Edens Children foi uma banda de rock psicodélico, com uma sonoridade bem agradável para quem gosta do gênero! Pouca informação se encontra sobre a banda, esse CD é uma união dos dois únicos discos da banda. Raridade, eu recomendo.
Integrantes.
Richard "Sham" Schamach (Guitarra e Vocais) Larry Kiley (Baixo) Jimmy Sturman (Bateria)
01. Knocked Out 02. Goodbye Girl 03. If She's Right 04. I Wonder Why 05. Stone Fox 06. My Bad Habit 07. Just Let Go 08. Out Where The Light Fish Live 09. Don't Tell Me Sure Looks Real (1969) 10. Sure Looks Real 11. Toasted 12. Spirit Call 13. Come When I Call 14. Awakening 15. The Clock's Imagination 16. Things Gone Wrong 17. Wings 18. Call It Design 19. Invitation 20. Echoes
A história do Chase é a história do Bill Chase, um dos mais influentes e respeitados trompetistas do século XX. Bill Chase (nascido William Edward Chiaiese em 20 de outubro de 1934) fez seu nome nos anos 50 e 60 como trompetista principal em bandas lideradas por nomes famosos como Maynard Ferguson, Stan Kenton e Woody Herman.
Durante a década de 1960, Chase tornou-se um músico de sessão em Las Vegas, trabalhando com um número de bandas e celebridades. Durante este tempo, suas atenções giraram para a música pop e rock a partir da formação da banda o estilo musical passou a ser Jazz Fusion.
O álbum de estreia da banda, lançado em 1971, chegou ao topo das pareadas americanas com a música "Get it on" e foi o disco mais vendido. Em 1972 lançaram o álbum Ennea e em 1974 o álbum Pure Music. Começaram gravar um quarto disco que não foi concluído.
Em 9 de agosto de 1974, um avião fretado por Bill Chase para levar ele e três outros membros da banda para Jackson, Minnesota caiu perto do aeroporto matando todos a bordo
Integrantes.
Última Formação.
Bill Chase (Trompete, 1969-1974) Jay Sollenberger (Trompete, 1973-1974) Joe Morrissey (Trompete, 1973-1974) Jim Oatts (Trompete, 1973-1974) Wally Yohn (Teclados, 1973-1974) John Emma (Guitarra, Vocais, 1973-1974) Dartanyan Brown (Baixo, Vocais, 1973-1974) Tom Gordon (Bateria, 1973-1974) Jim Peterik (Vocais, 1973-1974)
Ex - Integrantes.
Ted Piercefield (Trompete, Vocais, 1969-1972) Alan Ware (Trompete, 1969-1972) Jerry Van Blair (Trompete, Vocais, 1969-1972) Phil Porter (Teclados, 1969-1972) Dennis Johnson (Baixo, Vocais, 1969-1972) Angel South (Guitarra, Vocais, 1969-1972) Jay Burrid (Bateria, Percussão, 1969-1972) Terry Richards (Vocais Principais, 1969-1972) Gary Smith (Bateria, 1972) G.G. Shinn (Vocais, 1972)
01. Open Up Wide (3:48) 02. Livin' In Heat (2:52) 03. Hello Groceries (2:58) 04. Handbags And Gladrags (3:20) 05. Get It On (3:00) 06. Boys And Girls Together (2:53) 07. Invitation To A River (14:13) A. Two Minds Meet B. Stay C. Paint It Sad D. Reflections E. River
THE WATCH ''PLANET EARTH?'' 2010 44:22 MUSICA&SOM ********** 01 - Welcome To Your Life 06:05 02 - Something Wrong 07:34 03 - Earth 05:45 04 - All The Lights In Town 08:09 05 - The World Inside 05:50 06 - New Normal 03:34 07 - Tourist Trap 07:22 ********** Bass, Guitar – Guglielmo Mariotti Drums, Percussion, Vocals – Marco Fabbri Electric Guitar, Acoustic Guitar – Giorgio Gabriel Flute – John Hackett On 06 Piano, Organ, Mellotron, Synth, Vocals – Valerio De Vittorio Vocals, Flute, Mellotron, Synthesizer – Simone Rossetti
Tocando uma fusão espectral e esfumaçada de blues, folk e rock em um estilo despojado de uma banda de um homem só, Shakey Graves é o nome artístico do cantor, compositor e guitarrista do Texas Alejandro Rose-Garcia. O músico de Austin aproveitou o sucesso popular de sua estreia caseira em 2011, Roll the Bones, em visibilidade nacional, assinando com a Dualtone para lançamentos subsequentes, incluindo And the War Came, de 2014. “Doze mil anos atrás, o prefeito de Austin legou o dia 9 de fevereiro como o Shakey Graves Day, e desde então eu o uso todos os anos como um aniversário não oficial do alter ego. Além disso, para o SGDXII, fiz a curadoria de um álbum de antologia do SG Day, incluindo músicas inéditas e favoritos escolhidos a dedo de álbuns anteriores chamados .
