quinta-feira, 2 de julho de 2026
bruxa do mangue - antifa ep (2026)
2freeak - Tanta Gente (2026)
Formado em 2025, o 2freeak nasce do encontro criativo entre o baiano Angelo Johns, responsável pelas composições eletrônicas, sintetizadores e vocais, e o paulista Rafael Tofanelo, que imprime sua identidade nas guitarras e nas texturas psicodélicas. Juntos, eles constroem uma sonoridade híbrida, que rompe fronteiras e revela uma maturidade artística impressionante para um projeto de estreia.
Ao longo das faixas, “So Many People” mergulha em atmosferas que transitam entre o post-punk, darkwave, industrial e trip hop, criando uma paisagem sonora intensa e carregada de significado. O álbum não apenas dialoga com esses gêneros, mas os ressignifica ao construir uma narrativa própria, marcada por profundidade emocional e sensibilidade estética.
Os temas abordados refletem questões urgentes do nosso tempo. Depressão, ansiedade, angústia e autodestruição aparecem como fios condutores de uma obra que entende essas experiências não apenas como dores individuais, mas como sintomas de um adoecimento coletivo. Essa abordagem amplia o alcance do disco, conectando o ouvinte a um sentimento compartilhado e contemporâneo.
No campo sonoro, o trabalho se destaca pela capacidade de criar contrastes marcantes. Bases eletrônicas densas se encontram com guitarras distorcidas e camadas psicodélicas, resultando em uma experiência que oscila entre o impacto e a imersão. É um álbum que convida à escuta atenta, revelando nuances a cada nova audição.
A identidade visual do projeto reforça essa proposta artística. Com uma estética dominada por preto e branco, pontuada por tons de vermelho, cinza e marrom, o universo imagético do 2freeak constrói ambientes claustrofóbicos, noturnos e fragmentados, ampliando a sensação de desconforto e introspecção presente na música.
A ideia de identidade instável atravessa todo o álbum. Rostos borrados, enquadramentos incompletos e imagens distorcidas refletem um sujeito em constante conflito consigo mesmo. Essa construção dialoga com referências marcantes como Edgar Allan Poe e o cinema de Ingmar Bergman, especialmente em obras como “Persona” e “A Hora do Lobo”, que exploram os limites entre realidade, memória e delírio.
Mais do que um conjunto de faixas, “So Many People” se estabelece como um verdadeiro manifesto artístico. Angelo Johns propõe, com o trabalho, um resgate da subjetividade, incentivando o rompimento com padrões pré-estabelecidos e com a automatização da vida contemporânea. Já Rafael Tofanelo traduz o disco como um grito visceral, capaz de transformar experiências individuais de dor em um espaço coletivo de identificação e reflexão.
Com influências que passam por Nine Inch Nails, Portishead e Massive Attack, o 2freeak constrói um som que dialoga diretamente com os impactos do capitalismo tardio, questionando estruturas sociais e convidando o público a mergulhar nas fissuras da identidade contemporânea.
A força do projeto também se revela em sua ficha técnica. Angelo Johns assina vocais, sintetizadores, composição, letras, produção musical, mixagem, masterização e a arte de capa, enquanto Rafael Tofanelo contribui com guitarras, vocais, coprodução e mixagem. O álbum é distribuído pela Offstep, reforçando o caráter independente e autoral do trabalho.
“So Many People” não apenas marca a estreia do 2freeak, mas posiciona o duo como uma das propostas mais interessantes e promissoras da cena alternativa atual. Um trabalho que não se limita a ser ouvido, mas que precisa ser sentido.
DJ Sem Futuro - ROBOZINHO SUPREMACY (2026)...
Um “funk bem experimental” do belo-horizontino baseado no Porto.
Submundo, bruxaria, volt mix e deconstructed club. Estes são alguns dos mundos associados ao funk que DJ Sem Futuro aborda em “ROBOZINHO SUPREMACY”, EP de seis faixas lançado no início deste mês através da nova sub-label da XXIII, CORRE.
No Instagram, o produtor explica que a ideia partiu da produção da faixa As Mina Pira, que “foi o primeiro resultado prático de um exercício de reprodução do Beat Bolha, produzido por Petrus, Novin Yarp e Kevo”. No entanto, diz, “como não é muito bom a seguir regras”, decidiu fazer algo “básico” e daí fez variações. Eventualmente, a convite de Torres, da XXIII, “tentou fazer um funk bem experimental”, sempre tentando “misturar e brincar com outros géneros”. O resultado está aí.
O projeto nasceu como uma série de festas que se estreia agora como editora com este EP. Como é explicado no Bandcamp, a CORRE foca-se nos “sons do underground do Brasil” enquanto “coloca produtores brasileiros no mapa”. Começa por nomes baseados em Portugal à medida que toca em “funk, grime brasileiro, rap e todos os géneros influenciados por estes sons”.
Igor Almeida, por sua vez, é conhecido por diversos projetos. Natural do Belo Horizonte baseado no Porto, Almeida tem em DJ Sem Futuro um dos nomes mais recentes, mas já passou pelo nosso radar ao assinar música como Superalma Project ou pelo trabalho desenvolvido na editora The Spiritual Triangles. Hoje em dia, está também por trás da plataforma MILGRAUº ou do estúdio makrostorm.
Podes encontrar “ROBOZINHO SUPREMACY” através de plataformas da XXIII, como Bandcamp e SoundCloud.
STATUS QUO – Os Primeiros Anos Vol. 2 (1970-1972)
Como qualquer fã de Quo sabe, as primeiras gravações da banda para a Pye Records foram exploradas ao máximo para o mercado de relançamentos. De coletâneas baratas a conjuntos com vários discos, a impressão é de que o material da era Pye sempre foi uma licença fácil para quem quisesse ganhar dinheiro rápido. A maioria das coletâneas deixa um pouco a desejar, mas ocasionalmente surge uma boa, e o lançamento de 2024 da BMG, "The Early Years, Volume 1", fez o melhor trabalho de todos, apresentando um box com 5 CDs reunindo praticamente tudo dos arquivos da banda entre 1966 e 1969.
O segundo volume de "The Early Years", lançado em 2026 e entregue à competente Cherry Red Records, supera o primeiro, oferecendo aos fãs mais dedicados do Quo algo que realmente desejam: algumas joias inéditas e uma raridade genuína em seus cinco discos brilhantemente selecionados. É verdade que isso inclui o relançamento de "Ma Kelly's Greasy Spoon" (1970), pela enésima vez, além de "Dog of Two Head" (1971), mas para quem busca uma visão abrangente da trajetória do Quo até a assinatura com a Vertigo Records, esta antologia (quase) não deixa pedra sobre pedra.
