terça-feira, 30 de maio de 2023

New Order - Discografia





BIOGRAFIA

New Order é uma banda inglesa de Rock e Synthpop formada em Manchester no ano de 1980 por Bernard Sumner (vocais, guitarra e sintetizadores), Peter Hook (baixo e sintetizadores) e Stephen Morris (bateria, bateria eletrônica e sintetizadores) - os membros remanescentes da banda pós punk Joy Division, após o suicídio do vocalista Ian Curtis - com a adição de Gillian Gilbert (guitarra, sintetizadores).

Embora as primeiras gravações do New Order soam muito parecidas com o Joy Division, em 1981, com o single "Everything's Gone Green", a banda desenvolveu sua sonoridade característica, que é descrita como uma síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica. O New Order é uma das bandas pioneiras da dance music eletrônica e foi a primeira banda a unir esse estilo musical com o rock, assim criando um novo estilo musical, que é conhecido como Dance Rock.

A banda já vendeu mais de 20 milhões de álbuns. Seu maior hit, Blue Monday, é o single de 12 polegadas mais vendido de todos os tempos, tendo vendido mais de 3 milhões de cópias . Tanto por sua música quanto por sua própria casa noturna inaugurada em 1982, The Haçienda, o New Order é um dos nomes mais influentes e revolucionários de todos os tempos no rock e na música eletrônica.

Em 2005, o New Order ganhou o prêmio "Godlike Genius" (pelo conjunto da obra) da NME Awards e junto ao Joy Division foi incluido no UK Music Hall of Fame. Inúmeros artistas admitem terem muita influência de New Order, como por exemplo: Pet Shop Boys, Moby, Chemical Brothers, Stone Roses, Happy Mondays, Smashing Pumpkins, Primal Scream, The Killers, 808 State, LCD Soundsystem e Arcade Fire .

O New Order entrou em hiato entre 1993 e 1998, período o qual os membros participaram de vários projetos paralelos. A banda se reuniu em 1998, e em 2001 lançou Get Ready, seu primeiro álbum em oito anos. Em 2001, Phil Cunningham (guitarra, sintetizadores) substituiu Gilbert, que havia abandonado o grupo devido a compromissos familiares. Em 2007, Peter Hook deixou a banda devido a desentendimentos com Bernard e Stephen, assim o New Order novamente entrou em hiato. Em 2011 a banda retornou a ativa, com Gilbert de volta e Tom Chapman substituindo Hook no baixo.

História

Inicio e Movement

Formados no início da década de oitenta em Manchester, Inglaterra, o New Order era constituído inicialmente por três membros do Joy Division, cuja carreira foi prematuramente interrompida com o suicídio do vocalista Ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes do Joy Division, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris decidiram continuar, apesar da tragédia, e optaram por mudar o nome para New Order, denominação que deveria passar a idéia de mudança e renascimento, mas que despertou suspeitas entre os jornalistas sobre as filiações políticas do grupo ("Nova Ordem" era o que Adolf Hitler pretendia impor à humanidade caso tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial). Entretanto, mais tarde o livro "24 Hour Party People", de Tony Wilson, revelou que o nome era uma referência ao Khmer Vermelho e foi sugerido pelo empresário da banda na época, Rob Gretton, após ter assistido na TV um documentário sobre a revolução no Camboja. Especula-se também que o nome poderia ter sido uma homenagem aos Stooges, embrionário grupo proto-punk, que foi uma grande influência no som da banda quando ainda se chamavam Joy Division. New Order foi o nome dado pelo guitarrista Ron Asheton ao seu novo conjunto depois do fim dos Stooges.

Em junho de 1980, Sumner, Hook e Morris fizeram a sua primeira gravação de estúdio acompanhados por Kevin Hewick. A faixa resultante desse trabalho, "Haystack", foi editada na coletânea From Brussels with Love. A canção foi uma das primeiras a fazer parte do novo material que o trio vinha compondo logo após a morte de Ian Curtis. Uma segunda música, "A Piece of Fate", também foi gravada com a participação de Hewick, mas este fonograma nunca viu a luz do dia. Kevin produziu esta faixa ao longo dos anos e ela foi lançada pelo cantor em 1993 com o nome "No Miracle". No mês seguinte, a banda faria algumas gravações no famoso estúdio da banda Cabaret Voltaire, o Western Works, em Sheffield, Inglaterra. As famosas Western Works Demos continham uma música que vinha sendo trabalhada ainda com o Joy Division ("Ceremony", que na demo aparece cantada por Stephen Morris) e, ainda, mais três faixas totalmente novas ("Truth", "Dreams Never End" e "Homage").

Após algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert (então namorada de Stephen Moriss e atualmente esposa) foi integrada à banda para tocar teclados e guitarra, enquanto Bernard Sumner se consolidava no posto de vocalista, ocasionalmente dividido com Peter Hook. Gillian fez sua primeira participação no grupo quando ainda se chamavam Joy Division: num concerto em Liverpool, por causa de um acidente em que Sumner feriu a mão, ela substituiu-o na guitarra.

O primeiro single do New Order, lançado em 1981, continha duas músicas escritas ainda nos tempos dos Joy Division, mas que ainda não tinham sido terminadas por causa da morte de Curtis: "Ceremony", que se tornou uma das canções de pós-punk mais influentes de todos os tempos e "In a Lonely Place". Em setembro do mesmo ano, pela Factory Records, editora independente que os abrigava desde 1978, lançam o compacto "Procession", que antecedeu o lançamento de Movement , o primeiro álbum, em novembro. O álbum mostrou um estilo semelhante ao Joy Division (os temas sombrios, depressivos, e os arranjos atmosféricos), embora com mais sintetizadores.

Power, Corruption & Lies; Low-Life e Brotherhood

A banda em 1986

Durante os anos 80, rompendo as barreiras entre o rock e a música eletrônica, o New Order revolucionou ambos gêneros musicais.

Com influências de artistas como Giorgio Moroder, David Bowie e Kraftwerk, o álbum Power, Corruption & Lies , de 1983, mostra de forma clara a nova e definitiva proposta pretendida pelo grupo: a síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica, que ja vinha se desenvolvendo desde os singles "Everything's Gone Green" de 1981, "Temptation" (que posteriormente teve uma versão incluída na trilha sonora do filme Trainspotting) de 1982 e "Blue Monday" (este último foi lançado dois meses antes de Power, Corruption And Lies). A essa altura o New Order ja era considerado um nome fundamental para o desenvolvimento da música eletrônica mundial e estava consolidado como pioneiro na união do rock com a dance music eletrônica, assim eles acabaram criando um grande estilo musical, o "Dance Rock". "PC&L" também marcou uma nova postura da banda em relação a lírica, Bernard Sumner agora compunha letras mais abstratas, num oposto ao lirismo desesperado de Ian Curtis. Os singles para 1983 foram "Blue Monday" e "Confusion". Ao final do ano, o New Order ja era reconhecido mundialmente como a maior banda independente do planeta, tendo sido a primeira banda independente inglesa a fazer sucesso mundial. No ano seguinte, lançaram mais dois grandes singles - "Thieves Like Us" e "The Perfect Kiss".

