quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

BIOGRAFIA DOS Sean Riley & The Slowriders

Sean Riley & The Slowriders

Sean Riley & The Slowriders é uma formação portuguesa originária de Coimbra com sonoridades próximas da música de tradição americana tais como folkrock e blues.

História

Afonso Rodrigues começou por escrever canções sozinho sob o alter-ego Sean Riley. Através da sua actividade na Rádio Universidade de Coimbra conheceu outros locutores, Bruno Simões (ex-Tu Metes Nojo) e Filipe Costa, que viriam a constituir a primeira formação do projeto[1]. Filipe Rocha foi o quarto elemento a juntar-se. O vocalista é originário do Pedrogão, Leiria, onde foi gravado o videoclip da música Harry Rivers.

Em 2007 com a edição de Farewell, onze canções que projetaram Sean Riley & The Slowriders como autores de uma das melhores estreias discográficas da história da música produzida em Portugal.

A relevância dada a Farewell e consequente exposição mediática da banda elevaram a fasquia para o segundo disco – e a banda respondeu com um inspirado Only Time Will Tell. Aclamado pela crítica, sustentado com grandes prestações ao vivo, caso do sucesso alcançado nos festivais de Paredes de Coura e Alive, e com dois discos editados no Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) pela Sonic Rendezvous. Seguiu-se a edição nacional de “It’s Been A Long Night” um disco cheio de luz em que o grupo se permitiu absorver todas as referências que povoam o seu imaginário artístico.

Depois de 3 anos afastados dos palcos para prosseguirem projetos paralelos (como no caso de Afonso Rodrigues com Keep Razors Sharp), 2015 marca o regresso aos palcos e 2016 o regresso aos discos de originais, com o lançamento do álbum homónimo “Sean Riley & The Slowriders”. "Díli" e "Greetings" são os singles de apresentação deste álbum.

Discografia

Compilações

Formação

Afonso Rodrigues - voz, guitarra, harmónica, órgão

Bruno Simões - baixo, guitarra, melódica, noise

Filipe Costa - órgão, piano, baixo, guitarra, bateria, harmónica, voz

Filipe Rocha - bateria, contrabaixo, glockenspiel, voz

Nuno Filipe - baixo



Dia 11 de Janeiro de 1985: começava o 1º Rock in Rio

 

Numa área pra receber 250 mil pessoas, a primeira Cidade do Rock nascia e inaugurava o festival musical mais tradicional do Brasil até os dias atuais.

A mais relevante e também a mais romantizada edição do festival carioca, a de estreia, teve a sua primeira tarde/noite numa sexta-feira, 11 de janeiro de 1985, com as apresentações de Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Pepeu/Baby, Whitesnake, Iron Maiden e Queen.

Para não se alongar demais na velha discussão que nessa época o festival era "realmente de rock" enquanto as edições deste século deixaram de ser", reconheço que de fato e obviamente o evento do empresário e idealizador Roberto Medina nunca foi propriamente 100% rock desde a sua concepção.

Por outro lado, como natural e morador da Cidade Maravilhosa à época, posso garantir que naquele tempo toda a atmosfera e expectativa da cidade era em torno das atrações pertinentes ao estilo que nasceu na década de 50.

Especialmente porque até a década de 80 não era muito comum termos shows internacionais de grande porte pelo país, muito menos concentrados num grande evento que duraria dias.

Era o tempo em que isso vinha crescendo aos poucos, com shows ainda na década de 70 de nomes como Alice Cooper, Genesis e Rick Wakeman e no ínicio dos 80s, como Queen e KISS.

Porém havia uma gama gigantesca de monstros já sagrados do rock que jamais haviam pisado sequer na América do Sul.

Era o caso de Ozzy Osbourne, Yes, Scorpions, AC/DC, por exemplo, além de um emergente Iron Maiden, que vivia um grande momento em 1985, com uma grande turnê mundial divulgando seu álbum então recém-lançado "Powerslave".

