sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

“Ghost In The Machine” (A&M Records, 1981), The Police

 


Na virada de 1980 para 1981, o terceiro álbum de estúdio do Police, ZenyattMondatta, era sucesso absoluto. As faixas “Don't Stand So Close to Me” e “De Do Do Do, De Da Da Da” estavam estouradas nas rádios e os shows da banda cada vez mais disputados pelo público. Esse sucesso não surgiu da noite para o dia, a banda já vinha numa ascensão a cada disco, desde o álbum de estreia, o ótimo Outlandos d'Amour, de 1978. E a cada disco, as vendas aumentavam, mais canções se tornavam sucesso e o Police ficava mais famoso. Mas as pressões por parte da gravadora cresciam na mesma proporção, afinal, música também é negócio, é cifras.

Para se ter uma ideia, Zenyatta Mondatta foi gravado num prazo curto, entre julho e agosto de 1980, e no final de agosto, assim que encerrou as gravações, a banda já partia para turnê internacional do álbum antes mesmo do lançamento, que só ocorreu em 3 de outro daquele ano. A turnê terminou em março de 1981. Era o preço da fama.

Depois dessa experiência exaustiva com Zenyatta Mondatta, o Police decidiu ter um tempo maior para melhor focar na concepção do próximo disco, desde a elaboração do repertório ao processo de gravação. Outra mudança foi quando ao produtor: trocou-se Nigel Gray, produtor dos três primeiros álbuns do trio, por Hugh Padgham, um jovem produtor e engenheiro de som que produziu Face Value, primeiro álbum solo de Phil Collins, lançado no começo de 1981. Padgham e que havia acabado de trabalhar no disco Abacab, do Genesis, fazendo a engenharia de som.

The Police na turnê de Zenyatta Mondatta.

Ao trocar de produtor, o Police também trocou de estúdio já que o Surrey Sound Studio, em Leatherhead, na Inglaterra, era de propriedade de Nigel Gray. O trio inglês deixou o antigo estúdio onde gravou os seus três primeiros discos, e foram gravar o novo álbum na ilha paradisíaca de Montserrat, no Caribe, no AIR Studios, pertencente ao produtor e arranjador George Martin (1926-2016), o mesmo que havia produzido os discos dos Beatles. No Air Studios, em Monserrat, o Police passou os meses de junho e julho gravando material para o novo álbum.

Intitulado Ghost In The Machine, o quarto álbum do Police foi o primeiro da banda a ter um título em inglês, diferente dos três discos anteriores que tinham títulos estranhos que misturavam inglês e francês.

Por outro lado, se a esquisitice deixou o título do disco, ela mudou-se para a imagem da capa. Ao invés de uma foto da banda estampando a capa, três figuras gráficas em vermelho aparecem num fundo escuro no centro da capa, representando cada integrante do Police: à esquerda Andy Summers, no centro Sting e à direita Stewart Copeland. O designer gráfico inglês, Mick Haggerty, foi quem criou a arte da capa.

Ghost In The Machine mostra o Police numa fase de transição musical. No álbum, a banda acrescentou sintetizadores e naipe de metais, e ampliou o seu arco de possibilidades musicais indo muito além do tripé rock-reggae-ska que imperou nos três álbuns anteriores. Porém, essa mudança de direcionamento musical não foi uma unanimidade dentro da banda. O guitarrista Andy Summers e o baterista Stewart Copeland discordavam dessa nova orientação da banda, defendiam a manutenção da proposta musical inicial que era a sonoridade simples, econômica, cheia de vibração, apoiada no baixo, guitarra e bateria. Summers foi quem mais se sentiu tolhido, pois a sua guitarra perdeu espaço para o sintetizador. A mudança de rota partiu do baixista e vocalista Sting, que mesmo sozinho, conseguia exercer um grande poder criativo dentro da banda.

Boa parte das músicas do álbum foram inspiradas no livro que dá nome ao disco, The Ghost In The Machine (no Brasil, O Fantasma da Máquina), do escritor húngaro Arthur Koestler (1905-1983), lançado em 1967, e do qual Sting era leitor assíduo. O livro traça uma análise filosófica sobre a capacidade autodestrutiva do ser humano, seja individual ou coletivamente no mundo contemporâneo. Baseado nessa obra, Sting escreveu as letras de “Spirits In The Material World”, “Demolition Man”, “Too Much, Information”, “Rehumanize Yourself” e “One World (Not Three)”.

