Quando se fala em música folk, logo se pensa em Escócia, Irlanda, País de Gales, Inglaterra ou o estilo americano de Dylan e Joni Mitchell, entre tantos outros do eixo anglo saxão. Mas a Alemanha, celeiro vívido e de qualidade de muitos gêneros não especialmente de origem germânica, produziu algumas pérolas também do folk, como o Broselmaschine. Um único álbum lançado em 1971,foi o resultado do trabalho de um grupo de jovens que vivia em uma comunidade hippie no interior da Alemanha. A musicalidade mostrada em eventos e pequenos pubs atraiu a atenção do pequeno e obscuro selo Pitz, que resolveu apostar no quarteto, que incluía uma vocalista de voz cristalina, Jenny Schucker, que também tocava uma melodiosa flauta. Mas o grupo, liderado pelo virtuoso guitarrista Peter Bursch não vigou e em 1973 a banda se dissolveu.
O disco homônimo circulou entre poucos garimpeiros da boa música, com sua sonoridade cristalina, melodiosa e contagiante, apoiada por instrumentação do oriente como tablas e cítara caiu nas mãos do influente produtor Conny Plank, um dos pais do Karftewerk e do Krautrock. Só Busch foi encontrado, já que os demais integrantes da banda se bandearam para a Índia ou om interior da Alemanha a fim de prosseguir a vida simples no campo. Assim, 5 anos depois ele trouxe de volta seu projeto, mas com algumas importantes modificações, dando origem ao álbum Peter Bursch Un Die Broselmaschine, mais focado no improviso do que nas composições.


Sem comentários:
Enviar um comentário