Tais nomes eram os que geravam grande ansiedade no público, para enfim vê-los pela primeira vez, ou no caso do Queen, pela segunda no Brasil (em 1981 a banda se apresentou em São Paulo), mas faltava os memoráveis primeiros concertos nas terras cariocas e nada melhor do que o grande palco do Rock in Rio, como headliners da noite de 11 de janeiro de 1985.

Phantom Elite lança clipe de "Inner Beast", canção de seu novo álbum;

 

"Inner Beast" integra "Blue Blood", terceiro full-lenght da banda neerlandesa-brasileira Phantom Elite, que chegará no dia 17 de março próximo.

O trabalho sucederá "Titanium” (2021) e "Wasteland" (2018).

A banda conta com a brasileira radicada na Alemanha, Marina LaTorraca, ao microfone, além dos holandeses Max van Esch na guitrra, baixo e teclados e Joeri Warmerdam na bateria.

Assista ao clipe de "Inner Beast":

Tracklist:

1. Skin Of My Teeth

2. Inner Beast

3. This Sick World

4. Birdcage

5. Apex

6. Fragments

7. Laid With Vines

8. Daydark

9. Blue Blood

10. Black Sunrise.

Morreu Jeff Beck

 


Ronnie Wood, Ozzy Osbourne, Gene Simmons e outros gigantes lamentam a morte do saudoso e lendárioo guitarrista, que se foi aos 78 anos.

Beck alcançou a fama com os Yardbirds antes de liderar o Jeff Beck Group e fazer incursões no som jazz-fusion do qual foi pioneiro.

Jeff Beck, o célebre guitarrista que tocou com os Yardbirds e liderou o Jeff Beck Group, morreu aos 78 anos, confirmou seu representante.

Beck morreu na terça-feira após “contrair repentinamente meningite bacteriana”, confirmou o representante. “Sua família pede privacidade enquanto processa essa perda tremenda”, acrescentaram.

Frequentemente descrito como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Beck, cujos dedos e polegares foram segurados por £ 7 milhões, era conhecido como um grande inovador. Ele foi pioneiro no jazz-rock, experimentou efeitos fuzz e distorção e abriu caminho para subgêneros mais pesados, como rock psicológico e heavy metal, ao longo de sua carreira. Ele foi oito vezes vencedor do Grammy, recebeu o Ivor Novello por sua excelente contribuição à música britânica e foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll tanto como artista solo quanto como membro dos Yardbirds.

Músicos e amigos de longa data começaram a prestar homenagem minutos após a divulgação da notícia. Gene Simmons chamou de “notícias comoventes… ninguém tocava guitarra como Jeff. Por favor, adquira os dois primeiros álbuns do Jeff Beck Group e contemple a grandeza."

Agora que Jeff se foi, sinto que um dos meus irmãos deixou este mundo e vou sentir muito a falta dele”, twittou Ronnie Wood. “Estou enviando muita solidariedade a Sandra, sua família e todos que o amavam. Quero agradecê-lo por todos os nossos primeiros dias juntos no Jeff Beck Group, conquistando a América.

Ozzy Osbourne twittou: “Não consigo expressar o quanto estou triste ao saber da morte de Jeff Beck. Que perda terrível para sua família, amigos e seus muitos fãs. Foi uma honra ter conhecido Jeff e uma honra incrível tê-lo tocado no meu álbum mais recente.

David Gilmour, do Pink Floyd, escreveu: “Estou arrasado ao ouvir a notícia da morte de meu amigo e herói Jeff Beck, cuja música emocionou e inspirou a mim e a inúmeros outros por tantos anos. Os pensamentos de Polly e meus vão para sua adorável esposa Sandra. Ele estará para sempre em nossos corações.

Johnny Marr o chamou de "um pioneiro e um dos maiores de todos os tempos", enquanto David Coverdale do Whitesnake escreveu: "Oh, meu coração ... RIP, Jeff ... já sinto sua falta".

Dave Davies, do The Kinks, twittou: “Estou com o coração partido, ele parecia em boa forma para mim. Tocando muito bem, ele estava em ótima forma. Estou chocado e perplexo... não faz sentido, não entendo. Ele era um bom amigo e um grande guitarrista.