E quanto àqueles raros e inéditos fragmentos? O destaque do segundo disco é uma mixagem mono de "Ma Kelly", disponível no Reino Unido pela primeira vez. Lançado na Argentina como o álbum "Everything" em 1970, as dez faixas soam bastante brilhantes. Ao contrário das comparações mono/estéreo do Álbum Branco dos Beatles ou do maravilhoso "Odessey & Oracle" dos Zombies, você não encontrará grandes diferenças entre esta versão e a amplamente divulgada, mas o som ligeiramente mais básico das faixas traz um pouco mais de crueza, destacando a potência do som do jovem Quo em sua transição do pop psicodélico para o boogie rock de "três acordes". Naturalmente, seu som característico é ouvido em sua forma mais reconhecível em "Gotta Go Home", a segunda parte do encerramento duplo do álbum, que, coincidentemente, também destaca a principal diferença entre "Everything" e "Ma Kelly": a ausência (e bem-vinda) da coda vocal peculiar.
O mais bem-vindo neste conjunto são algumas gravações alternativas inéditas. Uma versão alternativa de "Mean Girl" tem um vocal muito mais limpo do que a gravação do single/álbum, além de uma introdução mais pesada. Embora a música seja tocada da maneira esperada, a produção mais robusta faz com que a faixa pareça ainda mais acelerada, assim como uma versão alternativa de "Tune To The Music", com seu solo de guitarra frenético conduzindo uma introdução genuinamente brilhante. Já uma versão inicial inédita da cativante "Nanana" vai arrancar um sorriso, com Francis errando na introdução, o que faz Rick rir e encorajá-lo – ainda o chamando de "Mike", como nos créditos anteriores a 1972. Depois que essa gravação se encontra, também é bom ouvir o jovem Quo cantando em harmonia sem o auxílio de muito polimento de estúdio.
Uma segunda versão de 'Nanana' é um pouco mais concisa e, desta vez, apresenta um piano em destaque e conversas de estúdio diferentes, mas a mixagem final dá a impressão de ser uma demo. Considerando as faixas inéditas, certamente agradará aos fãs, apesar de soar decididamente inacabada. Uma versão inédita de 'Gerdandula', de 1970, exibe um som de guitarra mais encorpado do que a versão alternativa anteriormente disponível do mesmo ano, levando a música para uma direção mais roqueira. Em comparação com versões que você já possa ter, as diferenças não são particularmente marcantes, mas a gravação ainda é um bom complemento, em um conjunto voltado para o fã mais dedicado. Uma versão inédita de 'Good Thinking' revela algumas notas desafinadas, mas ainda é ótimo ouvir Rossi e Parfitt em plena sintonia com o blues, e uma faixa de acompanhamento inédita de 'Tune To The Music' permite uma apreciação mais atenta de alguns solos de guitarra soberbos. Uma versão alternativa de 'Down The Dustpipe' apresenta um vocal menos proeminente, mas um som de piano mais encorpado para Roy Lynes, oferecendo uma ligeira variação da versão original, mas permanecendo totalmente agradável, até terminar prematuramente assim que a banda presume ter passado do fade out…
Para os fãs mais pacientes, há uma gravação demo de "Shifting Sand", antes difícil de encontrar, à espera de ser descoberta. Com som que remete a uma gravação antiga de acetato, os vocais de Rossi estão distorcidos e, por baixo da música, a gravação apresenta riscos visíveis. Lançada anteriormente apenas na coletânea promocional "This & That" do Quo, em 2006, esta gravação provavelmente será ouvida pela primeira vez por muitos.
Quase todas as faixas bônus das edições expandidas de 'Ma Kelly' e 'Dog of Two Head' estão presentes e intactas – as versões alternativas, os singles que não entraram nos álbuns e até mesmo as gravações da BBC – cujos destaques ainda empolgam. Uma versão de 'Mean Girl' intitulada 'Rough Mix' é, de fato, crua e improvisada, soando muito mais como uma demo, especialmente com a guitarra rítmica de Rick soando tão distante entre os versos. Será apenas para fãs, mas para aqueles que convivem com a música há décadas e não adquiriram a versão expandida de 'Dog of Two Head', será um prazer experimentá-la em sua forma mais básica. Os singles 'Down The Dustpipe' e 'In My Chair' mostram uma banda ainda a alguns anos de alcançar seu som característico, mas com um espírito genuíno. Com "Down The Dustpipe" capturando um rhythm and blues energético com uma pegada radiofônica, e "In My Chair" oferecendo um blues ligeiramente sinistro, ambos os singles mostram os humores contrastantes que impulsionavam o Quo na época, enquanto uma versão bastante impactante de "Junior's Wailing", gravada em uma sessão de Dave Lee Travis em 1970, encontra Alan Lancaster com uma voz excelente, tornando aquele curto set da BBC um verdadeiro destaque.
Este não é, de forma alguma, um conjunto perfeito. Algumas faixas que alegam ser inéditas, na verdade, não são: "Laughing Machine" – uma gravação de um brinquedo infantil popular da época que reproduz risadas sinistras de parque de diversões – apareceu originalmente no álbum duplo de 2008 "Singles Collection", assim como uma versão inicial, com som um pouco mais cru, de "Is It Really Me", facilmente reconhecível por um trecho de conversa de estúdio capturado no início. De forma ainda mais irritante, a versão inicial de "Is It Really Me/Gotta Go Home" da versão expandida de "Ma Kelly" não está presente. Trata-se de uma falha estranha, considerando os esforços empregados para tornar esta a melhor coletânea do Quo pós-psicodélico e pré-"Piledriver" até hoje.
Para compensar, há quatro faixas gravadas ao vivo em Manchester, um verdadeiro destaque do quinto disco. O áudio, proveniente do brilhante programa de TV da Granada TV "Doing Their Thing", apresenta essas quatro músicas, que já haviam sido lançadas em bootlegs, mas agora encontram aqui um lar apropriado. O áudio está ligeiramente distorcido; não de uma forma ruim, mas sim de uma maneira "definitivamente ao vivo", dando a uma das primeiras performances da futura favorita dos shows, "Roadhouse Blues", uma força que faltava na gravação de estúdio de 1972; uma versão de "Down The Dustpipe" que realmente mostra a diversão que impulsionava o Quo naquela época, com um ótimo trabalho de gaita do membro de fato Bob Young; uma versão crua de "Spinning Wheel Blues"; e uma verdadeiramente épica "Is It Really Me/Gotta Go Home", com vocais horríveis no início lento e a banda dando tudo de si no boogie final, antecipando sucessos como "Forty Five Hundred Times".
