segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Lançado em 1978, “House Of Love”, de Candi Staton, é um álbum que mostra a cantora atravessando com naturalidade a ponte entre o Southern Soul, o R&B
Lançado em 1979, “Emoções”, de Peninha, é um dos primeiros trabalhos de destaque na carreira do cantor e compositor paulista
O Creedence Clearwater Revival lançou Bayou Country em janeiro de 1969, seu segundo álbum de estúdio
A Tribe Called Quest – The Low End Theory – 1991

A Tribe Called Quest – The Low End Theory – 1991
Antes de entrarmos de vez nessa obra nos nova-iorquinos do A Tribe Called Quest, precisamos entender dois contextos que são profundamente importantes para esse resultado final, atemporal e que ouvimos até hoje – sem pular nenhuma faixa.
Em 1988, o hip-hop já fervilhava e dava sinais da grande indústria em que se transformaria pouco tempo depois. Os rappers se pareciam com super-heróis, eram intocáveis e andavam com joias e pesados colares de ouro no pescoço. Mas neste ano, surgiu um coletivo chamado Native Tongues em Nova York. Afrocentrista, o movimento era contra a ostentação, era formado por artistas que assumiam seus nomes de origem africana ou muçulmana e o principal: eram caras comuns. Era como se o cara da sua rua rimasse muito bem e começasse a lançar discos e fazer sucesso, sem carrões nas capas ou coisas que o valham. Apesar da preocupação social e com a história dos negros norte-americanos, as músicas não pesavam nas ideias críticas com tanta frequência ou de forma tão incisiva. As mulheres tinham espaço e nesse período surgiram muitas MCs, como Queen Latifah e Monie Love.
Agora, o outro contexto, mais técnico: na virada dos anos 1980 e 1990, em Nova York, surgiam os primeiros aparelhos de som para carros que eram realmente potentes, que faziam o chão tremer. Desde os anos 1970, o volume já vinha subindo, mas nesse período o som grave começou a, de fato, bombar.
Somando tudo isso, temos The Low End Theory, segundo álbum do A Tribe Called Quest, que junta as preocupações e os temas do coletivo Native Tongues (do qual A Tribe fazia parte) com as preocupações técnicas: o disco foi pensado, gravado e mixado com a intenção de bombar nos carros, com o grave no talo mas sem, claro, tornar o som ininteligível. É possível sentir as vibrações sonoras sem deixar de captar todo o resto. Aqui mesmo no Brasil, no comecinho dos anos 1990, era possível achar em bancas de jornal, encartados em revistas especializadas, CDs de “bass test”, com sons pensados para os graves automotivos.
Os samplers de The Low End Theory são, em sua maioria, do jazz e, especialmente, do bebop. Também houve uma preocupação técnica para que sumissem os estalos dos vinis de onde essas músicas foram retiradas – isso bem antes do surgimento de softwares que hoje fazem esse trabalho quase que automaticamente. Ron Carter, um dos grandes baixistas do jazz, está fisicamente no disco para dialogar com o sampler de “Verses From The Abstract” e reforçar as linhas graves. Todo esse cuidado com o som já fez o engenheiro de som Bob Power chamar esse álbum de “Sgt. Peppers do rap”.
A última faixa do disco, gravada numa festa real que estava rolando no estúdio com outros grupos do Native Tongues, como o De La Soul, é “Scenario” e ela é responsável por revelar o rapper Busta Rhymes, que assinou contrato para seu primeiro álbum solo logo depois de participar dessa faixa.
The Low End Theory é um daqueles álbuns que dificilmente se repetem na história de um grupo. O momento é propício, as condições favorecem, os integrantes estão afinados no melhor resultado possível e existe um público interessado em consumir arte de uma forma diferente do que vinha sendo feita antes. É basicamente a fórmula de um álbum que se torna clássico. E se você mostrar qualquer faixa pra um moleque dizendo que é de 2018, engana…
uça o disco
- Excursions
- Buggin’ Out
- Rap Promoter
- Butter
- Verses from the Abstract
- Show Business
- Vibes and Stuff
- Infamous Date Rape
- Check the Rhime
- Everything Is Fair
- Jazz (We’ve Got)
- Skypager
- What?
