Em 15 de agosto de 1987, o Rata Blanca estreou no clube argentino Luz y Fuerza. Em 2002, e depois de uma longa lista de discos atrás de si, Walter Giardino regressa com a sua habitual banda através de El Camino Del Fuego. Ele, assim como seu amado Ritchie Blackmore fez em sua época, fechou uma gaveta de sua história para poder abrir uma nova. Assim se confirma em 98 a dissolução do Rato e o nascimento de Walter Giardino Temple. Mas este projeto, e continuando com as semelhanças que encontramos com o Rainbow, não conseguiu manter a mesma formação ao longo de toda a sua carreira. No final, Giardino e Barilari mais uma vez reunidos sob o teto do mesmo grupo, decidiu-se resgatar um nome que havia conseguido arder no coração de todos os amantes do gênero. É assim que Rata Blanca renasce de suas cinzas.
Como é lógico, eles tiveram que verificar se o público ainda queria suas músicas, que eles queriam uma segunda juventude para a banda e que estariam na expectativa diante de um possível novo material. Foi assim que, em 2000, surgiu a ideia de publicar uma dupla compilação, Grandes Canções, um aperitivo para fazer verde os nossos louros. Mas, como disse no início, tivemos de esperar até 2002 para podermos verificar o que o Rato escondia por detrás do seu novo trabalho de estudo, e a surpresa não é indigna.
A afirmação feita por Glenn Hughes em sua época, dizendo que Walter Giardino é o guitarrista mais influenciado e mais parecido com Blackmore – palavra de “La Voz del Rock” – é mantida. Em "El Camino del Fuego" mantêm-se aqueles matizes renovadores que Ritchie deixara impressos no seu Stranger In Us All e que Walter soube transmitir à sua Tempering mas, e isto é essencial, não perderam aquele sabor clássico das obras como Wizards, Swords and Roses ou Rainbow Warrior.
Desde a primeira audição você já sentirá como seu ouvido está preso a certas músicas, melodias que serão difíceis de separar de seu cérebro. Da composição de iniciação ao hard rocker que é "El Amo Del Camino" à balada com reminiscências blues que se esconde atrás de "Cuando La Luz Oscurece" (cem por cento blackmoriana), passando pela sua fundamental "Volviendo a Casa" com coros que somam em uma música já perfeita. Também não devemos deixar para trás aqueles cílios “Painkiller” de “En Nombre Dios?” ou o novo aceno para o homem de preto e seus comparsas com “Lluvia Púrpura”. Em suma, um retorno que vai emocionar mais de um. Crianças, que bom que vocês vieram!


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