terça-feira, 30 de junho de 2026

Grandes álbuns do Prog-Rock: Kayak - "Kayak" (1974)


As raízes do Kayak estão na cidade holandesa de Hilversum (cidade próxima de Amsterdam e Utrecht), onde os membros fundadores e amigos de vizinhança Ton Scherpenzeel (teclados, baixo) e Pim Koopman (bateria, piano, guitarra) tocaram juntos em várias bandas como "Balderdash" (em 1967) e "High Tide Formation" (em 1970). O guitarrista Johan Slager tocou na formação final do HTF até o grupo se separar em 1971. Nesse mesmo ano, Ton, Pim e Johan começaram a gravar várias demo tapes (num projeto chamado 'Ten Ride Ticket') e ocasionalmente tocavam ao vivo (como "Alta Quies"). Por volta dessa época, Ton e Pim começaram a estudar na Hilversum Music Academy, onde o colega Max Werner uniu forças com a dupla emprestando sua voz única àqueles esforços musicais (ali, enquanto Ton estudava contrabaixo, Pim e Max estudavam percussão). Quando o baixista Cees van Leeuwen (substituindo o francês Jean Michel Marion) completou a primeira formação, o grupo que ganharia o nome Kayak conseguiu, em 1972, um contrato de gravação com a EMI Records holandesa (após ser demitido da Phonogram que tinha um interesse inicial na banda e até mesmo gravou algumas demos com eles, mas no final desistiu quando Ton e Pim se recusaram a gravar outro material que não fosse o autoral deles mesmos).
Cees van Leeuwen, Pim Koopman, Max Werner, Ton Scherpenzeel e Johan Slager
A banda, então, foi lançada pela EMI e pelo empresário Frits Hischland como um novo supergrupo, embora seus membros tivessem apenas 18-20 anos de idade, pouca experiência como banda ao vivo e basicamente não tivessem provado nada ao mundo da música (eram apenas jovens talentosos, todos músicos treinados em conservatório, com visões musicais originais).
O álbum de estreia, de 73, intitulado "See See the Sun", trouxe a banda atestando sua alta capacidade técnica: Max Werner, além dos vocais, tocava mellotron e percussões; Johan Slager, além das guitarras, também tocava violão clássico; Ton Scherpenzeel desfilava ampla gama de teclados (piano, órgão, sintetizadores Moog e Davoli, piano elétrico Fender, Harpsichord, acordeão); Cees van Leeuwen, além do baixo, tocava harmônica; Pim Koopman, além da bateria e percussões, tocava sintetizador, órgão e cantava. Além disso, a banda contou com músicos convidados (para violinos e violoncelos). Um álbum totalmente Prog, com domínio amplo dos teclados. Havia ali algo do Yes (e também do Genesis e Supertramp) e toda aquela musicalidade superior, no melhor estilo sinfônico/exuberante, tudo muito melódico, acessível, bem Prog britânico, com uma atmosfera jazzy em alguns momentos. Sob produção de Gerritt-Jan Leenders, "See See the Sun" tinha uma sensibilidade quase "Canterbury Sound" por vezes, mas era Scherpenzeel quem dominava o álbum. "Éramos como crianças numa loja de brinquedos, enquanto testávamos o que poderíamos fazer com o equipamento de 16 canais do estúdio", contou ele. De fato, um álbum cheio de ideias, nem todas trabalhadas da melhor maneira (tudo foi feito em duas semanas e depois a masterização/mixagem aconteceu no Abbey Road Studios, feita pelo eng. Alan Parsons, então super elogiado por seu trabalho no "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd). "Reason For It All" abria o álbum com uma sonoridade Yes, "Lyrics" era bem leve, "Moldy Wood" já era tempestuosa e o lado 1 fechava com "Lovely Luna" com mais de 8 minutos, esparsa, sonhadora e dramática, talvez o maior destaque do disco. "Hope for a Life" abria o lado 2 com mais energia R'n'R, "Ballet of the Cripple" era repleta de Mellotron, "Forever Is a Lonely Thought" (bem sentimental) e "Mammoth" vinha na sequência com várias seções e mudanças e o álbum fechava com a faixa título. 
Em 74, a mesma formação lançou o segundo álbum, "Kayak" (mas que ficou conhecido como "Kayak II". A dupla Scherpenzeel/Koopman ainda dominava as composições e a produção manteve-se com Gerrit-Jan Leenders. A música também permaneceu melódica, não tão complexa (às vezes até algo Pop), tudo muito harmonioso, acessível, casando perfeitamente as tendências mais Hard Rock com todos os elementos sinfônicos deslumbrantes e o meio-termo aventureiro. O resultado era um Rock Progressivo animado/empolgante com um lado sinfônico/erudito e outro quase Pop (pense Todd Rundgren/Supertramp/The Alan Parsons Project). "Alibi" abria o álbum num ritmo acelerado, energético, boa melodia, guitarras e piano em destaque (criando algo do Canterbury Sound). "Wintertime" era uma faixa mais lenta, algo melancólica, com ótimas harmonias vocais e um refrão empolgante (fez algum sucesso na época). "Mountain Too Rough" era bem diferente, uma viagem por atmosferas folky com Scherpenzeel brilhando no piano clássico e efeitos sonoros. "They Get to Know Me" fechava o lado 1 com mais de 9 minutos e toda uma estrutura bem Prog, sinuosa, com partes, interlúdios e variações. Momento matador, sinfônico, com partes mais agressivas (especialmente graças às guitarras de Johan Slager), sem dúvida um dos pontos altos. "Serenades" abria o lado 2 lembrando Uriah Heep e com novo destaque para a performance excelente da banda. "Woe and Alas" era um destaque do álbum, poderosa e bonita melodia, memorável e com ótimos e apaixonados vocais de Max Werner. "Mireille" era uma curta faixa instrumental relativamente lenta (um lado mais suave do Kayak) que desembocava em "Trust In The Machine", com mais de 6 minutos, incríveis teclados, vocais dementes, guitarras Frippianas e um clima Space-Prog (considerada uma das favoritas dos fãs, uma verdadeira viagem sonora cheia de paranoia e triunfo). "His Master's Noise" fechava o álbum quase soando como Paul McCartney. Musicalidade robusta, teclados dominantes (muito Mellotron e órgãos, mas também sintetizadores), climas orquestrados/sinfônicos, guitarras chorosas, elaboradas melodias, harmonias vocais, composições ricas e variadas, com reminiscências aqui e ali de Genesis/Yes, com vibrações Pop (demonstrando que tais flertes não necessariamente têm o condão de arruinar um álbum de Prog-Rock).


