quarta-feira, 3 de junho de 2026

The Seeds e seu Garage Rock numa sitcom em 1968


Muitas coisas mudaram nos EUA ao longo das últimas cinco décadas, mas eles sempre foram mestres em produzir aquelas sitcoms trash tipo "sessão da tarde" e, cá entre nós, não há "lixo" como o "lixo" antigo. É aquele tipo de distração pateta com alto poder de alienação. ré-ré-ré. E, de vez em quando, isto se misturava com o Rock. Veja essa: The Seeds, lendária banda formada em 1965 em Los Angeles (Sky Saxon nos vocais, Jan Savage nas guitarras, Daryl Hooper nos teclados e Rick Andridge na bateria), conseguiu fechar seu primeiro contrato no final de 1965 e lançaram "Pushin' Too Hard", seu primeiro single (em nov/65). 

O single alcançou o Top 40 no início de 1966 e a banda lançou dois outros singles parecidos, "Mr. Farmer" e "Can't Seem To Make You Mine", numa tentativa de replicar o sucesso. Embora estes singles fossem Garage Rock, a banda tentou expandir seu som para o Blues-Rock e para a Psicodelia em seus dois primeiros álbuns, "The Seeds" (de abr/66) e "Web Of Sound" (de out/66). Com o terceiro álbum, "Future" (de 67), eles tentaram um disco conceitual psicodélico no estilo "Sgt. Pepper's", que não deu muito certo. Dois outros álbuns, "Raw & Alive: The Seeds in Concert at Merlin's Music Box" (de 68) e "A Full Spoon of Seedy Blues" (de 69) foram lançados, ambos ignorados. A banda se separou logo depois. Então, após este breve resumo da carreira do The Seeds, eis que descubro (no YouTube, onde mais?) os Seeds fazendo uma participação especial como convidados numa sitcom da NBC chamada "The Mothers-in-Law", em 1968. Era sobre dois casais vizinhos de meia-idade cujos filhos lhe davam muitos problemas (necessário ter alta tolerância para piadas sobre conflitos de gerações). Houve um episódio, "Como não gerenciar um grupo de Rock", no qual os filhos convenciam os pais a investir 500 dólares em aluguel de tempo em estúdio para uma banda chamada The Warts (os Seeds, claro). ré-ré-ré. 



Grandes álbuns do Prog-Rock: Todd Rundgren's Utopia - "Utopia" (1974)

