segunda-feira, 6 de novembro de 2023

"Burnin'" (Island Records / Tuff Gong, 1973), Bob Marley & The Wailers

 


O sucesso de público e de crítica alcançado pelo álbum Catch A Fire deu visibilidade internacional a Bob Marley & The Wailers, que passaram a ser tratados pela gravadora Island Records como estrelas da música pop. Para aproveitar o bom desempenho comercial de Catch A Fire e o alcance que o reggae havia conquistado, a gravadora pressionou o grupo a gravar um novo álbum o mais rápido possível.

Mal Catch A Fire havia sido lançado, Bob Marley &The Wailers já estavam de volta ao estúdio Harry J., em Kingston, na Jamaica, para gravar um novo álbum. Contudo, o processo de gravação ocorreu nos intervalos das datas de show da turnê internacional que a banda estava fazendo, afinal, todos queriam ver aquele sexteto de jamaicanos tocando aquele tipo de música tão envolvente falando de temas espirituais, político-sociais e raciais. 

Àquelas alturas, o reggae não se restringia apenas à Jamaica. O ritmo jamaicano havia chegado à Europa via Inglaterra, e de lá começava a se espalhar pelo resto do planeta. Nem as grandes estrelas da música ficaram alheias ao reggae. Paul McCartney falou com entusiamo sobre Bob Marley em entrevista a jornais britânicos. Paul Simon, já envolvido com experimentações musicais do dito "terceiro mundo", gravou em 1972 um reggae, "Mother and Child Reunion". Até mesmo o Led Zeppelin pegou carona no ritmo jamaicano ao gravar "D'yer Mak'er" para o álbum Houses Of The Holy (1973).

Mas se o reggae ia muito bem no mundo do show business, o clima dentro dos Wailers estava tenso. Havia uma insatisfação de Peter Tosh (1944-1987) e Bunny Livingston (1947-2021) - também conhecido como Bunny Wailer - com a atenção centrada apenas em Bob Marley. Tosh não havia aceitado muito bem que a edição do álbum Catch A Fire em que aparece apenas Marley na capa fosse creditado a Bob Marley & The Wailers, afinal, ele foi um dos co-fundadores dos Wailers, com Bunny e Marley. Porém, a Island Records tinha como estratégia centrar as atenções em Bob Marley, pois, a companhia entendia que era a melhor maneira de dar projeção internacional não apenas à banda, mas também ao próprio reggae. 

Já Bunny Wailer, antes mesmo do lançamento do novo disco, começava a dar sinais de afastamento gradativo da banda. Anunciara que não embarcaria com a banda para fazer turnê internacional para promover o novo trabalho, e que apenas tocaria na banda em apresentações dentro da Jamaica.

Bob Marley & The Wailers em Londres, em 1973. 

Depois das gravações no estúdio Harry J., em Kingston, e do processo de mixagem nos estúdios da Island Records, em Londres, o novo álbum dos Wailers era lançado em 19 de outubro de 1973, sob o título de Burnin'

Sexto álbum de estúdio da banda, Burnin' traz ao longo de suas dez faixas temas como violência, espiritualidade, política e justiça social, assuntos que sempre estiveram presentes no repertório de Bob Marley & The Wailers, e que lhes eram muito caros. E todas as letras são embaladas pelo som poderoso executado por músicos talentosos, merecendo destaque os irmãos Aston "Family Man" Barrett (baixo) e Carlton "Carlie" Barrett (bateria), uma das maiores bases rítmicas da história do reggae em todos os tempos, e são uma espécie de força motora dos Wailers.

Embora líder da banda, Bob Marley não é única voz principal em todas as faixas de Burnin'. Peter Tosh e Bunny Wailer cantam cada um em duas canções, sendo que Tosh faz um canto falado em um trecho de "Get up, Stand up" e Marley cantam o restante da canção.

O álbum abre com a mitológica "Get up, Stand up", um dos hinos do reggae, que foi adotado pelos movimentos ativistas que lutam pelos direitos civis ao redor do mundo.