Grandes canções: The Ronettes - "Be My Baby" (1963)

 

As Ronettes foram um Girl Group americano do bairro Washington Heights, em Manhattan, NYC. O grupo consistia na vocalista Veronica Bennett (mais tarde conhecida como Ronnie Spector), sua irmã mais velha Estelle Bennett e sua prima Nedra Talley. Elas cantavam juntas desde a adolescência, então conhecidas como "The Darling Sisters". Assinaram primeiro com a Colpix Records em 1961, depois se mudaram para a Philles Records (de Phil Spector em mar/63) quando mudaram seu nome para "The Ronettes". Tudo começou bem familiar, as meninas começaram a cantar durante visitas à casa de sua avó. As mães delas eram irmãs. Nas noites de sábado, elas todas se juntavam na casa da avó. Ali rolavam mini shows caseiros. Estelle cantava uma canção, ela e Nedra cantavam outra, elas e outra prima, Elaine, outra, ou junto com Veronica, em harmonias de três vozes. Depois, Estelle se matriculou numa escola de dança na década de 50, enquanto Veronica tornou-se fascinada pelo grupo Frankie Lymon & The Teenagers. Em 57, Veronica formou o grupo que mais tarde se tornaria as Ronettes. Com ela, estavam sua irmã Estelle e suas primas Nedra, Diane e Elaine. As cinco meninas aprenderam a aperfeiçoar suas harmonias e se tornaram proficientes em covers de canções populares da época. Emulando Frankie Lymon & The Teenagers, as garotas adicionaram seu primo Ira ao grupo e se inscreveram num show amador na noite de quarta-feira no Apollo Theatre dirigido por um amigo da mãe da Veronica e Estelle. Tudo começou desastroso: quando a banda da casa passou a tocar "Why Do Fools Fall in Love" (de Frankie Lymon), Ira não cantou uma palavra e então Veronica assumiu e, ao perceber alguns aplausos dispersos, cantou mais alto ainda. Isso trouxe mais aplausos, que era tudo que aquela jovem precisava. Após esta noite, Ira, Elaine e Diane deixaram o grupo e, após a renomeação para "Ronnie and The Relatives", Veronica, Estelle e Nedra passaram a ter aulas de canto duas vezes por semana.
Logo, conheceram Phil Halikus, que as apresentou ao produtor Stu Phillips, da Colpix Records. Phillips tocou piano num teste em que o trio cantou "What's So Sweet About Sweet Sixteen". Tudo deu super certo e elas foram levadas ao estúdio em jun/61 para gravar quatro faixas: "I Want a Boy", "What's So Sweet About Sweet Sixteen", "I'm Gonna Quit While I'm Ahead" e "My Guiding Angel". A Colpix lançou "I Want a Boy" em ago/61 e "I'm Gonna Quit While I'm Ahead" em jan/62, primeiros singles creditados a Ronnie & The Relatives.
As três com o produtor Stu Phillips
Embora ambos os singles tenham falhado nas paradas, o destino interveio para promover o sucesso do grupo. Um caso fortuito de identidade trocada levou Ronnie & The Relatives a fazer sua estreia - como dançarinos, em vez de cantores - no moderno Peppermint Lounge de NYC, em 1961. Era o auge da mania do Twist, e Nedra e Ronnie, menores de idade, se disfarçaram para entrar. As mães das meninas mostraram a elas como se maquiar e arrumar o cabelo para que parecessem ter pelo menos 23 anos. Quando elas chegaram do lado de fora da boate, o gerente confundiu Ronnie, Estelle e Nedra com o trio que deveria dançar naquela noite atrás da banda da casa, Joey Dee & The Starliters. É mole? Ele as conduziu e as colocou no palco para atuar no devido lugar. Durante o show, o microfone foi entregue para Ronnie e ela começou a cantar "What'd I Say", de Ray Charles.
