quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Noveria – Becoming After (2026)

 


Countryn: Italy
Genre: Progressive Power Metal
Year: 2026

Tracklist:
1. The Only Way (05:23)
2. Convicted To Rise (05:25)
3. Echoes From The Abyss (05:41)
4. Cold Flames (05:45)
5. The Viper’s Nest (06:53)
6. Infinite Horizons (04:53)
7. Through Your Light (06:19)
8. Heavenfall (05:47)
9. Radiance (05:09)
10. Becoming After (02:24)

MUSICA&SOM ☝


Tokyo Blade – Hoist The Colours High (2026)

 


Country: UK
Genre: NWOBHM, Heavy Metal
Year : 2026

Tracklist:
1. Screaming Evil (04:46)
2. Too Wired To Sleep (04:39)
3. Get Me Outa This (04:48)
4. Hoist the Colours High (06:18)
5. I’m Gonna Rise (04:26)
6. Sweet Desolation (05:52)
7. When the Hammer Falls (04:26)
8. Last Man Standing (05:00)
9. This Time (05:20)
10. Mr. Nobody (04:55)
11. I Don’t Need No Enemies (05:31)
12. Devil in the Red Mist (03:21)
13. She Was A Soldier (05:07)
14. Wasting My Time (04:52)

MUSICA&SOM ☝



Mob Rules – Stories From The Verdant Vale 2026

Os veteranos alemães do heavy metal, MOB RULES, lançarão seu novo álbum, “Stories From The Verdant Vale”, em 21 de agosto pela ROAR, uma divisão da Reigning Phoenix Music.

Side A:
01. Savage Land Reprise
02. Master Of The Black Crow
03. Masquerade Ball
04. Above The Maelstrom
05. Balance Of Power

Side B (Bonus Tracks)
06. Celebration Day (2014 Version, feat. Bernhard Weiß)
07. Insurgeria (2014 Version, feat. Udo Dirkschneider)
08. Coast To Coast (2014 Version, feat. Chity Somapala)
09. End Of All Days (2014 Version, feat. Amanda Somerville)
10. Broken

Klaus Dirks – Vocals
Sven Lüdke – Guitar
Florian Dyszbalis – Guitar
Markus Brinkmann – Bass
Jan Christian Halfbrodt – Keys
Sebastian Schmidt – Drums

MUSICA&SOM ☝



ARILYN Psychedelic/Space Rock • Germany

 

ARILYN

Psychedelic/Space Rock • Germany

Biografia do Arilyn:
Após o fim da antiga banda, Desperation, Christian, Jürgen e Christof decidiram seguir em frente e formar uma nova banda. Em 1999, um homem chamado Jürgen Moßgraber entrou em contato com eles, pois havia lido em um jornal local que a banda estava procurando um tecladista. Com o som de teclado de Jürgen, a música do Arilyn mudou do rock tradicional para o space rock.

Depois de algum tempo compondo novas músicas, a banda decidiu que Christian também deveria assumir o baixo, já que não encontraram ninguém para completar a formação. Assim nasceu o Arilyn. Após um bom ano, em 2001, eles conseguiram gravar um álbum completo no estúdio recém-fundado por Christian em Ludwigshafen. Assim, começou o trabalho em "Tomorrow Never Comes", seu primeiro álbum completo. Em janeiro de 2002, uma gravadora de Heidelberg se interessou bastante pela música deles e, após ouvir a masterização em CD, a Quixote-Music ofereceu-lhes seu primeiro contrato.

Alter Ego
Arilyn Psychedelic/Space Rock

 Este terceiro lançamento da banda alemã Arilyn certamente possui alguns elementos únicos, embora o aspecto comercial desta música possa não ser dos melhores.

Misturando influências do neo-prog e de pioneiros da música eletrônica como o Tangerine Dream no uso de sintetizadores, refrões de rock comercial como os da banda alemã Sylvan, com influências distintas do metal progressivo, e adicionando alguns elementos de space rock à mistura, as músicas aqui — com exceção das baladas — são extremamente intrigantes e fascinantes. Difícil de classificar como tal, mas interessante.