O livro O Fantasma da Máquia, de Arthur Koestler, serviu de referência
para letra de boa parte das músicas do álbum, como também para o título do disco.

E justamente uma das canções inspiradas no livro de Koestler, é quem abre Ghost In The Machine. “Spirits In The Material World” traz na sua letra uma descrença nas lideranças políticas e nas instituições: “Our so-called leaders speak / With words they try to jail you / They subjugate the meek / But it's the rhetoric of failure” (“Nossos supostos líderes falam / Com palavras eles tentam te aprisionar / Eles subjugam os mansos / Mas é a retórica do fracasso”). Misto de reggae e new wave, a música conta com o sintetizador em primeiro plano, “sufocando” a guitarra de Andy Summers que figura como um mero “coadjuvante”.

“Every Little Thing She Does Is Magic” é a principal faixa do álbum e um dos maiores sucessos da carreira do Police. A letra foi escrita por Sting em 1976, antes mesmo do Police existir. Tem um teor romântico ao contar a história de um homem apaixonado que tem dificuldades em confessar o seu amor à mulher que ele ama. O destaque fica para Jean Roussel, tecladista convidado por Sting, que além de tocar piano, fez toda a linha melódica no sintetizador que dá sustentação ao pano de fundo da música.

“Invisible Sun” foi escrita por Sting inspirado nos conflitos na Irlanda do Norte como a greve de fome dos prisioneiros numa penitenciária na cidade Belfast, capital daquele país. A faixa começa com um som tenso e sombrio criado por sintetizadores, bem condizente com o tema pesado abordado pela letra da música. Cantada por Sting em francês, “Hungry You (j’aurais toujours faim de toi)” possui uma linha melódica repetitiva executada pelo baixo e naipe de metais, e que perdura ao longo de toda a música sem variar em nenhum momento.

Embora composta por Sting, “Demolition Man” foi gravada pela cantora Grace Jones antes do Police para o seu álbum Nightclubbing, lançado no início de 1981. A versão de Jones é mais voltada para o pop eletrônico, enquanto que a versão do Police trafega entre o rock, reggae e jazz. Curiosamente, o baixo na versão do Police não é tocado por Sting, mas por seu roadie na época, Danny Quatro. A princípio, a letra parece se referir ao sadomasoquismo, mas na verdade, seria uma crítica velada ao sistema de votação do parlamento britânico.

The Police no AIR Studios, Montserrat, no Caribe, durante a fase
de mixagem de Ghost In The Machine, em 1981.

“Too Much Information” tem um balanço funk irresistível, uma linha de baixo marcante e um naipe de metais presente em toda a faixa. Única parceria de Sting e Copeland no disco, “Rehumanize Yourself” tem um ritmo agitado, dançante, uma mistura de rock e ska.

Em “One World (Not Three)”, o Police faz um reggae rock bem ao estilo que o consagrou no início da carreira. A letra prega que todos nós neste mundo somos um só e que não há razão alguma em dividi-lo em três como classificavam os conceitos geopolíticos naqueles tempos de Guerra Fria. Na época, costumava-se dividir geopoliticamente o mundo em “Primeiro Mundo” (países capitalistas desenvolvidos), “Segundo Mundo” (países socialistas) e “Terceiro Mundo” (países capitalistas subdesenvolvidos). O subtítulo “Not Three” faz exatamente alusão a esses três mundos.

“Omegaman” é a única música composta por Andy Summers era a escolhida da gravadora A&M para ser o primeiro single do álbum. Porém, Sting achava que não era ideal para ser lançada como primeiro single do álbum, e conseguiu convencer a companhia a lançar “Invisible Sun” ao invés de “Omegaman”. “Omegamen” é um pop rock com apelo radiofônico, de fácil assimilação popular, onde há um grande protagonismo da guitarra de Summers.

