sábado, 16 de maio de 2026

Grandes álbuns do Prog-Rock: T2 - "It'll All Work Out in Boomland" (1970)

 


Esta postagem de hoje bem que poderia ter sido feita na coluna "Tesouros Perdidos" do brother Marcão. Com uma sonoridade que combinou intrincadas melodias de Pop barroco, guitarras pesadas do Hard Rock, canções de complexas estruturas do Rock Progressivo e atmosferas viajandonas da psicodelia, o T2 durou pouco ali no início dos anos 70 e só lançou este único álbum, "It'll All Work Out In Boomland", um clássico daquela época (que mostrou caminho para muitas bandas Prog que viriam a seguir), com grande destaque para a guitarra fumegante de Keith Cross. A banda evoluiu a partir de outra, "Neon Pearl", que era liderada pelo baterista/vocalista Pete Dunton.
Em 1968, Dunton e seu companheiro de "Neon Pearl", o baixista Bernard Jinks, fundaram outra banda, "Please" (que chegou a lançar o álbum "Seeing Stars"), e quando esta acabou no final de 1969, Dunton ingressou no "The Gun" (junto com o guitarrista Adrian Gurvitz) e Jinks entrou para o "Bulldog Breed" (outra banda de curta duração na praia do Rock Psicodélico). De todos esses obscuros projetos, o "Bulldog Breed" foi o que conseguiu maior projeção com seu único álbum, "Made In England" (em jan/70, um disco de música típica da época, versátil na abordagem, misturando Pop, psicodelia, um pouco de Blues-Rock, Mod, canções contando histórias e uma faixa meio jazzy).
O T2 (inicialmente sob a denominação de "Morning") foi formado quando Pete Dunton se reuniu ao baixista Bernard Jinks e ao guitarrista do "Bulldog Breed", Keith Cross. Jinks e Cross ansiavam por fazer música mais pesada e mais complexa. O trio ensaiou por uma semana e começou a procurar por shows ao vivo. Conseguiu uma temporada num café em Londres, que acabou sendo um sucesso, o que disparou um boca-a-boca sobre a nova banda. Sob empresariamento de John Morphew (que havia sido o empresário do Bulldog Breed), em mar/70, o trio conseguiu assinar um contrato com a Decca Records, que lhes rendeu a polpuda quantia de 10 mil libras esterlinas como adiantamento e abriu caminho para a preparação do primeiro álbum e do que deveria ter sido uma carreira muito bem sucedida. Inicialmente, foi proposta a ideia de que este disco fosse uma gravação ao vivo (capturando toda a força dos shows super comentados), mas a gravadora preferiu algo mais convencional. O trio passou a trabalhar com o produtor Peter Johnson em abr/70 e foi combinado que tudo seria gravado ao vivo no estúdio (Morgan Studios). As canções eram uma mistura de Pop barroco com climas Hard Rock em longas jams que demonstravam o crescente virtuosismo da guitarra de Keith Cross. Pouco antes do lançamento do álbum, o grupo trocou o nome "Morning" para "T2". "It'll All Work Out In Boomland" saiu em jul/70 e a banda empreendeu uma série de shows ao vivo, incluindo uma residência no lendário Marquee Club
O álbum abria com "In Circles" com mais de 8 minutos. O trio apresentava um poderoso Hard Prog expandindo tendências psicodélicas e jazzísticas do Cream e acrescentando elementos de música erudita. Pete Dunton era creditado como único compositor e o tom dolorido de seus vocais funcionava perfeitamente com as canções. Pareciam jams improvisadas, mas na verdade eram criações estruturadas que davam espaço para a fúria musical do grupo, em especial para o talento embasbacante de Keith Cross. "J.L.T." (de quase 6 minutos) e "No More White Horses" (de quase 9 minutos) fechavam o lado 1. Mas a real declaração de propósitos estava na faixa "Morning" (de 21 minutos), que ocupava todo o lado 2. Uma épica jam baseada em Blues-Rock cheia de reviravoltas, partes cantadas, partes instrumentais, pencas de riffs pesados, muita energia, solos de guitarra despirocantes, bateria selvagem, alguns teclados (tocados por Cross) surpreendentemente bons, passagens acústicas e algumas orquestrações. Um Power Trio sim (formato comum naquela época pós Cream e Jimi Hendrix Experience), com momentos chegando perto do caos sonoro, tamanha a explosão da energia. Claro que não era ainda o Prog-Rock como ficaria conhecido - era mais um Proto-Prog/Hard-Prog. Feroz e imediato, porém com partes suaves e sonhadoras (que lembravam Caravan). Um retrato apurado de todos os sons que emergiam naqueles anos.
Infelizmente, um conflito interno levou à separação do empresário John Morphew. O trio ainda gravou algumas demos para um segundo álbum, mas foram interrompidos pela decisão de Cross de sair (ele formaria uma nova banda chamada "Sunburst" e depois montaria o duo "Cross & Ross", com Peter Ross, na praia do Folk-Prog). O T2 ainda tentou seguir em frente com o roadie David Hughes nas guitarras, mas esta formação não durou e Jinks deixou a banda no início de 1971. Dunton reuniu novos músicos (o guitarrista Andrew Brown e o baixista John Weir) e começou a gravar demos, enquanto procurava um contrato com uma gravadora, já que a Decca havia encerrado o contrato anterior. Como nada aconteceu, o T2 acabou silenciosamente no final de 1972. "It'll All Work Out In Boomland" vendeu pouco na época, mas foi ganhando status de "tesouro perdido" ao longo das décadas como um exemplo brilhante do curto período em que a Psicodelia, o Hard Rock e o Prog se uniram de maneira interessante.