Logo depois, Ronnie & The Relatives tornou-se um ato permanente no Peppermint Lounge, cada uma ganhando $ 10 por noite para dançar o Twist e cantar uma música em algum momento do show. O trio logo se tornou "The Ronettes". A Colpix lançou os dois primeiros singles creditados às Ronettes, "Silhouettes" e uma reedição de "I'm Gonna Quit While I'm Ahead", em abr/jun/62. Novamente, ambos singles falharam nas paradas. Mais tarde, naquele ano, elas voaram para Miami para abertura de uma filial do Peppermint Lounge na Florida. Após uma apresentação de gala ali, o apresentador de rádio Murray the K foi aos bastidores e se apresentou a elas, pedindo que fizessem aparições em seus shows no Brooklyn Fox, em NYC. Elas concordaram e lá passaram a se apresentar. Foi nesta época que elas passaram a adotar seu visual icônico, usando maquiagens cada vez mais exageradas nos olhos, enquanto provocavam com penteados em proporções impossíveis. A juventude adorou. A Colpix ainda lançou o single "Good Girls" em mar/63, outro fracasso comercial, e as meninas decidiram procurar outra gravadora.
Elas e o Murray the K
Estelle, então, ligou para o produtor Phil Spector e disse que as Ronettes gostariam de fazer um teste para ele. Spector concordou e as encontrou no Mira Sound Studios, em NYC. Ele já as tinha assistido no Brooklyn Fox onde ficara impressionado. No teste, Spector ficou empolgado e teria gritado: - "É isto, é isto, é essa a voz que eu estou procurando". Originalmente, Spector quis contratar Ronnie como uma artista solo, mas a mãe das meninas disse a ele que só haveria acordo se o contrato fosse com as Ronettes. Ele concordou em assinar com o trio (o que aconteceu via Philles Records). A primeira canção que as Ronettes ensaiaram/gravaram com Phil Spector foi escrita por Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich e se chamava "Why Don't They Let Us Fall in Love". As Ronettes foram levadas para a Califórnia para fazer um álbum, mas, uma vez concluído, Spector se recusou a lançá-lo. Elas gravaram mais canções para Spector, incluindo covers de "The Twist", "The Wah-Watusi" (vocais principais de Nedra), "Mashed Potato Time" e "Hot Pastrami". Essas quatro canções foram lançadas, mas foram creditadas ao grupo The Crystals. Spector já se mostrava um enrolado desde essa época.
Elas e Phil Spector 
Neste contexto, as Ronettes passaram a trabalhar noutra canção, "Be My Baby", outra composição de Spector, Barry e Greenwich. A gravação ocorreu em jul/63 e o lançamento foi em ago/63. O sucesso foi estrondoso. As estações de rádio passaram a tocar a canção e o trio foi convidado para fazer uma turnê pelo país com Dick Clark e sua "Caravan of Stars". "Be May Baby" foi ao nº. 2 das paradas e as vidas das três garotas viraram de cabeça para baixo. Tudo que elas sempre sonharam tornaram-se realidade.
Be My Baby / Seja o meu amor
The night we met I knew I needed you so / Na noite em que nos conhecemos, eu sabia que precisava muito de você
And if I had the chance I'd never let you go / E se eu tivesse a chance, eu nunca deixaria você ir embora
So won't you say you love me? / Então você não dirá que me ama?
I'll make you so proud of me / Eu farei você ter tanto orgulho de mim
We'll make 'em turn their heads / Nós faremos eles virarem as suas cabeças
Every place we go / Em todos os lugares que formos

