quinta-feira, 5 de outubro de 2023
O último show dos Genesis com Gabriel e Hackett
Em 1977, o single “Solsbury Hill” de Peter Gabriel estreou na Billboard Hot 100 dos EUA em # 90
Em 1977, o single “Solsbury Hill” de Peter Gabriel estreou na Billboard Hot 100 dos EUA em # 90
Essa é uma das minhas músicas favoritas…
Depois de deixar as lendas do rock progressivo Genesis em meados de 1975 (a banda que ele começou no final dos anos 1960 com os amigos de escola Tony Banks e Mike Rutherford), Gabriel teve aulas de música e começou a escrever canções para seu primeiro álbum solo.
Quando ele finalmente lançou o álbum em 1977, "Solsbury Hill" se tornou seu primeiro single solo.
Gabriel disse sobre o significado da música: "É sobre estar preparado para perder o que você tem pelo que você pode conseguir... É sobre deixar ir"; então tem elementos autobiográficos da grande decisão dele de deixar o Genesis e seguir carreira solo.
A música com o compasso incomum 7/4 alcançou a posição # 13 no Reino Unido e na Holanda, # 16 na Alemanha, # 17 na Bélgica e # 68 na Billboard Hot 100 dos EUA.
Para sua informação - Solsbury Hill é uma pequena colina de topo plano (e local de um forte na colina da Idade do Ferro), localizada acima da vila de Batheaston em Somerset, Inglaterra.
Em 1970, o Led Zeppelin lançou o LP "Led Zeppelin III" (5 de outubro)
Neste dia de 1970, o Led Zeppelin lançou o LP "Led Zeppelin III" (5 de outubro)
Depois de uma agenda cansativa de turnê, Robert Plant sugeriu a Jimmy Page que eles se afastassem de tudo para encontrar inspiração para escrever músicas para seu próximo e tão aguardado álbum.
Ele sugeriu Bron-Yr-Aur, uma casa de campo do século 18 em Snowdonia, País de Gales, onde estivera anteriormente com sua família, no topo de uma colina com vista para o Vale Dyfi, três milhas (4,8 km) ao norte da cidade mercantil de Machynlleth.
Página lembrada:
“Robert (Plant) e eu fomos para Bron-Yr-Aur em 1970. Tínhamos trabalhado solidamente até aquele momento. Até as gravações foram feitas na estrada.
Tivemos esse tempo livre e Robert sugeriu o chalé. Eu certamente não tinha estado naquela área do País de Gales.
Então levamos nossas guitarras até lá e tocamos alguns trechos.
Essa paisagem maravilhosa, a vista panorâmica e ter os violões... era algo automático de se tocar.
E começamos a escrever…”
As forças criativas do Zeppelin queriam especificamente uma mudança de direção, para mostrar que podiam tocar qualquer estilo de música que quisessem, e a remota casa de campo no País de Gales, com belas paisagens e sem água corrente ou energia elétrica, encorajou uma ligeira mudança de direção musical para o banda e inspiração para uma ênfase em arranjos acústicos.
Page explicou mais tarde que a tranquilidade de Bron-Yr-Aur contrastava fortemente com a turnê contínua de 1969, afetando o tom geral das composições e o domínio dos violões.
O vinil original do Led Zeppelin III foi embalado em uma capa dobrável com uma capa inovadora, desenhada por Zacron, um artista multimídia que Page conheceu em 1963, enquanto Zacron era estudante no Kingston College of Art.
Tornou-se uma capa de álbum icônica da época…
E o álbum foi um sucesso mundial, alcançando o primeiro lugar nos EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Itália, Suécia e Dinamarca, e alcançando o Top 5 na Holanda, Alemanha, França, Noruega e Finlândia.
Há exatos cinquenta anos, neste dia de 1973, Elton John lançava o LP “Goodbye Yellow Brick Road” (5 de outubro)
Há exatos cinquenta anos, neste dia de 1973, Elton John lançava o LP “Goodbye Yellow Brick Road” (5 de outubro)
O álbum duplo é sem dúvida o melhor de Elton John, com sucessos como "Candle in the Wind", o single número 1 dos EUA "Bennie and the Jets", "Goodbye Yellow Brick Road" e "Saturday Night's Alright for Fighting".
Vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo e alcançou o primeiro lugar nos EUA, Reino Unido, Austrália e Canadá.
Em 2003, “Goodbye Yellow Brick Road” foi incluído no Hall da Fama do Grammy.
Em 2020, o álbum ficou em 112º lugar na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.
Um LP clássico dos anos 70, com capa icônica.
Stephen Malkmus – Traditional Techniques (2020)

A eterna voz dos Pavement atira-se finalmente ao álbum acústico, conseguindo um trabalho sereno, bonito e onde abraça influências até aqui não detectadas
Os últimos anos têm sido abençoados para Stephen Malkmus, com um fluxo de actividade e criatividade que o coloca perto do topo de forma. Senão vejamos: em 2018, com os Jicks, editou o fabuloso Sparkle Hard, talvez o melhor álbum da sua carreira pós-Pavement e que ficou em quarto lugar na nossa lista de melhores discos desse ano; em 2019, atirou-se a Groove Denied, registo a solo onde brincou às electrónicas; e em 2020 tem agendados concertos com os Pavement nos festivais Primavera de Barcelona e do Porto. A juntar a isto, este foi também o ano de Traditional Techniques, o “disco acústico” que tem insinuado há algum tempo, e que agora chega finalmente às lojas.
Malkmus, como bom filho dos anos 90, deve a sua vida à guitarra eléctrica. Tirando os discos dos Silver Jews, do seu amigo David Berman, em que participou – e numa ou outra coisa a solo, a guitarra acústica sempre foi, para si, mais uma coisa para estar lá escondida na mistura e raramente foi fio condutor e estruturante dos temas. Estava na hora.
Que Malkmus é capaz de fazer uma melodia bonita – e que isso poderia perfeitamente funcionar no registo acústico – não é novidade para ninguém. A novidade é que ele não se limitou a manter o mesmo modo de funcionamento, apenas em formato unplugged. Em Traditional Techniques, gravado com vários músicos de projetos diferentes, o nosso slacker preferido não foi pelo caminho do mais do mesmo, sem electricidade. Em vários temas, como logo na abertura com “ACC Kirtan”, estão evidente influências de ritmos e temas orientais, cores e matizes que nunca lhe tínhamos ouvido.
Essa é uma das forças deste disco, a forma como a voz de Malkmus está ao centro do tudo, chamando-nos para si como sempre, enquanto lá atrás há toda uma série de coisas a acontecer: flautas (como na lindíssima “What Kind of Person”), cítara, bandolim, até tablas indianas. Já “Xian Man” explora tonalidades também indianas mas num improvável cruzamento com a country e uma guitarra eléctrica (sim!) possuída e que faz ali todo o sentido. “The Greatest Own in Legal History” está novamente em território country, sendo uma das músicas mais próximas do legado Malkmus, adornada por uma adorável guitarra slide, lenta como um fim de tarde no Texas.
“Shadowbanned” é um cruzamento entre música oriental e country alternativo, com toques deliciosos de cítara num ambiente marcado pelo psicadelismo. Em “Brainwashed”, adornado com um esparso e delicado piano eléctrico, temos a irresistível preguiça de Malkmus, que nos dá as palavras como se estivesse, despenteado, acabado de despertar, ainda no sofá. Em “Amberjack”, a surpresa é a forma comprometida e intensa como ele se entrega ao tema, como se pela primeira vez deixasse cair a máscara de eterno adolescente slacker para mostrar o homem que por lá vive, depois dos 50 anos de idade.
Traditional Techniques é, assim, um disco muito mais surpreendente do que se poderia esperar, debaixo de uma capa aparentemente simples. Stephen Malkmus não é exactamente conhecido por se aventurar muito para além das suas paisagens conhecidas e que tanto amamos. Aquilo que os últimos dois discos nos mostram é que há por ali mais, muito mais, do que imaginávamos, tanto tempo depois. Este é um álbum que nos remete para uma cabana isolada, numa primavera ainda insegura ou num início de outono maduro. É um disco sereno, muito bonito, e que nos vai conquistando, com segurança, pouco a pouco.
