sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Grandes canções: Deep Purple - "Strange Kind of Woman" (1971)


"Strange Kind of Woman" foi originalmente lançado como o single seguinte a "Black Night" (de jun/70, e só incluído no álbum "In Rock" na sua reedição de 25 anos). Tremenda responsabilidade já que "Black Night" havia alcançado o nº. 1 nas paradas inglesas. A interação entre a guitarra de Ritchie Blackmore e o órgão distorcido de Jon Lord, juntamente com os vocais poderosos de Ian Gillan, mais a seção rítmica de Roger Glover e Ian Paice agora começavam a assumir uma identidade única, distanciado a banda de seus álbuns anteriores.
Ao lado do "Led Zeppelin II" (do Led Zeppelin) e "Paranoid" (do Black Sabbath), "In Rock" (gravado entre out/69-abr/70 e lançado em jun/70) codificou o então emergente Hard Rock (ou Rock pauleira no BR). Blackmore contou: "Eu estava cansado de tocar com orquestras eruditas e pensei, 'bem, agora é a minha vez'. Jon gostava mais do erudito. Mas eu falei 'você fez isso, eu farei Rock e nós veremos o que irá melhor para continuarmos". "In Rock" foi uma patada atômica e teve bom desempenho, especialmente no Reino Unido (onde o álbum alcançou o nº. 4), catapultado pelo single (não incluído na época no álbum) "Black Night". A banda tocou no Top Of The Pops, destacou-se nos shows ao vivo, chamou atenção pelo volume do som e pelas habilidades de improvisação. Lord contou: "Nós buscamos no Jazz, no Rock'n'Roll original e na música erudita. Ritchie e eu costumávamos brincar e trocar piadas musicais e ataques. Ele tocava alguma coisa e eu teria que ver se conseguia igualar aquilo. Isso proporcionou um senso de humor e de tensão na banda, uma expectativa de 'que diabos vai acontecer agora?'. O público não sabia e, nove em cada dez vezes, nem nós". O segundo álbum desta formação do Deep Purple (a famosa Mark II) foi "Fireball", gravado entre set/70-jun/71 e lançado em set/71. Foi um sucesso maior ainda (alcançou o nº. 1 das paradas no Reino Unido). "Strange Kind Of Woman", uma canção não incluída no disco (isto só aconteceria na reedição de 25 anos), porém gravada durante as mesmas sessões, foi lançado como single em fev/71 (ou seja, bem antes). Foi ao nº 8 tornando-se o segundo UK Top 10 deles. Originalmente, "Strange Kind Of Woman" era uma canção chamada "Prostitute". Ian Gillan introduziu a canção num show dizendo: "É sobre um amigo nosso que se envolveu com uma mulher muito má e deu ruim. Eles acabaram se casando, mas alguns dias depois, ela morreu". Entretanto, o próprio Gillan já deu outra versão: "eu a amava de um jeito estranho, pós-adolescente e pré-adulto, mas muitas outras pessoas também. Ela também os amava. Eu tentei tirá-la daquela vida, mas não consegui. Ela me disse que não era um hábito, mas a vida dela. E o que eu sabia da vida naquela fase? Fui promovido a encontros cada vez mais esporádicos. Cresci rápido e a inocência morreu". Quando o Deep Purple tocava "Strange Kind Of Woman" ao vivo, Ian Gillan e o guitarrista Ritchie Blackmore faziam um duelo de guitarra e vocal fascinante, que sempre terminava com um grito extremamente longo e agudo de Gillan antes que a banda voltasse para a melodia original. Um exemplo disso pode ser ouvido no álbum ao vivo "Made in Japan", gravado em ago/72 e lançado naquele dezembro. 

Strange Kind Of Woman / Um Tipo Estranho de Mulher
There once was a woman / Era uma vez uma mulher
A strange kind of woman / Um tipo estranho de mulher
The kind that gets written down in history / Do tipo que entra para a História
Her name was NancyO nome dela era Nancy
Her face was nothing fancy / Seu rosto não era nada demais
She left a trail of happiness and misery / Ela deixou um rastro de felicidade e tristeza

I loved her / Eu a amava
Everybody loved her / Todo mundo a amava
She loved everyone and gave them good return / Ela amava todo mundo e retribuía bem
I tried to take her / Eu tentei conquistá-la
I even tried to break her / Até tentei dominá-la
She said, I ain't for takin' won't you ever learn / Ela disse: você não entende que não estou disponível?

