sábado, 14 de fevereiro de 2026

Que fim levou? Ian McLagan (dos Small Faces e Faces)

 

Ian Patrick McLagan nasceu em mai/1945 (em Isleworth, pequena cidade dentro da grande Londres), foi tecladista e ficou famoso no Small Faces e nos Faces. Ele começou a tocar teclado aos sete anos de idade, mas depois aprendeu também guitarra. Ele chegou a frequentar a Twickenham College Of Technology and School of Art, mas abandonou os estudos para focar na música. Ele tocou em bandas desde o início dos anos 60 (The MuleskinnersBoz People etc.), primeiro usando um pianinho Hohner Cembalet, depois um órgão Hammond e um piano elétrico Wurlitzer (além de ocasionalmente tocar guitarra ritmica). Em 1965, ele foi contratado (pelo empresário Don Arden) pela quantia de 30 libras por semana para entrar no Small Faces (e substituir Jimmy Winston, demitido por ter esnobado Marriott e não saber tocar teclado direito). Surgia a formação clássica da banda (Steve Marriott, Ronnie Lane, Kenney Jones e Ian McLagan). McLagan estreou ao vivo no Lyceum Theatre em nov/65. Após o "período probatório", o salário de McLagan foi reduzido (a seu pedido) para 20 libras por semana, quantia que era o que os outros membros da banda recebiam. Eles nunca receberam mais do que isso, porque Don Arden ficava com todos os rendimentos e só em 67 é que passaram a receber parte dos royalties (é mole?).
McLagan, Jones,Lane e Marriott
Com os Small Faces, McLagan escreveu e cantor apenas duas canções (inteiramente creditadas a ele): "Up The Wooden Hills To Bedfordshire" e "Long Agos and Worlds Apart" (do segundo e terceiro álbuns, respectivamente). Mas ele também recebeu crédito com co-compositor em várias outras faixas como "Own Up Time", "Eddie's Dreaming" e "The Hungry Intruder". Em 1969, Steve Marriott deixou o grupo, Rod Stewart e Ronnie Wood entraram e a banda mudou o nome para "Faces". Além disso, McLagan tocou piano no lado estúdio do álbum "The London Chuck Berry Sessions", de 72, e após o final dos Faces em 75, trabalhou como sideman dos Rolling Stones (tanto em estúdio, quanto em turnês e em vários projetos de Ronnie Wood).
Ele também atuou em sessões de artistas como Chuck Berry, Jackson Browne, Joe Cocker, Bob Dylan, Melissa Etheridge, Bonnie Raitt, Paul Westerberg, Frank Black, Bruce Springsteen, etc. Ele também tocou na turnê de Bob Dylan em 84, na banda de Billy Bragg por vários anos (final dos anos 90 até início dos anos 2000), tocou com Black Crowes, Warren Haynes, em 2014 fundou a banda "Empty Hearts". Tocou com Lucinda Williams, lançou diversos álbuns solo, foi líder da "Bumb Band". Ele foi casado entre 1968-72 com Sandy Sarjeant, uma dançarina do programa "Ready Steady Go!" com quem teve um filho. Depois, teve relacionamento com Kim Kerrigan, ex-esposa de Keith Moon. Ela era divorciada de Moon e com sua filha Amanda (filha de Moon) foram morar com McLagan. Os dois se casaram em 1978, um mês após a morte de Moon (aos 32 anos). Kim acabou morrendo num trágico acidente de carro em 2006, aos 57 anos. McLagan publicou sua autobiografia, "All The Rage: A Riotous Romp Through Rock & Roll History" (putz, deve ser um livro ótimo!) em 2000. McLagan morreu de ataque do coração em dez/2014, aos 69 anos.


