sábado, 3 de outubro de 2026

WARREN ZEVON - WARREN ZEVON (1976)

 





Sua morte prematura nos privou de apreciá-lo ainda mais. Uma breve passagem por estas bandas foi suficiente para que este filho de imigrantes se estabelecesse como um dos compositores mais prolíficos do rock. Ele se tornou muito valorizado por seus pares, mas nunca alcançou reconhecimento generalizado.
Seus começos em bandas de colégio (como os de quase todos) foram influenciados pelo blues, folk e rock, misturados com a música clássica de Stravinsky, o que levou a uma carreira solo fracassada (Wanted Dead or Alive). Diante desse dilema, ele optou por colaborar com os Everly Brothers até a dissolução do grupo em 1973. Ele fez as malas e o velho continente (Espanha) o acolheu como pianista em um bar. Felizmente, ele havia feito bons amigos com seus compatriotas da Califórnia, que o ajudaram a conseguir um contrato com uma gravadora. O grande Jackson Browne teve muito a ver com essa estreia; Além de produzi-lo, ele conseguiu convencer diversas figuras ilustres a participar, como Lindsey Buckingham e John McVie (Fleetwood Mac), Glenn Frey e Don Henley (Eagles), David Lindley e Waddy Wachtel, Jorge Calderón, entre outros.
Nesta obra, Warren captura um reflexo fiel de uma sociedade em expansão por diferentes caminhos. Canções poderosas que entraram para a história, como "Hasten Down the Wind" (minha favorita), "Carmelita", "Poor Poor Pitful", "Mohammed's Radio" e a maravilhosa "Frank and Jesse James", povoam este álbum essencial dos anos 70. Depois veio sua obra-prima, "Excitable Boy", em 1978, mas essa é uma história para outra hora. Agora, vamos apreciar esta joia.
Tenha uma ótima semana!



Warren Zevon - Warren Zevon (1976) by luther on Grooveshark





Warren Zevon - Warren Zevon (1976)

 Faixas:


01. Frank And Jesse James
02. Mama Couldn't Be Persuaded
03. Backs Turned Looking Down The Path
04. Hasten Down The Wind
05. Poor Poor Pitiful Me
06. The French Inhaler
07. Mohammed's Radio
08. I'll Sleep When I'm Dead
09. Carmelita
10. Join Me In LA
11. Desperados Under The Eaves

Músicos: Warren Zevon (vocal, guitarra, piano, teclados); Jackson Browne (vocal, guitarra, slide guitar); Richard Wachtel, Glenn Frey, Lindsey Buckingham (vocal, guitarra); Jai Winding (vocal, piano, teclados); Don Henley, JD Souther, Gentlemen Boys, Jorge Calderón, Phil Everly, Rosemary Butler, Stevie Nicks, Carl Wilson, Bonnie Raitt (vocais); Ned Doheny, Waddy Wachtel (guitarra); David Lindley (banjo, violino, rabeca); Sid Sharp (cordas); Bobby Keys (saxofone); Gary Mallaber, Larry Zack (bateria)






BAD COMPANY - LIVE IN ALBURQUERQUE (1976)

 




Um dos grandes "mistérios" do rock, que abundam, pode ser encontrado neste álbum não oficial de uma das bandas mais importantes dos anos setenta, Bad Company, com seu show ao vivo de 1976 em Albuquerque.
Naquela época, o grupo estava em uma extensa turnê pelos Estados Unidos, surfando na onda do sucesso estrondoso de seu álbum "Run with the Pack", o terceiro de sua curta discografia, e tinha que encarar uma maratona de shows (mais de 50) na primavera americana.
A cidade de Albuquerque, no estado do Novo México, foi uma das primeiras paradas da turnê, então o Bad Company estava transbordando energia, e esta gravação pirata comprova isso. Esta gravação afortunada existe porque o guitarrista da banda quase sempre gravava suas apresentações para posterior avaliação da afinação; por esse motivo, o som da mesa de mixagem do show é brilhante.
Os fãs da banda tiveram que esperar trinta anos pelo lançamento oficial pela Angel Air Records, mas o álbum foi retirado de circulação após apenas quinze dias devido a circunstâncias legais obscuras. Assim, poucos conseguiram obter uma cópia, e Live in Albuquerque retornou à cena underground onde circulou por três décadas. E assim chegou e assim partiu, a melhor gravação ao vivo do Bad Company, deixando o modesto catálogo da banda sem nenhum álbum ao vivo.
Quando esse supergrupo se formou em 1973 com Paul Rodgers (ex-Free) nos vocais, Mick Ralphs (ex-Mott the Hoople) na guitarra, Boz Burrell (ex-King Crimson) no baixo e Simon Kirke (ex-Free) na bateria,
poucos imaginavam que seu álbum de estreia seria considerado um dos maiores discos de hard rock de todos os tempos e que suas apresentações ao vivo seriam pura adrenalina, ao contrário da segunda fase da banda no início dos anos 80.
O único ponto negativo que encontramos neste bootleg é a omissão de seu maior sucesso, "Movin' On", mas ao longo de suas 16 faixas, que abrangem o melhor de seus três álbuns lançados até então, essa pequena falha é realmente imperceptível.
Aproveitar!




