sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O Hard Rock escocês dos Nazareth

 

"Snakes 'N' Ladders", de jun/89, foi o álbum mais infeliz já feito pelo Nazareth"Acabamos tendo que completá-lo com covers porque não tínhamos repertório novo suficiente", contou o baixista Pete Agnew. Contra todas as probabilidades, o  jovem guitarrista de Glasgow Billy Rankin foi persuadido a retornar. "No Jive", de nov/91, foi o 18º álbum do Nazareth, mas o primeiro em sete anos a ser lançado no Reino Unido. Eles até fizeram alguns shows na Grã-Bretanha. Ajudou o fato de a banda ter ganhado elogios e publicidade consideráveis ​​com o patrocínio do Guns N’ Roses, cujo vocalista Axl Rose pediu a Dan McCafferty que cantasse "Love Hurts" em seu casamento com Erin Everly (filha de Don Everly, dos The Everly Brothers, e musa da canção "Sweet Child O'Mine" - o casamento aconteceu em abr/90, mas os dois já se relacionavam desde 86). Antes disso, o Guns implorou a Manny Charlton que produzisse um álbum para eles. O guitarrista realmente tentou fazer isso, mas jogou a toalha quando no máximo dois membros da banda apareceram para tocar num determinado momento. Em 1993, o GN’R demonstrou o quão era fã do Nazareth gravando uma versão de "Hair Of The Dog" para seu álbum de covers "The Spaghetti Incident?" (de nov/93). "Pouco antes de eles se tornarem realmente famosos, fizemos seis shows na Califórnia e eles compareceram a todos eles", lembrou Agnew com carinho. "Mais tarde, em Winnipeg, estávamos tocando num local para 5.000 lugares, eles estavam na estrada, mas vieram e ficaram bem na frente do palco para o nosso show. Nosso público ficou dizendo: ‘Jesus, são os caras do Guns N’ Roses!’ e fazendo sinais do Diabo para nós". McCafferty: "Nós ficamos pensando, vocês não poderiam ir para a lateral do palco? Aquelas pessoas deveriam estar olhando para nós! Eu ri quando Axl me pediu para cantar 'Love Hurts' no casamento dele, porque a canção pareceu durar mais que o casamento! Cerca de umas 18 pessoas – 18 pessoas! – do empresariamento deles ficaram me ligando. Acabei dizendo a eles que estava ocupado, o que era verdade, mas aceitei ao final". E "No Jive", como era? Ah, após desaparecer do mundo do Rock por alguns anos, o Nazareth até se manteve firme e festejou toda a revolução Grunge como se ainda estivesse em 79. Olha, "No Jive" foi fácil o melhor álbum da banda desde "Malice In Wonderland", de 80. Um trabalho forte, focado, espécie de volta aos trilhos (com destaque para as faixas "Hire and Fire", "Right Between The Eyes" e "Thinkin' Man's Nightmare"). 
As coisas estavam melhorando até que Billy Rankin mais uma vez optou por uma carreira solo e saiu após o lançamento do álbum "Move Me", de 1994. Rankin havia trazido a eles um toque mais Pop do que estavam acostumados. Algumas biografias afirmam que ele saiu, outros que ele foi demitido. Numa entrevista, Agnew foi tímido: "Não vou mexer na nossa roupa suja. Percebemos que não funcionaria mais se ele ficasse, porque não estávamos pensando da mesma forma". Então foi um acordo mútuo? "Estávamos com picuínhas, então foi mais para a demissão", disse Agnew. "Mas como todos os outros que estiveram na banda, ainda somos amigos de Billy". Quanto à "Move Me", foi outro álbum bastante forte, com algumas ótimas faixas ("Steamroller", "Move Me", "Rip It Up" e "Demon Alcohol"). Talvez, numa parte faltasse criatividade, mas a banda compensava isto no ataque. Passou-se bastante tempo e, em ago/98, a banda lançou "Boogaloo", seu vigésimo álbum. Estimulados pela chegada do novo guitarrista Jimmy Murrison e do tecladista Ronnie Leahy, e assinados com uma gravadora (a alemã SPV) que parecia se importar, eles estavam prontos para recuperar o tempo perdido. Claro, o Nazareth estava bem longe do auge de meados dos anos 70. Porém, aqui até que funcionava bem. O som da banda nem tinha mudado tanto, mas suas canções eram pouco inspiradas para gerar maior impacto, exceto para fãs obstinados. Em meio a piadas autodepreciativas sobre a idade da banda e sobre estarem fora de moda, eles se apresentaram otimistas. "Só a morte nos deterá", prometeu Dan McCafferty, na época do lançamento, e ainda teve o bom humor de acrescentar: "Mas isso pode acontecer este ano". É, mas infelizmente o cantor estava certo, e em 30/abr/1999, no início da segunda etapa da turnê do disco, Darrell Sweet sentiu-se mal no momento em que o ônibus da turnê se aproximava de Indiana. A família do baterista tinha histórico de ataques cardíacos, mas ninguém esperava que Sweet sucumbisse a um com apenas 51 anos.
Pete Agnew, Darrell Sweet, Dan McCafferty, Leahy e Murrison
