quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Dino d'Santiago

Dino d’Santiago

Dino D'Santiago (Quarteira13 de dezembro de 1982) é um músico, compositor e ativista português de ascendência cabo-verdiana.

Biografia

Dino d’Santiago é o nome artístico adotado pelo algarvio Claudino Pereira, nascido em Quarteira, no início da década de 80.[1][2][3] Filho de pais cabo-verdianos, naturais da ilha de Santiago, cresceu no Bairro dos Pescadores, um antigo bairro de lata de Quarteira, para o qual os pais tinham ido morar ao chegarem a Portugal[2]

Este bairro, que após a revolução do 25 de Abril, se tornou residência de emigrantes oriundos das antigas colónias portuguesas, nomeadamente de AngolaCabo-VerdeMoçambique e São Tomé e Príncipe, começou a ser demolido em 1997[4] É nesta altura que Dino, com 15 anos, vai morar no Bairro da Abelheira, com os pais e os irmãos. [2][5]

Aos 21 anos, vai morar para o Porto, onde fica 11 anos, seguindo-se Lisboa, onde fixa residência, passando temporadas na ilha de Santiago[6][7][8]

Percurso

A carreira musical de Dino d' Santiago iniciou-se quando começou a cantar no coro da igreja, ainda em criança, seguindo o exemplo dos pais, que cantavam em coros e a cujos ensaios ele assistia. [9][10][11]

Nos anos 90 do século passado, com a chegada do hip-hop a Portugal, Dino é convidado por rappers que também moravam no Bairro dos Pescadores para fazer os ganchos nas músicas deles. É nesta altura que começa a compor. [10]

Torna-se conhecido em 2003, quando, ao acompanhar a sua amiga Carla de Sousa ao casting para a segunda edição da Operação Triunfo, é ouvido a cantar por um dos câmaras. Este pergunta ao rapper Virgul. dos Da Weasel, que era seu amigo, porque é que ele também não se inscrevia para o casting. Passa na selecção ao cantar uma música da banda de rap Black Company e alguns originais seus. [2][12][9][13][1]

É na Operação Triunfo que conhece Ludgero Rosas que o convence a mudar de nome artístico. Assim, Dino, que em 2008 havia lançado um primeiro álbum com o pseudónimo "Dino SoulMotion", passa a ser Dino d'Santiago, nome pelo qual é chamado em Cabo Verde, prestando assim homenagem à terra natal dos pais. [2][9][14]

Após a sua participação no concurso, Dino d' Santiago dedica-se a vários projectos de hip-hopR&B e Soul. Colaborou com projetos como os Expensive Soul, para os quais fez coros. No fim da década de 2000, forma o seu próprio grupo, ao qual deu o nome de "Dino & The SoulMotion", e passou integrar o projeto Nu Soul Family - do qual fez parte parte durante 11 anos -, ao lado de nomes como Virgul.

A partir de setembro de 2022, passa a desempenhar o papel de mentor na 10ª temporada do The Voice Portugal.[15]

Prémios

Dino D'Santiago foi distinguido pela câmara municipal de Loulé com a Medalha de Mérito - Grau Ouro em 2021. É o artista que mais prémios recebeu nos Play - Prémios da Música Portuguesa, prémios anuais cuja primeira edição ocorreu em 2019. O projeto Nu Soul Family foi premiado com o MTV Europe Music Award para Melhor Artista Português em 2010.[12] Em 2020, Dino d' Santiago voltou a ser nomeado de novo para o mesmo prémio, desta vez com o seu projeto a solo. [1][2] Em 2022, recebeu o prémio de Melhor Intérprete na edição desse ano dos Globos de Ouro.[16]

Controvérsias

Em outubro de 2020, a Sábado noticiou que um concerto intitulado "Juntos Pelo Iémen" - realizado a 12 de setembro de 2020, no Capitólio, em Lisboa -, que se destinaria à angariação de fundos para ajudar o país árabe - através da Médicos Sem Fronteiras - e cuja organizadora e promotora foi Cláudia Semedo, havia tido um custo cinco vezes maior ao total de fundos arrecadados. A Câmara Municipal de Lisboa, nessa altura lierada por Fernando Medina, adjudicou 10 mil euros a Semedo e esta distribuiu-os por dez artistas de renome, entre os quais Dino D'Santiago, que recebeu mil euros pelo espetáculo.[17]