1. Chupacadabra (01:57) 2. Rotten Ol’ Me (03:54) 3. Shakey Graves with Texino & Buffalo Hunt – One In A Million (03:24) 4. Laughing All The Way (05:03) 5. Big Bad Wolf (Live) (04:56) 6. Shakey Graves with Monica Martin – O Death (04:48) 7. Who Died (04:09) 8. Look Alive (Live) (05:10) 9. Trouble By Noon (03:22) 10. Devil May Care (02:32) 11. Shakey Graves with Buffalo Hunt – Old Lady City (02:33) 12. Not Wife (03:24) 13. My El Dorado (06:17) 14. Good Listener (04:09) 15. The Recipe (Live) (05:45) 16. Kids These Days (Live) (04:47)
Damnation com os seus apenas 43 minutos de duração é até mesmo de longe o disco mais curto do Opeth, mas há uma explicação sobre isso e que eu comentei na resenha do Deliverance, ele não era pra ter saído de forma solo, mas sendo o segundo de um disco duplo, representando o lado mais taciturno e melancólico da obra. Damnation mudou completamente o cenário musical da banda, mas não sei exatamente se os fãs foram completamente surpreendidos, já que mesmo não sendo lançado junto de Deliverance, Mikael havia dado uma entrevista sobre o tipo de música que seria entregue no álbum. Foi surpreendente? Sim, mas também deu para os mais atentos ao menos se anestesiarem pescando algumas palavras do líder da banda.
Muito uso de violões e guitarras limpas, vocais melancólicos e teclas – principalmente mellotron – que ambientam as músicas por toda parte. Steven Wilson, como já é de costume, entrega uma produção excelente, além de estar presente em todas as teclas e alguns backing vocals. As composições e as estruturas das músicas são de primeira grandeza dentro uma escala qualitativa. Este álbum é simplesmente lindo e só não agrada mesmo aquele fã mais purista que não aguenta ouvir a banda sem que ela despeje uma avalanche de peso e agressividade em seu som.
Mas também não vou mentir, apesar de ter gostado do disco logo na primeira audição, não teve como ficar indiferente com a sua abordagem musical se comparada ao que eles haviam feito até então. Conheci a banda em 2006 - até aquele momento o disco mais recente era Ghost Reveries de 2005 -, por meio de Still Life e depois ouvi seus discos na ordem cronológica, e Damnation realmente soou como um ponto fora da curva. A maneira como a banda aborda cada uma de suas músicas é única. Mikael é um compositor a nível de excelência e tem uma capacidade de colocar emoção em suas músicas de uma forma apaixonadamente singular, conseguindo emergir as mais variadas sensações profundas e colocá-las em seu som, sem com isso parecer clichê, criando um verdadeiro vínculo entre a sua arte e ouvinte.