A essas faixas juntam-se três gravações raras feitas para o lendário show do Beat Club na Alemanha, em 1971. A qualidade do som é comparável à da apresentação em Manchester, exceto por um vocal ligeiramente mais proeminente em alguns trechos. Embora "Spinning Wheel Blues" e "Is It Really Me/Gotta Go Home" não apresentem grandes diferenças em relação ao show de Manchester, vale a pena ouvir esta versão majestosa de "April Spring Summer & Wednesdays", com as guitarras em destaque na mixagem.
Com relação ao material original do álbum, bastante conhecido e presente aqui, ele foi relançado tantas vezes que é fácil considerá-lo como algo garantido. Dito isso, quando 'Ma Kelly' e 'Dog' acertam em cheio, a versão vibrante de 'Junior's Wailing' captura o Quo dos primeiros tempos em grande forma, e a fantástica 'April, Spring, Summer and Wednesdays' sugere um som mais pesado com grande efeito. Já 'Dog of Two Head' tem um foco um pouco menor, mas os bons momentos são excelentes. Merece destaque a faixa mais pesada, "Someone's Learning", que pega um riff profundo e repetitivo e o martela na cabeça do ouvinte como uma das jams mais pesadas do Hawkwind, misturada com um blues sujo; o boogie psicodélico de "Gurdundula" captura um duelo de guitarras em plena ação; e a direta e envolvente "Umelitung" mistura boogie e blues de uma forma menos polida, condizente com o futuro. Complementando os álbuns de estúdio do primeiro disco, a seleção de gravações da BBC no quinto disco mostra como o material, então novo, se encaixa naturalmente nos shows ao vivo do Quo, com ótimas versões de "Junior's Wailing" e "Down The Dustpipe" como destaques indiscutíveis.
Com apenas o equivalente a um álbum de faixas raras e indisponíveis – desconsiderando a mixagem mono de 'Ma Kelly's Greasy Spoon' – este box set provavelmente só interessa aos fãs mais dedicados. No entanto, para quem não possui cópias dos dois álbuns principais, vale a pena considerá-lo uma compra interessante. Custando cerca de £30 por cinco discos na época do lançamento, é certamente um box set acessível para qualquer pessoa minimamente interessada, e definitivamente nos lembra que, se a banda tivesse se separado quando o baterista John Coghlan saiu em 1981, as pessoas provavelmente levariam o trabalho do Status Quo muito mais a sério…
MV WELLS – Le Dauphin
'Le Dauphin', o lançamento de 2026 do compositor MV Wells, radicado em Chicago, parece um disco fora de época. Suas canções ricamente elaboradas bebem da fonte do pop adulto, da influência do rádio AM dos anos 70, da vertente mais acessível do catálogo de Harry Nilsson, do início da carreira solo de Lennon e até mesmo de sonoridades mais contemporâneas no estilo do The Flaming Lips (pelo menos quando eles não estão se esforçando demais para serem excêntricos ou para apresentar a última novidade em sua série de fórmulas). Suas nove canções soam familiares, mas repetidas audições revelam um material que, em última análise, é muito mais interessante do que meras referências ao pop nostálgico. Em seus melhores momentos, é um álbum que prova que o bom pop – apesar de ter passado por muitas transformações ao longo das décadas – sempre encontrará o caminho de volta para a era de ouro do final dos anos 60 e início dos 70.
Uma das primeiras coisas que fica óbvia em 'Le Dauphin' é a sua sonoridade sofisticada. É evidente que muito tempo foi dedicado ao aperfeiçoamento das canções e à produção elaborada; talvez mais do que se esperaria de um artista sem um histórico de discos com milhões de cópias vendidas. Outro ponto que se destaca rapidamente é a forma como Wells deixa claras as suas cores musicais. O disco abre com a totalmente fora de moda 'Stone That Was Thrown', um breve exercício de pop retrô que pega num ritmo pulsante à la McCartney, martela-o no piano elétrico e acaba soando como um cruzamento entre um esboço de Nilsson e uma demo do 10cc. Para quem gosta de um som claramente inspirado nos anos 70, certamente inspirará mais audições. A excelente "Love Unseen" se agarra ao som do Fender Rhodes para dar corpo à música, adiciona alguns toques de guitarra com reverb e uma melodia marcante, resultando em algo que soa como uma mistura entre 10cc e o mestre do power pop escandinavo David Mhyr. A música é tão segura que fica muito mais fácil ignorar – ou aceitar – os tons vocais um tanto estridentes que soam um pouco inacabados em alguns momentos, e a combinação de violoncelo, teclados e baixo encorpado que impulsiona a canção demonstra um som excelente, frequentemente encontrado no cerne das melhores músicas do Le Dauphin.
Um destaque instantâneo, "Dreaming About You" começa lentamente, contrapondo vocais suaves a uma orquestração que cresce gradualmente. Após cerca de um minuto, a música ganha vida com uma linha de bateria constante em andamento médio e alguns sons de piano elétrico que trazem à tona memórias do fantástico LP "Chateau Revenge" do The Silver Seas. A adição de uma influência soul ao pop retrô permite que o vocal deslize sobre uma ótima melodia com um toque sedoso, até que o ritmo aumenta, trazendo à tona um som animado de rádio AM. Conforme as últimas notas se dissipam, o ouvinte fica com a sensação de ter ouvido algo especial. Infelizmente, isso é rapidamente compensado pela um tanto monótona "Spectrum Boy" – uma descarada imitação solo de Lennon, onde uma abordagem desinteressante em andamento médio e inflexões vocais obviamente à la Lennon dominam, a ponto de quase se tornar irrelevante o que mais a gravação oferece. A bateria tem um som que lembra instantaneamente "Instant Karma!". E, adicionando um teclado monótono, Wells usa um som plano para criar volume, eventualmente introduzindo uma guitarra retrô e estridente para contribuir com muito pouco. Esta é uma homenagem preguiçosa, que não traz nada de novo ao som, e se você não curte isso – e já passou da hora de admitir que, sem a ajuda de Paul, John tinha dificuldade em encontrar uma melodia interessante... sempre – nenhuma quantidade de supostos gritos de incentivo como "é isso aí, vamos lá!" jamais conseguirá tirá-la do marasmo musical.