Em setembro de 2021, a Sábado volta a revelar outro caso em que aparecem os nomes da Câmara Municipal de Lisboa e Dino D'Santiago: o cantor era um dos artistas que então faziam parte da Comissão de Honra da recandidatura de Fernando Medina a edil que tinha sido contratado pela câmara da capital a prestar um serviço artístico (neste caso, uma atuação no dia 11 de outubro de 2018, realizada no âmbito da edição da ModaLisboa desse mesmo ano e que teve um custo de 6 mil euros), no mandato 2017 - 2021, liderado precisamente por Medina.

Contudo, a polémica pela qual Dino D'Santiago e outros artistas musicais haviam de ser alvo de falatório nacional surgiria em 2022: o cantor aceitou atuar na Festa do Avante! desse ano. A Festa do Avante! é um evento associado ao PCP, que foi o único partido com representação na Assembleia da República na 14ª e 15ª legislaturas da Terceira República Portuguesa que não condenou a Rússia pela invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.[18] Como resposta as críticas e às pressões para que não atuasse na Festa do Avante!, Dino D'Santiago, defendeu a sua atuação - que acabou mesmo por se realizar[19] -, criticando um suposto ignorar por parte do Ocidente de outras guerras e crises humanitárias ocorridas fora do Europa, tendo citado, a título de exemplo, o Iémen.[20]

Discografia Seleccionada

Entre a sua discografia encontram-se: [21][22]

A Solo

  • 2013 - Eva [23]
  • 2016 - Unplugged (live)
  • 2019 - Mundu Nôbu [24]
  • 2019 - Sotavento  [25]

Como membro de bandas

  • 2010 - Never Too Late to Dance, Nu Soul Family [30]
  • 2012 - Unconditional Love, Nu Soul Family [31]

Produtor e director artístico: [32]

  • 2020 - À Moda Quarteirense [32]

Participações

Prémios e distinções

  • 2010 - Os Nu Soul Company ganham o MTV Europe Music Award para Melhor Artista Português [38]
  • 2011 -  Com a canção "O Amor É Mágico", os Expensive Soul (Dino faz parte do coro) ganham o Globo de Ouro de Melhor Música [39]
  • 2013 - Os Expensive Soul ganham o Globo de Ouro para Melhor Grupo com Syphonic Experience [40]
  • 2013 - O seu álbum Eva é considerado pelo júri dos Europe World Music Charts com um dos melhores do mundo [41][42]
  • 2014 - Ganhou dois prémios nos Cabo Verde Music Awards: o de Melhor Álbum Acústico por EVA e Melhor Batuko/Kola San Jon com a canção Ka bu Tchora [42][43]
  • 2019 - É o artista mais premiado na 1ª edição dos Play - Prémios da Música Portuguesa, ao ganhar os prémios: Melhor Artista Solo, Melhor Álbum e Prémio da Crítica [44][45]
  • 2019 - Foi nomeado Personalidade do Ano na categoria de música, na 5ª edição dos prémios Somos Cabo Verde [46][47][48]
  • 2019 - É eleito Men of The Year pela revista internacional GQ Portugal [6][49][50]
  • 2019 - É destacado pela revista Rolling Stone, tornando-se no primeiro artista português a consegui-lo [51][6][10]
  • 2020 - A revista Blitz elege o seu album Kriola o Melhor do Ano [52]
  • 2020 - É distinguido com a Medalha de Honra de Ouro pela Câmara Municipal de Loulé
  • 2021 - Foi o artista mais premiado nos Play - Prémios da Música Portuguesa tendo recebido os prémios: Melhor Artista Masculino, Melhor Álbum com Kriola e Prémio da Crítica. [53][54]
  • 2021 - Nomeado para os Globo de Ouro - Sic - Melhor intérprete e Melhor Música. [55][56]
  • 2021 - Considerado pela MOST INFLUENTIAL PEOPLE OF AFRICAN DESCENT um dos afrodescendentes mais influentes de 2021, com o suporte das Nações Unidas[57]
  • 2021 - Foi considerado uma das personalidades negras mais influentes da lusofonia, listadas na PowerList100 criada pela revista Bantumen com o apoio de várias entidades. [58]