 Bad Company - Ao Vivo em Albuquerque (1976)


 Faixas:

Disco 1

01. Live For The Music
02. Good Lovin' Gone Bad
03. Deal with The Preacher
04. Ready For Love
05. Wild Fire Woman
06. Young Blood
07. Sweet Little Sister
08. Simple Man
09. Shooting Star
10. Seagull

Disco 2

01. Run With The Pack
02. Feel Like Making Love
03. Rock Steady
04. Honey Child
05. Can't Get Enough
06. Bad Company

Formação:

Paul Rodgers (vocal, guitarra, gaita, piano)
Mick Ralphs (guitarra, backing vocals)
Boz Burrell (baixo)
Simon Kirke (bateria)

Gravado em Albuquerque, Novo México, em 3 de março de 1976






TONY JOE WHITE - HOODOO (2013)

 




. É um álbum que não oferece nada inovador, e isso é o que menos nos preocupa, porque, neste estágio de sua carreira, não podemos esperar nada mais de uma lenda como Tony Joe White.
O criador de "Polk Salad Annie" entrega uma obra que exala pântano por todos os poros e, para alcançar esse efeito mais uma vez, ele se isolou no Church Street Studios em Franklin, Tennessee (uma antiga casa com pisos de madeira que remonta à Guerra Civil) com seus colaboradores de longa data, Bryan Owings (bateria) e Steve Forrest (baixo).
Com apenas nove faixas, o pai do "swamp rock" consegue manter a mesma linhagem que JJ Cale defendeu até seus últimos dias: gravar o que quiser sem ninguém o supervisionando, dizendo quando entrar e sair de um estúdio de gravação.
A grande raposa está de volta, e os pântanos de sua Louisiana se alegram com este acontecimento.
Um abraço a todos!


Tony Joe White – Hoodoo (2013)

Faixas:

01. The Gift
02. Holed Up
03. Who You Gonna Hoodoo Now?
04. 9 Foot Sack
05. Alligator, Mississippi
06. The Flood
07. Storm Comin'
08. Gypsy Epilogue
09. Sweet Tooth

Formação:

Tony Joe White: guitarras e vocais
Bryan Owings: bateria
Steve Forrest: baixo







JOHNNY ROBINSON - MEMPHIS HIGH (1973)




Este fabuloso cantor de soul sulista fez sua estreia musical em 1969 com um álbum completo, quando Willie Mitchell, dono da "Hi Records", o contratou após anos trabalhando para várias gravadoras como Okeh, Stardust e Andee Records, lançando alguns singles de sucesso. Nascido no Alabama no final de 1939, seu álbum de estreia, "Memphis High", passou inicialmente despercebido, mas, como um bom vinho, envelheceu bem e agora é altamente valorizado por seus pares e fãs de música soul.
Com sua voz inigualável, que lembra os grandes cantores da era de ouro, foi uma verdadeira pena que ele tenha deixado este álbum como seu único legado antes de embarcar em um eterno exílio musical. Sua incomparável "Funky Feat", misturada com clássicos do calibre de "For Your Love", "Kansas City" e magníficas canções como "Lady Doctor", conferem a este álbum uma classificação suprema que você não pode perder.
Aproveite!