A mística “Secret Journey” é outra faixa com influência literária presente em Ghost In The Machine. Sting a escreveu baseado no livro Meetings With Remarkable Man (no Brasil, Encontro com Homens Notáveis), de George Gurdjieff (1866-1949). Na época, Sting estava interessando em assuntos sobre busca espiritual. “Darkness” é a faixa que encerra o álbum, cuja letra, escrita por Stewart Copeland, fala dos dissabores que a fama traz, quando o indivíduo deixa a sua pacata e anônima vida ao se tornar uma pessoa famosa, cheia de compromissos e uma vida exposta na grande mídia: “I wish I never woke up this morning / Life was easy when it was boring” (“Queria não ter acordado esta manhã / A vida era fácil quando era entediante”).

Sting compôs "Secret Journey" após ler o livro
Meeting With Remarkable Man, de Geroge Gurdjieff (foto).

Lançado em 2 de outubro de 1981, no mesmo dia em que Sting completava 30 anos de idade, Ghost In The Machine estreou em 1º lugar na parada de álbuns do Reino Unido, onde permaneceu por três semanas nessa posição. Nos Estados Unidos, o álbum figurou em 2º lugar na Billboard 200.

Enquanto isso, o single de “Invisible Sun” alcançou o 2º lugar no Reino Unido, mas foi superado depois pelo single de “Every Little Thing She Does Is Magic” que chegou ao 1º lugar na mesma parada. O single de “Every Little Thing She Does Is Magic” também liderou a parada de singles do Canadá e da Holanda, e ficou em 3º lugar na parada da Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.

Ghost In The Machine conquistou o disco triplo de platina nos Estados Unidos ao atingir a marca de três milhões de cópias vendidas. No Reino Unido, o álbum vendeu mais de 300 mil cópias.

A turnê mundial de Ghost In The Machine começou em 1º de outubro de 1981, véspera de lançamento do álbum. Passou pela Europa, América do Norte e América do Sul. Nos dias 16 e 17 de fevereiro de 1982, o Police esteve no Brasil para se apresentar no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A turnê terminou no começo de setembro de 1982. 

The Police em apresentação durante turnê de Ghost In The Machine.

Embora o álbum Ghost In The Machine tivesse alcançado sucesso comercial, o clima entre os integrantes do Police não era dos melhores. O poder centralizador de Sting que havia crescido durante as gravações de Ghost In The Machine que gerou uma mudança de rumo na orientação musical do Police, deixou fissuras na relação do baixista com seus dois companheiros de banda que não estavam satisfeitos com o afastamento das raízes musicais do trio.

Esse afastamento se acentuou ainda mais no trabalho seguinte, Synchronicity (1983), o álbum mais vendido e o mais premiado do Police. Faixas como “Every Breath You Take”, “King of Pain”, “Wrapped Around Your Finger” e “Synchronicity II” alcançaram grande sucesso nas rádios em todo o mundo. Após a turnê de Synchronicity, em 1984, o trio fez uma pausa de um ano, e assim, cada membro cuidou de seus projetos musicais individuais.

Em 1986, o Police chegou a tentar gravar um novo álbum, mas Stewart Copeland quebrou a clavícula após cair do cavalo, impossibilitando-o de tocar bateria. O trio desistiu de gravar um novo disco, optando pelo lançamento da coletânea Every Breath You Take – The Singles, que reuniu os singles de maior sucesso do Police e uma nova versão de “Don't Stand So Close To Me” com várias camadas de sintetizadores e bateria programada já que Copeland estava se recuperando da clavícula quebrada. Após o lançamento da coletânea, em outubro de 1986, o Police anunciou oficialmente que havia chegado ao fim.

Faixas

Lado 1

  1. “Spirits in the Material World”
  2. “Every Little Thing She Does is Magic”
  3. “Invisible Sun”
  4. “Hungry For You (j'aurai toujours faim de toi)”
  5. “Demolition Man”

 

Lado 2

  1. “Too Much Information”
  2. “Rehumanize Yourself”
  3. “One World (Not Three)”
  4. “Omegaman”
  5. “Secret Journey”
  6. “Darkness”

 

The Police: Sting (vocal principal, baixo e vocal de apoio, contrabaixo acústico, teclado, saxofone), Andy Summers (guitarra, vocais de apoio e teclados) e Stewart Copeland (bateria, percussão, vocais de apoio (faixas 5 e 11) e teclados.

