quinta-feira, 17 de novembro de 2022

ANTES DOS CONCERTOS EM PORTUGAL… JENNY HVAL REVELA NOVO SINGLE


Moebius & Plank – Rastakraut Pasta (1980)

 


Rastakraut Pasta pode ser uma refeição indigesta. Mas, por outro lado, sabendo dar-lhe o tempo que merece, tornar-se-á gourmet, eventualmente, assim se molde o gosto do ouvinte aos sons que o álbum encerra. Para esses, Rastakraut Pasta será sempre um pitéu.

Julian Cope escolheu-o para constar na sua lista dos 50 melhores discos de sempre de krautrock. Se for curioso ou freguês do estilo, procure por Krautrocksampler nos ares da net e encontrará o que procura, inclusive em várias línguas. E se o incrível homem por detrás dos longínquos The Teardrop Explodes o disse, então o archdrude terá razão. Saibamos encontrar e entender esse tesouro, uma vez que nem sempre, no meio dessa meia centena de discos, os diamantes estão ao alcance de todos, sobretudo numa primeira audição. Talvez seja o que acontece com Rastakraut Pasta. Dando a devida atenção aos sete (estranhos) momentos do álbum, então tudo se tornará mais simples, mais fácil, embora não sejam nunca simples nem fáceis os seus propósitos. Estávamos no final de 1979 quando se iniciaram as gravações de Rastakraut Pasta. No início da década seguinte, o disco foi lançado pela Sky Records, uma espécie de herdeira da mítica Brain Records, editora de Hamburgo que muito fez pelo estilo que começou a emergir nos finais da década de sessenta.

Dieter Moebius, uma das duas cabeças pensantes dos alemães Cluster, uniu-se ao famoso engenheiro de som Conny Plank, e ambos decidiram aventurar-se em novos e maquinais enredos sonoros electrónicos, como não poderia deixar de ser. Estava-lhes no sangue, e o sangue criativo fervilhava, esboçando uma suave piscadela de olhos ao reggae. O Rasta do título indicia o que aqui dizemos, mas enganam-se aqueles que pensarem que esse som quente vindo da distante ilha caribenha contaminou e submergiu a frieza das máquinas alemãs. Tal coisa não aconteceu, nem sequer foi a primeira vez que essa impensável aproximação tomou lugar. Basta recordar o álbum Flow Motion, dos CAN, para percebermos que não foi inédita essa partilha sonora. Curioso, sem sombra de dúvida, é o facto de Holger Czukay, membro dessa distinta banda da cidade de Colónia, ser parte ativa de dois temas de Rastakraut Pasta.

Rastakraut Pasta é um álbum relativamente curto. Trinta e cinco minutos, e está feita a farra. Farra estranha, esquisita, singular, esquiva, pouco conforme a qualquer outra coisa existente. Talvez essa seja uma das suas grandes virtudes. Basicamente instrumental, o álbum abre com “News”, e nela ouvem-se vozes quase impercetíveis, em várias línguas, enroladas por sons que parecem desajeitados, mas que irrompem a meio desse discurso noticioso. Bem bonito, sem dúvida. Na faixa seguinte, a que dá nome ao álbum, alguma tonalidade reggae aparece (assim como também em “Missi Cacadou”), mas sempre disfarçada por camadas de outros sons e batidas avulsas. No entanto, o conjunto dessas faixas soa terrivelmente bem, e se o ouvinte conseguir aguentar o embate dessas estranhas composições, então terá uma vida um pouco mais facilitada na rodela B do vinil. Mas primeiro, há ainda que passar pelo freakout de guitarras e vozes que é “Feedback 66”, a terceira composição de Rastakraut Pasta. “Two Oldtimers” é pura magia. Hipnótica como poucas, aqui estamos em território mais amigo, lembrando passagens de Zuckerzeit (1974) ou Sowiesoso (1976), duas obras maestras do kraut alemão. “Solar Plexus” é uma paragem lunar, um instante onírico repleto de pequenos fantasmas amigos. Não assustam, antes estimulam a atenção de quem os recebe pelos ouvidos e pela cabeça. E, entretanto, quase sem darmos conta, a derradeira “Landebahn” diz-nos adeus da forma mais tranquila e gentil possível.

Uma nota final para a bonita capa do álbum, um trabalho do próprio Moebius. A edição mais recente em vinil data de 2010, e é muito fácil de encontrar nas páginas da ótima Bureau B, editora independente de Hamburgo. O seu catálogo é um luxo, assim como luxuriante é este álbum que hoje vos sugerimos.


Peter Baumann – Trans Harmonic Nights (1979)


 

Peter Baumann é um ilustre conhecido dos amantes da eletrónica. Um dos gomos dos míticos Tangerine Dream, do tempo em que as tangerinas davam bom e sumarento prazer. Trans Harmonic Nights não é um clássico absoluto, mas merece a pena ser ouvido e recordado.

