Nesta nova fase, o Neuschwanstein não apenas aperfeiçoou sua música, como também elaborou cenários de palco e efeitos visuais complexos com máscaras e figurinos (pense no Genesis de Peter Gabriel). Slides eram projetados no fundo do palco, Limpert e Weiler recitavam textos pontuando partes da história. Um cenário de floresta foi montado e cores fosforescentes foram adicionadas às folhas para que as árvores brilhassem no escuro. Apesar do orçamento curto, este show foi incrível e muito profissional. Em abr/76, o Neuschwanstein fez reserva num pequeno estúdio de gravação em Saarbrücken-Güdingen para gravar "Alice In Wonderland" em fita. Uli Limpert havia deixado a banda algum tempo antes e foi substituído pelo baixista de renome local Rainer Zimmer, que também assumiu as partes vocais de Limpert. Esta gravação foi concebida como uma demo tape para lhes conseguir mais shows (somente 32 anos depois, em 2008, a gravadora francesa Musea lançaria tais gravações em CD). O show "Alice In Wonderland" foi inovador para a Alemanha: era a primeira vez que uma banda alemã de Rock apresentava música tão longa, com cenário, figurinos, máscaras e efeitos especiais.
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| Em cima: Rainer Zimmer, Frédéric Joos, Roger Weiler e Klaus Mayer; Em baixo: Thomas Neuroth e Hans Peter Schwarz |
Em 1976, Frédéric Joos, que havia acabado de completar seu serviço no exército francês e ex-colega de banda de Roger Weiler, foi convidado por Thomas Neuroth para participar de uma pequena turnê com eles. O Neuschwanstein estava buscando um estilo mais "lírico" e "vocal", e Joos pareceu o cantor perfeito para isso. Seus vocais lembravam o de Peter Gabriel ou os do vocalista do The Strawbs, Dave Cousins. Novo repertório foi trabalhado com os temas sendo feitos por cada um individualmente antes das canções serem arranjadas e desenvolvidas por todo o grupo durante ensaios. Nos shows, o grupo foi aumentando a popularidade. Joos usava uma roupa toda branca, o que lhe dava uma aura angelical (embora evitasse encenações teatrais concentrando-se totalmente aos vocais/violão). Um elaborado show de luzes e muito gelo seco foram adicionados. Através da amizade entre Ulli Reichert (o empresário) e Herman Rarebell (baterista dos Scorpions), a banda conseguiu reservar horas num estúdio em Colônia, sob a direção de Dieter Dierks. As gravações ocorreram em out/78. Afiado pelos anos de estrada, o Neuschwanstein se adaptou facilmente ao estúdio. Joos fez todos os vocais, exceto na faixa-título (escrita e cantada por Rainer Zimmer). Herman Rarebell tocou bateria na faixa "Loafer Jack". "Battlement", o álbum resultante, foi lançado em 79 e vendeu 6 mil cópias, algo notável para uma banda auto produzida e sem contrato com gravadora. Deve-se considerar também que o interesse pelo Rock Progressivo havia diminuído acentuadamente nessa fase, já que o Pós-Punk e a New Wave estavam em ascensão. O disco tomava as influências do Genesis (pense fase "Trespass"), porém sem ser uma cópia xérox (um clone) sem qualquer extensão de imaginação. Sonoridade profunda, rica em texturas, excelentes musicalidade e composições. Além disso, Joos cantava (em inglês) como um Peter Gabriel do início. Então, as semelhanças com a famosa banda inglesa realmente impressionavam e as canções eram bastante boas. Havia algo também de influência do Camel (pense fase "Moonmadness") e dos primeiros trabalhos solo de Rick Wakeman. Porém, surpreendia a maturidade, o acabamento, a qualidade geral (raros para qualquer álbum de estreia). Tudo muito melódico, caloroso, lírico, agradável, um arsenal de teclados exuberantes, bela flauta, violão delicado, guitarras vibrantes, seção rítmica competente e os "vocais tipo Peter Gabriel".
Apesar da considerável popularidade do Neuschwanstein, o lançamento foi totalmente independente e o acordo de distribuição por uma pequena gravadora local (Racket Records) não ajudou. A banda ainda planejou lançar material mais acessível comercialmente, mas restrições financeiras falaram mais alto. O disco caiu no esquecimento ou nem foi notado até 1992, quando surgiu um relançamento em CD. Após "Battlement", nada mais foi lançado. Frédéric Joos deixou a banda antes mesmo do lançamento do álbum, pois ansiava por um futuro diferente e que não fosse como cantor (ele retornou à França e se tornou ilustrador de sucesso de livros infantis). Rainer Zimmer também saiu. Eles foram substituídos por Michael Kiessling e Wolfgang Bode, respectivamente. Kiessling tentou tornar os shows do grupo mais teatrais, reintroduzindo figurinos. Além disso, a orientação musical como um todo tornou-se mais intimista. No outono de 1980, no entanto, o grupo se separou com alguns membros se sentindo compelidos a cuidar de suas vidas profissionais fora da música. Havia um sentimento geral de desânimo. Thomas Neuroth e Michael Kiessling seguiram carreira musical, mas Hans Peter Schwarz e Klaus Mayer terminaram estudos universitários e desenvolveram carreiras profissionais não musicais. Roger Weiler voltou para sua banda anterior (The Nightbirds), Wolfgang Bode virou músico de Jazz. Kiessling morreu em 2019. Em 2016, após um hiato de 37 anos, o Neuschwanstein lançou um novo álbum, "Fine Art", essencialmente projeto de um homem só, do único membro original que restou, Thomas Neuroth.


