 

Músicos adicionais: Jean Roussel (teclados na faixa 2), Danny Quatrochi (baixo na faixa 5).


 

“Spirits in the Material World”

(videoclipe original)

“Every Little Thing She Does is Magic”

(videoclipe ortiginal)

“Invisible Sun” (videoclipe original)

“Hungry For You (j'aurai toujours faim de toi)”


“Demolition Man”

“Too Much Information”

“Rehumanize Yourself”

“One World (Not Three)”

“Omegaman”

“Secret Journey”

“Darkness”

“Blackout” (Continental, 1991), Marcelo Nova


Após uma pausa para superar a dor da perda do amigo e parceiro Raul Seixas, que faleceu aos 44 anos em agosto de 1989, e com o qual gravou o álbum A Panela do Diabo, lançado pouco antes da morte de Raul, Marcelo Nova retomou a sua carreira artística no começo de 1990 com uma turnê acompanhado pela sua banda de apoio, a Envergadura Moral. Porém, mal iniciou a turnê e o cantor baiano foi surpreendido – assim como todo o povo o brasileiro – pelo plano econômico do recém empossado novo presidente do Brasil, Fernando Collor, o primeiro presidente eleito por voto direto após o fim da ditadura militar. Conhecido como Plano Collor, esse plano econômico visava conter a inflação galopante, congelando preços e confiscando depósitos bancários. A consequência disso foi que vários shows agendados de Marcelo Nova tiveram que ser cancelados pelos contratantes.

Para driblar a situação e tornar viável para os produtores a contratação dos seus shows, Marcelo decidiu cortar custos. Abriu mão de se apresentar com a sua banda, optando por apresentações mais “enxutas” e num formato acústico, apenas com dois violões e um acordeom. Em pouco tempo, Marcelo Nova já estava na estrada fazendo shows acompanhado do multi-instrumentista João Chaves, mais conhecido como Johnny Boy, tocando o segundo violão e acordeom. Johnny Boy era membro da Envergadura Moral.

A turnê acústica de Marcelo Nova com Johnny Boy rodou o Brasil inteiro por cerca de um ano, e rendeu elogios do público e da crítica. Empolgado pelo bom êxito da turnê, Marcelo decidiu gravar um disco totalmente acústico, nada de instrumentos elétricos. Era um formato até então pouquíssimo usual para disco na música brasileira. Marcelo seguia num caminho inverso, num momento em que instrumentos eletrônicos como samples e baterias eletrônicas já eram uma realidade nos estúdios de gravação no Brasil. O ex-vocalista do Camisa de Vênus estava à procura de uma sonoridade pura, acústica. Queria um disco recheado de violões, de dobros (um tipo de guitarra acústica igual à da capa de Brothers In Arms, do Dire Straits), piano, bandolins e baixo acústico.

Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia do governo Fernando Collor
anunciando o Plano Collor, março de  1990, plano econômico que confiscou
contas bancárias de milhões de brasileiros.


Marcelo Nova reativou a banda Envergadura Moral para acompanha-lo nas gravações em estúdio. A banda contou com o lendário ex-baterista da banda Tutti Frutti, Franklin Paollilo, Carlos Alberto Calazans (baixo acústico), o já citado Johnny Boy (piano, violões, dobro, acordeon e harmônica), e um convidado especial, o blueseiro André Christovam (violões, dobro e bandolim). As gravações ocorreram no estúdio Gravodisc, em São Paulo, e a produção foi conduzida pelo próprio Marcelo Nova.

Intitulado Blackout, o álbum já diz no seu título a que veio: um trabalho essencialmente acústico, desplugado, fora da tomada. O repertório do álbum trouxe canções de Marcelo Nova até então inéditas. Mas trouxe também releitura de um antigo sucesso de Raul Seixas, “Maluco Beleza”. A versão em CD incluiu como faixa bônus a regravação feita por Marcelo de “Summertime Blues”, de Eddie Cochran, clássico do rock’n’roll de 1958.