Há uma certa nostalgia latente quando a agulha desce e assenta nos sulcos da rodela negra de Trans Harmonic Nights, oferecendo-nos os primeiros sons de “This Day”, sobretudo para aqueles que testemunharam o momento, já quase no patamar de entrada da década de 80. O álbum, posto à venda ainda em 1979, não recolheu críticas olímpicas, mas não fez, mesmo assim, má figura. Talvez tenha sido o peso da sua discografia anterior com os Tangerine Dream o responsável pelas cautelas escritas nos jornais e revistas especializadas, aquando da saída do disco. É que Peter Baumann, convém lembrar, esteve presente como membro da banda alemã desde Zeit (1972) até Encore (1977), passeando as suas teclas pelos intemporais Atem (1973), Phaedra (1974) ou Rubycon (1975), por exemplo. É, de facto, um histórico de pesada responsabilidade. Para mais, depois de um primeiro momento a solo (Romance ’76), Peter Baumann terá tido vontade de dar um passo à frente, aproximando-se, em certa medida, do que acabou por ser reconhecido como o movimento neo-romântico electrónico, embora sempre distante de uns Ultavox ou de uns The Human League, apenas para referir duas instituições do género. E agora, que a agulha voltou a fazer o trajeto mencionado no início deste parágrafo, é bom reter algumas ideias e anotar algumas impressões.

O que fica, sobretudo, é uma vontade forte em criar melodias, linhas de sons bonitos, cenários orelhudos e fáceis de, com eles, haver festa garantida na cabeça e no corpo, embora sem grandes fogos de artifício, entenda-se. A música deixava de ser em Peter Baumann, em certos momentos e em retrospetiva, o quarto escuro de “Fauni-Gena” ou de “Circulation of Events” (faixas do já mencionado Atem), abrindo-se a propostas diferentes, mais abertas e luminosas, embora por vezes de gosto um pouco exagerado e duvidoso. Diríamos, nos tempos que correm, um maneirismo algo datado. Mas o que é, na verdade, a nostalgia que não um pendor saudoso e melancólico sobre um tempo que não volta nem se repete, fechado e parado num qualquer instante datado da vida? Não há que levar a mal, portanto. Faixas como “This Day” e “White Bench and Black Beach” vão um pouco nesse caminho, até à curva de “Chasing the Dream”, imersa num espírito algo celta, embora não de forma a tornar-se deprimente. “Biking Up The Strand” parece feita para salões de valsa de um qualquer século, ao mesmo tempo passado e futurista. “Phaseday” e “Meridian Moorland” talvez correspondam aos momentos mais densos do disco, mais virados para dentro, mais românticos, se assim os quisermos entender. Com “The Third Site” volta algum espalhafato, e por isso é a faixa mais fraca de todo o álbum. Poderia ter ficado de fora, e calculamos que ninguém se importaria. Para fechar, a derradeira faixa de Trans Harmonic Nights é “Dance at Dawn”, que poderia muito bem ser o tema final de um western italo-germano-americano com os seus tambores e trompas.

Peter Baumann ainda hoje está vivo e ativo no mundo da música. Continua a fazer o seu caminho de forma assinalável, com os altos e baixos próprios da criação artística. Trans Harmonic Nights é um momento interessante, musicalmente falando. Não se regressa a ele como se regressa a um dos discos das nossas vidas, mas há nesse objeto sonoro alguma coisa que pode saber bem, quando o revisitamos. Talvez seja apenas uma duradoura inquietação, um desassossego profundo que teima em não passar. E, não passando, permanece, sem se saber bem como ou por quê.


Deep Purple: "Stormbringer" é incomum, mas não menos brilhante

 

O último álbum do Deep Purple com Ritchie Blackmore na guitarra (até o revival da Mark II em 1984) é um trabalho muito difamado. Embora existam ótimas músicas, também mostrou algumas músicas incaracterísticas. Eu vejo isso como um período de transição onde a banda poderia evoluir para outra coisa, mas infelizmente ou não, isso não aconteceu. Aqui temos aquele som clássico do hard rock com influência do prog, clássico e até do blues junto com uma inclinação mais funky/soul trazida pelos recém-chegados Glenn Hughes (principalmente) e Coverdale (alguns). Dizem que Ritchie Blackmore odeia a nova direção musical, mas em entrevistas ele reclamou da 'indulgência de alguns membros enquanto todos esperavam que ele tocasse as músicas'. Quaisquer que fossem as verdadeiras razões, ele logo iria embora. Seria interessante saber o que DP traria a seguir se ele ficasse (certamente algo melhor do que "Come Taste The Band"?).

