quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Iron Maiden - Somewhere In Time (1986)

 



O ano de 1986 foi um ano de grandes lançamentos, o Slayer e o Metallica chegavam ao ápice do Thrash metal, mas por outro lado outras bandas entravam em declínio tentando em vão se adaptar ao mercado norte americano, o Judas Priest, o Grave Digger, entre outras dezenas de bandas acabaram por sair chamuscadas dessas aventuras malsucedidas. O Iron Maiden por sua vez recentemente transformou-se numa das forças definitivas do heavy metal, o passado recente contava com o grande Powerslave e de quebra o Live After Death, um monstruoso álbum vivo, enfim, um clássico, que está no hall dos principais álbuns desse formato e, que, vive perambulando, com destaque, pelas listas das inúmeras publicações de metal ao redor do planeta. 


O sucesso, a fama meteórica seriam postos a prova nesta empreitada nova. Um novo trabalho bem diferente dos anteriores, mas que manteve a energia, a criatividade e força da Dama de Ferro intactas, a formação clássica estava lá no seu auge e desempenhava um trabalho fabuloso de extrema qualidade, positiva. Como bem se sabe um clássico chama outro mesmo que isso não seja verossímil o que dá para aferir dessa máxima é que às vezes o passado ofusca o presente e o sucesso de um disco, ou melhor, de vários deles, assombra o presente e acaba fazendo um bom trabalho passar desapercebido ou ficar apagado quando não injustiçado. 

É inevitável não fazer comparações entre passado e presente, mas é sempre mister que se deve obedecer ao bom senso, ou seja, buscar um ponto de equilíbrio e entender que um artista não repete sempre a mesma fórmula. Ele busca sempre novos rumos, ele experimenta outras sonoridades, tecnologias afim de incrementar seu trabalho objetivando melhores resultados, elevando-se a níveis ainda maiores dentro de suas capacidades, habilidades musicais seja compondo ou mesmo solando, executando um riff ou solo de guitarra, linhas de baixo, as porradas na bateria, a virtuose, a base, a grande estrela vésper do Iron Maiden. 


Dito tudo isto vamos deixar de mais delongas e vamos explorar o universo de Somewhere in Time, o sexto álbum de estúdio do Iron Maiden. Comecemos pela capa, ou seja, o desenho de Derek Riggs já indicava os passos tomados, a imagem futurista do Eddie com uma pistola de laser recém disparada nas mãos cujo cenário remonta ao filme Blade Runner, mas sem qualquer conotação direta ao filme, é a capa uma das capas mais legais, mais bem elaboradas que vestiram um disco de heavy metal. As alterações no som podem ser escutadas nas guitarras, elas foram sintetizadas. Só que o som não ficou fraco, não ficou poser, ou seja, ele ficou forte e ressaltou ainda mais a força, a virtuose, das guitarras gêmeas, Adrian Smith e Dave Murray são os verdadeiros herdeiros das lições do Wishbone Ash. 


A faixa título, “Caught Somewhere in Time”, começa com solos e desenrola-se numa violenta cavalgada de guitarras para ninguém botar defeito e mais o peso que o baixo e a bateria conferiram à música já evidenciavam o talento acima da média dos músicos que expunham um genuíno álbum de heavy metal.  Os anos realmente estavam no ar e os rapazes do Maiden estavam respirando profundamente estes ares, mas ao contrário de reproduzir, eles foram além e criaram um amalgama poderoso e único, clássico que reflete em “Wasted Years” faixa que entra não só em todas as coletâneas, álbuns ao vivo, mas é presença obrigatória nos shows. Outro lado apaixonante é o diálogo com a literatura “Stranger In A Stranger Land”, ou seja, uma referência direta ao escritor de ficção científica Robert Heinlein, a sua clássica obra, mas não é só isso, e o que se ressalva aqui mais uma vez o talento e a inspiração que se sobressaem pelos poros desse quinteto.  


Não há nada aqui que está fora do lugar, a produção caprichada que deixou o álbum perfeitamente audível é perfeitamente possível distinguir os instrumentos e captar os melhores momentos de uma banda afiadíssima em estúdio dando o melhor de si música após música, sem trégua. “Sea of Madness” é monumento a melodia, a estrutura de uma música de heavy metal de “a” até o “z”, os refrãos são plenos e completamente hipnóticos. A voz de Bruce Dickinson parece surfar sobre as melodias entrando na mente e no coração de quem está ouvindo-a, rola um certo sentimento um tanto passional. “Heaven Can Wait” vem com um espírito mais “comercial” típica faixa de metal para estrear nas rádios e não sair de lá. “The Loneliness Of The Long Distance Runner” é outro belo momento que não foge do restante e se encaixa perfeitamente dentro do contexto mantendo o alto nível no álbum, um hit. 