O álbum começa com a maliciosa e irreverente “Deixe Eu Por Meu Carro”, um rock’n’roll acústico de versos de duplo sentido sobre sexo anal. Em “Muito Além do Jardim”, Marcelo narra os horrores da realidade brasileira, como uma favela soterrada ou menor abandonado sem perspectiva de futuro. O refrão é uma evidente provocação à banda Engenheiros do Hawaii, que havia regravado a canção “Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones” e que estava estourada nas rádios: “Aqui ninguém vai morrer no Vietnã / Aqui ninguém vai Rá-Tá-Tá-Tá no Vietcong / Os garotos daqui não vão amar ninguém / Aqui se morre de fome, antes de ser alguém”.

Na balada folk “O Que Você Quer?”, Marcelo Nova tem a companhia toda especial de André Christovam nos solos de guitarra dobro. Marcelo presta um tributo ao falecido amigo Raul Seixas com uma versão bem pessoal de “Maluco Beleza”. “Sexo Blues” é sobre o apetite sexual insaciável de um sujeito que não tem hora e nem local para transar com a sua amada.

Marcelo Nova e a banda Envergadura Moral, em foto da contracapa de Blackout.


A balada “Noite” traça na visão de Marcelo, o lado belo e poético, mas também o lado sombrio e hostil da noite nas grandes cidades. Em “Aporrinhado Terminal”, um misto de folk music e baião, Marcelo assume a persona de um indivíduo impaciente com a mediocridade humana: “Saco cheio, baby, de bancar o surdo mudo / Dessas pessoas que sempre acreditam em tudo / Que Deus é branco e que o diabo é chifrudo”. No rock’n’roll “Fogo do Inferno”, Marcelo mostra que é um discípulo de Raul Seixas no quesito incomodar como uma “mosca na sopa”: “E Marceleza é mesmo perigoso / Não adianta por seu pano quente / Todo ano tentam acabar comigo / Mas eu sou um sobrevivente”.

O álbum termina com “Robocop”, a melhor canção de Blackout e, talvez, a mais comovente canção escrita por Marcelo Nova. A letra versa sobre a dura vida de um policial, que tem que garantir a segurança da população numa sociedade violenta e desigual como a brasileira, mas que ao mesmo tempo tem que saber lidar com seus dramas pessoais e fazer com que eles não interfiram no seu trabalho profissional. É interessante que com esta canção, Marcelo navega num sentido contrário aos seus colegas do rock brasileiro ao compor uma canção sobre a polícia. Se a maioria das canções do rock brasileiro com tema sobre a polícia, o policial é visto como um “vilão”, em “Robocop”, Marcelo traça um retrato diferente do policial, mas não como um herói, e sim como um ser humano como outro qualquer.

Quando Marcelo Nova lançou Blackout em setembro de 1991, além dele, apenas Rita Lee com o seu álbum Bossa’n’Roll, havia lançado um álbum acústico naquele ano. Mal sabiam eles que pouco tempo depois, o lançamento de discos acústicos seria um modismo bastante lucrativo para as gravadoras. A série Acústico MTV, lançada pela MTV Brasil, foi muito sucedida ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000, lançando versões acústicas de discos de artistas brasileiros que foram um enorme sucesso, chegando alguns títulos a vender mais de 1 milhão de cópias.

Ironicamente, Blackout nasceu de uma necessidade, vendeu pouco, muito por conta pelo pouco empenho de divulgação por parte da gravadora Continental. Mas acabou de fato se tornando um dos precursores de uma tendência em discos de pop rock brasileiro que foi bastante rentável para a indústria fonográfica brasileira.

Faixas

Todas as músicas são de autoria de Marcelo Nova, exceto as indicadas

Lado A

  1. "Deixe Eu Por meu Carro"                
  2. "Muito além do Jardim"       
  3. "O Que Você Quer?"  (André Christovam - Marcelo Nova)
  4. "Maluco Beleza" (Cláudio Roberto Andrade de Azevedo - Raul Seixas)     
  5. "Sexo Blues"              

 

Lado B

  1. "Noite" 
  2. "Aporrinhado Terminal"       
  3. "Fogo do Inferno"     
  4. "Robocop" 

- Faixa bônus no CD: “Summertime Blues” (Eddie Cochran - Jerry Capehart)

 

Marcelo Nova (vocal e violão)

Envergadura Moral: André Christovam (violões, dobro e bandolim), João Chaves, o “Johnny Boy” (piano, violões, dobro, acordeon e harmônica), Carlos Alberto Calazans (contrabaixo) e Franklin Paolillo (bateria e percussão).  