- Scenario (LP Mix)
Kendrick Lamar – DAMN. – 2017

Kendrick Lamar – DAMN. – 2017
Quando Kendrick Lamar nasceu, sua terra natal, Compton, fervilhava. Entre o final dos anos 1980 (o rapper é de 1987) e o meio dos anos 1990, a cidade californiana era o centro nervoso do rap norte-americano, especialmente o gangsta. Como qualquer periferia no mundo, Compton sofria com o abandono do Estado e a ocupação do poder paralelo organizado em gangues que protegiam bairros, mas, ao mesmo tempo, levavam muitas mortes aos jovens negros da região com suas guerras entre si. Nesse contexto, artistas nativos como N.W.A. (de onde saíram Dr. Dre, Eazy-E e Ice Cube, entre outros) e Coolio cantavam sobre a vida no crime, problemas e (poucas) soluções.
Se aos oito anos, Lamar era apenas um moleque que aparecia no clássico clipe de “California Love”, hit de Tupac (novaiorquinho, mas que adotou Compton como sua cidade), hoje, aos 31, o rapper pode dizer que está no topo. A garantia disso é o álbum DAMN. De 2017.
Até 2017, Lamar já havia conseguido visibilidade e uma meia dúzia de singles muito bem colocados nas paradas black. Mas foi com DAMN. e seu primeiro single, “HUMBLE.”, que Lamar alcançou o topo da parada norte-americana e se firmou no cenário com um dos artistas contemporâneos mais completos, independente de gênero musical.
Sua preocupação com a qualidade final do que vende, seja em áudio ou em vídeo, é exemplar. Se os clipes são um show à parte, DAMN. é um álbum que passa facilmente dos 30 nomes em sua ficha técnica além dos mais de 20 produtores envolvidos nas suas 14 faixas. Levou Melhor Álbum no BET Awards, além de Melhor Álbum de Rap no Grammy e no American Music Awards. Só em 2017, vendeu 1,3 milhão de cópias em todo o mundo – número conquistado, claro, com base no streaming.
DAMN. é um álbum que fala sobre fraquezas, humildade e ancestralidade – Lamar foi um dos responsáveis por trazer a África de novo para o rap norte-americano, muito pautado pela ostentação e pela sexualidade. Vale não apenas a audição do álbum como a leitura das letras em sites como o Genius, onde você pode acompanhar as explicações das letras, trecho por trecho.
Kendrick Lamar – DAMN. – 2017
- BLOOD.
- DNA.
- YAH.
- ELEMENT.
- FEEL.
- LOYALTY. FEAT. RIHANNA.
- PRIDE.
- HUMBLE.
- LUST.
- LOVE. FEAT. ZACARI.
- XXX. FEAT. U2.
- FEAR.
- GOD.
- DUCKWORTH.
Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell – 2019

Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell – 2019
O rap é um gênero, por definição, biográfico. Mesmo que o MC crie personagens para contar suas histórias, sempre tem elementos muito pessoais por trás daquelas letras. As letras, quase sempre em primeira pessoa, colocam o MC para viver o que está sendo dito e servir de exemplo para sua audiência. Mas tem um cara que já passou por tanta coisa nessa vida que não precisa de personagem. Transparente como em suas entrevistas, Black Alien volta com Abaixo de Zero: Hello Hell narrando suas vitórias e derrotas de cara limpa.
Já entrevistei Black Alien algumas vezes e sua franqueza espanta. Enquanto muita gente se preocupa em dizer o que vai agradar, Alien joga a real: de tentativa de suicídio à visão de fantasmas no estúdio (que travou a produção do disco anterior em anos!) a seus paraísos e infernos em clínicas de reabilitação (pra onde ia voluntariamente), rola de tudo. E nesse disco não é diferente.
A produção de Papatinho (ConeCrew Diretoria) sintoniza as letras de Black Alien com uma sonoridade mais atual, mas sem apelar para as batidas quebradas e fáceis do trap, por exemplo. Os beats mais classudos, boom bap, bumbo e caixa, predominam e fazem a cama para que Alien desfile suas frases marcantes e narrativas desconcertantes – ele sempre tem uma palavra inesperada para botar no meio de uma frase, pode esperar. As marcas tanto do produtor quanto do MC estão bem aparentes no trabalho.