O álbum começa muito bem com a clássica faixa-título: eu amo o 'som de guitarra tempestuoso' e o ótimo solo. As próximas três faixas, no entanto, são muito diferentes tanto no estilo quanto na forma, e os fãs hardcore do DP tiveram dificuldade em engolir as influências soul explícitas de "Love Don't Mean A Thing" ou "Hold On". Mesmo a balada comovente "Holy Man" não tem nada a ver com nada que DP tenha feito antes. Essa música também contou com Glenn Hughes cantando todas as partes vocais sozinho pela primeira vez em um disco do Deep Purple.

O lado dois começou muito bem com o poderoso hard rocker "Lady Double Dealer". No entanto, "You Can't Do It Right" é outro número descolado completo com um surpreendente riff de clavinete de Jon Lord. Blackmore também prova que absorveu muito bem esse estilo de guitarra. "High Ball Shooter" mostra a banda abordando novamente o terreno familiar de um hard rock ousado, com um belo solo de Hammond de Lord. "The Gypsy" é um belo número lento com ótimos vocais de Hughes e Coverdale (cantando todas as partes juntas. Brilhante!). O álbum termina com outra novidade para o Purple: a bela balada acústica "Soldier Of Fortune". É digno de nota o fato de que Lord usou uma vasta gama de teclados neste disco para aumentar o familiar órgão Hammond e os sintetizadores que ele havia acabado de começar a explorar em "Burn". Pela primeira vez o vemos tocando o piano Fender Rhodes ("The Gypsy" e "Hold On") e o Mellotron ("Soldier Of Fortune").

Apesar de ser um álbum muito criticado na época, "Stormbringer" mostrou que a mistura de sua marca registrada do hard rock clássico com as novas influências negras poderia dar certo algo bem novo e interessante. Se eles tivessem tempo para resolver seus problemas, tenho certeza que essa formação poderia ter vindo com algo pelo menos muito forte e talvez até inovador. Mas os poderes que se decidem de outra forma e o resto é história. De qualquer forma eu ainda acho este um grande álbum. Incomum, mas brilhante de qualquer maneira. Progressivo no sentido mais amplo do termo.

Paul McCartney, Elton John, Roger Waters e outros falam sobre Abbey Road em documentário: assista ao trailer


"If These Walls Could Sing", de Mary McCartney, chega ao Disney+ no próximo mês.

O primeiro trailer de "If These Walls Could Sing", o novo documentário de Mary McCartney sobre o Abbey Road Studios, estreou hoje (via Rolling Stone). O filme chega ao Disney+ em 16 de dezembro, se alinhando com o 90º aniversário dos estúdios. Os entrevistados no trailer incluem Paul McCartney, Elton John, Ringo Starr, Nile Rodgers, Noel Gallagher, Roger Waters, Celeste e George Lucas, cujas trilhas sonoras de Star Wars foram parcialmente gravadas no Abbey Road. Assista abaixo.

No início deste mês, Paul McCartney (que é o pai de Mary) anunciou uma caixa de vinil contendo 80 singles de 7". O documentário de Peter Jackson "Let It Be, Get Back", saiu no ano passado.

Assista ao trailer:

U2 em versão celta: ouça cover de Aline Happ

 


Vocalista do Lyria inclui elementos e instrumentos da música celta em releitura.

Uma das canções mais populares do U2, “With or Without You”, ganha uma releitura celta na voz de Aline Happ. A cantora conhecida por seu trabalho à frente da banda de metal sinfônico, Lyria, trouxe synths, elementos orquestrais, vocais etéreos e percussão celta para um cover da banda irlandesa. A canção já está disponível em formato de vídeo no  canal de Aline Happ no YouTube.

Assista o vídeo de “With or Without You”:

A música “With or Without You”, do U2, foi lançada em 1987 e faz parte do álbum “The Joshua Tree”. A canção alcançou o topo da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos durante três semanas, elogiada entre os críticos, a música fala sobre a dualidade que Bono Vox, o vocalista da banda, sentia ao trabalhar com música e fazer turnês mundiais, ao mesmo tempo, em que queria ser um homem caseiro e curtir a sua família.

Além de ser vocalista, Happ também produz as músicas, o instrumental, grava e edita os vídeos. Os conteúdos publicados no canal de Aline Happ contam com o apoio de fãs no Patreon e no Padrim. Líder, vocalista e compositora do Lyria, Aline Happ é hoje uma das vozes mais famosas do Metal brasileiro. Em seu projeto solo, a artista promove releituras Gothic/Folk/Celtic de canções do Rock e do Metal mundial que estão disponíveis em seu canal no YouTube. Graças ao apoio dos fãs, a cantora arrecadou mais de 200% da meta do financiamento coletivo para o seu disco solo de estreia, que será lançado neste ano.