E é, arriscamos, uma compra obrigatória para os fãs deste talentoso senhor, com um espaço muito próprio e digno dentro da sua extensa discografia.
Arthur Russell – Iowa Dream (2019)

Arthur Russell era um precursor, por outro, também era o rapaz da cidade pequena procurando ajustar o adulto na cidade grande.
Iowa Dream é um campo lexical dessa fase de transição, onde encontramos a inocência que lhe confere uma bolha de intimidade, ao mesmo tempo que reconfigura a linguagem do pop em algo com enorme profundidade.
Não é fácil classificar a música de Arthur Russell. Mas, verdade seja dita, quem é que o quererá fazer? A obra deste norte americano constrói-se em camadas sobre camadas de géneros musicais e é uma cápsula do tempo contendo o cenário fervilhante em que Nova Iorque se encontrava nos anos 70/80 com os intelectuais da época que viam naquele quadrado de espaço e de tempo um lugar para experimentar um pouco de tudo. E com Arthur Russell não foi diferente. Absorvendo as múltiplas possibilidades e engenhos que a cidade oferecia, o músico rompeu as ligações à sua formação clássica (sobre a qual já sentia algumas divergências) e foi construindo um percurso enquanto compositor, produtor, cantor e violoncelista (aliás, algumas das imagens mais conhecidas de Russell são dele acompanhado do seu violoncelo). Além de tudo isso, eram constantes as colaborações com diversos artistas do mundo ungerground novaiorquino. Da electrónica à disco e ao pop, das spoken words às raízes de música clássica, ele conseguia coser todos estes elementos e produzir um som singular e vanguardista. Era, sem dúvida, um músico prolífico em todos os segmentos, mesmo tendo lançado apenas um álbum (World of Echo) gravado em estúdio, sem nenhuma das colaborações habituais.
Depois da sua morte (como muitos da sua geração, Russell faria parte da terrível lista de vítimas de SIDA), foi encontrado um arquivo que o norte-americano deixara de gravações de experimentações e composições, algumas até incompletas, e a partir das quais Steve Knutson – responsável pelo espólio musical – e Tom Lee, companheiro de longa data do artista, editariam alguns álbuns póstumos. Iowa Dream é a compilação mais recente, a dar contas da tal proliferação do músico e cujo título vem recuperar um pouco as suas origens. E por origens, não me quero cingir apenas às geográficas, não. Se por um lado, Arthur Russell era um precursor, por outro, era também o rapaz da cidade pequena procurando ajustar o adulto na cidade grande. Essa mesma inocência que o acompanhava era o que lhe permitia conferir uma bolha de grande intimidade e doçura às suas composições e reconfigurar a linguagem do pop em algo com enorme profundidade.
É logo com a primeira faixa que deixamos prender a nossa atenção, quando escutamos, entre a sonoridade algo infantil do piano e vibrafone, as primeiras palavras “I’m a Wonder Boy / I can’t do nothing” ecoando a consternação de Russell que se via, com repetição, limitado por terceiros para compor e produzir a sua música livremente. “Iowa Dream”, por sua vez, é uma alegoria sobre uma vida no passado, um alegre hino aos dias em Oskaloosa, a sua cidade natal, em contraste com a frenética “Barefoot in New York”, um retrato visual e sonoro do turbilhão dos ritmos da cidade. Mas o caminho também se faz com amor, devastadoras palavras mas cheias de amor, como quando regressamos a “Words of Love” e repetimos “But if I could convince you that these are words of love / The heardache would instantly remain / But the pain would be gone”. E isto é tudo a que podemos aspirar.
Robyn Hitchcock – Robyn Hitchcock (2017)

Robyn Hitchcock é o último disco de Robyn Hitchcock. Tem apenas três anos de vida, mas já nasceu maior de idade. O músico londrino continua a espalhar a magia do costume, nós é que, por vezes, não damos conta disso.
