Reino Unido a canção King of Pain
King of Pain é uma canção da banda de rock inglesa The Police, foi lançado como último single de seu quinto e último álbum de estúdio Synchronicity (1983). Escrita pelo vocalista e baixista da banda, Sting, como uma canção pós-separação de sua esposa, "King of Pain" evoca símbolos de dor e os relaciona com a alma de um homem. A A&M Records lançou "King of Pain" como o quarto single do álbum no Reino Unido, enquanto em muitos outros países foi lançado como o segundo single.
A canção foi aclamada pela crítica musical, muitos dos quais elogiaram as letras de Sting e citaram a canção como um destaque de Synchronicity. Alcançou a posição 3 na parada Billboard Hot 100 dos EUA em outubro de 1983 e a posição 1 na parada Billboard Top Tracks por cinco semanas em agosto de 1983.
No Reino Unido, alcançou a posição 17 em janeiro de 1984. Vários artistas fizeram covers de "King of Pain".
A cantora e compositora canadense Alanis Morissette fez um cover da faixa de seu álbum MTV Unplugged (1999) e a lançou como o segundo single do álbum.
Pessoal:
Sting – vocal principal e de apoio, baixo,
piano, sintetizadores
Andy Summers – guitarras elétricas
Stewart Copeland – bateria, marimba, percussão.



Em 06/01/1984: Anthrax lança o álbum Fistful of Metal

Em 06/01/1984: Anthrax lança o álbum
Fistful of Metal é o primeiro álbum de estúdio da banda americana de thrash metal Anthrax.
Lançado em janeiro de 1984 pela gravadora Megaforce Records nos EUA e pela Music for Nations internacionalmente.
O álbum Inclui um cover de" I'm Eighteen " de Alice Cooper. Este é o único álbum da banda a apresentar o vocalista original Neil Turbin e o baixista original Dan Lilker, foram substituídos por Matt Fallon (e eventualmente pelo terceiro vocalista Joey Belladonna) e Frank Bello, respectivamente.
Listagem de faixas:
Lado um :
1. "Deathrider" : 3:10 ,
3. "I'm Eighteen" : 4:02 ,
4. "Panic" : 3:58
5. "Subjugator" : 4:38
Lado dois :
6. "Soldiers of Metal" : 2:55 ,
7. "Death from Above" : 5:00
8. "Anthrax" : 3:24 ,
9. "Across the River" : 1:26
10. "Howling Furies" : 3:55.
Pessoal Anthrax:
Neil Turbin - vocais ,
Dan Spitz - guitarra solo, guitarra base na faixa 3 , Scott Ian - guitarra base (exceto faixa 3)
Danny Lilker - baixo,
Charlie Benante - bateria



Em 06/01/1976: Peter Frampton lança nos EUA o álbum Frampton Comes Alive!

