terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Grandes álbuns do Prog-Rock: El Reloj - "El Reloj II (ou "Al Borde del Abismo)" (1976)

Muita gente considera que a banda argentina mais pura em termos de Rock Progressivo foi o "El Reloj" e que foram eles os que abriram as portas para o movimento musical no país. Entretanto, a banda nunca teve estilo estritamente sinfônico e manteve clara influência do Deep Purple. Vamos contar este história. Eduardo Frezza tinha uma banda chamada "Lagrima", em Rosário (maior cidade da província de Santa Fé, região central da Argentina, a 300Km de Buenos Aires). O trio "Galleta", da capital, convidou o Lagrima para fazer alguns shows juntos, tocaram em vários lugares e deu certo. Então, Frezza e companhia decidiram ficar e seguir crescendo junto com os demais músicos de Buenos Aires. Em 1967, através de pessoas próximas, conseguiram gravar um single para o selo Odeon, edição muito limitada e sem importância. Rolou muita coisa (inclusive a morte de um dos integrantes, a volta de vários para Rosário etc.) até que em 1971, Frezza conheceu Willy Gardi e juntos resolveram montar o "El Reloj".
Frezza, Gardi, Zabala, Valenti e Espósito
Na formação inicial, além de Eduardo Frezza (baixo e vocais) e Willy Gardi (guitarras), havia Luis Valenti (teclados), Osvaldo Zabala (guitarras) e Juan Espósito (bateria). A estreia aconteceu num cinema chamado "El Monumental", lotado (1,1mil assentos) e muita gente do lado de fora sem conseguir ingresso. Tinham um equipamento que fazia inveja em todos, com um som muito bom. A nova banda soava muito bem e os produtores locais passaram a fazer contatos e oferecer propostas. Acabaram fechando com a RCA argentina e começaram a gravar singles em 1973/74 ("El Mandato / Vuelve El Día A Reinar", "Alguien Más En Quien Confiar / Blues Del Atardecer". "El Reloj" é lembrada hoje como a primeira banda de "Rock Pauleira" da Argentina (espécie de avôs do Metal local), fruto da influência direta do Deep Purple. Com o Lagrima, já havia um pouco de Hard Rock, mas com o El Reloj, as coisas se incorparam. Desde o início, o baterista tocava com dois bumbos, soando poderoso. O estilo de Rock pesado e contundente chamava atenção, principalmente ao vivo (algo avançado para a época). Curiosamente, isto não se refletiu no primeiro álbum, em parte pela falta de experiência quando o gravaram, em parte pelo equipamento utilizado (já que, pouco antes, sofreram um acidente de carro durante viagem para um show em Rosário e perderam grande parte de seu elogiado equipamento).
Conseguiram lançar o primeiro álbum em 1975 (reedições posteriores incluíram os singles anteriores). Hard Prog bastante agradável, embora algo ingênuo e simplista. A todo momento, elementos de Deep Purple e de Wishbone Ash. Introduções sombrias, baixos selvagens, tudo bastante cru, áspero, direto e sem refinamento. Riffs de guitarra rápidos e ardentes, uma faixa blueseira de 9 minutos, outras faixas curtas e porrada, muita energia, solos de guitarras duplas escaldantes, solo de bateria, enfim, comparado ao que viria, acho que podemos classificar esta estreia como um rascunho (não tão interessante para fãs de Prog), mas com seus encantos (inclusive elementos místicos e puxados para o Uriah Heep). O apoio da gravadora foi fraco, mas a aceitação de público foi excelente. Eles tocaram em vários festivais argentinos e o interesse pelo Rock sinfônico foi crescendo (na época, outras bandas como o Espíritu e o Crucis estavam se destacando nesta seara também). Por isso, o estilo no segundo álbum veio tão diferente (mudança drástica). "El Reloj II" (lançado em 1976) aumentou a popularidade da banda incrivelmente. 
Foram mantidas a credenciais da estreia (que tantos fãs conquistaram), mas buscando um som mais desafiador, com uma abordagem de algo dos primeiros do King Crimson e um pouco da escola Prog italiana. Para não correr o risco de assustar os fãs anteriores, houve manutenção daquela atmosfera rústica. O resultado foi excepcional e o El Reloj se tornou mais popular ainda. Na colisão de estilos (gerando um Hard Prog de primeira), os destaques eram as faixas "Al Borde Del Abismo" (single lançado antes do álbum e que o levaria também a ser chamado por este nome, mantendo as influências do Deep Purple, mas acrescentando as referências do King Crimson), "La Ciudad Desconocida" (power ballad sinfônica e melódica na linha italiana), "Harto Y Confundido" e "Camino Al Estucofen"/"El Hombre Y El Perro" (faixas originalmente lançadas somente em single, excelentes, mas hoje incluídas nas reedições). Bastante poder, vocais esporádicos, muito espaço para o instrumental, faixas equilibradas entre a energia e o lado mais sinfônico. Hard Rock fumegante repleto de tendências progressivas (na verdade, uma gigantesca onda Prog). Bateria intrincada, guitarras fluentes e virtuosísticas, reviravoltas melódicas, canções contundentes e totalmente propensas às melodias, enfim, um álbum magnífico e muito querido pelos argentinos. Entretanto, conflitos internos por diferenças pessoais e musicais foram surgindo (Gardi teve muitos desentendimentos com Valenti e resolveu sair e ficou inviável continuar), mas por questões contratuais a banda só se separou em fev/77. 