I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
I spent my money as I took my turn / Eu gastei o meu dinheiro na minha vez
I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
Ooh, I got a strange kind of woman / Uh, eu tenho um tipo estranho de mulher

She looked like a raver / Ela parecia festeira
But I could never please her / Mas eu nunca a satisfazia
On Wednesday mornings boy you can't go far / Numa manhã de quarta-feira, não dá pra ir longe
I couldn't get her / Eu não consegui convencê-la
But things got better, she said / Mas as coisas melhoraram,
Saturday nights from now on, baby, you're my star / ela disse: nas noites de sábado, você será a minha estrela

I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
I spent my money as I took my turn / Eu gastei meu dinheiro na minha vez
I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
Ooh, I got a strange kind of woman / Ooh, eu tenho um tipo estranho de mulher

Ooh, my soul, I love you / Uh, do fundo do meu coração, eu te amo

I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
I spent my money as I took my turn / Eu gastei meu dinheiro na minha vez
I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
Ooh, I got a strange kind of woman / Ooh, eu tenho um tipo estranho de mulher

She finally said she loved me / Ela finalmente disse que me amava
I wed her in a hurry / E logo nos casamos
No more callers and I glow with pride / Nada mais de clientes, e eu estava orgulhoso
I'm dreaming / Estou sonhando
I feel like screaming / Tenho vontade de gritar
I won my woman just before she died / Eu ganhei minha mulher pouco antes de ela morrer

I want you, I need you, I gotta be near you / Quero você, preciso de você, tenho que ficar perto de você
I spent my money as I took my turn / Eu gastei meu dinheiro na minha vez
I want you, I need you, ha ha ha / Quero você, preciso de você, ha ha ha
Ooh, I had a strange kind of woman / Ooh, eu tive um tipo estranho de mulher



Os Doces Bárbaros, um marco genial da musica brasileira


Caetano, Gil, Gal e Bethânia no mesmo palco parecia algo comum e até natural dada a origem e irmandade dos baianos, que surgiram para a música brasileira na mesma época, naquele período ultra fértil da cultura brasileira, entre os anos 60 e 70. Mas a verdade é que eles jamais haviam dividido um palco, exceto durante breves situações antes da fama na terra natal deles, em eventos regionais. Já famosos e consagrados, com obras consolidadas, a reunião seria um big evento. E foi. Tanto que gerou disco, samba enredo para o carnaval carioca, documentário e filme. Para a empreitada eles se autodenominaram Os Doces Bárbaros.

A reunião do combo e a bem sucedida turnê aconteceu no ano de 1976 e foi um marco. O nome surgiu como uma resposta ao jornal O Pasquim, periódico contestador perseguido pela ditadura militar, que reunia a nata da intelectualidade do jornalismo e da literatura brasileiras. Nem por isso deixava de destilar seu preconceito, ao se referir de forma pejorativa aos artistas baianos que adotavam o estilo hippie e tomavam de assalto a cena brasileira, ”afrontando” de forma magnética a exclusividade elitista da zona sul carioca. Eram chamados pelos articulistas do jornal de baihunos, uma referência aos bárbaros hunos, tribos nômades que invadiram a Europa Central no Século IV, fugindo da pobreza e em busca de alimentos. Para a reunião, O antenado Nelson Mota, havia sugerido, em sua coluna no O Globo, Os Quatro Batutas, mas uma prosa entre Jorge Mautner e Caetano à beira da praia definiu o nome. Mautner comentou que Jesus havia sido um bárbaro que destruiu Roma com doçura, enquanto outros povos não conseguiram derrubar o império com violência. Estava escolhida a denominação para aquela reunião que ficaria eternamente marcada.