Grandes canções: Al Green - "Let's Stay Together" (1972)

 


"Let's Stay Together" surgiu no quarto álbum de Al Green, de mesmo nome, lançado em jan/72. Lançada como single, a canção atingiu o nº. 1 das paradas nos EUA e lá ficou por 16 semanas. Ela já foi listada entre as melhores canções de todos os tempos pela revista Rolling Stone e já ganhou numerosos covers (talvez, o mais famoso, aquele feito por Tina Turner). O álbum "Let's Stay Together" foi gravado no Royal Recording Studio, em Memphis/TN. Até então, Green havia obtido um sucesso moderado, mas com "Let's Stay Together" ele abria uma sequência de seis álbuns consecutivos que atingiriam o nº. 1 nas paradas de Soul Music (abrindo o chamado "período clássico" dele). "Let's Stay Together" se tornaria sua canção marca registrada. Albert Leornes Greene, o Al Green, nasceu no Arkansas em 1946 (ainda está vivo, está com 77 anos). Desde criança, cantou com sua irmã, no colégio, atraído por Jackie Wilson, Mahalia Jackson, Wilson Pickett, Sam Cooke, James Brown e Elvis Presley. Num certo momento, ele conseguiu contato com Willie Mitchell, um produtor de Memphis, que o convidou para gravar pelo seu selo Hi Records. Assim começou tudo. A história de Green é muito interessante e cheia de reviravoltas. Por exemplo, em 1974, sua então namorada o agrediu (jogando nele uma panela fervente, o que lhe causou queimaduras de segundo grau) e depois suicidou-se com um revólver. Green compreendeu tudo isto como um alerta de Deus para que mudasse de vida. Em 1979, ele caiu de um palco em Cincinnati/OH e compreendeu o acidente como outra mensagem de Deus. Passou a se concentrar em atividades da igreja e na música Gospel (algo que ele já vinha desejando desde 1977). Décadas depois, ele retornaria ocasionalmente à música comercial.
Let's Stay Together / Vamos Ficar Juntos
I'm, I'm so in love with you / Eu, eu estou tão apaixonado por você
Whatever you want to do / O que quer que você queira fazer
It's alright with me / Por mim está tudo bem
'Cause you make me feel so brand new / Pois você me faz sentir novinho em folha
And I want to spend my life with you / E eu quero passar minha vida com você
Ain't the same since, baby / Não tem sido igual desde que, amor
Since we've been together / Desde que nos unimos
Ooh, loving you forever / Amar você eternamente
Is what I need / É o que eu preciso
Let me be the one you come running to / Deixe-me ser aquele para quem você vem correndo
I'll never be untrue / Eu nunca faltarei com a verdade