Já tudo se disse sobre Robyn Hitchcock, embora cada vez se saiba menos sobre ele. Vai aparecendo com regularidade, vai dando digressões, mas é cada vez mais (embora sempre tenha sido) um artista de culto, sem a exposição que mereceria se o mundo fosse justo e benévolo em relação aos grandes, que verdadeiramente nunca o foram em termos de aceitação massiva. Não nos queixemos. Não vale a pena, sobretudo quando vamos tendo, mesmo assim, todos os meios para continuarmos a ouvir aqueles que muitos outros põem de lado, à borda do prato.
Para os que não se enquadram no culto Hitchcockiano, lembremos que o músico inglês não começou em nome próprio, mas escondido por detrás dos saudosos The Soft Boys, banda que surgiu nos finais dos anos 70, e que lançou, por exemplo, o ótimo Underwater Sunlight (1980). Depois disso, lançou-se numa carreira a solo, digamos assim, com um ou outro intervalo para se fazer acompanhar pelos Egyptians ou para fazer nascer e crescer uma banda de amigos, os The Venus 3, com Peter Buck (R.E.M.), Scott McCaughey (Young Fresh Fellows) e Bill Rieflin (Ministry), tendo editado 3 álbuns de estúdio. Toda a sua longa carreira foi marcada por discos de génio, canções maiores do que a vida, e uma enorme resiliência em manter-se à tona da turva e enganadora água que tantos talentos foi afogando ao longo dos anos. Robyn Hitchcock, felizmente, está vivo, bem vivo até, e a sua última prova de vitalidade fez-se com Robyn Hitchcock, disco homónimo que agora apreciamos.
Pode ser que não entre à primeira, mas vale a pena insistir. É quase sempre assim com o músico nascido em Paddington, Londres. Mas há um foicinho de fascínio que vai ficando, vai entrando até tomar conta dos nossos ouvidos de maneira segura. Com este disco de 2017, há canções que, de tão orelhudas, se acomodam imediatamente em nós. São exemplos perfeitos do que dizemos os temas “I Want To Tell You About What I Want”, “Mad Shelley’s Letterbox” ou “Sayonara Judge”, sendo esta última a mais bonita e delicada de todo o disco. No entanto, outras vão ganhando o seu espaço até ficarem na “linha da frente”, firmes nas suas elegantes identidades. “Time Coast”, “Detective Mindhorn”, “I Pray When I’m Drunk” e “1970 in Aspic” cabem bem nesse lote. Ou seja, Robyn Hitchcock (o álbum) acaba por ser mais um dos muitos triunfos que Robyn Hitchcock (o músico) foi sabendo fazer nas várias décadas que leva nas pernas.
A voz continua inconfundível e extraordinariamente melodiosa, as guitarras insistem em ser protagonistas, as canções continuam a fazer eco das principais referências do músico inglês (Dylan, Beatles, Syd Barrett), mas também fazendo lembrar XTC, The Feelies e Julian Cope dos anos 80 e 90, entre outros mais. No entanto, todo este caldeirão de influências e referências são traduzidas numa voz artística bastante única, facilmente identificável e recomendável.
O prazer de ouvir Robyn Hitchcock ganha-se com o tempo, não fosse o tempo o maior filtro para todas as coisas, sobretudo para a qualidade. O seu pop-rock alternativo, o seu particular psicadelismo, o seu college rock, mas sobretudo a sua límpida escrita de canções, todos esses aspetos são os ingredientes que nos fazem gostar tanto de Robyn Hitchcock, tanto o músico como o disco de 2017, o seu último trabalho de estúdio até à data. Esperemos pelo próximo, portanto. Mas se entretanto a espera se prolongar, há tanto para ouvir que o difícil é escolher por onde começar. Felizmente!