Grandes álbuns do Prog-Rock: La Máquina De Hacer Pájaros - "La Máquina De Hacer Pájaros" (1976)

 

"La Máquina de Hacer Pájaros" (tradução: a máquina de fazer pássaros) foi a banda criada por Charly García no início de 1976, após a dissolução de seu grupo anterior, o "Sui Generis" (1972-75, em parceria com Nito Mestre e que fez três álbuns que se tornaram hinos para gerações de argentinos). Foi o projeto que deixou o Folk-Rock do Sui Generis para trás e mergulhou no Prog Rock sinfônico. Em sua curta vida, dois álbuns foram gravados, "La Máquina de Hacer Pájaros", de 76, e "Películas", de 77. No início, era um quarteto (Charly García nos teclados e vocais, José Luis Fernández no baixo, Carlos Cutaia nos teclados e Oscar Moro na bateria) e, com esta formação (todos músicos de alto calibre), tudo começou num night club chamado "La Bola Loca" em Buenos Aires, em mai/76. O nome foi tirado de uma tirinha do cartunista argentino Crist. Logo, Charly decidiu incorporar o guitarrista Gustavo Bazterrica, que deu a sonoridade final à formação. "La Máquina..." foi uma das bandas argentinas com sonoridade mais trabalhada contando com a genialidade de Charly e sua vontade de experimentar. "Nesta banda, eu fiz o que eu queria", lembrou ele depois. Inspirado no Rock elegante do Steely Dan, pelo virtuosismo do Yes e no aspecto mais aventureiro e sinfônico do Genesis, Charly formou uma das melhores bandas de Prog-Rock da Argentina, uma verdadeira academia musical. "Nós éramos o Yes do Terceiro Mundo", sintetizou García. 
Charly, Carlos, Oscar, José Luis e Gustavo
Entretanto, para aquela época, o grupo não foi bem recebido, nem pela imprensa, nem pelo público (sendo reconhecido apenas depois). Tratava-se de um som bem diferente e isto fez com que nenhum dos dois álbuns lançados (ambos selo Talent Microfón) fosse sucesso comercial. O álbum de estreia foi visto como "estranho", tendo sido o mais caro da história na Argentina (custo mais que o dobro de um LP comum, na época). De fato, "La Máquina..." teve a intenção de criar o mais profundo, meticuloso e complexo Prog-Rock sinfônico e Charly García introduziu ali a novidade de dois tecladistas simultâneos (ele mesmo e Carlos Cutaia) - talvez, isso tenha sido um dos aspectos para criar toda uma barreira entre a banda e o público, então habituado à sonoridade mais simples do Sui Generis. Representou uma tremenda evolução, trocando as anteriores letras adolescentes por música muito mais elaborada (e experimental) e com temas adultos. "La Máquina..." acabou se dissolvendo por problemas internos em 1977 e Charly explicou: "Eu sai da banda após um show. Fui para um hotel e fiz planos de me mudar para o Brasil. Eu havia ouvido Milton Nascimento e sua música balançou minha cabeça". "El Festival del Amor", em 11/nov/77, no Luna Park, foi onde aconteceu este último show. Foi um período conturbado, a Argentina ingressara num período de ditadura militar (1976-83), havia todo um clima de terror e de insegurança (o próprio Charly vivia com medo, evitava sair e tinha o temor de ter o nome incluído em "listas negras"). Naqueles vários meses, tocando de quinta a domingo no La Bola Loca, a banda foi testando e desenvolvendo canções (que depois apareceriam no primeiro álbum). Ali, cerca de duzentas pessoas toda noite os viam tocar. Prog melódico com toques jazzísticos, tudo com estruturas complexas, energia e liberdade criativa. Os dois tecladistas permitiam a construção de paredes de órgãos e sintetizadores. Instrumental brilhante, virtuosístico, partes instrumentais longas e cheias de solos, com os músicos realmente "arrasando" em alto nível. O álbum de estreia homônimo (que fãs apelidaram de "Bubulina", sua primeira faixa) é uma pérola do Prog mundial. Sete temas compondo uma obra forte e única, que permanece intacta até hoje. "Bubulina" (5:35) e seu clima Yes, todos os grooves e solos no estilo Grand Funk Railroad em " Boletos, Pases y Abonos" (6:30), o lado Folk em "Por Probar el Vino y el Agua Salada" (3:22) e toda a viagem musical de "Ah, Te Ví Entre las Luces" (11:09) são os destaques desta sublime estreia. 
Durante o inverno, "La Máquina..." se fixou um porão e moldou um segundo álbum, "Películas", outro belíssimo registro. O jornal "La Opinión" passou a acusar Charly de fazer música com "estrangeirizações" que nada tinha a ver com o "sentimento nacional" argentino. Este segundo álbum veio bem na mesma veia da estreia, com um Prog melódico com elementos jazzísticos. Excelente também, fluído, coeso, sofisticado, banda solta, mantendo todo o Prog sinfônico, outro discaço de alta qualidade. A qualidade de som em ambos discos era muito boa e notavelmente melhor do que qualquer outro álbum gravado na Argentina até então. Porém, assim como a estreia, passou totalmente batido no gosto do grande público (aliás, demorou um bom tempo para que este projeto de Charly García fosse reconhecido por seu valor na própria Argentina). O grupo ensaiava diariamente visando aprimorar cada vez mais suas performances ao vivo. O guitarrista Gustavo Bazterrica faltou a alguns desses ensaios e Charly o demitiu logo depois de um grande show em Montevidéu. Em seu lugar, colocou Alejandro "Golo" Cavotia, ocorrem mais um par de apresentações, mas Charly resolve acabar com tudo e vir morar por um tempo no Brasil.
Seu casamento com María Rosa havia acabado (apesar do nascimento do filho Miguel Ángel, em mar/77) e Charly lutava para lidar com a nova realidade de pai e todo o foco em sua música (o novo par de María Rosa era Nito Mestre, até então o melhor amigo de Charly). Nesse momento de dificuldades, ele conheceu Marisa "Zoca" Pederneiras, uma bailarina brasileira (de 17 anos) da companhia de dança contemporânea do coreógrafo argentino Oscar Araiz. Zoca seria sua parceira até o final da década de 80 e inspiraria-lhe diversas canções. Aqueles meses finais de 1977 representaram um ponto de virada na vida de Charly. Com toda a crise sentimental e artística, todo o clima de censura e repressão imposto pela ditadura militar, ele iria parar na casa de Zoca em Belo Horizonte. Ali, a família dela o recebeu de braços abertos (os Pederneiras eram uma família artística que logo ficou cativada pelo talento de Chalry). Ele estava influenciado por músicos brasileiros (especialmente Milton). Com o amigo David Lebón, colega dos tempos de Sui Generis, alugou por três meses uma casa em Búzios/RJ, onde viveu uma vida focada na natureza e voltou a tocar, compor e planejou um novo projeto (que viria a ser o Serú Girán, uma das bandas mais importantes da história da música argentina pela qualidade musical e letras, incluindo canções desafiadoras à ditadura militar, que assombrava o país naquela época).