“De Ja Vu” e suas belas melodias e a voz de Bruce Dickinson lá as alturas lado a lado com as guitarras rifando e solando deixam no chinelo cantores como Michael Kiske, que no máximo pode ser considerado um aprendiz do mestre, porém de um talento monstruoso também, os Keepers apesar de grandes álbuns ficam abaixo aqui, infelizmente. É difícil ouvir essas melodias sem o coração, pois é lá que “De Ja Vu” toca, é uma expressão de como a música faz parte do sagrado e liga nós homens e mulheres com o mundo e faz em nós aflorar as sensações mais humanas assim como faz Camões, o heavy metal é uma peça fundamental do humanismo, de fraternidade, igualdade e, claro, de liberdade. O fim do massacre sonoro de Somewhere in Time rola com “Alexander the Great” uma das maiores faixas, um hit, do álbum, mas nunca foi executado ao vivo, o clima épico e emocional tomou conta, Steve Harris é de fato um dos maiores ou talvez o maior compositor de heavy metal, o cara não economizou nas variações, ou seja, foi além dos limites.       

Depois de tudo isso, o que decepciona é saber que a própria banda menospreza o disco, as faixas que foram incorporadas ao set list shows são poucas. Um álbum clássico que conseguiu sobreviver as críticas e manter-se no panteão dos grandes álbuns da banda tornando-se um clássico ainda que questionável deixando marcas profundas o tanto que o fato reputa-se verdadeiro porque vários e vários fãs veem nele de longe o melhor álbum da banda, enfim, a discografia que reflete a carreira bem sucedida desses caras é bem democrática e além deste Iron Maiden (1980) e Killers (1981) para uma parcela considerável também são disparadamente considerados os melhores. Os anos passam e lá se vão trinta e Somewhere in Time continua firme e forte sendo descoberto e ganhando o seus status de clássico pelas novas gerações que a sua maneira vão desfazendo a injustiça feita a ele ouvindo e revendo os conceitos por trás, portanto, para desdizer os que dizem que o Iron Maiden morreu com Powerslave (1986), eu digo que o Iron Maiden renasceu com este clássico. Daqui para a frente a discussão é com vocês, leitores, que vão decidir o qual é o lugar dele e se reputa-se a ela verdadeira a fama de injustiçado ou se era merecedor das críticas que recebeu.    

Lista de músicas

A1 Caught Somewhere In Time 
A2 Wasted Years 
A3 Sea Of Madness
A4 Heaven Can Wait 

B1 The Loneliness Of The Long Distance Runner 
B2 Stranger In A Strange Land 
B3 De Ja Vu 
B4 Alexander The Great.




Iron Angel - Hellish Crossfire (1985)

 



Nos anos da década de 1950 o rock surgiu fazendo um estardalhaço na postura herege de Elvis Presley, o embrião de uma revolução que chegaria ao seu ápice nos anos de 1960 com os Beatles, as mudanças não aconteceram só na estética da música, mas principalmente no comportamento, o questionamento dos padrões da sociedade, a contracultura, enfim, foram anos de grande efervescência cultural, os hippies, a guerra fria e o mundo dividido entre os comunistas e capitalistas e mais as violentas guerras de descolonização de África e Ásia, os anos de 1970, viram a derrota do capitalismo custando mais caro do que o rico dinheiro do contribuinte que teve de enterrar os seus filhos ou vê-los paraplégicos ou que ficaram “esquecidos” como pagamento pelos danos permanentes causados a 80% do solo vietnamita que hoje é improdutivo por conta do excesso de napalm.


Nos anos de 1980, a guerra fria assim como o comunismo entravam na reta final, o Brasil também entrava na reta final de uma sanguinária ditadura militar. O mundo ainda continuava em ebulição na música novos ritmos vinham surgindo dentro do rock, o Black Sabbath havia ensinado como é que fazia álbuns pesados, sombrios e apocalípticos que faziam os filhos dos liberais, classe média se deprimirem com a realidade, o Judas Priest veio na sequência e em 1976 apresentou uma proposta ousada com Sad Wings of Destiny (1976), ou seja, o mundo estava mudando e os britânicos continuavam na crista da onda e na década de 1980, o mundo viu surgir a NWOBHM, cujas bandas alicerçadas nas influências de bandas como tripé formado por Judas Priest (cujos três primeiros álbuns trouxeram os novos caminhos, ou seja, a transformação), Black Sabbath e o Motörhead que trouxe o lado sacana, chapado e casca grossa que manifestava num estilo de vida, enfim estava selado os rumos que o heavy metal tomaria dali para a frente.


As influências da NWOBHM não se restringiram a Inglaterra de onde vieram Iron Maiden, Saxon, Def Leppard, Blitzkrieg, Venom, entre tantas outras, mas se espalhou como um vírus por toda a Europa e países como a Holanda, Bélgica e muitos outros viram seus jovens pegar em instrumentos e formarem suas bandas que se transformaram em referência lançando seus álbuns clássicos que são referências até hoje. A Alemanha também entrou nessa onda e além do Scorpions viu surgir o Aceept, a maior banda do gênero por lá, referência das referências, mas além disso ainda presenteou o mundo com o Sodom, Destruction e o Kreator, o trio é o maior expoente do Thrash metal germânico que compete em igualdade com os mestres americanos como Slayer, Metallica, Megadeth, Anthrax e os demais.