Atuações

  • 2019 - Festival NOS PRIMAVERA SOUND
  • 2019 - Festival SUPERBOCK-SUPERROCK
  • 2019 - Festival MED
  • 2019 - Festival de Sines - Músicas do Mundo
  • 2020 - Participação no Festival da Canção, como Autor da canção “Diz Só”
  • 2020 - Espectáculo de comemoração do Dia 25 de Abril com o (Dj/ Produtor) Branko na Av. da Liberdade a convite da CML.
  • 2020 - Espectáculo no Campo Pequeno em Lisboa, com o movimento BLACK LIVES MATTER
  • 2020 - Actuação no Pavilhão Rosa Mota no Porto - Jogos Santa Casa da Misericórdia;
  • 2020 - Actuação no mítico The Jazz Caffe no Reino Unido;




 

Parecido com







Fotos







Faixas principais


“After Hours” – The Weeknd entrega seu disco mais consistente

 

The Weeknd é um das figuras mais interessantes que surgiu no mundo da música há alguns anos. Fazendo uma espécie de R&B futurista, com muitas influências do Pop oitentista de lendas como Michael Jackson (aliás, é impressionante como a voz dele se parece com a de MJ) e Prince, em 2020, ele retorna com um novo álbum, o quarto de sua carreira, batizado de “After Hours”.

O disco mantém a sonoridade não tão distante dos trabalhos anteriores, com uma mistura moderna de R&B e Trap, mas desta vez, The Weeknd parece ter inserido ainda mais sua paixão pelos anos 80, preenchendo as batidas das músicas com teclados e sintetizadores com timbres muito bem sacados e característicos da época.

O disco inicia de forma mais dark, num R&B leve, exemplificado com ótimas faixas como “Too Late”, “Hardest To Love” e “Scared To Live”. Um pouco mais da metade, o álbum direciona pra uma pegada 80s capaz de agradar a qualquer fã da sonoridade típica do Synthpop daqueles tempos. O principal single “Blinding Lights”, juntamente com outras ótimas canções mais dançantes como “In Your Eyes” e “Save Your Tears”, exalam o que há de melhor do Pop oitentista, com batidas perfeitas e contagiantes para pista de dança, como se o Daft Punk se unisse ao A-ha dos anos 80.

The Weeknd produziu um ótimo álbum, capaz de agradar a gregos e troianos se deixarem o preconceito com o Pop mainstream atual de lado. Canaliza muito bem todas as suas influências e entrega o disco mais consistente de sua trajetória, que a partir de agora, promete ainda mais futuramente.

“Murder Most Foul” é a Calma em Meio à Tempestade

  Afinal, nesse ponto já não se espera muita coisa nova de Bob Dylan, e qualquer sinal de vida criativa do maior “Singer-songwriter” que esse mundo já viu causa um enorme burburinho. Nesse caso não é pra menos, já que fomos pegos de surpresa por um épico de quase 17 minutos de duração, que, na bomba atômica de informação que é a internet, já foi devidamente dissecado e “decifrado” por seus entusiastas.

A canção parte da narração de um fato histórico icônico: o assassinato de John F. Kennedy, pelo qual Dylan, mesmo negando, sempre demonstrou certa obsessão. Mas, genialmente, sua voz, como se recitasse um poema, sob uma névoa instrumental sutil, nos leva a uma viagem cultural pelos EUA a partir dos anos 60 (muito bem descrita por meu amigo Túlio como o Forrest Gump em forma de canção). A ascenção dos Beatles, o festival de Woodstock, a lendária ópera-rock do The Who “Tommy”, a guerra do Vietnã, poderia ficar horas especificando cada referência a artistas, músicas, fatos, filmes, mas recomendo que façam por vocês mesmos, e degustem dessa letra que é praticamente um documento histórico.

O mais importante, para mim, é o momento em que a música foi lançada. Enquanto estamos em nossas casas (!) esperando por dias melhores, Dylan nos entrega uma obra que ressalta a arte como um raio de sol em meio à tempestade. Nesses tempos de caos global, podemos sempre contar com as eternas canções de Zimmerman, e “Murder Most Foul” veio em bom momento.