 
Todd Harry Rundgren nasceu na Philadelphia/PA em 1948. Seu pai , era descendente sueco e sua mãe, descendente de austríacos e alemães. Aprendeu a tocar guitarra sozinho. Aos 17 anos, montou sua primeira banda. Após a formatura do segundo grau, começou carreira musical numa banda de Blues-Rock e, em 1967, formou a Nazz, banda voltada para produção autoral. Com contrato com a SGC Records, uma subsidiária da Atlantic Records, o primeiro single foi "Open My Eyes/Hello It's Me" (de jul/68), ambas composições de Rundgren. 
Foram três álbuns ("Nazz", de out/68; "Nazz Nazz", de abr/69; "Nazz III", de 71) e, neste período, a compositora novaiorquina Laura Nyro lançou seu segundo álbum, "Eli and the Thirteenth Confession", de enorme influência sobre Rundgren. Ele contou: "todos aqueles acordes maiores com sétima e variações em acordes aumentados e suspensos, aquilo teve impacto imediato sobre minhas composições e passei a compor mais no piano. Ela tinha um lado sofisticado de R&B e um jeito bem jazzy de ver as coisas". O restante do Nazz se viu tendo que acomodar tantas mudanças de gosto de Rundgren e tensões surgiram entre o primeiro e o segundo álbum, algo que só piorou durante as gravações do segundo álbum. No seu lançamento, Rundgren já havia abandonado o Nazz e o álbum "Nazz III" foi uma coletânea de sobras montada sem a participação dos músicos. Aos 21 anos, Todd Rundgren, então, decidiu usar seus talentos como produtor. No verão de 69, migrou para NYC e logo se integrou à equipe de Albert Grossman, empresário/produtor muito conhecido (pense Bob Dylan, The Band, Janis Joplin etc.). Grossman havia acabado de fundar a Ampex Records e construído o Bearsville Studios, perto de Woodstock/NY. No Bearsville, Rundgren começou trabalhando na produção de artistas Folk e logo foi promovido a engenheiro de som. Robbie Robertson e Levon Helm (da The Band) o convidaram para fazer a engenharia das sessões para o álbum "Stage Fright" (de ago/70), que alcançou o nº. 5 das paradas (ponto mais alto para o grupo naquele momento) e Rundgren foi apelidado "garoto maravilha do Bearsville". Ele foi programado para a produção do álbum "Pearl", de Janis Joplin (lançado em jan/71, apenas 3 meses após a morte dela, em 4/out/70), mas os planos fracassaram, pois a química entre Rundgren e Janis não rolou.
Albert Grossman e Bob Dylan
Após um período que o próprio Rundgren chegou a pensar que nunca voltaria a se apresentar como artista, ele procurou Grossman com a ideia de um álbum solo. "Runt", de set/70, foi este disco e apresentou uma sonoridade brilhante e canções inspiradas em Laura Nyro. Foi gravado com o baixista Tony Fox Sales (então, com 17 anos) e seu irmão, Hunt Sales, na bateria (então, com 14 anos), ambos depois famosos com Iggy Pop e o Tin Machine, de David Bowie. Um material muito sofisticado, especialmente para um cara tão jovem. De atmosfera única, insular, deixando óbvio o talento de Rundgren, cheio de baladas Soft Rock introspectivas, misturando estilos num som personalíssimo, atraente, Power Pop. O single "We Gotta Get You a Woman" alcançou o nº. 20 nas paradas. Rundgren manteve a carreira de produções e sua reputação na indústria fonográfica só foi crescendo. Ele passou a usar maconha ("uma droga que me dava uma sensibilidade totalmente diferente quanto ao tempo, espaço e ordem"), que o influenciou nas composições para o segundo álbum.
"The Ballad Of Todd Rundgren", de jun/71, trouxe baladas ao piano e mais influência de Nyro. Foi um refinamento musical. Gerou dois singles, "Be Nice To Me" e "A Long Time, a Long Way To Go". Resenhas iniciais foram misturadas, mas este álbum passaria logo, logo a ser considerado um dos maiores álbuns de cantor/compositor daquela época (a revista Rolling Stone o chamou de "o melhor álbum que Paul McCartney nunca fez").  