Em 13/02/1965: Herman's Hermits lança nos EUA o álbum de estreia

Em 13/02/1965: Herman's Hermits lança
nos EUA o álbum de estreia
Herman's Hermits (ou Introducing Herman's Hermits) é o álbum de estréia da banda inglesa Herman's Hermits. Foi lançado em fevereiro de 1965. Como era típico da época, o conteúdo do álbum era diferente nos lançamentos no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Os álbuns do Reino Unido tendiam a não incluir singles. A edição americana do álbum às vezes chamada de Introducing Herman's Hermits um título usado na contracapa e na gravadora, não na capa. Não foi lançado no Reino Unido até setembro de 1965. A versão do Reino Unido que continha " Mrs. Brown You've Got a Lovely Daughter " e " I'm Henery VIII, I Am " (variação de grafia) alcançou o 16 lugar e passou apenas duas semanas na parada.
Listagem de faixas:
Versão dos EUA:
Lado um:
1. "I'm into Something Good" : 2:31
2. "Mrs. Brown You've Got a Lovely
Daughter" : 2:46
3. "Kansas City Loving" : 2:07 ,
4. "I Wonder" : 2:06
5. "Sea Cruise" Huey "Piano" : 2:08
6. "Walkin' with My Angel" : 2:19
Lado dois:
1. "Show Me Girl" : 2:34
2. "I Understand (Just How You Feel)" : 2:58
3. "Mother-in-Law" : 2:21
4. "Your Hand in Mine" : 2:00
5. "I Know Why" : 2:03 ,
6. "Thinking of You" : 2:03.
Versão do Reino Unido:
Lado um:
1. "Heartbeat" : 2:52 ,
2. "Travellin' Light" : 2:36
3. "I'll Never Dance Again" : 3:30
4. "Walkin' with My Angel" : 2:24
5. "(I Gotta) Dream On" : 2:07 ,
6. "I Wonder" : 2:10
Lado dois:
1. "For Your Love" : 2:28 ,
2. "Don't Try to Hurt Me" : 2:08
3. "Tell Me Baby" : 2:16 ,
4. "I'm Henery VIII, I Am" : 1:53
5. "The End of the World" : 3:05
6. "Mrs. Brown You've Got a Lovely
Daughter" : 2:48.
Pessoal Herman's Hermits:
Peter Noone - vocais,
Derek Leckenby - guitarra solo
Keith Hopwood - guitarra base ,
Karl Green - baixo
Barry Whitwam - bateria.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Em 13/02/1981: Phil Collins lança o álbum Face Value.