 Johnny Robinson - Memphis High (1970)

Faixas:

01. Funky Feet
02. We Are Gonna Make It
03. For Your Love
04. Kansas City
05. God Is Love
06. Slip Away
07. Nothing Can Touch This Love
08. Lady Doctor
09. Person To Person
10. Reconsider Me
11. Don't Take It So Hard











Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son (1988)

 




O ano de 1988 experimentou grandes mudanças como o fim da guerra fria que na verdade era o preludio para a extinção da ex-U.R.S.S que ruiu de vez três anos depois, porém ainda assim havia a ameaça nuclear não de uma guerra, mas da contaminação que ameaçava a Europa após a castrofe nuclear ocorrida na Usina de Chernobil. Enquanto no Brasil ainda recém saído do seu período mais sombrio agora tentava marchar rumo a democracia ao mesmo tempo em contava seus mortos e procurava os seus desaparecidos denunciando as violações dos direitos humanos praticadas nos porões dos matadouros do DOI-CODI aonde ocorreram vários assassinatos, estupros, torturas até de crianças e de bebes e o que mais se puder imaginar, mas ainda haviam os resquícios que assombrariam o presente, marcado também pelo assassinato de Chico Mendes e também viu o fim da censura e da tortura entre tantas outras coisas.


Nas artes, ou seja, na música, as coisas iam bem o Fates Warning dava o ponta pé inicial no metal  progressivo lançando No Exit só que não estava sozinho e ao seu lado o Queensrÿche lançava Operation Mindcrime, o metal extremo viu surgir o Death delineando o death metal a ser praticado na década seguinte. O Metallica entrava de sola com And Justice For All seu disco mais cerebral carimbando o seu passaporte para o Mainstream, eram os anos do Thrash, e na sequência o Megadeth ia para o seu terceiro álbum. Na Alemanha, o Destruction vinha para cima com Releases From Agony um substituto à altura de Eternal Devastation. Na Suíça, o Celtic Frost incinerava o passado recente de discos poderosos como Morbid Tales (1984) e To Mega Therion (1985), pilares do Death e Black Metal, para se jogar na aventura frustrada de tentar ganhar o mercado norte americano com Cold Lake, uma tentativa pífia de fazer hard glam que custou muito caro a Tom Warrior e seus comparsas. O Judas Priest mais uma vez tropeçava ao tentar se recuperar do fracasso de Turbo (1986) com Ram it Dawn, ou seja, como se pode ver tanto dentro quanto fora da música o mundo passava por mudanças e também marcado por tentativas de renascimento lugar aonde se encaixava o Iron Maiden depois de ter experimentado um desagradável desconforto com as críticas negativas e das interrogações sobre o futuro do grupo já que anterior ao último disco a banda trazia na sua sacola uma penca de discos clássicos, shows memoráveis sold out, então o jeito para se levantar e escapar do fantasmas das críticas, das quedas de vendas de álbuns, era trazer a luz um novo clássico que fizesse o seu público esquecer o último disco. 


O processo de ressureição da donzela de ferro, ou seja, a gravação de Seventh of a Seventh Son, aconteceu na Alemanha, em Munique, no Musicland Studios, cuja produção mais uma vez fora assinada pelo mega produtor Martin Birch. A gravação de Seventh Of A Seventh Son marcou o fim de uma era por ser o último que Adrian Smith até o seu retorno no começo do século posterior. O lançamento do sétimo álbum do quinteto fantástico ocorreu no décimo primeiro dia de abril de 1988, a reação ao álbum foi extremamente positiva por parte de imprensa que afirmava o renascimento, ou seja, a restauração do grupo em relação a Somewhere in Time ao haver eliminado os sintetizadores e mergulhado de novo na sonoridade crua direta e reta que lhes é inerente. As inevitáveis comparações colocaram de imediato o álbum ao lado de clássicos como Powerslave e The Number of the Beast que construíram a reputação do Iron Maiden como uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos. Por outro lado afirmando a veracidade de que o álbum é fruto de um trabalhado esmerado foi colocado por servir-se de inúmeros elementos do rock progressivo ao lado de obras primas, definitivas, como The Dark Side of the Moon do Pink Floyd e de Tommy do The Who e também de Tubullar Bells de Mike Oldfield. Os álbuns da banda são marcados pela complexidade das composições, fruto das influências diretas que a banda recebeu de inúmeros artistas tanto do hard quanto do progressivo que refletem diretamente na capacidade de construção das composições afirmando Steve Harris como um dos maiores compositores da história do rock.