 

"Deixe Eu Por meu Carro"

"Muito além do Jardim"

"O Que Você Quer?"

"Maluco Beleza"

"Sexo Blues"

"Noite"

"Aporrinhado Terminal"

"Fogo do Inferno"

"Robocop"

“Summertime Blues”

Nação Progressiva: Bandas do Perú


Desta vez é a vez de um país com uma música requintada e de identidade própria. O Peru hoje nos apresenta parte do que é sua cena musical

Flor de lótusResultado de imagem para flor de lótus peru

Prog folk em toda a sua expressão, música com muito sangue e sentimento. Uma banda sólida e com um gosto apurado para arranjos. Amantes do Root Rock como Kuervos del Sur e outros, prestem atenção nessa banda.


Cholo visceralResultado de imagem para cholo visceral peru

Uma excelente banda instrumental, cheia de esquizofrenia rítmica e passagens largas cheias de groove. Uma viagem de sons enquadrados e robustos. Aproveite a psicodelia com o seguinte vídeo.


Spatial MoodsResultado de imagem para rock progressivo espacial

Rocha espacial, com cheiro de maconheiro. King Crimson é talvez a primeira coisa que alguém pode identificar, mas há muito mais. Uma conexão profunda com a terra no contexto do rock espacial soaria paradoxal, mas com os caras do Spatial Moods é assim que acontece.

Jardín de Piedra

O root rock é algo que tem predominado neste país, então não é de se estranhar o quanto os irmãos peruanos são apegados à sua cultura. Stone Garden pega elementos do metal moderno e os incorpora naturalmente.

 

G-XResultado de imagem para gx peru

Uma proposta interessante que mistura o essencial do rock progressivo dos anos 70 com o moderno de bandas como Dream Theater ou Haken.


POEMAS CANTADOS DE LÉO FERRÉ


 

À celui de 14 à celui de 39

Léo Ferré


À celui de 14 à celui de 39
Et puis de l'an 40
À celui du Chili à ceux de l'Algérie
Aux Juifs déracinés qui fuient la Palestine
À ces Palestiniens comme un arbre coupé

Vingt ans déjà petit la mer toujours revient
De plus loin que là-bas les oiseaux blancs dévorent
Ce qu'il reste de suc à l'azur quotidien
Tu pars demain levant tes bras de sémaphore
Tu pars soumis défait boutonné de métal
Ta maman au poignet battant le pouls du diable
Tu as dit au revoir aux grèves syndicales
Aux copains au ciné aux filles charitables

Tu sais que l'homme pousse et qu'il faut le couper
Quand il est encore vert dans le lit des délices
Comme on coupe les plombs de l'électricité
De peur que dans la nuit vos Soleils n'y complicent

La loi donnera des morts et du café


À la Seine

Léo Ferré


Voyant tes remous, tes ressacs
Tout au long du quai rectiligne
Un moment, je t'avais crue digne
De m'écouter vider mon sac

Tout comme on parle dans l'oreille
D'un chien, compagnon de malheur,
Quand on n'a pas assez d'oseille
Pour s'approprier la blondeur
D'une fille à la peau bien tendre
Qui fait bien semblant de comprendre
Et vous vend un peu de douceur,
J'allais te confier mes alarmes,
Mes fatigues et mes regrets

C'est bête à dire, j'étais prêt
À te grossir de quelques larmes
Contenues depuis trop de jours
Et d'amertume bien salées

Mais ta flotte s'en est allée
Insensible, suivant son cours
Roulant au pied de l'escalier
Tant de mètres cubes à l'heure

Tu t'en fous qu'on vive ou qu'on meure
T'es plus bête qu'un sablier !