Quem chegar agora na carreira de Black Alien nessa era de muita música e pouca informação no streaming, vai estranhar a curta discografia de três trabalhos espalhados em cerca de 15 anos. Em compensação, a voz marcante de Alien aparece em quase 40 discos de artistas tão distintos que vão de Raimundos a Sabotage, passando por Pretinho da Serrinha e Marcelinho da Lua – tudo isso sem contar, claro, o Planet Hemp.
Abaixo de Zero: Hello Hell é curto, tem 26 minutos e nove faixas. Mas é daqueles discos que precisam ser ouvidos não apenas por inteiro, mas por vezes seguidas para, aí sim, caçar todas as frases, citações e informações que Alien destila nas suas letras.
Feliz do artista que consegue fazer do seu inferno uma experiência auditiva tão prazerosa para seus fãs.
Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell – 2019
- Área 51
- Carta Pra Amy
- Vai Baby
- Que Nem o Meu Cachorro
- Take Tem
- Au Revoir
- Aniversário de Sobriedade
- Jamais Serão
- Capítulo Zero
The Zombies – Odessey And Oracle (1968) [2025, Mono Remastered, CD-Quality + Hi-Res] [Official Digital Release]
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The Zombies – Odessey And Oracle (1968)
[2025, Mono Remastered, CD-Quality + Hi-Res] [Official Digital Release]
Tracklist
01. Care of Cell 44 – 03:16
02. A Rose for Emily – 02:23
03. Maybe After He’s Gone – 02:37
04. Beechwood Park – 02:47
05. Brief Candles – 03:30
06. Hung Up on a Dream – 03:02
07. Changes – 03:19
08. I Want Her She Wants Me – 02:59
09. This Will Be Our Year – 02:14
10. Butcher’s Tale (Western Front 1914) – 02:54
11. Friends of Mine – 02:21
12. Time of the Season – 03:31
Bruce Springsteen – Lost and Found: Selections From The Lost Albums (2025) [CD-Quality + Hi-Res]
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Bruce Springsteen – Lost and Found: Selections From The Lost Albums (2025)
[CD-Quality + Hi-Res] [Official Digital Release]
Lost And Found: Selections From The Lost Albums é uma coleção selecionada de 20 músicas inéditas do box set Tracks II: The Lost Albums de Springsteen. Essas gravações iluminam capítulos importantes da trajetória de Springsteen, oferecendo aos fãs uma visão sem precedentes de seu processo criativo.
Tracklist
01. Follow That Dream – 03:52
02. Seven Tears – 01:51
03. Unsatisfied Heart – 05:46
04. Blind Spot – 03:35
05. Something In The Well – 04:24
06. Waiting On The End Of The World – 04:36
07. Faithless – 03:52
08. God Sent You – 03:48
09. Repo Man – 02:54
10. Detail Man – 02:51
11. You’re Gonna Miss Me When I’m Gone – 02:59
12. The Lost Charro – 04:48
13. Inyo – 04:37
14. Adelita – 04:38
15. Sunday Love – 05:16
16. High Sierra – 06:25
17. Sunliner – 03:05
18. I’m Not Sleeping – 03:37
19. Rain in the River – 03:12
20. You Lifted Me Up – 03:37
sábado, 26 de setembro de 2026
Christian Gaubert, Part 1: 1975 Une Ville, Une Vie, 1977 The Little Girl Who Lives down the Lane OST
Três posts sobre este maravilhoso e desconhecido (presumivelmente fora de seu país de origem) compositor francês de trilhas sonoras para filmes.
Compositor, pianista, arranjador e líder de banda francês. As colaborações incluem Charles Aznavour, Mireille Mathieu, Gilbert Bécaud, Johnny Hallyday, Serge Gainsbourg, Pascal Auriat e Gérard Lenorman, entre outros.
Note que ele lança álbuns desde 1969, mas os primeiros não me pareceram tão interessantes. Alguns são LPs de versões cover, presumivelmente de fácil audição, como este álbum de 1972 .
Por outro lado, no álbum de 1975, Une Ville... Une Vie , a composição é simplesmente genial. Lembra meus antigos favoritos, Dromadaire e Le Loup des Steppes, de Pisani, ou o maravilhoso Xavier Gernet . Em outras palavras, composição pop francesa dos anos 70 (não exatamente chanson) com melodias originais, acordes e refrões cativantes. Além disso, conta com a participação do guitarrista Claude Engel e do baterista do Magma, Jannick Top, embora esses caras permaneçam em segundo plano, tocando de forma discreta, sem exageros.