Os vocais um pouco fracos e algumas baladas bastante simples são os únicos pontos negativos aqui; ainda assim, é um álbum que vale a pena conferir para fãs de rock melódico com muitos sintetizadores e leves influências de metal progressivo. Destaques pessoais: When Worlds Collide, Alter Ego - ambas músicas excelentes





ARIES Psychedelic/Space Rock • Greece

 

ARIES

Psychedelic/Space Rock • Greece
Biografia do Aries:
Fundado no início de 2020 em Atenas, Grécia,

o ARIES é um trio psicodélico progressivo de Atenas, formado por Dimitris Sakkas, Kimonas Alex e Vaso Milona. Composto por cinco canções bem elaboradas com estilo retrô dos anos 70, seu álbum de estreia, "Because Of My Fears", foi lançado em 2020.




Because of My Fears
Aries Psychedelic/Space Rock

 Ram-bam-ba-lamb! Está escrito nas estrelas que o Aries é o evento mais emocionante na Grécia desde a antiga Batalha das Termópilas, quando os persas derrotaram os espartanos por 2 a 1 na prorrogação. Você não precisa escalar o Monte Olimpo para encontrar os deuses do prog, porque o trio de titãs está aqui, neste álbum incrível. Isto é Space Rock, Jim, mas não como o conhecemos, ousadamente indo aonde nenhum álbum de Space Rock jamais foi (com a permissão dos infinitivos divididos!). "Because of My Fears" está anos-luz à frente de qualquer álbum de Space Rock que eu conheça, e você teria que viajar até a distante galáxia de Andrômeda para ouvir algo que se aproxime remotamente dessa magnitude de brilho. Aries brilha tão intensamente quanto um quasar distante – o objeto mais brilhante do universo conhecido. O álbum é uma longa suíte contínua de cinco partes, então sintonize os controles para o coração do Sol, ligue a potência máxima interestelar e prepare-se para uma viagem fantástica e inesquecível nos melhores 43 minutos que você já passou fora do quarto. É simplesmente estelar! Mas o que REALMENTE diferencia este álbum fabuloso é o belo canto de sereia da encantadora vocalista. Afinal, quando foi a última vez que você ouviu uma vocalista feminina em um álbum de Space Rock? Provavelmente nunca. A potência percussiva do baterista da Duracel também merece destaque, soando como um aríete com uma saraivada de sons como não se ouvia desde a fúria dos tiros de canhão no clímax da triunfal Abertura 1812 de Tchaikovsky. E não podemos esquecer o incrível guitarrista, cujos delírios psicodélicos e alucinantes deixariam Jimi Hendrix com inveja. Esta deslumbrante extravagância de Space Rock é uma explosão sonora do início ao fim e um dos álbuns mais eletrizantes que você já ouviu deste lado da Via Láctea. Ad Astra!




"S. F. Sorrow", a obra-prima psicodélica clássica dos Pretty Things

 