O álbum Low-Life , de 1985, traz alguns sucessos da banda como "The Perfect Kiss" (que teve o clipe dirigido por Jonathan Demme) e "Love Vigillantes". É o único álbum da banda que inclui fotografias de seus membros, o que marcou uma aproximação maior da banda com seu público em relação aos anos anteriores.

O álbum Brotherhood., de 1986, traz uma das músicas de maior sucesso da banda, "Bizarre Love Triangle". Em 1986 eles também lançaram outros grandes singles - "States Of The Nation" e "Shellshock" (este último entrou na trilha sonora do filme "Pretty in Pink").

Blue Monday


Com 7 minutos e meio de duração, "Blue Monday" é o single de maior duração que já alcançou os tops britânicos e também um dos trabalhos independentes mais bem-sucedidos da história do Reino Unido. O single, junto com o álbum Power, Corruption & Lies, também marcou a mudança definitiva da sonoridade da banda, que deixou o post-punk puro herdado do Joy Division e entrou de cabeça na música eletrônica. É conhecido como um dos singles de 12 polegadas mais vendidos da história musical, mas a Factory não era membro da Indústria Fonográfica Britânica e, sendo assim, não puderam receber um disco de ouro. Apesar disso, a Companhia dos "Tops" do Reino Unido estima que as vendas ultrapassaram um milhão de cópias naquele país.

"Blue Monday" é considerada uma das músicas eletrônicas mais influentes de todos os tempos. De ritmo four-on-the-floor, ela inovou por misturar o synthpop com influências da cena de clubes de Nova York da época. O produtor Arthur Baker, da tal cena, colaborou nos dois singles seguintes do New Order: "Confusion" e "Thieves Like Us". Blue Monday pode ser considerada como um "divisor de águas" na história da música, tendo definido a dance Music eletrônica.

Neil Tennant, vocalista do Pet Shop Boys (a dupla de maior sucesso do pop inglês), admitiu no documentário New Order Story, que ficou chocado ao ouvir Blue Monday pela primeira vez, pois a música antecipou o tipo de som que a dupla sonhava em fazer.

Em 1988, Blue Monday é relançada com remix de Quincy Jones F(produtor de Thriller do Michael Jackson), chega ao primeiro lugar da Billboard Hot Dance Club Songs e 3º lugar no Reino Unido.Originalmente lançada apenas em single, "Blue Monday" e sua versão dub "The Beach" (lado B) foram definitivamente incorporadas às edições em CD (nos anos 1990) do álbum Power, Corruption & Lies, lançado pela banda no mesmo ano de 1983.


Substance e Technique


No verão de 1987 enquanto o grupo fazia turnê na América do Norte com os amigos Echo & the Bunnymen, foi lançado o seu disco mais famoso, a coletânea Substance (no ano seguinte seria lançada uma coletânea do Joy Division com o mesmo nome). O disco contém todos os singles lançados até aquele momento. Músicas como Bizarre Love Triangle e Sub-Culture são as versões do single, diferentes das versões dos respectivos álbuns. A banda entrou, naquela época, em uma nova fase, com um som mais pop e limpo com singles como "True Faith" que colocou o grupo no Top Ten da parada americana de singles pela primeira vez e "Touched by the Hand of God".

O disco Technique , de 1989, incorpora o então emergente Acid House ao rock eletrônico característico da banda e é considerado um retrato fiel do auge do Acid House, além de ter popularizado mundialmente o estilo. O disco representa o que havia de mais moderno na época e recebeu elogios rasgados da crítica do mundo inteiro. Foi o primeiro disco do grupo a chegar ao topo da parada de LPs no Reino Unido. Em 1989 o New Order fez uma turnê do álbum junto com o Public Image Ltd e The Sugarcubes nos Estados Unidos e Canadá, no que foi apelidado pela imprensa de "Monsters of Rock Alternativo Tour".

"World in Motion", primeiro single do New Order a alcançar #1 nas paradas britânicas, foi feito para a Seleção Inglesa de Futebol sob o nome de NewEnglandOrder e lançado em 1990 para a Copa do Mundo daquele ano, no videoclipe a seleção inglesa joga contra a seleção brasileira que está usando o segundo uniforme oficial (azul). Nesta mesma época Bernard Sumner formava a banda paralela Electronic com o guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. Peter Hook também acabou formando um projeto paralelo chamado Revenge.

Republic e pausa


Republic foi lançado em 1993 após a saída do New Order de sua gravadora, a Factory Records, é o álbum mais eletrônico do grupo e chegou no topo da parada de LPs no Reino Unido. O single "Regret" foi um grande hit no Reino Unido e nos Estados Unidos. Após esse disco, os integrantes pararam as atividades do New Order e cada um foi trabalhar em seus projetos paralelos: Bernard com o Electronic, Peter com o Revenge (ou Monaco) e os "outros dois", Steve e Gillian, formaram o The Other Two.

Em 1994 a coletânea (the best of) New Order foi lançada com vários dos singles do Substance, mais algumas faixas mais recentes. No ano seguinte, lançaram a "segunda parte" desta coletânea, desta vez chamada (The Rest Of) New Order , contendo antigos e novos remixes de suas músicas. Em 1998 a banda voltou à ativa e a tocar músicas do Joy Division como "Transmission" e "Atmosphere". Além disso, participou da trilha sonora do filme A Praia (The Beach, com Leonardo Di Caprio), com a música inédita "Brutal", que não aparece em nenhum outro registro da banda.

Get Ready e Waiting For The Siren's Call


Em 2001 a banda lançou o álbum Get Ready e o que se notou foi uma grande mudança na parte músical, mais focada na guitarra do que nos teclados, como mostra os singles "Crystal" e "60 MPH". O disco contou com participações de dois grandes músicos que nunca esconderam sua admiração pelo New Order: Bobby Gillespie do Primal Scream, que participa da música "Rock the Shack" e Billy Corgan do Smashing Pumpkins, que além de participar da música "Turn My Way", participou da turnê do álbum. Phil Cunningham também se juntou a banda nessa turnê, em substituição de Gillian Gilbert que se recusou a turnê em favor de cuidar de seus filhos com Stephen Moriss.