Em 13/02/1981: Phil Collins lança o álbum Face Value.
Face Value é o primeiro álbum solo do cantor
e baterista inglês Phil Collins. Foi lançado em 13 de fevereiro de 1981 pela gravadora Virgin Records no Reino Unido e Atlantic Records nos Estados Unidos e no exterior. Depois que sua primeira esposa pediu o divórcio em 1979, Phil Collins começou a escrever canções durante a pausa nas atividades do Genesis, e com muito do material relacionado à sua vida pessoal.
Face Value foi gravado de meados de 1980 ao início de 1981, com Collins e Hugh Padgham como produtores. Músicos adicionais incluem Phenix Horns, Alphonso Johnson, Eric Clapton. Face Value foi sucesso comercial instantâneo e alcançou o primeiro lugar a UK Albums Chart por três semanas e o sétimo lugar na Billboard 200 dos EUA. Desde então, vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos e mais de 1,5 milhões no Reino Unido.
Face Value recebeu elogios generalizados da crítica. Seu primeiro single " In the Air Tonight ", foi lançado em janeiro de 1981, e alcançou o segundo lugar no UK Singles Chart e tornou-se conhecido por seu arranjo de bateria e uso de reverberação controlada. Em janeiro de 2016, Face Value foi relançado com faixas bônus e novas fotografias no estilo do original, mas apresentando um Collins dos dias atuais.
Lista de faixas:
Todas as faixas são escritas por Phil Collins.
Lado um:
1. "In the Air Tonight" : 5:34 ,
2. "This Must Be Love" : 3:55
3. "Behind the Lines" : 3:53
4. "The Roof Is Leaking" : 3:16
5. "Droned" : 2:49 ,
6. "Hand in Hand" : 5:20
Lado dois:
7. "I Missed Again" : 3:41
8. "You Know What I Mean" : 2:33
9. "Thunder and Lightning" : 4:12
10. "I'm Not Moving" : 2:33
11. "If Leaving Me Is Easy" : 4:54
12. "Tomorrow Never Knows" : 4:15
13. "Over the Rainbow" : 0:37
Comprimento total : 47:32.
Pessoal:
Phil Collins - vocais, bateria (1, 3, 6, 7, 9-12), vocoder Roland VP-330 (1, 6, 10), bateria eletrônica CR-78 (1, 6, 12), sintetizador Prophet-5 (1, 2, 5–7, 10–12), Fender Rhodes
(1, 2, 9, 11), percussão (2, 10), piano (4–8, 10), palmas (5, 9), congas (5), marimba (6),
violão (13) , D
aryl Stuermer - violões (1, 2, 3, 6, 7, 9, 11, 12), banjo (4), violão de 12 cordas (5)
Eric Clapton - guitarra (4, 11) ,
Joe Partridge - guitarra slide (4) ,
John Giblin - baixo (1, 9, 10, 12)
Alphonso Johnson - baixo (2, 3, 6, 7, 11)
L. Shankar - violino (1, 5, 7, 12), tamboura (5),
"bateria vocal" (5) ,
J. Peter Robinson - Profeta-5 (3)
Stephen Bishop - vocais de fundo (2)
Arif Mardin - arranjos de cordas (8, 11).