Por meio de versos simples, diretos e objetivos, "Get up, Stand up" convoca o povo oprimido para reagir e lutar pelos direitos e não ficar esperando uma ajuda divina cair do céu. A letra de "Get up, Stand up" é também um recado para as lideranças religiosas, sobretudo as cristãs, que com as suas pregações estariam mantendo a população pobre passiva e incapaz de reagir à situação miserabilidade em que vive. Nesta faixa, a voz principal é de Bob Marley, enquanto Peter Tosh faz o seu canto falado no meio da música.  

"Hallelujah Time" traz em seus versos uma mensagem sobre espiritualidade e esperança através da voz suave de Bunny. Os vocais de apoio possuem forte influência de música gospel, reforçando o caráter espiritual dos versos da canção. A controversa "I Shot The Sheriff" conta a história de um conflito ambíguo, onde o eu lírico da canção, segundo ele, teria matado o xerife da cidade por legítima defesa. A melancólica "Burnin' and Lootin'" trata, por meio de versos cheios de metáforas, sobre a violência sofrida pelos mais pobres. Em meio a tanto sofrimento, Bob Marley ainda questiona: "Quantos rios nós temos que atravessar antes de podermos falar com o chefe?". 

Gravada pela primeira vez em 1965 pelos Wailers como um ska e com o título "(I'm Gonna) Put It On", a próxima faixa foi regravada pelos Wailers em sua nova formação e numa versão reggae, sendo creditada apenas como "Put It On", que encerra o lado 1 do álbum. O ritmo é agradável e a letra da canção traz em seus versos uma mensagem otimista e espiritual, onde o eu lírico faz agradecimentos a Deus.

Abrindo o lado 2 de Burnin', a faixa "Small Axe", um reggae com uma letra cheia de versos metafóricos e que seria uma crítica velada ao sistema fonográfico jamaicano, dominado por três gravadoras locais e que estariam representadas na letra da canção como "a grande árvore", enquanto Marley e todos os que se julgam injustiçados por essas companhias seriam o "machado". Tendo à frente Bunny Wailer no vocal principal, "Pass It On" possui uma bem cuidada harmonização vocal que mostra como a soul music e o R&B influenciaram a formação musical dos Wailers. Bunny canta nesta canção sobre moralidade e responsabilidade que o indivíduo deve ter ao cometer os seus atos. 

Burnin' foi o último álbum Peter Tosh (centro) e Bunny Wailer (á direita)
como integrantes dos Wailers.

"Duppy Conqueror" é um reggae em que Bob Marley canta sobre superação de desafios na vida. O título da canção é formado por duas expressões que fazem parte do vocabulário jamaicano. "Duppy" é uma expressão jamaicana que se refere a espírito malígno, enquanto que "conquror" significa "conquistador". Peter Tosh reaparece cantando no álbum em "One Foundation", uma canção que prega a união do povo e que o amor deve estar assentado numa base sólida. 

Os elementos básicos da filosofia rastafári estão presentes na canção "Rastaman Chant", última música do disco. Nessa música, Bob Marley canta sobre liberdade espiritual, resistência e o orgulho africano. 

Assim como Catch A Fire, o álbum Burnin' recebeu elogios por parte da imprensa musical. O jornalista americano Robert Christigau, em seu artigo para a revista Rolling Stone, disse que o álbum é "ao mesmo desconcertante e jubiloso". "Get up, Stand up" e "I Shot the Sheriff" se tornaram as faixas mais populares do álbum. Em 1974, Eric Clapton gravou a sua versão "I Shot The Sheriff", que estourou nas paradas de todo o mundo, e ajudou a dar maior visibilidade a Bob Marley e ao reggae.

Burnin' ficou marcado não só como um trabalho relevante na carreira de Bob Marley, mas também como último álbum de Peter Tosh e Bunny Wailer participaram como membros dos Wailers. Bunny deixou a banda pouco depois do lançamento de Burnin'. Já a saída de Tosh foi mais tensa e estressante, chegando a haver alguns desentendimentos entre ele e Bob Marley. Mas nesse conflito, quem saiu vencendo, foi Bob Marley. Tosh deixou a banda e deu início à sua carreira solo.

