terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Savoy Brown – Eastward Bound (Live New York ’75) (2026)


Savoy Brown – Eastward Bound (Live New York ’75) (2026)

Tracklist:
01 – Tell Mama (Live)
02 – Born Into Pain (Live)
03 – Hero To Zero (Live)
04 – Hellbound Train (Live)
05 – All I Can Do (Is Cry) (Live)
06 – Savoy Brown Boogie (Live)
07 – You Don’t Have To Go (Live)

Pat Metheny Group – Imaginary Day (Reissue) (2026)


Pat Metheny Group – Imaginary Day (Reissue) (2026)

Tracklist:
01 – Imaginary Day
02 – Follow Me
03 – Into the Dream
04 – A Story Within the Story
05 – The Heat Of The Day (Album Version-Imaginary Day)
06 – Across the Sky
07 – The Roots of Coincidence
08 – Too Soon Tomorrow
09 – The Awakening

Dead Meadow – Feathers (20th Anniversary Edition) (2025)

Dead Meadow – Feathers (20th Anniversary Edition) (2025)

Tracklist:
CD1:
01 – Let’s Jump In
02 – Such Hawks, Such Hounds
03 – Get Up On Down
04 – Heaven
05 – At Her Open Door
06 – Eyeless Gaze All Eye / Don’t Tell The Riverman
07 – Stacy’s Song
08 – Let It All Pass
09 – Through The Gates Of The Sleepy Silver Door
10 – Bonus Track

CD2:
01 – The Whirlings (Feathers Session)
02 – Let’s Jump In (LA Version)
03 – Stacy’s Song (Alternate Mix)
04 – Get Up On Down (Early Version)
05 – Feathers (Early Version)
06 – At Her Open Door (Early Version)
07 – Let It All Pass (Early Version)
08 – Feathered Fish (Early Version)
09 – Eyeless Gaze (Early Version)
10 – Don’t Tell The Riverman (Early Version)
11 – Stacy’s Song (Early Version)
12 – Let It All Pass (Early Version II)
13 – Such Hawks Such Hounds (Acoustic Demo)

Earthstar - French Skyline (1979)

 

Excelente, quase sinfônico, com sintetizadores no estilo da escola de Berlim, desta vez de uma banda de Utah. Segundo os créditos, há uma infinidade de instrumentos neste álbum — incluindo flauta, violino, guitarra, trompa e um coral de verdade — mas tudo se funde em uma única e gigantesca parede de som. Co-produzido por Klaus Schulze .


Track listing:
1. Latin Sirens Face the Wall - Part I: Sirens
2. Latin Sirens Face the Wall - Part II: The Amazon
3. Latin Sirens Face the Wall - Part III: The Flourishing Illusion




Manual - Until Tomorrow (2001)

 

IDM encantador com sonoridade orgânica — pense no início da carreira do múm sem os vocais, ou até mesmo no The Album Leaf — do produtor dinamarquês Jonas Munk Jensen. Tomei minha segunda dose da vacina da Pfizer na terça-feira e meu corpo está simulando uma gripe desde então, o que significa que tenho passado todo o meu tempo ou reassistindo filmes pela milionésima vez ( Young Frankenstein , A Vida de Brian ,  Marte Ataca!, esse tipo de coisa) ou ouvindo música eletrônica suave como essa.

Track listing:
1. Nova
6. Inn




Fantômas - Fantômas (1999)

 

Estou em clima de comemoração, então aqui vai um dos meus favoritos: o primeiro álbum do Fantômas. Grind/thrash/sludge/jazz-noir/spazz-core experimental, com temática de terror, de nível divino, da mesma banda que trouxe para vocês, entre muitos outros, Mr. Bungle, Slayer e Melvins. Obviamente, para os padrões deste blog, este álbum é bastante conhecido, mas 1) a Tomahawk finalmente lançou um novo álbum e isso me deixou numa vibe Mike Patton, 2) quem disse que tudo que eu posto aqui tem que ser obscuro? e 3) garanto que tem gente lendo isso que nunca ouviu Fantômas e está prestes a ter a mente explodida. 

30 faixas. Não vai me obrigar a digitar todas. Aqui está a lista de faixas, se você quiser.




POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO

Tem Que Ser Você
Caetano Veloso

Tem que ser você
Tem que ser mulher
Tudo no lugar certo
Tem que ser você
Tem que ser assim
Gosto do prazer
Tudo tem seu momento
Tem que ser você
Tem que ser agora
Quando Deus quiser
Todo tem seu segredo
Tem que ser você
Pra mim tem que ser você
Tantas outras mulheres
E só uma, é quase assim
Tão pra mim como você é

E homens, o amor-mentira pode ser tão bonito
Mas o céu do meu sexo
Tem que ser você
Tem que ser você
Tem que ser a flor
Tudo tem sua fonte
Tem que ser você
Tem que ser amor
Tem que ser total
Tudo tem sua estrela
Tem que ser você
Tem que receber minha afirmação
Tudo no lugar certo
Tem que ser mulher
Pra mim tem que ser você


Tempo de Estio
Caetano Veloso

Quero comer
Quero mamar
Quero preguiça
Quero querer
Quero sonhar
Felicidade

É o amor
É o calor
A cor da vida
É o verão
Meu coração
É a cidade

Rio
Eu quero
Suas meninas
Eu quero
Suas meninas

O rio está
Cheio de Solanges e Leilas
Flávias e Patrícias
E Sônias e Malenas
Anas e Marinas
E Lúcias e Terezas
Glórias e Denises
E luz eterna vera

Rio
Tempo de estio
Eu quero
Suas meninas
Eu quero
Suas meninas



Que fim levou? Paul Newton

 

Paul Newton, nascido em fev/1948, foi o primeiro baixista do Uriah Heep. Ele nasceu em Andover, condado de Hampshire, na Inglaterra (esta cidadezinha pequena fica às margens do rio Anton e próxima da planície de Salisbury, rica pela arqueologia, incluindo Stonehenge). Ele começou como músico no grupo Prog "Shinn" (liderado pelo tecladista Donald John Shinn, ex-The Soul Agents, banda de Southampton que entre 64-65 foi apoio para Rod Stewart). Era início de 1967 quando os Soul Agents acabaram e Don Shinn formou outra banda simplesmente chamada "Shinn" (com Eddie Lamb nos vocais, Paul Newton no baixo e Brian "Blinky" Davison na bateria - este último depois no The Nice). A banda durou alguns meses e Don Shinn se juntou ao The Echoes apoiando Dusty Springfield. Paul Newton, então, ingressou numa formação reformada da banda The Gods (grupo formado em 1965, na praia do Psych Rock, cujos membros originais contavam com Mick Taylor, depois nos Bluesbreakers e nos Rolling Stones, Brian Glascock e seu irmão John, depois no Jethro Tull, o tecladista Ken Hensley, depois no Uriah Heep e Joe Konas). Paul Newton entrou exatamente no lugar de John Glascock em jun/67. Foi aí que Newton conheceu Ken Hensley (que fazia teclados, guitarras e vocais) e Lee Kerslake (baterista). Greg Lake também passou pelo The Gods entre 67-68, mas era talentoso demais para fazer papel simplesmente de base que deram para ele e logo saiu para ingressar no King Crimson no verão de 68. A banda gravou dois álbuns fazendo um amálgama de psicodelismo de Proto-Prog
Paul Newton no Spice
Enquanto isso, o guitarrista Mick Box vinha tocando em clubes e pubs locais de Brentwood, condado de Essex, com sua banda chamada Hogwash. Mick Box e o cantor David Garrick haviam formado uma parceria para composições e ambos compartilhavam grandes aspirações musicais. A dupla largou seus empregos, montaram outra banda chamada Spice e se tornaram profissionais (foi aqui que David Garrick virou David Byron). O baterista Alex Napier entrou respondendo a um anúncio de jornal e o baixista Paul Newton (ex-The Gods) completou a formação. O Spice evitava tocar covers e o foco era tocar repertório original.
Paul Newton é o que está no centro
Gerenciada pelo pai de Paul Newton, a banda passou a tocar no Marquee e foi então contratada pelo empresário Gerry Bron (chefão da Hit Records). Bron viu grande potencial neles, se tornou empresário da banda e os levou para a Vertigo Records (selo recém formado pela Philips). O quarteto ainda atuava com o nome Spice, quando o Lansdowne Studios em Londres foi reservado. O nome só foi alterado para Uriah Heep (personagem do livro "David Copperfield", de Charles Dickens, publicado em 1850) em dez/69. Ken Hensley se juntou a eles em fev/70. Foi dentro de uma ideia de ampliar o som. Já haviam gravado metade do álbum de estreia, porém o grupo decidiu que teclados seriam bons para o resultado. Box era fã de Vanilla Fudge e de seu órgão Hammond e guitarras escaldantes como destaque. Gerry Bron trouxe um músico de sessão chamado Colin Wood, seguido por Ken Hensley, ex-colega de Newton do The Gods, que então tocava guitarra no Toe Fat.
Com o Uriah Heep, Paul Newton gravou três álbuns: "Very 'eavy... Very 'umble" (de jun/70), "Salisbury" (de jan/71) e "Look at Yourself" (de set/71). Newton era o cara mais calmo, de perfil mais baixo da banda. Ele compôs a faixa "Dreammare" do primeiro disco. Mas deixou o Uriah Heep em nov/71 após sofrer um colapso nervoso durante a turnê "Look At Yourself". Embora, claro, todos os fãs da banda considerem o baixista Gary Thain com o melhor e a fase clássica, as contribuições jazzísticas de Paul Newton para o som inicial do Heep merecem ser reavaliadas. A partir daí, Newton tocou numa banda chamada "Festival" por vários anos no circuito Mecca Palais (controlado por um grupo que detinha clubes noturnos, hoteis, parques, bingos, restaurantes, salões de bailes etc.) e também tocou como músico de estúdio tendo aparecido em diversas gravações. Mais recentemente, ele tocou com ex-membros do Uriah Heep (Ken Hensley, John Lawton e Lee Kerslake) no projeto Uriah Heep Legend's. Ele também participou da banda "Behind Closed Doors", de seu filho Julian e ocasionalmente com a banda de clubes "The Ferrets". Ele, ao lado de John Lawton, se apresentaram como convidados em três canções num show do Uriah Heep no "Masters Of Rock Festival", na República Tcheca em jul/2019. Foi a primeira vez que Paul Newton tocou com o Heep desde 1971.
Newton ao centro
Ele gravou "The Return", em 2001, com a The Hensley Lawton Band. Em 2016, lançou junto com Chris Rainbow, o álbum parceria "Licence To Rock" e em mar/2023, publicou o livro "BoneStructure, A Journey From Boy To Band", de ficção baseado na estória de sua vida. Paul Newton está hoje com 76 anos.