As origens do homem espacial

 Sempre tive muita curiosidade e interesse em saber o que meus ídolos gostam ou o que escutam em seus tempos vagos. As origens e influências que tiveram de determinados artistas é, sem dúvida, algo que aguça o imaginário de muitas pessoas que gostam de música. Hoje, falaremos justamente sobre em um disco que está na primeira prateleira

Quem me conhece sabe o quanto sou fanático pelo Kiss, e, em 2016, Ace Frehley, guitarrista original da banda, lançou o álbum ORIGINS VOL.1; um compilado de covers os quais foram importantes na carreira do Spaceman e que o próprio sempre admitiu ter interesse em gravar um trabalho que elucidasse suas paixões pré-fama. Além disso, o álbum conta com 3 músicas do Kiss compostas por Ace mas não cantadas por ele. Para colaborar no trabalho, Frehley convocou seu velho amigo Paul Stanley, Slash (Guns ‘n’ Roses), Mike McCready (Pearl Jam), John 5 (Marilyn Manson) e Lita Ford (Runaways).

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As três músicas do Kiss escolhidas para o disco foram Parasite, Cold Gin Rock and Roll Hell – esta já de uma fase na qual ele não estava mais nada banda, mas compôs a música antes de sair. Os covers, na minha concepção, foram muito bem escolhidos e demonstram muito do estilo de Frehley em compor e tocar; de The Troggs The Kinks, passando por Cream Steppenwolf Jimi Hendrix, chegando em Led Zeppelin, Rolling Stones Free até chegar em Thin Lizzy.

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Ótimas versões de uma grande figura do Rock que, se não foi um grande guitarrista tecnicamente, foi uma grande influência para muitos músicos fenomenais que vieram depois dele por suas performances matadoras e carisma em cima dos palcos, tais quais: Zakk Wylde, Dimebag Darrell, Jake E. Lee entre outros. Vale a pena conferir!

”The New Abnormal”: A boa mistura dos Strokes entre os anos 80 e a música atual.

Depois de 7 anos, eles voltaram com uma caixa de surpresa. O álbum “The New Abnormal” trouxe de volta a velha banda dos anos 2000. Aqui o fenômeno “Last Nite” ficou pra trás e o jeans com Allstar, perdeu espaço para os blazes e calça de adultos. Você sente que o álbum vai te conduzindo a cada época que a banda ficou parada até os dias de hoje.

The Strokes 2020.jpg

A estética pop não é tão pobre quanto o termo possa parecer. Longe de ser algo pejorativo. Esse elemento vem sendo usado pelas bandas atuais e trás uma suavidade totalmente “goodvibes.”

Os Strokes que se apresentaram como uma banda pouco criativa nos seus quase vinte anos de existência. Não se arriscaram tanto dessa vez, porém usaram muitos elementos dos anos 80 como os sintetizadores e misturaram muito bem com características atuais da fórmula “indie” de ser e foram sujando o disco de modo sútil transformando o seu novo álbum em algo agradável e maravilhoso. Eu como um crítico da falta de material da banda nos últimos anos. Gostei do que ouvi e posso confirmar que vai fluir bastante.

Não vou negar que a banda fecha a trinca das melhores bandas atuais, sem medo de receber uma pedrada de ninguém, The Strokes, Tame Impala e Arctic Monkeys fecham esse trio. Coloco a banda Rivals Sons em outro nível que não tem a pretenção nem de chegar, porém precisa ser citada.

As faixas do álbum são totalmente conduzidas por um trilho do qual sabem aonde querem chegar. Eu acho maravilhoso ouvir essa mutação e sentir uma supresa depois da quinta faixa. Sim! Sim! Os The Strokes lançaram um disco novo. E falo isso com alegria, pois a banda bateu a poeira do ócio e nos deu um presente alegre nesse momento de tensão. Valeu The Strokes!!

The New Abnormal

 

 

Zé Renato lança “Suave é a Noite”

 Ambrosia Zé Renato lança “Suave é a Noite”

O cantor e compositor Zé Renato lança o single Suave é a Noite”, que chega às plataformas de streaming via Biscoito Fino, antecipando o lançamento do novo álbum, previsto para março.


Vindo de um álbum autoral (Bebedouro/2018) e projetos dedicados a Paulinho da Viola (O Amor é um segredo/2019) e Orlando Silva (Em Orlando Mavioso/2021), Zé Renato imprime agora a sua assinatura musical a um repertório de outros compositores, que vai de parcerias de Caetano Veloso e Torquato Neto a clássicos em espanhol e inglês.