The Pretty Things
começou como uma banda de Rhythm'n'Blues puro, no início dos anos 1960 (mais precisamente, em set/64, em Sidcup, condado de Kent, nos arredores de Londres) e eles são frequentemente descritos como tendo sido "mais mesquinhos, barulhentos, feios e com cabelos mais longos" do que os Rolling Stones. (o guitarrista do Pretty Things, Dick Taylor, originalmente tocava baixo bem no início dos Stones). Seu som R&B primitivo e corajoso foi fortemente influenciado pela batida de Bo Diddley e pelo som de Jimmy Reed. Aliás, o nome da banda foi tirado de uma canção de 1955, "Pretty Thing", de Willie Dixon. Ela colocou diversos singles nas paradas do Reino Unido ("Rosalyn", "Don't Bring Me Down" etc.), antes de abraçar outros gêneros como o Rock Psicodélico no final dos anos 60, o Hard Rock no início dos anos 70 e até a New Wave no início dos anos 80. Não sei se você sabe desta, mas lá bem no início, antes do Pretty Things, existiu uma outra banda chamada "Little Boy Blue and the Blue Boys", que consistia em Dick Taylor, seu colega de escola Keith Richards e Mick Jagger. É mole? Quando Brian Jones passou a recrutar gente para sua própria banda, os três migraram para ela junto com Ian Stewart, projeto este que foi denominado "The Rolling Stones" por Brian Jones, em jun/62. Porque havia muitos guitarristas na banda, Dick Taylor virou baixista. Ele só ficou 5 meses.
Brian Pendleton, John Stax, Dick Taylor, Phil May e Viv Prince
Phil May, outro estudante de Sidcup, o convenceu a formar uma outra banda. Dick Taylor voltou a ser guitarrista, enquanto May cantava e tocava gaita. A dupla recrutou John Stax para o baixo, Brian Pendleton na guitarra rítmica e Pete Kitley na bateria (que logo foi substituído por Viv Andrews). Bryan Morrison, um colega de faculdade onde May e Taylor estudaram, foi recrutado para ser o empresário (ele os representaria pelo resto daquela década, assim como também o Pink Floyd e diversas outras bandas). Ele fez parceria com Jimmy Duncan e conseguiu um contrato de gravações para os Pretty Things com a Fontana Records, no início de 1964. Neste ponto, Viv Andrews foi substituído por Viv Prince, um baterista mais experiente.
A aparência e o comportamento da banda eram provocativos (com May afirmando ter o cabelo mais comprido do Reino Unido e Prince frequentemente causando caos onde quer que fosse). Durante uma turnê pela Nova Zelândia em jul-ago/65, a banda causou tanta indignação na mídia local, que o Parlamento chegou a debater a questão das concessões de vistos para músicos estrangeiros como os do Pretty Things. A primeira de muitas mudanças de formação começou com o próprio Prince, cujas travessuras selvagens se tornaram demais para os outros membros da banda e ele foi substituído em nov/65 por Skip Alan. Em 1966, a cena Rhythm'n'Blues entrou em declínio e o Pretty Things começou a migrar para outros gêneros. Em meados de 66, eles alcançaram as paradas inglesas pela última vez (com um cover de "A House In The Country", dos Kinks). Pendleton saiu em dez/66. Stax saiu em jan/67. Jon Povey e Wally Waller entraram tornando a banda um quinteto novamente.
O último álbum para a Fontana Records foi uma obrigação contratual. "Emotions" veio cheio de arranjos de metais e cordas. Então, a banda assinou com o selo Columbia. Em nov/67, lançou "Defecting Grey", uma canção psicodélica que não fez sucesso. Depois veio o single "Talking About The Good Times"/"Walking Through My Dreams". Este single marcou o início das sessões para o álbum seguinte, "S. F. Sorrow". Lançado em dez/68, foi a primeira Opera-Rock, precedendo o lançamento de "Tommy", do The Who, que saiu em mai/69. O disco foi gravado entre dez/67 e set/68 no Abbey Road Studios, enquanto o Pink Floyd trabalhava no álbum "A Saucerful Of Secrets" e os Beatles trabalhavam no "White Album". "S. F. Sorrow" é sim uma Opera-Rock psicodélica, uma mini obra-prima "perdida", ou ao menos injustamente subestimada. Improvável que "S. F. Sorrow" não tenha influenciado em nada as ideias de Pete Townshend, afinal todos eles eram da mesma cena londrina e acompanham o que cada um estava fazendo. "S. F. Sorrow" incorporou ao som dos Pretty Things cítara, mellotron, flauta e diversos efeitos sonoros.
A história da Opera-Rock falava sobre um certo Sebastian F. Sorrow, um sujeito comum, que trabalhava na "Misery Factory" e era convocado para a primeira guerra mundial. Sua vida perde o sentido depois que ele testemunha um balão de ar quente carregando sua noiva cair e se incendiar. Na sequência, ele se depara com um misterioso personagem chamado "Baron Saturday", que é baseado na divindade vudu Baron Samedi. Saturday toma os olhos de Sorrow e o leva para uma viagem pelo submundo fantástico. A história termina de maneira triste, quando o desolado Sorrow percebe que não pode confiar em ninguém e que morrerá sozinho. 
"Private Sorrow" na TV francesa, 1968
"Death" na TV francesa, 1969