Com a saída de Peter Tosh e Bunny Wailer que partiram cada um em carreira solo, Bob Marley inicia oficialmente a sua carreira solo e os Wailers passam a ser na prática a sua banda de apoio. Para suprir a ausência de Tosh e Bunny que além de tocar respectivamente guitarra e percussão, faziam os vocais de apoio, Marley incorporou à banda para cumprir essa função o trio vocal I Three, formado por Rita Marley (então esposa de Bob Marley), Judy Mowatt e Marcia Griffths, que deu um toque charmoso e feminino ao som dos Wailers. Houve também algumas trocas de músicos na banda.

Burnin' marcou o fim da era dos Wailers com Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer juntos. Quando Bunny e Tosh saíram para seguir carreiras solo, Bob Marley continuou com uma banda reformulada e o apoio do I Three, tornando-se uma lenda do reggae. A saída de Tosh e Bunny mudou a dinâmica da banda, mas o legado do reggae e sua mensagem de resistência e espiritualidade persistiram na música de Bob Marley. Em resumo, Burnin' consolidou a posição internacional da banda e marcou o início de uma nova fase na carreira de Bob Marley e na história do reggae.

Faixas

Lista de faixas dada pela fonte referenciada. Todas as faixas escritas e compostas por Bob Marley, exceto onde indicado.

Lado A

1."Get Up, Stand Up"  (Bob Marley / Peter Tosh) vocais principais: Bob Marley e Peter Tosh

2."Hallelujah Time"  (Jean Watt) vocal principal: Bunny Wailer   

3."I Shot the Sheriff" (Bob Marley) vocal principal: Bob Marley

4."Burnin' and Lootin'" (Bob Marley) ) vocal principal: Bob MarleyBob Marley

5."Put It On" (Bob Marley) ) vocal principal: Bob MarleyBob Marley

Lado B

1."Smal Axe"  (Bob Marley) ) vocal principal: Bob Marley

2."Pass It On" (Jean Watt) vocal principal: Bunny Wailer

3."Duppy Conqueror" (Bob Marley) ) vocal principal: Bob Marley

4."One Foundation" (Peter Tosh ) vocal principal: Peter Tosh

5."Rastaman Chant" (Folclore / Bob Marley / Bunny Wailer / Peter Tosh) ) vocal principal: Bob Marley


Bob Marley & The Wailers

Bob Marley: voz, vocais e guitarra.

Bunny Wailer: voz, vocais e percussão.

Peter Tosh: voz, vocais e guitarra.

Earl Lindo: teclados.

Aston Barrett: baixo.

Carlton Barrett: bateria e percussão.  


Ouça na íntegra o álbum Burnin'



Em 1980 e os Roxigenio lançavam o seu primeiro album de três no total


 Foi um dos primeiros discos nacionais com uma carga mais pesada e cantada em ingles. Estávamos no ano de 1980 e os Roxigenio lançavam o seu primeiro album de três no total.

A sonoridade do disco, que foi uma fusão entre o Prog, Blues e o Hard Rock, não teve grande aceitação pelo publico mas foi uma pedrada no mainstream que se escutava na altura.
Uma banda repleta de mestres como Antonio Garcez Zé Aguiar Betto Palumbo e o Hendrix português, Filipe Mendes.
Musicas do album:
Mr. Double Cross 3:17
Something New 3:28
Get The Sack 3:48
The Show 3:39
Do You Wanna Be Tied Above The Clouds? 4:12
Looking For An Answer 4:12
Bureaucratic Society 3:24
Fly 4:40
Rock N'Roll Man 3:19
What Can I Do?



Um dos discos mais esquecidos do Rock português mas que vale uma pequena fortuna é o disco de 1989 dos Santa Maria, Gasolina em teu Ventre.


 Um dos discos mais esquecidos do Rock português mas que vale uma pequena fortuna é o disco de 1989 dos Santa Maria, Gasolina em teu Ventre.