Só que além destes outros pouco conhecidos também surgiram e deixaram uma pequena discografia que não fica em nada devendo aos grandes, o Iron Angel é uma destes pequenos gigantes de carreira e dono de uma minúscula discografia que fala alto e tem um poder de fogo furioso.  Os caras souberam assimilar a fúria do Judas Priest para criar uma massa sonora rápida, pesada e muito violenta, ou seja, carregada de fúria impar chamada de Speed Metal. O início da banda foi na escola no começo da década de 1980, em Hamburgo, Alemanha, eles chamavam-se Metal Gods. Em 1984 gravaram a primeira demo intitulada Power Metal Attack, o primeiro disco saiu Hellish Crossfire saiu pela SPV/Steamhammer, selo que lançou os álbuns grandes nomes germânicos do Thrash metal entre outros do heavy metal de lá quanto do estrangeiro.  


A demo já trazia o Iron Angel pronto para o culto, para blasfemar em nome do heavy metal ou melhor do Speed Metal. Como diziam Dirk Schroder (vocais), Mike Mattews (bateria), Thorsten Lohman (baixo), Petter Wittke (guitarras) e Sven Stüven (guitarras) trata-se de um álbum de heavy e Speed metal feito para todos os fãs do gênero no mundo inteiro. O escrito é tão verdadeiro que logo no começo “The Metalliam” já mostra de cara a que veio o Iron Angel, o som tem destaque para bateria insana de Mattews e para os vocais rasgados e blasfemos de Schroder, as guitarras não passam de verdadeiras serras elétricas. “Sinner 666” continua a linha veloz e agressiva sem fazer qualquer concessão e concentra tudo nas guitarras que funcionam como a guia condutora dos demais instrumentos, um farol no meio da tempestade em meio caos.

“Black Mass” já vem com ritmo um pouco mais cadenciado, mas não deixa cair a energia do álbum, os refrãos grudentos são marcantes. As letras discorrem críticas a religião e não assuntos que tratam do oculto como louvação ao diabo, mas sim questionamento aos valores que a religião prega que como bem se sabe recaem na hipocrisia. Tem também a crítica social como no caso as guerras que naquela época eram travadas constantemente de forma indireta pelos líderes da guerra fria, nos anos 80 as letras eram ainda mais sombrias ao expor as mazelas do mundo e a condição de miséria humana. “The Church Of The Last Souls” retoma o Speed na mais absoluta velocidade é pura pancadaria que merece ser ouvida no mais alto volume, os vizinhos que tampem os ouvidos, ou melhor, que se mudem...          



“Hunter in Chains” é aquele típico heavy acelerado calcado nos riffs de guitarra e que retoma a cadência, tem um ritmo, digamos, alucinante nos solos. “ Rush of Power” é uma faixa da demo que acabou entrando no álbum e a escolha foi sensata devido a qualidade do álbum e ele pede músicas de conteúdo sombrio, explosivas. “Legion of Evil” mostra um conjunto concatenado com os valores do heavy metal, enfim, o que temos aqui é uma sonoridade de combate e que segue com fidelidade a proposta o álbum, o Speed Metal mais bruto e agressivo que um conjunto de músicos pode extrair de seus instrumentos, os solos de guitarra levam a um passeio em terras não sonhadas.

“Wife Of The Devil” extrapola os limites de velocidade, os caras caem de cabeça no caos sonoro arrasando fronteiras colocando em jogo a sanidade, os limites foram derrubados, ou seja, esses alemães definitivamente eram devoradores de miolos. Em “Nightmare” aparentemente uma balada heavy clássica que de repente é encerrada e cai na pancadaria e segura a onda o álbum cujo encerramento vem com “Heavy Metal Soldiers”, um hino de louvor ao heavy metal tocado a velocidade da luz. Depois de Hellish Crossfire nada seria mais o mesmo, o álbum tornou-se um clássico cultuado além da Alemanha, no Brasil foi lançado em LP pela Woodstock Discos que fez um trabalho lançando não apenas este, mas outras alemãs como o Grave Digger, anos mais tarde foi relançado em CD, no Brasil também, ganhando uma versão caprichada com contando com a demo  e o segundo álbum do Iron Angel intitulado Winds of War (que contou o filho de Ritchie Blackmore na guitarra na faixa título, também foi lançado nos dois formatos pelos dois selos), que seguia a mesma proposta só que um pouco mais leve que o Hellish Crossfire. Se você ainda não conhece o Iron Angel pode começar por esse mesmo não haverá arrependimentos apenas alguns motivos irrefutáveis para você começar a gostar de heavy metal, boa audição. 

Lista de músicas

A1 The Metalliam 
A2 Sinner 666
A3 Black Mass
A4 The Church Of The Last Souls
A5 Hunter In Chains 

B1 Rush Of Power 
B2 Legions Of Evil 
B3 Wofe Of The Devil 
B4 Nightmare 
B5 Heavy Metal Soldiers




Metal Church - Masterpeace (1999)

 



Enquanto a Inglaterra estava em plena NWOBHM lançando banda atrás de banda, os EUA também estavam na sua onda e não deixavam por menos. O Thrash Metal vinha com tudo e a terra do Tio Sam não teve dó e nem piedade, o Metallica vinha por um lado com Kill ‘Em All (1983) e a posteriori vinha ainda mais matador com Ride The Lightning, o Slayer também vinha daquele jeito com Show No Mercy (1983) e não muito atrasado em relação ao seu “concorrente” responde com mais agressividade emplacando o Hell Awaits (1985), a verdade é que o inferno não estava mais a espera e dali passavam a largos passos bandas e mais bandas e muitos nomes com clássicos foram firmando-se no cenário.