Em 10/02/1978: Judas Priest lança o álbum Stained Class.

Em 10/02/1978: Judas Priest lança o álbum Stained Class.
Stained Class é o quarto álbum de estúdio da banda de Heavy metal Inglêsa Judas Priest.
Lançado em fevereiro de 1978 pela gravadora Columbia Records. É o primeiro de três álbuns a apresentar o baterista Les Binks, e como o primeiro a apresentar o conhecido logotipo da banda. Stained Class traz uma versão cover de " Better by You, Better than Me ", Spooky Tooth. Após o lançamento, Stained Class foi sucesso comercial modesto, alcançando o 27 lugar na UK Albums Chart, e se tornou o primeiro LP da banda entrar na parada Billboard 200 dos EUA; acabou sendo certificado ouro no último país. Retrospectivamente, é considerado por alguns um dos álbuns mais importantes e influentes no desenvolvimento do heavy metal e um dos melhores álbuns do Judas Priest. Em 2005, Stained Class foi classificado em 307º lugar no livro da revista Rock Hard, Os 500 Maiores Álbuns de Rock e Metal de Todos os Tempos. Em 2017, ficou em 43º lugar na lista dos "100 melhores álbuns de metal de todos os tempos" da Rolling Stone. Após o sucesso dos álbuns subsequentes nos EUA, Stained Class acabaria sendo certificado Ouro. A música "Invader" foi finalmente adicionada ao setlist da banda em 2021, tornando "Heroes End" a única música do álbum que nunca foi tocada ao vivo.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "Exciter" : 5:34 ,
2. "White Heat, Red Hot" : 4:20
3. "Better by You, Better Than Me" : 3:24
4. "Stained Class" : 5:19 ,
5. "Invader" : 4:12
Lado dois:
6. "Saints In Hell" : 5:30 ,
7. "Savage" : 3:27
8. "Beyond the Realms of Death" : 6:53
9. "Heroes End" : 5:01.
Faixas bônus de 2001:
10. "Fire Burns Below" : 6:58
11. "Better by You, Better Than Me" : 3:40.
Pessoal Judas Priest:
Rob Halford - vocais ,
KK Downing - guitarras
Glenn Tipton - guitarras ,
Ian Hill - baixo
Les Binks - bateria.