Em 2005 a banda lançou Waiting for the Sirens' Call, o primeiro com o novo membro Phil Cunningham e sem Gillian Gilbert. O álbum repete a formula do seu antecessor. Singles como "Jetstream" (que tem participação de Ana Matronic do Scissor Sisters) e "Krafty" foram muito bem recebidos. No mesmo ano a banda ganhou o prêmio God Like Genius da NME Awards e foi incluída junto com o Joy Division no UK Music Hall of Fame.

Em 2006 a banda passou em turnê pelo Brasil, com shows em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. No mesmo ano, a música "Guilt Is a Useless Emotion" concorreu ao Grammy Awards na categoria de melhor Gravação Dance. Peter Hook já afirmou que há músicas suficientes para um novo disco.

Suposto fim da banda e saída de Peter Hook


Em 2007 Peter Hook anunciou sua saída e o fim da banda. Após conflitos com Bernard e Stephen, que afirmam que a saída de Hook não significa o fim da banda, que continua em atividade.

O NewOrderOnline, site com suporte da banda, noticiou que de acordo com "uma fonte próxima da banda," "as notícias sobre o fim são falsas… O New Order continua a existir, ao contrário do que [Hook] diz […] Peter Hook pode sair, mas isso não significa o fim do New Order."

Em 20 de Julho de 2007, Morris e Sumner noticiaram que o New Order continua a trabalhar sem Hook, expressando sua posição sobre o assunto do fim da banda. A nota oficial informa: "Após 30 anos em uma banda estamos muito desapontados que Hooky decidiu ir a público e anunciar unilateralmente que o New Order acabou. Nós esperávamos que ele conversasse conosco antes de qualquer coisa. Ele não fala pela banda toda, de qualquer forma, podemos apenas assumir que ele não quer mais fazer parte do New Order."

Em 2009, Bernard Sumner junto com Phil Cunningham e Jake Evans formaram o Bad Lieutenant e convidaram Stephen Morris (do New Order), e os baixistas Alex James (do Blur) e Tom Chapman para tocarem no álbum de estréia da banda, Never Cry Another Tear, lançado em outubro de 2009, mas não são membros fixos.

O "novo" New Order


Em 2011, foi divulgado na internet que o New Order se reuniria novamente, porém sem Peter Hook, para dois concertos de caridade para arrecadar dinheiro para o tratamento médico de Michael Schamberg, produtor de grande parte dos vídeos da banda e amigo próximo dos integrantes, e que sofreria de uma grave doença. Para esta reunião, o "novo" New Order teria, além de Bernard Sumner e Stephen Morris, o guitarrista e tecladista Phil Cunningham (que havia sido oficialmente incorporado ao grupo na época de Waiting for the Sirens' Call e que também fazia parte do Bad Lieutenant), o baixista Tom Chapman (que também colaborou com o Bad Lieutenant gravando algumas músicas de Never Cry Another Tear e acompanhando o grupo em turnê) e ninguém menos que Gillian Gilbert, que estava de volta depois de mais de uma década. Os shows foram realizados em Bruxelas e em Paris, respectivamente nos dias 17 e 18 de outubro de 2011. As apresentações tiveram excelente recepção em termos de crítica e público, sobretudo porque o set list continha canções que haviam sido deixadas de ser tocadas há muito tempo, como "Age of Consent", "5-8-6", "Elegia" e "1963", e também porque a banda decidiu atualizar os arranjos de algumas músicas.

O atual baixista, Tom Chapman, em 2012


Na ocasião em que a reunião foi anunciada, Peter Hook, em entrevista concedida ao site "Spinner", reagiu mal à reunião do New Order e declarou que havia mais do que shows beneficentes nos planos do grupo. Os rumores lançados pelo baixista se mostraram verdadeiros imediatamente após os shows na Bélgica e na França: rapidamente vazaram pela internet as datas dos concertos seguintes: um em São Paulo (na edição Brasileira do Ultra Music Festival, dia 03 de dezembro de 2011), Santiago (05 de dezembro) e em Londres (10 de dezembro). No novo site da banda (newordernow.net), foi publicado um informe dizendo: "Após a bem documentada saída do baixista Peter Hook na primavera de 2007, o New Order é agora: Stephen Morris (bateria), Bernard Sumner (vocal, guitarra), Gillian Gilbert (teclado, guitarra), Phil Cunningham (guitarra, teclado), Tom Chapman (baixo)". Sumner, após o show em Paris, chegou a declarar que não descarta a possibilidade da nova formação do New Order lançar um disco de estúdio novo. Enquanto isso, Peter Hook está tentando frustrar os planos do ex-colegas com uma ação judicial e chegou a alegar que "New Order sem mim é como o Queen sem Freddie Mercury".

Pouco antes da polêmica sobre a volta do New Order, foi lançada uma nova coletânea, Total: From Joy Division to New Order, a primeira a trazer, num único CD, êxitos tanto do Joy Division como New Order como forma de mostrar ao público a transição entre estas duas fases da banda. Para a grande surpresa dos fãs, a coletânea continha uma faixa inédita, "Hellbent", que é uma sobra de estúdio do álbum Waiting for the Sirens' Call. Recentemente, Peter Hook anunciou que existem planos para o lançamento das demais sobras desse disco, porém sem data nem formato definidos para isso acontecer.

O esperado álbum com as sobras de Sirens chegou a ter seu lançamento anunciado para dezembro de 2011 e algumas lojas virtuais, como a Amazon, chegaram a disponibilizar para pré-venda uma edição deluxe LP + CD. No entanto, Lost Sirens, como vem sendo chamado este trabalho, teve seu lançamento adiado para o dia 19 de março de 2012 por razões até o momento desconhecidas. As oito faixas que fazem parte do disco são: "Stay With You", "Sugarcane", "Recoil", "Californian Grass (Doomy)", "Hellbent", "Shake It Up", "I Got a Feeling" e um novo mix de "I Told You So".

