quinta-feira, 15 de maio de 2025

FADOS do FADO...letras de fados...



Adágio

Ary dos Santos / Tomaso Albinoni
Repertório de Teresa Silva de Carvalho


Quanto caminho andado
Desde o primeiro poema
Ai quanto amor amassado
Com mãos de alegria e pena
Ai quanto caminho andado… serena

Quanto verso ensanguentado
Quanta distância de mim
Quanto amor desesperado
Quanto secreto jardim
Ai quanto caminho errado… sem fim

Morro por ti mas tu não vens
Dentro de mim te chamo
Mas tu não estás
Mas tu não vês o que arranquei de mim
meu amor tu não és quem amo

Ai quanto caminho andado
Sozinha dentro de mim
Ai quanto caminho errado… sem fim

Canto por ti mas tu não és
Dentro de mim te chamo
Mas tu não estás, mas tu não vês
já te arranquei de mim
E é só por te não ter que eu morro


Adeus

José Galhardo / Raúl Ferrão
Repertório de Ana Laíns

Meu amor na vida
Sem vida eu fico aqui
Desde que à partida
Meu bem, fiquei sem ti
Bem peço aos retratos socorro
São mudos, ingratos
Vem tu, se não morro

Nem mesmo a saudade 
Me traz consolação
Quero uma verdade
Não quero uma ilusão
Na alma ainda me dói, meiga a tua voz
Quando o barco foi tão mau p’ra nós

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Até quando ao longe a bruma 
A pairar se consuma 
Entre as ondas do mar e os céus
Adeus
Não afastes os teus olhos meus
Dá-lhes carinhos
Que partem ceguinhos de amor
Pelos teus

Sei que tu existes 
E sei também, meu Zé
Que há palavras tristes
E que uma delas é
A que me tortura, a distância
Não sei se há mais dura 
Na minha ignorância

Há palavras belas
Mas quase as esqueci
Véu, noivado, estrelas
Altar, e outras pr’aí
Quando as ouvirei todas sol, Jesus
Hoje apenas sei estas sem luz



Adeus à mocidade

Manuel de Almeida / Popular *fado menor*
Repertório de Manuel de Almeida

Disse adeus à mocidade
Entre lágrimas e ais
O tempo, grande verdade
Passando não volta mais

Passa breve a mocidade 
O tempo d'ilusões feito
Só não passa esta saudade 
Que trago dentro do peito

Vocês devem perdoar-me 
Umas certas liberdades
Eu bem sei que ando a matar-me 
Mas ando a matar saudades

Não sei, contudo, entender 
Estes balanços da sorte
Estou cansado de viver 
Mas tenho medo da morte


Barry Ryan ‎– Barry Ryan (LP 1969)





Barry Ryan ‎– Barry Ryan (LP Polydor ‎– 184 338, 1969). 
Produção: Bill Landis. 
Género: Pop/Rock. 

Barry Ryan.

Barry Sapherson, mais conhecido como Barry Ryan (Leeds, 24 de outubro de 1948), é um cantor e compositor inglês que formou uma dupla com o seu irmão Paul Ryan, entre 1965 e 1968. Separaram-se amigavelmente em 1968. Juntos criaram o seu maior êxito, a canção "Eloise", que alcançou a segunda posição nas paradas musicais do Reino Unido. Depois da separação, nenhum dos dois irmãos conseguiu repetir o sucesso. 

Paul e Barry Ryan.

O grande êxito de Barry Ryan foi o tema "Eloise", uma música lançada pela primeira vez em 1968, interpretada pelo cantor e escrita pelo seu irmão gémeo Paul Ryan. Com duração de mais de cinco minutos, apresenta uma forte orquestração, uma voz melodramática e um breve interlúdio. O single vendeu três milhões de cópias em todo o mundo, e alcançou o segundo lugar no UK Singles Chart, o primeiro lugar nas paradas NME e Melody Maker e em 17 países, incluindo a Itália e Austrália. Foi sem dúvida, o grande êxito das suas vidas! 


Faixas/Tracklist: 

A1 The Hunt 2:59 
A2 Sunday Theme 2:38 
A3 Look To The Right, Look To The Left 2:29 
A4 Sunrise In The Morning 3:07 
A5 Isn't That Wild 3:23 
A6 Man Alive 2:27 
B1 Makin' Eyes 2:54 
B2 Oh For The Love Of Me 3:01 
B3 Sea Of Tranquility 3:20 
B4 I See You 2:51 
B5 Feeling Unwell 2:53 
B6 Where Have You Been 3:00 
BONUS:
C1 Eloise 5:45 

Composições (letras e música) de Paul Ryan. 
Arranjos e Direcção Musical por Johnny Arthey, Richard Hewson e Tony Cox. 