Emocionalmente abalada, a banda parou a turnê por seis semanas ("Não podemos mais nos importar com a divulgação do álbum", falou McCafferty), depois reorganizou as datas com Lee Agnew, o filho mais velho de Pete, na bateria. A essa altura, porém, a SPV havia parado de promover o álbum "Boogaloo", deixando o Nazareth novamente sozinho. "Darrell era um touro", afirmou McCafferty. "Ele gostaria que Nazareth continuasse. E Lee era da família, então ele foi a escolha natural". A banda foi menos filosófica em relação à enxurrada de pedidos de emprego vindos de bateristas renomados, alguns quatro dias após a morte de Sweet. Um oportunista nos EUA até escreveu alegando que teve um sonho em que Darrell lhe entregou suas baquetas douradas. "Elas eram cor de prata", McCafferty contou com irritação. Em 2001, o Nazareth aceitou a oferta de alguns shows britânicos – os primeiros fora da Escócia em quase uma década – junto com o Uriah Heep. Os shows foram atormentados por doenças, mas a experiência aguçou o apetite de todos. "Em setembro faremos nossa primeira turnê de verdade em mais de 20 anos", prometeu Agnew. "Com isso, refiro-me a uma verdadeira série de shows. Até agora, não tinha sido realmente viável financeiramente, mas chegamos ao ponto em que estamos podendo fazer isso. Nós só queremos nos divertir. Ganharemos grana em quaisquer outros lugares. Faremos isso para compensar os custos. Deve haver pessoas por aí que ainda gostam do nosso tipo de música". Em 2004, o Nazareth renovou a fé nessa crença a partir do surpreendente sucesso alcançado pelo The Darkness. Na verdade, a banda citou o Nazareth como uma influência. "The Darkness é uma banda adorável, porque acho que eles estão irritando", contou McCafferty, bebendo uma golada de conhaque. "E se eles estão falando sério, bem… Isso é realmente muito triste". Talvez um dia o The Darkness também tenha oito milhões de álbuns falsificados em circulação na Rússia (uma estimativa conservadora do número de álbuns do Nazareth lá, aparentemente). "Você precisa entender o quão grande é Nazaré por lá", Agnew ressaltou com orgulho. "Em termos de bandas de Rock ao redor do mundo, teríamos sorte se estivéssemos no Top 20, mas na Rússia estaríamos no topo da lista e o Led Zeppelin estaria em algum lugar entre os dez primeiros. É assim que as coisas são lá".
Com mais de 20 milhões de álbuns oficiais vendidos em todo o mundo, o Nazareth está atualmente sem gravadora (embora a maior parte do seu catálogo permaneça com a Eagle Records). E eles não estão prendendo a respiração esperando respeito por suas mais de três décadas no mundo da música. "É engraçado. Éramos uma banda de Rock, éramos estrelas Pop e de repente nos tornamos dinossauros", concluiu Agnew com um sorriso malicioso. "Mas se você conseguir viver o período dos dinossauros, você se tornará uma lenda. Agora é tarde demais para se tornar encanador. E enquanto Dan e eu estivermos por perto, sempre haverá um Nazareth". Entre 2002-2013, a formação foi Dan McCafferty (vocais), Pete Agnew (baixo), Jimmy Murrison (guitarra) e Lee Agnew (bateria). Neste período, eles lançaram "Live from Classic T Stage", em 2005; "Live in Brazil", em  2007; "The Newz", em 2008; "Big Dogz", em  2011; e "Rock 'n' Roll Telephone", em 2014. "The Newz" foi o vigésimo primeiro álbum de estúdio da banda e o primeiro com o baterista Lee Agnew. Foi um inesperado retorno à boa forma (a propósito, um rejuvenescimento criativo milagroso similar ao que aconteceu com o Uriah Heep). Embora fosse nada novo em termos estilísticos, era possivelmente o melhor deles desde 81, uma recaptura do espírito e da força dos anos 70. "Big Dogz" seguiu pelo mesmo caminho, sem qualquer "reforma estilística" e entregando ao fã o que eles seguramente esperam: doses de Blues-Rock sem remorso e na cara, vocais encharcados de uísque, zero de cantigas delicadas. Bem, claro, nem todas as faixas eram vencedoras, mas nesta altura do campeonato o Nazareth ser ainda capaz de compor Rocks comparáveis a seus trabalhos anteriores era certamente uma conquista. Entretanto, em 2013, a banda anunciou a aposentadoria de Dan McCafferty devido a problemas de saúde. Isto fez de Pete Agnew o último membro original remanescente. Em 2014, o escocês Linton Osborne foi anunciado como substituto de McCafferty (com as bençãos do ex-cantor). Porém, naquele dez/2014, a banda teve que cancelar vários shows e adiar turnês devido a Osborne ter contraído um vírus.
Em jan/2015, ele anunciou sua saída da banda. No mês seguinte, Carl Sentance foi anunciado como novo vocalista. Com ele, o Nazareth já lançou "Tattooed on My Brain" (2018) e "Surviving the Law" (2022). O guitarrista original Manny Charlton morreu em 5/jul/2022, aos 80 anos. Em 8/nov/2022, Dan McCafferty morreu aos 76 anos. Estes dois álbuns são estranhos, não parecem realmente Nazareth. Som moderno, pesado, mas sem aquela sonoridade setentista e sem os vocais de McCafferty. 