C'est normal, t'es un personnage,
Ta place est faite au grand soleil
Les hommes et toi, c'est tout pareil
Y a pas de pitié qui surnage
T'es vaseuse dans ton tréfonds !

Et je m'en vais, adieu la Seine !
Tu sais, avant que je revienne,
De l'eau coulera sous tes ponts !


BIOGRAFIA DOS Chastain

 

                                                 Chastain

Chastain é uma banda de heavy metal formada por David T. Chastain em 1984. 

David T. Chastain enviou fitas demo de sua banda CJSS para o guru da gravação de heavy metal, Mike Varney, por algum tempo até que Varney gostou o suficiente para dar-lhe uma chance. Aparentemente era só a habilidade de David na guitarra que realmente chamava sua atenção e por esta razão ele queria uma vocalista que fosse o diferencial da sua banda foi ai então que ele apresentou à cantora Leather Leone , da banda Rude Girl e ao baterista Fred Coury. Junto com o baixista Mike Skimmerhorn, eles formaram a banda Chastain. Quando de fato a banda se juntou para gravar o Mystery of Illusion em 1984, era a primeira vez que a banda se encontrava. 

Logo após o lançamento do álbum de estreia, Fred Coury deixou a banda para se juntar ao recém formado Cinderella. Com êxito, Mike Varney veio novamente ao resgate com o novo baterista Ken Mary. Esta formação gravou o Ruler of the Wasteland em 1986 e o terceiro, e talvez mais conhecido álbum The 7th of Never. No último álbum da década de 80, The Voice of the Cult o baixista Mike Skimmerhorn foi substituído por David Harbour e no For Those who Dare foi a vez de John Luke Hebert substituir Ken Mary que foi tocar com Alice Cooper. Para alguns críticos, Chastain tocava o básico Heavy Metal padrão oitentista. E até certo ponto isso é verdade. Porém sua música possuía uma qualidade muito única graças às habilidades na guitarra do frontman David T. Chastain e o vocal muito peculiar de Leather Leone. 

Chastain foi criado para mostrar um metal com som mais puro e menos comercial. David testava vários homens para o vocal na banda quando encontrou a Leather. Uma boa parcela das letras da banda lida com temas obscuros, ilusão, fantasia . A banda teve um impacto considerável no mundo do metal. Bandas importantes gravaram músicas do Chastain: Hammerfall (Angel of Mercy) e Powergod (Ruler of the wasteland). 

Integrantes.

Atuais.

Leather Leone (Vocais, 1984-1992, desde 2013)
David T. Chastain (Guitarra, desde 1984)
Mike Skimmerhorn (Baixo, 1984-1989, desde 2013)
Stian Kristoffersen (Bateria, desde 2013)

Ex - Integrantes.

Kate French (Vocais)
Pat O'Brien (Guitarra)
Dave Starr (Baixo)
David Harbour (Baixo)
Kevin Kekes (Baixo)
Fred Coury (Bateria)
Ken Mary (Bateria)
John Luke Hebert (Bateria)
Dennis Lesh (Bateria)
Stygian (Bateria)
Larry Howe (Bateria)

Ruler Of The Wasteland (1986)

01. Ruler Of The Wasteland (3:47)
02. One Day To Live (4:06)
03. The King Has The Power (3:04)
04. Fighting To Stay Alive (3:54)
05. Angel Of Mercy (5:16)
06. There will Be Jusstice (4:14)
07. The Battle Of Nevermore (5:08)
08. Living In A Dreamworld (3:26)
09. Children Of Eden (4:21)
Bonus Tracks.
10. The Battle Of Nevermore (Demo Version) (5:48)
11. Children Of Eden (Demo Version) (4:55)

Sick Society (1995)

01. I Know The Darkness (5:16)
02. Sick Society (4:55)
03. Violence In Blame (5:59)
04. Those Were The Daze (4:48)
05. Destructive Ground (4:59)
06. To The Edge (5:21)
07. The Price Of War (4:16)
08. Every Emotion (5:09)
09. The Vampire (5:22)
10. Sugarcaine (4:52)
11. Love And Hate (3:47)
12. Angel Falls (7:07)



Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...