Além do trabalho solo, Aline é fundadora, vocalista e uma das principais compositoras do Lyria. Conhecidos mundialmente, a banda de Metal Alternativo Sinfônico foi fundada em 2012. De lá pra cá, o grupo lançou dois discos com apoio de crowdfunding, "Catharsis" (2014) e "Immersion" (2018) e tocou em diversas cidades, além de ser pioneira no Brasil na transmissão de shows online com venda de ingressos para o mundo todo.

Godsmack anuncia seu novo álbum de estúdio, “Lighting Up The Sky”

 

Marcado para o dia 24 de fevereiro, este será o oitavo trabalho do grupo.

Destaque do hard rock e sucesso de público e crítica, o Godsmack anuncia seu oitavo álbum de estúdio, “Lighting Up the Sky”, que será lançado em 24 de fevereiro de 2023. O disco promete seguir a história de sucesso de seu antecessor, “When Legends Rise” (2018), que alcançou quatro singles #1 consecutivos. O anúncio chega junto do single “You and I”, faixa que abre o álbum.

Ouça “You and I” e faça pré-save de “Lighting Up The Sky”: https://Godsmack.lnk.to/LightingUpTheSkyPR

Assista ao visualizer de “Surrender”: 

Produzido pelo vocalista e guitarrista Sully Erna em parceria com Andrew “Mudrock”(Avenged Sevenfold, Alice Cooper), “Lighting Up The Sky” traz uma narrativa poderosa. “Gosto quando um disco leva você a uma trajetória contada de trás para frente. Percebi que há toda uma história aqui sobre a jornada de um homem, os altos e baixos”, diz Erna, que tem sua primeira passagem pelo Brasil remarcada para abril de 2023.

Além dele, a banda de Massachusetts é formada por Tony Rombola (guitarra), Robbie Merrill (baixo) e Shannon Larkin (bateria). Com mais de 20 anos de sucesso, Godsmack se consolidou como um dos maiores nomes do rock no século XXI. Até o momento, os músicos alcançaram impressionantes 11 singles #1 nas rádios de rock americanas, incluindo “Bulletproof”, “Unforgettable”, “When Legends Rise” e “Under Your Scars”, todos do álbum mais recente. O grupo marcou presença com 20 hits no Top 10 nessas mesmas rádios - mais do que qualquer artista desde o fim dos anos 90 -, bem como quatro indicações ao Grammy. Godsmack ainda foi indicada na categoria Artista de Rock do Ano do Billboard Music Awards em 2001. 

Acredito que ‘Lighting Up The Sky’ traz uma história com a qual todos se conectarão, em um nível humano, porque todos passamos por coisas na vida”, Sully Erna continua, ao contar que o disco dialoga com relacionamentos humanos, política e a ideia de legado. O vocalista e guitarrista revela ainda que pensa este álbum como último trabalho de estúdio da banda. 

Com mais de 20 milhões discos vendidos em todo o mundo, Godsmack prepara sua nova fase. “Surrender” e “You And I” estão disponíveis em todas as plataformas de música via BMG.

Tracklist:

You And I

Red White & Blue

Surrender

What About Me

Truth

Hell’s Not Dead

Soul On Fire

Let’s Go!

Best Of Times

Growing Old

Lighting Up The Sky.

Neil Young critica a baixa qualidade de áudio do Spotify

 

Neil Young mais uma vez direcionou seus comentários contra o Spotify. Depois de remover seu catálogo de músicas da plataforma de streaming devido a desinformação de Joe Rogan sobre a vacina, Young perguntou a Howard Stern: “Por que eu manteria [sua música] lá quando parece um filme pixelado?

Young também deu mais detalhes sobre o motivo original de sua briga com o Spotify. Ele disse: “Acordei uma manhã e ouvi alguém dizendo que havia alguns cientistas dizendo algo sobre o Covid, ou alguns médicos e eles estavam dizendo algo sobre o Covid e quantas pessoas estavam morrendo em hospitais e muita desinformação”.

Observando a falta de censura do Spotify sobre as alegações de Rogan, ele acrescentou: “E eu ouvi, eles estavam dizendo que ele propositalmente falava essas coisas que ele sabe que não são verdadeiras sobre a COVID e as pessoas estavam morrendo. Acabei de ligar para meu empresário e disse: 'Estamos fora de lá. Me tire daqui.” E nós ficaremos bem, e foi um pouco chocante porque eles sabem todos os números. Quem se importa? Você sabe, quem se importa? Qual o nome dele? Daniel Ek? Ele se preocupa com dinheiro.

De acordo com Young, a qualidade do som do Spotify é insignificante para alguns de seus concorrentes, incluindo a Apple Music. Young continuou: “Eu sabia que ia me sair bem. Há a Amazn; há a Apple; há o QoBuz; esses são três serviços de streaming que reproduzem alta resolução. E soa melhor em outros lugares. Por que eu iria querer mantê-lo no Spotify?