“Windowpane”, o disco já começa de uma maneira quase que contrária a tudo que a banda tenha feito antes, como quem já quer deixar bem claro a dinâmica de todo o álbum. Possui uma introdução extremamente suave e atmosférica. As harmonias vocais de Wilson e Mikael funcionam muito bem juntas. Possui um solo espaçado de guitarra discreto que inicia por volta de 2:24 e uma linha sólida de baixo. O momento mais progressivo ocorre por volta de 3:45, então que mais à frente tem um interlúdio bastante triste que antecipa um solo comovente de guitarra. Apesar de belíssima, eu ainda acho que ela se arrasta um pouco demais. De qualquer forma, um ótimo começo de disco.
“In My Time Of Need”, começa com um arpejo seguido de uma seção rítmica lenta e vocais como se estivessem ao telefone, então que alguns segundos depois a voz fica normal. Por volta de 2:45 a música sofre uma mudança que não cai muito bem. Sei que mudanças de andamento e humores dentro de uma música são coisas muito legais, só eu sei o quanto que gosto disso, porém, é necessário ter coerência e aqui pareceu 25 segundos desperdiçados. O que eu adoro nessa música é o refrão, ele sempre me emociona por algum motivo que eu nunca soube explicar. Lindo também são os usos das teclas que criam uma parede sinfônica clássica.
“Death Whispered A Lullaby” é a única música do disco que não foi composta unicamente por Mikael, mas em parceria com Steven Wilson. O violão de abertura é bem ornamentado. Essa é uma música que se desenvolve muito bem em uma mistura de dissonância e melodias arrebatadoras – talvez faltando um pouco de dinâmica. Vale destacar o solo de guitarra por volta dos 3:00 que parece ter sido tirado de algum disco do Porcupine Tree – apesar de Wilson não ter tocado guitarra em nenhuma das faixas. Por volta dos 5:00 há outro solo que também parece ter ido tirado da banda de Wilson e companhia. Embora no geral seja uma música onde a estrutura básica não é muito dinâmica, o nível de interesse é mantido alto pelas complexas harmonias e camadas.
“Closure”, começa por meio de um violão com influência folk e o vocal de Mikael sendo apresentado em duas camadas. Quando a peça começa de vez é entregue um riff de guitarra influenciado pela música do Oriente Médio e uma bateria em um estilo mais tribal. A música vai seguindo em uma crescente até que de forma abrupta fica novamente só voz e violão. O clima tribal e de influência na música do Oriente Médio regressa e dessa vez permanece até o final da faixa que acontece de repente. Considero essa música muito bem escrita e pensada, além de ser divertida – apesar da atmosfera tristonha ser algo comum no disco – e a mais diferente do álbum.
“Hope Leaves” é mais uma peça nos moldes das três primeiras faixas do álbum. Começa por meio de um arpejo e depois vai se desenvolvendo de uma maneira bastante atmosférica e descontraída. Por volta dos 1:10 uma guitarra sutil antecipa a entrada da bateria. Possui um ritmo vigoroso e um vocal sinistro, sendo que, mesmo sendo um pouco estática e até repetitiva, soa exatamente como tem que soar. Vale destacar também que, além do belo e suave trabalho de guitarra, também há uma entrega de linhas proeminentes de baixo e teclados atmosféricos e assustadores.
“To Rid The Disease” é sem dúvida um dos destaques, espetacular do começo ao fim. A peça se desenvolve em versos tranquilos para um refrão atmosférico que eu acho maravilhoso. O mellotron é utilizado durante todo o disco, mas aqui é onde ele mais se destaca, onde por meio da atmosfera criada, ajuda a dar uma sensação maligna, deprimente e fatalista à faixa. O solo de guitarra por volta de 3:35 direciona a música para uma seção diferente. Um piano triste e solitário prepara a entrada de todos os instrumentos, com isso, a peça entrega uma base sinfônica por alguns segundos, mas logo o piano que estava solitário regressa, mas agora, acompanhado de uma seção rítmica bem suave, ficando assim até acabar a faixa.