Felizmente, a animada "A Lovely Sin", com suas guitarras afiadas, tímpanos e ritmos empolgantes, traz de volta uma sensação muito mais positiva, com Wells adicionando uma pitada dos sons de guitarra característicos do The Coral ao seu pano de fundo ainda bastante obcecado pelos anos 70. Musicalmente, a faixa é construída a partir de vários elementos que você já deve ter encontrado neste álbum, mas um vocal entusiasmado e um solo de guitarra muito legal – e com bastante reverb – fazem grande parte do trabalho para que a música soe fresca o suficiente para se destacar. Em outro momento, "Tropic de Novo" dá um passo bem-vindo musicalmente para introduzir influências do soul dos anos 60 – mais notavelmente pela reciclagem de uma linha de baixo que soa como algo da banda da Motown – chegando a Wells através de uma onda de yacht rock do final dos anos 70/início dos 80, trazendo a prometida sensação "tropical", juntamente com um solo de guitarra com toque havaiano. Em termos de "descolado", Wells atinge seu ápice absoluto aqui, mas o arranjo desta faixa é encantador – é completo sem nunca parecer desnecessariamente confuso, mantendo-se interessante apesar de sua relativa simplicidade. "Killing Time", por sua vez, mergulha de cabeça no mundo dos cantores e compositores dos anos 70 com sua atmosfera melancólica e minimalista, melodia majestosa de piano e melodias arrebatadoras. Com um dos arranjos mais básicos do álbum, permite que a letra brilhe, e Wells demonstra lidar com a dor de um coração partido com a mesma elegância com que compartilha o pop animado. Quando a bateria finalmente entra e os toques de violino retornam à atmosfera exuberante e orquestrada que se revela um dos pontos fortes deste disco, esta faixa passa de boa para ótima, tornando-se outro destaque inegável.
Uma das faixas mais lentas do álbum, a canção de sete minutos "I Won't Say", inicialmente soa como um excêntrico musical. Evitando o pop orquestrado e acessível, a música começa com teclados monótonos. Agarrando-se a um ritmo lento, a canção parece não ter pressa em ir a lugar nenhum, ocasionalmente mudando de acordes para um zumbido diferente, mas também permitindo que um vocal melancólico ocupe o centro do palco. À primeira audição, soa como uma prima sombria de "Streets of Philadelphia", de Springsteen. Com o tempo, um pouco mais da personalidade de MV emerge, e as linhas de guitarra arrebatadoras que complementam seu vocal pungente sugerem algo épico no horizonte. É com uma camada de teclados inspirados em Richard Wright que essa música realmente se destaca, introduzindo um elemento Pink Floyd que parece tão deslocado em relação ao resto do material do álbum, mas que ainda assim se encaixa bem com os interesses retrô do artista. A segunda metade desta música chega a soar como uma sobra de estúdio de "Wish You Were Here"... especialmente quando a longa coda instrumental é inundada por um sax agitado com influência jazzística e um timbre à la Dick Perry. Para aqueles que ainda não se identificaram com Wells até este ponto, esta música pode ser suficientemente diferente para conquistar novos ouvintes.
Para finalizar, tudo muda novamente quando Wells pega o violão para "Farewell" e apresenta uma melodia que soa vagamente como uma faixa de um álbum do The Who de meados dos anos 70, fundida com uma música do "Summerteeth" do Wilco, influência ainda mais evidente pelo vocalista adotar um tom à la Jeff Tweedy. O vocal suave cria uma atmosfera um tanto nebulosa, nem sempre condizente com a música em si, mas o som grave dos tímpanos e alguns momentos delicadamente orquestrados oferecem algo um pouco mais próximo do restante do álbum. Como faixa isolada, parece um pouco fraca, mas como encerramento do álbum e como um refresco após a épica "I Won't Say", funciona muito bem.
'Le Dauphin' não é para todos. Mesmo para os fãs de pop dos anos 70 e de cantores e compositores com sonoridade retrô, embora haja muito o que apreciar aqui, é o tipo de álbum que exige tempo, paciência e, acima de tudo, a atenção total do ouvinte. Quase tudo aqui é muito mais profundo do que uma simples coletânea de pop retrô compartilhada por nostalgia, e o álbum como um todo é muito mais do que uma oferta de fácil audição feita para deixar o público confortável. Lançado em uma era de gratificação instantânea via streaming, é bastante gratificante explorar um álbum que requer um pouco mais de esforço. Apesar de um pequeno deslize ('Spectrum Boy' merece ser pulado logo na primeira audição), quem gostar provavelmente vai acabar amando.
Klaatu - Klaatu & Hope (1976-77)
A dúvida sobre se Klaatu eram ou não os Beatles envolvia mensagens invertidas, código Morse, referências à identidade do grupo nas letras das músicas e a palavra "Beatles" escondida em vários lugares na capa do disco. Após meses de especulação, a identidade do grupo foi revelada no final do ano: não eram os Beatles, mas sim Terry Draper (compositor, vocalista e baterista), John Woloschuck e Dee Long. Imediatamente, as vendas de seus discos despencaram e, devido à reação negativa gerada pela farsa dos Beatles, seus quatro álbuns seguintes não venderam bem. O grupo se separou em 1981.
Aqueles que apreciam o pop inteligente, o art rock/rock sinfônico e os temas de ficção científica peculiares de Klaatu não precisam procurar além desta edição dupla com seus dois primeiros lançamentos pela Capitol. O Klaatu alternava frequentemente entre o pop à la Beatles, o rock de guitarra vistoso e o virtuosismo vocal do início do Queen, e as técnicas orquestrais eletrônicas pioneiras de Walter Carlos, ou incorporava os três elementos na estrutura de uma música de quatro ou cinco minutos. A banda atingiu seu ápice criativo em seu segundo álbum, Hope, que implementou todos os elementos acima de forma criativa e eficaz, mas que, previsivelmente, foi rejeitado pela imprensa musical como "excessivamente indulgente" e "pretensioso" — e isso somente depois de se constatar que Klaatu não era o pseudônimo da segunda vinda dos Beatles. Seus lançamentos subsequentes foram trabalhos de pop-rock absolutamente horríveis, carentes de originalidade, o que tornou seu fim no início dos anos 80 um acontecimento bem-vindo. Para aqueles que têm curiosidade sobre a banda canadense, esta coletânea de seus dois primeiros álbuns apresenta o Klaatu em seu auge.