Grandes canções: Eagles - "Hotel Califórnia" (1977)

"Hotel California", o hino dos Eagles, era a faixa de abertura do álbum de mesmo nome (gravado entre mar-out/76 e lançado em dez/76) e também saiu como segundo single, em fev/1977. Composição de Don Felder (música), Don Henley e Glenn Frey (letras), ela trouxe Henley nos celestiais vocais e incluía um icônico duelo de 2 minutos e 12 segundos entre as guitarras de Felder (numa Gibson EDS-1275 de dois braços) e Joe Walsh (com uma Fender Telecaster), as quais se enfrentavam em solos arrebatadores antes de se juntar harmonizando em uníssono e tocando arpejos juntos até o final. A canção tornou a mais conhecida da banda e o longo solo já foi votado como o melhor em todos os tempos. Ela ganhou o Grammy em 78 e o significado das letras tem sido objeto de debates entre fãs e especialistas desde seu lançamento. A própria banda já descreveu a canção como "nossa interpretação para a vida de badalação em Los Angeles". Em 2013, no doc "History Of The Eagles", Henley disse que a canção era sobre "uma viagem da inocência à experiência... é tudo". Desde seu lançamento, "Hotel California" tem sido amplamente considerada uma das maiores canções do Rock em todos os tempos. Uma demo instrumental foi inicialmente desenvolvida por Don Felder numa casa alugada na praia de Malibu. Ele a gravou junto com uma bateria eletrônica e sua guitarra de 12 cordas. Depois, mixou uma linha de baixo e deu a Don Henley e Glenn Frey uma cópia da gravação a cada um. Felder, que conheceu os Eagles através de seu colega de escola Bernie Leadon, contou que Leadon o aconselhou a fazer fitas das canções que compusesse para que outros membros (como Henley, cujo forte era cantar e colocar letras) pudessem trabalhar com ele na finalização daquelas que eles gostassem mais. A demo que ele fez para "Hotel California" tinha influências de música latina e Reggae e chamou a atenção de Henley. A dupla ficou interessada na canção e debateu um conceito para a letra. Felder contou em 2008: "Don e Glenn escreveram a maioria da letra. Nenhum de nós era da Califórnia, mas todos nós dirigíamos para L. A. à noite. Víamos o brilho das luzes no horizonte e imagens passavam pela cabeça sobre Hollywood e todos os sonhos que temos e, então, foi mais ou menos sobre isso". Henley escolheu o tema "Hotel California" ao observar como o The Beverly Hills Hotel havia se tornado um ponto focal literal e simbólico de suas vidas naquela época. Ele contou: "Estávamos recebendo uma educação de vida, no amor, nos negócios... Beverly Hills era um lugar mítico para nós. Tornou-se um símbolo e o hotel era o lugar de tudo que L. A. passou a significar para nós". Foi Frey quem criou o cenário cinematográfico de uma pessoa que, cansada de dirigir uma longa distância no deserto, via um lugar para descansar e parava para passar a noite, porém ali encontrava um "mundo estranho povoado de personagens esquisitos" e se tornavava rapidamente amedrontado pela sensação claustrofóbica de estar preso numa teia perturbadora da qual talvez nunca conseguisse escapar. Frey contou: "Queríamos compor uma canção como se fosse um filme em que os planos fossem passando um para o outro. Decidimos criar algo estranho. Henley fez a maior parte das letras com base nesta ideia"
Hotel California
On a dark desert highway / Em uma estrada escura e deserta
Cool wind in my hair / Vento fresco em meu cabelo
Warm smell of colitas / Cheiro morno de colitas (uma flor do deserto)
Rising up through the air / Se espalhando pelo ar
Up ahead, in the distance / Mais na frente, à distância
I saw a shimmering light / Eu vi uma luz trêmula
My head grew heavy and my sight grew dim / Minha cabeça ficou pesada e minha visão embaçou
I had to stop for the night / Eu tive que parar para passar a noite