BIOGRAFIA DOS Alter Bridge
Alter Bridge
Alter Bridge é uma banda americana de hard rock e metal alternativo formada em 2004, em Orlando, Flórida.[3]
A banda surgiu como um novo projeto do guitarrista e compositor Mark Tremonti, do baterista Scott Phillips e seu antigo companheiro, o baixista Brian Marshall, com a pausa nas atividades de sua antiga banda Creed, quando esses três músicos contrataram Myles Kennedy, ex-vocalista do The Mayfield Four, e atual vocalista da banda de Slash, como vocalista principal e, mais tarde, também guitarrista.[3]
A sonoridade do Alter Bridge tem sido descrita como hard rock, post-grunge, metal alternativo e às vezes metal progressivo, tendo a banda desde canções pesadas, mais ligadas ao heavy metal, até as mais leves e que são executadas em formato acústico nas apresentações ao vivo.[4]
História
Formação
Com a pausa do Creed em 2004, Mark Tremonti e Scott Phillips resolveram criar um projeto que, segundo Tremonti "era algo que ansiava não apenas profissionalmente, mas também pessoalmente. Algo mais voltado ao rock & roll" ou seja, algo mais introspectivo, com mais sentimento, mas sem perder o peso e a melodia. Os dois passaram a tocar a dois sempre que tinham tempo. "Nós começamos a perceber que partilhávamos a mesma visão, e com isso, ficamos ansiosos de voltar aos palcos" - disse Tremonti.
Chamaram então seu amigo Brian Marshall, que saiu do Creed após sérias desavenças com o vocalista Scott Stapp. A essa altura, Marshall trabalhava como produtor no seu estúdio caseiro, mas aceitou prontamente a proposta. "Quando recebi a ligação de Mark, consegui perceber, pelo seu tom de voz, que o Alter Bridge era um projeto acerca do qual ele estava realmente empolgado" - conta Marshall.
Faltava ainda uma voz para dar mais força às canções, chamaram então o ex-vocalista do Mayfield Four, Myles Kennedy. Tremonti conhecia Myles de uma turnê do Creed em 1998, na qual tocaram com a antiga banda de Myles. Estava completa então a formação do novo projeto idealizado principalmente por Tremonti.
One Day Remains: 2004–2006
Seu primeiro álbum foi gravado na mesma gravadora do Creed e também a do projeto solo de Scott Stapp, a Wind-Up Records. O álbum foi intitulado One Day Remains e foi lançado mundialmente no dia 10 de agosto de 2004.
Podem-se perceber nas canções algumas inevitáveis lembranças do Creed, mas isso é esperado, já que Tremonti participava ativamente da composição das canções do Creed e compôs este álbum praticamente sozinho, tendo a ajuda de Myles em algumas canções.
Começaram com o single "Open Your Eyes" de 2004, que se mostra a canção mais voltada à divulgação do álbum, mas nem por isso é de pouca qualidade. Lançaram o single "Broken Wings" em 2005. Uma das faixas especiais do álbum é a canção intitulada "In Loving Memory", de autoria de Tremonti, que foi feita em homenagem à sua mãe que faleceu devido a um câncer.
Blackbird: 2007–2009

O grupo lançou seu segundo álbum de estúdio em 8 de outubro de 2007, intitulado Blackbird. Estreou na 37ª posição no UK Albums Chart, e na 2ª posição no UK Rock Albums Chart. Nos Estados Unidos, o disco estreou na 13ª posição na Billboard 200 e na 4ª posição na Billboard Rock Album, com vendas superiores a 47 mil cópias na primeira semana.[5]
Nota-se nesse álbum uma pequena mudança do som feito pela banda, no instrumental, que ganhou mais peso. Ela se distancia mais ainda no que refere a semelhanças com o Creed, mas sem perder o som bem mais melódico e bem arranjado que o diferencia da antiga banda da maioria seus membros.
AB III: 2010–2012
A nova página do MySpace para o DVD ao vivo foi criada. Mais tarde foi revelado pelo diretor Dan Catullo que quatro versões do DVD seriam lançadas, o primeiro dos quais foi lançado em 4 de agosto, e foi um único disco versão vendida exclusivamente em locais durante a turnê do Alter Bridge. O vocalista Myles Kennedy emitiu um pedido de desculpas aos fãs pelo atraso na sua página do MySpace e do site oficial da banda.