Daí eis que surge o Metal Church, os caras não eram Thrash e nem Speed, ou seja, ficavam no meio termo, eles mandavam um som pesado para ninguém botar defeito. Primeiramente começaram o Metal Church (1984), um disco que abriu fronteiras novas e que mostrava uma nova cara do metal e se afirmaram com The Dark (1986), mas a verdade é que a banda não passou de uma posição intermediária no cenário da época, ou seja, falta algo mais. As brigas internas levaram primeiramente o vocalista David Wayne, devido ao abuso de drogas, logo depois foi a vez do Kurdt Vanderhoof, o cara queria ser produtor, e, portanto, mandou-se e para o seu lugar foi chamado John Marshall, além dele entrou o vocalista Mike Howe.

Com essa nova dupla o Metal Church lançou Blessed in Disguise (1989), um excelente álbum só que um pouco perdido, o The Human Factor (1991) já era bem a linha antiga, dos dois primeiros, com clipe na MTV para “Date With Poverty”, uma faixa que reunia todos os ingredientes do grupo e arrasava o quarteirão, a cidade e etc... Os anos 90 trouxeram mudanças radicais na forma de ouvir música, estilo, ou seja, eram os anos do efêmero grunge e do nú metal, a banda até tentou se adaptar com Hanging the Balance (1993), mas parece que não deu certo, pois as vendas baixas fizeram a banda debandar em 1995.

Os anos 90 foram marcados também pela volta de algumas bandas com suas formações originais, a banda principal do metal: o Black Sabbath havia depois de muitos anos levantado de sua sepultura para dar o último susto com Ozzy em companhia, o resultado foi o álbum Reunion (1998), um disco que deixou a desejar, mas deixava um recado fundamental: ESTAMOS DE VOLTA! O Metal Church entrou nessa onda, mas ao contrário dos britânicos editaram um álbum ao vivo com as melhores performances da formação original, durante o processo de montagem do disco Vanderhoof, Wayne, Arrington, Wells e Erikson decidiram que era de retornar aos palcos e quiça até lançar um novo disco de estúdio.

O que aparentemente parecia ser apenas uma ideia virou o mote, o disco realmente tornou-se realidade. Masterpeace surgiu desse turbilhão trazendo de volta a banda, mas a inspiração da banda não havia secado, as músicas tiveram outro tratamento, ou seja, saíram mais polidas apesar de manter intacto o estilo Metal Church de ser. Heavy/Thrash no comando para ninguém colocar defeito, “Sleeps With Thunder” é o cartão de visitas para dentro do universo do quinteto norte americano. Uma faixa que faz cair furiosos trovões sobre os ouvidos, enfim, as guitarras funcionam como se fossem marteladas, os riffs e os solos resgatam a área dos anos de êxito do grupo, a voz de Wayne continuava insana.

Em “Falldown” o peso continua com refrãos grudentos e o mesmo se pode dizer das guitarras e da cozinha que segura a onda e mantem a força do grupo. “Into the Dust” vem num clima radiofônico, mas não deixa de ser um heavy no estilo do fictício Steel Dragon, mas só que bem mais poderosa, os arranjos acústicos deram a ela um toque especial deixando-a com melodias que cativam de imediato. “Kiss for the Dead” é outra balada que segura a onda e que remete sim a Watch the Children Pray do segundo álbum, mas a verdade é que ficou ligeiramente abaixo, mas cumpre com o seu papel e não deixa cair a peteca.

Em “Lb. Of Cure” o peso volta a reinar, mas em relação ao passado tem um apelo mais homeopático, ou seja, é mais acessível e não busca agredir como era de costume, ou seja, vemos aqui um novo Metal Church, mais leve, enxuto. “Faster Than Life” volta com um andamento mais sombrio ameaçador, pesado pelo simples prazer de assim ser, mas apostando suas fichas nos vocais de Wayne num tom mais pesado e não tão sujo como eram antes. “Masterpeace”, a faixa título, depois da introdução acústica traz uma típica banda de metal tocando com toda a energia que possui. “All Your Sorrows” é mais uma balada heavy com riffs bem pesados, já a letra discorre sobre a vida e as suas dificuldades, os vocais rasgados de Wayne arrebentam, ou seja, ficam com todos os méritos. “Toys in the Attic” é um cover do Aerosmith cuja versão heavy/thrash do Metal Church ficou excelente e não perde quase nada para a original. Fechando o álbum a banda apresenta “Sand Kings”, a faixa é digna de nota e consegue chegar mais próximo do passado, porém o fato é inegável, o Metal Church era outra banda. Enfim, o disco está mais voltado não é para as guitarras e nem para outro instrumento, ou seja, foi feito para Wayne desfilar a sua voz do jeito que bem entendesse e foi o que ele fez e muito bem feito.