There she stood, in the doorway / Lá estava ela, parada na porta
I heard the Mission bell / Eu ouvi o sino da Missão (igreja de missionários católicos)
And I was thinking to myself / E eu estava pensando comigo mesmo
This could be heaven or this could be hell / Aqui pode ser o céu ou pode ser o inferno
Then she lit up a candle and she showed me the way / Então, ela acendeu uma vela e me mostrou o caminho
There were voices down the corridor / Havia vozes pelo corredor
I thought I heard them say / Eu pensei que as ouvi dizendo

Welcome to the Hotel California / Bem-vindo ao Hotel Califórnia
Such a lovely place / Que lugar encantador
(Such a lovely place) / (Que lugar encantador)
Such a lovely face / Que rosto encantador
Plenty of room at the Hotel California / Muito espaço no Hotel Califórnia
Any time of year / Em qualquer época do ano
(Any time of year) / (Em qualquer época do ano)
You can find it here / Você pode encontrar aqui

Her mind is Tiffany-twisted / Ela é obcecada por joias da Tiffany
She got the Mercedes-BenzEla tem uma Mercedes-Benz
She got a lot of pretty, pretty boys / Ela tem vários belos, belos rapazes
That she calls friends / Que ela chama de amigos
How they dance in the courtyard / Eles dançam no pátio
Sweet summer sweat / Doce suor de verão
Some dance to remember / Alguns dançam para lembrar
Some dance to forget / Outros dançam para esquecer

So I called up the captain / Então eu chamei o capitão
Please, bring me my wine / Por favor, traga-me o meu vinho
He said: We haven't had that spirit here since / Ele disse: Não temos esse espírito aqui desde
Nineteen sixty-nineMil novecentos e sessenta e nove
And, still, those voices are calling from far away / E, ainda, aquelas vozes chamam à distância
Wake you up in the middle of the night / Te acordam no meio da noite
Just to hear them say / Só para ouvi-las dizendo

Welcome to the Hotel California / Bem-vindo ao Hotel Califórnia
Such a lovely place / Que lugar encantador
(Such a lovely place) / (Que lugar encantador)
Such a lovely face / Que rosto encantador
They're livin' it up at the Hotel California / Eles estão aproveitando a vida no Hotel Califórnia
What a nice surprise / Que surpresa agradável
(What a nice surprise) / (Que surpresa agradável)
Bring your alibis / Tragam seus álibis

Mirrors on the ceiling / Espelhos no teto
The pink champagne on ice / Champanhe rosé no gelo
And she said: We are all just prisoners here / E ela disse: nós todos somos apenas prisioneiros aqui
Of our own device / Por nossa própria conta
And in the master's chambers / E nos aposentos do mestre
They gathered for the feast / Eles se reuniram para o banquete
They stab it with their steely knives / Eles o apunhalam com suas facas de aço
But they just can't kill the beast / Mas eles simplesmente não podem matar a fera

Last thing I remember / A última coisa de que me lembro
I was running for the door / É que eu estava correndo para a porta
I had to find the passage back / Eu tinha que encontrar a passagem de volta
To the place I was before / Para o lugar onde eu estava antes
Relax, said the night man / Relaxe, disse o guarda noturno
We are programmed to receive / Nós somos programados para receber
You can check out any time you like / Você até pode registrar a saída quando quiser
But you can never leave / Mas você nunca poderá partir




Tesouros perdidos


Nem é preciso reafirmar quão pródiga foi a Inglaterra na explosão do rock progressivo setentista. Além dos muitos nomes consagrados, gerou um sem número de bandas excelentes que não tiveram a mesma sorte do sucesso. Um deles vem de Coventry, nas Midlands. E o quarteto Indian Summer teve o azar (sim, isso mesmo) de ser empresariado pela mesmo escritório do Black Sabbath. Com o sucesso inicial da banda que apontaria o Heavy Metal, eles simplesmente abandonaram o grupo de nome estranho. Mas pelo menos em 1971 eles conseguiram gravar e lançar seu único e maravilhoso álbum que mistura hard com progressivo  com muita categoria e feeling.