Em 10/02/1963: Dionne Warwick lança o álbum Presenting Dionne Warwick

Em 10/02/1963: Dionne Warwick lança o álbum Presenting Dionne Warwick
Presenting Dionne Warwick o primeiro álbum de estúdio da cantora norte-americana Dionne Warwick. Foi lançado pela gravadora Scepter Records em 10 de fevereiro de 1963 e nos EUA em 10 de abril mundialmente.
Os compositores Burt Bacharach e Hal David forneceram três quartos da lista faixas, tendo conhecido Dionne Warwick durante o verão de 1961 como cantora de fundo durante a sessão de gravação do hit menor dos The Drifters,
" Mexican Divorce ", em (1962), e tornaram-se os colaboradores frequentes em projetos subsequentes de Dionne Warwick. Presenting Dionne Warwick alcançou a posição número 14 na parada de álbuns do Reino Unido e gerou o single principal " Don't Make Me Over", que alcançou a quinta posição a parada de singles Hot R&B dos EUA e se tornou um hit no top 40 em várias paradas internacionais.
Lista de faixas:
Lado 1:
1. "This Empty Place" : 2:55
2. "Wishin' and Hopin'" : 2:55
3. "I Cry Alone" : 2:37
4. "Zip-a-Dee-Doo-Dah" : 2:40
5. "Make the Music Play" : 2:25
6. "If You See Bill" : 2:58
Lado dois:
7. "Don't Make Me Over" : 2:46
8. "It's Love That Really Counts" : 2:16
9. "Unlucky" : 2:25 ,
10. "I Smiled Yesterday" : 2:44
11. "Make It Easy on Yourself" : 2:40
12."The Love of a Boy" : 1:59.



Em 10/02/1967: The Hollies lança no Reino Unido a canção " On a Carousel "

Em 10/02/1967: The Hollies lança no
Reino Unido a canção " On a Carousel ".
On a Carousel é uma canção escrita por Allan Clarke, Graham Nash e Tony Hicks. Foi lançado pela banda inglesa de rock The Hollies como single em fevereiro de 1967, foi gravado em janeiro pelo selo Parlophone no Reino Unido e Imperial nos EUA. Nash opinaria:
"'On a Carousel' foi uma das melhores músicas dos Hollies. É uma música pop com um refrão contagiante, mas flerta com lindas mudanças na textura rítmica que impedem que a melodia se torne previsível. E a letra captura a essência do amor jovem sem os habituais clichês de lua e junho. Sabíamos que era um sucesso desde o início.
"On a Carousel" foi o primeiro lado A dos Hollies em que Nash cantou os vocais principais; ele cantou o primeiro verso sozinho e compartilhou os vocais principais com Clarke pelo restante da música. Foi o penúltimo single dos Hollies a ser lançado nos EUA pela Imperial antes da banda mudar para a gravadora Epic. A música foi um sucesso no Reino Unido, chegando ao 4º lugar nas paradas de singles, e no Canadá chegou ao 7º lugar nas paradas da RPM Magazine. Também foi um sucesso nos Estados Unidos, chegando ao 11º lugar na parada da Billboard.



Em 10/02/1986: John Lennon lança o álbum Live in New York City

Em 10/02/1986: John Lennon lança o álbum Live in New York City.
Live in New York City é um álbum póstumo ao vivo do músico de rock inglês John Lennon com o Plastic Ono Elephant's Memory Band. Foi preparado sob a supervisão de sua viúva, Yoko Ono, e lançado em fevereiro de 1986 como seu segundo álbum oficial ao vivo, o primeiro sendo Live Peace in Toronto 1969.
Live in New York City alcançou a posição 55
no Reino Unido e a posição 41 nos EUA, eventualmente obtendo uma certificação de ouro pela RIAA.
Lista de faixas:
Todas as músicas de John Lennon.
Lado um:
1. "New York City" – 2:56
2. "It's So Hard" – 3:18
3. "Woman Is the Nigger of the World" – 5:30
4. "Well Well Well" – 3:51
5. "Instant Karma!" – 3:40
Lado dois:
6. "Mother" – 5:00
7. "Come Together" – 4:21
8. "Imagine" – 3:17
9. "Cold Turkey" – 5:29
10. "Hound Dog" – 3:09
11. "Give Peace a Chance" – 1:00.
Pessoal:
John Lennon - voz, guitarra base, teclados, piano elétrico Wurlitzer 200ª,
Yoko Ono - vocais, teclados, piano elétrico Wurlitzer 200a, percussão
Jim Keltner - bateria,
Memória do Elefante:
Wayne 'Tex' Gabriel - guitarra solo
Gary Van Scyoc - baixo,
John Ward - baixo
Stan Bronstein - saxofone,
Adam Ippolito - teclados
Richard Frank Jr. - bateria.