A banda formada por Jorge Ferraz lançou em 1989 o album "Free Terminator" na qual se explora as potencialidades da guitarra electrica com mistura da New Wave e a distorção, coloca o disco como obrigatório para os amantes da Nem Wave, do Prog Rock e até do Heavy Metal.
Quem o tiver que o guarde pois não se compra por menos de €200 em estado de "Very Good Plus".
Musicas:
A2 Ezra Pound E A Loucura
A3 Neuromancer, Drugs & Cybergun, My Pornographic Beautiful Love
A4 Era Uma Vez Um Preto Com Sida (AIDS)!
Falcão Solitário Sem Ser Distorção!
B1 El Pasao
B2 Os Nossos Presos Políticos Nunca Usaram Calças De Ganga...
B3 Era Uma Vez Um Preto Com Sida (AIDS)!
B4 Love
Um discos muito provavelmente



Faz hoje 39 anos que era lançada a primeira edição do Jornal Blitz


 Faz hoje 39 anos que era lançada a primeira edição do Jornal Blitz que teve a proeza de agarrar os mais viciados em musica a folhas de jornal, com sede em Portugal. O preço era de 20 escudos e apresentava na sua primeira edição, Siouxsie and the Banshees.

Entre novembro de 1984 e 24 de abril de 2006, a BLITZ assumiu o formato de um jornal semanal dedicado à música e publicado semanalmente em Portugal.
O BLITZ transformou-se depois na BLITZ, uma revista mensal, saindo a primeira edição da mesma em junho em 2006.
O último número mensal da revista BLITZ foi o de janeiro de 2018.
Presentemente é uma caricatura daquilo que foi, com vida apenas no digital. Tanto assim é que hoje no dia do seu aniversário, ainda nem sequer se lembraram disso e quem sabe que depois de lerem esta nossa publicação, lá publiquem qualquer coisa.

A 25/11 acontece em Cantanhede a edição n 17 do Rockof Cuv com a presença dos TAXI Baleia e os The Grauº

A 25/11 acontece em Cantanhede a edição n 17 do Rockof Cuv com a presença dos TAXI Baleia e os The Grauº



Burial - Untrue (2007)

 

Untrue (2007)
Untrue comete o pecado capital de um segundo álbum ao soar mais ou menos exatamente como o álbum anterior. E ainda assim, continua impossível para mim criticar Burial por isso, ou pensar menos neste álbum, porque ele é tão brilhante no que faz. Untrue , assim como Burial, é uma excursão gutural, moderada e profundamente humana na produção dubby, ritmos sujos (mas não sujos) e vocais desencarnados. Na verdade, os vocais estão mais em primeiro plano desta vez, mas fora isso é praticamente o mesmo (até mesmo "Raver", apontada por muitos críticos como uma anomalia no catálogo do Burial, se encaixa perfeitamente). O que torna isso bom - até mesmo um ponto forte - é que ninguém mais chegou perto de emular isso; e que, em “Arcanjo”, ele conjurou seu momento decisivo. Isso é quase tão bom quanto sua aclamada estreia, e você não precisa de mais recomendações do que essa.



Agnaldo Timóteo - Canta En Castellano (1971)

 





Agnaldo Timóteo - Canta En Castellano (1971).
Álbum originalmente lançado em LP Parlophone 5200, 1971.
Produção de Milton Miranda.

Agnaldo Timóteo - Canta En Castellano“, é o segundo álbum (de 1971), do primeiro volume (de um total de 6), de uma box do cantor. Timóteo consagrou-se como um dos grandes intérpretes românticos nos anos 70, com discos muito bem produzidos e um repertório excelentemente seleccionado.


Agnaldo Timóteo gravou este álbum para lançamento na Argentina em 1971, visando o mercado latino. O disco vale pelas raras versões em espanhol (castelhano) de clássicos dos seus ídolos, Nelson Gonçalves (“Fica Comigo Esta Noite”), Orlando Dias (“Perdoa-me Pelo Bem Que Te Quero”, com a participação especial da cantora Rosita Gonzales), Waldick Soriano (“Paixão de Um Homem”) e Cauby Peixoto (“Nono Mandamento”), além de dois grandes sucessos do seu repertório, também vertidos para o espanhol: “Meu Grito” (Roberto Carlos) e “Quem Será” (Jair Amorim e Evaldo Gouveia).
A biografia deste excelente cantor brasileiro já se encontra inserida neste blogue.

Fonte: Parcialmente transcrito de um texto de Thiago Marques Luiz.