2. California Jam
3. Anus of Uranus
4. Sub-Rosa Subway
5. True Life Hero
6. Doctor Marvello
7. Sir Bodsworth Rugglesby III
8. Little Neutrino
9. We're Off You Know
10. Madman
11. Around the Universe in Eighty Days
12. Long Live Politzania
13. The Loneliest of Creatures
14. Prelude
15. So Said the Lighthouse Keeper
16. Hope
Playing Time.........: 01:17:00
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Sweet Smoke - Just A Poke (1970) [ProgRock]
Eles são mais uma banda de rock progressivo dos primórdios, do tipo que ainda tinha inclinações psicodélicas. Há também um elemento jazzístico de vez em quando, especialmente no saxofone. Just a Poke, lançado originalmente em 1970 pela EMI/Columbia (se não me engano, o álbum também teve lançamentos na França e na Holanda), é o primeiro álbum deles. O álbum consiste em apenas duas faixas com duração de um lado do disco. A ordem das faixas é um pouco confusa, pois acredita-se que o álbum começa com "Baby Night" e termina com "Silly Sally", quando, na verdade, é o contrário. Eu tenho o LP original, cuja contracapa indica que o lado A era "Silly Sally" e "Baby Night" era o lado B, embora, para complicar ainda mais, o selo do disco diga o contrário. A contracapa do LP está correta. "Silly Sally" começa com um som quase medieval, com direito a flauta doce. Começa bem suave, com vocais de Marvin Kaminowitz. Eventualmente, a música ganha ritmo e se transforma em um extenso solo de guitarra, antes de emendar em um cover não creditado de "Soft Parade", do The Doors, e retornar a uma variação do tema de abertura. "Silly Sally" tem uma pegada mais blues, com maior ênfase no ritmo. A banda então parte para um solo de bateria no estilo de "In-a-Gadda-Da-Vida", e em seguida mergulha em uma explosão de percussão. Portanto, embora o Sweet Smoke seja frequentemente associado ao Krautrock, musicalmente não há nada em comum com bandas como Can, Ash Ra Tempel, Amon Düül II, o início do Tangerine Dream, Neu!, Faust, etc. Basicamente, a música deles é recomendada para quem curte o início do prog rock e do rock psicodélico.
The Soft machine - Jet Propelled Photographs (1969) [JazzRock]
Jet-Propelled Photographs [Charly] é a versão em CD mais recente de um título que foi relançado e renomeado diversas vezes nos últimos 30 anos. Gravadas em Londres em abril de 1967 e produzidas pelo lendário Giorgio Gomelsky, essas nove demos apresentam a formação original do Soft Machine: Robert Wyatt, Kevin Ayers, Mike Ratledge e Daevid Allen. Embora não tenham sido feitas para lançamento, essas performances cruas, porém competentes, mostram a banda em sua fase mais pop e focada em canções. Não muito distantes do Pink Floyd da era Syd Barrett, as mudanças de acordes jazzísticas e a imprevisibilidadeExplosões de scat singing, letras de livre associação, um órgão zumbindo ameaçadoramente e a voz rouca e emotiva de Robert Wyatt transmitem o abandono descompromissado e o espírito eufórico que caracterizaram o melhor da psicodelia britânica dos primórdios. Para relíquias semelhantes, mas com produção mais elaborada, da formação de Daevid Allen, procure as três faixas do raríssimo álbum triplo Triple Echo.
That's How Much
Daevid Allen Guitarra
Kevin Ayers Vocais
Richard Luckett Direção de Arte, Design
John Platt Notas de Encarte
Mike Ratledge Órgão, Piano
Robert Wyatt Bateria, Vocais
Faixas
I Need You Now 2:25
2 Save Yourself 2:41
3 I Should've Known 7:27
4 Jet-Propelled Photograph (AKA Shooting at the Moon) 2:30
5 When I Don't Want You 2:47
6 Memories 2:56
7 You Don't Remember 3:42
8 She's Gone 2:08
9 I'd Rather Be With You 3:40
tempo total 31:12
Soft Machine ~ Inglaterra
5 / Fifth (1972)
Dos sete primeiros álbuns clássicos do Soft Machine, o único que eu não compreendo completamente é o destaque de hoje: Six. Na verdade, acredito que esta seja apenas a segunda vez que ouço este extenso álbum duplo; a primeira vez foi há uns 20 anos. Ao ouvi-lo novamente ontem à noite, meu apreço por ele aumentou consideravelmente e dei mais uma chance.
O primeiro álbum é uma gravação ao vivo e remete à era musical de 1969 da banda, onde cada música flui para a seguinte. O recém-chegado membro da seção de sopros, Karl Jenkins, adiciona um entusiasmo renovado, e até mesmo Mike Ratledge parece estar se divertindo novamente, dedilhando seu órgão antiquado. Embora não tenha a aura nostálgica dos antigos gravadores de rolo e certamente apresente um tom de jazz mais suave, este será o trabalho mais próximo que o Soft Machine chegará de suas raízes originais. Ironicamente, ele também prevê o futuro, já que Seven continua esse tema em estúdio.
O segundo álbum nos leva de volta à terceira fase, com longas faixas improvisadas e sem foco definido, mas sem as tendências de free jazz dos dois antecessores, álbuns pelos quais eu pessoalmente nunca me identifiquei. Novamente, o órgão de Ratledge e o saxofone de Jenkins lideram o desfile de solos e melodias. E, embora eu não tenha mencionado isso em relação ao primeiro LP, a excelente seção rítmica de Hugh Hopper e John Marshall também soa energizada. Um excelente álbum no geral.
Eu tinha um colega que insistia que este álbum em particular — sim, este mesmo — era o melhor álbum de todos os tempos. Eu havia me afastado do Soft Machine logo de cara, infelizmente começando com o Quarto e o Quinto. Não era a minha praia na época... e, honestamente, ainda não é. Jazz livre demais, que eu sei que muitos de vocês curtem, mas cada um tem seus limites. Mas ele era persistente e me emprestou o CD dele, que eu levei para o trabalho todos os dias durante uma semana. Naquela época eu ainda era programador (por volta de 1992), então levei meu Discman e deixei tocando o dia todo. Com o tempo, entendi o que ele queria dizer. Nunca seria um dos meus favoritos, mas pelo menos eu conseguia apreciar a inventividade — e sim, é suficientemente singular para ser um álbum favorito para o ouvinte certo — eu conseguia ver isso. Era a transição deles do psicodélico/progressivo para o jazz. Por causa dessa experiência, acabei comprando os dois primeiros álbuns, dos quais gostei imediatamente. Mas sim, para 1970, este é um material extraordinário.