Ooh, baby, let's, let's stay together / Amor vamos, vamos ficar juntos
Loving you whether / Te amando seja
Whether times are good or bad / Seja nos momentos bons ou ruins
And I'm happy or sad / E quando eu estiver feliz ou triste
Whether times are good or bad / Seja nos momentos bons ou ruins
And I'm happy or sad / E quando eu estiver feliz ou triste

Why somebody, why people want break up? / Por quê, por que há pessoas que querem se separar?
Oh, turn around and make up / Oh, dar um tempo e fazer as pazes
I just can't see / Eu simplesmente não consigo entender
You'd never do that to me (would you, baby?) / Você nunca faria isso comigo (faria, amor?)
So being around you is all I see / Então ficar perto de você é tudo que eu vejo
Is what I want us to / É isso que eu quero para nós
Let's, we ought to stay together / Vamos, nós devemos ficar juntos
Loving you whether / Te amando seja
Whether times are good or bad / Seja nos momentos bons ou ruins
And I'm happy or sad / E quando eu estiver feliz ou triste

Let's, let's stay together / Vamos, vamos ficar juntos
Loving you whether / Te amando seja
Whether times are good or bad / Seja nos momentos bons ou ruins
Happy or sad / Feliz ou triste





Grandes álbuns do Prog-Rock: Twenty Sixty Six And Then - "Reflections On The Future" (1972)

 

A banda e o álbum selecionados hoje já foram devidamente resenhados na magnífica (e sempre aguardada) coluna "Tesouros Perdidos" do querido brother Marcão (leia aqui). Não resta dúvida da acertada escolha deste item "do fundo do baú" do Rock Raro. Mas era 2016, foi a estreia da coluna e, pedindo licença desde já ao nobre amigo, avaliei que esta verdadeira pepita merecia voltar a ser avaliada sob o prisma do Rock Progressivo. Trata-se de um grupo que existiu por pouco menos de um ano e, neste curto período, deixou este único álbum.
Fundado em Mannheim (importante cidade universitária, industrial, comercial e um dos maiores centros de transportes da Europa), em 1971, contando com Geff Harrison (vocais), Gerhard Mrozeck (violão e guitarras), Dieter Bauer (baixo), Konstatin "Konni" Bommarius (bateria) e Steve Robinson e Veit Marvos (ambos nos teclados), o grupo buscou seu nome num antigo ditado inglês que diz "1066 and then", uma referência a 1066, ano importante na história inglesa devido à vitória do exército franco-normando liderado por Guilherme II, o Conquistador, na Batalha de Hastings. Geff Harrison acrescentou 1000 extras ao ano 1066 virando 2066 (ou, por extenso, "Twenty Sixty Six"). Musicalmente, a proposta era criar canções longas (que curiosamente conseguiram ser tocadas nas rádios locais da época) na praia do Hard Prog (pense Deep Purple, Uriah Heep, Atomic Rooster, Vanilla Fudge e Spooky Tooth, porém com um viés bem mais Progressivo). O único álbum deles foi lançado numa pequena edição pela United Artists Records, em 1972, e vendeu tão mal que a banda se separou na sequência (cada membro seguiria carreira em outras bandas).
A música no álbum era dominada pela guitarra e pelo órgão Hammond, com vocais típicos do Blues-Rock inglês (Harrison era nascido na Inglaterra). Além disto, os dois tecladistas usavam Mellotron, piano elétrico e acústico, vibrafone e sintetizadores. Com as linhas melódicas dos diversos instrumentos se entrelaçando de forma complexa, o resultado às vezes era meio jazzy, mas na maior parte do tempo, o que brotava do álbum era mesmo um som com peso, teclados inchados, balanço propulsivo e forte, guitarra pronunciada e enfoguetada, com passagens mais silenciosas. Havia arranjos de inspiração erudita e momentos típicos de jam, mas no geral o álbum tratava-se de um Proto-Prog encharcado de órgãos dramáticos (às vezes com elementos sinfônicos), algumas improvisações, alguns ritmos de alta octanagem e guitarras bem Hard. Aliás, climas Hard Psych dominavam as cinco expansivas faixas: no lado 1, "At My Home" (5 minutos), "Autumn" (9 minutos e meio) e "Butterking" (7 minutos e meio); no lado 2, "Reflections On The Future" (de mais de 16 minutos) e "How Do You Feel" (de 3 minutos e meio). Em 1991, o selo alemão Second Battle (especializado em reedições de Hardão e Prog alemão dos anos 70) lançou um álbum chamado "Reflections On The Past" com faixas inéditas da banda (material não aproveitado na época). Biscoito fino também, tão bom quanto a estreia. Entretanto, quando a gravadora tentou lançar uma compilação em CD, descobriu as master tapes do primeiro álbum haviam sido perdidas. Curiosamente, ela encontrou mais material inédito e alternativo. Por isto, "Reflections!" incluiu alt-takes de todo "Reflections On The Future" mais material do "Reflections On The Past". 