Em 10/02/1997: Blur lança o álbum Blur

Em 10/02/1997: Blur lança o álbum Blur
Blur é o quinto álbum de estúdio da banda de britpop e rock alternativo inglesa Blur.
Lançado em fevereiro de 1997 pela gravadora Food Records. O Blur já havia sido amplamente crítico da cultura popular americana e seus álbuns anteriores se tornaram associados ao movimento Britpop, e particularmente Parklife, os ajudou se tornar um dos principais artistas pop da Grã-Bretanha. Após o álbum The Great Escape, a banda enfrentou a reação da mídia e a relação entre os membros da banda ficaram tensas. Pela sugestão do guitarrista Graham Coxon, o Blur passou por mudança estilística, passou a ser influenciada por bandas de indie rock americanas como Pavement. A gravação ocorreu em Londres, bem como em Reykjavík, Islândia. Dave Rowntree descreveu a música do álbum sendo mais agressiva e emocional do que o trabalho anterior. O produtor Stephen Street afirmou que Damon Albarn começou a escrever sobre as experiências mais pessoais, enquanto Graham Coxon revelou que ouvindo suas letras ficou claro que pra "ele obviamente enlouqueceu um pouco mais".
Apesar das muitas preocupações da gravadora do Blur, da EMI, e da imprensa musical de que a mudança de estilo alienaria a base de fãs predominantemente adolescente e que álbum fracassaria como resultado, o single principal, "Beetlebum ", alcançaram o topo da as paradas do Reino Unido e o álbum foi disco de platina. O álbum também alcançou o top 20 em seis outros países. O sucesso de " Song 2 " fez com que o Blur se tornasse álbum de maior sucesso da banda nos EUA, onde cena britpop não teve sucesso. O álbum recebeu críticas positivas da maioria dos críticos, com muitos elogiando a mudança estilística, bem como a composição de Albarn, até seu retorno em The Magic Whip (2015).
Lista de faixas:
Todas as letras de Damon Albarn (exceto
"You're So Great" de Graham Coxon). Todas
as músicas de Damon Albarn, Graham Coxon,
Alex James e Dave Rowntree, exceto "MOR", escrita por Albarn, Coxon, James, Rowntree, David Bowie e Brian Eno.
1. "Beetlebum" : 5:04
2. "Song 2" : 2:02
3. "Country Sad Ballad Man" : 4:50
4. "M.O.R." : 3:27
5. "On Your Own" : 4:26
6. "Theme from Retro" : 3:37
7. "You're So Great" : 3:35
8. "Death of a Party" : 4:33
9. "Chinese Bombs" : 1:24
10. "I'm Just a Killer for Your Love" : 4:11
11. "Look Inside America" : 3:50
12. "Strange News from Another Star" : 4:02
13. "Movin' On" : 3:44
14. "Essex Dogs" : 8:08.
Pessoal:
Damon Albarn – vocais, piano, teclados,
órgão Hammond , violão
Graham Coxon – guitarras elétricas e acústicas, backing vocals, vocais em
"You're So Great",
theremin , bateria adicional em "Song 2" e
"Strange News from Another Star"
Alex James – baixo
Dave Rowntree – bateria, percussão, programação de bateria em "On Your Own"
Produzido por Stephen Street, exceto por "I'm Just a Killer for Your Love" produzido por Blur
John Smith - engenheiro (todas as faixas, exceto "I'm Just a Killer for Your Love")
Jason Cox - engenheiro ("I'm Just a Killer for Your Love") Arnþór "Addi 800" Örlygsson – engenharia adicional.



Em 10/02/1969: The Beach Boys lança o álbum 20/20.