Em 1976, o Soft Machine — como era conhecido — já não existia mais. Mike Ratledge ainda estava por perto, mas não muito envolvido. Nessa época, o Nucleus basicamente se autodenominava Soft Machine. E musicalmente, isso também se aplica. O Soft Machine havia transitado do psicodélico para o prog (ou Canterbury, se preferir), depois para o jazz, para o jazz rock e agora para o fusion. Como acontece com todos os melhores álbuns deste último gênero, "Softs" merece destaque pela composição melódica, em vez de qualquer exibição de virtuosismo. O álbum começa com as melhores faixas, como "The Tale of Taliesin'" e "Ban-Ban Caliban". A guitarra de John Etheridge é o ponto alto do repertório instrumental. Tenho amigos que nunca gostaram muito do Soft Machine, mas apreciam este álbum por se conectar com o interesse deles em tudo relacionado ao jazz fusion.
Um álbum muito incomum, com cerca de 16 minutos de música brilhante e muitos momentos de calmaria/sons incidentais. O fato de terminar em alta, acredito, contribui para sua maior avaliação/reputação, mas uma audição atenta revela muitas lacunas. Não estou criticando o álbum com 4 estrelas, mas também me deixei influenciar pelo final impactante. O Lado 1, em particular, é bem fraco, com exceção da monstruosa "Hibou, Anemone and Bear", que foi presença constante nos shows por anos. Se você quiser ouvir este álbum de uma forma mais dinâmica, recomendo o excelente CD de arquivo Noisette, da Cuneiform.
Essa audição confirma essa impressão. Acho que o Volume Dois chegou ao seu limite para mim — não vejo como ele pode chegar à primeira divisão. Muito inconsistente, mas os momentos altos são realmente impressionantes.
BIOGRAFIA DOS Westlife
Westlife
Westlife é uma boy band de música pop irlandesa formado em 3 de julho de 1998. Seus integrantes eram originalmente Shane Filan, Mark Feehily, Kian Egan, Nicky Byrne e Brian McFadden, esse último deixou a banda em 2004. A banda originalmente assinou contrato com Simon Cowell e eram assessorados pelo magnata da música, Louis Walsh.
O grupo prova seu extremo êxito na Irlanda e no Reino Unido, bem como no resto da Europa, e também se popularizou na América do Sul, na África, Austrália e Ásia.
O grupo já tem 14 singles número um no Reino Unido, conquistados no período de 1999 a 2006, o terceiro maior recorde na história do país, ficando atrás somente de Elvis Presley, The Beatles, e empatado com Cliff Richard. O Westlife também é a única banda na história do Reino Unido que teve seus sete primeiros sucessos consecutivamente no topo das paradas. Cerca de mais de 90 milhões de álbuns da banda já foram vendidos em mais de 40 países pelo mundo (60 milhões vendidos só na Ásia). Na Irlanda, sua terra natal, Como grupo musical jovem dos anos 90 só ficam atrás do Boyzone. Foi oficialmente anunciado pela Official Charts Company que eles são "O segundo artista mais vendido" (atrás de Robbie Williams) e "A banda mais vendida da década" (batendo em Coldplay) no Reino Unido com 11 milhões de cópias vendidas.[1]
Em 1º de junho de 2008, Westlife marcou o seu 10º aniversário com um concerto em Croke Park, Dublin que viu mais de 83.000 fãs assistir à ocasião especial. A Music Week revelou no seu site que Westlife é oficialmente a terceira turnê mais vista dentre os anos 2005–2008, enquanto eles foram a 7ª turnê mais vista de 2008.[2] Também em 2008, eles foram declarados como as 9ª celebridades mais ricas de Irlanda com menos de 30 anos e 13ª em geral com 36 milhões de euros como um grupo. Em 2009, eles caíram como os 16º irlandeses mais ricos com aproximadamente 8 milhões de euros cada um. Eles foram nomeados como o 4° artista musical que mais trabalhou no Reino Unido segundo a PRS (Performers Right Society) em 2010.[3] Em agosto de 2011, foi relatado na Examiner irlandesa que os lucros da empresa da banda cresceu cinco vezes em 2010.[4] Em 19 de outubro de 2011, Westlife anunciou que estava para separar após seu álbum de Greatest Hits ser lançado no final de 2011 e uma turnê de despedida em 2012. No final de setembro de 2018, o Westlife anunciou sua volta em comemoração aos 20 anos do grupo e do lançamento de "Swear It Again".[5][6][7]
Biografia
O início

Tudo começou numa pequena cidade no noroeste da Irlanda chamada Sligo. Shane Filan, Kian Egan e Mark Feehily estavam participando de uma montagem teatral de Grease num teatro local. Depois da última apresentação da peça, houve uma festa e todos os atores que interpretavam os T-Birds começaram a cantar juntos. Foi então que uma garota percebeu que eles tinham boas vozes e cantavam muito bem juntos.
Eles resolveram seguir o conselho dela e formaram uma banda chamada Six As One. Nessa época, a banda era composta por Shane Filan, Kian Egan, Mark Feehily, Michael Garrett, Derrick Lacey e Graham Keighron. A primeira apresentação do Six As One foi no Southern Hotel em Sligo e logo após esse show, eles voltaram a atuar em Grease, mas dessa vez, os intervalos da peça eram marcados por pequenas apresentações da banda.
A popularidade da banda era cada vez maior em Sligo, mas eles achavam que precisavam de um nome que ficasse na memória das pessoas, foi então que a banda passou a se chamar IOU. Resolveram também escrever suas próprias canções, pois antes só cantavam covers. A primeira música composta por eles foi "Together Girl Forever". Muitos empresários foram atraídos para Sligo, mas nenhuma das propostas agradou os rapazes que resolveram lançar um CD Single de "Together Girl Forever" por uma gravadora independente. O single teve boas vendas em Sligo.

A mãe de Shane, Mae Filan, mandou várias cópias desse single para Louis Walsh (empresário do Boyzone), esperando convencê-lo a falar com a banda. E Por fim, conseguiu. Shane e o restante do grupo ficaram muito surpresos, pois não sabiam das tentativas de Mae Filan.