POEMAS CANTADOS DE JOSÉ MÁRIO BRANCO


Cantiga do Fogo e da Guerra
José Mário Branco

Há um fogo enorme no jardim da guerra 
E os homens semeiam fagulhas na terra 
Os homens passeiam co´os pés no carvão 
que os Deuses acendem luzindo um tição 

Pra apagar o fogo vêm embaixadores 
trazendo no peito água e extintores 
Extinguem as vidas dos que caiem na rede 
e dão água aos mortos que já não têm sede 

Ao circo da guerra chegam piromagos 
abrem grande a boca quando são bem pagos 
soltam labaredas pela boca cariada 
fogo que não arde nem queima nem nada 

Senhores importantes fazem piqueniques 
churrascam o frango no ardor dos despiques 
Engolem sangria dos sangues fanados 
E enxugam os beiços na pele dos queimados 

É guerra de trapos no pulmão que cessa 
do óleo cansado que arde depressa 
Os homens maciços cavam-se por dentro 
e o fogo penetra, vai directo ao centro


Cantiga Para Pedir Dois Tostões
José Mário Branco

Nos carris
Vão dois comboios parados
Foste longe e regressaste
Trazes fatos bem cuidados
E já pensas
Em dourar o teu portão
Se és senhor de dez ou vinte
És criado de um milhão
Regressaste
Com um dedo em cada anel
E projectos num papel
E amigos esquecidos
Tempos idos
São tempos que voltarão
Em que pedirás ao chão
Os banquetes prometidos

Milionário que voltaste
Dois tostões p´rós que atraiçoaste

Fazes pontes
Sobre rios e valados
Mas quando o cimento seca
Já morremos afogados
Fazes fontes
No silêncio das aldeias
E a sede é tal que bebemos
Até ter água nas veias
Instituíste
Guarda-sóis e manda-chuvas
Lambe-botas, beija-luvas
Pedras-moles e águas-duras
Inauguras
Monumentos ao passado
Que está morto e enterrado
Entre naus e armaduras

Milionário que voltaste
Dois tostões p´rós que atraiçoaste

Quanto a nós
Nós cantores da palidez
Nosso canto nunca fez
Filhos sãos a uma mulher
Nem sequer
Passa mel nos nossos ramos
Pois a abelha que cantamos
Será mosca até morrer

Milionário que voltaste
Dois tostões p´rós que atraiçoaste



Julinho – Postais do Nordeste

 

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O áudio é uma colaboração do poeta Léo Medeiros;e as capas foram cedidas pelo DJ Vini, de Belo Horizonte – MG.