Em 13/02/1970: Black Sabbath lança no Reino Unido o álbum de estréia.

Em 13/02/1970: Black Sabbath lança no
Reino Unido o álbum de estréia.
Black Sabbath é o álbum de estreia da banda inglesa de heavy metal Black Sabbath. Lançado em fevereiro de 1970 no Reino Unido pela Vertigo Records e em junho de 1970 nos Estados Unidos pela Warner Bros. Records.
O álbum é amplamente considerado como o primeiro álbum do gênero heavy metal.
Além disso, a faixa de abertura, auto-intitulada
" Black Sabbath ", foi referida como a primeira música do doom metal. Após o lançamento, o álbum alcançou o número oito nas paradas de álbuns do Reino Unido e o número vinte três
na Billboard 200 dos EUA. Foi incluído no livro de Robert Dimery 1001 Albums You Must Hear Before You Die.
Em 2005, o álbum foi classificado número 238 pela revista Rolling Stone em sua lista The 500 Greatest Albums of All Time; aparece em 243º em uma nova edição da lista em 2012.
A Rolling Stone classificou Black Sabbath como nº 44 em sua lista de 100 Best Debut Albums of All Time, descrevendo a faixa-título
como "definiu o som de milhares de bandas." Por fim, a revista o elegeu o 5º melhor álbum de metal de todos os tempos.
Lista de faixas:
Todas as canções foram creditadas a
Edição europeia:
Lado um:
1. "Black Sabbath" : 6:20 ,
2. "The Wizard" : 4:24
3. "Behind the Wall of Sleep" : 3:37
4. "N.I.B." : 6:08
Lado dois:
5. "Evil Woman" : 3:25 ,
6. "Sleeping Village" : 3:46
7. "Warning" : 10:28.
Faixa bônus de relançamento do CD de 1996:
8. "Wicked World" : 4:47.
Pessoal Black Sabbath:
Tony Iommi - guitarra
Geezer Butler - baixo
Bill Ward - bateria
Ozzy Osbourne - vocais, gaita em "The Wizard".



Em 13/02/1973: Three Dog Night lança o álbum Around the World with Three Dog Night

Around the World with Three Dog Night é um álbum duplo ao vivo da banda americana de rock Three Dog Night, foi lançado em fevereiro de 1973.
Lista de faixas:
1. "One Man Band" – 2:33
2. "Never Been to Spain" – 3:33
3. "Going in Circles" – 2:44
4. "The Family of Man" – 2:50
5. "Midnight Runaway" – 5:51
6. "Liar" – 3:49
7. "Good Feeling 1957" – 4:36
8. "Organ Solo" – 4:36
9. "Eli's Coming" – 4:23
10. "Joy to the World" – 2:40
11. "Black and White" – 2:56
12. "Pieces of April" – 4:07
13. "Out in the Country" – 3:25
14. "Mama Told Me (Not to Come)" – 2:59
15. "Drum Solo" – 5:53
16. "An Old Fashioned Love Song" – 3:51
17. "Jam" – 7:04.
Pessoal Músicos:
Mike Allsup - guitarra ,
Danny Hutton - vocais ,
Chuck Negron - vocais
Joe Schermie - baixo ,
Floyd Sneed - bateria
Cory Wells - vocais.