Na irresistível mistura, o Indian Summer é mais progressivo do que hard. O fio condutor de sua sonoridade é o inspirado e criativo teclado pilotado Bob Jackson. As melodias são lindíssimas e contagiantes. Não à toa Jackson futuramente estaria ao lado de John “Goldenfingers” Entwistle em trabalhos solos do baixista do Who e também em álbuns solo do lendário vocalista do Heep, David Byron, além de integrar as fileiras do Badfinger e ser mãos de confiança do fabuloso saxofonista Mel Collins (Crimson, Camel, Dire Straits) em diversas empreitadas.



Mas o Indian Summer não é só o Hammond de Jackson. A guitarra de Colin Williams se faz presente em diversos momentos, abrilhantando todo o trabalho que tinha em Malcom Harker um baixo pulsante e em Paul Hooper uma bateria agressiva, com belas em empolgantes viradas, ao melhor estilo prog sofisticado de VDG e ELP. A voz principal da banda também é de Bob Jackson. Se não é das mais sensacionais ao tentar emular Peter Gabriel (nem de longe), seu timbre levemente rouco e grave não compromete. Muito pelo contrário, casa muito bem com a massa sonora executada pelo conjunto.

 O disco traz momentos de grande brilho, que podem ser comparados aos grandes clássicos do gênero, caso da matadora sequência Glimpsie/Half Changed Again/Black Sunshine /From the Film of the Same Name. A sonoridade do Indian Summer chega a lembrar os precursores do Procol Harum (inclusive a voz de Jackson lembra bem a de Gary Glitter), mas a riqueza leva a banda muito além das fronteiras do que de melhor o rock progressivo da terra do rei Charles III produziu.


Infelizmente essa pepita ainda não consta nas minhas louváveis prateleiras de raridades. Conheci esse tesouro não faz muito tempo (como o rock desse período insiste em nos surpreender!!!). Por enquanto se resume à minha biblioteca virtual. A mídia encontra-se esgotada. Até pouco tempo atrás, localizei algumas unidades disponíveis no Discogs com custo médio a proibitivos 650 reais para importar, edição simples (1993 ou 2000, Alemanha e Japão) em capa acrílica, nada deluxe ou com material bônus ou libreto informativo.  O LP, então, beira o ataque cardíaco. Um verdadeiro tesouro perdido!




Em 02/01/1977: Bread lança o álbum Lost Without Your Love

Em 02/01/1977: Bread lança o álbum
Lost Without Your Love
Lost Without Your Love o sexto e último álbum de estúdio da banda americana de soft rock Bread. Lançado em janeiro de 1977.
Lost Without Your Love foi o sexto e último hit no top 10, e alcançou o 9 lugar na Billboard Hot 100 dos EUA em fevereiro de 1977.
"Hooked on You", alcançou posteriormente o 60 lugar.
Lista de faixas:
Lado 1:
1. "Hooked on You" – 2:18
2. "She's the Only One" – 3:00
3. "Lost Without Your Love" – 2:56
4. "Change of Heart" – 3:18
5. "Belonging" – 3:17
6. "Fly Away" – 3:05
Lado 2:
7. "Lay Your Money Down" – 2:41
8. "The Chosen One" – 4:40
9. "Today's the First Day" – 3:24
10. "Hold Tight" – 3:05
11. "Our Lady of Sorrow" – 4:14.
Pessoal:
David Gates - voz, guitarra, baixo, teclados
James Griffin - voz, guitarra, teclados
Larry Knechtel - teclados, baixo, guitarra
Mike Botts - bateria
Pessoal adicional
Dean Parks - guitarra
Michael Boddicker - sintetizadores
Tom Scott - saxofone, instrumentos de sopro.