O encontro entre Joy Division e William S. Burroughs


Olha só que encontro duca. Li na internet uma fascinante história contada em detalhes sobre a vez em que o Joy Division dividiu palco com William S. Burroughs, Brion Gysin (pintor/escritor/performer inglês parça de Burroughs que, aliás, chegou a classificá-lo como "o único homem que eu já respeitei") e Cabaret Voltaire (banda britânica de música industrial/experimental vinda de Sheffield), na Bélgica. Como todos sabem, Burroughs foi um escritor/artista figura-chave no movimento Beat Generation, autor que influenciou toda a cultura/literatura popular moderna. Ian Curtis, cantor e líder do Joy Division, era um leitor ávido de textos da contracultura (pense J. G. Ballard, Michael Moorcock, Nietzsche, Jean-Paul Sartre e Hermann Hesse - William S. Burroughs foi um de seus maiores heróis). O JD teve sua primeira oportunidade de tocar fora do Reino Unido em 16/out/1979. Só isso já seria suficiente para destacar este show da banda, mas houve um interesse super especial para Curtis e cia, já que eles abriram para Burroughs.
A trupe de teatro de vanguarda "Plan K", especializada em interpretar a obra de Burroughs, estava fundando um espaço para suas apresentações numa antiga refinaria de açúcar, em Bruxelas. A noite de abertura (em foi concebida como um espetáculo multimídia. Filmes seriam exibidos (entre eles, "Performance", de Nicholas Roeg, estrelando Mick Jagger), além dos próprios experimentos de Burroughs com Antony Balch (diretor inglês de cinema que colaborou com Burroughs). A trupe Plan K apresentaria "23 Skidoo". Joy Division e Cabaret Voltaire fariam "shows de Rock". Burroughs e Gysin leriam trechos do livro recém-publicado da dupla, "The Third Mind".
Antes dos eventos da noite, Burroughs e Joy Division deram entrevistas separadas para a revista cultural "En Attendant" (leia a tradução aqui). O entrevistador foi o organizador da noite, Michel Duval, do Plan K. Depois que a leitura de Burroughs levou o evento ao clímax, Ian Curtis tentou se apresentar ao seu ídolo literário. Este encontro, como tantas coisas sobre Curtis e Burroughs, se tornou lendário e repleto de lendas também (quero dizer, há muita incerteza sobre o que de fato aconteceu). Há relatos de que "infelizmente, quando Ian foi falar com ele, o autor disse para Ian sumir". Burroughs provavelmente estava cansado e entediado com os concertos e quando Ian o procurou para a conversa, não foi um bom momento. Aparentemente, Ian não ficou nem um pouco magoado com a rejeição.
O livro "Unknown Pleasures", de Chris Ott, conta essa história deste jeito. O livro "An Ideal For Living", de Mark Johnson, também confirma que Burroughs se recusou a falar com Curtis. Curiosos esses relatos já que, para qualquer um familiarizado com Burroughs, sua cortesia era conhecida até mesmo pelos modos antigos e jeitão dos nossos avós. Imaginá-lo dando um fora num fã é desconcertante. Normalmente, ele era generoso com fãs e admiradores, especialmente com jovens homens tão bonitos como Ian Curtis. O que poderia ter gerado tal reação? Será que Curtis o abordou de maneira negativa? Burroughs estava de mau humor? O que será que realmente aconteceu? De acordo com Richard Kirk, do Cabaret Voltaire: "Minha única lembrança que ficou do Plan K foi estar sentado numa mesa com Ian, William e outros membros do Joy Division e do Cabaret Voltaire. Ian perguntou a William o que ele achava do Suicide (a banda). William pensou que ele se referia ao ato de suícidio e acho que ele disse que desaprovava. William ficou incomodado com o estouro de rolhas de champanhe durante a festa, o que ele confundiu com tiros". Fico imaginando toda essa cena. Pensa só! Pelo que apurei há uma gravação em vídeo de todo o show do Joy Division no Plan K, mas até hoje apenas um breve trecho foi disponibilizado exatamente na antiga fita de VHS "Here Are The Young Men", de 1982. 



"The Body", trilha pouco conhecida de Roger Waters feita em 1970

 

"The Body" foi um documentário científico inovador dirigido e produzido por Roy Battersby (padrasto trotskista da atriz Kate Beckinsale) em 1970. A trilha sonora do filme, composta pelo peculiar escocês Ron Geesin junto com Roger Waters (do Pink Floyd), foi lançada como "Music from the Body". Algumas das canções de Geesin e Waters faziam uso do corpo humano como uma espécie de instrumento musical. O Pink Floyd sempre gostou de usar batimentos cardíacos, mas "Music from the Body" usava até peidos! Uma das canções se chama "More Than Seven Dwarfs In Penis Land" (trad.: mais de sete anões na terra do pênis). É mole? No filme de Battersby, microcâmeras foram usadas para percorrer e mostrar o interior do corpo humano em diferentes partes percorrendo a anatomia em funcionamento. O filme foi narrado pelo ator Frank Finlay e pela colega de Battersby, também trotskista, Vanessa Redgrave. A trilha sonora criava um dueto com o conteúdo visual.