Fatos


Algumas canções do Joy Division, como "She's Lost Control", "As You Said" "Isolation", "Something Must Break", "These Days" entre outras já introduziam experimentações eletrônicas, antecipando os caminhos que mais tarde seriam seguidos pelo New Order. Ian Curtis foi quem apresentou Bernard, Peter e Stephen, ainda no Joy Division, ao rock eletrônico do Kraftwerk, ao Krautrock, à trilogia pop-eletrônica de David Bowie (os álbuns "Low", "Heroes" e "Lodger") e aos trabalhos de Brian Eno. Portanto, pode-se dizer que a faceta eletrônica do New Order já havia nascido virtualmente no Joy Division. Porém, a faceta dançante do New Order nasceu em seu trabalho como a própria New Order.

Curiosidades


    A banda The Killers tirou seu nome a partir da banda fictícia que aparece no videoclipe da música "Crystal" do álbum Get Ready. O nome está escrito no bumbo.
    O vocalista Bernard Summer tem um projeto paralelo juntamente com Johnny Marr, guitarrista dos Smiths, chamado Electronic, com a colaboração dos Pet Shop Boys em seu primeiro álbum, lançado em 1991, e no single "Disappointed", de 1994, cuja letra é cantada exclusivamente por Neil Tennant, vocalista dos PSB. Karl Bartos, que integrou o Kraftwerk, participou do álbum Raise the Pressure em 1996. O baixista Peter Hook também tem seu projeto, no começo chamado de Revenge (uma "vingança" contra o projeto de Sumner) e depois de Monaco. Na década de 1990, Stephen e Gillian formaram o The Other Two, ironizando o fato deles serem os "outros dois" do New Order.
    O vocalista Bernard Sumner fez várias colaborações a bandas inglesas, como: Chemical Brothers (vocal, guitarra e produção na música "Out Of Control"), Primal Scream (guitarra na música "Speed ​​Atire Mate Light"), Hot Chip (vocal e produção na música "I Didn't Know What Love Was"), 808 State (vocal na música "Spanish Heart"), Happy Mondays (produção na música "Freaky Dancin"), Section 25 (vocal nas músicas "Inspiration" e "Looking from the Hilltop") e A Certain Radio (vocal na música "Good Together").
    Atualmente, Bernard Sumner participa da banda Bad Lieutenant, cujo único álbum foi lançado em 2009, chamado Never Cry Another Tear.
    O baixista Peter Hook produziu a música de maior sucesso de seus conterrâneos Stone Roses, Elephant Stone (1988).
    A boate e casa de shows da banda, a Hacienda, foi o clube mais famoso do mundo nos anos 90.
    A história da banda pode ser vista no documentário New Order Story (1993), lançado em DVD no Brasil, com legendas em português, e também nos filmes: 24 Hour Party People, de Michael Winterbottom (cujo título em português é A Festa Nunca Termina, 2002), que conta a história de sua lendária gravadora independente Factory Records, abrangendo bandas como Joy Division e New Order, Happy Mondays, A Certain Ratio e Durutti Column; as origens do New Order podem ser vistas no filme Control (2007), de Anton Corbijn, baseado no livro de memórias Touching From A Distance, da viúva de Ian Curtis, Deborah Curtis, e também no documentário Joy Division (2007), ambos sem edição brasileira.


(Fonte: Wikipedia)
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DISCOGRAFIA


Movement - 1981
 01. Dreams Never End
02. Truth
03. Senses
04. Chosen Time
05. I.C.B
06. The Him
07. Doubts Even Here
08. Denial




Power, Corruption & Lies - 1983
01. Age of Consent
02. We All Stand
03. The Village
04. 5-8-6
05. Blue Monday
06. Your Silent Face
07. Ultraviolence
08. Ecstasy
09. Leave Me Alone 




Low Life - 1985
 01. Love Vigilantes
02. The Perfect Kiss
03. This Time Of Night
04. Sunrise
05. Elegia
06. Sooner Than You Think
07.Sub-Culture
08. Face Up




Brotherhood - 1986
 01. Paradise
02. Weirdo
03. As It Is When It Was
04. Broken Promise
05. Way of Life
06. Bizarre Love Triangle
07. All Day Long
08. Angel Dust
09. Every Little Counts




Substance - 1987
                                                           DISC 01

                                                          01. Ceremony
                                                          02. Everythings Gone Green
                                                          03. Temptation
                                                          04.  Blue Monday
                                                          05. Confusion
                                                          06. Thieves Like Us
                                                          07- Perfect Kiss
                                                          08- Subculture
                                                          09- Shellshock
                                                          10- State Of The Nation
                                                          11- Bizarre Love Triangle
                                                          12- True Faith

                                                           DISC 02

                                                          01- In A Lonely Place
                                                          02- Procession
                                                          03- Cries And Whispers
                                                          04- Hurt
                                                          05- The Beach
                                                          06- Confusion (Instrumental)
                                                          07- Lonesome Tonight
                                                          08- Murder
                                                          09- Thieves Like Us (Instrumental)
                                                          10- Kiss Of Death
                                                          11- Shame Of The Nation
                                                          12- 1963
                                                                   Download




Technique - 1989
 01. Fine Time
02. All The Way
03. Love Less
04. Round & Round
05. Guilty Partner
06. Run
07. Mr. Disco
08. Vanishing Point
09.Dream Attack




Peel Sessions 1981- 1982 - (1990)
01. Truth
02. Senses
03. I.C.B
04. Dreams Never End
05. Turn The Heater On
06. We All Stand
07. Too Late
08. 5-8-6




BBC Radio 1 Live in Concert - 1992
01. Touched by the Hand of God
02. Temptation
03. True Faith
04. Your Silent Face
05. Every Second Counts
06. Bizarre Love Triangle
07. Perfect Kiss
08. Age of Consent
09. Sister Ray 




Republic - 1993
 01. Regret
02. World
03. Ruined In A Day
04.Spooky
05. Everyone Everywhere
06. Young Offender
07. Liar
08. Chemical
09. Times Change
10. Special
11. Avalanche




Get Ready - 2001
01. Crystal
02. Go Mile An Hour
03. Turn My Way
04. Vicious Streak
05. Primitive Notion
06. Slow Jam
07. Rock The Shack
08. Someone Like You
09. Close Range
10. Run Wila




In Session - 2004
01. True Faith
02. Isolation
03. Touched By The Hand Of God
04. Atmosphere
05. Paradise
06. Slow Jam
07. Your Silent Face
08. Close Range
09. Rock The Shack




Waiting for the Sirens' Call - 2005
 01. Who's Joe
02. Hey Now What You Doing
03. Waiting for the Sirens' Call
04. Krafty
05. I Told You So
06. Morning Night and Day
07. Dracula's Castle
08. Jetstream
09. Guilt Is a Useless Emotion
10. Turn
11. Working Overtime