Em 10/02/1969: The Beach Boys lança o álbum 20/20.
20/20 é o 15º álbum de estúdio da banda de rock americana The Beach Boys, lançado em 10 de fevereiro de 1969 pela Capitol Records. O LP foi nomeado por ser seu 20º álbum geral. Muito disso consiste em outtakes de álbuns anteriores. Alcançou o número 3 nas paradas
de sucesso do Reino Unido e número 68 nos Estados Unidos. Brian Wilson esteve ausente durante a maior parte da gravação do álbum depois de se internar em um hospital psiquiátrico, exigindo dos irmãos Carl e Dennis para recuperar vários outtakes que ele havia
gravado anos antes. Embora Brian não apareça na capa, o gatefold interno do lançamento do vinil original mostra apenas ele, atrás de um gráfico de exame oftalmológico. Os singles
" Do It Again " e " Bluebirds over the Mountain " precederam o lançamento do álbum por vários meses. O primeiro foi a primeira tentativa da
banda de revisitar o som do surf que eles haviam abandonado desde All Summer Long, liderando as paradas do Reino Unido e da Austrália, e o último continha o lado B " Never Learn Not to Love ", baseado em uma música de Charles Manson. Os outros singles foram
" I Can Hear Music " e uma versão regravada
de " Cotton Fields ". Em 2018, destaques da sessão, outtakes e tomadas alternativas foram lançados para a compilação I Can Hear Music: The 20/20 Sessions.
Lista de faixas:
Vinil Original:
Lado um:
1. "Do It Again" : 2:25 ,
2. "I Can Hear Music" : 2:36
3. "Bluebirds over the Mountain" : 2:51
4. "Be With Me" : 3:08 ,
5. "All I Want to Do" : 2:02
6. "The Nearest Faraway Place" : 2:39
Lado dois:
7. "Cotton Fields" : 2:21 ,
8. "I Went to Sleep" : 1:36 ,
9. "Time to Get Alone" : 2:40
10. "Never Learn Not to Love" : 2:31
11. "Our Prayer" : 1:07 ,
12. "Cabinessence" : 3:34
Comprimento total : 29:46.
1990/2001 CD faixas bônus:
13. "Break Away" : 2:57
14. "Celebrate the News" : 3:05
15. "We're Together Again" : 1:49
16. "Walk On By" : 0:55
17. "Old Folks at Home/Ol' Man River" ; 2:52.
Pessoal The Beach Boys:
Brian Wilson, Carl Wilson, Dennis Wilson.



APRYL FOOL Psychedelic/Space Rock • Japan

 

APRYL FOOL

Psychedelic/Space Rock • Japan

Biografia do Apryl Fool:
As raízes do Apryl Fool remontam ao The Floral, formado em 1966 como um dos grupos de pop e rock surgidos durante o boom do "Group Sound" japonês no final da década de 1960, após uma audição para o fã-clube japonês dos Monkees. Os três talentosos integrantes do The Floral - Hiroyoshi 'Hiro' Yanagida (teclados), Tadashi Kosaka (vocais) e Eiji Kikuchi (guitarras) - tinham a intenção séria de explorar sua originalidade e criatividade, e essa forte intenção levou o The Floral a mudar seu nome para Apryl Fool em 1969. Eles recrutaram Haruomi Hosono (baixo) e Takashi Matsumoto (bateria) e se tornaram muito conhecidos como uma banda de rock psicodélico improvisado no Japão. Infelizmente, o Apryl Fool teve vida curta... eles se separaram logo após a gravação de seu álbum homônimo devido a muitas divergências entre os membros que surgiram desde o início. Mais tarde, Haruomi e Takashi formaram a YELLOW MAGIC ORCHESTRA através da banda japonesa de blues rock HAPPY END, e Hiro participou de alguns projetos passageiros (mas incríveis) (como FOOD BRAIN, LOVE LIVE LIFE + ONE) e conseguiu um grande sucesso como artista solo.






The Apryl Fool
Apryl Fool Psychedelic/Space Rock

 O primeiro álbum de blues psicodélico japonês que já ouvi. Aliás, pensando bem, é o único álbum de blues psicodélico japonês que já ouvi. Talvez seja uma piada de 1º de abril? Enfim, para ser justo, poucas das músicas aqui são realmente blues psicodélico; a maioria é uma coisa ou outra.

Há muitas influências musicais dos EUA e do Reino Unido aqui, desde a apropriadamente intitulada "Honky Tonk Jam", que me lembra o estilo hootenanny do álbum " Beach Boys Party!" (1965), bem como "Rainy Day Women #12 & 35" (1966) de Bob Dylan. "Apryl Blues" é uma música mais rápida, mas com uma atmosfera muito semelhante. Os Beatles são evocados mais claramente na psicodelia alucinante de "The Lost Mother Land (part 1)" - a menos que você considere o nome Apryl Fool, é claro.

Se não houvesse tantos outros grupos norte-americanos e britânicos fazendo esse tipo de música em 1969, consigo imaginar o Apryl Fool tocando em algumas rádios nos EUA, talvez com uma música como "Tanger". Mas ainda faltavam apenas 25 anos para o fim da Segunda Guerra Mundial. E as montadoras japonesas estavam começando a corroer as vendas de carros nos EUA. E a guerra do Vietnã. E por aí vai. Os compradores de discos americanos provavelmente estavam satisfeitos com suas opções nacionais e da Europa Ocidental.