Amanhã (18 de novembro), Neil Young lançará um novo álbum "World Record" com sua banda de longa data Crazy Horse. A lenda do folk-rock canadense também lançará uma edição de 50 anos de um de seus melhores discos de todos os tempos, "Harvest", no dia 2 de dezembro. No entanto, como sabemos, com certeza não poderemos ouvir nenhum dos próximos lançamentos no Spotify.


Revisão do álbum Urban Trapeze - 'Reactivated Tarkus' (2021)

 Urban Trapeze - 'Reactivated Tarkus'

(26 de março de 2021, produção própria)

Trapézio Urbano - Tarkus Reativado

Hoje temos a grata oportunidade de apresentar uma das obras espanholas mais especiais que se publicaram no cenário mundial do rock progressivo: a nova, decisiva e definitiva edição de “Reactivated Tarkus”, obra fundamental do quinteto espanhol URBAN TRAPEZE ., com sede na cidade de Manresa (Barcelona). Este coletivo formado por Daniel Seglers [teclados e vocais], Juan Camilo Anzola [bateria], Jan Satorras [guitarras], Daniel Fernández [baixo e backing vocals] e Marc Viaplana [flautas] já tinha dois álbuns em seu currículo, um deles estúdio de 2006 intitulado “Reactivated Tarkus (Rehearsal)” e outro quase inteiramente ao vivo do ano seguinte intitulado “Single & Live”, mas o grupo não conseguiu sobreviver na segunda década do novo milênio. Enfim, verifica-se que em 2015 a URBAN TRAPEZE decidiu reunir-se para comemorar o décimo aniversário da sua fundação, mas o assunto teve de ser adiado para 2016, mas bem, o que se passa é que tudo conduziu à concretização deste vinil e CD que carrega o título de composição mais ambiciosa e extensa do repertório da banda. Esta edição foi preparada ao longo do segundo semestre do ano passado de 2020 e chegou ao mercado no início de 2021 de forma independente, com uma quantidade limitada de 550 exemplares. O disco de vinil está centrado em três peças, as mesmas que foram gravadas no estúdio BBSwing, com a engenharia de som a cargo de Jordi Buch enquanto a produção esteve a cargo do próprio grupo. A arte gráfica do vinil, que é uma capa dupla, é de Ramiro Giménez e Bruno Alix, que se inspiraram na feita na época por William Neal para o lendário segundo álbum de EMERSON, LAKE & PALMER. Bom, agora vamos ver os detalhes desse que é o testamento definitivo e definidor do “Tarkus Reativado”, ok? com uma quantidade limitada de 550 exemplares. O disco de vinil está centrado em três peças, as mesmas que foram gravadas no estúdio BBSwing, com a engenharia de som a cargo de Jordi Buch enquanto a produção esteve a cargo do próprio grupo. A arte gráfica do vinil, que é uma capa dupla, é de Ramiro Giménez e Bruno Alix, que se inspiraram na feita na época por William Neal para o lendário segundo álbum de EMERSON, LAKE & PALMER. Bom, agora vamos ver os detalhes desse que é o testamento definitivo e definidor do “Tarkus Reativado”, ok? com uma quantidade limitada de 550 exemplares. O disco de vinil está centrado em três peças, as mesmas que foram gravadas no estúdio BBSwing, com a engenharia de som a cargo de Jordi Buch enquanto a produção esteve a cargo do próprio grupo. A arte gráfica do vinil, que é uma capa dupla, é de Ramiro Giménez e Bruno Alix, que se inspiraram no que William Neal fez na época para o lendário segundo álbum de EMERSON, LAKE & PALMER. Bom, agora vamos ver os detalhes desse que é o testamento definitivo e definidor do “Tarkus Reativado”, ok? que tem manga dupla, é de Ramiro Giménez e Bruno Alix, que se inspiraram no feito na época por William Neal para o lendário segundo álbum de EMERSON, LAKE & PALMER. Bom, agora vamos ver os detalhes desse que é o testamento definitivo e definidor do “Tarkus Reativado”, ok? que tem manga dupla, é de Ramiro Giménez e Bruno Alix, que se inspiraram no feito na época por William Neal para o lendário segundo álbum de EMERSON, LAKE & PALMER. Bom, agora vamos ver os detalhes desse que é o testamento definitivo e definidor do “Tarkus Reativado”, ok?

