domingo, 30 de agosto de 2026

POEMAS CANTADOS DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA


Barcas Novas
Adriano Correia de Oliveira

Lisboa tem suas barcas
Agora lavradas de armas.
Lisboa tem suas barcas
Agora lavradas de armas.

São de guerra as barcas novas
Sobre o mar com sua guerra.
São de guerra as barcas novas
Sobre o mar com sua guerra.

Barcas novas levam guerra
E as armas não lavram terra.
E as armas não lavram terra.

INSTRUMENTAL

De Lisboa sobre o mar
Barcas novas são mandadas.
De Lisboa sobre o mar
Barcas novas são mandadas.

Barcas novas levam guerra
Sobre o mar com suas armas.
Barcas novas levam guerra
Sobre o mar com suas armas.

Barcas novas levam guerra
E as armas não lavam terra.
E as armas não lavam terra.


Cana Verde
Adriano Correia de Oliveira

No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Olhei-te nos olhos fundos
Teu olhar me incomodou.

Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.

Cana verde deu-lhe o vento
Tua mão me procurou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.

Cana verde deu-lhe o vento
Tua mão me procurou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.

Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.

INSTRUMENTAL

Cana verde deu-lhe o vento
Tudo em redor se agitou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.

Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.

No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Procurai a cana verde
Que o vento agitou.

No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Procurai a cana verde
Que o vento agitou.

Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.




Moreira da Silva – O Último Malandro

 

frente1959

Colaboração do sergipano Everaldo Santana

fenixcapaselobMoreira da Silva 1968 - versoseloa
fenixverso
selofenix

O lançamento original desse vinil é de 1958 e depois teve alguns re-lançamentos, por outros selos e com outras capas.

verso1959

A maioria das músicas, em anos anteriores, já haviam sido lançadas em 78 RPM, como por exemplo “Acertei no Milhar” de Wilson Batista e Geraldo Pereira, publicada originalmente em 1940.

Moreira da Silva – O Último Malandro
1958 – Odeon
1968 – Imperial
Fenix

01. Que Barbada (Valdrido Silva / Moreira da Silva / Jucata)
02. Amigo Urso (Henrique Gonçalez)
03. Vara Criminal (Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)
04. Olha o Padilha (Bruno Gomes / Ferreira Gomes / Moreira da Silva)
05. Dormi no Molhado (Moreira da Silva)
06. Dona História Com Licença (Moreira da Silva)
07. Jogando Com o Capeta (Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)
08. Acertei no Milhar (Wilson Batista / Geraldo Pereira)
09. Na Subida Do Morro (Geraldo Pereira / Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)
10. Averiguações (Wilson Batista)
11. Esta Noite Eu Tive Um Sonho (Wilson Batista / Moreira da Silva)
12. Chang-lang (Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)

MUSICA&SOM ☝



Jacinto Limeira – Pensando Nela 1980

capa

 

Esse é um dos melhores discos do Jacinto Limeira.

seloaselob

Direção e produção de Abdias; Arranjos e regência de Maestro Chiquinho do Acordeon.

verso

Destaque para “A Cinturinha Dela” de Jacinto Limeira; e para “Forró em Bonfim” de Jacinto Limeira e Julio César.

Jacinto Limeira – Pensando Nela
1980 – Uirapuru

01. A Cinturinha Dela (Jacinto Limeira)
02. Forró em Bonfim (Jacinto Limeira / Julio César)
03. Pensando Nela (Jacinto Limeira / Roldão Brasil)
04. Baião da Espanha (Jacinto Limeira)
05. Matando a Esperança (Genário)
06. Poder da Evolução (Jacinto Limeira)
07. Pra Minha Economia (Miraldo Aragão / Jacinto Limeira)
08. Cobra Coió (Zé Marcolino)
09. Homenagem a Eterna Mamãe (Jacinto Limeira)
10. Sertão Amigo (Antônio Carlos Cerqueira)
11. A Luz da Verdade (Antônio Barros)
12. Tô Contigo e Não Abro (Jacinto Limeira / Ivan Bulhões)

MUSICA&SOM ☝



Noca do Acordeon – Está na onda 1975

 

Capa

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

Selo BSelo A

Mais um belo disco do Noca do Acordeon, os forrozeiros provavelmente vão preferir o lado B.

Verso

Nesse disco Noca demonstra muita versatilidade em diversos ritmos e como sempre expressando muita emoção na ponta dos dedos.