Suave é a Noite” é uma versão para o português de “Tender is the night”, feita por Nazareno de Brito. “Me lembro muito da gravação do Moacyr Franco, que fez grande sucesso por aqui nos anos 1960. Ela também fez parte de um filme baseado em um livro de Scott Fitzgerald: todas essas ligações eu fui descobrindo aos poucos”, pontua Zé Renato, que convidou Jaques Morelenbaum para assinar o arranjo da nova versão.

O título do novo álbum, “Quando a noite vem”, foi extraído do single que chega às plataformas dia 17. “Aproveitamos um trecho da letra – ’Tudo tem suave encanto, quando a noite vem ‘–, para dar título ao disco, já que ele sintetiza todos os significados que a noite tem pra mim: paz, tranquilidade, criação”, conclui Zé Renato.

“Quando a noite vem” chega 4 décadas depois do primeiro disco solo de Zé Renato, de 1982. Além de álbuns autorais, entre eles o infantil “Água pras crianças”, o artista capixaba lançou tributos a grandes nomes da nossa música, bem como dezenas de projetos como integrante do Boca Livre e ao lado de Wagner Tiso, Guinga, Macalé, Moacyr Luz, Elton Medeiros e Renato Braz, entre outros artistas. Como compositor, suas canções já foram gravadas por Zizi Possi, Leila Pinheiro, Milton Nascimento, Joyce Moreno e Nana Caymmi.

Com mais de 45 anos de trajetória, Zé Renato volta a imprimir sua assinatura artística como intérprete no repertório selecionado para o álbum “Quando a noite vem”

Ambrosia Zé Renato lança “Suave é a Noite”
Suave é a Noite”, single inaugural 
do novo projeto

Ficha Técnica:

“Suave é a noite” (Sammy Fain/ Paul Francis Webster/ – Versão: Nazareno de Brito) 

Arranjo: Jaques Morelenbaum

Zé Renato: voz e violão

Cristóvão Bastos: piano

Jorge Helder: baixo acústico

Carlos Malta: flauta

Marcelo Costa: bateria

Jaques Morelenbaum: violoncelo

Foto: Miro

Rapper baiano Rodd lança EP “Trinta” com reflexões sobre viver de música

Ambrosia Rapper baiano Rodd lança EP “Trinta” com reflexões sobre viver de música

Do sonho de ser rockstar aos desafios da vida artística, o rapper baiano Rodd constrói o repertório que integra seu primeiro EP “Trinta”, lançado em janeiro deste ano. O título faz referência a sua idade e é uma celebração da sua trajetória musical que iniciou ainda na infância. São cinco músicas que passam por influências rítmicas do rap, pop, trap e R&B.

Trazendo a cultura Hip Hop na raiz de suas músicas com crítica social, cultural e política, Rodd é autor das letras e da diversidade de beats eletrônicos que compõem seu álbum. O repertório apresenta sua história, como jovem, preto e soteropolitano que sonha em viver da arte e repercutir sua música no mundo. Reflexões, desejos e receios comuns a artistas independentes:

“Minha pele brilha
Eu sei que eles preferiam que eu perdesse minha vida na pista
Meu sangue vale bem mais que esse ouro que eles queriam
Mas meu santo é forte pra esse jogo virar” 
Meu sonho me move
Show cheio, sou um rockstar…”  

Trecho da música Lume – Rodd 

“Cada faixa diz respeito a uma fase da minha vida e minha relação com a música. Da criança que deseja mudar sua realidade através da arte,  ao corre em seguir o script para alcançar o sucesso e chegando na consciência de que já sou um artista. Independente da remuneração material, eu faço música por amor, por uma remuneração da alma”, destaca Rodd.

O artista ressalta ainda que o EP é um marco no início da construção de sua carreira solo. Músico autodidata desde os 10 anos, Rodd aprendeu a tocar violão sozinho e durante a adolescência participou de bandas estudantis e de uma rádio no colégio. Ao longo de sua trajetória foi se aproximando do universo rap. Participou de bandas que dividiram o palco com grandes artistas da cena, como Djonga, Baco Exu do Blues, MC Igu e Xamã.