O lado A do vinil contém a suíte 'Reactivated Tarkus', que tem mais de 20 minutos e meio de duração e contém seis seções, respectivamente, intituladas 'Revenge/Coda', 'Ironfish', 'Quicksands', 'Pyramid', 'Desert's Wind' e 'Spider Of Fire' (Note que a quarta seção é nova em comparação com a versão da suíte gravada em 2006.) Por trás de camadas flutuantes de teclado ornamentadas com restos de guitarra e agitação de pratos emerge um intenso e exultante bloco instrumental que se desenvolve muito bem enquanto sustenta-se num swing tão fluido quanto sofisticado, algo muito marcado pelo cruzamento entre os paradigmas da EMERSON, LAKE & PALMER na sua época áurea e o SIM da fase 71-74. Já quando as partes cantadas surgem e se acomodam, alguns deles adquirem uma dose extra de peso rock sem abandonar o sinfonismo enquanto se adaptam aos esquemas rítmicos mais parcimoniosos que vão se tornando predominantes: alguns QUATERMASS aqui, alguns DEEP PURPLE ali, e alguns solos cativantes de sintetizador que ostentam sua herança Wakemaniana. Após a chegada de uma breve secção urgente e voraz, desenvolvem-se outras secções temáticas introvertidas, intimamente relacionadas com o floydiano, enquanto a atmosfera crepuscular que se desenvolve adquire algumas nuances bucólicas através das requintadas intervenções da flauta. À medida que os solos de piano elétrico e guitarra se sucedem, a matéria ganha uma dose acrescida de vigor expressivo, tornando mais sumptuoso o aspecto solene do grupo, algo como um híbrido de ELOY com COTÓ EN PÈL, mais alguns dispositivos Yessianos adicionados para garantir que o epílogo conquiste um clímax ambiciosamente estilizado. Muito bem conseguida esta suite, mas, na nossa humilde opinião, a atitude eclética do URBAN TRAPEZE só poderá mostrar-se de forma mais solvente em várias das outras canções do álbum, por isso... Lá vamos nós!

O lado B contém as faixas 'Dreams & Legends In The Iceberg's Heart' e 'My Body' (incluindo 'The Submission'). Ambos apareceram pela primeira vez em “Single & Live”, mas desta vez o grupo ampliou-os, refinando de forma inteligente os elementos melódicos e os grooves inerentes a eles, atingindo até 9 minutos de duração em um caso e quase 11 no outro. . 'Dreams & Legends In The Iceberg's Heart' centra-se numa sucessão de passagens serenas e outras alegres: as primeiras ocupam o centro do seu desenvolvimento temático e centram-se num esquema sonoro onde os paradigmas Genesiano e Caravanês se cruzam, com algumas conotações extra de SUPERSISTER . A primeira das passagens extrovertidas, que não é muito longa, é canalizada por um dinamismo lúdico ao estilo de HATFIELD AND THE NORTH. A segunda aposta numa solenidade sinfónica à la YES com alguma remodelação Floydiana. Por sua vez, 'My Body', orienta-se entre duas frentes estéticas: uma canterburiana onde predomina a influência da faceta mais sofisticada da CARAVAN; mais uma sinfonia onde impera um híbrido da jovialidade de JETHRO TULL, a majestade de YES e a imposição vibrante de FOCUS. Um grande fechamento para o repertório central deste álbum, sem dúvida. O quinteto sente-se muito à vontade ao percorrer todos estes complexos meandros musicais que desenharam para a ocasião. O CD agrega mais material musical, o mesmo que vem de um show que o grupo deu em 3 de abril de 2005 na casa de shows La Gramola de Manresa, o mesmo que foi recolhido em partes de suas publicações anteriores. A matéria começa com as três primeiras seções de 'Tarkus Reactivated', algo que não impede que o grupo exiba uma amostra completa da cor e da energia de toda a composição. Segue-se 'Answer?', uma peça que começa como uma balada sinfónica, sobriamente iluminada por uma atmosfera pastoral, para terminar com um voo ágil com um inconfundível olhar canterburyano sob um traje emersoniano que acrescenta força ao assunto.

A peça justamente intitulada 'Trapézio Urbano', que de forma convincente regressa ao factor Canterbury, desta vez com uma autoridade mais galopante que nos remete para o paradigma OVO (e, de certa forma, também para a SAÚDE NACIONAL); daí surge um fabuloso solo de bateria que dura um espaço de 4 minutos e três quartos, o mesmo que serve para Anzola mostrar suas proezas jazzísticas. Os últimos 12 minutos e meio do evento – ou por aí – são ocupados por uma jam de jazz progressivo intitulada 'Evolution', que combina o domínio de alguns FOCUS da era 72-73 com a elegância viva de alguns PREMIATA FORNERIA MARCONI de a fase 74-75, mais algumas nuances space-rocker que surgem em algumas passagens estratégicas. A parte engraçada desta peça é que, aparentemente, o flautista já havia sido esquecido pelo resto da banda quando o longo solo de guitarra (muito fabuloso, por sinal) terminou com a elegância adicional da bateria, então o próprio Viaplana teve que usar algumas notas de seu instrumento para lembrar aos outros quatro músicos que era a vez deles. Tudo isto é o que URBAN TRAPEZE nos deu com a edição definitiva e ampliada de “Reactivated Tarkus”, um contributo importantíssimo e significativo para a sempre efervescente cena progressiva espanhola. Este item é altamente recomendado para qualquer coleção dedicada à arte rupestre. Tudo isto é o que URBAN TRAPEZE nos deu com a edição definitiva e ampliada de “Reactivated Tarkus”, um contributo importantíssimo e significativo para a sempre efervescente cena progressiva espanhola. Este item é altamente recomendado para qualquer coleção dedicada à arte rupestre. Tudo isto é o que URBAN TRAPEZE nos deu com a edição definitiva e ampliada de “Reactivated Tarkus”, um contributo importantíssimo e significativo para a sempre efervescente cena progressiva espanhola. Este item é altamente recomendado para qualquer coleção dedicada à arte rupestre.