“Ending Credits”, se o próprio Mikael disse que se influenciou no Camel para compor essa música, quem sou eu pra discordar? Uma espécie de serenata romântica de guitarra de sensação quase flamenca em sua linha melódica principal. Uma peça que não chega a ser brilhante, mas relaxa e funciona bem dentro do disco. “Weakness” é a faixa que encerra Damnation. Executada apenas por algumas notas fantasmagóricas e inquietantes de teclados, sem linhas de baixo ou bateria, somente Mikael cantando e tocando alguns riffs com Wilson nas teclas. Um final de disco arrepiante. Acho que esse final assustador de Damnation foi feito para “duelar” com o de Deliverance que por meio da “By The Pain I See In Others” também teve um encerramento de disco de ares macabro.
O que torna Damnation um disco tão valioso é a sua abordagem totalmente pessoal e que contrasta com o material geralmente pesado da banda. Em vez de composições mais longas e técnicas, Mikael optou por transmitir os seus significados concentrando-se mais na pura emoção do que na brutalidade ou progressividade, ainda que, obviamente, haja elementos progressivos evidentes no álbum. Ao ouvir Damnation, posso dizer também que uma das grandes virtudes que ele tem a oferecer é a sinceridade de sua música. É nítido que existem algumas músicas aqui que tem um significado especial para Mikael. Damnation é uma joia musical que é um senso de sentimento puro e descomprometido.
Blackwater Park é com certeza uma das melhores ofertas do Opeth, aquele tipo de disco que agarra o ouvinte de jeito logo nos seus primeiros segundos e só larga após a última nota, embora nem fosse preciso que ele segurasse o ouvinte por tanto tempo, afinal, não ia demorar muito para que quem o escute se sinta hipnotizado por uma música que o vai fazer ficar viciado nela e a permaneça ouvindo por si só. Sendo mais uma obra-prima da banda, veio apenas dois anos depois de Still Life, disco que de certa forma marca o ponto onde um número maior de pessoas tomou conhecimento da banda - não só conhecer, passaram a gostar de fato de suas músicas.
Sempre que escuto Blackwater Park, imagino como se a banda quisesse ter feito uma trilha sonora ou mesmo uma espécie de ode à tristeza e ao desespero. Uma música bastante agressiva, mas tocada com tanto primor, que aquela ideia de muitas pessoas de que um disco nesses moldes não passa de barulhos sem propósito acaba caindo por terra, afinal, tudo é entregue com bastante clareza. Mikael parece cada vez melhor em seus vocais rosnados e mais confiante em relação aos de natureza mais serena. Riffs pesados de guitarra, death metal melódico, incursões de doom metal aliado a algumas tapeçarias acústicas maravilhosas que realmente se encaixam perfeitamente com as mudanças nos vocais. Inclusive, vocais e instrumentais combinados formam uma mistura verdadeiramente original e progressiva, as músicas nunca cansam, e realmente surpreende com mudanças rítmicas, passagens atonais e gritos dilacerantes em meio a partes extremamente calmas.
O disco também marcou o primeiro álbum em a banda o coproduziu na companhia de Steven Wilson, os outros foram Deliverance (2002) e Damnation (2003), além disso, Wilson esteve envolvido na engenharia e mixagem de Heritage (2011) e na mixagem de Pale Communion (2014). Em seus dois discos anteriores, a banda vinha trabalhando com o engenheiro sueco Fredrik Nordstrom. É um profissional bastante conhecido na cena do metal, tendo produzido várias bandas como Hammerfall, In Flame, Arch Enemy e Dark Tranquillity. E estava certo de que também estaria a frente da produção de Blackwater Park caso a banda contratasse alguém, porém, não foi isso que aconteceu.
Segundo palavras do próprio Mikael em relação a essa escolha, ele disse, “quando contamos a Fredrik sobre Steven, ele ficou um pouco magoado. Não com raiva – esse nunca foi seu jeito –, mas claramente chateado. Felizmente, uma vez que ele e Steven se conheceram, eles se deram tão bem que nunca houve problemas no estúdio. Eles se entenderam e foi uma grande parceria. No final, permitimos que Fredrik mixasse o álbum sozinho – todos nós confiamos nele – e ele fez um trabalho fantástico.”