A ideia de se reunirem partiu de Bethânia, a primeira dos quatro baianos a conquistar a indústria musical do Sudeste. O que era para ser apenas um show de verão com o intuito de comemorar os 10 anos de carreira deles se transformou numa explosão de genialidade, canções memoráveis e uma turnê conturbada, que foi parar nos noticiários policiais. Teve como ponto de partida um memorável show no Parque do Anhembi, em São Paulo, em junho daquele ano. Devido a agenda de cada artista, os ensaios só foram possíveis de começar 15 dias antes do show. Para complicar, Caetano sugeriu que fossem apresentadas músicas inéditas, exclusivamente para aquele projeto e não uma compilação de sucessos de cada um. Força e criatividade não faltavam pra para a ousada turma.

 


A estreia foi diante de um gigantesco e entusiasmado público e em um palco cujo cenário, criado por Flávio do Império, misturava colcha de retalhos com lona de circo. Vestidos como ciganos, os quatro artistas ficavam à frente do palco com dois sempre se revezando no miolo, até que se esgotassem todas as combinações de dupla central. Assim eles ficavam o tempo todo em cena e interpretavam (quase) juntos todas as canções num magistral revezamento de vozes. Depois da estreia, no dia 24 de junho, surgiu uma agenda intensa de apresentações. Todos queriam ver de perto aquela reunião. Foi criada, então uma gigantesca turnê nacional, interrompida um mês depois em Florianópolis, com a prisão de Gilberto Gil por porte de maconha, após uma batida policial orquestrada por um inspetor local ávido por ganhar pontos com os gorilas do regime militar. Gil e outros músicos da banda tiveram que cumprir meses de pena em internação hospitalar para tratar da suposta dependência química (sic).

Toda a beleza da reunião dos músicos e os fatos que a marcaram foram registrados no filme Os Doces Bárbaros, dirigido por Tob Azulay e lançado no mesmo ano. O álbum Os Doces Bárbaros Ao Vivo se transformou numa obra prima da música brasileira. Foi gravado com requintes tecnológicos para soar tão bem como um álbum de estúdio. Contém canções raras e exclusivas, como Chuva Suor e Cerveja, Esotérico, Chuckberry Fields Forever, São João Xangô Menino e O Seu Amor, entre outras. Em 1994, a escola de samba Mangueira homenageou aquela reunião com o enredo Atrás da Verde e Rosa Só Não Vai Quem Já Morreu, parafraseando o refrão de Atrás do Trio Elétrico, gravado por Caetano em 1969.

Posteriormente o grupo fez apresentações especiais na praia de Copacabana e até para a Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em visita ao Brasil. Um outro filme comemorativo, mais completo e com novos depoimentos  foi lançado posteriormente, chamado Outros Doces Bárbaros, lançado em 2004, a reboque da reunião comemorativa de 2002 para dois shows ao ar livre, em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, e no Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana. Vale a pena curtir o belo álbum lançado e assistir aos filmes que a reunião gerou para reviver a riqueza criativa daqueles tempos e a genialidade dos artistas envolvidos em um dos mais nobres capítulos da história da nossa música. Gal Vive!!!





Grandes álbuns do Prog-Rock: Espíritu - "Crisálida" (1974)

