Já que nunca apareceu em nenhum dos álbuns de verdade dos Rolling Stones (foi incluída na coletânea "More Hot Rocks" e em algumas outras compilações menos conhecidas), a faixa "Child Of The Moon", o lado B do famoso single "Jumpin' Jack Flash" (lançado em mai/68), uma canção de amor digamos lunar composta para Marianne Faithfull, permanece como uma das mais obscuras em todo o catálogo do grupo (em especial, na fase anos 60). "Jumpin' Jack Flash" já foi chamada de "supernatural Delta Blues", já que na época foi percebida como um retorno da banda às suas raízes blueseiras após o Pop barroco e a psicodelia ouvidos nos álbuns precedentes, "Aftermath" (de 66), "Between The Buttons" (de 67) e principalmente "Their Satanic Majesties Request" (de 67). "Jumpin' Jack Flash" tornar-se-ia uma das canções mais populares e instantaneamente reconhecíveis dos Stones (até hoje, dizem, é a canção que a banda mais tocou nos shows: mais de 1.100 vezes. Será?).
O vídeo clipe promocional que foi feito para "Jumpin' Jack Flash" foi dirigido por Michael Lindsay-Hogg (há um vídeo com os membros da banda maquiados e outro deles sem maquiagem). Lindsay-Hogg foi o diretor do filme "The Rolling Stones Rock and Roll Circus" e também de "Let It Be", dos Beatles. O vídeo foi filmado durante o curso de um único dia no Olympic Studios, em Londres, durante o verão de 1968. Troço duca e maravilhoso! Também houve um vídeo clipe promocional para o lado B "Child Of The Moon" (uma canção que para mim soa muito parecida com "Rain", dos Beatles), um curta inspirado em Kenneth Anger, novamente com direção de Michael Lindsay-Hogg e provavelmente filmado por Michael Cooper (que filmou "Lucifer Rising", de Anger). Este vídeo é muito menos conhecido de todo mundo. Há algo perturbador nele, imagens preto-e-branco e coloridas, os Stones encontrando com uma moça numa encruzilhada, os olhares trocados, Brian Jones escondido nas sombras da mata... há um elemento de ameaça sexual limítrofe que quase salta para fora.

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