O disco foi malhado, pois de fato para uma banda que teve um começo meteórico e manteve-se com dois álbuns excelentes os fãs tinham expectativas enquanto ao retorno e obviamente esperavam por um disco que estivesse no mesmo nível e isso não aconteceu, mas esse fato não faz de Masterpeace um disco ruim, ele é bom, é um novo Metal Church, ou seja, o cenário no final dos anos de 1990 eram outro bem diferente daquele que possibilitou o lançamento de álbuns como Metal Church e The Dark. Só que ele apesar desses pontos importantes também tem defeitos, ou seja, baladas em demasia, vocais muito melodiosos, guitarras e demais instrumentos em segundo plano, ou seja, ficou parecendo um disco de vocalista cheio de ego que pensa que a banda é só mero acessório para ele decolar nas suas viagens insanas, mas de fato compensa porque as vozes eram realmente insanas e foram exploradas na máxima potência é o que faz afirmar que Wayne foi um dos grandes vocalistas de Metal. 

O que parecia certo naufragou e mais uma vez David Wayne se mandou e em 2001 lançou o seu disco solo curiosamente chamado de Metal Church, em 2001. Mas infelizmente o ex-vocalista do Metal Church e do Reverend (outra banda na mesma linha do Metal Church) sofreu um acidente de automóvel que abreviou a sua vida deixando para trás uma legião de fãs e de fato colocando termo a uma era do metal, o Metal Church seguiu em frente lançando os seus álbuns com o vocalista Ronnie Munroe, mas nunca mais obteve o mesmo brilho, a banda fez uma pausa forçada, ou seja, a morte de Wayne causou impacto na banda e foi um dos fatores que os levaram a abandonar os planos, mas como para tudo tem uma saída recentemente retornaram com Mike Howe, que é que deveria ter feito a dezesseis anos atrás, e lançaram neste ano o álbum XI resgatando o velho e bom Metal Church, mas isto é conversa para um outro momento e enquanto este tempo não chega pegue Masterpiece e o ouça bastante, depois tire as suas conclusões, e diga você mesmo se ele era tão ruim como diziam...     

Lista de Músicas:

01 Sleeps With Thunder 
02 Falldown
03 Into Dust
04 Kiss For The Dead
05 Lb. Of Cure 
06 Faster Than Life 
07 Masterpeace
08 All Your Sorrows 
09 They Signed In Blood 
10 Toys In The Attic
11 Sand Kings      




Ratboys – Singin’ to an Empty Chair (2026)

 

Os Ratboys não explodiram na cena musical, nem ascenderam ao estrelato com seu álbum de estreia. E isso é uma coisa boa: nunca tendo passado pelo turbilhão das máquinas de hype e do sucesso instantâneo, a banda de Chicago permitiu que sua abordagem cintilante e country do indie rock vibrante se desenvolvesse gradualmente por mais de uma década, sem grandes alardes.
O quinto álbum dos Ratboys , Singin' to an Empty Chair, chega sem muita divulgação — exatamente como eles gostam. Se há um álbum deles que vale a pena se empolgar, é este.
De volta à produção com Chris Walla, que supervisionou o excelente trabalho da banda em 2023, The Window , os Ratboys estão trabalhando em dois objetivos principais simultaneamente. O primeiro é…

  320 ** FLAC

…restabelecendo o som vibrante e cheio de energia pelo qual se tornaram conhecidos — algo alcançado com a ensolarada “Open Up” e o delicado single “The World, So Madly”, que acentua a interação estelar entre os vocais delicados e característicos de Julia Steiner e o trabalho de guitarra solo de bom gosto do cofundador Dave Sagan.

A segunda, claramente incentivada por Walla, é explorar ainda mais os limites do seu espectro sonoro. Isso se concretiza através de uma sequência de músicas incomumente longas na segunda metade do álbum, que oferece uma jornada musical extremamente gratificante.

"Just Want You to Know the Truth" é uma faixa extensa de oito minutos e meio, coroada com o melhor solo de guitarra de Sagan até hoje, enquanto as passagens dinâmicas de "What's Right" e a jam enérgica à la Neil Young em "Burn It Down" representam outros momentos memoráveis ​​da carreira. O fato de eles conseguirem compor essas épicas canções indie e também músicas pop perfeitas de três minutos como "Anywhere" é, francamente, pura ostentação.

Singin' é, sem dúvida, o álbum mais completo e seguro de si dos Ratboys até hoje. Discreto, porém inspirador em seus melhores momentos, ele se soma à obra quase impecável da banda com o tipo de confiança que só se conquista depois de tantos anos. Eles se tornaram a banda que sempre quiseram ser.

Silversun Pickups – Tenterhooks (2026)

 

"Running out of Sounds" pode ser um título infeliz para uma banda que celebra o 20º aniversário de seu primeiro álbum; isso é especialmente verdade para músicos que trataram sua estreia como um modelo sagrado para todos os discos que se seguiram. Então, dê um crédito ao Silversun Pickups: eles passam seu sétimo álbum, Tenterhooks — que contém uma música com o título mencionado — revisitando os mesmos sons que exploram há duas décadas, alheios à ironia.
Não que o Silversun Pickups aja como se estivesse na meia-idade em Tenterhooks . Ao contrário de tantas bandas de rock com integrantes perto dos 50, eles não abraçam novas tendências numa tentativa frenética de se manterem relevantes. Nem passam o disco olhando para o passado e refletindo sobre o seu próprio...