No início de 2010, a banda entrou em estúdio para começar a fase de pré-produção do terceiro álbum. O disco, intitulado AB III, foi gravado entre fevereiro e abril de 2010, em Miami. O álbum conta com 14 faixas inéditas da banda e foi lançado no dia 11 de outubro.
Fortress: 2013
No ano de 2013 o grupo esteve novamente em estúdio para a gravação do quarto álbum da carreira, intitulado Fortress. O disco, contendo 12 faixas, teve seu lançamento no dia 8 de outubro na América do Norte, e no dia 30 de setembro no restante do mundo.
The Last Hero: 2016 - 2018
Desde meados de 2015, a banda vinha em processo de gravação e composição das músicas do novo álbum, que foi anunciado no site oficial dia 26 de julho. Foram lançados dois singles no Spotify, que são: "Show me a Leader" e "My Champion",[6] essa última foi liberada no dia 8 de Setembro. O lançamento previsto do CD na íntegra está para o dia 7 de outubro com pré-venda já disponível.[7]
Walk the Sky: 2019 - atualmente
Em junho de 2019, Alter Bridge anunciou uma turnê de arena no Reino Unido com Shinedown, Sevendust e The Raven Age a partir de dezembro de 2019, e que seu sexto álbum de estúdio, Walk the Sky, seria lançado em 18 de outubro de 2019.[8] "É como um filme de John Carpenter - esse tipo de vibração da velha onda de sintetizadores", explicou Mark Tremonti em uma entrevista em 2019 com a Kerrang!, discutindo o Walk the Sky. "Alguém pode ouvir o disco e não tem idéia do que se pretendia, mas, para um lote de músicas, eu toquei em alguns loops antigos que criei ou encontrei aleatoriamente on-line, e trabalhei com eles em segundo plano para me inspirar a entrar em um direção diferente. Adorei trabalhar assim. Desafiamo-nos a não nos repetir e encontramos uma nova inspiração para adicionar uma camada diferente ao que fazemos. É particularmente desafiador quando você tem tantos registros, mas quando mostrei a Myles o que eu era pensando, ele absolutamente adorou e estava a bordo imediatamente." [9] O portal Loudwire o elegeu um dos 50 melhores discos de rock de 2019.[10]
Integrantes
- Myles Kennedy - vocal, guitarra rítmica (2004-Presente)
- Mark Tremonti - guitarra solo, vocal de apoio (2004-Presente)
- Brian Marshall - baixo (2004-Presente)
- Scott Phillips - bateria, percussão (2004-Presente)
Discografia
Álbuns de estúdio
- 2004 - One Day Remains
- 2007 - Blackbird
- 2010 - AB III
- 2013 - Fortress
- 2016 - The Last Hero
- 2019 - Walk The Sky
- 2022 - Pawns & Kings
Álbum ao vivo
- 2009 - Live from Amsterdam
- 2012 - Live at Wembley Stadium
- 2017 - Live at the O2 Arena + Rarities
- 2018 - Live at the Royal Albert Hall
Singles
| Ano | Canção | Posições nas paradas | Álbum | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Hot 100 | Main Rock | Mod Rock | UK Rock | |||
| 2004 | "Open Your Eyes" | 123 | 2 | 24 | — | One Day Remains |
| 2005 | "Find the Real" | — | 7 | — | — | |
| "Broken Wings" | — | 29 | — | — | ||
| 2007 | "Rise Today" | — | 3 | 32 | 3 | Blackbird |
| 2008 | "Ties That Bind" | — | — | — | 3 | |
| "Watch Over You" | — | 19 | — | — | ||
| "Before Tomorrow Comes" | — | 29 | — | — | ||
| 2011 | "Isolation" | — | 1 | — | — | AB III |
| 2013 | "Addicted To Pain" | — | 4 | — | — | Fortress |
| 2016 | "Show Me a Leader" | The Last Hero | ||||
| "My Champion" | ||||||
Trilhas sonoras
| Ano | Título | Álbum |
|---|---|---|
| 2005 | "Save Me" | Elektra: The Album |
| "Shed My Skin" | Fantastic 4: The Album | |
| 2008 | "Rise Today" | Terminator: The Sarah Connor Chronicles |
| 2011 | "Isolation" | Dirt 3 |
Estraca – Dar vida (2020)

Ao terceiro disco, Estraca revela-se um dos mais talentosos MCs da sua geração. O bairro da Cruz Vermelha está prestes a ser demolido mas a sua poesia rude de rua essa já ninguém a derruba.