Barry McGuire ‎– Eve Of Destruction (LP 1965)





Barry McGuire ‎– Eve Of Destruction (LP Dunhill ‎– D-50003, 1965).
Produção de Lou Adler
Co-Produção de Sloan e Barri


Barry McGuire nasceu em Oklahoma City, em 15 de outubro de 1935 e mudou-se para a Califórnia no início da sua infância. É um cantor folk e compositor norte-americano que ficou mais conhecido pela música Eve of Destruction que havia sido escrita por um jovem de apenas 19 anos de idade, P.F. Sloan, em 1965, tendo-se tornado no grande e único êxito da sua carreira.
Em 1961, Barry lançou o seu primeiro single chamado "The Tree", que não foi um sucesso.
Barry continuou a gravar quase ininterruptamente até 2000, quando aparentemente se afastou (actualmente encontra-se com 80 anos de idade). 
O LP de McGuire, The Eve of Destruction, atingiu a tabela da Billboard 200 na posição 37, durante a semana que terminou em 25 de Setembro de 1965. Segundo McGuire, "Eve of Destruction" foi gravado numa única sessão numa manhã de quinta-feira e, na segunda feira seguinte já se ouvia nas rádios. Eve of Destruction" vendeu mais de um milhão de cópias, e foi premiado com um disco de ouro. Outro sucesso de Barry foi "Child of Our Times". "
O álbum seguinte de Barry foi "This Precious Time", lançado em 1966, o seu segundo pelo selo Dunhill Records. 
Actualmente Barry encontra-se com 80 anos de idade e aparentemente afastado da música.


Faixas/Tracklist:

A1 Eve Of Destruction (P.F. Sloan) 3:20
A2 She Belongs To Me (B. Dylan) 2:40
A3 You Never Had It So Good (P.F. Sloan, S. Barri) 3:02
A4 Sloop John B. (B. McGuire, B. Howe, P.F. Sloan, S. Barri) 3:20
A5 Baby Blue (B. Dylan) 2:25
A6 The Sins Of A Family (P.F. Sloan) 3:02
B1 Try To Remember (Harvey Schmidt, Tom Jones) 3:18
B2 Mr. Man On The Street - Act One (P.F. Sloan) 6:20
B3 You Were On My Mind (S. Fricker) 2:40
B4 Ain't No Way I'm Gonna Change My Mind (P.F. Sloan, S. Barri) 2:35
B5 What Exactly's The Matter With Me (P.F. Sloan) 2:23
B6 Why Not Stop and Dig It While You Can (Barry McGuire) 2:13

Intervenientes:

Baixo – Larry Knechtel
Bateria – Hal Blaine
Guitarra– P.F. Sloan, Tommy Tedesco
Percussão – Steve Barri





Barry Mann – Who Put The Bomp (LP 1961)





Barry Mann – Who Put The Bomp (LP ABC-Paramount – ABC-399, 1961).
Produção – Al Nevins, Don Kirshner.
Género: Pop/Rock.


"Who Put the Bomp (in the Bomp, Bomp, Bomp)" é uma canção de 1961 ao estilo doo-wop, do compositor e cantor americano Barry Mann, que a escreveu com Gerry Goffin. Originalmente foi lançada em single e posteriormente, no mesmo ano, em LP pelo selo ABC-Paramount. Barry Mann (nascido Barry Imberman, em 9 de Fevereiro de 1939), é um compositor, cantor e músico americano, e parte de uma parceria de composição de sucesso com a sua esposa, Cynthia Weil.
Barry escreveu ou co-escreveu 53 sucessos no Reino Unido e 98 nos Estados Unidos. A sua primeira canção de sucesso como compositor foi "She Say (Oom Dooby Doom)". Em 1961, Mann alcançou o Top 40 com uma canção inédita co-escrita com Gerry Goffin, "Who Put the Bomp", onde parodiava as palavras sem sentido do então popular género doo-wop.
Em 1987, Mann e Weil foram incluídos no Hall of Fame dos Compositores. Em 2011, receberam o Prémio Johnny Mercer, a maior honraria do Songwriters Hall of Fame. Mann e Weil foram nomeados entre os vencedores do Prémio Ahmet Ertegun de 2010 do Hall of Fame do Rock and Roll.