Wlson sempre foi famoso por ter opiniões bastante francas e incisivas, mas conseguiu se adaptar muito bem para poder trabalhar com o Opeth, tendo qualquer tipo de atrito reduzido ao mínimo, apesar dos perigos óbvios de embates artísticos alimentados por egos. Nesse caso, podemos perceber que Wilson é um ditador quando se trata de sua própria música, pois quando está trabalhando nas músicas dos outros, ele costuma ter a consciência que tem que assumir um papel diferente. Alguns fãs da banda chegaram a ficar preocupados com o fato deles não estarem trabalhando com um produtor de metal, porém, foi uma preocupação desnecessária, pois Wilson não alterou o som da banda, mas buscou aprimorá-lo.
Já houve bastante discussões sobre Blackwater Park ser ou não um disco conceitual, mesmo com Mikael afirmando que não é. Em uma entrevista o líder da banda disse, “não, eu realmente não tinha um conceito desta vez. Eu senti como se tivesse feito isso nos últimos álbuns. Eu queria fazer algo diferente desta vez e talvez trazer letras um pouco mais pessoais, porque obviamente os conceitos que eu criei são pura ficção. Acabei escrevendo as letras em 10 dias antes de gravarmos, o que acabou sendo bem rápido, eu não gastei muito tempo. Basicamente, acabei usando tudo o que escrevi naquele período. Não é um conceito, mas pode-se dizer que há uma ligação entre as músicas porque todas tratam praticamente do mesmo tipo de assunto. Que são basicamente apenas pensamentos pessoais tirados de algum tipo de subconsciente sombrio que eu tenho. Acho que todas as pessoas têm algum tipo de pensamento obscuro e eu meio que trouxe isso para as letras desta vez. Eu me vi mais isolada de tudo. Não gosto mais tanto da companhia de pessoas. Eu sou meio desconfiado das pessoas.”
“The Leper Affinity” já começa o disco de maneira avassaladora. Incríveis riffs de guitarra, vocais rosnados e uma seção rítmica latejante. Do começo ao fim oferece algumas mudanças bastante dinâmicas bem característica da banda. Mesmo melódica, a música prossegue também carregando bastante peso, até que em determinado ponto, muda para uma linha acústica, com isso, a voz de Mikael passa a ficar mais limpa e melódica. Eu fico impressionado como ele consegue variar tão bem o seu vocal. Assim como aconteceu em Still Life, Blackwater Park começou com uma de suas músicas mais forte. O piano bem no final é lindo e prepara muito bem o ouvinte para a próxima música.
“Bleak” começa por meio de alguns acordes de violão sob um poderoso riff de guitarra, que mais a frente, dá lugar a uma melodia incrível com a pegada lembrando um pouco músicas do Oriente Médio, e que se desenvolve em uma crescente de guitarra e, que em seguida, leva a um verso de vibração assustadora. Os vocais novamente estão excelentes, mas dessa vez, menos furiosos e agressivos, soando mais ritmado, porém, sem perder o seu status de poderoso. A peça se constrói de uma maneira belíssima, tendo um momento acústico que engana o ouvinte, pois parece que vai entrar um vocal, mas o peso regressa. Wilson participa cantando brilhantemente alguns versos da peça, às vezes solo e às vezes em duo com Mikael. O momento mais calmo e acústico enfim chega e vai guiando a música, até que ela começa a emergir em peso novamente, mas agora em uma espécie de “peso médio”, digamos assim, com Wilson cantando mais uma vez.
“Harvest” é uma peça mais suave que as duas anteriores. Bastante acústica e somente com vocais limpos, além de nada de guitarras apocalípticas. O solo de guitarra é bem melódico e bonito. Apesar de não possuir nada de impressionante, se encaixa muito bem no meio das demais faixas para dar um equilíbrio ao som geral do disco. “The Drapery Falls” é mais um momento de brilhantismo do álbum, quase que uma combinação perfeita dos momentos acústicos de “Harvest” com os momentos furiosos de “Bleak”. Inicialmente, entrega uma melodia pesada e fúnebre até silenciar em uma linha acústica sob um vocal com eco. De repente, a serenidade é quebrada por uma sonoridade mais pesada, mas não dura muito e logo a peça retorna para a linha acústica e atmosférica. O peso regressa, primeiramente com cantos melódicos, até que um solo de guitarra antecipa os primeiros vocais rosnados da música. Interessante que a peça parece mudar constantemente, se mantendo sempre cativante durante todo os seus quase 11 minutos. Já devo ter mencionado aqui nem sei quantas vezes, mas não gosto de músicas que terminam em fade out, sendo esse o único problema aqui. Mas de qualquer forma, não deixa de ser uma obra de arte.