Faixas/Tracklist:

01. Quien Será? (Quem Será?) (Jair Amorim, Evaldo Gouveia)
02. Noveno Mandamento (Nono Mandamento) (René Bittencourt, raul sampaio, versão Gil)
03. Soñar Contigo (Sonhar Contigo) (Adilson ramos, Armelindo Leandro, versão Quirós)
04. Cancion Para Una Mentira (Aldo Monges)
0 5. El Regresso del Bohemio (A Volta do Boémio) (Adelino Moreira, versão Rosita Gonzales)
06. Passion de un Hombre (Paixão de Um Homem) (Waldick Soriano, versão Rosita Gonzales)
07. Quedaste Conmigo (Fica Comigo Esta Noite) (Adelino Moreira, Nelson Gonçalves, versão Rosita Gonzales)
08. História de Amor (Where Do I Begin “Love Story”) (Francis Lai, Carl Sigman, versão Buddy McCluskey)
09. Mi Grito (Meu Grito) (Roberto Carlos)
10. Perdóname Por Quererte (Waldir Machado, versão Rosita Gonzales)



Mac Miller – Circles (2020)

 

O melhor adjectivo que encontramos para Circles é: acolhedor. As 12 músicas que o incorporam têm um fio condutor e quase se sentem como um abraço daqueles bem apertados.

Vou ser honesta. A única coisa que tinha ouvido falar sobre o Mac Miller é que era um rapper que tinha falecido de uma overdose acidental (não são todas?), em 2019. Mais, quando ouvi a notícia que a sua família queria terminar a produção e lançar postumamente um álbum que Malcom estaria a trabalhar, o primeiro pensamento foi “bora capitalismo, fazer dinheiro fácil”. Ainda assim, fiquei curiosa, mais desperta para o fenómeno Mac Miller. Li que Mac era tido pelos seus pares como um tipo correto, trabalhador, honesto, colaborativo, um “all around nice guy”.

O melhor adjectivo que encontro para Circles é: acolhedor. As 12 músicas que o incorporam têm um fio condutor e quase se sentem como um abraço daqueles bem apertados. É hip hop, mellow, chill, lo fi e até pop. Sente-se uma certa paz interior na voz de Mac e nas suas rimas, que, apesar de serem afiadas, não são ansiosas (Everybody: “Because everybody’s gotta live / And everybody’s gonna die / Everybody’s gonna try to have a good, good time”).

“Complicated”, “Blue World” são músicas descomprometidas, diria até que leves (parece um contrassenso), ambas têm letras incisivas, assertivas, um pó de desalento, mas com um batida e uma melodia animada, que lhes dão o tom de esperança e leveza.

“Once a Day”, a última canção, transmite bem a efemeridade das pequenas coisas (“Once a day, I rise / Once a day, I fall asleep with you / Once a day, I try, but I can’t find a single word”), ao mesmo tempo que questiona se não estaremos todos a viver as coisas de forma demasiado intensa (“Everybody keep rushin’ / Why aren’t we taking our time?”).

É, na sua essência, um álbum doce, que nos deixa com sentimentos melancólicos, mas não necessariamente tristes.



Bill Fay – Countless Branches (2020)

 


Countless Branches e Bill Fay são uma lição de vida e de resiliência para todos nós.

Ninguém sabia ao certo quem era Bill Fay senão que era um desconhecido compositor inglês e desajustado embaixador do folk progressivo inglês no início dos anos 70, de tal forma que ao fim de dois álbuns, a sua editora discográfica o deixaria de fora. E foi assim que Fay se deixou estar, longe dos ouvidos do público e longe de uma crítica mais justa. Só passados 40 anos é que o cantor voltou a emergir e, finalmente, com o devido reconhecimento, tanto pelos seus pares como pelo público em geral. Se nos últimos anos, reconhecidos nomes como Jim O’Rourke e Jeff Tweedy, dos Wilco, assumiam publicamente a genialidade das composições do músico inglês, foi com a edição de Life Is People (2012), uma compilação de alguns originais que nunca antes editados, que resgatou o inglês da sombra . Em 2015, sairia um segundo álbum, Who Is The Sender?, também ele imaculado, aumentando ainda mais a expectativa sobre o que poderia vir a seguir.