Faixas/Tracklist:

A1 - Who Put The Bomp (In The Bomp, Bomp, Bomp) (Barry Mann, Gerry Goffin) 2:42
A2 - I Love How You Love Me (Barry Mann, Cyntia Weil) 2:45
A3 - The Way of a Clown (Barry Mann, Howard Greenfield) 2:43
A4 - Sweet Little You (Barry Mann, Larry Kolber) 1:48
A5 - Bless You (Barry Mann, Cynthia Weil) 2:09
A6 - The Millionaire (Barry Mann, Howard Greenfield) 2:30
B1 - War Paint (Barry Mann, Howard Greenfield) 2:20
B2 - Happy Birthday Broken Heart (Barry Mann, Howard Greenfield) 2:36
B3 - Countin' Teardrops (Instead Of Sheep) (Barry Mann, Howard Greenfield) 2:02
B4 – Footsteps (Barry Mann, Hank Hunter) 2:30
B5 - Find Another Fool (Barry Mann, Cyntia Weil) 2:30
B6 - Love, True Love (I Put You Down) (Barry Mann) 2:22





The Barry Goldberg Reunion ‎– There's No Hole In My Soul (LP 1968)





The Barry Goldberg Reunion ‎– There's No Hole In My Soul (LP Buddah Records ‎– BDS 5012, 1968). 

Barry Joseph Goldberg (nascido em 25 Dezembro de 1942 em Chicago, Illinois), mais conhecido apenas por Barry Goldberg, é um cantor de rock'n'blues, para além de tecladista, compositor e produtor musical. 
Barry Goldberg foi uma presença regular no firmamento do blues branco, em meados dos anos 60 que parecia estender-se a partir de Chicago para Nova York. Barry era tecladista (o órgão parecia ser a sua especialidade). 


Barry tocou teclas na banda de apoio de Bob Dylan em 1965, no Newport Folk Festival. 
Mais tarde, em 1967, ele formou The Electric Flag com Mike Bloomfield , e em 1968, The Barry Goldberg Reunion. 
Algumas das canções de Goldberg (algumas co-escritas com Gerry Goffin ) foram gravadas por muitos outros músicos, entre os quais Rod Stewart, Gladys Knight, Percy Sledge, Joe Cocker, Steve Miller, Bobby "Blue" Bland, Gram Parsons ou BJ Thomas. 


Faixas / Tracklist: 

A1 Sitting In Circles 3:40 
A2 Hole In My Pocket 2:45 
A3 It Hurts Me Too 4:10 
A4 Fool On A Hill 3:25 
A5 Capricorn Blues 1:55 
B1 Another Day 3:25 
B2 Sugar Coated Love 2:35 
B3 Strung And Young 3:15 
B4 I Think I'm Gonna Cry 3:25 
B4 The Answers In Your Head 3:25 

Músicos Intervenientes: 

Arranjos e condução – Barry Goldberg 
Baixo – Don MacCallister 
Bateria – Eddy Hoh 
Guitarra – Harvey Mandel 
Harmónica – Charlie Musselwhite 
Órgão, guitarra ritmo, piano e voz – Barry Goldberg 
Percussão – Ron Woods e Ronald Minsky 
Piano [Barrelhouse] – Nettie Goldberg





Barry Devorzon And The Tamerlanes - Hit's and Rarities (50/60’s)





Barry Devorzon And The Tamerlanes - Hit's and Rarities (50/60’s).

Hits and Rarities”, é uma excelente compilação contendo 32 faixas editadas por DeVorzon com e sem os Tamerlanes e reúne gravações efectuadas entre 1958 e o final dos anos 60.

Barry and The Tamerlanes foi um trio de doo wop e pop-rock, formado na Califórnia nos finais dos anos 50 e início dos 60, pelo compositor e cantor Barry DeVorzon (nascido em 31 de julho de 1934, em New York City). Barry, juntamente com Bodie Chandler e Terry Smith criaram os Tamerlanes. O grupo alcançou a fama com a música “I Wonder What She’s Doing Tonight”, em 1963, sucesso que passou 10 semanas na Billboard Hot 100, atingindo o nº 21, e o nº 23 na Billboard "Hot R'n’B Singles. 
Em 1963, o grupo assinou contrato com o selo Valiant e lançou o seu primeiro single " I Wonder What She’s Doing", com "Do not Go", no lado “b”. Composto por DeVorzon e Smith, " Wonder What Shes Doing " tornou-se num grande sucesso e com ele a banda ficou para a história como sendo um grupo “one-hit wonders”.
A trio terminou em 1964.
Posteriormente, Barry DeVorzon passou a compor música para bandas (trilhas) sonoras de filmes e televisão.