Louis gostou do que viu, mas precisava fazer um teste. Então, o IOU foi escolhido para fazer o show de abertura do grande concerto dos Backstreet Boys em Dublin. A apresentação duraria 15 minutos e eles teriam que cantar três músicas. As escolhidas foram: "Together Girl Forever", "Everlasting Love" e "Pinball Wizard" do The Who. O visual também precisava de cuidados, por isso foram a uma loja chamada EJ’s Menswear, onde compraram calças e blusas para o show. A apresentação foi um sucesso e em fevereiro de 1998, Louis decidiu contratá-los. Mas agora vinham as más notícias: o grupo teria apenas cinco integrantes, portanto alguém teria que deixar o grupo. Derrick Lacey foi o escolhido por ser o mais velho de todos.
Com os rapazes escolhidos, o trabalho de promoção começou. Eles gravam uma fita demo que foi distribuída a várias gravadoras. Foi então que o Ronan Keating da boy band Boyzone surgiu, para ajudar a desenvolver o grupo. A química entre eles foi tanta que Louis pediu que Ronan fosse co-empresário da banda. O primeiro encontro com uma gravadora também estava agendado, mas acabou não dando certo, pois só havia interesse em contratar Kian e Mark, que negaram o convite por acreditar no talento do grupo. Louis então notou que a banda não teria sucesso se mantivesse todos os integrantes. Graham Keighron foi o escolhido para deixar o grupo.
A formação
Com apenas quatro integrantes, a busca pelo quinto membro começava. Trezentos jovens se candidataram à vaga, entre eles, dois amigos que estavam ali apenas por curtição: Nicky Byrne e Brian McFadden. Nicky vestia um terno preto e cantou "Father and Son" do Boyzone. Brian tinha uma aparência quase rude vestindo calças jeans e cantou "Get Down (You're the One for Me)" de Backstreet Boys. Foram seis finalistas e depois apenas dois: Nicky e Brian. Ninguém conseguia se decidir entre os dois e os dois acabaram sendo escolhidos. Após uma pequena temporada em Sligo, eles já estavam super enturmados. Aí veio mais uma decepção: mais alguém teria que deixar a banda, pois ela só teria cinco integrantes. Foi a vez de Michael Garrett deixar o grupo.
Com o grupo formado, em 3 de julho de 1998, eles foram convidados para participar da turnê da rádio 2FM. Contrataram um tour manager, Tim Byrne e finalmente assinaram um contrato com a RCA Records.
Louis quis mudar o nome da banda e após algumas discussões, Westside foi o nome escolhido. A seguir eles se juntaram à turnê inglesa do Boyzone, onde cantavam quatro músicas: "Swear It Again", "If I Let You Go", "Everybody Knows" e "Flying Without Wings". O sucesso foi imenso e eles começaram a sair em revistas, aparecer constantemente em programas de televisão e rádio. Mas surgiram também as primeiras brigas internas, até que o Kian percebeu que se eles não parassem com as briguinhas, uma carreira brilhante poderia ser arruinada antes mesmo de começar. Desse momento em diante, as brigas acabaram e eles ficaram ainda mais confiantes.
Após participarem da turnê "Smash Hits Roadshow" da revista inglesa Smash Hits, eles ganharam seu primeiro prêmio, Artista Revelação, votado pelos leitores dessa revista. O grande teste foi quando eles tiveram que fazer um mostruário para jornalistas e empresários de outras gravadoras, para que o grupo fosse oficialmente apresentado à mídia. Foi necessário muito ensaio, mas o show foi perfeito. Porém, já havia um banda americana chamada Westside e infelizmente, eles tiveram que trocar de nome novamente. Depois de tanto mudar o nome da banda, eles chegam a um acordo, o nome da banda seria Westlife. Na autobiografia Westlife – Our Story, Nicky Byrne revelou que queria mudar o nome para West High mas os outros queriam Westlife.
A primeira aparição, o primeiro álbum, Coast to Coast e World of Our Own (1998-2001)
A primeira grande aparição do Westlife se deu em 1998, quando os garotos abriram um show dos Backstreet Boys em Dublin. Posteriormente no mesmo ano, eles ganharam o prêmio "Best New Your Act" na Smash Hits Poll Winners Party.
Em março de 1999, o primeiro single da banda, "Swear It Again", foi lançado, indo direto para o topo das paradas na Irlanda e no Reino Unido. O sucesso da banda foi confirmado quando o segundo single, "If I Let You Go", emplacou nas paradas em agosto de 1999, ficando também em primeiro lugar, seguido por "Flying Without Wings" em novembro, que repetiu o feito. O Westlife foi a primeira banda a alcançar o primeiro lugar do novo milênio através do single "I Have a Dream"/"Seasons in the Sun". O primeiro álbum, intitulado Westlife, foi lançado em novembro de 1999 e foi um enorme sucesso, alcançando o segundo lugar nas paradas de vendas. O álbum incluía os quatro singles número um e também o próximo hit, "Fool Again", que também chegou ao topo em abril de 2000.
O álbum seguinte foi rapidamente gravado e lançado em novembro de 2000. Coast to Coast foi um grande estouro no Reino Unido, tornando-se o 4º álbum mais bem vendido do ano. Canções românticas e algumas baladas mais dance deram o toque de diversidade, além de alguns covers, como "Uptown Girl" e "My Girl".
O álbum foi precedido por um dueto com Mariah Carey do clássico de Phil Collins, Against All Odds. Para o lançamento do álbum, a balada "My Love" foi selecionada para ser o primeiro single. Ambas as músicas chegaram ao primeiro lugar nas paradas britânicas. Com isso, Westlife quebrou um recorde inesperado, tendo seu sete primeiros singles no topo das paradas.
Em 2001, os garotos lançaram sua primeira turnê mundial "Dreams Come True Tour", apelidada em caráter não oficial de "The No Stools Tour" (A Turnê sem Banquinhos), por conta da reputação da banda em se apresentar sentada em banquinhos. Em novembro do mesmo ano, lançaram o terceiro álbum, World of Our Own, incluindo os hits número um "Uptown Girl" (somente incluída da versão europeia do álbum, tendo sido lançada no Brasil em uma edição especial do álbum Coast to Coast), "Queen of My Heart" e "World of Our Own".
Unbreakable, Turnaround e a saída de Brian McFadden (2002-2004)
O grupo lançou o seu 11º single número um no Reino Unido, "Unbreakable", em 2002. Entre rumores de uma separação, Westlife lançou sua primeira coletânea de sucessos em novembro no mesmo ano intitulado Unbreakable - The Greatest Hits Vol. 1, que alcançou o primeiro lugar no Reino Unido. O lançamento foi seguido pelo single duplo lado A, "Tonight/Miss You Nights", que estrearam na terceira posição no Reino Unido. A "Because Films Inspire..." fez um documentário para a televisão intitulado como Wild Westlife dirigido por Iain MacDonald e estrelado pelo próprio grupo. Ele revela como foi a sua vida musical em uma base diária e quando em turnê. Em 2003, Westlife continuou à sua terceira turnê mundial, The Greatest Hits Tour, acabando com os rumores de uma separação.