So won't you please (be my, be my baby)? / Então, por favor, você não (será o meu, será o meu amor)?
Be my little baby (my one and only baby) / Seja o meu amorzinho (meu único amor)
Say you'll be my darlin' (be my, be my baby) / Diga que você será o meu bem (seja o meu, seja o meu amor)
Be my baby now (my one and only baby) / Seja o meu amor agora (meu único amor)
Oh, oh, oh, oh

I'll make you happy, baby / Eu te farei feliz, amor
Just wait and see / Apenas aguarde e verá
For every kiss you give me / Para cada beijo que você me der
I'll give you three / Eu te darei três

Oh, since the day I saw you / Oh, desde o dia que te vi
I have been waiting for you / Eu tenho esperado por você
You know I will adore you / Eu sei que irei te adorar
'Til eternity / Até a eternidade

So won't you please (be my, be my baby)? / Então, por favor, você não (será o meu, será o meu amor)?
Be my little baby (my one and only baby) / Seja o meu amorzinho (meu único amor)
Say you'll be my darlin' (be my, be my baby) / Diga que você será o meu bem (seja o meu, seja o meu amor)
Be my baby now (my one and only baby) / Seja o meu amor agora (meu único amor)
Oh, oh, oh, oh

So c'mon and be (be my, be my baby) / Então venha e seja (seja o meu, seja o meu amor)
Be my little baby (my one and only baby) / Seja o meu amorzinho (meu único amor)
Say you'll be my darlin' (be my, be my baby) / Diga que você será o meu bem (seja o meu, seja o meu amor)
Be my baby now (my one and only baby) / Seja o meu amor agora (meu único amor)
Oh, oh, oh, oh

(Be my, be my baby) be my little baby / (Seja o meu, seja o meu amor) seja o meu amorzinho
(My one and only baby) oh / (Meu único amor) oh
(Be my, be my baby) oh / (Seja o meu, seja o meu amor) oh
(My one and only baby) oh, oh, oh, oh / (Meu único amor) oh, oh, oh, oh

(Be my, be my baby) oh / (Seja o meu, seja o meu amor) oh
(My one and only baby) oh / (Meu único amor) oh
(Be my, be my baby) be my baby now / (Seja o meu, seja o meu amor) seja o meu amor agora
(My one and only baby) oh, oh, oh, oh / (Meu único amor) oh, oh, oh, oh