Em 06/01/1976: Peter Frampton lança nos EUA o álbum Frampton Comes Alive!
Frampton Comes Alive! é um álbum duplo ao vivo do músico de rock inglês Peter Frampton lançado em 1976.
É um dos álbuns ao vivo mais vendidos nos Estados Unidos. " Show Me the Way ", " Baby, I Love Your Way " e " Do You Feel Like We Do " foram lançados como singles; todos os três alcançaram o Top 15 na Billboard Hot 100 e
freqüentemente recebem airplay em estações de rádio de rock clássico. Após quatro álbuns solo com pouco sucesso comercial, Frampton Comes Alive! foi um grande avanço para o artista. Lançado em 6 de janeiro de 1976, estreou nas paradas em 191.
O álbum alcançou o número um na Billboard 200 na semana que terminou em 10 de abril de
1976, e ficou no primeiro lugar por um total de 10 semanas. Foi o álbum mais vendido de 1976, vendendo mais de 8 milhões de cópias nos Estados Unidos e se tornando um dos álbuns ao vivo mais vendidos até hoje, com vendas estimadas de 11 milhões em todo o mundo.
Frampton Comes Alive! foi eleito o "Álbum do Ano" na votação dos leitores da Rolling Stone de 1976. Ele permaneceu na parada por 97 semanas e ainda estava em 14º lugar na
parada de álbuns de final de ano da Billboard de 1977. Foi classificado em 41º na lista dos "50 melhores álbuns ao vivo de todos os tempos" da Rolling Stone.
Os leitores da Rolling Stone classificaram-no em 3º lugar em uma votação de 2012 dos álbuns ao vivo favoritos de todos os tempos.
Listagem de faixas:
Todas as canções escritas por Peter Frampton.
Lado um:
1. "Introduction/Something's Happening" – 5:54
2. "Doobie Wah" – 5:28 ,
3. "Show Me the Way" – 4:42
4. "It's a Plain Shame" – 4:21
Lado dois:
5. "All I Want to Be (Is by Your Side)" – 3:27
6. "Wind of Change" – 2:47 ,
7. "Baby, I Love Your Way" – 4:43
8. "I Wanna Go to the Sun" – 7:02
Lado três:
10. "(I'll Give You) Money" – 5:39 ,
11. "Shine On" – 3:35
12. "Jumpin' Jack Flash" – 7:45
Lado quatro:
"Lines on My Face" – 7:06
13. "Do You Feel Like We Do" – 14:15.
Pessoal:
Peter Frampton - vocal, guitarra e talk box em
"Do You Feel Like We Do" e "Show Me The Way"
Bob Mayo - guitarra rítmica, piano, piano elétrico
Fender Rhodes, órgão Hammond, voz
Stanley Sheldon - baixo, voz, John Siomos - bateria.



Em 06/01/1976: Grand Funk Railroad lança o álbum Born to Die

Em 06/01/1976: Grand Funk Railroad lança o álbum Born to Die
Born to Die é o décimo álbum de estúdio da banda americana de rock Grand Funk Railroad. Lançado em janeiro de 1976. O título do álbum considerado um dos mais sombrios da banda, afastando-se da atitude otimista e arrogante que prevaleceu nos álbuns anteriores, All the Girls in the World Beware!!! (1974), focando em conteúdos musicais, líricos e mais sombrios sobre morte, política e relacionamentos pessoais. Born to Die é escrita por Mark Farner em memória de seu primo que morreu em um acidente de moto. O single pop mais animado, "Sally", lançado em 3 de abril, foi escrito por Mark Farner para seu então interesse amoroso, a atriz/cantora Sally Kellerman.
Listagem de faixas:
Lado um:
1. "Born to Die" : 5:35 ,
2. "Dues" : 5:36
3. "Sally" : 3:16 ,
4. "I Fell for Your Love" : 4:12
5. "Talk to the People" : 5:33
Lado dois:
6. "Take Me" : 5:10 ,
7. "Genevieve" : 6:12
8. "Love Is Dyin'" : 4:14 ,
9. "Politician" : 3:54
10. "Good Things" : 4:35
Comprimento total: 47:05
Faixas bônus - lançamento em CD:
11. "Bare Naked Woman"
(Live Rehearsal) : 3:40
12. "Genevieve" (Live Rehearsal) : 6:28.
Pessoal:
Mark Farner - guitarra , voz
Craig Frost - teclados, vocais de fundo
Mel Schacher - baixo ,
Don Brewer - bateria , percussão, voz
Jimmy Hall - saxofone, gaita ,
Donna Hall - vocais de fundo.



Em 06/01/1958: Frank Sinatra lança o álbum Come Fly With Me

Em 06/01/1958: Frank Sinatra lança o álbum Come Fly With Me
Come Fly With Me é o décimo quarto álbum
de estúdio do cantor americano Frank Sinatra. Lançado em janeiro de 1958. Em 2000, foi eleito o número 616 na Colin Larkin 's All Time Top 1000 Albums. Alcançou o primeiro lugar na parada de álbuns da Billboard na segunda semana permanecendo no topo por cinco semanas. Na cerimônia inaugural do Grammy, Come Fly with Me foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano e introduzido no Hall da Fama do Grammy em 2004.
Listagem de faixas:
Lado um:
1. "Come Fly with Me" : 3:19 ,
2. "Around the World" : 3:20
3. "Isle of Capri" : 2:29 ,
5. "Autumn in New York" : 4:37
Lado dois:
2. "April in Paris" : 2:50 ,
3. "London by Night" : 3:30
4. "Brazil" : 2:55 ,
5. "Blue Hawaii" : 2:44
Comprimento total: 38:47.
Faixas bônus de relançamento de CD:
1. "Chicago (That Toddlin' Town)" : 2:14
2. "South of the Border" : 2:50 ,
3. "I Love Paris" : 1:49
Comprimento total: 45:40.
Pessoal:
Frank Sinatra - vocais
Billy May - arranjador, maestro.