De fato, havia todo um charme caseiro, melódico, sutil, Soft Rock, cheio de humor inteligente, muitas baladas Pop introspectivas, sensíveis, estranhas e charmosas. No final de 71, Rundgren foi recrutado para finalizar o terceiro álbum do Badfinger, um projeto que George Harrison havia abandonado para organizar o Concert For Bangladesh, em Londres ("Straight Up", de dez/71, foi um sucesso). Na sequência, Rundgren retomou o trabalho em seu terceiro álbum solo. Após dois álbuns solo, Rundgren já tinha algum sucesso e um crescente respeito como compositor/produtor. A maior parte do repertório foi composto sob influência da maconha, mas nesta fase, ele também passara a experimentar Ritalina (espécie de anfetamina usado para combater déficit de atenção): "o uso da Ritalina me ajudou a focar no processo, eu trabalhava até doze horas por dia para cumprir o prazo de três semanas". Ele instalou um gravador de oito canais, um mixer e sintetizadores em sua sala para continuar as gravações após deixar o estúdio. Pela primeira vez, Rundgren gravou e tocou tudo sozinho. Quando um álbum e meio já estava pronto, ele decidiu expandir o projeto para um álbum duplo (e rapidamente gravou as últimas poucas faixas com músicos, ao vivo no estúdio). "Something/Anything?", de fev/72, foi lançado logo após o Bearsville conseguir um contrato de distribuição com a Warner Bros Records.  O álbum incluiu várias canções que se tornariam muito famosas e amadas ("I Saw The Light", "Hello It's Me" e "Couldn't I Just Tell You"). Entre faixas Pop e jams estendidas, o álbum foi ao nº. 29 nas paradas e, em três anos, foi certificado como "disco de ouro". Ao longo do tempo, "Something/Anything?" passou a ser considerado um dos trabalhos mais marcantes dos anos 70, influente para inúmeros artistas, recorrentemente lembrando como um dos melhores álbuns de todos os tempos. Não era para menos: canções Pop perfeitas e memoráveis, descaradamente acessíveis, cativantes, lidando com um lado mais cerebral. Havia de tudo, canções tipo Carole King, baladas clássicas, Motown, Power Pop ofuscante, Hard Rock psicodélico, pura estranheza, Blue Eyed Soul e muitas canções brilhantes que não se enquadravam em qualquer estilo específico. Uma jornada incrível e extremamente despretensiosa, repleta de letras autodepreciativas, com senso de humor bizarro, toneladas de pontas soltas, muitos truques de estúdio, canções leves, uma odisseia caleidoscópica através de um artista obsessivo e muito talentoso. Um extraordinário álbum em que toda aquela habilidade musical e um gênio confuso convergiam para criar algo glorioso. 
"A Wizard, A True Star", de mar/73, foi o álbum seguinte e marcou uma guinada. Após o sucesso de "Something/Anything?", Rundgren havia se sentido desconfortável com o rótulo de "Carole King masculina". Decidiu criar um disco mais eclético e experimental. Sua música também começou a ganhar uma direção mais Rock Progressivo (pense Frank Zappa, Yes e Mahavishnu Orchestra). Foi um passo curioso: após ter alcançado sucesso comercial, jogou quase tudo fora. "A Wizard, A True Star" foi totalmente baseado nas experiências de Rundgren com alucinógenos. O álbum incluiu influências de música de teatro, Jazz e Funk. Apesar de não ter tido singles (por decisão de Rundgren), "Wizard" acabou se tornando muito influencial para músicos, sempre lembrado com carinho, "uma verdadeira montanha-russa vertiginosa e inebriante de emoções e mutações de gênero", um álbum futurista e corajoso. Mantida a faceta Pop, porém enterrada em excentricidades de um espírito inquieto, chocante, com canções flutuando dentro e fora de uma névoa nebulosa pós-psicodélica. Um raro álbum de Rock que exigia atenção total do ouvinte que desejasse entender o que se passava naquela viagem sonora. Na sequência, ele produziu "We're An American Band", do Grand Funk Railroad, e o álbum de estreia dos New York Dolls (ambos de jul/73). Em paralelo, ele preparou um show tecnologicamente ambicioso voltado para uma banda que viria a ser conhecida como "Utopia" (consistindo em Tony Sales, Hunt Sales, o tecladista Dave Mason - nada a ver com o guitarrista do Traffic - e o especialista em sintetizadores Jean-Yves "M Frog" Labat). A turnê começou, mas foi cancelada duas semanas depois. Nesta época, Rundgren passara a se tornar fascinado com religião e espiritualidade, lendo muitos livros. "Todd", de fev/74, foi gravado nesta fase novamente sob influência de alucinógenos e bem voltado aos sintetizadores. Sem concessões, era um trabalho impenetrável, cheio de desvios, colisões e algum Pop ocasional (entre o melhor dele). Um álbum difícil, cheio de camadas, com grandes partes instrumentais, com baladas requintadas, Rocks intensos e muita escuridão/demência. Experimentos e excessos deixaram "Todd" um álbum complicado para os não iniciados, mas para os fãs era uma real joia. Outro álbum duplo, com sensibilidades Jazz Fusion, e durante sua gravação, Rundgren se aproximou de Kevin Ellman (bateria) e John Siegler (baixo). Junto com Mark "Moogy" Klingman e Ralph Shckett (ambos tecladistas), ele montaria uma nova formação para o "Utopia", que faria seu primeiro show no Central Park, em ago/73. A banda faria vários outros shows e em dez/73, Rundgren faria uma apresentação no programa 'The Midnight Special" tocando "Hello It's Me" e usando uma roupa totalmente Glam, extremamente extravagante parecendo uma drag queen. 