  320 ** FLAC

…mortalidade. Não, o quarteto de Los Angeles se mantém fiel ao seu estilo consagrado, misturando harmonias oníricas e guitarras extasiantes como se nenhum tempo tivesse passado desde os anos 90.

Há um pequeno problema: o próprio Silversun Pickups não fazia parte do sonho dos anos 90, um fato que contribui para a crescente sensação de estagnação em Tenterhooks . Quando o Silversun Pickups surgiu durante o grande revival do rock alternativo do final dos anos 2000, seus ritmos insistentes e a energia contagiante deram um toque de frescor a Carnavas , seu álbum de estreia de 2006. Ao longo dos anos seguintes, o crescente profissionalismo da banda criou um abismo entre suas inspirações underground e sua própria produção. Esse abismo só aumentou quando eles começaram a colaborar com Butch Vig, o produtor por trás de marcos do rock alternativo como Nirvana, Smashing Pumpkins e sua própria banda, Garbage, cujas habilidades em estúdio suavizaram quaisquer arestas que ainda restassem no grupo.

Tenterhooks é o terceiro álbum consecutivo do Silversun Pickups produzido por Vig, e há uma sensação palpável de conforto nessa parceria. Ele envolve a sonoridade frenética da banda em uma atmosfera aconchegante, entrelaçando riffs distorcidos e elementos eletrônicos suaves aos vocais melancólicos de Brian Aubert e Nikki Monninger. Há mudanças de ritmo e tom: “Au Revoir Reservoir” soa como uma new wave noturna intensificada, dando lugar ao galope de “Wakey Wakey”, que por sua vez leva ao brilho cristalino de “Witness Mark”. Mas a produção de Vig é tão impecável que Tenterhooks começa a soar como uma única música contínua.

Há prazeres a serem encontrados nessas espirais espaciais. Para ouvintes com uma certa inclinação, a combinação de harmonias dream-pop e guitarras distorcidas pode ser tão acolhedora quanto um banho quente. Mas a familiaridade também pode revelar como os anos começam a pesar para o Silversun Pickups. Não que lhes falte urgência — eles nunca se especializaram em catarse, de qualquer forma — mas sim que estão girando em torno das mesmas ideias que têm desde o início. A produção magistral de Vig confere ao álbum um brilho e impacto de maturidade, mas seus detalhes específicos da época apenas exacerbam a corrente subterrânea de cansaço em Tenterhooks ; isso faz com que o álbum pareça estagnado, como se o Silversun Pickups estivesse preso em um ciclo infinito. Talvez esse seja um problema inevitável de se trabalhar com a música do passado: em certo ponto, você acaba ficando sem sons.

Mandy, Indiana – URGH (2026)

 

Enquanto trabalhavam em seu segundo álbum, dois membros do Mandy, Indiana — o quarteto de Manchester liderado pela valquíria francesa Valentine Caulfield — se depararam com sua própria corporeidade. O baterista Alex Macdougall passou por uma cirurgia de hérnia e, após os médicos encontrarem um nódulo, teve metade da tireoide removida. Caulfield perdeu grande parte da visão de um olho. As jornadas de 10 horas que compunham as sessões de gravação poderiam tê-los destruído. Em vez disso, o som característico da banda — uma liga de industrial, pós-punk e trilhas sonoras neo-noir dos anos 80 — emergiu blindado e eletrizante. URGH é ao mesmo tempo mais cerebral e visceral do que qualquer coisa que o Mandy, Indiana tenha feito antes. Esta não é música para o corpo ou música para o cérebro; é música para a espinha dorsal, focada nos ossos…

 320 ** FLAC

…ponto de encontro entre a mente e a matéria.

Ouvir o álbum de estreia de Mandy, Indiana, de 2023, i've seen a way , foi como vagar pelos corredores escuros do Berghain — se o Berghain tocasse transmissões antigas de rádio pirata francesa. Você estava no clube dos descolados, mas não conseguia se livrar da sensação de estar à distância, como se houvesse outra corda de veludo que você não podia cruzar. URGH te coloca direto na rede do sexo, e lá está Caulfield, imponente, estalando um chicote. Enquanto ela recita Apocalipse 6 (aquele sobre os Quatro Cavaleiros do Apocalipse) na faixa de abertura “Sevastopol”, sua voz falha e se desfaz como Jigsaw atravessando a tela da TV. O clima predominante é de impotência: a qualquer segundo, um alçapão pode se abrir sob seus pés, te jogando em um tobogã tubular que leva a um ninho de vespas de violinos ou a uma piscina de bolinhas cheia de sucata.

As letras de Caulfield — a maioria das quais ela canta em sua língua nativa — sempre abordaram a questão do poder, especificamente como a violação interpessoal imita os padrões da violência estrutural. Em material de imprensa, ela descreveu o primeiro single de URGH , “Magazine”, como “a única maneira de eu poder dizer ao meu estuprador: Você me machucou, então eu vou te machucar”. Após uma investida fulminante que pode ser comparada ao soca trinitário produzido por Edward Scissorhands, “Magazine” mergulha em um submundo techno semelhante ao que o Coil apresentou em “The Snow”. “Desta vez, apesar do que você acredita, você não escapará de mim”, sussurra Caulfield, enquanto um trecho monossilábico de sua voz é fragmentado e espalhado pelo campo estéreo. Parafraseando a acadêmica feminista radical Andrea Dworkin, quando a zona autônoma do corpo de alguém é colonizada à força, fantasias de retribuição — de nunca mais deixar que ele faça isso com ninguém — são frequentemente o único recurso. Caulfield as afia, transformando-as em facas.