Faixas/Tracklist:

1 I Wonder What She's Doing Tonight? 
2 Cora Lee 
3 The Can Can Ladies 
4 Love You Baby 
5 Blue, Green And Gold 
6 A Funny Thing Happened 
7 Baby Doll 
8 Barbara Jean 
9 Rhythm Of The Rain 
10 Raindrops On My Window 
11 False Love 
12 Too Soon 
13 Honey Bunny 
14 Gee 
15 Betty Betty 
16 Across The Street From Your House 
17 Hey Little Darlin' 
18 Don't Go 
19 Lindy Lou 
20 Penny Moved Away 
21 Rosemary 
22 Roberta 
23 Butterfly 
24 Pretty Things 
25 A Date With Judy 
26 Let Me Be 
27 Lucky Guy 
28 Don't Cry Cindy 
29 The Beginning Of The End 
30 I Don't Want To Be Your Clown 
31 Katrine 
32 Goodnight My Love





Barry And The Tamerlanes ‎– I Wonder What She's Doing Tonight (LP 1963)





Barry And The Tamerlanes ‎– I Wonder What She's Doing Tonight (LP Valiant Records ‎– 406, 1963). 
Género: Rock, Pop, Beat, Surf. 


Barry and The Tamerlan foi um trio pop/rock e “doo wop”, da Califórnia. O single de 1963 da Valiant Records, "I Wonder What She's Doing Tonight", atingiu a tabela de sucessos e permaneceu 10 semanas na Billboard Hot 100, chegando ao 21º lugar, enquanto alcançava o 23º lugar no "Hot R&B Singles" da Billboard. "Barry" (Barry De Vorzon), obteve um sucesso considerável como compositor de música para filmes. De Vorzan escreveu instrumentais de sucesso como "Nadia's Theme" e "Theme from S.W.A.T." nos anos 1970. Barry juntou-se a Jodie Chandler e Terry Smith, que eram os Tamerlanes. Em 1963, quando o grupo The Cascades (de "Rhythm of the Rain") rejeitou a sua composição "I Wonder What She's Doing Tonight", Barry De Vorzon, juntamente com o seu grupo Tamerlanes, gravaram aquela canção pelo selo Valiant, com um sucesso assinalável. Nesse mesmo ano, o grupo gravou o álbum também pela discográfica Valiant utilizando o título da sua música de sucesso no LP. A banda terminou em 1964. 
O êxito mais notável de Barry como compositor ocorreu quando "Nadia's Theme", originalmente "Cotton's Dream" do filme "Bless the Beasts and Children" alcançou o top 10 em 1976. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Roberta (DeVorzon, Chandler) 
A2 Let Me Be (DeVorzon, Chandler) 
A3 Rhythm Of The Rain (John Gummoe) 
A4 Lucky Guy (DeVorzon, Chandler) 
A5 Katrine (DeVorzon, Chandler) 
A6 Dont Go (DeVorzon, Chandler) 
B1 A Date With Judy (DeVorzon, Chandler) 
B2 A Funny Thing Happened (DeVorzon, Chandler) 
B3 Butterfly (DeVorzon, Chandler) 
B4 The Beginning Of The End (DeVorzon, Chandler) 
B5 Good Night, My Love, Pleasant Dreams (Motola, Marascalco) 
B6 I Wonder What She's Doing Tonight (DeVorzon, Chandler) 

Arranjos por Bodie Chandler. 






Erika de Casier - Lifetime (2025)

 

Lifetime (2025)
Erika de Casier vem produzindo R&B tranquilo e discreto há alguns anos, atraindo seguidores cult e até mesmo a oportunidade de compor para um álbum número 1 na Billboard 200 (Get Up EP, de NewJeans), que também lhe rendeu o prêmio de Compositora Dinamarquesa do Ano. Talvez por conta da confiança conquistada com esse prêmio, Erika optou por se dedicar totalmente e compor e produzir seu novo álbum, Lifetime, inteiramente solo. A música valeu a pena.