ANYONE'S DAUGHTER Symphonic Prog • Germany

 

ANYONE'S DAUGHTER

Symphonic Prog • Germany

Biografia do Anyone's Daughter
Fundada em 1972 em Stuttgart, Alemanha - Dissolvida em 1986 - Reformada em 2000 e ainda ativa em 2017

Outra banda alemã de música sinfônica no estilo de Eloy, o Anyone's Daughter foi formado na década de 70 e se dissolveu após o lançamento do álbum Last Track, em 1986. A banda se reuniu em 2000 para lançar mais dois álbuns de estúdio e um álbum ao vivo.

Embora a banda originalmente gravasse principalmente letras em inglês, eles retornaram ao alemão nativo nos últimos anos de sua existência original. Seu álbum de estreia, Adonis, se destaca pela faixa homônima, uma epopeia em quatro partes com uso intenso de teclados (principalmente Moog) e crescendos violentos periódicos combinados com momentos de calmaria com o violão. Os álbuns subsequentes da banda foram cada vez mais preenchidos com trabalhos mais curtos, muitas vezes experimentais, e ocasionais trechos falados. Embora a música inicial possa ser comparada favoravelmente à do Genesis, seus trabalhos posteriores se aproximam mais do estilo de contemporâneos alemães como Grobschnitt e Amenophis.

O ápice musical da banda é indiscutivelmente seu terceiro lançamento, Piktors Verwandlungen, um álbum conceitual experimental e abrangente, vagamente baseado no romance "A Metamorfose do Pintor", de Hermann Hesse, um lamento melancólico sobre a inocência perdida e a exploração espiritual. Este foi também o primeiro álbum gravado pela banda em alemão.

A banda fez muitas turnês no início dos anos 80, antes que compromissos com o serviço público e interesses externos causassem sua eventual separação em 1986. Com sua reformulação em 2000, a banda retornou aos vocais em inglês e adotou um som que varia da música eletrônica ao jazz/fusion, mas é principalmente hard rock com diferentes níveis de intensidade.

Adonis
Anyone's Daughter Symphonic Prog

 Essa banda era um caso à parte na cena progressiva alemã desde sua formação em 1972 em Stuttgart, quando Uwe Karpa (guitarras) e Matthias Ulmer (teclados) iniciaram uma colaboração musical. A banda ANYONE'S DAUGHTER recebeu esse nome surpreendentemente em homenagem àquela música country peculiar do álbum "Fireball" do Deep Purple (eles começaram como uma banda cover do DP) e ascendeu rapidamente durante a década de 1970, seguindo o caminho de bandas como Novalis e Eloy, buscando inspiração mais nos gigantes do prog sinfônico britânico, como Genesis e Camel, do que no universo local do Krautrock e do jazz-fusion. Embora a banda tenha se formado em meio ao auge do prog, levaria mais sete anos para que seu álbum de estreia, ADONIS, fosse lançado, numa época em que a corrida do ouro do prog já havia passado e apenas bandas que transitavam entre os gêneros conseguiam sobreviver à sombra das novas realidades musicais do mercado.

Com uma sonoridade que se encaixa perfeitamente como um dos primeiros álbuns de neo-prog, o álbum de estreia ADONIS (que se refere à figura mitológica grega, amante mortal de duas deusas: Afrodite e Perséfone) serviu como um daqueles álbuns de transição onde um ramo do prog sinfônico estava lentamente se transformando no neo-prog dos anos 80, na linha de bandas como Marillion, Pallas, IQ ou Twelfth Night. Enxames de consonâncias em cascata, na forma de sintetizadores rodopiantes, dominam as paisagens sonoras, enquanto órgãos Hammond e mellotrons envolvem as periferias. Os arpejos de guitarra inspirados em Hackett, que já estavam presentes e se tornariam uma característica definidora do neo-prog, estão completamente em evidência em ADONIS, assim como a natureza terna, emotiva e extremamente sincera do estilo vocal de Harald Bareth, que narra uma história com uma suavidade relaxada que evita as táticas teatrais frequentemente associadas ao prog sinfônico dos anos 70.