Nas mãos de Mandy, Indiana, sons e frases repetidos se transformam em armas improvisadas. “Souris souris souris souris/C'est plus joli une fille qui sourit” (“Sorria, sorria, sorria, sorria/Uma garota que sorri é mais bonita”) dizia o refrão arrepiante da cantiga infantil “Drag [Crashed]”, do álbum i've seen a way . Em URGH , Caulfield transforma a cantiga infantil francesa “Am stram gram” em um convite para a pista de dança (“Cursive”) e recria um trecho da cena “Leve como uma pena/Rígida como uma tábua” do clássico cult adolescente de bruxas de 1996, Jovens Bruxas (“Life Hex”). Enquanto sua voz é engolida pelos dentes rangentes da bateria de Macdougall, o ouvinte, por sua vez, é submetido aos horrores de crescer como uma garota sob o patriarcado. Mas esses tipos de brincadeiras de recreio também são elementos iniciais da solidariedade feminina, a base sobre a qual se constroem redes de cuidado coletivo — desde grupos do Facebook do tipo “Estamos namorando o mesmo cara?” até o ativismo de mulheres francesas em torno de Gisèle Pelicot.

“Você quer ser lembrado como alguém que aplaudiu enquanto as bombas choviam?”, questiona Caulfield em “Dodecahedron”. “Levante-se e marche.” Ela menciona Gaza diretamente em “ist halt so”, que soa como “Bulls on Parade” sendo triturada em um triturador de papel. A banda Mandy, Indiana, com sua energia contagiante e performance ousada — eles são ainda mais eletrizantes no palco — ganha ainda mais potência aqui com a produção do guitarrista Scott Fair e de Daniel Fox, da Gilla Band, que acendem os holofotes, capturando os contornos e reflexos de cada instrumento. O sintetizador com som de hélice que desce na metade de “try saying” parece cortar a música em pedaços. Em “Sicko”, que não está muito distante das batidas mais virulentas de El-P, Caulfield passa o microfone para outro profeta pós-moderno, billy woods, que protesta contra as grandes farmacêuticas.

Na faixa final, “I'll Ask Her”, Caulfield adota um sotaque britânico e se infiltra atrás das linhas inimigas: “E de qualquer forma, você apoia seus amigos, porque eles são seus amigos e é assim que as coisas são, e eles são todos uns completos malucos, cara.” Um sintetizador soa como uma sirene de ataque aéreo, um daqueles gatilhos pavlovianos que significam saia, saia, saia . Insidiosamente cativante, incompreensivelmente envolvente, URGH é uma lâmina de barbear escondida em uma bala de goma colorida. Então, em seus momentos finais, Caulfield simplesmente diz a verdade: Seu amigo é um estuprador do caralho!!!

Para onde você vai a partir daqui? Sair para as ruas parece um bom começo. Um "urgh" pode ser um grunhido vulgar, um rosnado furioso, um grito de esforço físico. Também soa muito parecido com "urge" (impulso). Em um disco que transforma a música desta banda em uma versão abstrata e serrilhada de si mesma, parece apropriado encerrar com sua letra mais surpreendente, proferida na segunda pessoa como uma acusação. Aqui começa o trabalho árduo

Jay Buchanan – Weapons of Beauty (2026)

 

Jay Buchanan passou os últimos dezessete anos como vocalista do Rival Sons , onde sua voz potente, combinada com os riffs pesados ​​de guitarra de Scott Holiday, criou alguns dos melhores exemplos do hard rock old-school desta era. Mesmo com a música da banda se tornando mais melódica e versátil nos últimos três álbuns, ela permaneceu inegavelmente pesada. Para seu primeiro trabalho solo, no entanto, Buchanan reduz a música aos seus elementos mais essenciais. Sem riffs pesados ​​e bateria estrondosa, o foco está exclusivamente na voz e na narrativa de Buchanan. Felizmente, ambos são fortes o suficiente para sustentar o álbum.
Weapons of Beauty é um álbum acústico que varia de baladas lentas a um shuffle americano em ritmo médio, mas sempre suave. A voz de Buchanan, rouca e cheia de alma, transmite uma melancolia...

 320 ** FLAC

…vulnerabilidade em seu vibrato suave e paixão intensa quando cantada com toda a força. Buchanan compôs o álbum em um bunker subterrâneo no Deserto de Mojave, e todas as canções soam como histórias cruas de um homem observando o mundo e sua vida a partir de um lugar de isolamento.

Em “Caroline”, Buchanan conta a história de um homem no Velho Oeste que lamenta a morte da esposa. É um folk lento e melancólico, com Buchanan cantando suavemente ao som de seu violão dedilhado. “Caroline, minhas mãos moldam as suas nas minhas, e se recusam a se apegar a algo novo”, ele canta. Um dos sentimentos que atormentam o personagem é a futilidade. Se um homem rouba seu cavalo ou o assalta, ele sabe como se vingar. “Mas o que você faz quando o Senhor vem buscar sua esposa? Acho que sua única vingança é amaldiçoar todos os dias da sua vida.”