Seventh Son Of A Seventh ainda tem a vantagem de poder contar com o lado intelectual de Bruce Dickinson nas letras, ou seja, é conceitual cujos temas entram dentro da filosofia do Mago Aleister Crowley abordando a lenda do Sétimo filho portador de poderes sobrenaturais cuja missão, da criança que foi enviada a terra, seria ser um elo entre o bem o e mal. As discussões abordadas nas letras são sobre visões proféticas, misticismo, reencarnação, a luta eterna do bem contra o mal e os dilemas da vida após a morte, ou seja, temas filosóficos que entraram na pauta do grupo e que estão espalhados pelos outros álbuns ainda que não sejam conceituais como este. Entrando na parte que realmente interessa que são as oito faixas que compõe esta pequena pérola, a faixa de abertura Moonchild destaca-se pela sua influência direta de Aleister Crowley cuja letra é baseada no ritual "Liber Samekh" e também pela complexidade instrumental e dos vocais de Dickinson que conclamam o ouvinte a embarcar no ritual do sétimo filho da donzela de ferro. A balada “Infinite Dreams” discute os dilemas da vida após a morte cujo o personagem do tema abordado tem visões aterradoras na vida após a morte entre outros fatos místicos que aparecem no seu sonho que o faz ter medo de nunca acordar outra vez. Tudo isso embalado numa sonoridade que se alterna entre momentos tranquilos e outros mais rápidos, agitados e dão potência a narrativa do tema abordado que fazem desta uma das principais canções deste álbum. 


O heavy metal sem o feeling, ou seja, sem o lado emocional na narrativa vocal quanto instrumental é um objeto morto, mas o Iron Maiden surfa por cima dessas ondas colocando mais do que o coração, ou seja, dão a própria vida atrás de seus instrumentos fazendo suas várias acrobacias e pirotecnias ao testa-los além do limite da virtuose como é o caso de “Can I Play With Madness” que dá vida a um jovem que tenta encontrar um profeta para através de uma bola de cristal saber o futuro. O protagonista pede ajuda ao profeta a dominar as suas visões e pesadelos constantes, mas o personagem ignora os ensinamentos do profeta. Talvez o lado mais emocional e quiça passional do Iron Maiden esteja em “The Evil Man That Men Do” não só pela complexidade e pela paixão com qual o quinteto se integra lançando o ouvinte dentro de uma espécie de inferno de Dante ao contemplar o mar de fogo emanado do instrumental pelo que tenta transpor para estabelecer a sua ponte com o que há de mágico e entender a mensagem da letra construída através de um fragmento retirado de um discurso de Marco Antônio feito aos romanos após a morte de Júlio Cesar (imperador romano) que consta na peça de Sheakspeare chamada Jullius Caeser, porém a mensagem da letra é a seguinte: o mal do homem sobrevive a ele porque ele mesmo através de suas ações ao longo da história, pela incompreensão de seus atos e paixões, faz recair sobre si o mal que o aflige e que contamina a humanidade que vive a se equilibrar nas pontas dos pés numa corda bamba em chamas. 

O lado épico, sombrio e naturalmente não pode ser deixado de lado ainda mais para narrar a faixa título que carrega o tema central do álbum e onde se encaixa, ou seja, é mola mestra que reúne em torno de si todas as outras peças que o compõe. A sonoridade envolve pela sua complexidade e pelo clima místico e também de suspense que carrega a tensão presente em cada nota deste tema que alcança o cume com os duelos de solos de guitarra, pura pancadaria que hipnotiza e eletriza o ouvinte levando-o ao caos sonoro me meio as quebradeiras produzidas e conduzidas pela Adrian Smith e Dave Murray que sabem transformar o drama contido nas linhas da cozinha em uma bela história de horror e esplendor que levam ao delírio e prendem o ouvinte pelo cérebro esperando pelo momento final que salta aos ouvidos deixando a sensação de espanto devido a habilidade em desmanchar as guitarras e tudo mais que puder ser derretido e levado até as portas loucura, a insanidade reina aqui! 