Desde a primeira faixa, Erika mostra que este lançamento é ainda mais focado na atmosfera e no groove do que seus projetos anteriores. Os subgraves são profundos, mas não avassaladores, os sintetizadores reverberam infinitamente, instrumentos orgânicos como pianos entram e saem conforme bem entendem, e grooves de bateria que lembram Bedtime Stories, de Madonna, ancoram cada faixa. As melodias e letras estão tão bem escritas como sempre, mas o foco é menos imediato do que seus trabalhos anteriores. Este álbum convida você a mergulhar na atmosfera e o transporta para outro lugar por 30 minutos. Nenhuma faixa se prolonga além do seu tempo. A vibe geral é de um spa luxuoso. O fato de ela ter conseguido realizar uma visão tão cara e luxuosa sozinha, cerca de um ano depois de seu álbum anterior, é realmente impressionante.

A única "crítica" que tenho ao álbum é que é difícil escolher os que se destacam, porque o groove e a atmosfera são muito consistentes do começo ao fim. No entanto, isso faz com que a duração mais curta funcione bem, e o álbum ainda deixa você querendo mais depois que a última faixa termina. No entanto, uma das minhas favoritas do início é "You Got It!", que por si só é um microcosmo do ethos curto, mas doce, do álbum, conseguindo parecer uma música completa com uma duração de menos de 2 minutos.

Se você gosta de trip hop, downtempo, Bedtime Stories da Madonna, Janet at large dos anos 90, Transient da Gaelle e as colaborações de Tricky e Martina Topley-Bird... corra, não ande.


Pink Floyd - Pink Floyd at Pompeii - MCMLXXII (2025)

 

Pink Floyd ao vivo em Pompéia. Que apresentação absolutamente lendária. Você tem uma banda, prestes a estourar, que encontrou seu som com discos como Meddle e Obscured by Clouds. Eles ainda não tinham lançado The Dark Side of The Moon, pois isso foi em 1972, então eles tocam suas longas faixas experimentais de rock espacial de seus álbuns anteriores. Eles tocam essas músicas em um antigo coliseu em uma cidade soterrada, na frente de ninguém além de seus roadies e equipe técnica. Que apresentação misteriosa.

A apresentação começa com uma pequena abertura e depois a primeira metade de "Echoes". Sim, eles dividiram "Echoes" para encerrar o álbum, assim como "eles fariam com Shine on You Crazy Diamond". É tão legal e faz você se perguntar se houve alguma influência ali. Então somos lançados na intensa "Careful with That Axe, Eugene", que explode em uma explosão de som alto após uma construção intensa por cerca de 6 a 7 minutos. “A Saucerful of Secrets” nunca foi meu álbum ou música favorita, então, embora essa música ao vivo seja legal e represente perfeitamente o som inicial do Pink Floyd, é um ponto fraco da apresentação para mim. A energética e estrondosa “One of These Days” é executada com maestria, seguida por um pequeno interlúdio “Mademoiselle Nobs”. Encerramos a apresentação perfeitamente com a última metade de “Echoes”.

Esta é uma apresentação tão legal, uma das mais legais de todos os tempos. É tocada com perfeição, e você pode dizer o quão focada a banda estava musicalmente neste momento. Um período tão interessante para eles tocarem neste local com essas músicas. Esta será considerada uma das apresentações musicais mais legais de todos os tempos. É simplesmente épico.


CRONICA - TOMMY JAMES AND THE SHONDELLS | Hanky Panky (1966)

 

Tommy JAMES AND THE SHONDELLS é um desses grupos americanos que desfrutou de grande popularidade nos anos 60, tendo colocado 7 títulos no Top 10 (incluindo 2 em 1º lugar) da Billboard Hot 100 americana entre 1966 e 1969.

Vindo de Niles, Michigan, a banda de Tommy James foi formada como Tommy JAMES & THE SHONDELLS em 1964 e antes disso começou como THE ECHOES (começando em 1959, quando Tommy James tinha apenas 12 anos) e depois como Tom AND THE TORNADOES. Foi somente em 1966 que Tommy JAMES AND THE SHONDELLS lançou seu primeiro álbum de estúdio, intitulado  Hanky ​​​​Panky . Tommy James tinha 19 anos na época.