Mas para quem já perdeu tudo uma vez, a pressão é uma espinha insignificante, e é na sólida segurança e leveza do cantautor inglês que nos deixamos navegar, enquanto escutamos Countless Branches, um enorme e comovente hino de esperança, como nos diz logo o título do primeiro single, “Filled with Wonder Once Again”.
À medida que envolvemos a nossa atenção às notas do piano, dos delicados arranjos e da voz algo frágil e melancólica mas sempre doce, a mensagem é bela e reconfortante.

Não é tarde para devolver o músico ao merecido lugar de destaque da prateleira dos grande nomes da cena folk. Bill Fay está bem vivo e merece que lhe prestemos toda a atenção e não o deixemos cair de volta no esquecimento. Como ele próprio canta, “when prophesies have passed away, love will remain, love will remain.”



BIOGRAFIA DE Bea Miller

 

Bea Miller

Beatrice Annika Miller (Nova Jérsei7 de fevereiro de 1999), conhecida somente por Bea Miller, é uma cantoracompositoraatriz e dubladora norte-americana. Beatrice terminou em nono lugar na segunda temporada do programa The X Factor dos Estados Unidos. Ela precisou ser eliminada do programa após ter uma hemorragia na garganta. Bea já teve contrato com as gravadoras Hollywood Records e Syco Music.

Carreira

2012: The X Factor USA

Miller foi um concorrente na segunda temporada do The X Factor, terminando em nono lugar. Ela foi eliminada depois de perder o confronto final para CeCe Frey. No entanto, Miller recebeu mais votos do que Frey, o que significa que se o resultado fosse para um impasse, Miller teria sido salvo.[6][7] Ela cantou as seguintes músicas no show:

ShowTemaCançãoArtista OriginalLugarResultado
AudiçãoEscolha livre"Cowboy Take Me Away"Dixie ChicksAvançou
Bootcamp 1Performance solopor anunciarpor anunciarAvançou
Bootcamp 2Performance em grupoNão foi ao arAvançou
Bootcamp 3Performance em dueto"Pumped Up Kicks(com Carly Rose Sonenclar)Foster the PeopleAvançou
Casa dos juradosEscolha livre"Titanium"David Guetta/SiaAvançou
Semana 1Feito na américa"I Won't Give Up"Jason Mraz11Avançou
Semana 2Músicas de filmes"Iris"Goo Goo Dolls5Avançou
Semana 3Divas"Time After Time"Cyndi Lauper4Avançou
Semana 4Ação de Graças"Chasing Cars"Snow Patrol7Menos votados
Semana 4Cantando para sobreviver"White Flag"Dido2Eliminada

2013–15: Contrato com gravadora, álbum de estreia e seu segundo álbum

Em 11 de abril de 2013, foi anunciado oficialmente que ela assinou com a Syco Music e a Hollywood Records, marcando o primeiro acordo colaborativo entre essas duas gravadoras.[10] Logo após o final da segunda temporada de The X Factor, Miller mudou seu nome para simplesmente Bea Miller. Ela contribuiu com sua voz para o audiolivro do novo livro de Jennifer Donnelly, Deep Blue: Songspell e uma música promocional para ele chamada "Open Your Eyes" em 2014. Ela enviou sua nova música "Rich Kids" para o YouTube em 2014, e foi incluído em seu álbum de 2015, Not an Apology. Ela lançou um clipe de uma nova música chamada "Enemy Fire".

"Enemy Fire" estreou em seu próprio canal Vevo em abril de 2014. Ela trabalhou com busbee, Jarrad Rogers, Mike Del Rio e outros produtores notáveis ​​para seu álbum. Seu primeiro EP Young Blood foi lançado em 22 de abril de 2014 com o single "Young Blood". Seu EP alcançou o segundo lugar na parada de álbuns pop do iTunes. Seu EP teve um pico de estreia na Billboard 200 na 64ª posição. Miller abriu para Demi Lovato em cidades selecionadas para sua Demi World Tour.