- Amostras de 'Tarkus Reativado':

Tarkus reativado:

Resenha do álbum de Nodo Gordiano - 'HEX' (2021)


Nó Górdio - 'HEX

Hoje é a oportunidade de apresentar o novo trabalho do grupo italiano NODO GORDIANO, um conjunto já veterano que se dedica a cultivar uma proposta progressiva experimental e eclética. Sendo um álbum inteiramente instrumental criado pela formação de Filippo Brilli [saxofones tenor, barítono, alto e soprano], Andrea de Luca [sintetizadores analógicos e digitais, baixo, guitarras elétricas e acústicas, samples e efeitos] e Davide Guidoni [bateria, percussão acústica electrónica, teclados e samples], intitula-se “HEX” e será editado muito em breve, no dia primeiro de Dezembro próximo, para ser mais específico, pela editora Lizard Records. O repertório é composto por duas extensas suites que duram 26 minutos cada, e assim o agora trio estabelece o slogan de continuar a explorar os múltiplos e ecléticos recessos experimentais detalhados na sua obra anterior “Sonnar” para lhes dar um maior voo, capitalizar o potencial de aumento de intensidades e densidades sonoras dentro de um discurso progressista que afirma a sua própria renovação. Este material foi gravado no estúdio Officine Nodo Gordiano em Roma entre janeiro e agosto de 2021. De Luca, sendo o líder permanente deste projeto, assumiu a direção dos processos de gravação; Por seu lado, Guidone criou a arte gráfica deste álbum que, desde já, consideramos uma das expressões máximas da experimentação progressiva deste ano que já nos deixa. Bom, agora vamos ver os detalhes do repertório contido em “HEX”, ok? Sendo o líder permanente deste projeto, encarregou-se de dirigir os processos de gravação; Por seu lado, Guidone criou a arte gráfica deste álbum que, desde já, consideramos uma das expressões máximas da experimentação progressiva deste ano que já nos deixa. Bom, agora vamos ver os detalhes do repertório contido em “HEX”, ok? Sendo o líder permanente deste projeto, encarregou-se de dirigir os processos de gravação; Por seu lado, Guidone criou a arte gráfica deste álbum que, desde já, consideramos uma das expressões máximas da experimentação progressiva deste ano que já nos deixa. Bom, agora vamos ver os detalhes do repertório contido em “HEX”, ok?

A primeira suite intitula-se 'Heng', inicia-se com uma sequência de ruídos de água de rio e sequências sintetizadas, esta última logo prevalecendo quando surge um lisérgico solo de sintetizador (a meio caminho entre o TANGERINE DREAM de 1976 e o ​​PINK FLOYD de 1975), que, em por sua vez, abre caminho para um primeiro corpo central assente num compasso 7/8. Agora as coisas ficam mais propriamente vitais, o que é bastante oportuno para os solos de sax que ocupam o núcleo central da ágil estrutura sonora brilharem. Sua força de impacto não impede que se dilua em uma seção cósmica muito ao estilo do krautrock cibernético pouco antes de atingir a fronteira do quarto minuto, mas esta seção opera, por sua vez, como ponte para uma sequência de outras onde predomina uma expressividade cerimoniosa e solene. Esta é marcada por uma combinação meticulosa de jazz-rock e prog psicodélico, exibindo um nervo mais profundo do que a primeira seção, enquanto mostra um vitalismo diminuído. Segue-se mais uma secção krautrockera que nos remete para um cruzamento entre HARMONIUM e CYBOTRON, com uma qualidade sonhadora típica do TANGERINE DREAM da fase 75-77; quando a bateria entra em ação, esses climas flutuantes e envolventes ganham uma nuance energética adicionada, que serve de preparação para uma nova seção suntuosa, desta vez em um tom rocker espacial. Em linhas gerais, o cósmico consegue se preservar como a força motriz por trás do gracioso groove que acaba se impondo. A graciosidade acima mencionada permite ao baterista usar ornamentos jazzísticos em seu trabalho rítmico e ao sax se soltar mais uma vez com cores tremendamente dinâmicas. À medida que esta seção avança, a abordagem psicodélica atual está consolidando sua própria sofisticação inerente; até o baixo cumpre uma de suas tarefas mais complexas nesta primeira suíte. Pouco antes da fronteira do minuto 19, as coisas ficam ainda mais animadas e majestosas quando o coletivo adiciona nuances carmesins ao assunto. Nos últimos seis minutos, o grupo projecta-se para uma predominância continuada da electrónica, começando com um exercício de langor onírico e terminando com um tema amigável e calmo do space-rock. a abordagem psicodélica atual está consolidando sua própria sofisticação inerente; até o baixo cumpre uma de suas tarefas mais complexas nesta primeira suíte. Pouco antes da fronteira do minuto 19, as coisas ficam ainda mais animadas e majestosas quando o coletivo adiciona nuances carmesins ao assunto. Nos últimos seis minutos, o grupo projecta-se para uma predominância continuada da electrónica, começando com um exercício de langor onírico e terminando com um tema amigável e calmo do space-rock. a abordagem psicodélica atual está consolidando sua própria sofisticação inerente; até o baixo cumpre uma de suas tarefas mais complexas nesta primeira suíte. Pouco antes da fronteira do minuto 19, as coisas ficam ainda mais animadas e majestosas quando o coletivo adiciona nuances carmesins ao assunto. Nos últimos seis minutos, o grupo projecta-se para uma predominância continuada da electrónica, começando com um exercício de langor onírico e terminando com um tema amigável e calmo do space-rock.