Por outro lado, o ANYONE'S DAUGHTER ainda não havia alcançado o sucesso absoluto, como demonstra a extensa faixa-título do lado A, dividida em quatro suítes, e as três faixas que compõem o lado B original, que também apresentam características não-neo-prog, como o virtuosismo instrumental que transforma composições tecnicamente complexas em exercícios técnicos no estilo de bandas como Yes ou ELP. A música serpenteia por momentos de ternura exuberante e lenta, além de explodir em crescendos mais impactantes. Para uma banda de rock sinfônico, Uwe Karpa entrega um trabalho de guitarra excelente, e a banda evita a unidimensionalidade que o neo-prog consolidaria durante a década de 1980, fazendo de ADONIS uma jornada emocionante que celebra o passado e olha para o futuro simultaneamente. O álbum é bastante uniforme em sua abordagem estilística, com alguns momentos, como em "Sally", onde um groove funky e um saxofone lhe conferem um sabor diferente.

Apesar da tendência de bandas de prog rock se tornarem mainstream, com Yes e Genesis lançando hits pop com influências progressivas ao longo dos anos 80, ANYONE'S DAUGHTER encontrou seu próprio caminho graças ao forte culto que conquistou através de suas apresentações ao vivo. Claramente, ainda havia demanda por expressões musicais épicas de prog rock com mais de 20 minutos de duração e múltiplas suítes, e o ADONIS encontrou o equilíbrio que manteve o prog relevante durante os anos 80 na forma do neo-prog. Não é um álbum perfeito, de forma alguma. Como acontece com muitos artistas alemães, os vocais em inglês apresentam um sotaque estranho e momentos como em "Sally" soam destoantes do tema geral. Outra crítica parece girar em torno da produção original, que foi corrigida nas versões remasterizadas mais recentes. Para os fãs do som dissonante do King Crimson, este álbum será repelente, pois se concentra em maximizar os refrões pop, uma característica marcante do neo-prog. No entanto, para 1979, estava um pouco à frente do seu tempo nesse aspecto e deve ser considerado, com justiça, um dos álbuns de transição cruciais.




Calw Live
Anyone's Daughter Symphonic Prog

 O famoso poeta, escritor e pintor alemão Hermann Hesse nasceu em Calw, no norte da Floresta Negra, em 1877. Seu livro mais conhecido é provavelmente "Siddhartha", e suas histórias costumam cativar os adolescentes, destilando os altos e baixos dessa fase antes que sejam suavizados pela vida adulta. Um de seus contos é uma fantasia chamada "Piktors Verwandlugen", que significa "Metamorfose das Imagens". Em 1981, o popular grupo de rock progressivo sinfônico de Stuttgart, ANYONE'S DAUGHTER, lançou um álbum ao vivo com narração baseado nessa história, que se tornou seu maior sucesso de vendas e também um catalisador para a própria transição do grupo do inglês para o alemão nos vocais.

Avançando mais de 20 anos, chegamos ao 125º aniversário do nascimento de Hesse e a um concerto especial em Calw, que aparentemente contou com a participação da banda de rock canadense STEPPENWOLF (nome inspirado em um dos outros romances populares de Hesse). O poeta alemão Heinz Rudolf Kunze foi escolhido como narrador dos segmentos "Piktors" deste concerto de 90 minutos da Anyone's Daughter, que mescla com maestria o antigo e o novo. Esta gravação só foi lançada quase 10 anos depois, mas a espera valeu a pena.