Em 13/02/1989: Simply Red lança o álbum A New Flame

Em 13/02/1989: Simply Red lança o álbum
A New Flame é o terceiro álbum de estúdio
da banda Inglêsa de soul pop Simply Red.
Lançado em fevereiro de 1989.
Foi um grande sucesso mundial, tornando-se o primeiro álbum da banda número um no Reino Unido e certificado 7x Platinum pelo BPI com vendas de 2.100.000 cópias no Reino Unido.
O álbum também foi certificado ouro nos EUA pela RIAA.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "It’s Only Love" – 4:58
2. "A New Flame" – 3:57
3. "You’ve Got It" – 3:55
4. "To Be with You" – 3:22
5. "More" – 4:08
Lado dois:
6. "Turn It Up" – 4:35
7. "Love Lays Its Tune" – 4:05
8. "She’ll Have to Go" – 3:10
10. "Enough" – 5:10.
Pessoal:
Mick Hucknall - vocais principais
(todos os vocais em 'Enough')
Fritz McIntyre - teclados e backing vocals
Tim Kellett - trompete e teclado, backing vocals ao vivo
Chris Joyce - bateria
Tony Bowers - baixo
Heitor TP - guitarras
Ian Kirkham - saxofones
Músicos convidados:
Erik Hanson e Larry Williams - programação
de sintetizador
Lenny Castro - percussão
Stephanie Spruell - vocais de apoio.




 

AQUA-WRECK Eclectic Prog • Finland

 

AQUA-WRECK

Eclectic Prog • Finland

Biografia do Aqua-Wreck:
Aqua-Wreck é uma banda de rock progressivo formada em 2010 em Rauma, Finlândia. Seus membros são Totti Kaarle (vocal, trompete, percussão), Taavi Heikkilä (saxofones, clarinete, teclados), Lauripekka Muurinen (guitarras, flauta), Kalle Korkeamäki (baixo, percussão) e Tatu Tyykilä (bateria, percussão).

Na música do Aqua-Wreck, é possível perceber influências marcantes de grandes bandas de prog dos anos 70, como King Crimson, Van der Graaf Generator, Gentle Giant, ELP e Genesis, embora cada um dos três compositores, Korkeamäki, Kaarle e Heikkilä, tenha sua própria interpretação do gênero: peculiar, poderosa e elegante, respectivamente. O estilo prog eclético e vintage também incorpora elementos de jazz, funk e música de jogos. A influência de Peter Hammill nas letras e na versatilidade vocal de Kaarle é inegável.









Facade
Aqua-Wreck Eclectic Prog

 A banda finlandesa de rock progressivo Aqua-Wreck foi fundada há cerca de quatorze anos e agora finalmente lançou seu álbum de estreia, produzido por eles mesmos. É uma viagem selvagem pelo mundo aventureiro do prog eclético do início dos anos 70, com influências absorvidas de bandas como King Crimson, ELP, Van der Graaf Generator e Gentle Giant. Saxofone, clarinete, trompete, flauta e sons vintage de órgão e piano elétrico são usados ​​ao lado da instrumentação típica do rock.

Todas as letras foram escritas pelo vocalista Totti Kaarle. Sua voz potente lembra um pouco Greg Lake e John Wetton, e ele afirma ser fortemente influenciado por Peter Hammill em sua abordagem acrobática. Muitas vezes, seu vocal me faz lembrar da banda irlandesa Fruupp. O tecladista e instrumentista Taavi Heikkil' — que também toca em outra ótima banda de prog rock retrô, Malady — compôs a faixa de abertura, "The Strangest Song (Ja simbilam malibmis aJ)", repleta de intensidade acelerada à la Zappa e com um refrão bastante repetido que apresenta aquele subtítulo peculiar. O arranjo flerta com elementos de big band e toques funky à la Gentle Giant.

A faixa instrumental "Ah! Per l'Ultima Volta" é um arranjo de rock progressivo magnífico de um trecho da ópera Turandot , de Giacomo Puccini , com o trompete no papel principal melódico, que lembra Morricone. Devido ao órgão, também percebo uma vibe de Van der Graaf Generator aqui. A composição "Bastard's Fugue", de Totti Kaarle, com influência soul e dinâmica, soa bem no início, mas perto do final há um segmento insuportavelmente distorcido, ruidoso e caótico, que felizmente termina e é seguido por uma bela coda para piano. Tenho uma relação igualmente ambivalente com a composição "Demanded Recognition", do baixista Kalle Korkeam'ki. Sem seus momentos frenéticos e repetidos de forma maníaca (quase esquizofrênicos!), seria uma ótima peça de rock progressivo eclético. Assim, o lado A do vinil me deixa um tanto exausto e perplexo.