 
Esta banda argentina nasceu em 1969, quando o vocalista Fernando Bergé e o guitarrista Osvaldo Favrot fundaram o "Onda Corta". Depois de muitas mudanças de formação, a banda se fixou com Carlos Goler (bateria), Claudio Martínez (baixo), além da dupla Bergé e Favrot, em 1972. Sob o novo nome, "Espíritu", eles fizeram uma série de shows em 1973 (o primeiro show aconteceu em 3/jul/73 no Colegio La Salle, em Buenos Aires) e lançaram um single "Hoy, Siempre Hoy / Soy La Noche" (selo Talent), que foi bem recebido e estimulou-os a ensaiar e desenvolver material para um álbum de estreia.
Nesse momento, a banda adicionou um tecladista, primeiro David Lebon, mas depois Gustavo Fedel. Foi com Fedel que eles gravaram o primeiro álbum intitulado "Crisálida", apresentando-se como cultuadores do Prog sinfônico (pense Genesis fase Peter Gabriel, Yes e algumas das primeiras bandas italianas de Prog). Um trabalho que se concentrava em criar interações suaves entre teclados analógicos (piano, órgão Hammond, MiniMoog, ARP String Solina etc.), guitarras elétricas, violões de 6 e 12 cordas e vocais. Nada assim tão complexo/intrincado, porém longe de ser música simples. Os temas eram introduzidos, desenvolvidos e, então, reapareciam conforme o álbum rolava. Romantismo melódico da cena Prog italiana dos anos 70 repleto de sintetizadores e fraseados de guitarra/violão, mudanças de andamento e climas sinfônicos suaves. Vocais abundantes, de ótimo expressionismo e harmonização. A capa era um trabalho gráfico de Juan Oreste Gatti, fotógrafo e designer (que também fez capas para o Crucis, entre outros, e depois migraria para a Espanha, montaria seu próprio estúdio, "Studio Gatti", e, entre tantos trabalhos, faria a maioria dos posters dos filmes de Pedro Almodóvar). Curiosamente, havia mínima presença de elementos latinos, espanhóis e do Tango argentino, mas sim muita influência do Prog italiano gerando uma maravilhosa versão sulamericana daquele especial tipo de Rock Progressivo (pense em Premiata Forneria MarconiCelesteSemiramis etc.). Um álbum de alta qualidade, no nível europeu, conceitual (a relação da mente, corpo e alma em cada um de nós), fluindo de faixa para faixa como se fosse uma única canção, gestão inteligente de contrastes entre passagens suaves e pesadas, teclados de bom gosto, seção rítmica segura e precisa, repleto de vibrações positivas.
A boa resposta de fãs e da imprensa, mais os shows espetaculares ao vivo (com uso de elementos audiovisuais) colocaram a banda no auge. Entretanto, o tecladista Gustavo Fedel decidiu sair (migrou para a banda "Generación Cero", do bandoneonista Rodolfo Mederos) e foi substituído por Ciro Fogliatta (ex-membro da lendária banda Beat argentina, "Los Gatos"), que cumpriu a agenda de apresentações. Houve tempo para esta formação com Fogliatta gravar um segundo álbum, "Libre Y Natural", que muitos até consideram melhor do que "Crisálida". Por falta de apoio da gravadora, disputas musicais e muito estresse, o Espíritu se separou em abr/76, mas mesmo assim "Libre Y Natural" foi lançado (em 76). Este disco soou mais agressivo, embora mantendo a mesma sensibilidade melódica. As letras, desta vez, mostraram-se mais pessimistas (tanto quanto a sociedade, quanto a humanidade) em oposição à disposição totalmente espirituosa e otimista em "Crisálida". Tratava-se de outro álbum conceitual (outra sequência contínua de faixas), com guitarras e base rítmica mais na seara do Jazz-Fusion. Assim, combinando Prog sinfônico e elementos sombrios, o resultado puxava para uma mescla de Mahavishnu OrchestraYes (fase "Relayer") e King Crimson (fase "Red). Senso de urgência, introspecção, nervosismo, jams, com pouco do sabor acústico do álbum de estreia. Sem dúvida, era uma gravação mais variada, acentuando contrastes dramáticos (sem o emocionalismo arco-irís de "Crisálida"), mais incendiário. Realmente, é questão de estado de espírito a escolha sobre qual dos dois álbuns é o melhor.
Espíritu retornaria em 1982 com a dupla Bergé e Favrot, mais outros músicos diferentes. Com grande apoio da gravadora Tonodisc, eles lançaram "Espíritu III", mas não obtiveram repercussão. Em 83, Bergé saiu, Favrot assumiu a liderança e eles ainda lançaram "En Movimiento", último álbum e com uma proposta mais voltada para o Classic Rock. A banda acabou novamente no início de 84, mas retornou em 2003 com Favrot liderando uma nova formação.