Lost Sirens - 2013
01. I'll Stay With You
02. Sugarcane
03. Recoil
04. Californian Grass
05. Hellbent
06. Shake it Up
07. I've Got a Feeling
08. I Told You So 






DISCOS QUE DEVE OUVIR

                         Super Souris - Super Souris 1979 (France, Electronic, Space Disco)


Artista: Super Souris
Local: França
Álbum: Super Souris
Ano de lançamento: 1979
Gênero: Eletrônica, Space Disco
Duração: 36:11
Formato: MP3 CBR 320 (Vinyl Rip)
Tamanho do arquivo: 86,3 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Générique Terrytoons (Philip A. Scheib) - 0:08
02. Super Souris (Jen Jiry, Gilbert Grilli) - 3:38
03. Dinky duck cherche un ami (Guy Buffet, Gilbert Grilli) - 2:39
04. Possible O'Possum (Jen Jiry, Bob Skelland) - 2:25
05. Sydney l'éléphant (Brainiac, Jean-Claude Mercier) - 3:08
06. Mariage sidéral (Dolphin's Lullaby) (Brainiac, Rick Roberts) - 2:57
07. Hashimoto au bol d'or (Jen Jiry, Gilbert Grilli) - 2:31
08. Super Souris sauve les souris (Jen Jiry, Guy Buffet) - 2:37
09. Les Oursons sont déchainés (Francis Lafferrière, Jean-Claude Mercier) - 4:00
10. Astronut Communications (Gilbert Grilli) - 2:57
11. Hurlu-Berlu, rois du rock (Baby Let's Twist) (Andy Shernoff, Michael Schjerlund) - 2:28
12. Ovniprésent (Albatross) (Jen Jiry, Peter Green) - 2:42
13. Longue vie à Super Souris (Brainiac, Jean-Claude Mercier) - 4:01

Personnel:
- Jen Jiry (Jean Davoust) - producer
- Gilbert Grilli
- Brainiac (Suzanne Martin)
and others


Pete Brown & Piblokto! – Things May Come And Things May Go, But The Art School Dance Goes On Forever (1970/ Harvest)

 

 A história da contracultura britânica ficou um pouco mais órfã desde o recente desaparecimento do grande Pete Brown. Poeta, músico, escritor, letrista, compositor e agitador cultural de uma época irrepetível. Aquele do London Roundhouse, do fanzine do International Times, dos clubes UFO e Middle Earth.....



Em sua primeira banda, The First Real Poetry Band, ele tinha um guitarrista desconhecido chamado John McLaughlin. O Cream não seria o mesmo sem suas letras. É aí que uma reputação séria é criada. "I Feel Free", "Sunshine of your Love", "White Room" ou "Politician" levam sua assinatura, para citar alguns. Battered Ornaments será sua próxima aventura (efêmera). Ele grava sua estreia, "A Meal you can shake with in the dark" (1969/Harvest). Mas ele é demitido por sua própria banda na véspera da abertura dos Rolling Stones no Hyde Park.......O que ele faria?!!! A reação dele vai ser rápida e vai se chamar Pete Brown & Piblokto! Rob Tait, baterista de seu empreendimento anterior, permanece fiel. Jim Mullen (guitarra), Roger Bunn (baixo) e Dave Thompson (órgão) serão os primeiros Piblokto! Gravam um single que será o interlúdio do álbum "Things May Come and Things May Go but...The Art School Dance Goes on Forever". Resumindo, o título. Uma daquelas delicatessen progressivas de primeira geração que não devem faltar em nenhuma coleção séria de valor próprio. Em 1971 sai Roger Bunn (ele editará seu álbum "Piece of Mind"), sendo substituído por Steve Glover. Essa formação vai gravar outra bomba progressiva com um sabor irresistível, "Thousands on a Raft" (1970/Harvest). E ainda haverá uma versão final do Pibloktera apresentando ex-Eyes of Blue, Phil Ryan e "Pugwash" Weathers, da fama de Man/Ancient Grease/Gentle Giant. Jim Mullen trabalhou com Vinegar Joe, Brian Auger, Average White Band, Kokomo e Morrisey Mullen Band. Rob Tait também fez parte de Vinegar Joe, Dick Heckstall-Smith e Gong.

Pete Brown gravou com Graham Bond e continuou sua estreita colaboração com Jack Bruce. Além de se dedicar a trilhas sonoras. Em 2010 editou a autobiografia "White Rooms & Imaginary Westerns". E em 2017 fez a letra da última do Procol Harum.

A faixa-título desta esplêndida estreia lembrava imediatamente Crazy World de Arthur Brown, The Norman Haynes Band ou Atomic Rooster. Cinco preciosos minutos de cumplicidade entre micro-órgão-guitarra, mais um ritmo do diabo e o trompete do líder jazzando o quente sarao.

"High Flying Electric Bird" tem conotações diretas com Canterbury:  Kevin Ayers, Soft Machine ou Matching Mole comungam em vibrações country alucinadas. Também "Someone Like You" lembra a elegância decadente de Ayers e seu mundo inteiro. Mullen "dedos de ouro" se apaixona a cada segundo. Pedaço do céu, é isso. Outra escalada hipnotizante será "Walk for Charity, Run for Money", com Brown absorto em suas alucinações malucas escritas em transe. Enquanto a banda constrói um labirinto de sensações sonoras extraordinárias. Aqui tem jazz, prog e psych, tudo bem amarrado e soldado. Agora há duas canções de Brown/Spedding, então elas pertencem ao período Battered Ornaments. E de fato, eles também aparecem em seu segundo álbum, "Mantlepiece"

"Então eu devo ir e posso ficar" poderia ser de Cream. Até Brown soa como Jack Bruce cantando. E o baixo range bestialmente, como ele faria. A outra é "My Love is Gone Far Away", outra fantasia animada brotada do frutífero e florescente jardim mental de seu líder. "Golden Country Kingdom" está perto do country pub rock que logo se espalhará pelo Reino Unido. E os longos para o final. "Firesong" (6'00) começa como Alan Stivell com sombrio Harmonium. Para mudar e ir para o sax, rumo a um prog jazz entre Colosseum e VDGG.E Pete Brown parece Peter Gabriel em seus primórdios!!

A final "Country Morning" (6'47) é outra pedra preciosa essencial. Como uma mutação entre Family, Mark-Almond, Savoy Brown e Fleetwood "Peter Green" Mac.



O álbum seguinte, do mesmo ano, dá um passo gigantesco. Eles abandonam qualquer vento e avançam até a medula. "Thousands on a Raft" é outro monstro ainda mais exagerado. Destaque para os 17 minutos de "Highland Song". Ambos os álbuns são necessários para respirar. Eu não vou dizer mais nada.  