Jeff Beck Group

Beck nasceu Geoffrey Beck em 1944, em Wallington, sul de Londres. Quando criança, ele cantava no coral de uma igreja e começou a tocar violão na adolescência, ganhando seu primeiro instrumento depois de tentar enganar uma loja de música em um esquema de compra e venda. “Tinha um cara que não tinha idade para ser meu pai, mas se ofereceu para ser meu fiador. Ele disse: 'Vou dizer a eles que sou seu padrasto' ”, disse ele ao New Statesman em 2016. “Em um mês, eles descobriram que ele não tinha nada a ver comigo e pegaram o violão de volta. Meu pai concordou e explicou que não podíamos pagar – então eles abriram mão do restante dos pagamentos e eu fiquei com o violão.

Depois de frequentar brevemente a escola de arte em Londres, Beck começou a tocar com Screaming Lord Sutch até que, depois que Eric Clapton deixou os Yardbirds, Jimmy Page recomendou Beck como seu substituto. Embora já tivessem sucesso naquela época, os Yardbirds tiveram muitos de seus maiores sucessos durante o curto mandato de Beck na banda, incluindo o álbum "Yardbirds", de 1966, o único álbum da banda a ser lançado no Reino Unido e o single nº 3, "Shapes of Things". Beck esteve no Yardbirds por apenas 20 meses, deixando o grupo em 1966 devido a tensões entre bandas que surgiram durante uma turnê pelos Estados Unidos. (Mais tarde, diria que “todo dia era furacão nos Yardbirds”.)

Em 1968, Beck lançou "Truth", seu primeiro álbum solo, que se baseou no blues e no hard rock para formar uma versão prototípica do heavy metal. Três anos depois, ele lançou um álbum com o Jeff Beck Group, "Beck-Ola", mas teve sua carreira solo descarrilada após sofrer um ferimento na cabeça em um acidente de carro.

Em 1970, após se recuperar de sua fratura no crânio, Beck formou uma nova encarnação do Jeff Beck Group e lançou dois discos: "Rough and Ready", de 1971 e "Jeff Beck Group", de 1972, que exibiu suas primeiras incursões no jazz fusion som que ele se tornaria conhecido.

Em meados dos anos 70, Beck apoiou o grupo de jazz-rock Mahavishnu Orchestra de John McLaughlin em turnê, uma experiência que mudou radicalmente como ele via a música. “Observando [McLaughlin] e o saxofonista trocando solos, pensei: 'Este sou eu'”, disse ele em 2016.

Inspirado, Beck abraçou totalmente o jazz fusion no "Blow By Blow", produzido por George Martin. Um sucesso de platina nos Estados Unidos, que alcançou a quarta posição, foi o álbum de maior sucesso comercial de Beck, mas depois ele lamentou. “Eu não deveria ter feito Blow By Blow”, ele disse ao Guitar Player em 1990. “Eu gostaria de ter ficado com o rock'n'roll terreno. Quando você está cercado por pessoas muito musicais como Max Middleton e Clive Chaman, você está em uma prisão e tem que lidar com isso.


Apesar de seus sentimentos posteriores sobre "Blow By Blow", Beck continuou a experimentar ao longo dos anos 70, lançando outro platinado álbum de jazz fusion, "Wired", em 1976, e "There and Back", em 1980.

A produção de Beck diminuiu drasticamente nos anos 80, em parte devido ao seu zumbido. Seus projetos ao longo da década foram esporádicos, mas notáveis: em 1981, ele se apresentou com Clapton, Sting e Phil Collins nos concertos beneficentes Secret Policeman's Other Ball da Anistia Internacional, e voltou com seu primeiro álbum solo em cinco anos, "Flash", em 1985. Produzido por Nile Rodgers, do Chic, apresentou uma mudança dramática para Beck, pois apresentava principalmente faixas pop lideradas por vocais, uma mudança de sua produção amplamente instrumental dos anos 70. "People Get Ready", uma colaboração com Rod Stewart, tornou-se um dos raros singles de sucesso de Beck em seu próprio nome, alcançando sucesso nos Estados Unidos, Nova Zelândia, Suécia, Bélgica e Suíça.