Que fim levou? Bernie Marsden

 

Bernie Marsden (nascido Bernard John Marsden, em mai/1951) foi um guitarrista inglês muito famoso por seu trabalho no Whitesnake (onde co-escreveu muitos dos grandes sucessos como "Fool For Your Loving", "Walking In The Shadow Of The Blues", "Ready an' Willing", "Lovehunter", "Trouble" e "Here I Go Again". Ele começou tocando em grupos locais em Buckingham (pequena cidade na região central da Inglaterra) e conseguiu seu primeiro show profissional com o UFO, em 1972 (Mick Bolton saiu em jan/72, foi substituído por Larry Wallis entre fev-out/72, quando Marsden entrou para participar de uma excursão pela Europa). Com o UFO, ele gravou um par de demos ("Oh My" e "Sixteen"), mas foi substituído por Michael Schenker, em jun/73.
Pete Way, Andy Parker, Phil Mogg e Bernie Marsden
Na sequência, Marsden tocou no Wild Turkey (de Glenn Cornick, ex-Jethro Tull) em 1973, antes de ingressar Cozy Powell's Hammerem abr/74. 
Cozy Powell's Hammer com Marsden (2º à esquerda)
Bernie Marsden, então, ingressou no Babe Ruth, em 1975, e tocou em dois álbuns deles, "Stealin' Home" (de 75) e "Kid's Stuff" (de 76). Durante esse período, Cozy Powell o recomendou para Jon Lord, que estava formando uma nova banda pós-Deep Purple, a Paice Ashton Lord (junto com o baterista Ian Paice e cantor/tecladista Tony Ashton). A banda lançaria apenas um álbum, "Malice In Wonderland" (de 77) e faria apenas cinco (!) shows, antes de se separar em 78, durante sessões em Munique para um segundo álbum. Porém, durante as gravações deste disco, Marsden conheceu David Coverdale. Ele e o guitarrista Micky Moody estavam começando um projeto, "David Coverdale's White Snake". Marsden tocou no primeiro EP e nos cinco álbuns de estúdio e em um ao vivo que se seguiram ("Snakebite", de 78; "Trouble", de 78; "Lovehunter", de 79; "Ready an' Willing", de 80; "Live... In The Heart Of The City", de 80; "Come an' Get It", de 81 e "Saints & Sinners", de 82). A contribuição de Marsden tanto em composições, como guitarrista foi enorme. Marsden e Coverdale criaram juntos o hino "Here I Go Again", de 82, por exemplo, uma canção que vendeu muitos milhões por todo o mundo. Ambos receberam muitos prêmios pela canção. Ainda assim, o Whitesnake não estava numa situação financeira boa. Micky Moody saiu em dez/81. O restante da banda brigou com o empresário John Coletta, responsável pela zona financeira. Em jan/82, Coverdale fez uma reunião, demitiu Coletta e informou aos músicos restantes (Marsden, Murray e Paice) que o Whitesnake iria dar uma parada. Mas Marsden, depois, declarou que Coverdale decidira se tornar "o rei do Whitesnake".
Coverdale, Lord, Paice, Moody, Murray e Marsden
Marsden, então, formou uma banda chamada Bernie Marsden's SOS, de vida curta. Pouco depois, formou outra chamda Alaska (com Robert Hawthorne nos vocais e Richard Bailey nos teclados). O Alaska lançou dois álbuns em dois anos, "Heart Of The Storm", de 84, e "The Pack", de 85, antes de se separar. Em 86, Marsden formou o MGM (junto com Neil Murray e Mel Galley). Gravações foram feitas, mas não foram lançadas. Em 89, Marsden se reuniu com Micky Moody e formou a The Moody Marsden Band, gravando um álbum ao vivo acústico na Noruega, "Live In Hell" e um outro ao vivo elétrico, "Never Turn Our Back On The Blues", com Zak Starkey na bateria. A banda excursionou e ainda gravou um álbum de estúdio, "Real Faith", de 94. Eles depois formaram outra banda chamada "The Snakes" (junto com o vocalista norueguês Jørn Lande) focada em só tocar canções do Whitesnake. Eles lançaram um álbum de estúdio, "Once Bitten", e um ao vivo, "Live In Europe", ambos em 98. Com saída de Lande, a banda mudou de nome para "The Company Of Snakes" (agregando o tecladista Don Airey, o baixista Neil Murray, o baterista John Lingwood e o vocalista Robert Hart). Eles gravaram o ao vivo "Here They Go Again", de 2002, e um álbum de estúdio, "Burst The Buble". Eventualmente, a banda mudou novamente de nome para "M3", que produziu um CD/DVD "Rough'n'Ready" só com canções de seu legado no Whitesnake. Muitas mudanças na formação e, em 2006, a banda se separou. Marsden lançou seus primeiros álbuns solo ainda durante sua fase Whitesnake, "And About Time Too", de 79, e "Look At Me Now", de 81. Em 94, surgiu "Green and Blues", um álbum tributo ao John Mayall & The Bluesbreakers. Marsden também gravou trilhas sonoras para programas de TV, produziu um documentário sobre o Blues do Mississippi, produziu novos artistas de Blues, um álbum tributo ao Rory Gallagher ("Bernie Plays Rory"), tocou com músicos que admirava, participou de produções teatrais, compôs para Joe Bonamassa, lançou um álbum tributo aos três Kings (Albert, Freddie e B.B.), recebeu o título de mestre pela University of Buckingham, recebeu o prêmio "Lord Of The Blues", seguiu fazendo turnês e tocando. Em ago/2023, infelizmente, ele morreu de meningite bacteriana. Ele tinha 72 anos. Deixou esposa e duas filhas.