Em 02/01/1976: Barry White lança o álbum Let the Music Play

Em 02/01/1976: Barry White lança o álbum
Let the Music Play
Let the Music Play é o quinto álbum de estúdio auto produzido pelo cantor de R&B americano
Barry White. Gravado em 1975 e lançado em janeiro de 1976 pela gravadora 20th Century.
Alcançou a 8ª posição na parada de álbuns de R&B e alcançou a posição 42 na Billboard 20. Também alcançou a posição 22 na UK Albums Chart. Rendeu o single Top Ten da Billboard R&B, "Let the Music Play", que na verdade foi um outtake de seu álbum anterior, Just Another Way to Say I Love You, e alcançou a posição 4. Também alcançou a posição 32 na Billboard Hot 100 e 9 na UK Singles Chart. Outro single,
" You See the Trouble with Me ", alcançou a 14ª posição na parada de R&B e a 2ª posição na UK Singles Chart. O terceiro single, "Baby, We Better Try to Get It Together", alcançou a 29 posição na parada R&B, e 92 na Billboard Hot 100 e 15 na UK Singles Chart.
Foi remasterizado digitalmente e relançado em CD com faixas bônus em 14 de fevereiro de 2012 pela Hip-O Select.
Listagem de faixas:
Todas as faixas são escritas por
Barry White.
Lado um:
1. "I Don't Know Where Love Has Gone" : 4:57
2. "If You Know, Won't You Tell Me" : 5:04
3. "I'm So Blue and You Are Too" : 7:05
Lado dois:
1. "Baby, We Better Try to Get It Together" : 4:26
2. "You See the Trouble with Me" : 3:30
3. "Let the Music Play" : 6:16.
Faixas bônus remasterizadas de 2012:
7. "Let the Music Play" (Single Version): 3:30
8. "Let the Music Play"
(Instrumental B-Side Version) : 5:48
9. "Let the Music Play"
(M+M Throwback Mix) : 9:07
10. "Let the Music Play"
(Funkstar's Club Deluxe Mix) : 5:50
11. "Let the Music Play"
(Alternate Version) : 4:34.


Em 02/01/1985: Legião Urbana lança o seu álbum de estreia.

Em 02/01/1985: Legião Urbana lança o seu álbum de estreia.
Legião Urbana é o álbum de estreia da banda de rock brasileira legião urbana. Lançado em 2 de janeiro de 1985, pela gravadora EMI Music.
Foi gravado entre outubro a dezembro de 1984, gravado por Amaro Moço como disco de vinil. "Será", "Geração Coca-Cola" e "Ainda É Cedo" puxaram a vendagem do álbum, e se tornaram uns dos grandes sucessos da rádio brasileira. Os desenhos do encarte feitos pelo baterista Marcelo Bonfá, e as fotos Maurício Valladares. Para divulgação do álbum, "Será" foi escolhida como primeira música de trabalho, e um vídeo clipe foi feita para ela, gravado entre os dias 25, 26 e 27 de maio de 1985 na casa noturna Rose Bom Bom, em São Paulo, com direção de Toniko Melo. Toda as faixas, com exceção de "Por Enquanto" já estavam prontas antes das sessões de gravação do disco. Legião Urbana vendeu 550.000 cópias e foi classificado na 40ª posição na lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil.
Faixas: Edição regular:
Lado 1:
1. "Será" : 2:30 ,
2. "A Dança" : 4:01
3. "Petróleo do Futuro" : 3:02
4. "Ainda É Cedo" : 3:57
5. "Perdidos no Espaço" : 2:57
6. "Geração Coca-Cola" : 2:22
Lado 2:
7. "O Reggae" : 3:33 ,
8. "Baader-Meinhof Blues" : 3:27
9. "Soldados" : 4:50 ,
10. "Teorema" : 3:06
11. "Por Enquanto": 3:16
Duração total: 37:09.
Créditos Legião Urbana:
Renato Russo - voz, violão e teclados
Dado Villa-Lobos - guitarras e violão
Renato Rocha - contrabaixo
Marcelo Bonfá - bateria, percussão e Glockenspiel
Ricardo Leite - capa.



Em 02/01/1972: Neil Young lança a canção Heart of Gold

Em 02/01/1972: Neil Young lança a canção Heart of Gold
Heart of Gold é uma canção do compositor e cantor canadense Neil Young.
Lançado em janeiro de 1972 do álbum Harvest de 1972, é até agora o único single de Young nos Estados Unidos. No Canadá, alcançou o primeiro lugar na parada de singles nacional da RPM pela primeira vez em 8 de abril de 1972, data em que Young ocupou o primeiro lugar nas paradas de singles e álbuns. A Billboard a classificou como a música nº 17 em 1972.
Em 2004, a Rolling Stone classificou-a em
297 em sua lista das 500 melhores canções
de todos os tempos, e em 303 em uma lista atualizada de 2010, e em 259º lugar em 2021.
Pessoal:
Neil Young - vocal principal, violão, gaita
Teddy Irwin - guitarra ,
Tim Drummond - baixo ,
Kenny Buttrey - bateria
James Taylor - vocais de apoio
Linda Ronstadt - vocais de apoio.