A faixa-título dá uma ideia clara do que quero dizer em termos de mudanças de acordes originais e melodias interessantes:
E o restante do álbum mantém o alto nível de composição, com pouquíssimas, ou nenhuma, faixa descartável.
Mudando completamente de gênero, a trilha sonora do filme franco-canadense de 1976, "A Menina que Mora no Fim da Rua" , estrelado por Jodie Foster, apresenta músicas maravilhosas. Temos aqui uma mistura de temas orquestrais delicados de Francis Lai e Morricone, no estilo eurodance típico dos anos 70, com padrões melancólicos e passagens de fusão. O tema do filme traz ecos de Francis Lai, Nina Rota, etc., e então, repentinamente, acelera para um ritmo de 16 tempos na seção rítmica, com um solo de flauta.
Aqueles que, na infância, foram expostos a esses filmes e temas antigos sentirão uma intensa nostalgia ao ouvir essas melodias clássicas.
Por outro lado, Mystery of the Basement , com seu elemento de fusão, mais uma vez, o piano elétrico mais as cordas, é tão clássico:
Para quem se interessa, como eu, a história é perturbadora, bem típica daqueles tempos remotos, e como sempre, você pode ler sobre ela na Wikipédia . Observe o seguinte:
A produção tornou-se posteriormente alvo de controvérsia devido a relatos de que Jodie Foster [então com 13 anos] teria tido conflitos com os produtores sobre as filmagens e a inclusão de uma cena de nudez, mas uma dublê de corpo de 21 anos (irmã de Foster) foi utilizada. Após uma exibição no Festival de Cannes de 1976, uma ação judicial foi movida em relação à distribuição, e o filme foi lançado comercialmente em 1977.
Tenho duas versões desta trilha sonora e incluí ambas (CD e LP). Gostei muito e espero que você também goste. É como a maravilhosa fusão de temas delicados com partes funky de Yuji Ohno , quase como seu belíssimo Jimmy Dean.
Nº1 Anthology 1 — The Beatles, Dezembro 9, 1995
Producer: George Martin
Track listing: Free as a Bird / Speech: John Lennon / That’ll Be the Day / In Spite of All the Danger / Speech: Paul McCartney / Hallelujah, I Love Her So / You’ll Be Mine / Cayenne / Speech: Paul / My Bonnie / Ain’t She Sweet / Cry for a Shadow / Speech: John / Speech: Brian Epstein / Searchin’ / Three Cool Cats / The Sheik of Araby / Like Dreamers Do / Hello Little Girl / Speech: Brian Epstein / Beasame Mucho / Love Me Do / How Do You Do It / Please Please Me / One After 909 (False Starts) / One After 909 / Lend Me Your Comb / I’ll Get You / Speech: John / I Saw Her Standing There / From Me to You / Money (That’s What I Want) / You Really Got a Hold of Me / Roll Over Beethoven / She Loves You / Till There Was You / Twist and Shout / This Boy / I Want to Hold Your Hand / Speech: Eric Morecambe and Ernie Wise / Moonlight Boy / Can’t Buy Me Love / All My Loving / You Can’t Do That / And I Love Her / A Hard Day’s Night / I Wanna Be Your Man / Long Tall Sally / Boys / Shout / I’ll Be Back (Complete) / You Know What to Do / No Reply (Demo) / Eight Days a Week (False Starts) / Eight Days a Week / Kansas City / Hey-Hey-Hey-Hey!
Muito antes de a Anthology 1 dos Beatles chegar ao topo da Billboard 200, uma série de reuniões entre os principais executivos da Capitol, EMI e Apple Corps foram realizadas para pavimentar o longo e sinuoso caminho para os novos lançamentos dos Beatles.
Antes do lançamento do álbum duplo Live at the BBC em 1994 , que alcançou o terceiro lugar na Billboard 200, não havia sido lançada uma nova coletânea dos Beatles nos Estados Unidos desde os CDs Past Masters de 1988 , que incluíam singles e lados B não presentes nas versões britânicas dos álbuns dos Beatles, lançadas em CD nos EUA. Quando Gary Gersh assumiu a presidência/CEO da Capitol Records em julho de 1993, ele avaliou a situação.