Em “The Prophecy”, o Iron Maiden, mais uma vez recorre ao momento épico só que cadenciado deixando o caminho livre para Bruce Dickinson soltar a sua voz e brilhar interpretando com toda emoção que lhe cabe e é característica para narrar a concretização das profecias que condenam toda à aldeia a sofrer no purgatório por ignorar o verdadeiro sétimo filho dono do poder de curar e uma segunda visão. “The Clairvoyant” uma verdadeira canção de heavy metal digna da genialidade do Iron Maiden, o tema é inspirado na história de Doris Stokes questionando a possibilidade de ela realmente prever o futuro não ter previsto a sua morte. Encerrando com chave de ouro entra em cena “Only Good Die Young” cuja narrativa é um questionamento sério a religião cristã, a moralidade e ao estilo de vida adotado pelos seres humanos durante a sua passagem pela terra que se desdobram nos seus atos e ações praticadas e, portanto, a pergunta, se são apenas os bons que morrem cedo e o mal é quem sobrevive, é de fato um questionamento a tudo o que está imposto e qual é caminho que se deve trilhar já que há em nós tanto bondade quanto maldade, pois são dois fatos que se interligam e são indissociáveis, inerentes a natureza humana que muitas vezes nega a humanidade se escondendo atrás de uma crença que não tem as respostas, as chaves para compreensão da vida e dos seus acontecimentos. Já dá sonoridade é completamente dispensável discorrer algo além de que é uma grande canção de heavy metal aonde aparece o talento, a virtuose e complexidade instrumental marcante reafirmadora da personalidade do grupo.

A verdade é que o Iron Maiden encerrava a sua participação na década de 1980 de bem com a imprensa e com os fãs e partia para uma turnê muito bem sucedida que foi registrada no clássico e histórico álbum ao vivo Maiden England´88 que foi recentemente relançado tanto em dvd quanto com uma nova embalagem e outro fato que mostra a força desse registro é que o Iron Maiden refez a turnê passando pela América e pela Europa, o Brasil ficou de fora por conta do alto custo que demanda os cenários utilizados para a representação de cada faixa que foi tocada no álbum. Ainda para compreender a força e a importância de Seventh Son Of A Seventh a revista alemã Rock Hard o colocou na lista dos 500 melhores álbuns de heavy metal na 305º posição. A parte triste é que do segundo line-up considerado o clássico a primeira baixa ocorreu com a saída de Adrian Smith que retornaria a banda somente no século posterior. Encerrava-se assim a fase mais brilhante da carreira do Iron Maiden que entraria na década de 1990 sem o mesmo vigor e a mesma consistência e para além disso ainda ocorreria saída de mais um integrante, Bruce Dickinson. Essa história fica para outro dia, pois agora é hora de tirar a poeira desse álbum e sentar ao lado sétimo filho e abraçar o profeta e embarcar nessa visão e tentar não morrer ainda jovem porque os sonhos ainda podem ser infinitos porque a vida não acabou e por isso mesmo pulo no abismo. 

Faixas: 

Lado A

A1 Moonchild 
A2 Infinite Dreams 
A3 Can I Play With Madness
A4 The Evil That Man Do 

Lado B

B1 Seventh Son Of A Seventh Son 
B2 The Prophecy 
B3 The Clairvoyant 
B4 Only The Good Die Young 




Joan Jett - 27/05/1988 - Asbury Park, NJ)

 





Joan Jett  
& The Blackhearts

1988-05-27
Asbury Beach Party
Asbury Park, NJ


01. Light Of Day
02. I Hate Myself For Lovin' You

1988:  Entre 1986 e 1993, a WNEW-FM, principal estação de rock clássico de Nova York, organizava um evento anual na praia, na sexta-feira do feriado de Memorial Day. O evento de 1988, que contou com Joan Jett, Georgia Satellites, Roger McGuinn e o ídolo local Glen Burtnik, atraiu uma multidão de 70.000 pessoas para Asbury Park, quatro vezes a população da cidade. O show, realizado na manhã de sexta-feira, pouco antes do início do feriado prolongado, também gerou críticas de conselhos escolares da região, já que milhares de estudantes do ensino médio faltaram às aulas para curtir o show na praia.  Esta transmissão em FM captura um trecho da apresentação de Joan Jett no evento, em 27 de maio de 1988






Los Lobos - 1989-05-27 - Oakland, CA (SBD)




Los Lobos
1989-05-27
In Concert Against Aids
Oakland Coliseum Stadium 
Oakland, CA


01. Tuning & Introduction
02. Evangeline
03. Don't Worry Baby
04. Will the Wolf Survive?
05. I Walk Alone
06. The Giving Tree
07. Let's Say Goodnight
08. Ay Te Dejo en San Antonio
09. Someday
10. Georgia Slop
11. Shakin' Shakin' Shakes
             
Encores:
12. I Got Loaded
13. Why Do You Do?