Em dezembro de 2014, ela foi escolhida como Artista do Mês de Elvis Duran e foi apresentada no programa Today da NBC, apresentado por Kathy Lee Gifford e Hoda Kotb, onde ela apresentou ao vivo seu single "Young Blood".

Em 2015, Miller foi nomeado o mais novo artista de Next Big Thing da Radio Disney. Ela apareceu no Disney Channel muitas vezes com ele e promoveu seu álbum com ele também. Seu single de estreia "Young Blood" ganhou o Radio Disney Music Awards de 2015 por "Melhor Canção para Rock Out to With Your BFF".[

Miller lançou seu álbum de estreia, Not an Apology, em 24 de julho de 2015, pela Hollywood Records. O álbum alcançou a 7ª posição na Billboard 200. Em 24 de abril de 2015, foi anunciado que Miller acompanharia Debby Ryan e Natalie La Rose como atos de abertura para a etapa de verão da The Reflection Tour do Fifth Harmony, que começou em 15 de julho. em Louisville, Kentucky.[18] Miller terminou a turnê no final de agosto. Em julho de 2015, ela foi escolhida por votação do público para ser a próxima artista do Vevo Lift.

2016–2018: Aurora

Em 20 de abril de 2016, foi anunciado que Miller se juntaria a Selena Gomez em sua Revival Tour como um ato de abertura junto com DNCE. A turnê decorreu de maio durante todo o verão. Miller também anunciou que ela estaria hospedando o Meet and Greet intitulado "Tea With Bea".

Miller lançou um single não-álbum "Yes Girl" em 20 de maio de 2016. Ela cantou a música e uma música que não foi lançada no momento, intitulada "Song Like You" várias vezes na Revival Tour. Sua música "This Little Light of Mine" foi apresentada em uma campanha publicitária de 2016 para 3 Mosqueteiros. Em 24 de fevereiro de 2017, ela lançou a primeira parte de um projeto de três EPs, Chapter One: Blue. Em 30 de março de 2017, ela cantou "Song Like You" no The Late Late Show com James Corden. Foi sua primeira aparição no talk show tarde da noite.[23] Em 2 de junho de 2017, ela lançou a segunda parte de seu projeto de três EPs, Chapter Two: Red. O EP final, Chapter Three: Yellow foi lançado em 6 de outubro de 2017.

Em agosto de 2017, a música de Miller "Brand New Eyes" foi apresentada no trailer do filme Wonder, dirigido por Stephen Chbosky e estrelado por Julia Roberts e Owen Wilson.

O segundo álbum completo de Miller e o primeiro álbum internacional Aurora foi lançado em 23 de fevereiro de 2018. Inclui todas as músicas dos três EPs anteriores (apelidados de "capítulos"), juntamente com cinco novas faixas. Miller ajudou a escrever todas as músicas de Aurora, exceto uma, sobre tópicos sobre "tudo, desde o tédio existencial até a vergonha de vagabunda". Ela cantou "S.L.U.T.", o primeiro single do álbum, no TRL da MTV em 12 de fevereiro de 2018. Ela concebeu a música como uma forma de recuperar as conotações negativas da palavra como a sigla positiva "doce pequena coisa inesquecível".

Ela foi destaque nos vocais no single de 2018 do NOTD "I Wanna Know", lançado em março de 2018. A música foi Gold nos EUA e é Platinum em vários países, incluindo Austrália, Canadá, Reino Unido e Suécia. Ela cantou a música ao vivo no Today em junho de 2018. Ela também promoveu o single em vários shows e sets acústicos.

2019–presente: Turnês and Elated!

Em fevereiro de 2019, Miller anunciou sua primeira turnê intitulada "Nice To Meet U Tour". Em 1º de março, ela lançou o primeiro single de seu terceiro álbum de estúdio, intitulado "It's Not U It's Me", que é uma colaboração com o cantor americano de R&B 6lack. Depois disso, ela lançou o single "Feel Something" e anunciou sua "Sunsets in Outerspace Tour". Em agosto de 2019, Bea Miller lançou o single "Feels Like Home" com a cantora e compositora canadense Jessie Reyez. Uma colaboração com a equipe de produção Snakehips intitulada "Never Gonna Like You", foi lançada em setembro de 2019.