Temas
A1 Things May Come and Things May Go, But the Art School Dance Goes on for Ever 00:00
A2 High Flying Electric Bird 05:06
A3 Someone Like You 9:24
A4 I Walk for Charity, Run for Money 15:13
B1 Then I Must Go and Can I Keep 20:45
B2 My Love's Gone far Away 24:38
B3 Golden Country Kingdom 27:28
B4 Firesong 30:40
B5 Country Morning 36:42



MojoThunder – Hymns from the Electric Church (2021/Mojothunder)

 Eu tinha sido vendido para o Kentucky Mojothunder como uma espécie de Gerorgia Satellites com riffs clássicos do AC/DC. Havia algo ..... pouco. Mas se assim fosse, eu não teria gostado tanto deles quanto do que vi ao vivo.



Apenas uma onda de choque de soul sulista, rock'n'roll, blues e hard. Que em muitos momentos se conecta com o lendário Terry Reid. Graças ao seu frontman superlativo, Sean Sullivan (vocais, guitarra, teclados). Perfeitamente apoiado por Bryson Willoughby (guitarra solo), Andrew Brockman (baixista showman) e Zac Shoopman (bateria). Um primeiro EP em 2019, “Loose Lips”, já alertava para a tempestade que estava por vir.

"Hinos da Igreja Elétrica" ​​descarrega com toda a plenitude de amálgamas dentro dos cânones sulistas mais ortodoxos (e não tão abundantes hoje!). "Jack's Axe" é uma bomba explodindo com estilhaços de "Let There be Rock", Black Crowes, Blackberry Smoke e Black Stone Cherry... Grade sul manual avançada e atualizada. Também herdeiros de Foghat, Point Blank ou Creed, porque a melodia é importante. E "Blackbird" é a luva desafiadora que os conecta com os anos 80 e pessoas esquecidas como Cry of Love ou Company of Wolves. Steve Conte produziria isso com mil amores!

A introdução de "Rising Sun" é como tirar o pó do velho vinil Blackfoot, com sua influência de Free/Bad Company, e aquela arrogância cafona tão rara nesses tempos pós-tudo de merda. A voz de Sullivan é uma maravilha. Como um jovem Paul Rodgers, Jess Roden ou Terry Reid. É bom ouvir suas técnicas de inflexão cheias de sentimento. O jogo de guitarra aqui é quase a liga Gorham-Robertson. "Soul" diz tudo em seu título. Um elemento básico e proeminente em seus esquemas, que eles manejam como um experiente homem de sessão dos anos 50 da Motown. A base rítmica mais os coros femininos se conectam diretamente com uma de suas grandes influências: Humble Pie. As guitarras explodem em ecos pantanosos do tipo Skynyrd. Sul profundo, excitante e perigoso na atmosfera. O boogie de "Fill me up"

Enquanto "Babylon" retorna ao velho sul assustador para um discurso retórico de fim de semana, "pacificador" na mão. Southern rock puro que foi ouvido nas estradas gordurosas do Alabama em 1972.

"Untitled # 69" é outro funk soul imundo destro com a merda ruim da James Gang, Jo Jo Gunne ou The Rockets. O passeio instrumental é típico de um Mustang selvagem, coloque um cavalo ou um carro em seu lugar preferencial. Os melhores e primeiros Black Crowes são invocados em "Bulleit" com a mesma graça e sal que os Robinson Bros.

O órgão convidado de TJ Lyle preenche com estilo e sabor formidáveis. E as guitarras duplas cantam ardentes e lascivas, numa luxúria elétrica que não aceita o “não” como proposição indecente. Eles superam as expectativas.

Por fim, "A New Dawn" traz de volta memórias e nostalgia de inúmeras festas ao ritmo da The Marshall Tucker Band ou da Atlanta Rhythm Section. Porque o romantismo e o desespero são parte essencial para compreender este tipo de registo, a priori apenas...... "efusivo".



Onde a dor e o amor se entrelaçam num anel indissolúvel da vida. E você tem que vivê-lo, que diabos.

Mojothunder colocou todas as facilidades para fazê-lo. Com honras ...... sulista.


          

ROCK ART

 


RATA BLANCA - El Camino Del Fuego (2002, Avispa)

Em 15 de agosto de 1987, o Rata Blanca estreou no clube argentino Luz y Fuerza. Em 2002, e depois de uma longa lista de discos atrás de si, Walter Giardino regressa com a sua habitual banda através de El Camino Del Fuego. Ele, assim como seu amado Ritchie Blackmore fez em sua época, fechou uma gaveta de sua história para poder abrir uma nova. Assim se confirma em 98 a dissolução do Rato e o nascimento de Walter Giardino Temple. Mas este projeto, e continuando com as semelhanças que encontramos com o Rainbow, não conseguiu manter a mesma formação ao longo de toda a sua carreira. No final, Giardino e Barilari mais uma vez reunidos sob o teto do mesmo grupo, decidiu-se resgatar um nome que havia conseguido arder no coração de todos os amantes do gênero. É assim que Rata Blanca renasce de suas cinzas.



Como é lógico, eles tiveram que verificar se o público ainda queria suas músicas, que eles queriam uma segunda juventude para a banda e que estariam na expectativa diante de um possível novo material. Foi assim que, em 2000, surgiu a ideia de publicar uma dupla compilação, Grandes Canções, um aperitivo para fazer verde os nossos louros. Mas, como disse no início, tivemos de esperar até 2002 para podermos verificar o que o Rato escondia por detrás do seu novo trabalho de estudo, e a surpresa não é indigna. 

A afirmação feita por Glenn Hughes em sua época, dizendo que Walter Giardino é o guitarrista mais influenciado e mais parecido com Blackmore – palavra de “La Voz del Rock” – é mantida. Em "El Camino del Fuego" mantêm-se aqueles matizes renovadores que Ritchie deixara impressos no seu Stranger In Us All e que Walter soube transmitir à sua Tempering mas, e isto é essencial, não perderam aquele sabor clássico das obras como Wizards, Swords and Roses ou Rainbow Warrior.



Desde a primeira audição você já sentirá como seu ouvido está preso a certas músicas, melodias que serão difíceis de separar de seu cérebro. Da composição de iniciação ao hard rocker que é "El Amo Del Camino" à balada com reminiscências blues que se esconde atrás de "Cuando La Luz Oscurece" (cem por cento blackmoriana), passando pela sua fundamental "Volviendo a Casa" com coros que somam em uma música já perfeita. Também não devemos deixar para trás aqueles cílios “Painkiller” de “En Nombre Dios?” ou o novo aceno para o homem de preto e seus comparsas com “Lluvia Púrpura”. Em suma, um retorno que vai emocionar mais de um. Crianças, que bom que vocês vieram!