Geesin e Waters

A trilha continha vários efeitos sonoros e fragmentos musicais, além de algumas canções Folk nas quais Waters se fazia violão e voz. O resultado era precursor de alguns dos trabalhos posteriores de Waters e do Pink Floyd ("Breathe", por exemplo, lembra algo de "The Dark Side Of The Moon"), mas em uma forma embrionária. A faixa "Give Birth To a Smile" trazia a participação não creditada de todos os quatro membros do Pink Floyd junto com Ron Geesin tocando piano. 



Grandes álbuns do Prog-Rock: Fruupp - "Seven Secrets" (1974)

Este grupo foi reunido pelo guitarrista/compositor Vincent McCusker no início de 1971, em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e consistia dos músicos (todos com formação em conservatório) Peter Farrelly (baixo e vocais principais), Stephen Houston (teclados e oboé) e Martin Foye (bateria e percussões). McCusker (nascido na pequenina cidade de Maghera, no condado de Londonderry, perto de Belfast) já havia sido membro da "The Blues By Five", uma banda de bailes que atuava pelos clubes da região indo até Dublin (capital da outra Irlanda). Não havia tantos lugares para se tocar por ali naquela época e McCusker pretendeu montar uma banda de Rock Progressivo e migrar para Londres. Ele passou alguns meses lá procurando músicos para trabalhar em suas ideias, mas desapontado retornou à Belfast e recrutou a turma acima. Eles se denominaram "Fruupp", uma palavra surgida de um Letraset usado (aquelas cartelas com adesivos de letras do alfabeto maiúsculas e minúsculas) - a cartela estava toda usada, exceto pelas letras F, R, U (2x) e P (2x). 
Martin Foye, Stephen Houston, Vincent McCusker e Peter Farrelly
A banda foi morar e ensaiar numa casa em ruínas em Belfast. Isto foi no verão de 1971. O primeiro show aconteceu no Ulster Hall, na capital, em 23/jun/71, abrindo para Rory Gallagher (em carreira solo). Não demorou, eles compraram uma van Ford Transit 1967 meio sambada e passaram a viajar. Vince McCusker chamou seu amigo de infância Paul Charles, que já havia gerenciado o "The Blues By Five", para ser o empresário/agente/engenheiro de som/roadie/faz-tudo do Fruupp. No período entre jul/71 e jul/73, a banda tocou muito por todo lado (inclusive no Cavern Club original), abrindo para artistas como Queen, Supertramp, Electric Light Orchestra, Focus, Hawkwind, Man, Focus, Genesis com Peter Gabriel, entre outros. O Fruupp fez parte de um circuito de apresentações ao vivo e, por isso tocava muito (neste início, foram cerca de 230 noites por ano e algumas tardes também). Em 29/mar/73, a banda visitou um pequeno estúdio na Fulham Palace Road, em Londres, onde gravou uma demo tape com quatro canções autorais. Entre elas, estava "Decision", uma canção muito bonita que encantou Robin Blanchflower, diretor de A&R da Pye Records (gravadora inglesa de Cambridge, que estava montando um selo só para música underground e Prog chamado Dawn Records). Em jul/73, o Fruupp assinou com a Dawn.
Em ago/73, a banda fez uma pausa nas constantes viagens e entrou no Escape Studios, em Kent, para gravar seu álbum de estreia, "Future Legends". Este disco foi praticamente tirado dos sets ao vivo que a banda fazia (e que já estavam bastante testados). Por isso, o resultado foi bastante sólido. Trabalho de guitarras abrasador, teclados contemplativos, o oboé de Stephen Houston, algumas faixas instrumentais, impressionante interação e destreza instrumental. Era um Prog-Rock com influências Blues Rock/Irish Folk e voltado ao então emergente sinfônico (com grande senso de melodias, drama, letras orientadas à fantasia - delineadas pela arte da capa feita pelo baixista/cantor Farrelly). O resultado ficava entre o Barclay James Harvest, o Curved Air e o Camel. "Lord Of The Incubus"(6:25), "Song For a Thought"(7:30), "Olde Tyme Future"(5:37) e "Decision"(6:26) eram quatro das melhores canções feitas pela banda em toda sua vida. O álbum foi lançado em out/73 e o Fruupp embarcou imediatamente numa turnê que terminou em 29/nov com um show mágico no The Whitla Hall, em Belfast, com participação da Ulster Youth Orchestra. Aquele ano terminou em alta e as coisas pareciam