1989:  Em 27 de maio de 1989, há 37 anos, Bill Graham produziu o festival "In Concert Against Aids", que contou com artistas como Tower of Power, Joe Satriani, Los Lobos, Tracy Chapman e Grateful Dead. Esta gravação de mesa de som captura a apresentação do Los Lobos nesse show. Se você pesquisar no blog, também encontrará apresentações do Daed e do Fogerty.






SHRIEKBACK - Tench CD 82 com Care CD 83 com Jam Science CD 84 com Oil & Gold CD 85 com Big Night Music CD 86 com Go Bang! CD 88 com Sacred City CD 92





Este é definitivamente o meu pedido mais antigo e por acaso encontrei tudo isso no extinto blog 80sonspeed, enquanto renomeava todos os meus antigos arquivos zip que a maioria dos blogs tinha codificado no título de uma forma que eu nunca conseguia encontrar nada. Aproveitem esta ótima banda! (apenas até 1992). Parece que só tenho o da foto na minha coleção de vinil.
MUSICA&SOM☝


THE CHAMELEONS [U.K.] - John Peel Sessions CD 90 w In Shreds 7 82 w Nostalgia 12 EP 82 w As High As You Can Go 12 EP 83 w Script Of The Bridge LP 83 w Live in Camden Palace LP 84 w What Does Anything Mean LP 85 w Strange Times LP 86 w Tony Fletcher Walked On Water...La La La 12 EP 90




 Banda pós-punk formada em 1981 em Middleton, a 10 km ao norte de Manchester. Mark Burgess havia tocado no The Clichés, enquanto Reg Smithies e Dave Fielding estavam no Years (3). Dave tocava em uma banda escolar chamada Sen. Os três começaram sem baterista e chamaram a atenção do lendário DJ da Radio 1, John Peel. Após a entrada do baterista John Lever, do The Politicians (6), seu primeiro single, "In Shreds", lançado pela CBS, alcançou a 42ª posição na parada Festive Fifty de John Peel em 1982. Inicialmente, eles assinaram com a CBS, mas discordaram do estilo que deveriam adotar. A CBS os dispensou após o lançamento do single, apesar das vendas animadoras. Logo em seguida, assinaram com a Statik. No entanto, a Statik era distribuída pela Virgin, então eles não se qualificavam para as paradas independentes e, portanto, foram ignorados pela imprensa musical.

O álbum de estreia, "Script of the Bridge", foi gravado em Rochdale durante um período de seis semanas. A banda ficou furiosa ao descobrir a versão reduzida lançada pela MCA nos EUA. Eles então se descontentaram com a Statik e tentaram se desvincular da gravadora, mas estavam presos a obrigações contratuais. Após o lançamento do segundo álbum, "What Does Anything Mean? Basically", assinaram com a Geffen. Sob o selo da Geffen, a banda lançou aquele que seria seu último álbum por quinze anos, "Strange Times", pois o grupo se desfez em meio a uma amarga crise de luto após a morte repentina do empresário da banda, Tony Fletcher, em 1987.

O ano 2000 marcou o fim das 'hostilidades' e a reformulação do grupo; um novo álbum 'acústico' intitulado 'Strip' e outros lançamentos ao vivo se seguiram.

John Lever faleceu em 2017 e Dave deixou a banda em seguida, restando apenas Mark e Reg como os dois únicos membros originais. Os Chameleons continuam se apresentando até hoje

MUSICA&SOM☝


Bennie Maupin - Jazz

 



Bennie Maupin (nascido em 29 de agosto de 1940, Detroit, Michigan) é um multi-instrumentista de jazz que toca vários saxofones, flauta e clarinete baixo. Ele é conhecido por sua participação no sexteto Mwandishi de Herbie Hancock e na banda Headhunters, além de sua atuação no álbum seminal de fusion de Miles Davis, Bitches Brew. Maupin colaborou com Horace Silver, Roy Haynes, Woody Shaw, Lee Morgan e muitos outros. Ele participou de vários álbuns do Meat Beat Manifesto. É notável por seu estilo de improvisação "out" e harmonicamente avançado, com uma direção melódica diferente da de outros músicos de jazz "out", como Eric Dolphy. Maupin foi membro do Almanac, grupo formado por Cecil McBee (baixo), Mike Nock (piano) e Eddie Marshall (bateria).