Em 06/02/1984: Simple Minds lança o álbum Sparkle in the Rain

 

Em 06/02/1984: Simple Minds lança o álbum Sparkle in the Rain.
Sparkle in the Rain o sexto álbum de estúdio
da banda de rock escocesa Simple Minds.
Foi lançado em 06 de fevereiro de 1984 pela gravadora Virgin Records no Reino Unido e a A&M Records nos Estados Unidos.
Grande sucesso comercial, alcançou o 1 lugar na UK Albums Chart em 18 de fevereiro 1984, e o top 20 em vários países ao redor do mundo, inclui Nova Zelândia, Holanda, Suécia, Canadá, Suíça, Alemanha, Noruega e Austrália.
Recebeu principalmente críticas positivas no Reino Unido e nos Estados Unidos. Sparkle in the Rain foi finalmente certificado platina dupla no Reino Unido pela (BPI) British Phonographic Industry, aumentou significativamente o interesse da mídia na banda.
Lista de Faixas:
Todas as faixas foram escritas por
Simple Minds (Charlie Burchill, Derek Forbes,
Jim Kerr, Mel Gaynor, Michael MacNeil).
Lado A:
1. "Up on the Catwalk" : 4:45
2. "Book of Brilliant Things" : 4:21
3. "Speed Your Love to Me" : 4:24
4. "Waterfront" : 4:49 ,
5. "East at Easter" : 3:32
Lado B:
6. "Street Hassle" : 5:14 ,
7. "White Hot Day" : 4:32
8. "'C' Moon Cry Like a Baby" : 4:19
9. "The Kick Inside of Me" : 4:48
10. "Shake Off the Ghosts (Instrumental)" : 3:57.
Pessoal:
Jim Kerr - vocais ,
Charlie Burchill - guitarras acústicas
e elétricas ,
Derek Forbes - baixo, voz
Mel Gaynor - bateria, voz ,
Mick MacNeil - teclados, vozes
Pessoal adicional :
Kirsty MacColl - voz em "Speed Your Love to Me" e "Street Hassle".



Em 06/02/1974: Raul Seixas lança o álbum Gita.