O lado B é, de longe, mais gratificante aos meus ouvidos. As três faixas de Korkeam'ki formam uma continuação livre, na qual a faixa em duas partes "In Their Rendering" é dividida pela instrumental "Life is but a Dream, an Illusion". Esta é uma balada folk adorável e serena, no estilo de "I Talk to the Wind", sem vocais. O guitarrista Lauripekka Muurinen também toca flauta nesta peça melódica, e me deixa com vontade de ouvir mais dessa suavidade em meio à complexidade mais intensa presente ao longo do álbum. As faixas de "Rendering" também são muito boas, com a segunda parte instrumental explorando os temas da primeira em uma pegada jazz-rock, lembrando um pouco o King Crimson de 1973.

A faixa-título de 9 minutos, composta por Kaarle, é um destaque impressionante, mostrando suas influências de Hammill como vocalista. As melodias melancólicas são repletas de emoção e o arranjo diversificado apresenta ótimos momentos para trompete, saxofone, flauta, etc., incluindo até mesmo alguns sons de Mellotron — que, além da flauta, eu adoraria ter ouvido mais.

Devido aos momentos extremamente desconfortáveis ​​na segunda metade do lado A, inicialmente pensei que minha avaliação seria arredondada para três estrelas. Mas Facade é tão impressionante e original como uma estreia genuína no prog rock eclético que definitivamente merece quatro estrelas. É interessante esperar para ver como a banda aprimorará suas habilidades no próximo álbum. Espero que haja um!

PS: A arte da capa é de Lauripekka Muurinen. À primeira vista, o mosaico de prédios me fez lembrar de Hail to the Thief, do Radiohead , mas, observando com mais atenção, não há nenhuma semelhança notável. Principalmente em relação às cores, o design combina muito bem com o álbum.




AQUA TALK Crossover Prog • Turkey

 

AQUA TALK

Crossover Prog • Turkey

Biografia do Aqua Talk:
A banda de rock turca Aqua Talk foi formada no final de 2015 em Istambul por Sarp Ogun (guitarra, teclados), Bugay Akyuz (baixo, vocais) e Berkey Koksal (bateria). Devido a tentativas frustradas de encontrar um tecladista, o guitarrista Sarp assumiu os teclados, enquanto o baixista Bugay assumiu os vocais. Logo após a formação, a banda montou um estúdio de ensaio simples e imediatamente começou a compor e ensaiar o que se tornaria o primeiro álbum da banda, "Whatever Tickles Your Mind". Devido a restrições financeiras, a música foi gravada no próprio estúdio de ensaio da banda em um único dia, com os vocais gravados no estúdio do produtor alguns dias depois. Tendo iniciado as sessões de composição em outubro de 2016, a banda planeja lançar seu segundo álbum por volta do verão de 2017. Eles afirmam que um dos objetivos da banda é capturar uma gama diversificada de sons.

Whatever Tickes Your Mind
Aqua Talk Crossover Prog

 Parece uma mistura de Grateful Dead com uma das lendas do rock turco, Bunalim, pelo menos para mim. O AQUA TALK é um trio de rock turco promissor, formado no final de 2015, que demonstra entusiasmo por tocar rock progressivo com base na cultura ocidental, e obviamente uma fusão cultural entre Oriente e Ocidente pode ser ouvida em sua música de estreia, "Whatever Tickled Your Mind". Imagino que na Turquia existam algumas pontes culturais ou religiosas aqui e ali (perdoem-me se estiver enganado), e a mistura musical deles é bastante aceitável e agradável, embora falte um pouco de paixão "inovadora".

Desde a primeira faixa, "Dead Man's Dream", riffs cativantes e folk, como os do Grateful Dead em meados dos anos 70, são lançados. Sua sonoridade pode ser descrita como uma mistura estrutural de pop e rock, na minha opinião. Psicodelia espacial à la Pink Floyd, hard rock blues à la Bunalim... vários elementos do rock podem ser explorados, mas basicamente dentro do mainstream. Pop e uma atmosfera agradável definitivamente os cercam. E, simultaneamente, há traços de certa forma trágicos. Ao ouvir este álbum, ficamos nos perguntando para onde eles querem ir... e é compreensível que tenham compartilhado essa obra fantástica com o mundo todo. Espero que eles alcancem ainda mais sucesso em um futuro próximo.




