A luz de Lisboa
*claridade*
Manuela de Freitas / José Mário BrancoQuando Lisboa escurece
E devagar adormece
Acorda a luz que me guia;
Olho a cidade e parece
Que é de tarde que amanhece
Que em Lisboa é sempre dia
Cidade sobrevivente
Dum futuro sempre ausente
E devagar adormece
Acorda a luz que me guia;
Olho a cidade e parece
Que é de tarde que amanhece
Que em Lisboa é sempre dia
Cidade sobrevivente
Dum futuro sempre ausente
Dum passado agreste e mudo
Quanto mais te enches de gente
Mais te tornas transparente
Quanto mais te enches de gente
Mais te tornas transparente
Mais te redimes de tudo
Acordas-me adormecendo
E dos sonhos que vais tendo
Acordas-me adormecendo
E dos sonhos que vais tendo
Faço a minha realidade
E é de noite que eu acendo
A luz do dia que aprendo
E é de noite que eu acendo
A luz do dia que aprendo
Com a tua claridade
A luz do Castelo Picão
Artur Soares Pereira / Popular *fado das horas*
Repertório de Daniel Gouveia
Este tema aparece com o títiulo *Maria da Luz* no livro
*Poetas do Fado-Tradicional* de Daniel Gouveia e Francisco Mendes
No velho bairro de Alfama
Em tempos que já lá vão
Tive uma gaja da trama
A Luz do Castelo Picão
A Luz era uma gaiata
Filha de um beijo qualquer
Mais tarde foi a mulher
Que eu cantei em serenata
À luz do luar da prata
Vi o seu olhar em chama
Com a luz que ele derrama
O meu peito iluminei
Nessa noite em que a beijei
No velho bairro de Alfama
Comprei logo uma samarra
Calças à boca de sino
Cantei o Alexandrino
Acompanhado à guitarra
Depois entrei numa farra
Quis armar-me em fanfarrão
Mas fui parar à prisão
Por ter naifado um rufia
Só p’ra mostrar valentia
Em tempos que já lá vão
Na Rua de São Miguel
Onde a ia namorar
À Luz, alguém foi chibar
Que eu parava num bordel
Ela armou tal aranzel
Que se ouviu em toda a Alfama
Mas um fadista com fama
Tem de ter uma rameira
E na Rua da Regueira
Tive uma gaja da trama
E quando a Luz se apagou
Na Rua do Paraíso
Quase perdi o juízo
E toda a Alfama a chorou
Aquela que tanto amou
Este fraco rufião
Fez de mim um valentão
E nisso tenho vaidade
Mas eu choro de saudade
A Luz, do Castelo Picão
A luz do teu caminho
António Rocha / Miguel Ramos *fado margaridas*
Repertório de Francisco Martinho
Deixa-me ser a luz do teu caminho
Deixa-me ser um pouco do teu ser
Deixa que eu seja o guia do destino
Que destina a razão do teu viver
Eu queria ser a brisa morna e leve
Que agita o teu cabelo com meiguice
Poder estar um momento ainda que breve
Junto de ti sem que outro alguém me visse
Se eu conseguisse ser teu pensamento
Quando fitas serena o azul do céu
Jamais escutarias o lamento
Desta paixão por ti que Deus me deu
Eu queria ser o sol que de mansinho
Vem beijar o teu rosto com prazer
Deixa-me ser a luz do teu caminho
Deixa-me ser um pouco do teu ser
Repertório de Francisco Martinho
Deixa-me ser a luz do teu caminho
Deixa-me ser um pouco do teu ser
Deixa que eu seja o guia do destino
Que destina a razão do teu viver
Eu queria ser a brisa morna e leve
Que agita o teu cabelo com meiguice
Poder estar um momento ainda que breve
Junto de ti sem que outro alguém me visse
Se eu conseguisse ser teu pensamento
Quando fitas serena o azul do céu
Jamais escutarias o lamento
Desta paixão por ti que Deus me deu
Eu queria ser o sol que de mansinho
Vem beijar o teu rosto com prazer
Deixa-me ser a luz do teu caminho
Deixa-me ser um pouco do teu ser
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