Para ter uma chance justa no mercado de consumo, o Apryl Fool teria que ser espetacular. Entre os álbuns que alcançaram o primeiro lugar na parada da Billboard em 1969 estavam The Beatles (" The White Album "), Blood, Sweat & Tears , Blind Faith , Green River do Creedence Clearwater Revival Abbey Road e Led Zeppelin II . Apryl Fool não se compara a nenhum desses em termos de composição, e sua produção e qualidade de som estavam vários anos atrasadas para a época.

É claro que a falta de popularidade nos EUA não significa que Apryl Fool não seja um ótimo álbum. Mas a banda criou uma obra que refletia tão claramente o rock ocidental contemporâneo que era impossível não compará-la com os maiores nomes da época. E, por essa métrica, não é um grande álbum. Interpreta o rock ocidental do final dos anos 60, mas não acrescenta muito a ele — na minha opinião. Imagino como teria soado um álbum seguinte se eles tivessem consolidado a abordagem mais radiofônica de "Tanger" e o som psicodélico de "The Lost Mother Land" (tanto a Parte 1 quanto a ainda mais estranha Parte 2, que encerra o álbum). Muitos grupos de grande sucesso tiveram estreias que não foram melhores que a de Apryl Fool — Moody Blues, Rush e Genesis vêm à mente. Infelizmente, o Apryl Fool se separou após apenas um álbum. Por acaso, os membros do grupo seguiram para projetos maiores, dois deles formando o Yellow Magic Orchestra.

Duas estrelas para um álbum interessante, historicamente importante, mas decepcionante.



APRYL Rock Progressivo Italiano • Italy

 

APRYL

Rock Progressivo Italiano • Italy

Biografia do Apryl:
O Apryl é um quarteto jovem e muito criativo do Vêneto, Itália, que surgiu em 1995. Seu estilo, profundamente enraizado nos anos 70, apresenta épicos sinfônicos progressivos clássicos complexos e diversos, com várias assinaturas de tempo e tonalidades. Em termos de referências, o Genesis é o que mais se aproxima, embora a banda compartilhe parte da energia bruta do Rush e do The Far Side. Eles lançaram um mini-CD em 2000 e um álbum completo em 2002, ambos autoproduzidos.

A maior parte de seu material é conduzida por teclados, com muitos solos de órgão Hammond e sintetizador, além de belas passagens de piano. Mais da metade de cada faixa é puramente instrumental e os vocais, cantados em italiano, são mais para o lado "romântico" do que para o "dramático". As faixas totalmente instrumentais ainda são muito melódicas, mas tendem a ter uma pegada muito mais pesada, quase flertando com o metal em alguns momentos.

Alorconfusa
Apryl Rock Progressivo Italiano


 Apryl começou sua trajetória em 1995 em Conegliano, uma cidade na província de Treviso. Após uma primeira demo ainda em desenvolvimento, gravada em 1996 e intitulada "Tela", a jovem banda finalmente lançou seu álbum de estreia, "Alorconfusa", pelo selo Mellow Records em 2002. O álbum foi gravado entre 2000 e 2001 com a formação de Ermanno Barsè (teclados, piano), Giorgio Riondato (baixo), Alberto Celotto (guitarra), Andrea Lorenzet (bateria, percussão) e Leandro Di Giovanna (vocal). O resultado dessa criatividade é uma interessante mistura de sonoridades vintage com influências mais recentes, embora, na minha opinião, os vocais nem sempre estejam à altura. A arte da capa, assinada por Flavio Gregori, busca capturar a essência musical...

A longa e complexa faixa de abertura, "Hesperia", estabelece a atmosfera. Começa com sons experimentais e uma súbita onda de energia pulsante, alternada com passagens mais tranquilas. A música e a letra evocam a imagem de um menino que acaba de capturar uma linda e colorida borboleta com uma rede. Enquanto admira sua presa em uma caixa transparente, sua fantasia começa a fluir e a borboleta se transforma em uma ninfa, filha da noite. Atlântida é seu lar, uma ilha perdida onde crescem maçãs douradas... Por fim, a beleza mágica da borboleta e seus esforços desesperados para escapar da caixa comovem o menino, que decide libertar a pequena criatura...