O álbum "Jeff Beck's Guitar Shop" de 1989 foi seu último álbum solo em uma década, mas ele permaneceu ativo durante os anos 90, colaborando com Jon Bon Jovi, Kate Bush e Roger Waters, entre outros; em 1999, lançou "Who Else", que incorporou elementos techno e eletrônicos.

Nos anos 2000 e 2010, Beck lançou apenas um punhado de álbuns, mas começou a se estabelecer em seu papel de estadista mais velho e influência elogiada, apresentando-se com artistas como Kelly Clarkson e Joss Stone. Ele morava em uma propriedade em East Sussex desde 1976 e se casou com sua sexta esposa, Sandra Cash, em 2005.

O projeto mais recente de Beck foi o 18 do ano passado, um álbum colaborativo com Johnny Depp que trazia canções originais escritas por Depp e covers de Marvin Gaye, Velvet Underground e outros artistas clássicos. O álbum foi amplamente criticado; em uma crítica de duas estrelas, Michael Hann do The Guardian o descreveu como um "disco peculiar e extremamente desigual", ao mesmo tempo em que observou que "é para crédito de Beck que, sozinho entre os heróis da guitarra do boom do R&B no Reino Unido dos anos 1960, ele não se refugiou no café - blues de mesa."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

“ASELESTINE” É O NOVO TEMA DOS YO LA TENGO


U2 LANÇAM “SONGS OF SURRENDER” A 17 DE MARÇO


JOHN CALE COM NOVO SINGLE… “NOISE OF YOU”



ISAURA APRESENTA NOVO SINGLE… “GLÓRIA”


LCD Soundsystem – LCD Soundsystem (2005)


 

Pode o punk ser eletrónico e disco e, aqui e ali, melancólico e introspetivo? A estreia dos LCD Soundsystem, projeto do mago James Murphy, é um sim tremendo à pergunta. E um portentoso trabalho que, felizmente, não foi ocasional tiro certeiro.

Há disco, rock, acid house, psicadelismo, punk. Os LCD Soundsystem são um festivo cocktail de influências geradoras de um todo que tem por base a pista de dança, é certo, mas que encaixa perfeitamente num festival de guitarras ou num qualquer fim de tarde soalheiro que se pretenda mais festivo.

LCD Soundsystem, a estreia, vinha já com embalagem garantida por um par de temas lançados nos meses anteriores, “Losing My Edge” à cabeça como momento maior. O álbum viria a não desiludir ninguém e a apresentar definitivamente ao mundo aquele que viria a ser, que é agora, que nunca deixou na verdade de ser após a entrada total em cena – mesmo com uma pausa nos trabalhos entre 2011 e 2017 – uma das melhores bandas do mundo.

O que impressiona nesta coleção de canções é o difícil mas bem superado desafio de trazer de volta memórias mas ter ainda a capacidade de potenciar muitas mais histórias no futuro. A década 2000-2010 trouxe para uma geração, em que o escriba se insere, muitos momentos de vida que tiveram como banda sonora uma legião de bandas – algumas o tempo tratou de relegar para o plano secundário, mas a história dos LCD Soundsystem é outra. O apreço por James Murphy e os seus tratados de bom gosto é, sempre será, apostamos, garantia de se estar no lado certo da fronteira.

Divertido, criativo, alternativo q.b. mas global e quase impossível de ignorar – nem que seja pela quantidade de anúncios que utilizaram “Daft Punk Is Playing at My House”: a estreia dos LCD Soundsystem apresentou-nos aquela que, 16 anos depois, continua a ser uma das bandas mais originais das últimas décadas. Todos os discos do grupo que vieram atestaram as primeiras impressões – está aqui uma banda que veio para ficar e que será recordada por muito e celebrativo tempo. Festejemos.

Bloc Party – Silent Alarm (2005)

 

Grito de raiva, alerta silencioso, disco assombroso. A estreia dos Bloc Party pega no melhor do rock de guitarras e acrescenta-lhe densidade atmosférica, temperada por letras de dor e solidão.