Miller lançou o single "That Bitch" em novembro de 2019, independentemente de sua gravadora. Ela interpretou a personagem de League of Legends Evelynn no grupo musical virtual K/DA para "The Baddest", um single do EP All Out da K/DA. Em setembro de 2020, Bea Miller lançaria uma série de EPs de compilação que consistiam em; Quarentena em 4 de setembro, Sad Boy Hours em 18 de setembro e Lust em 24 de setembro.

Em 7 de outubro de 2020, Bea Miller anunciou o lançamento do single "Wisdom Teeth", que seria lançado em 9 de outubro e serviria como single principal do EP de Miller, Elated!, lançado em 23 de outubro de 2020. Em 6 de novembro de 2021, o single "Playground" de Miller foi apresentado no primeiro ato da série animada Arcane de League of Legends; este single foi lançado no mesmo dia. O videoclipe do single fez parte da cerimônia de abertura do Campeonato Mundial de League of Legends 2021.

Discografia

Álbuns

TítuloDetalhesPosição

E.U.A.

Certificações
Not an ApologyLançamento: 24 de julho de 2015 (E.U.A.)

Gravadora: Hollywood

Formato: CD e Download Digital

7RIAA: Ouro
AuroraLançamento: 23 de fevereiro de 2018

Gravadora: Hollywood

Formato: Download Digital

3

EPs

TítuloDetalhesPosições
EUA
Young Blood
  • Lançamento: 22 de abril de 2014
  • Gravadora: Hollywood Records
  • Formato: Download Digital
64
Chapter One: BlueLançamento: 24 de fevereiro 2017

Gravadora: Hollywood Records

Formato: Download Digital

-
Chapter Two: RedLançamento: 2 de junho de 2017

Gravadora: Hollywood Records Formato: Download Digital

-
Chapter Three: YellowLançamento: 6 de outubro de 2017

Gravadora: Hollywood Records

Formato: Download Digital

-
Elated!Lançamento: 31 de outubro de 2020

Gravadora: Hollywood Records

Formato: Download Digital

-

Singles

Como artista solo

AnoCançãoPosiçõesÁlbum
U.S.
2014Open Your EyesDeepblue Songspell
Young Blood-Not An Apology
2015Fire N Gold-
2016Yes Girl-
2017A Song Like YouAurora
2017Like that
2018S.L.U.T.
2019Feel something-
2019THAT BITCH-
2020Wisdom TeethElated! EP
2021PlaygroundFrom the series Arcane

League Of Legends

Colaborações

AnoCançãoPosiçõesÁlbum
E.U.A
E.U.A
Heat
2013"Roar"
(Boyce Avenue participando Bea Miller)
--Cover Collaborations, Volume 2
"We Can't Stop"
(Boyce Avenue participando Bea Miller)
--
2013"One Life"
(Boyce Avenue e Friends)
--N/A
2015"See You Again"
(Boyce Avenue participando Bea Miller)
--Cover Collaborations, Volume 3
2015"Photograph"

(Boyce Avenue participando Bea Miller)

--Cover Collaborations, Volume 3
2018I Wanna Know

(NOTD participando Bea Miller)

---
2018I Wanna Know accoustic

(Bea Miller particiapando Leroy Sanchez)

---
2019It's not u, it's me

(Bea Miller participando 6lack)

---
2019comethru accoustic

(Jeremy Zucker participando Bea Miller)

--Summer EP
2019FEELS LIKE HOME

(Bea Miller participando Jessie Reyez)

---
2019NEVER GONNA LIKE YOU

(Bea Miller participando Skakehips)

---
2020FEEL SOMETHING DIFFERENT

(Bea Miller participando Amine)

--Elated! EP
2020THE BADDEST

(K/DA participando Bea Miller)

---
2021Steal My Clothes

(Kito participando Bea Miller)

--Blossom EP
2021Hate U Cuz I Don't

(Louis The Child participando Bea Miller)

--Euphoria EP





Destaque

Bad Company – Bad Co (1974)

Em seu primeiro álbum, o Bad Company — liderado pelo ex-vocalista do Free, Paul Rodgers, e pelo guitarrista original do Mott, Mick Ralphs — ...