O grupo focalizado hoje nesta tradicional seção não é tão perdido assim, mas não deixa de ser um tesouro. Uma das melhores bandas do ótimo rock australiano, conheceu o sucesso, vendeu discos, ficou famosa, mas acabou caindo no esquecimento com o passar do tempo. A Rose Tatto surgiu ali na metade dos anos 70, fazendo um som agressivo e com uma postura selvagem. Era um som forte e energético e era produzido pela Albert Productions, da dupla Vanda & Young, que se tornariam famosos por legar ao mundo o AC/DC, liderado pelos sobrinhos de Young. A irregularidade na formação, com constantes mudanças de integrantes e o estrondoso sucesso do AC/DC talvez tenha ofuscado o grupo, cujos primeiros álbuns são verdadeiras porradas, que exalam atitude e ferocidade.
De qualquer forma, os primeiros 4 discos do Rose valem a pena (embora o primeiro seja o mais relevante) para quem gosta do rock vigoroso do AC/DC. Eles fizeram muitas turnês conjuntas com o próprio AC/DC, Aerosmith e ZZ Top. Eram sempre aclamados na Europa, onde eram considerados frutos da cena punk. Talvez por isso sua popularidade tenha sido decrescida junto com a força daquele movimento que chacoalhou o mundo do rock no final da década de 70.
No início dos anos 90, a banda já não existia mais, quando o Guns’N’Roses, então o avassalador sucesso mundial daquele período, faz sua primeira excursão pela terra dos cangurus e solicita uma reformulação do grupo para abrir aquela turnê, já que Axl, Slash & cia. eram confessos fãs dos Tattoos australianos. A partir de então, abanda passou a se reagrupar esporadicamente para shows, festivais e continuaram gravando discos até 2020, claro, sem a mesma pegada daqueles tempos iniciais. Mas, sem dúvida, foi um grupo que marcou de forma indelével seu nome no mundo rock como nobre representante do melhor rock australiano.



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