POEMAS CANTADOS DE JOSÉ MÁRIO BRANCO


Mariazinha
José Mário Branco

Mariazinha, deita os olhos pro mar
Pela tardinha, quando a noite espreitar
E no verde das águas sem fundo
Já se perde da esperança do mundo, a afundar, a afundar

Mariazinha, deita os olhos pro mar
Tão pequenina, sem saber que pensar
Vê a roda do mundo girando
E os navios ao longe passando, sem parar, sem parar

Mariazinha, deita os olhos pro mar
Tão quietinha, a chorar, a chorar
Uma fonte de sangue no peito
Uma sombra na boca e um trejeito no olhar, sem parar

Mariazinha, deita os olhos pro mar
Tão caladinha, a chamar, a chamar
Vai pro fundo da noite fria
Numa barca de rendas, vazia, a afundar, sem parar

Mariazinha, com rendas de algas tapada
Tão quietinha
No fundo do mar pousada


Mudam-Se Os Tempos, Mudam-Se As Vontades
José Mário Branco

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Ref: E se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.



segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ceará da Bocada – Forró do mela mela 1990

capa

 

Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ

seloaselob

Sanfonas de Maestro Chiquinho do Acordeon e Pereira do Acordeon.

verso

Gravado em 16 canais, no Rio de Janeiro – RJ.

Ceará da Bocada – Forró do mela mela
1990 – Somarj

01- Forró do Mela Mela (Luiz Gonzaga Diniz de Almeida – Deraldo de Oliveira)
02- Forró de graça (Amaral – Antônio Gonzaga)
03- Quando por mim ela passa (Antônio Gonzaga – Ceará da Bocada)
04- Com muito amor (Ceará da Bocada – Marcos Lucena – Cacá do Asfalto)
05- Família encrencada (Pardal – Carlos Barroso Pimentel – Nelson Policape)
06- Forró caipira (Ceará da Bocada – José Reis)
07- Mineira (João Silva – Sebastião Rodrigues)
08- Festa da vila (Ceará da Bocada – Antônio Ceará)
09- Não namoro mais (Ceará da Bocada – Amadeu Macedo)
10- Acredite se quiser (D. Matias – Clarinha Rodrigues)

MUSICA&SOM ☝



Marinês e sua gente – Balaio de paixão 1987

 

capa p

Colaboração do Macambira, do Rio de Janeiro – RJ

verso p

Destaque para “Tô Doida Pra Provar do Teu Amor” de Nando Cordel; e para “Forró Pé de Chinelo” de Cecéu

Marinês e sua gente – Balaio de paixão
1987 – RCA

01.
E Tará-rá-rá (Onildo Almeida)
Minha Açucena (Onildo Almeida)
Meu Benzim (Onildo Almeida)
Meu Benzim (Luiz Guimarães / Abdias Filho)
É Amor É Saudade (Onildo Almeida)
02. Tô Doida Pra Provar do Teu Amor (Nando Cordel)
03. Olhos Duidinhos (João Silva / Maranguape / Iranilson)
04. Danação de Gamação (João Silva / Chico Xavier)
05. Fulô de Goiabeira (Anastácia / Liane)
06. Novinho no Leite (Nando Cordel)
07. Balaio de Paixão (Cecéu)
08. Forró Pé de Chinelo (Cecéu)
09. Lírio Lírio Colorido (Nicéas Drumont / Cecílio Nena)
10. Rio de Amarguras (Maurílio Costa / Oseinha)
11. Chamego na Farinha (Cecéu)
12. Feitiço (Jorge de Altinho)

MUSICA&SOM ☝



Severino Januário – E seus Oito Baixos 1973

frente

 

Colaboração do sergipano Everaldo Santana.

Esse disco é do acervo do Castanheiro.

verso cd

“A foto da capa do disco foi feita no Estúdio que havia nos bastidores do Forró da Catumbí, do Pedro Sertanejo. Nela aparecem o Oswaldinho do Acordeon e o Castanheiro, que faz a percussão nesse disco.”