A segunda suíte chama-se 'Kou' e suas passagens iniciais são claramente dadas sob as diretrizes da vanguarda eletroacústica: uma coexistência de camadas e ornamentos de sintetizadores com passagens alternadas de violão e guitarra elétrica garante que um recurso sistemático de lirismo mágico é sustentado. , enquanto a presença de percussão (real e programada) com um sotaque tribal domesticado garante que uma espécie de vitalismo estilizado prospere em meio e através deste bloco inicial de som que se estende por quase 7 minutos. Logo a seguir, surge uma passagem abstracta e obscurantista que soa e ressoa como uma desconstrução pós-modernista de alguns padrões rock-in-oposition, algo como uma ideia perdida de UNIVERS ZERO do período 79-84 que foi remodelada pela ART ZOYD. de a fase 85-87. À medida que os arranjos de vários saxofones se desenvolvem, a estrutura musical torna-se imponente, emprestando uma camada enganosa de brilho místico ao que ainda é um mal-estar obscurantista. Se imaginarmos uma combinação do VAN DER GRAAF GENERATOR da fase 75-76 e THE MUFFINS do primeiro álbum a subir ao palco iniciado pelas bandas icónicas da Europa continental acima mencionadas pelo storm, podemos imaginar o que está a acontecer agora. Nesse momento clímax da suíte, o groove parece arrastar uma furtiva parcimônia, embora certos ornamentos de bateria ajudem o esquema rítmico a manter alguns traços pontuais de genuína vivacidade. Perto da fronteira dos quartos de hora, o conjunto tem o prazer de regressar aos climas abstractos electroacústicos, os mesmos que carregam alguns ecos das vibrações sombrias anteriores, mas pouco a pouco se desprendem delas para começar a dar prioridade a climas oníricos mais próximos do anúncio de uma nova aurora metafísica do que do testemunho da nocturnidade mundana. Voltamos ao padrão do ART ZOYD do final dos anos 80 com alguns resquícios de krautrock cósmico. Esta suíte definitivamente difere da primeira em sua maneira mais sutil e contida de lidar com o precioso e bombástico potencial do paradigma progressivo geral. A prioridade de recursos e táticas vanguardistas de caráter áspero e grosseiro possibilita a consistência dessa linha de trabalho. Nas últimas instâncias, um solo de guitarra com raízes orientais estimula o impulso de uma raga cibernética que acrescenta um ar quase festivo à matéria, algo que nos surpreende e que se estabelece de forma impecavelmente fluida. Isso é como um clímax Oldfieldiano distorcido e pervertido pelo SONHO TANGERINE da fase 73-74 em conjunto com seus colegas YATHA SIDHRA? Possivelmente... E assim termina a segunda suíte do álbum.

Tudo isso é o que nos foi dado em "HEX" da sede GORDIAN NODE. Como dissemos acima, este trabalho é um dos mais notáveis ​​que foram criados dentro da diversa cena progressiva italiana para a produção progressiva mundial de 2021. Nossos agradecimentos aos Srs. De Luca, Brilli e Guidoni por este prazer musical especial. . Recomendo totalmente este disco.


- Amostras de 'HEX':

Destaque

Álbum da Semana: Ultraviolence de Lana Del Rey (2014)

  Em junho de 2014, eu tinha 19 anos e estava de volta da faculdade, após o meu primeiro ano. Estava desempregado e passava muitas noites ac...