Tesouros perdidos

 

Achei que eu já tivesse resenhado essa pérola alemã do rock raro aqui ou no blog anterior, Sopranois. Procurei no mecanismo de busca de ambos e tive a grata surpresa de que esse cultuado e excelente grupo ainda estava inédito, exceto pelas dicas do guru do gênero, o ultra antenado Wagner Xavier, cujos vídeos o Brother John publica aqui com frequência. Pois é, trata-se de um excelente trio alemão que fazia um hard prog de primeira linha e lançou três ótimos álbuns nos anos 70. Embora tenha surgido no boom do krautrock germânico, seu estilo em nada se encaixa nesse gênero. Sua sonoridade é mais afeita aos grupos britânicos de hard e prog. Era como se os genes do Thin Lizzy e do King Crimson se misturassem numa alquimia improvável, surpreendente e maravilhosa.

Não me lembro como conheci a banda. Fato é que tenho o vinil original do último disco, Time Ride (hoje raríssimo e muito valorizado), há muito tempo. Imagino que o tenha descoberto nas produtivas prosas na lendária loja Rare Rock, em Juiz  de Fora. Hoje possuo em cd todas as três excepcionais obras dessa banda que se separou em 73, mas que se reagrupou posteriormente e ainda continua em atividade com esporádicas apresentações pela terra natal e circuitos fronteiriços.

Formada na rica cena alemã da virada dos anos 60 para os 70 (não há informação precisa sobre a região ou cidade) por Gunnar Schaffer no baixo e vocal, Ringo Funk na bateria e Rainer Martz na guitarra e teclado, era muito elogiada no circuito de pubs e festivais ao ar livre, que aconteciam em abundância pela Europa daqueles tempos. Logo descolaram um contrato de gravação pelo ótimo selo independente alemão, Bellaphon, e obtiveram sucesso com os singles Heya e Na Na Hey He, inclusive com projeção em diversos países da Europa Central. O feito garantiu convites para acompanhamento de turnês do Steppenwolf e Credence pelo continente, além do ótimo grupo pop holandês Golden Earring.

 




O primeiro álbum sai em 1970. Cosmic Blues é mais pesado do que seus sucessores, com franca inspiração nos ianques do Grand Funk Railroad. Um ótimo cartão de visitas. No ano seguinte sai o segundo e auto intitulado disco, conhecido como disco do índio por causa da capa, mantendo a mesma pegada e com ótimos hits. Com a explosão do rock progressivo, a banda decidiu incorporar alguns elementos do estilo e enriqueceram ainda mais seu som. Time Ride surge em 1972 como um álbum requintado, belíssimo, com climas envolventes e melodias fáceis. Para mim, seu melhor trabalho.

Infelizmente esses lançamentos muito acima da média do que foi produzido naquele rico período não alcançaram o merecido sucesso comercial, embora a banda continuasse prestigiada na Alemanha, Suiça , Bélgica, Holanda e até na Escandinávia e inclusive ganhado convite para abrir shows do Deep Purple nesses países. Mas trata-se de um som que agrada em cheio e certamente eleva o patamar de qualquer coleção de rock setentista. Em 2003, ganhou edições em CD com relativo sucesso, mas não o suficiente para tirá-los da obscuridade. Pelo menos motivou a reunião do trio que continua a se apresentar por aí, ou melhor (infelizmente), por lá!



 


Destaque

Jon and Vangelis - The Friends Of Mr. Cairo (1981)

  Ano: julho de 1981 (CD 1993) Gravadora: PolyGram Records (Alemanha), 800 021-2 Estilo: Eletrônica, Art Rock País: Grécia / Reino Unido Dur...