Noca do Acordeon – Está na onda
1975 – Replay

01. Coimbra (Raul Ferrão – José Galhardo)
02. Seleção de boleros
Meu Benzinho (Jorge Bulange)
Historia de un amor (Carlos Almaran)
Que te vaja bien (Federico Baena)
03. Granada (Agustin Lara)
04. Recordando o Hawaí (Adauto Pereira de Mattos)
05. Eu sigo sozinho (Adauto Pereira de Mattos)
06. Eu te darei bem mais (Alberto Festa – Memo Remige)
07. Sonhando de alto mar (Alventino Cavalcante – Celson – Carlos)
08. Pertinho do céu (Adauto Pereira de Mattos)
09. Amargurado (Adauto Pereira de Mattos – Palmeira)
10. A banda (Chico Buarque de Hollanda)
11. Enrolado (Adauto Pereira de Mattos)
12. Assanhadinho (Adauto Pereira de Mattos)

MUSICA&SOM ☝



ROCK ART


 

Mephistopheles - In Frustration I Hear Singing 1969

 

Com o nome inspirado na lenda faustiana do século XVI — Mefistófeles era o diabo a quem Fausto vendeu sua alma —, este sexteto emergiu do underground psicodélico e gravou um álbum, o estranhamente intitulado "In Frustration I Hear Singing". Este LP de 12 faixas, perdido e reencontrado nos arquivos da Reprise Records, é um protótipo da psicodelia do final dos anos 60, um exercício musical com títulos de canções peculiares ("The Cricket Song", "The Girl Who Self-Destroyed"), letras bizarras ("Listen to the crickets/listen everyday/listen to the crickets/tell me what they say") e instrumentação rock desajeitada ("Do Not Expect a Garden" apresenta um trompete; "Vagabond Queen" é acompanhada por uma flauta). 

Mephistopheles conta com um conjunto de músicos talentosos e experientes, com um forte senso melódico. O trabalho de guitarra, especialmente em músicas como "Dead Ringer" e a faixa-título, é particularmente impressionante. O guitarrista Fred Tackett é membro do Little Feat desde 1988. Rockasteria.


MUSICA&SOM ☝



Isao Suzuki - Orang-Utan 1975

 

A popularidade do baixista Isao Suzuki disparou com o lançamento de Blow Up pela gravadora Three Blind Mice. Na época em que gravou este, seu quarto álbum para a gravadora, ele já havia vencido a votação dos leitores da revista Swing Journal. E este álbum, com seu título um tanto peculiar, não decepciona.

Suzuki tinha um talento especial para se cercar de músicos excepcionais e tocar música brilhante e envolvente, firmemente enraizada na tradição do jazz. Desta vez, ele escolheu como peça fundamental o saxofonista Kenji Mori, cuja execução soberba no saxofone alto, clarinete baixo e flauta nos remete fortemente a Eric Dolphy. O gênio da guitarra Kazumi Watanabe oferece performances maravilhosamente sutis em todas as faixas. Além disso, e não menos importante, Mari Nakamoto — uma das melhores vocalistas de jazz que o Japão já produziu — participa como convidada e canta "Where Are You Going?", de Shirley Horn, com resultados excelentes. jazznblues.club.




Atomic Rooster - Death Walks Behind You 1970

 

"Devil's Answer" pode ser o álbum pelo qual  o Atomic Rooster  é lembrado, mas foi seu segundo álbum que alertou que eles estavam prestes a criar algo deslumbrante — simplesmente porque o próprio disco é uma obra de beleza quase sobrenatural. Com apenas o organista  Vincent Crane  remanescente da formação original, e John Du Cann assumindo algumas das composições,  Death Walks Behind You  começa a galope e termina em ritmo acelerado. A faixa-título é assustadora o suficiente para qualquer fã de filmes de terror da Hammer, com seus pianos descendentes e guitarras estridentes ao estilo de Psicose, enquanto "Gershatzer", um dueto para órgão e percussão, prova que o novo baterista  Paul Hammond  é mais do que páreo para o falecido  Carl Palmer . É entre esses extremos dramáticos, no entanto, que  Rooster  atinge seu ápice, com a majestosa "VUG", a contemplativa "Nobody Else" e a verdadeiramente incrível "Tomorrow Night" (uma das canções de amor mais assustadoras já lançadas nas paradas do Reino Unido), todas impressionantes.  As notas de Crane , aliás, nos lembram que o álbum continha uma versão diferente do sucesso, com um final estendido que mergulha em um caos inimaginável — um choque para os fãs de pop, talvez, mas uma ponte fabulosa para a subsequente "7 Streets". Possivelmente, a melhor evidência de que este é  o álbum-obra-prima do Atomic Rooster , contudo, não vem simplesmente do que está no álbum, mas do que foi deixado de fora. Um excelente trabalho de relançamento e remasterização restaura a arte original em toda a sua glória de capa dupla, mas você procurará em vão por faixas bônus — não porque não houvesse nenhuma para adicionar, mas porque simplesmente não caberiam. Afinal, depois de ouvir  Death Walks Behind You do início ao fim, você realmente não precisará de mais surpresas.