O projeto "Utopia" embarcou numa primeira (e bem sucedida) turnê em mar-abr/74 (após a qual Rundgren continuou seus trabalhos de produção). A estreia da banda em gravações foi com o álbum "Todd Rundgren's Utopia", de out/74, que marcou a primeira aventura completa de Rundgren no Rock Progressivo. Embora no futuro o Utopia tenha se voltado a um som mais Pop Rock, nos três primeiros anos, a coisa foi 100% Prog-Rock. O nome "Utopia" vinha de uma estrofe do álbum "A Wizard, A True Star" ("wait another year, Utopia is here"). O álbum era composto por apenas quatro faixas longas e complexas, quase 60 minutos. Com Rundgren (vocais, guitarras), três tecladistas (Klingman, Schuckett e Labat), mais a cozinha rítmica (Siegler e Ellman) - todos já tendo tocado com Rundgren em seus álbuns solo - o disco abria com a "Utopia Theme" (quase 15 minutos), gravada ao vivo num concerto (no Fox Theatre, em Atlanta/GA, em abr/74), passava por "Freak Parade" (mais de dez minutos) e fechava o lado 1 com "Freedom Fighters" (a menorzinha, com apenas 4 minutos). Todo o lado 2 era ocupado com "The Ikon" e seus 30 minutos de duração (desafiando os limites do vinil - o som precisou ser comprimido para caber o que resultou numa perda de qualidade - a versão em CD eliminou este problema). Lançado pela Bearsville Records, era uma expansão e tanto dos estilos musicais experimentados por Rundgren. Muitos roqueiros nem sabem deste álbum já que por vir de Rundgren trata-se de algo "fora do radar", mas é um grande erro. Um dos álbuns Prog mais definitivos da história. Pena que esta formação só existiu neste trabalho (cada futuro álbum do Utopia seria bem diferente e este foi disparado o melhor). Outro ponto: trata-se de Rock Progressivo americano e uma das obras-primas do gênero. Sintetizadores psicodélicos, solos de teclados modulados, bateria/baixo barbarizantes, solos de guitarra escaldantes, lindas harmonias vocais, enfim, um disco desbundante. Criatividade solta (dando toda a liberdade para Rundgren se sentir livre do confinamento do formato padrão das canções), numa abordagem empolgante (e até surpreendente, na época, para fãs de Rundgren). Rundgren viu o que bandas como Yes, ELP, King Crimson, etc. estavam fazendo ao criar álbuns realmente elaborados e obtendo grande sucesso e embarcou na mesma lógica. Na época de seu lançamento, jornalistas foram rápidos em detonar o álbum acusando-o de pretensioso, pomposo, excessivamente indulgente etc. De fato, toda a música neste primeiro "Utopia" era inacreditavelmente complexa, com solos extensos, múltiplos teclados, diferentes temas, muitas mudanças de ritmos, o Prog-Rock em seu aspecto mais extremo (e nada do lado Pop de Rundgren). Muitos até consideram este como o "ultimate Prog-Rock album of all time" (o que eu considero um baita exagero e não concordo). Sem dúvida, uma obra monumental, com todo tipo de excessos musicais, mas com música de verdade, sólida, escrita por um gênio que montou uma banda de músicos incrivelmente talentosos para ajudar-lhe a realizar uma visão bizarra. É até incrível que funcione tão bem! Grande foco, superando quase todas as outras bandas Prog em termos de destreza instrumental e escopo épico, voltas e reviravoltas adoráveis, melodias entremeadas com momentos selvagens, interações esplêndidas, voos deslumbrantes de sintetizadores, guitarras ardentes e cortantes, performances sensacionais, muitas e variadas ideias musicais, múltiplos climas, tanta profundidade e sofisticação musical que não há como não ver este álbum como memorável. Se as explorações musicais começadas em "A Wizard, A True Star" explodiram em "Todd", um álbum que buscou caminhos instrumentais obtusos e aproximou Rundgren do Rock Progressivo, no projeto "Utopia" o Prog-Rock era de corpo e alma, uma banda que trabalhava como coletivo, mas da qual inegável quem era a força motriz. Infelizmente, logo após o lançamento deste disco, Labat saiu. Rundgren continuou sua carreira solo (mantendo o projeto "Utopia", em formações variadas, em paralelo pelo menos até 1986 com eventuais reuniões depois). 