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Esse é um raríssimo LP do Maestro Julinho.

verso

“Da rancheira ao choro, do dobrado ao maxixe, vamos encontrar aqui uma deliciosa e autêntica imagem sonora da música popular nordestina, em sua forma mais simples e bela.” (Trecho do texto da contra capa)

Julinho – Postais do Nordeste
Philips

01 Vou Me Retirando (Julinho – Ary Monteiro)
02 De Fortaleza a Itapajé (Julinho – Oscar Moss)
03 Assanhado (Julinho – Ary Monteiro)
04 Gracioso (Julinho – Oscar Moss)
05 Sete de Setembro (José Neto)
06 Arrasta-pé (Julinho – Eraldo Monteiro)
07 Sagaz (Julinho – Ary Monteiro)
08 Cartinha de Amor (Julinho – J. Mendonça)
09 Mucuripe (Julinho – Oscar Moss)
10 Recordando a Oito Baixos (Julinho – Sebastião Rodrigues)
11 Luar Cearense (Julinho – Ary Monteiro)
12 Romeiro (Julinho – Eraldo Monteiro)

MUSICA&SOM ☝



Zé Cupido – Cangaceiro cabra macho 1977

 

Capa p

Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB.

Selo A pSelo B p

Mais um disco do Zé Cupido.

Verso p

Coordenação geral de Aurino Araújo, direção e arranjos de Julião.

Zé Cupido – Cangaceiro cabra macho
1977 – Pierrot

01. Pra ver como é que fica (Orimar)
02. Fanfarrão (Zé Cupido)
03. Cangaceiro cabra macho (Durval Vieira – Piquerubi)
04. Coração do Brasil (Poti)
05. O bom tocador (Anastácia – Dominguinhos)
06. Vamos cair no frevo (Zé Cupido)
07. Canjiquinha no frevo (Poti)
08. Gafanhoto (Poti)
09. Xaxadão do xorrocho (Zé Cupido)
10. Baile na colonia (Poti)
11. Xaxado da Iá iá (Poti)
12. O fino e o grosso (Poti)

MUSICA&SOM ☝



Hélcio Brenha – e o forró do chapéu virado – vol. 2 1980

 

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Colaboração do Lourenço Molla, de João Pessoa – PB

Selo A pSelo B p

Mais um disco interessantíssimo do Hélcio Brenha e sua fantástica banda.

Verso p

Acredito que a foto da contracapa está espelhada, fato incomum para os discos da época.

Hélcio Brenha – e o forró do chapéu virado – vol. 2
1980 – Top Tape

01. Cavalo domado (Hélcio Brenha – Valdinha Barbosa)
02. Meu chorinho (Netinho)
03. Bebo pinga (Hélcio Brenha – Jorginho do Cacique)
04. Sonoroso (K-Ximbinho – Del Loro)
05. Dia de comício (Paulo Moura)
06. Descarrilhando (Hélcio Brenha)
07. Forró do Martirico (Hélcio Brenha – Ênio Brenha)
08. Saxofone porque choras (Ratinho)
09. Ciranda é assim (Artur de Moura)
10. Ternura (K-Ximbinho)
11. Chulé de jacaré (Hélcio Brenha – Ênio Brenha)
12. Adriana (Lacy Martins)

MUSICA&SOM ☝



Julinho e Seu Acordeon – Sertão Alegre 1959

 

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O áudio é uma colaboração do poeta Léo Medeiros;e as capas foram cedidas pelo Seu Eugênio, foram fotografadas e enviadas pelo Érico Sátiro, ambos de João Pessoa – PB.

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Esse é o primeiro LP do Julinho.

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Destaque para “Baiãozinho Bom” de Julinho do Acordeon e Evaldo Gouveia.