PEROLAS DO ROCK N´ROLL - JAZZ ROCK/ FOLK - WOODOO - Taikakulkunen - 1971




Pérola totalmente obscura, vinda da Finlândia nos anos 70. O grupo Woodoo  foi formado em 70 pelo baterista Nätti Rosvalle e lançou um único e raro LP em 1971, que só veio a ser relançado em 2011, 40 anos depois. Após o lançamento, ocorreram várias mudanças na formação e o grupo logo se desfez. O músico e vocalista Jukka Siikavire chegou a lançar alguns trabalhos solos alguns anos depois.
O álbum Taikakulnen  traz uma mistura "inusitada" e em momentos maluca de vários estilos, de classificação, passando pelo jazz rock, música nórdica (folk), rock progressivo, algumas passagens de percussão com raízes difíceis na música africana (Afrobeat), tudo isso com letras em finlandês e atmosfera psicodélica-hippie! No instrumental, violão e percussão dão toque acústico ao som, com sax e flauta alternando lindos solos.
Som único, recomendo que ouçam e tirem as conclusões. Pérola recomendada para fãs de acid folk e jazz rock.


Banda obscura da Finlândia, o grupo Woodoo lançou um LP único e raro em 1971, que só foi relançado em 2011, 40 anos depois. O álbum Taikakulnen traz uma mistura "inusitada" de vários estilos, difícil de classificar, passando por jazz rock, folk nórdico, rock progressivo, algumas passagens de percussão africana, tudo com letras em finlandês e uma atmosfera psicodélica-hippie! Na parte instrumental, o violão e a percussão criam um som acústico, com  solos interessantes de saxofone e flauta  . 



Jukka Siikavire (vocal, violão, flauta)
Esa "Nätti" Rosvall (bateria, percussão)
Pentti Ilmonen (saxofone, violino)
Tapio Alarik Repo (baixo)

01 Woodoo-teema 3:11
02 Suudelma 4:45
03 Kylän vanhin & Kylän vanhimman kuolema 4:18
04 Hautahymni 2:03
05 Taikakulkunen 5:31
06 Rakkauden jumalatar 4:07
07 Uskontunnustus 4:18



Lançado em 1984 pela CBS, "Desejos" é um dos álbuns mais marcantes da carreira de Simone

 



Lançado em 1984 pela CBS, "Desejos" é um dos álbuns mais marcantes da carreira de Simone e consolidou a cantora como uma das maiores intérpretes da música popular brasileira nos anos 1980. Produzido por Mazzola, com direção de produção da própria Simone, o disco conquistou Disco de Ouro e de Platina, reforçando o enorme sucesso comercial da artista naquele período.
Musicalmente, Desejos apresenta um repertório sofisticado que transita entre MPB, samba, canção romântica e música popular brasileira de forte apelo radiofônico. Simone interpreta composições de grandes autores como Ivan Lins e Vitor Martins, João Bosco e Aldir Blanc, Lô Borges, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Fausto Nilo e Pablo Milanés, sempre com sua voz grave, elegante e emocional.
Entre os destaques do álbum estão "Um Desejo Só Não Basta", uma das faixas mais lembradas do repertório de Simone, "Iolanda", emocionante dueto com Chico Buarque na versão brasileira do clássico de Pablo Milanés, e "Por Um Dia de Graça", com a participação especial de Neguinho da Beija-Flor, que acrescenta um forte clima de esperança e brasilidade ao disco. Também merecem atenção "Na Flor da Idade", "Nenhum Mistério" e a regravação de "Eu Preciso de Você", de Roberto e Erasmo Carlos.
Os arranjos são refinados, com grande presença de cordas, piano, violões e percussão, criando uma sonoridade sofisticada que valoriza a interpretação de Simone sem excessos. A produção mantém o equilíbrio entre o requinte típico da MPB e a acessibilidade da música popular dos anos 1980.