Severino Januário – E seus Oito Baixos
1973 – Tropicana

01 – Até o Sol raiar (Roberto Stanganelli – Francisco Barreto)
02 – Arrasta-Pé em Penedo (Severino Januário)
03 – Mineirinho no Calango (Roberto Stanganelli – Francisco Barreto)
04 – Forró no Piancó (Severino Januário)
05 – Forró no Buriti (Severino Januário)
06 – Forró na Maçaíba (Severino Januário)
07 – Deixe que leve (Roberto Stanganelli – Francisco Barreto)
08 – Coração amoroso (Roberto Stanganelli)
09 – Baião dos Escoteiros (Roberto Stanganelli – Francisco Barreto)
10 – Forró em Novo Exu (Severino Januário)
11 – Arrasta-Pé na Bahia (Severino Januário)
12 – Forró no Canindé (Severino Januário)

MUSICA&SOM ☝



Ray Fenwick - Keep America Beautiful, Get A Haircut 1971

 

 O único álbum solo  de Fenwick , gravado com  a seção rítmica de Elton John ( Dee Murray  no baixo e  Nigel Olsson  na bateria), aborda diversas facetas do rock britânico de 1970 —  folk-rock à la Traffic , country-rock,  trechos melódicos à la Paul McCartney e um boogie estrondoso e banal — sem, no entanto, chegar a lugar nenhum. Grande parte do material foi inspirada por suas viagens pelos EUA, e há algumas quase suítes que supostamente refletem uma jornada pela paisagem americana, mas a execução é pouco notável. A reedição em CD de 1997 adiciona cinco faixas bônus.





Back Door - 8th Street Nites 1973

 

Mais um álbum brilhante, impulsionado pelo baixo, produzido pelo falecido  Felix Pappalardi , ex-produtor do  Cream . Embora o álbum seja menos coeso que o de estreia, ele atinge patamares ainda maiores com suas versões marcantes de músicas de  Leadbelly  e  Robert Johnson . Essas canções de blues são, em sua maioria, tocadas como peças solo de baixo e voz. Há algo especial nessa combinação despojada — a aspereza inerente do baixo, em contraste com a voz, remete ao poder bruto do blues do Delta, onde é apenas um cara e seu violão velho e surrado. Em "32-20 Blues",  Hodgkinson  canta uma antiga  música de Robert Johnson  enquanto dedilha o baixo com força; na faixa de abertura, "Laying Track", toda a banda interpreta  Leadbelly  em uma espécie de funk contido, com o som constante do pandeiro sublinhando as batidas da seção rítmica no tempo forte






Daevid Allen - N'Existe Pas! 1974

 

Daevid Allen  foi um dos fundadores da banda britânica de rock progressivo  Soft Machine,  em 1966. Após gravar apenas um álbum com o grupo, tornou-se fundador e líder do  Gong , banda da qual saiu em 1973 para iniciar sua carreira solo (embora seu primeiro álbum solo,  Banana Moon , tenha sido lançado em 1971, enquanto ele ainda fazia parte do grupo).  Allen  explorou sua abordagem peculiar e folk do rock ao longo das décadas de 70 e 80 em álbuns como  Good Morning (1976)  e  Alien in New York (1983) . Seu trabalho solo também incluiu colaborações com o empresário do rock underground  Kramer,  como  Who's Afraid? (1993) e Hit Men  (1996)  , lançado pelo  selo Shimmy Disc de  Kramer . Allen  retornou em 1999 com  Money Doesn't Make It , seguido um ano depois por  Stroking the Tail of the Bird .  Nectans Glen  também surgiu em 2000. Em 2003,  Allen  formou uma nova versão do  Gong  com membros do coletivo japonês  Acid Mothers Temple , além de tocar e lançar material com sua banda californiana  University of Errors . Ele continuou lançando diversos álbuns ao vivo e colaborações únicas em edições limitadas por várias gravadoras independentes, sob seu próprio nome e nomes de grupos. Uma coletânea,  Man From Gong , que apenas arranhou a superfície de sua extensa discografia, foi lançada pela Snapper Music em 2006. Após uma batalha contra o câncer,  Allen  faleceu na Austrália em março de 2015, aos 77 anos.




Destaque

Modernos – #2 (2015)

  Não nos podemos queixar. Mesmo. Ainda que não nos tenha chegado novo material da banda-mãe, os Capitão Fausto, não temos tido quaisquer ra...