Em 02/01/1981: Bonnie Tyler lança o álbum Goodbye to the Island

Em 02/01/1981: Bonnie Tyler lança o álbum Goodbye to the Island
Goodbye to the Island é o quarto álbum de estúdio da cantora de rock galesa Bonnie Tyler. Lançado em janeiro de 1981, o último álbum com a gravadora RCA Records. Ronnie Scott e Steve Wolfe escreveram a maioria das canções e co-produziram o álbum com Hugh Murphy.
Goodbye to the Island teve vendas mais fracas que todos os álbuns que Bonnie Tyler lançou pela RCA Records, alcançando o 38ª lugar na Noruega. Foi lançado em vinil e cassete.
Em 1991, a gravadora Castle Communications lançou o álbum CD com uma arte alternativa.
Foi relançado em 2010 pela gravadora 7T's com duas faixas bônus. Foi destaque no box set de 2019 The RCA Years, e foi lançado pela gravadora Cherry Pop com oito faixas bônus. Esta versão do álbum foi lançada digitalmente nos Estados Unidos e Canadá em 2020.
Listagem de faixas:
Todas as faixas produzidas por
Hugh Murphy, Ronnie Scott e Steve Wolfe, exceto "I'm Just a Woman" e "We Danced on the Ceiling", produzidas por Hugh Murphy.
Goodbye to the Island - Standard edition.
Lado um:
1. "I'm Just a Woman" : 5:08
2. "We Danced on the Ceiling" : 4:58
3. "Wild Love" : 3:51
4. "The Closer You Get" : 3:51
Lado dois:
6. "Goodbye to the Island" : 3:13
7. "Wild Side of Life" : 3:46
Comprimento total: 42:02.
Goodbye to the Island -
relançamento de 2009 (faixas bônus)
11. "Come On, Give Me Lovin'" : 3:21
12. "Get Out of My Head" : 4:16
13. "I Believe in Your Sweet Love"
(Single Version) : 3:42.
Pessoal:
Bonnie Tyler - vocais
Steve Lipson - guitarra
Betsy Cook , Mike McNaught - teclados
Jeff Allen , Liam Genockey - bateria
Raphael Ravenscroft - saxofone
Betsy Cook, John Cameron , Mike McNaught, Wil Malone - arranjos.



Em 02/01/1982: Michael Jackson lança a canção Billie Jean

Em 02/01/1982: Michael Jackson lança a canção Billie Jean
Billie Jean é uma canção do cantor americano Michael Jackson, lançada pela gravadora Epic Records em 2 de janeiro de 1983, como o segundo single do sexto álbum de estúdio de Michael Jackson, Thriller (1982). Foi escrito e composto por Michael Jackson e foi produzido por Jackson e Quincy Jones.
"Billie Jean" com a mistura pós-disco, rhythm and blues, funk e dance-pop. A letra descreve uma mulher, Billie Jean, afirma ser o narrador o pai de seu filho recém-nascido, o que ele nega. Michael Jackson disse que a letra foi baseada em afirmações de groupies sobre seus irmãos mais velhos quando ele viajou com eles como o Jackson 5. "Billie Jean" alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100, liderou a parada de singles da Billboard Hot Black três semanas e tornou-se single de maior ascensão de Michael Jackson desde " ABC ", " The Love You Save " e " I'll Be Lá "em 1970, todos os quais ele gravou como um membro do Jackson 5.
A Billboard classificou-a como a música nº 2 em 1983. "Billie Jean" é certificada como 6 × Platinum pela Recording Industry Association
of America (RIAA). Vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se um dos singles mais vendidos todos os tempos. Foi também um hit número um no Reino Unido, Canadá, França, Suíça e Bélgica, e alcançou os dez primeiros em muitos outros países.
"Billie Jean" foi um dos singles mais vendidos de 1983, ajudando Thriller a se tornar o álbum mais vendido de todos os tempos, e se tornou single solo mais vendido de Michael Jackson.
A atuação de Michael Jackson em "Billie Jean" no especial de TV Motown 25: Yesterday, Today, Forever foi aclamada e indicada ao Emmy. Apresentou uma série de assinaturas de Michael Jackson, incluiu o moonwalk, colete de lantejoulas pretas, calças de alta água, e foi
amplamente imitado. O videoclipe de "Billie Jean", dirigido por Steve Barron, foi o primeiro videoclipe de um artista negro a ser exibido em grande rotação na MTV. Juntamente com os outros vídeos produzidos para Thriller, ajudou a estabelecer a importância cultural da MTV e a tornar os vídeos musicais uma parte integrante da música popular marketing.
O arranjo sobressalente de "Billie Jean" foi o
pioneiro no que um crítico chamou de "música pop elegante e pós-soul". Também introduziu um estilo lírico mais paranoico para Jackson, uma marca registrada de sua música posterior. "Billie Jean" recebeu honras, incluindo dois Grammy Awards e um American Music Award. Em uma lista compilada pela Rolling Stone e MTV em 2000, foi classificada como a sexta maior canção pop desde 1963. Rolling Stone colocou no 58 lugar na lista das 500 melhores canções de todos os tempos em 2004, e no 44 lugar na atualização de 2021 da lista.
Também foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame 's 500 Songs That Shaped Rock and Roll. Frequentemente listado em pesquisas de revistas das melhores canções já feitas, "Billie Jean" eleita o maior disco de dança de todos os tempos pelos ouvintes da BBC Radio 2.