A evocativa e cinematográfica "Ghe-pardo" (Chee-tah) é uma faixa instrumental que passa por diversas mudanças de ritmo e atmosfera, criando uma espécie de jogo repleto de solavancos e desacelerações, onde é preciso se perder para se reencontrar... A seguinte, "Tarta-ruga" (Tartaruga), começa suavemente com um simples arpejo de guitarra. A atmosfera é onírica, enquanto a música e a letra evocam imagens surreais de ondas suspensas, nuvens suspeitas e fundos marinhos organizados, que escondem mistérios e memórias. Então, algo estranho surge e emerge da lagoa, em direção à terra...

A última faixa, "Nelle vesti di Adia" (No disfarce de Adia), começa com um andamento de valsa oblíquo, enquanto letras herméticas adicionam toques de cores outonais à tela musical para aguçar sua imaginação. A música conduz você por diversas mudanças de ritmo e atmosfera, alternando passagens suaves e oníricas com explosões de energia, levando você entre luzes e sombras nebulosas, onde figuras sutis e moribundas dançam no crepúsculo, tão próximas que parecem poder tocá-lo...

No geral, uma obra interessante que vale a pena conferir.



Amon Düül II 1973 Utopia

 

Aqui está mais um álbum do Amon Düül II (?!) - opa, espere um minuto - poderia ser um trabalho solo do Lothar Meid - ou, quem sabe, Utopia!! Lembro-me de ter visto LPs deste álbum junto com outros da banda de mesmo nome do Todd Rundgren - com os mesmos preços daqueles discos comuns também. As músicas deste álbum soam muito parecidas com as do ADII, e a qualidade é tão boa quanto. Não entendo por que este lançamento não é o preferido aqui no PA, ele apresenta muitas das características que tornaram o 'Mothership' tão empolgante. A primeira faixa, 'What You Gonna Do', é um rock direto, com Renate Knaup nos vocais, sempre um prazer ouvir sua voz inconfundível. 'Wolf-Man Jack Show' é uma música estranha, com Jimmy Jackson no misterioso 'Órgão de Coro' (que produz um som mais estranho do que coros de Mellotron), que ele, aliás, utilizou em várias faixas com bons resultados. O riff de baixo aqui é quase uma cópia direta de "Come Together" dos Beatles, tocado em estilo alemão. "Alice" é uma doce canção de amor. A melodia em si é despreocupada e inspiradora, com Lothar tocando flautas de Mellotron. Não consigo deixar de me lembrar de Kevin Ayers nessa música. "Las Vegas" é uma jam com uma pegada hippie, com congas, saxofone jazzístico e uma flauta de nariz!

'Deutsch Nepal' é uma regravação da música de mesmo nome do álbum 'Wolf City'. Seu som pesado e o vocal peculiar do convidado Rolf Zacher fazem dela um excelente exemplo de Krautrock. 'Utopiat No.1' é outra jam hippie (incrivelmente similar a 'Las Vegas'), mas também conta com os órgãos vibrantes de Jimmy Jackson e Falk Rogner, Olaf Kubler experimentando um sintetizador Moog e vocais com eco bizarro de Meid. Nossa, eu adoro isso. 'Nasi Goreng' é um instrumental com forte presença do Hammond, melodias marcantes e leves toques orientais (claro, com um título desses). O álbum termina com 'Jazz-Kiste', provavelmente a obra-prima do disco, com Christian Schulze, do Passport, no piano elétrico e Edgar Hoffman, do Embryo, tocando um incrível sax soprano com wah-wah praticamente do começo ao fim. No geral, este 'Utopia' não é uma extravagância revolucionária, mas considero seu conteúdo valioso e satisfatório.


Lista de faixas:
1. What You Gonna Do (6:37)
2. The Wolf-Man Jack Show (5:05)
3. Alice (3:06)
4. Las Vegas (4:25)
5. Deutsch Nepal (3:08)
6. Utopia No. 1 (4:00)
7. Nasi Goreng (5:33)
8. Jazz-Kiste (5:30)
Faixas bônus neste lançamento:
09 Surrounded By The Stars
10 Dancing On Fire
11 Deutsch Nepal / Rolf Zacher Voc.
12 Goldrush
13 Star Eyed
14 Dr. Stein

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