Com a explosão do rock independente causada por Is This It uns anos anos, os Bloc Party aproveitaram essa boleia mas não se deixaram mergulhar completamente. O álbum de estreia é um magnífico disco de rock, com todos os condimentos do rock e apenas alguns desse tal indie.

Muitos dos protagonistas desta nova vaga da música de guitarras vão fazendo canções mais hedonistas, pueris aqui, sobre noites de copos ali. Enquanto isso, os Bloc Party cantam desolação, existencialismo, saúde mental, tristeza, deriva, desajustamento, frustração sexual.

Mas como algumas canções surgem num rock saltitante (veja-se a maldição de “Banquet”, usada num anúncio da Vodafone), os Bloc Party foram logo colocados na prateleira do indie rock e ali ficaram. Só que esse lado festivo fica-se apenas pela primeira camada de guitarras, que nos encostam logo à parede e de certa forma disfarçam a crueza cortante que nos é cantada.

Porque este disco é um grito de raiva (não o são todos os grandes álbuns de rock?), é uma colecção de poemas/hinos para uma geração de miúdos que não sabe o que é pertencer, que tem tristezas passadas e medos futuros, que viu sonhos serem esmagados ou que não tem um rumo para seguir. Se à primeira escuta parece só um disco de rock-pop-guitarrado, é na verdade um disco com grande densidade atmosférica e lírica que faz deste álbum uma obra fundamental e intemporal.

A começar pelo título, Silent Alarm é logo um disco assombrado. Depois a capa – uma fotografia tirada em Copenhaga onde o álbum foi gravado – ajuda a reforçar esse cariz frio, gélido até, mas que é cantado com tal verdade e emoção que facilmente nos coloca na pele do sujeito das canções. A primeira música, “Like Eating Glass“, é exemplo disso e num instante somos transportados para essa casa vazia e fria e sentimos aquela solidão.

This Modern Love“, que começa com uma cama suave de guitarra dedilhada e um xilofone gentil, é a bela mas devastadora história de alguém que tem de pagar para ter intimidade, mais que lasciva, emocional («you told me you wanted to eat up my sadness»). A própria “Banquet”, que é sucesso garantido em pistas de dança e proporciona sempre momentos de canto em coro abraçado, pode ser vista como a luta interior de alguém em busca de definição sexual.

É certo que a força motriz das músicas é a secção rítmica, bateria e baixo sempre a todo o gás – “Price of Gasoline”, “Luno” – enquanto uma parede de guitarras velocíssimas anda para a trás e para a frente, para cima e para baixo, criando um efeito de profundidade, de estarmos constantemente rodeados por guitarras – “Helicopter“, “She’s Hearing Voices”. Há ainda espaço para momentos mais contemplativos – “Blue Light”, “So Here We Are“, “Compliments” – sem perder a tensão e energia rock.

E esta mistura ajuda a dar corpo a uma sensação de claustrofobia, latente durante toda a escuta do disco, causada pelas letras angustiantes de Kele Okereke, vocalista reconhecido mas letrista e poeta subvalorizado.

Este disco tem ainda outros méritos, como a faixa escondida (coisa tão deliciosamente CD) ou a produção de Paul Epworth (que na altura também ajudou a criar os discos de estreia dos Maximo Park, Futureheads e The Rakes).

Depois de Silent Alarm, os Bloc Party ainda conseguiram manter os padrões em A Weekend in the City, de 2007, mas já aí começaram a divergir ocasionalmente, seja para uma pop mais orelhuda ou para uma electrónica (olá, Klaxons). O terceiro disco, de 2008, também consegue manter frescos alguns dos preceitos do álbum de estreia, mas depois disso os Bloc Party prosseguiram a exploração de territórios, perdendo também preponderância.

Mas este álbum, Silent Alarm, é uma pérola que soa tão bem hoje como em 2005 e que ajudou o Reino Unido a dar uma abada à América na ‘batalha’ do indie rock do início de milénio.


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