Este primeiro álbum de Tommy JAMES AND THE SHONDELLS, com seu toque Garage-Rock/Pop-Rock, é composto principalmente de covers, músicas escritas por compositores de fora do grupo, e contém apenas 3 composições originais da banda de Tommy James. E dentre esses títulos, apenas um chega e ultrapassa os 3 minutos. E desde seu primeiro álbum, Tommy JAMES AND THE SHONDELLS alcançou o primeiro lugar nas paradas com "Hanky ​​​​Panky", uma canção escrita por Jeff Barry e Ellie Greenwich, que inicialmente planejaram compô-la para o THE RAINDROPS antes de passá-la para a banda de Tommy James. Essa música de andamento médio com melodias cativantes é fundamentalmente irresistível, digna de sucesso, e há muito tempo se estabeleceu como um clássico em potencial dos anos 60. Chegou ao 1º lugar nos EUA, mas também no Canadá; Também ficou em 2º lugar na Áustria, 3º na Alemanha e África do Sul, 9º na Holanda, 38º na Grã-Bretanha e é uma aposta segura que THE RAINDROPS deve ter se sentido mal em retrospectiva... O outro single do álbum foi "Say I Am (What I Am)", uma canção escrita por Barbara e George Tomsco, muito Pop-Rock no fundo, com suas melodias simples e brilhantes e caracterizada por trocas animadas entre Tommy James e os coros. Este não teve o mesmo sucesso que "Hanky ​​​​Panky", mas ainda assim ficou em 21º lugar nos EUA e 12º no Canadá.

Além desses singles, este álbum está cheio de covers. E alguns deles valem a pena o desvio. É o caso de "Good Lovin'" (um cover de THE OLYMPICS de 1965), que foi tratada numa versão fundamentalmente Garage-Rock/Rock n' Roll com muita energia e entusiasmo; de "Shake A Tail Feather", um cover de THE FIVE DU-TONES (de 1963) tocado em uma versão divertida, transbordando vocais de apoio entusiasmados; de "I'll Go Crazy", um velho clássico de James BROWN do início da década que aparece aqui numa versão bastante crua, é marcada pela presença do saxofone e principalmente pela excelente performance vocal de Tommy James. Outros dois covers são cantados pelo baixista Mike Vale: é "I'm So Proud" do THE IMPRESSIONS (um título que data de 1964) que evolui em um ritmo lento, como um slow enfeitiçante, reforçado por coros e aparece em uma versão suave, decididamente Soul; e "Love Makes The World Go Round", uma canção de Deon JACKSON (um cantor de soul) que data de 1965 e cuja versão leve e despreocupada aqui é perfeitamente compatível com o contexto de meados dos anos 60. Tommy JAMES AND THE SHONDELLS também fez um cover de "Cleo's Mood", de Junior WALKER & THE ALL STARS, um instrumental de andamento médio que foi tocado em uma versão pop jazzística. De resto, "Lots Of Pretty Girls", escrita por Paul Leka e Paul Rush, é uma composição Pop-Rock/Garage-Rock firmemente ancorada em meados dos anos 60, tão cativante quanto você quiser. 3 composições próprias do grupo completam este álbum: "The Lover", cantada em coro, com um ritmo tônico e típico do Pop-Rock, tinha potencial de hit, capacidade de agradar os fãs dos BEATLES. A música de andamento médio "Don't Throw Our Love Away", com suas melodias deliciosas e harmonias vocais despreocupadas, é um ótimo achado. Quanto a "Soul Searchin' Baby", é uma composição pop com tons soul cantados em coro e, em última análise, anedóticos.

Este primeiro álbum de Tommy JAMES AND THE SHONDELLS está em sintonia com sua época. Muito agradável de ouvir, é fácil de ouvir, tem algumas músicas que poderiam ter sido um sucesso nas paradas da época (aliás, foi o que "Hanky ​​​​Panky" fez) e melodias fáceis de lembrar. Para constar,  Hanky ​​​​Panky , após seu lançamento, alcançou a posição 46 na parada de álbuns dos EUA.

Lista de faixas :
1. Hanky ​​​​Panky
2. I'll Go Crazy
3. I'm So Proud
4. The Lover
5. Love Makes The World Go Round
6. Good Lovin'
7. Say I Am (What I Am)
8. Cleo's Mood
9. Don't Throw Our Love Away
10. Shake A Tail Feather
11. Soul Searchin' Baby
12. Lots Of Pretty Girls

Formação :
Tommy James (vocal),
Joseph Kessler (guitarra),
George Magura (baixo, piano, saxofone, vibrafone),
Mike Vale (baixo, vocal),
Vincent Pietropaoli (bateria, clarinete, saxofone).

Etiqueta : Roleta

Produtores : Bob Mack e Henry Glover



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