Em 06/02/1974: Raul Seixas lança o álbum Gita.
Gita é o terceiro álbum de estúdio do cantor
de rock brasileiro Raul Seixas. Foi lançado em fevereiro de 1974, e gravado na Philips (atual Universal Music). É o álbum de maior sucesso da carreira de Raul Seixas, com 600 mil cópias vendidas, rendendo seu primeiro disco de ouro. Recém-chegado do exílio, Raul Seixas posa para a capa do disco vestido de guerrilheiro com uma guitarra vermelha, numa provocação à ditadura militar brasileira, que o forçou a viver nos EUA. Acompanhado de Paulo Coelho, Raul Seixas compôs alguns dos grandes sucessos como "Gîtâ" (inspirada num livro sagrado hindu com mais de 6.000 anos, o Bhagavad Gita), e "Sociedade Alternativa" (inspirada na obra de Aleister Crowley) e "Medo da Chuva", além de canções que contam apenas com sua autoria, como "O Trem das 7" e "S.O.S.". Outras faixas que falam (ou mencionam) Aleister incluem a faixa-título, "Trem das Sete" e "Loteria da Bablônia" esta última teve seu título inspirado por um conto de Jorge Luis Borges. "S.O.S." foi percebida por André Barcisnki como uma cópia de "Mr. Spaceman", dos The Byrds. Gita, assim como seu antecessor Krig-ha, Bandolo!, teve algumas de suas canções gravadas em inglês, com traduções de Marcelo Ramos Motta.
Raul Seixas e Paulo Coelho objetivavam fazer sucesso nos Estados Unidos, mas a ideia de lançar as versões não se concretizou.
Em meio à concepção de Gita, Raul Seixas e Paulo Coelho foram convidados a compor a trilha sonora da novela da Rede Globo O Rebu, também lançada em álbum homônimo.
Lista de faixas:
Lado A:
1. "Super-Heróis" : 3:11 ,
2. "Medo da Chuva" : 3:00
3. "As Aventuras de Raul Seixas na
Cidade de Thor" : 3:40
4. "Água Viva" : 2:02 ,
5. "Moleque Maravilhoso" : 2:16
6. "Sessão das 10" : 2:20
Duração total : 16:29
Lado B:
1. "Sociedade Alternativa" : 2:55
2. "O Trem das 7" : 2:40 ,
3. "S.O.S." : 3:06
4. "Prelúdio" : 1:12 ,
5. "Loteria da Babilônia" : 2:30
6. "Gîtâ" : 4:50
Duração total : 17:13.
Créditos Músicos:
Violões: Raul Seixas, Neco e Tony Osanah
Guitarra elétrica: Luiz Cláudio Ramos,
Rick Ferreira, Raul Seixas, Tony Osanah e Alexandre
Teclados: José Roberto Bertrami, Miguel Cidras e Jay Anthony Vaquer ,
Baixo: Alex Malheiros, Luizão Maia, Ivan,
Sérgio Barrozo, Juan Roberto Capobianco,
Paulo César Barros ,
Bateria: Mamão, Paulinho Braga e
Gustavo Schroeter.



Em 06/02/1975: Pavlov's Dog lança o álbum Pampered Menial

Em 06/02/1975: Pavlov's Dog lança o álbum Pampered Menial
Pampered Menial é o álbum de estreia da banda americana de rock progressivo / AOR Pavlov's Dog, lançado em fevereiro e abril de 1975. O álbum apresenta uma formação composta por David Surkamp, Steve Scorfina, Mike Safron, Rick Stockton, David Hamilton, Doug Rayburn e Siegfried Carver.
Carver deixou a banda logo após o lançamento do álbum. Foi lançado pela primeira vez pela ABC Records, estreando nas paradas no início de abril. O LP logo foi relançado pela Columbia Records, cuja versão (com capa ligeiramente diferente) entrou nas paradas em meados de junho, logo após a edição da ABC ter saído das paradas. Ter as duas versões à venda nas lojas quase ao mesmo tempo pode confundir os compradores.
Na Q & Mojo Classic Special Edition Pink Floyd & the Story of Prog Rock, o álbum ficou em 26º lugar em sua lista de "40 Álbuns de Cosmic Rock".
Lista de faixas:
Todas as faixas são creditadas a
David Surkamp.
Todas as informações de acordo com
as notas originais do encarte do vinil.
Lado um:
1. "Julia": 3:09
2. "Late November": 3:10
3. "Song Dance": 4:58
4. "Fast Gun": 3:08
5. "Natchez Trace": 3:40.
Lado dois:
6. "Theme from Subway Sue": 4:25
7. "Episode": 4:02
8. "Preludin": 1:37
9. "Of Once and Future Kings": 5:23
Comprimento total: 33:32.
Faixas bônus do relançamento da
Rockville Music em 2007.
10. "Theme from Subway Sue"
(Live Ford Auditorium Detroit '76): 4:25
11. "Preludin" (Original 10 minutes version rec. live Ambassador Theatre St. Louis '75): 9:58
12. "I Wish it Would Rain" (Live Ambassador Theatre St. Louis '75): 5:48
13. "Rainbow" (From the album Street Suite
by Touch (orig. released 1969) feat. David Surkamp on vocals): 3:03.
Pessoal Pavlov's Dog:
David Surkamp: vocais , guitarra rítmica
Steve Scorfina: guitarra solo
David Hamilton: órgão , piano , sintetizador
Doug Rayburn: mellotron , flauta
Siegfried Carver: violino , viola , Vitar
Rick Stockton: baixo
Mike Safron: bateria , percussão.