“Quando cheguei à Capitol, a relação entre os Beatles e a EMI tinha chegado a um ponto em que estava constantemente sendo prejudicada em termos de lançamento de novos produtos, fechamento de novos contratos ou tentativa de avançar com o potencial de lançamento de novos materiais dos Beatles”, diz Gersh.
Gersh levou suas preocupações a Charles Koppelman, presidente/CEO do EMI-Capitol Music Group, e sugeriu que os executivos e seus homólogos no Reino Unido examinassem o futuro dos Beatles.
"Eu disse: 'Deveríamos analisar seriamente a situação dos Beatles com a EMI em todo o mundo. Deveríamos abrir os olhos para o que o futuro pode reservar'", diz Gersh.
Em vez de se contentar com as vendas de catálogo dos álbuns dos Beatles já disponíveis no mercado, Gersh sugeriu alterar a estrutura do acordo da EMI-Capitol com os Beatles e a Apple Corps, na esperança de gerar novos produtos. Embora Gersh não revele detalhes específicos do novo acordo, ele afirma que "é extremamente benéfico tanto para os Beatles quanto para a EMI e, da perspectiva dos Beatles, acredito que eles diriam que nunca foi tão justo quanto é hoje".
Foram essas negociações secretas que abriram caminho para Anthology 1 , o primeiro de três CDs duplos com raridades dos Beatles, vinculado a um documentário televisivo de três partes e seis horas de duração, exibido na ABC-TV em novembro de 1995.
A expectativa para a Anthology 1 e o documentário para a TV foi alimentada pelo lançamento de “Free as a Bird”, a primeira música inédita dos Beatles em 25 anos. A canção foi construída a partir de uma demo caseira de John Lennon, gravada em mono em 1977. Em março de 1994, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr finalizaram a faixa com o produtor Jeff Lynne no estúdio caseiro de McCartney em Sussex, Inglaterra.
“Foi estranho porque eu avisei o Ringo que ele deveria ter um lenço à mão quando ouvisse a gravação pela primeira vez, porque ele é um cara muito emotivo, e eu sei que chorei um pouco”, disse McCartney a Robert Hilburn, do Los Angeles Times . “É algo poderoso ouvir seu amigo em uma música tão bonita. Quando entramos no estúdio, porém, parecia que o John estava lá. Era como se ele tivesse gravado a parte vocal e talvez ido ao banheiro ou algo assim enquanto o resto de nós trabalhava na faixa.”
O sucesso de “Free as a Bird” e da Anthology 1 rendeu aos Beatles mais algumas conquistas históricas. As duas primeiras horas do documentário foram assistidas por cerca de 27,3 milhões de espectadores, o maior número em seu horário de exibição. Enquanto isso, o álbum estreou em primeiro lugar na Billboard 200, com vendas de mais de 855.000 unidades, tornando-se o álbum duplo mais vendido e a estreia de álbum com maior bilheteria (arrecadando mais de US$ 22 milhões, segundo a Capitol) da história.
Anthology 1 deu aos Beatles seu 16º álbum número um e estabeleceu a marca de maior intervalo de tempo entre álbuns número um na era do rock – foram 31 anos e 10 meses entre Anthology 1 e Meet the Beatles! O álbum anterior dos Fab Four a alcançar o topo das paradas, The Beatles 1967-1970 , havia chegado ao primeiro lugar 22 anos e sete meses antes de Anthology 1 assumir o topo – outro recorde.
OS CINCO MELHORES
Semana de 9 de dezembro de 1995
1. Anthology 1 , The Beatles
2. Fresh Horses , Garth Brooks
3. Daydream , Mariah Carey
4. Christmas in the Aire , Mannheim Steamroller
5. Waiting to Exhale , Trilha Sonora
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Embora não seja um músico de free jazz propriamente dito, Kuhn foi um vanguardista; ele começou a experimentar uma fusão de elementos cl...
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A formação Cozy Powell, Jimmy Bain, Ronnie Dio, Tony Carey e Ritchie Blackmore iniciou a primeira turnê mundial do Rainbow (primeiro show...