POEMAS CANTADOS DE JOSÉ MÁRIO BRANCO


Eh Companheiro
José Mário Branco

Eh companheiro, aqui estou
Aqui estou pra te falar
Estas paredes me tolhem
Os passos que quero dar

Uma é feita de granito, não se pode rebentar
Outra de vidro rachado pras duas pernas cortar
Eh companheiro, resposta
Resposta te quero dar

Só tem medo desses muros quem tem muros no pensar
Todos sabemos do pássaro cá dentro a querer voar
Se o pensamento for livre, todos vamos libertar

Lalá lalá lará laralalá
Lará lará lará laralalá
Lará lará lará laralalá

Eh companheiro, eu falo
Eu falo do coração
Já me acostumei à cor
Desta negra solidão

Já o preto que vai bem, já o branco ainda não
Não sei quando vem o vento pra me levar de avião
Eh companheiro, respondo
Respondo do coração

Ser sozinho não é sina nem de rato de porão
Faz também soprar o vento, não esperes o tufão


Engrenagem
José Mário Branco

Do berço à cova sem parar
Caminho fora sempre a andar
Cá vou levando a minha vida
Um minutinho a descansar
A vida inteira a trabalhar
Suor sem conta nem medida

Pra ter um companheiro nesta viagem
Vou meter um pauzinho na engrenagem

Do berço à cova sem vagar
Enxada à terra barco ao mar
A mão e a máquina a compasso

Os bois no campo a lidar
E o serventio a trabalhar
Todos com o mesmo cangaço

Pra ter um companheiro nesta viagem
Vou meter um pauzinho na engrenagem

Do berço à cova Sol a Sol
Por pão, amor e futebol
Dor no sapato e dor na espinha

Canta-se o fado em lá bemol
Morde a sardinha no anzol
E o tubarão segura a linha
Pra ter um companheiro nesta viagem
Vou meter um pauzinho na engrenagem

Do berço à cova sem parar
Caminho fora sempre a andar
Cá vou levando a minha vida

Um minutinho a descansar
A vida inteira a trabalhar
Suor sem conta nem medida

Pra ter um companheiro nesta viagem
Vou meter um pauzinho na engrenagem



Seu Pajeú e Macambira – Seu Pajeú e Macambira 1975

 

Capa p

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB.

Selo A pSelo B p

O disco alterna músicas e textos, todos humorísticos, naturalmente. Direção artística de Abdias.

Verso p

O lado A é cantado e comandado pelo Seu Pajeú, ele interage com Macambira na faixa “Dois cobras em desafio”, com texto de Luiz Queiroga, e o resto do lado B é cantado e comandado pelo Macambira.

Seu Pajeú e Macambira – Seu Pajeú e Macambira
1975 – CBS

01. O amor de Turino (João Gonçalves – Messias Holanda)
02. Seu pajeú e o sequestro (Texto: Luiz Queiroga)
03. O breganheiro (Buco do Pandeiro – Amadeu Macedo)
04. Seu Pajeú comprou boate (Texto: Luiz Queiroga)
05. O galho da roseira (Elias Soares – Benedito Nunes)
06. Dois cobras em desafio (Texto: Luiz Queiroga)
07. Dessa vez é pra valer (Jacinto Limeira – Nunes)
08. Macambira quer casar (Texto: Luiz Queiroga)
09. Zefa chamada Zefinha (Chico Xavier – René Bittencourt)
10. Macambira é de lascar (Texto: Luiz Queiroga)

MUSICA&SOM ☝



Capilé – Haja Coração 1987

FRENTE

 

Colaboração do Macambira, do Rio de Janeiro – RJ

LADO-ALADO-B

“Lenilson Costa de Macedo, mais conhecido como Capilé, é um músico, cantor e compositor brasileiro, nascido em Campina Grande (PB). Com quase 30 anos de carreira, Capilé ganhou o Brasil e encanta fãs com seu estilo irreverente e sempre inovador.”

TRAZ

Participação especial de Jorge de Altinho no Pout Pourri da faixa 02 do lado A; e de Maria Tereza na faixa “Anjo de paixão” de Capilé e Nino.

Capilé – Haja Coração
1987 – Polydisc

01 Chamego do merengue (Nino – Capilé)
02 Pout pourri
É madrugada (Antonio Barros)
Naquele São João (Antonio Barros)
Brincadeira na fogueira (Antonio Barros)
Só voltarei amanhã (Antonio Barros)
03 Da mesa pra cama (Cecéu)
04 Haja coração (Capilé – Nino)
05 Um bom forró (João Gonçalves – Marques Irmão)
06 Mei mundo de amor (Nino – Capilé)
07 Tô que tô (Edmar Miguel)
08 Forró dos infernos (Lula Queiroga)
09 Anjo de paixão (Capilé – Nino)
10 Nordeste coração (Capilé – Nino)

MUSICA&SOM ☝



Charles Earland - Black Drops 1970

 

O final dos anos 60 e o início dos anos 70 foram uma época muito produtiva para  Charles Earland . Em seu auge, o organista lançou verdadeiras joias durante esse período, como  Black Talk  e  Living Black  ; em seu pior momento, apresentou álbuns decentes, ainda que sem grandes destaques, como  Black Drops . Embora não esteja no mesmo nível de  Black Talk  ou  Living Black , este  LP de soul-jazz/hard bop produzido por Bob Porter é satisfatório e, de modo geral, agradável.  Earland  se cerca principalmente de músicos da Filadélfia, incluindo o saxofonista tenor e soprano  Jimmy Heath , o guitarrista  Maynard Parker , o trombonista Clayton Pruden e o baterista Jimmy Turner — aliás, o único músico de fora da Filadélfia em  Black Drops  é o trompetista  Virgil Jones . Os destaques do LP variam do hard bop vibrante de  "Buck Green", de  Earland , e "Lazybird", de  John Coltrane , a uma pegada funky em "Sing a Simple Song", de Sly Stone , e um groove suave e agradável em "Don't Say Goodbye" e  "Raindrops Keep Falling on My Head", de Burt Bacharach 