Em 06/02/1985: Bruce Springsteen lança a canção I'm on Fire

Em 06/02/1985: Bruce Springsteen lança a canção I'm on Fire
I'm on Fire e uma canção do guitarrista e cantor americano Bruce Springsteen. Lançado em fevereiro de 1985, foi o quarto single do álbum Born in the USA.
A canção alcançou a posição 6 na parada de singles pop da Billboard Hot 100 no início de 1985. Foi o quarto de um recorde de sete singles de sucesso no Top 10 lançados de Born in the USA. Holanda por 3 semanas em julho e agosto de 1985, enquanto dois outros singles de Springsteen (" Dancing in the Dark " e " Born in the USA ") também ficaram entre os dez primeiros. Isso marcou a primeira vez para um artista ter até três singles dentro do top ten holandês desde que os Beatles o fizeram em 1965.
Pessoal
Bruce Springsteen – vocais, guitarra
Roy Bittan – teclado
Max Weinberg – bateria.



Em 06/02/1959: Elvis Presley lança o álbum For LP Fans Only

Em 06/02/1959: Elvis Presley lança o álbum For LP Fans Only.
For LP Fans Only é um álbum de compilação do cantor e ator americano Elvis Presley. Lançado pela gravadora RCA Victor em 06 de fevereiro de 1959. Compilou o material lançado da sessão de gravação de agosto de 1956 no 20th Century Fox Stage One, e uma sessão de setembro de 1956 no estúdio Radio Recorders em Hollywood, sessões em 10 e 11 de janeiro no RCA Victor Studios em Nashville, mais duas
no RCA Victor Studios em Nova York e várias
sessões no Sun Studio.
O álbum alcançou a posição 19 na parada de álbuns pop da Billboard. A RCA relançou pela primeira vez o álbum original de 10 faixas For LP Fans Only em CD em 1989. O álbum está incluído no pacote de 25 discos, "The Perfect Blues Collection", lançado pela Sony em 2011. O álbum também está disponível em 2016 60 Caixa de CD Elvis Presley - A coleção completa de álbuns da RCA.
Lista de faixas:
Lado um:
1. "That's All Right" : 1:55 ,
2. "Lawdy Miss Clawdy" : 2:08
3. "Mystery Train" : 2:24
4. "Playing for Keeps" : 2:50
5. "Poor Boy" : 2:13
Lado dois:
6. "My Baby Left Me" : 2:12
7. "I Was The One" : 2:34
8. "Shake, Rattle and Roll" : 2:37
9. "I'm Left, You're Right, She's Gone" : 2:36
10. "You're a Heartbreaker" : 2:12.
Pessoal:
Elvis Presley - vocal , guitarra base
Scotty Moore - guitarra solo ,
Chet Atkins - guitarra base
Floyd Cramer - piano ,
Shorty Long - piano em "My Baby Left Me" , Gordon Stoker - piano, backing vocals
Bill Black - baixo ,
DJ Fontana - bateria
Jimmie Lott - bateria ,
Johnny Bernero - bateria
The Jordanaires - vocais de apoio
Ben Speer - vocais de apoio ,
Brock Speer - vocais de apoio.



Destaque

Wings - Back To The Egg (1979)

  01. Reception 02. Getting Closer 03. We’re Opening Up 04. Spin It On 05. Again and Again and Again 06. Old Siam, Sir 07. Arrow Through Me ...