“Dirge For November” começa por meio de uma melodia bem bonita de violão e um vocal bastante limpo e melódico de Mikael. O violão segue até mais ou menos um minuto e quarenta, então que a frieza acústica da peça dá lugar para toda a banda que explode em uma instrumental pesada e de vocais furiosos. Perto dos 6 minutos a música entra em uma calmaria – permanecendo assim até o fim -, mostrando os diferentes lados dos trabalhos das guitarras na banda. Eu fico impressionado em como cada membro trabalha bem mostrando suas próprias emoções e talentos.
“The Funeral Portrait”, uma música com esse nome eu acho que deveria ser calma e triste. Bom, triste todas as músicas são, mas não há nada de calmo aqui, muito pelo contrário, após uma breve introdução de violão, toda a banda é introduzida da peça. O riff de guitarra é tão sensacional que poderia ter sido criado por Tony Iommi para alguma música do Black Sabbath. A bateria e o baixo fazem uma cozinha sólida e bem estruturada do começo ao fim. Há dois solos de guitarra muito bom na música, sendo um no núcleo e outro na parte final. E novamente a banda termina a faixa em fade out.
“Patterns In The Ivy”, possui menos de dois minutos e confesso que não faria falta caso não existisse. Se for considerá-la apenas como uma espécie de vinheta, bom, nesse caso tudo bem. Agora dentro de uma ideia musical, apesar do violão ser bonito e o piano eficaz, parece que ficou faltando algo e ela não se desenvolveu o suficiente para que eu pudesse entendê-la. “Blackwater Park”, a faixa título fecha o disco de forma brilhante. Começa com uma bela progressão de acordes pesados que é interrompido por um breve movimento acústico antes de seguir em frente, agora com os vocais raivosos e cheio de fúria de Mikael. A música então “descansa” durante um bom tempo em alguns arpejos de guitarra antes de sermos levados a um momento intenso de puro metal. Quando a música regressa, o som é tão pesado e Mikael solta um rosnado tão horripilante, que me desperta alguns sentimentos ruins. O breve solo de guitarra depois dos sete minutos é muito bom e bastante adequado. “Blackwater Park” é aquele tipo de peça que entrega uma grande variação em termos de estilo e densidade, além de possuir uma estrutura relativamente complexa. Chega ao fim por meio de um belíssimo arpejo que vai desaparecendo no horizonte – nesse caso eu achei que o fade out foi apropriado.
Ao longo de todo o disco, você vai se deparar com verdadeiras joias absolutas do que podemos entrar em um acordo e chamar de death metal progressivo melódico. Sobre o quão o som do álbum pode ser descrito tecnicamente, quem acompanha a banda sabe que os músicos são no geral proficientes, jamais procure na música do Opeth pirotecnias ou passagens instrumentais intrincadas onde o primeiro nome quem vem e mente é o do Dream Theater, porém, também não pense que o som é simples. Por serem muito direcionadas por riffs, as composições da banda acabam refletindo em algo mais visceral. Blackwater Park é um disco sem defeitos – mesmo eu achando que “Patterns In The Ivy” não tenha acrescentado em nada -, de composições brilhantes que esmerilam inúmeros tipos de sons que podem ser produzidos a partir de instrumentos musicais e de mudanças frequentes de andamento que por vezes ocorrem abruptamente. Por último, uma das razões que fazem desse disco algo tão especial é que estamos falando de um trabalho multidimensional, afinal, uma simples audição irá revelar muito pouco sobre ele, sendo necessário um esforço muito maior para maximizar todo o impacto que será deixado.