A música tem cinco minutos e meio de melancolia errante. A melodia vagueia, deixando espaço para o personagem confrontar seu trauma. É uma abertura apropriada para Weapons of Beauty , mas, quando se trata de baladas lentas, é ofuscada por “Shower of Roses” e “Sway”.

Esta última é uma bela dança lenta que destaca os vocais de Buchanan, cuja voz cresce de um sussurro a uma entrega potente e estrondosa, com um vibrato impressionante. Buchanan canta para um(a) amado(a) sobre deixar de lado todas as complicações da vida para se concentrar no tempo que passam juntos. “Deixe os lobos à porta irem embora agora. Não os temo mais. Quero me entregar à dança”, ele canta com toda a sua força.

Weapons of Beauty intercala as baladas emotivas com algumas músicas mais animadas, sendo uma das melhores “The Great Divide”. A canção é construída em torno de uma batida de andamento médio, com uma linha de baixo pulsante de Brian Allen e riffs de guitarra elétrica com influência de blues de JD Simo. A faixa contagiante é a mais pop do álbum, evocando a vibe do Fleetwood Mac da era Rumours .

Outra ótima e animada canção, “True Black”, traz um toque gospel ao álbum, perfeito para uma música sobre redenção. Buchanan conta a história de um homem que olha para trás em sua vida e não consegue decidir se foi mais justo ou perverso. Como se as boas e más ações fossem medidas em uma balança, ele espera pender para o lado da justiça. “O bem que fiz a muitos é todo para aqueles a quem fiz mal”, canta Buchanan em uma melodia inspiradora, acompanhado por guitarras dedilhadas e o som característico da pedal steel de Leroy Powell. “Pinte meu caixão de preto e, com tudo o que eu possa ter lhe custado, espero recuperar o que perdi.”

É difícil separar Jay Buchanan do Rival Sons. Depois de dezessete anos e oito álbuns, a voz de Buchanan parece incompleta sem os riffs de guitarra de Scott Holiday e a bateria marcante de Mike Miley. Mas, em si, como um álbum suave de cantor e compositor, Weapons of Beauty é uma demonstração da habilidade narrativa de um cantor com uma voz cativante.

Ted Nugent – Nuge Vault, Vol. 2: 1975 Demos & Live Rarities (2026)

 

Mergulhe no poder bruto da história do rock com Nuge Vault Vol. 2 , uma coleção rara e eletrizante que abre os cofres do icônico álbum de estreia solo de Ted Nugent, de 1975, autointitulado.
Este lançamento apresenta versões demo inéditas de faixas favoritas dos fãs, incluindo “Stranglehold”, “Just What the Doctor Ordered” e “Motor City Madhouse”, oferecendo um vislumbre sem filtros da chama criativa por trás da explosiva ascensão solo de Nugent.
Também estão incluídas gravações ao vivo nunca antes lançadas de 1975, capturando a energia primal e a fúria da guitarra de Nugent no auge de sua carreira solo. Nuge Vault Vol. 2 é um item indispensável para fãs fervorosos e historiadores do rock — uma jornada indomável pelo nascimento de uma lenda.

 320 ** FLAC

Ted Nugent é um ícone do hard rock americano, cantor, compositor e guitarrista, tão controverso quanto lendário. Ao longo de sua extensa carreira, o "Motor City Madman" (algo como "Louco de Detroit") sempre se deleitou com a controvérsia e as críticas que o acompanham — suas crenças pró-direita e sua defesa do porte de armas lhe renderam condenações —, mas sua personalidade extravagante e seu talento para compor hinos de arena rock o tornaram uma das maiores estrelas do rock do final dos anos 70 e início dos anos 80. Surgindo na década de 1960 com a banda de rock psicodélico Amboy Dukes, que alcançou grande sucesso em 1968 com o single "Journey to the Center of the Mind", Nugent eventualmente seguiu carreira solo, lançando álbuns multi-platinados como Cat Scratch Fever e Double Live Gonzo!. Após o sucesso no início dos anos 90 com o supergrupo de rock Damn Yankees, Nugent começou

Transmetal - Amanecer En El Mausoleo

 


Origin: Mexico


Tracklist:
1. El Enviado del Infierno (version rls) 03:09
2. La Horca 03:38
3. El Enterrador 03:48
4. Fear to Cross 03:47
5. Fuerza Invisible 03:02
6. Sufrimiento Quimico 04:02
7. Rostro Maligno 03:51
8. Killers (Killers (Fr) cover) 04:16
9. Exhumado 03:43
10. Amanecer en el Mausuleo 03:53
11. Mundo Quemado 03:52







Znowhite - Act of God (1988)

 


Origin: USA

Tracklist:
3. Pure Blood 
7. Disease Bigotry 
8. A Soldier's Creed 
9. Something Wicked (This Way Comes) 







Destaque

Em 08/07/1994: Helloween lança o álbum Master Of The Rings

Em 08/07/1994: Helloween lança o álbum Master Of The Rings. Master of the Rings é o sexto álbum de estúdio da banda alemã de power metal Hel...