Julinho e Seu Acordeon – Sertão Alegre
1959 – Polydor

01. Baiãozinho Bom (Julinho do Acordeon / Evaldo Gouveia)
02. Um Passeio a Tibáu (Julinho do Acordeon)
03. Sertão Alegre (Julinho do Acordeon / José Plácido)
04. Baião Macumba (Julinho do Acordeon / Evaldo Gouveia)
05. Nuvens Que Passam (Julinho do Acordeon)
06. De Pé no Chão (Julinho do Acordeon)
07. Cabeça Chata (Julinho do Acordeon / Manezinho Araújo)
08. Caco de Pote (Luiz Assunção)
09. Francy (Luiz Roseo)
10. Ceará no Baião (Julinho do Acordeon)
11. Alvorada (Moreira Filho)
12. Hei de Esperar Por Ti (Julinho do Acordeon)

MUSICA&SOM ☝



Brownsville Station - Yeah! 1973

 

Com dez ótimas músicas,  Yeah!  é um álbum que faz jus ao seu nome — possivelmente o único LP completo que a banda já gravou. Oito covers, todos com um toque pessoal, e duas músicas originais — uma das quais vendeu dois milhões de cópias.  Yeah!  é o típico "disquinho legal" — não vai tomar muito do seu tempo e tem uma vibe muito agradável. Os covers abrangem uma grande variedade de estilos musicais, o que não é surpreendente, considerando que o guitarrista/vocalista  Cub Koda  tem um profundo conhecimento da história da música. De  "Lightning Bar Blues", de Hoyt Axton, a "Let Your Yeah Be Yeah",  do então desconhecido  Jimmy Cliff , e "Sweet Jane", de Lou Reed , a banda toca todas as suas músicas de forma enérgica e descontraída, resultando em pura diversão. Os vocais principais eram anteriormente domínio exclusivo do baixista  Michael Lutz , mas  Koda  também surge como cantor;  Lutz  pode ter sido o vocalista de rock mais prototípico, mas foi  o timbre rouco e nasal de Koda que funcionou perfeitamente no clássico single "Smokin' In the Boys Room". Embora o sucesso de "Smokin'" tenha aberto muitas portas para a banda, também a rotulou de tal forma que a tornou praticamente intocável apenas alguns anos depois. Entre suas performances selvagens no palco e o fato de o álbum seguinte,  School Punks , ter sido uma tentativa descarada de lucrar com o sucesso, a banda perdeu muito da credibilidade que havia conquistado tocando rock and roll puro e simples. Embora  Brownsville Station  nunca mais tenha capturado a magia aqui,  Yeah!  resiste facilmente ao teste do tempo — é verdadeiramente encantador.




Edwin Starr - Hell Up In Harlem OST 1974

 

Com produção e canções de  Freddie Perren  e  Fonce Mizell ,  Hell Up in Harlem  é a trilha sonora mordaz e comovente do filme estrelado por  Fred Williamson . Este foi  o último álbum de Edwin Starr para a Motown, o que provavelmente explica a lamentável falta de divulgação. Dois singles foram lançados: "Hell Up in Harlem", o primeiro, deveria ter permanecido como faixa do álbum, já que seu apelo era limitado, apesar da ótima performance vocal de  Starr . O single seguinte, no entanto, "Big Papa", tinha tudo para ser um sucesso estrondoso. Composta por  Freddie Perren , a música possui a mesma força, intensidade e energia das canções que  Norman Whitfield  produziu para  Rare Earth  e The  Temptations . Os lados B de ambos os singles, "Don't It Feel Good to Be Free" e "Like We Used to Do", são mais suaves que os lados A. A grande estrela, porém, é "Easin' In", uma ótima canção em ritmo médio com vocais de apoio incríveis e uma interpretação fantástica de  Starr . Tem tudo para ser um sucesso, mas a Motown nunca a lançou como single. É de deixar qualquer um perplexo, já que  o último single de  Starr para o império de Gordy , "Who's Right or Wrong", com "Lonely Rainy Days in San Diego" no lado B, foi lançado seis meses depois de "Big Papa", mas não chega aos pés de "Easin'"





Destaque

Grandes canções: Van Morrison - "The Way Young Lovers Do" (1968)

  Esta linda canção do cantor/compositor irlandês Van Morrison apareceu em seu segundo álbum solo, "Astral Weeks" (lançado em nov/...