Há uma movida de hip-hop nos bairros periféricos da Grande Lisboa, invisível aos olhos do mainstream mas com uma surpreendente vitalidade subterrânea. O nome Estraca nada dirá à maioria dos nossos leitores mas se formos procurar o rasto no Youtube deste rapper – nascido na Musgueira e criado no bairro da Cruz Vermelha – encontraremos temas com quase 2 milhões de visualizações. Foi a internet que permitiu que estas comunidades marginalizadas criassem circuitos paralelos de legitimação.
Estraca é uma espécie de Kendrick Lamar tuga, o miúdo bom que cresce num bairro difícil, e que percebe desde muito cedo que ou se entrega de corpo e alma à sua grande paixão – o hip-hop – ou é apanhado, como tantos outros, nas armadilhas da clandestinidade. Para Estraca, o rap nunca foi uma escolha mas sim a mais absoluta das necessidades, daí o seu foco quase obsessivo no ofício das rimas. É tudo ou nada, não há metade.
Em coerência, recusou o caminho mais fácil, o do gangsta rap: gajas boas, uzzis e correntes de ouro ajudá-lo-iam, é certo, a vender mais discos mas a sua cena sempre foi outra, a do hip-hop interventivo. Discípulo de Chullage e Valete na rima activista, Estraca professa, porém, uma indignação menos ideológica do que a dos seus mestres, trocando as referências a Guevara ou Malcolm X pelo seu próprio exemplo de vida inspirador. Afinal de contas, foi assim que tudo começou no Bronx: o hip-hop como cultura de rua alternativa ao salve-se quem puder.
Com apenas 22 anos, Estraca dá agora vida ao seu terceiro álbum, de longe o mais profissional e maturo da sua discografia.
Apesar do seu conteúdo de denúncia social, a primeira parte de Dar Vida é mais macia, com melodias bonitas a adoçar o refrão (os convidados Murta, Selma Uamusse, Fabio Brazza e Matay emprestam para o efeito as suas vozes de algodão). Ficámos agradavelmente surpreendidos com esta sua inédita sensibilidade pop, um sinal saudável de versatilidade criativa.
Confessamos, contudo, a nossa preferência pela segunda parte do disco, mais agressiva e claustrofóbica, captando a tensão latente dos bairros difíceis que tão bem conhece. É nestes temas que Estraca melhor revela as suas qualidades de MC, disparando rápidas rimas internas com o seu flow ágil e sincopado, um dos mais escorreitos do rap português.
Para um artista que sempre preferiu o boom bap da velha guarda não deixa de ser irónico que uma das malhas mais bem conseguidas do disco seja o trap sombrio de “Tu Sabes” (props para o veterano Kosmo Da Gun). Sabemos bem o quanto Estraca é avesso às modas do momento, especialmente quando associadas à misoginia e ao novo-riquismo do costume, mas o trap enquanto estética nada tem de mal, antes pelo contrário, é um som fresco que sabe a século XXI, podes continuar, amigo, agradecemos.
Se aos 22 anos Estraca já é um dos nossos rappers mais talentosos, imaginem o seu tamanho daqui a uns aninhos. O céu do Lumiar é o limite…
Destaque
CAPAS DE DISCOS - 1969 Bless It's Pointed Little Head - Jefferson Airplane
C.D E.U - RCA BMG Heritage - 82876 61643 2. Contracapa Interior. Disco. Booklet. Booklet. Booklet. Booklet. Booklet. Booklet.
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Adoro a língua francesa e a sua sonoridade. Até gosto do facto de a pronúncia de grande parte das suas palavras ser diferente daquela que a...
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