APTEKA Psychedelic/Space Rock • Poland

 

APTEKA

Psychedelic/Space Rock • Poland

Biografia do Apteka:

A banda polonesa Apteka foi fundada em Gdynia, Polônia, em 1983, por Jędrzej "Kodyma" Kodymowski (vocal, guitarra) e Maciej Blasiak (vocal, guitarra, baixo, teclados, trompete). Até 1987, a banda atuava apenas ao vivo, com uma formação flexível de músicos participando de seus shows.

Em 1987, Maciej Wanat (bateria) juntou-se ao grupo, mas ao longo do ano seguinte, a banda se reduziu a um duo, restando apenas Kodymowski e Wanat.

Em 1988, eles decidiram gravar seu álbum de estreia, "Big Noise", lançado em 1990.

Nessa época, o Apteka também expandiu sua formação, com a entrada de Janusz SokoŁowski (guitarra) e Marcin Ciempiel (baixo).

Essa nova formação logo entrou em estúdio e, em 1992, lançou "Narkotyki". Um ano depois, o álbum "Urojonecałemiasta" foi lançado, inicialmente em cassete, embora tenha recebido um relançamento semi-oficial em CD em 2003 com o título "Psychedelic Underground" e, finalmente, em 2018, foi lançado em CD e LP duplo com o título original pela gravadora Frontline Distribution.

O APTEKA recebeu uma proposta promissora da gravadora SPV Poland, mas em 1993, antes da conclusão do trabalho, o baterista WANAT faleceu tragicamente em um acidente de trânsito, encerrando essa fase da banda.

Um ano depois, KODYMOWSKI decidiu reformar o APTEKA, juntando-se a Olaf DERIGLASOFF (baixo) e Jacek STROMSKI (bateria). Seguiram-se os álbuns "Menda" em 1995 e "Spirala" em 1996. Pouco depois do lançamento deste último álbum, Deriglasoff deixa a banda, levando o Apteka a se dissolver novamente em 1998, por não conseguir encontrar um novo baixista.

Com o passar dos anos, Kodymowski decide dar outra chance ao Apteka. Em 2007, os ex-membros Martin Ciempiel (baixo) e Arthur Hajdasz (bateria) se juntam a ele para reformar a banda. O resultado desse esforço é o álbum autointitulado "Apteka", lançado no mesmo ano. Essa formação se desfaz após o lançamento do álbum, e para a turnê promocional do disco, ainda naquele ano, Kodymowski traz dois novos membros: Janek Witaszek (baixo) e Marcin SŁomiŃski (bateria).

Atualmente, a banda está em hiato por tempo indeterminado.

Menda
Apteka Psychedelic/Space Rock

 APTEKA é a expressão polonesa para farmácia e algumas fontes dizem que a letra está repleta de referências a drogas. É praticamente impossível para mim verificar isso, pois os vocais são em polonês. Bem, existem duas exceções com letras em inglês, mas não são muito esclarecedoras: " Generation ", próxima do tribal psych, no estilo de Tribe After Tribe, e a curta faixa de encerramento " Open Mind", com violão, que atravessa o oceano em direção ao folk americano.

Deixa pra lá. De qualquer forma, o APTEKA é uma banda de rock interessante, com claras tendências psicodélicas/espaciais, mas com durações de faixa bastante incomuns para o gênero, entre 2 e 4 minutos. Este álbum de 1995 oferece 16 músicas e fica claro rapidamente que eles não são uma banda de improvisação e parecem estar abertos a todas as direções.

System, por exemplo, surge como uma faixa punk curta e impecável, enquanto Przypowiesc tem um caráter jazzístico e funky. O resto do álbum é basicamente rock pesado com algumas incursões psicodélicas aqui e ali. Uma guitarra espacial com percussão faz de Kosmos um dos meus destaques, e Diably conta com um bom acompanhamento de teclado, assim como a envolvente Gdynia noca.

Um álbum variado com alguns momentos medianos, mas, no geral, com material agradável de se ouvir.




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