Temas
00:00 El amo del camino
04:12 Volviendo a casa
09:41 La canción del guerrero
14:45 Abeja reina
19:07 Lluvia Purpura 
23:48 Señora furia
28:03 Sinfonía fantástica
37:37 Cuando la luz oscurece 
45:24 En nombre de Dios?
51:00 Caballo salvaje


Dan Montgomery – Cast-Iron Songs and Torch Ballads (2023)

 

Dan MontgomeryCast Iron Songs and Torch Ballads é o sétimo álbum de Dan Montgomery , nativo de Memphis , em uma carreira musical de mais de 20 anos. É um disco de rock de colarinho azul bastante direto, o tipo de coisa que se espalha pelo firmamento americano. Tem guitarras crocantes com grandes riffs, uma sensibilidade forasteira bem gasta e pessimista e uma radiância rock n roll urgente que exige atenção. Não é um disco único ou mesmo particularmente inovador, mas é um álbum muito bom. Nascido na Filadélfia, florescendo em South Jersey e agora residente em Memphis por mais de 20 anos, Montgomery experimentou uma carreira peripatética que mudou de feitiços sem qualquer propósito artístico real para outros períodos de resolução e foco musicalmente conduzidos. Essas mudanças têm, em…

MUSICA&SOM

…ocasião, caracterizada por flertes com substâncias indesejáveis, embora sua afirmação de ser o único agente da indústria da música a ter largado as drogas em turnê com uma banda de rock possa ser um exagero. Sua passagem de cinco anos como gerente de turnê e técnico de som da banda Ben Vaughn Combo claramente teve um impacto positivo de várias maneiras, principalmente para nossos propósitos de persuadi-lo a assumir o bastão artístico para sua própria expressão.

Agora estabelecido em Memphis – onde ele conseguiu um emprego em tempo integral em uma cantina de hospital como uma “lanchonete realmente peluda e feia” – Montgomery se qualificou para seu cartão ferroviário sênior e cresceu em um processo de gravação e tocando ao vivo com um relativamente bando de colaboradores assentados. 'Cast Iron Songs and Torch Ballads' é o resultado mais recente dessa continuidade e é anunciado como Montgomery retornando às suas “raízes do rock cru” de tocar em bandas de garagem na Pensilvânia. Ele relata ter adquirido um Danelectro, que ele conectou e “novas músicas imediatamente surgiram. E eram músicas com riffs”. Continuando a descrever que “foi uma loucura experimentar meu eu atual cantor/compositor, encontrando aquele garoto Classic Rock do passado”. Tais reflexões sugeririam que ele tem guardado suas inclinações mais roqueiras,

Na verdade, esta é uma declaração de posicionamento que ouvimos antes na narrativa de Montgomery. 'Cast Iron Songs and Torch Ballads' não é realmente o que chamaríamos de 'cru' ou, aliás, de 'rock', brilhando com um brilho um pouco mais comercial e algumas inclinações mais tensas do mainstream do que os esforços anteriores. O álbum ainda é um rock, embora de uma maneira consumadamente habilidosa, em vez de alegremente desequilibrada. É entregue por Montgomery e sua equipe de colaboradores com um compromisso real com seu propósito e uma crença palpável nas canções. A versátil contribuição do produtor e guitarrista Robert Maché ajudando a materializar a visão do disco, juntamente com as inimitáveis ​​contribuições vocais de Candace Maché (“Ela é uma cantora incrível… um dos meus instrumentos favoritos em nossa banda”). Ao longo do disco há claramente uma afinidade entre os protagonistas; eles tocam juntos há algum tempo e têm uma ligação evidentemente mais próxima do que apenas a música. Eles são empáticos com as canções líricas, quase literárias de Montgomery, e os poucos floreios de produção evidentes nunca impedem o poder e o ímpeto das apresentações.

As músicas surgem como uma jukebox de rock de raiz sulista cuidadosamente selecionada, misturando ritmos familiares, grooves, riffs e melodias do country, rock, blues e soul playbook. Eles se mantêm dentro desse conjunto relativamente estreito de parâmetros, nunca se afastando muito do caminho percorrido por suas gravações anteriores e suas influências declaradas. O álbum abre com 'Start Again', uma requintada fatia de country-soul à la Tony Joe White sobre novos começos e saboreando o momento, que é uma espécie de tema para todo o álbum. 'Lonesome Train' é apenas isso, uma canção de história com infusão de rockabilly com ritmo ferroviário sobre um personagem traiçoeiro enfrentando sua viagem final no metafórico (representando morte ou justiça talvez, em vez de tempo ou tentação) “longo trem de volta” levando-os “ lá em cima”. A bateria embaralhada e os vocais em dueto aprimoram a sensação dos velhos tempos e a música parece Johnny e June liderando os Old 97s. A aposta de rock do álbum é ainda mais elevada pela colisão glamourosa de 'Sort it All Out' de 'Spirit in the Sky' e 'Blockbuster', a rajada de guitarra punk de 'In for a Penny' e os riffs de Angus Doppelganger texano de Young em 'Rock Hard'. Quando as coisas desaceleram com 'Baby Your Luck's Running Bad', Montgomery canaliza Lambchop e Matthew E White para entregar uma adorável balada de 'perdedor'.

O melhor de tudo, porém, é a peça central do álbum 'Beaumont', uma “história verdadeira” se nosso narrador não confiável é para ser acreditado. Chega como uma música do Paisley Underground deixada por Dan Stuart, sendo regravada pelo Dream Syndicate. A história abre com o dístico do ano até agora: “ela se mudou para um trailer, com um marinheiro bêbado, mas não conseguia manter as coisas em forma de navio” e ao longo de 6 minutos gloriosos se transforma em uma tela widescreen, quase épica , produção com backing vocals exuberantes e o que soa como um arranjo de cordas (sem créditos) retirado diretamente do período Ocean Rain dos Bunnymen. Nenhuma dessas referências é uma surpresa ao reconhecer que o produtor Maché tocou e produziu Steve Wynn e os Continental Drifters, entre outros.