O EP “Trinta” tem composição e produção instrumental de Rodd, com participação de Estrela e Jalmy na produção de beats. Mix e master realizados por Godoba.

Do sonho de ser rockstar aos desafios da vida artística, o rapper baiano Rodd constrói o repertório que integra seu primeiro EP “Trinta”, lançado em janeiro deste ano. O título faz referência a sua idade e é uma celebração da sua trajetória musical que iniciou ainda na infância. São cinco músicas que passam por influências rítmicas do rap, pop, trap e R&B.
 

Entenda agora como funciona a psicologia da música nos casinos

Não é segredo para ninguém que os casinos recorrem a diferentes subterfúgios para fazer com que os visitantes joguem por mais tempo. Mas quais são os principais princípios de uma influência psicológica nos jogadores? E como a música ajuda a concretizar esse objectivo? Este é o foco deste artigo. Assim, se você gosta de jogar em casinos continue a ler e entenda como a música potencia o jogador que existe dentro de si.

A ideia principal de qualquer casino é criar uma atmosfera relaxante, devido à qual os clientes gastam facilmente muito dinheiro sem arrependimentos.

E não importa se você está jogando num casino tradicional ou nos melhores sites de casino da Internet, onde existe ainda maior variedade de slots e jogos de cartas. Ou até mesmo nos sites de apostas online, onde a música aumenta o estímulo para utilizar os melhores bónus de apostas em sites como Unibet bônus de apostas.

Todas as pessoas que visitaram pelo menos uma vez grandes casinos, como aqueles que existem em Las Vegas ou em qualquer outra capital do jogo como, por exemplo, Macau, lembra-se claramente de um ambiente inimitável e único em que é atraído assim que cruza a porta de entrada da casa de jogo.

De facto, cada pequeno detalhe é trabalhado com o objetivo de fazer com que você sinta que está num estado semi-consciente, durante o qual você é um alvo fácil.

A pessoa experimenta várias sensações: a euforia do luxo, a oportunidade de ganhar o jackpot, a excitação de ver pessoas super-ricas, ou o entusiasmo perante projetos inacreditáveis ​​de salas de jogos, bebidas e alimentos grátis.

Em tal estado, as pessoas pensam que todos os presentes estão felizes em vê-las e, portanto, experimentam as mesmas emoções positivas sem perceber o que realmente está acontecendo. Mas como os casinos conseguem alcançar esse efeito?

   

Diferentes abordagens para a música nos casinos

mundo do casino tem muitas nuances e, como está comprovado, a música está intimamente relacionada aos jogos de azar. Não há dúvida que as melodias escolhidas de forma adequada ajudam esses lugares a atraírem mais pessoas para as máquinas de moedas e, principalmente, para os jogos de cartas.

música de fundo bem pensada é aliás a chave para o sucesso de absolutamente todos os casinos. O mais extraordinário é que os jogadores mais envolvidos nem percebem como isso acontece, o que significa que as melodias são perfeitas e o efeito será reflectido apenas mais tarde.

Se você já visitou um casino físico, então deve ter reparado que não há sequer uma sala de jogos que permaneça em silêncio. Pelo contrário, cada zona tem a sua própria música: pode ser lounge, música alegre ou alta. Não por acaso, os proprietários de casinos muitas vezes convidam cantores famosos para que as pessoas possam ouvi-los cantando ao vivo.

Todas as composições são seleccionadas com sabedoria e não existem pausas. Isto representa um fluxo sonoro tão suave que se torna claro com o tempo que ajuda a construir o cenário perfeito para um jogo. Os jogadores esquecem completamente de ir a qualquer lugar e fazer outra coisa qualquer. Eles ficam hipnotizados, sentem-se calmos e bem. Ou seja, dispostos a gastar dinheiro.

Mas o estilo de música difere: a música de salão pode ser ouvida apenas em salas de cartas e roleta. Quando se entra num salão com slot machines ouve-se imediatamente música alegre e muito alta. Neste contexto, até parece que as pessoas não jogam, mas têm somente um dia especial e que a sorte está do seu lado. É esse sentimento que motiva os jogadores: as pessoas sentem-se extremamente sortudas e prontas para ganhar o jackpot.