Embora eu ainda tenha as mesmas reservas em relação à parte do Piktors, principalmente quanto à onipresença da narração, que se perde para quem não fala alemão, e ao desenvolvimento limitado das partes instrumentais, noto uma grande melhora na clareza das guitarras de Uwe Karpa, o que pode tornar esta a versão definitiva. Por outro lado, sempre achei que vale a pena ouvir Anyone's Daughter ao vivo, mesmo que os vídeos de baixa qualidade que sobreviveram confirmem que eles não eram exatamente artistas de palco. Portanto, a facilidade com que interpretam clássicos como "Between the Rooms" e "Moria" não é nenhuma surpresa, com cada instrumento e palavra sendo transmitidos diretamente para o ouvinte, com o mínimo de ruído e distorção ao vivo. Embora a música do mais recente "Danger World" não tenha a sofisticação de seus clássicos dos anos 80, ela também é bem executada, com "Nina" e "Helios" (a única faixa quase progressiva desse álbum) sendo especialmente luminosas. Não sou tão fã da versão estendida de "Imagine", de Lennon, que serviu como bis, mas não se pode negar que foi um golpe simbólico, com Kunze cantando versos em alemão.

Com a ressalva de que seus álbuns ao vivo da era clássica são mais recomendados, "Calw Live" captura as diferentes fases do Anyone's Daughter com a dignidade e o respeito que merecem.



Living The Future
Anyone's Daughter Symphonic Prog

 O legado desta banda de Stuttgart, que misturava o final do período sinfônico com o início do neo-prog, por si só, já justifica que cada lançamento mereça, no mínimo, uma audição atenta. No início dos anos 2000, eles emergiram de um hiato de 20 anos, ou pelo menos o guitarrista Uwe Krupp e o tecladista Matthias Ulmer emergiram, recrutando o tecnicamente mais habilidoso Andre Carswell como vocalista para substituir Harald Bareth, um cantor de prog mais tradicional, à la John Wetton. Mas, além disso, o estilo da banda havia se tornado mais mainstream, uma mistura de hard rock e balada, com quase nenhum vestígio do espírito original. Eles se mantiveram à tona por meia década, lançando dois álbuns de estúdio medianos e dois álbuns ao vivo bons ou até melhores, para depois afundarem novamente e ressurgirem recentemente apenas com Ulmer da formação original. Carswell continua presente, acompanhado por uma série de outros vocalistas, em um espetáculo brilhante e por vezes funky que faz álbuns medianos como "Danger World" e "Wrong" parecerem audaciosos em comparação.

Quando é ruim, é deplorável, e esse é praticamente o caso das seis primeiras faixas, por todos os motivos já mencionados e mais alguns. Mas quando é bom, como na maioria das seis faixas seguintes, ainda é uma bagunça, só que uma que eu posso endossar levemente. O lado progressivo sumiu de vez, com o rabo entre as pernas. Mas alguns destaques surgem depois que o choque dos clichês do rock cristão passa e antes que eles retornem com força total nas faixas absurdamente chamadas de "bônus". "She's Not Just Anyone's Daughter" faz uma referência inteligente não só ao nome da banda, mas também à última faixa do álbum "Adonis", e é uma balada digna. "One World for You and Me" é a faixa mais ousada aqui, uma proposta multilíngue que mistura techno, hip hop e RUNRIG, tão fascinante quanto absurda. "No Matter" oferece contrastes acústicos bem-vindos, embora a melodia seja um pouco familiar demais... aguardem. "Voodoo Child" é uma versão bem decente de uma música do Hendrix. Espera aí, o quê? Por fim, a faixa-título é enriquecida pelos teclados de Ulmer e pelo acompanhamento orquestral sintetizado, uma balada ao piano que se transforma em um hino cantável que não chega a ser constrangedor.

Não vejo público para isso em lugar nenhum, em momento algum, mas, ei, o que eu sei? Nem tenho certeza se posso dizer que mesmo o fraco ANYONE'S DAUGHTER seja melhor do que nada, mas este lançamento sem personalidade e sem futuro oferece qualidade suficiente para escapar do fundo do poço. Provavelmente você ainda pode ignorá-lo.





Destaque

Espers • Espers II 2006

  Artista: Espers País: EUA Título do álbum: Espers II Ano de lançamento: 2006 Gravadora: Gênero: Folk, Psicodélico  MUSICA&SOM  ☝ O álb...