encaminhadas para um futuro promissor. O Fruupp era uma real banda de shows e este tipo de banda tinham público cativo. Este público comprou o álbum "Future Legends" (que era realmente bem bom), que deu-lhes um novo perfil nacional trazendo mais gente ainda para os shows. Em jan-fev/74, entre shows, a banda voltou ao Escape Studios, em Kent, para gravar seu segundo álbum. O Fruupp tinha apenas seis novas canções quando entrou no estúdio. Uma sétima canção, "Seven Secrets", nome que viria a ser dado ao álbum, foi criada dentro do estúdio. Os destaques eram "White Eyes"(7:16), "Wise As Wisdom"(7:07), "Garden Lady"(9:00) e "Three Spires"(5:00). Um trabalho aventureiro que confirmou todas as boas ideias anteriores. Melhor do que a estreia, embora semelhante em vários aspectos, com partes épicas lentas, pitadas de Jazz, desbunde instrumental, cordas, arranjos preciosos, composições sinuosas e com mudanças dramáticas, Prog sinfônico atmosférico com passagens do Folk irlandês, canções suaves na maior parte do tempo. "Seven Secrets" era, portanto, mais elaborado, menos cru, mantendo os arranjos eruditos e as boas melodias Prog-Folk Rock. Orquestrações suaves, ótimos teclados, vocais sensíveis e calorosos e, desta vez, a guitarra de McCusker ficando numa posição coadjuvante. Provavelmente, "Seven Secrets" seja o melhor álbum completo do Fruupp. Um trabalho relaxante, acolhedor e capaz de transportar o ouvinte. O álbum foi lançado em abr/74 e a banda iniciou outra turnê que só terminou em junho em Londres. A essa altura, o Fruupp já havia desenvolvido todo um lado visual e teatral em suas performances (pense Genesis). A banda seguia em direção ascendente. Começou uma nova turnê pelo Reino Unido com a fabulosa banda Man. Seus shows ficaram maiores e melhores.
Ainda lançaria outros dois álbuns. O terceiro foi o conceitual "The Prince of Heaven's Eyes" (sobre as aventuras de um garoto que, com a morte de seus pais, resolvera sair pela Irlanda em busca do fim do arco-íris) lançado em nov/74 (e que superou as vendas dos dois primeiros e os catapultou para shows lotados). Entretanto, em jan/75, o tecladista Stephen Houston resolveu sair (por motivos religiosos!). A banda seguiu como trio até recrutar John Mason, em mar/75. Seymour Stein, chefão da Sire Records em NYC, havia agendado para estar presente num show do Fruupp. Sua ideia era contratá-los e promovê-los nos EUA. Infelizmente, com a partida de Houston, este show foi em trio e não foi legal. Deu tudo errado. Entre jul-ago/75, o novo Fruupp com Mason e sob produção Ian McDonald (ex-King Crimson) entrou no Island Studios, em Londres, e gravou o quarto e último álbum, "Modern Masquerades", lançado em nov/75, suportado por uma turnê até fev/76. Entretanto, o ímpeto foi diminuindo. O movimento Punk/New Wave já ameaçava o Prog-Rock. Eles até começaram a trabalhar num quinto álbum, mas optaram em se separar.




POEMAS CANTADOS DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA


Balada da Esperança
Adriano Correia de Oliveira

Ai rosa clara algum dia
Rosa clara te deixei
Ai rosa clara algum dia
Te amarei.

Ai amor amores tenho mais de um cento
Bonecas primores cabeças de vento
Cabeças de vento não as quero não
Ai amor amores do meu coração.

INSTRUMENTAL

Ai rosa clara algum dia
Rosa clara te deixei
Ai rosa clara algum dia
Te amarei.

Cabeças de vento não as quero não
Ai amor amores do meu coração
Ai rosa clara algum dia
Te amarei.



Balada do Estudante
Adriano Correia de Oliveira

Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira
Capa negra rosa negra
Rosa negra sem roseira

Abre-te bem nos meus ombros
Como ao vento uma bandeira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento na bandeira

Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar

Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar

Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão

Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão
Mais vale ser pardal na rua
Que rouxinol na prisão



Destaque

ROD STEWART

  Roderick David "Rod" Stewart CBE (Highgate, Londres, 10 de janeiro de 1945) é um cantor e compositor britânico, com ascendência ...