Apesar das salas de baralhos de cartas e roleta terem a sua própria atmosfera, os trabalhadores dos casinos fazem o possível para que esses jogadores ouçam o som das vitórias nas slots machines. Porquê? Porque isso estimula os jogadores a espreitarem outros jogos e talvez até a tentar slots machines mais tarde.

E é assim, desta forma astuta e subliminar, que muitos casinos angariam muito mais dinheiro: através do estímulo que a música impele em cada jogador.

 

CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS

 

NO BAIRRO DO VINIL

 Maria de Fátima Bravo - Revelação

Revelada através do Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional, Maria de Fátima Bravo foi uma das primeiras vedetas da canção portuguesa e uma das suas melhores vozes. O seu nome ficará para sempre associado à canção “Vocês Sabem Lá”, um dos maiores clássicos da canção portuguesa, escrita pela dupla Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança. Por tal razão, o seu nome, aparentemente, não teria lugar cativo no Bairro do Vinil, pois, conforme já escrevemos antes, o espírito deste espaço é direccionado para artistas menos conhecidos ou então para fases obscuras de artistas mais conhecidos. No entanto, o interesse da canção que hoje damos a conhecer aos nossos ouvintes justifica por completo este texto. Falamos de uma canção inédita, com o nome de “Revelação”. 
Segundo apuramos junto da própria artista, a canção “Revelação” terá sido uma de entre as duas primeiras canções escritas (propositadamente) para a voz de Maria de Fátima Bravo, quando esta ainda se encontrava no Centro de Preparação de Artistas (CPR) por volta de 1957.  Esta canção, tal como a outra (“Algarve de sonho”, que mais tarde seria gravada por António Calvário) foi escrita pelo maestro Joaquim Luís Gomes, com letra de Hernâni Correia e reporta-se, portanto, a uma altura mais recuada de “Vocês sabem lá”, canção com a qual venceria o I Festival RTP da Canção, em 1958.

Maria de Fátima Bravo, por volta de 1958
Sobre a origem do acetato que partilhamos hoje com os nossos leitores, não podemos adiantar qualquer explicação rigorosa que nos permita ter a certeza absoluta sobre quais as circunstâncias que rodearam a sua gravação, tanto mais que o referido acetato é da RTF (Radiodiffusion-Télévision Française).
No entanto, uma de duas hipóteses consideramos como possíveis: A primeira e a mais plausível, prende-se com o facto de, ainda antes de terem gravações comerciais, os alunos mais promissores do CPR actuavam em directo na Emissora (daí resultando a gravação da actuação), ou então gravavam prévios acetatos que mais tarde seriam apresentados nos programas da Emissora na impossibilidade de cantarem em directo. Ora, segundo referiu Maria de Fátima Bravo, terá sido bem provável que após o sucesso de “Vocês sabem lá”, uma dessas suas primeiras gravações tenha sido copiada de um acetato da Emissora Nacional para um acetato da Emissora Francesa, aquando da vinda a Portugal de representantes franceses a um grande espectáculo que ocorreu no Cinema Império onde técnicos e representantes das duas emissoras se encontraram em finais dos anos 50.
Maria de Fátima Bravo em 1961, pouco tempo antes de se retirar da vida artística.
Outra possibilidade que também consideramos plausível é tratar-se (pese embora o estranho label da RTF) de um acetato original da Emissora Nacional mas gravado a partir de um acetato estrangeiro, proveniente de um lote de acetatos comprados ou dispensados de outras estações de rádio, o que não seria facto inédito em Portugal, face aos poucos recursos e meios técnicos existentes à data da gravação.
Seja como for, certo é que a canção em causa, não foi gravada em Paris e remonta a uma data anterior às gravações comerciais de Maria de Fátima Bravo, quando esta ainda não era conhecida pelo grande público. Por esse motivo, consideramos tratar-se esta gravação de uma verdadeira raridade.
Uma nota final para o som da gravação que não se encontra nas melhores condições, devido à ausência de meios técnicos para o efeito e também devido ao estado do acetato, que se encontra algo danificado. Ainda assim foi o melhor que conseguimos fazer.




Clique no play para ouvir um excerto da canção

Destaque

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Ele nasceu no interior do Maranhão em 11 de outubro de 1934. Aos 15 anos, mudou-se para o sul do Brasil, morando em diversas cidades e traba...