Em 02/01/1979: UFO lança o álbum Strangers in the Night

 

Em 02/01/1979: UFO lança o álbum
Strangers in the Night (A Double Live Album) é um álbum ao vivo da banda britânica de hard rock UFO. Foi lançado em janeiro de 1979 pela gravadora Chrysalis. Foi gravado no outono de 1978 nos shows Chicago, Illinois e Louisville, Kentucky. Foi a última gravação do UFO com o guitarrista Michael Schenker antes da reunião em 1993. Mas Michael Schenker deixou o UFO durante a turnê; e levou a recrutar o ex-colega de banda e ex-guitarrista do Lone Star Paul Chapman. Há rumores que Michael Schenker se recusou a gravar quaisquer overdubs para o álbum, o que tornaria este um relato preciso de seu trabalho de guitarra ao vivo. Quando ele discutiu o álbum, Schenker falou de decepção com as faixas escolhidas, dizendo que "havia tomadas melhores que poderiam ter usado". Strangers in the Night alcançou o 7ª lugar nas paradas do Reino Unido e a 42ª nas paradas dos EUA.
Strangers in the Night é frequentemente listado por críticos e fãs como um dos maiores álbuns de rock ao vivo de todos os tempos. A revista Kerrang! listou o álbum na 47ª posição entre os "100 Maiores Álbuns de Heavy Metal de Todos os Tempos". Slash, guitarrista do Guns N' Roses, afirmou que este é seu álbum ao vivo favorito. Os membros fundadores do UFO,
Pete Way (baixo) e Andy Parker (bateria), ambos dizem que é seu disco favorito do UFO.
Dois EPs ao vivo em 1979 também foram bem sucedidos para a banda. Em fevereiro, " Doctor Doctor " (tirado do álbum), juntamente com "On with the Action" (gravado na turnê americana de 1978) a faixa de estúdio "Try Me", alcançou o 35º lugar no UK Singles Chart; foi a primeira vez que a banda chegou ao Top 40 do Reino Unido. "Shoot Shoot", juntamente com "Only You Can Rock Me" e "I'm a Loser", chegaria ao número 48 no Reino Unido em abril. Algumas das músicas foram gravadas de um show da turnê do UFO com o Blue Öyster Cult.
Em 1999, a gravadora EMI relançou Strangers in the Night como uma edição expandida com duas músicas bônus, "Hot 'n' Ready" e "Cherry". No Record Store Day, 2020, Chrysalis lançaria Live in Youngstown 1978, um dos seis shows gravados para Strangers in the Night.
Lista de faixas:
LP Original:
Lado um:
1. "Natural Thing" – 3:57
2. "Out in the Street" – 5:07
3. "Only You Can Rock Me" – 4:08
4. "Doctor Doctor" – 4:42
Lado dois:
5. "Mother Mary" – 3:25
6. "This Kid's" – 5:11
7. "Love to Love" – 7:58
Lado três:
8. "Lights Out" – 5:23
9. "Rock Bottom" – 11:08
Lado quatro:
10. "Too Hot to Handle" – 4:26
11. "I'm a Loser" – 4:13
12. "Let It Roll" – 4:48
13. "Shoot Shoot" – 4:07.
Pessoal UFO:
Phil Mogg – vocais
Pete Way – baixo
Andy Parker – bateria
Michael Schenker – guitarra
Paul Raymond – teclados, guitarra,
backing vocals.



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