Head Over Heels - Head Over Heels - 1971

 

Um power trio de Michigan cujo álbum é poderoso e inventivo – um dos melhores álbuns de hard rock da gravadora. Com uma formação composta pelo baterista John Bredeau, o vocalista/guitarrista Paul Frank e o vocalista/baixista Michael Urso, a banda lançou apenas um álbum, que se tornou instantaneamente obscuro, mas que álbum! Produzido por Dan Moore e Buzz Clifford, Head Over Heels, de 1971, é simplesmente ótimo. Barulhento, pesado, mas surpreendentemente acessível, o material de faixas como Road Runner e In My Woman demonstrava a habilidade do trio para um rock melódico, porém com guitarras impactantes. Frank e Urso tinham vozes atraentes e, como já dissemos, certamente sabiam produzir um som incrível. Entre os poucos deslizes, estão alguns vocais de harmonia desafinados (Question) e a balada insossa Children Of The Mist (que foi quase redimida pelo ótimo solo de guitarra de Frank). Em outras gravações, feitas no Eastowne em Detroit, uma versão estendida de "Red Rooster", de Willie Dixon, e "Circles", composta por Franks, foram interpretações ao vivo que demonstraram de forma apropriada a impressionante habilidade da banda em apresentações ao vivo. 

Frank e Urso reapareceram posteriormente com a banda Fresh Start. Urso também foi membro da banda Rare Earth, de Detroit (junto com o guitarrista do Scorpions, Ray Monette), participando de vários álbuns da banda em meados da década de 70.

MUSICA&SOM ☝



Woody Shaw - Blackstone Legacy 1971

 

Originalmente lançado em vinil e agora em um único CD,  a estreia de Shaw como líder é uma das primeiras sessões de "free bop", em muitos aspectos sua resposta a Bitches Brew. O conjunto do trompetista extrai sons coletivos densos, energéticos e substanciosos, baseados em pura improvisação, com um esqueleto de estrutura rítmica para se desenvolver. Os saxofonistas  Gary Bartz  e  Bennie Maupin , o pianista elétrico  George Cables , os baixistas gêmeos  Ron Carter  e  Clint Houston , e o baterista  Lenny White  respondem à  direção incisiva de Shaw , criando um dos jazz mais dinâmicos ouvidos naquele período inicial do fusion.  O brilho melódico de Shaw , seu swing marcante e sua recusa em fazer concessões são seus maiores trunfos. Eles transparecem em clássicos melodiosos como a irresistível "Think On Me" e nas acrobacias rítmicas de "Boo-Ann's Grand". Representa a estética do bop progressivo em seu auge. A faixa-título é tão selvagem e desgrenhada quanto  Woody Shaw  poderia ser, enquanto "Lost & Found" representa o free bop em sua melhor forma. "New World" é um número de free funk, bastante inovador para a época, enquanto "A Deed For Dolphy" revela um lado abstrato e sem tempo definido, raramente ouvido de  Shaw . Todas as músicas são bastante longas, com no mínimo nove e no máximo dezessete minutos. Isso permite que a banda desenvolva suas ideias e interaja de uma maneira mais próxima de um concerto.  Bartz  (saxofone alto e soprano) e  Maupin  (saxofone tenor, clarinete baixo e flauta) demonstram consistentemente por que são dois dos melhores improvisadores de jazz da atualidade. Por mais que a música seja o ponto forte, é a presença singular de  Shaw  que refrata muitas cores de luz e sombra, como um farol multicolorido guiando vários navios ao porto. Não há exemplo melhor dessa música desde sua concepção, documentado em gravação, do que esta sessão transcendental que trouxe o trompetista à atenção do mundo do jazz. Além disso, poucos o fizeram melhor desde então. Verdadeiramente uma gravação histórica e um ponto de virada na história da música pós-moderna




Destaque

EUGENE McGUINNESS – Eugene McGuinness Versus The Universe

  Em 2007, o cantor e compositor Eugene McGuinness lançou "The Early Learnings of…", um álbum que explorava o pop retrô melancólic...