Como um aceno final para os antecedentes deste álbum, é um grande elogio notar que a vibe jukebox de 'Cast Iron Songs and Torch Ballads' reacende nada menos que um espírito do chocantemente subestimado Jon Dee Graham. Apesar de todas essas influências evidentes, o disco consegue soar inimitável e inquestionavelmente como Montgomery e mais ninguém. Tem uma personalidade que brilha; sério, comprometido e sempre tão ligeiramente enforcado, mas sempre com um sorriso de lado astuto e travesso que nunca permite que as coisas fiquem muito sombrias. Desta forma, o álbum nos envolve diretamente; mostrando-nos como são as coisas no lado negro, mas oferecendo-nos a possibilidade de fuga através do humor e da conexão que sempre podem ser encontrados no cerne deste trabalho.

Marty Stuart and His Fabulous Superlatives – Altitude (2023)

Marty StuartEm 2018, Marty Stuart e seus sempre fabulosos Superlativos cruzaram o país como reserva para os membros originais do Byrd, Chris Hillman e Roger McGuinn. Eles estavam participando de uma extensa turnê, em homenagem ao 50º aniversário de seu álbum seminal, Sweetheart of the Rodeo .
A turnê completou o ciclo da vida de Stuart, a gravação arquetípica exerceu um efeito poderoso e duradouro sobre ele, considerando-a “o projeto da minha vida”. A turnê com os dois Byrds originais o levou a escrever canções em ônibus, camarins e passagens de som, tudo influenciado pelo country progressivo do disco de 1968.
O resultado é este excelente álbum de 14 faixas. Ele começa com o primeiro dos três instrumentais, todos intitulados 'Lost Byrd Space Train', apenas alterados…

MUSICA&SOM

…por “partes 1, 2 e 3”. Nos 45 minutos seguintes, Stuart e sua banda, que são tão fabulosos quanto o nome sugere, atravessam o country clássico, o rock robusto e o vibrante rockabilly com um entusiasmo nervoso, elétrico e até juvenil, que desmente as cinco décadas de Stuart no gênero.

Do sotaque de rock de 'Time to Dance', que apresenta guitarra distorcida no estilo Hendrix, à doce faixa-título em tempo de valsa que poderia ser uma joia perdida de George Jones, a abordagem eclética de Stuart alterna entre experimental e purista.

A pomposa 'Night Riding' visita o território do jazz noir com seu walking bass e surf guitar reverberado, enquanto ele canta “its cinematic in my windshield”. Adicione o lacônico "The Sun Is Quietly Sleeping", com influência dos Beatles, com seu acompanhamento clássico de trio de cordas, e você terá uma ideia da colorida paleta musical que Stuart pinta.

Para a divertida 'Tomahawk', uma batida dupla leva Dylan's Highway 61 , enquanto Stuart canta “nós vivemos, amamos, rimos, morremos – sempre em fuga”, um reflexo de sua vida como um músico itinerante. Ele invoca o espírito de Gram Parsons - o arquiteto conceitual de Sweetheart - com 'Vegas'; como provavelmente um aceno para 'Ooh Las Vegas' do ícone americano, Stuart também combina cepas de Chuck Berry com Tom Petty para o gorducho 'Country Star'.

Os tradicionalistas que sentiram que a coleção anterior da roupa se desviou muito do caminho psicodélico podem se tranquilizar. Este acompanhamento retorna o som de Stuart às suas raízes, enquanto ainda expande as perspectivas da música country em áreas diversificadas e criativamente desafiadoras.

Brandy Clark – Brandy Clark (2023)

 

Brandy ClarkO amor dói, o amor consome e, ocasionalmente, o amor eleva, de acordo com Brandy Clark. Em seu absorvente quarto álbum autointitulado, esta perspicaz cantora e compositora cataloga diversas variedades de amor, do romântico e ganancioso ao familiar e espiritual, fazendo com que o mais universal dos tópicos pareça novo e urgente.
Brandy Clark é produzida por Brandi Carlile, que parece passar tanto tempo apoiando a música de outros (Joni Mitchell, Tanya Tucker, et al.) hoje em dia quanto ela mesma tocando. Evitando arestas, ela cria uma paisagem pop elegante destacada por teclados, cordas e harmonias vocais de tirar o fôlego. Entre os divinos backing vocals estão Jess Wolfe e Holly Proctor of Lucius e a própria Carlile.

MUSICA&SOM

Os puristas de raízes em busca de autenticidade à moda antiga encontrarão traços de aço e banjo, mas Clark mantém a tradição country de outras maneiras. Escrevendo ou co-escrevendo todas as músicas, ela se concentra em detalhes de vidas comuns moldadas por bondade, raiva ou desejo. Raramente levantando sua voz graciosa para fazer um ponto, Clark permite que as letras perspicazes e francas façam o trabalho pesado. O contraste entre a coragem emocional de seus contos e o som polido é impressionante.

Brandy Clark abre com uma nota teatral atípica com “Ain't Enough Rocks”, uma história sinistra de um marido abusivo recebendo o castigo final de irmãs vingativas. Ladeado por uma guitarra slide desagradável de Derek Trucks, Clark relembra calmamente: “Os policiais culparam o fígado / Então eles nunca drogaram o rio / Essas garotas nem tremem / Quando estão pescando naquela doca”.

Embora outras faixas passem facilmente no teste de Bechdel, qualquer pessoa que se preocupe profundamente com outra pessoa - de maneiras benignas ou doentias - pode se relacionar com as situações que Clark evoca tão vividamente. A comovente “She Smoked in the House” lembra uma avó amada e rude que ouvia “Loretta and Hag” e seguia suas próprias regras. Quando Clark suspira, “Eu odeio cigarros / Mas com certeza sinto falta dessa fumaça”, espere derramar uma lágrima ou duas.

Em outro lugar, Clark interpreta o amante altruísta em “Come Back to Me”, gentilmente dizendo a um parceiro inquieto para “experimentar o mundo inteiro se sentir necessidade” e prometendo esperar de braços abertos se horizontes mais amplos não satisfizerem. Na tempestuosa “All Over Again”, ela é a volátil, presa em uma relação viciante de amor e ódio, enquanto a balada caseira “Best Ones” revela puro prazer. Clark e Carlile trocam versos na melancólica e introspectiva “Dear Insecurity”, onde a promessa de um novo romance colide com velhos hábitos enraizados na auto-sabotagem.

O álbum também pode acalmar, seja confortando um coração partido em “Up Above the Clouds” ou dando coragem a um amigo desiludido em “Take Mine”. Dos apetites primitivos à empatia que conserta a alma, Brandy Clark soa verdadeiro.


Destaque

Actitud Modulada - Actitud Modulada II (2019)

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