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| Fenriz, Zephyrous e Nocturno Culto: o Darkthrone em 92 |
O
Darkthrone é uma banda de
Black Metal norueguês. Formada em 1986 como uma banda de
Death Metal chamada "Black Death", somente em 1991 abraçou o estilo
Black Metal e trocou de nome sob influência do
Bathory e do
Celtic Frost. Foi o pulo para se tornar uma das principais bandas da cena norueguesa. Os primeiros três álbuns da banda, "A Blaze In The Northern Sky" (de 92), "Under a Funeral Moon" (de 93) e "Transilvanian Hunger" (de 94) são frequentemente rotulados como a "Unholy Trinity" (algo como trindade profana), o auge da carreira deles e sempre considerados entre os álbuns mais influentes da história do
Black Metal. O
Darkthrone virou um duo composto por Gylve "Fenriz" Nagell e Ted "Nocturno Culto" Skjellum, desde que o guitarrista Zephyrous saiu lá em 93 (ambos dividem as funções nos instrumentos, o que não é um problema já que eles se recusam a se apresentar ao vivo). A banda está na ativa até hoje, então, Fenriz está nela há mais de 30 anos! Ele estava lá naqueles primeiros anos extremamente turbulentos do
Black Metal norueguês, quando incêndios criminosos e assassinatos ganharam as manchetes dos noticiários. Com cerca de 20 álbuns, difícil não aceitar que Fenriz realmente não tenha se tornado um pilar mundial da cena mais estranha e radical do
Metal.
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| Fenriz e Nocturno Culto, sem o "corpse paint" |
Curiosamente, li recentemente na internet que ele foi eleito (contra sua vontade) para o conselho municipal (uma espécie de câmara de vereadores) de Kolbotn, cidadezinha pertinho de Oslo, na Noruega, onde fica a base do
Darkthrone. Segundo a matéria que li, Fenriz contou:
"Eles ligaram e perguntaram se eu queria estar na lista [de representantes reserva]. Eu disse que sim, pensando que ficaria em 18º lugar na lista e não teria que fazer nada. Eles só precisavam de uma lista para poder... bem, é difícil falar sobre política local em outro idioma".
Nunca subestime o poder das coisas darem errado. É a lei de Murphy: se algo tenha a menor chance de dar errado, fatalmente dará. ré-ré-ré. Fenriz, mesmo pedindo para que as pessoas não votassem nele, foi eleito! É mole? Agora, será obrigado a servir como vereador Gylve "Fenris" Nagell por quatro anos antes que de deixar o cargo torne-se uma opção. É fácil fazer piadas sobre a aparente incongruência de uma figura famozérrima do
Black Metal servindo como político, mas Fenriz é um cara articulado e poderá surpreender (ou assustar!). Além de músico, ele atua como jornalista e apresentador de rádio, é famoso por seu conhecimento enciclopédico de
Metal, por sua ávida promoção de bandas
underground e de ética
DIY e por sua rejeição ao "lado showbiz da indústria musical". Ele já foi curador de coletâneas e mantém um blog. Imagine Fenriz nas reuniões semanais da câmara de vereadores...
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