Em 24 de novembro de 2003, um quarto álbum de inéditas foi lançado, Turnaround, o quarto número um consecutivo em quatro anos. Este álbum trazia os singles "Hey Whatever", "Obvious" e o 12º single número um, "Mandy", cover do antigo sucesso de Barry Manilow. Em 2003, Westlife ganhou o prêmio "Record of the Year" pela terceira vez em cinco anos.
"Hey Whatever" foi lançada alcançando boas posições nas paradas inglesas. Logo após foi lançado "Mandy", que também se tornou uma música de sucesso. "Obvious" foi lançada logo depois, e foi o último single do álbum a ser lançado.
No mesmo ano, a banda foi a Nashville para participar de um documentário de TV e regravar uma música originalmente cantada pela lenda da música country Kenny Rogers, "Daytime Friends", o que levou a banda a ser bem elogiada.
Em 9 de março de 2004, Brian McFadden deixou a banda para dedicar o seu tempo à família. Brian iniciou sua carreira solo com o seu nome de registro (ele escrevia Bryan por causa da facilidade para autografar). Brian revelou, tempos depois, que a gravação de covers foi fator decisivo para que ele deixasse o grupo. Atualmente, McFadden mantém uma parceria com o Keith Duffy ex-vocalista da boyband Boyzone. Nesta parceria ambos cantam os maiores sucessos de suas respectivas bandas das quais ambos eram integrantes. O projeto foi intitulado de "BoyzLife"[8]
Allow Us to Be Frank, Face to Face, The Love Album, Back Home e 10 anos de carreira (2004-2008)

Se a perda de um membro significa o início do fim para as bandas de música pop, esse não foi o caso atravessado pelo Westlife. Menos de um mês após a saída de McFadden, os garotos deram início à sua quarta turnê.
Depois lançaram Allow Us to Be Frank no mesmo ano, um álbum de covers de sucessos da Rat Pack, tendo sido "Ain't That a Kick in the Head", o primeiro single e "Smile", o segundo.
Em 2005, após uma pausa de quatro meses, o Westlife retornou com "You Raise Me Up", uma cover de Secret Garden, o primeiro single de Face to Face, sétimo álbum da banda. Em 6 de novembro de 2005, tanto o álbum quanto o single "You Raise Me Up" chegaram em primeiro lugar nas paradas britânicas, foi a primeira vez que a banda teve álbum e single alcançando a mesma posição na mesma semana. Tendo sobrevivido às ida e vindas das boy bands, os membros do Westlife continuaram se divertindo às custas das especulações em torno de um suposto fim da banda, afirmando que querem chegar ao recorde de 20 singles número um no Reino Unido.
O Westlife assinou um novo acordo com a Sony BMG para a gravação de mais cinco álbuns. O oitavo álbum de estúdio, The Love Album, foi lançado dia 20 de novembro de 2006, mas nas Filipinas o álbum foi lançado uma semana antes, dia 13 de novembro de 2006. O álbum trouxe somente covers de antigos sucessos românticos, como "Total Eclipse of the Heart" de Bonnie Tyler, produzida por Jim Steinman, um dueto com Delta Goodrem em "All Out of Love", sucesso originalmente cantado e gravado pela banda Air Supply em 1980 e também "Nothing's Gonna Change My Love For You" que obtiveram sucesso no álbum.
O tema principal do álbum é o "amor". A primeira música a ser lançada foi "The Rose" (uma versão para o clássico de Bette Midler) que estreou em 1º lugar no Reino Unido e Irlanda. O álbum vendeu 1 milhão de cópias só no Reino Unido, tendo 10 discos de platina na Irlanda e quatro discos de platina no Reino Unido e também é o 14º single número um britânico (e a 15ª canção número um, considerando que "I Have a Dream"/"Seasons in the Sun" foi um single lado A duplo). Isso fez com que o Westlife tivesse o terceiro maior feito (ao lado de Cliff Richard) na história das paradas britânicas, obtendo o maior número de singles número um, ainda atrás de Elvis Presley (que tem 21 singles número um, 18 deles são canções diferentes) e The Beatles (17 singles número um). A versão deluxe de The Love Album foi lançada com um CD bônus no Japão.
O grupo deu início à sua primeira turnê asiática em 4 de setembro de 2006 pela Filipinas, Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong, Taiwan e Indonésia. A turnê australiana teve de ser adiada devido ao atraso das gravações do novo álbum.
Back Home foi lançado no dia 5 de novembro de 2007, o nono álbum estreou em 1º no Reino Unido vendendo 132 mil exemplares em sua primeira semana de lançamento, e se manteve no topo por oito semanas consecutivas, e foi também o 5º álbum mais vendido no Reino Unido. O primeiro single do álbum foi "Home", lançado dia 29 de outubro de 2007, o segundo foi "Us Against the World" e o terceiro foi "Something Right", ambos lançados em 2008.
No dia 24 de Novembro de 2008, o Westlife lançou o DVD 10 Years of Westlife - Live at Croke Park Stadium comemorando o 10° aniversário da banda. O show foi gravado em Dublin em 1° de junho de 2008.
Hiato e Where We Are (2008-2010)

Louis Walsh revelou que após o hiato de um ano com os seus amigos e família que o Westlife voltaria para acertar as cartas mais uma vez, em junho, em seu décimo álbum de estúdio. Walsh disse também que, enquanto ele se encontrou com Simon Cowell, eles trabalharam conjuntamente para o retorno do Westlife.
Where We Are, foi lançado em 30 de novembro de 2009 no Reino Unido e alcançou a posição #2 em ambos na Irlanda e no Reino Unido e assim ficou atrás da cantora das Girls Aloud, Cheryl (com o álbum de estreia 3 Words) e depois de Susan Boyle (com o primeiro álbum I Dreamed a Dream).
O novo single "What About Now", foi lançado algumas semanas antes, em 23 de Outubro de 2009, com downloads digitais que já estavam disponíveis no dia anterior. A versão original da canção do Daughtry ganhou exposição nas audições do programa The X Factor antes do lançamento da versão do Westlife.
Em 11 de dezembro de 2009, o Westlife participou do Nobel da Paz em Oslo, Noruega e conheceram pessoalmente o presidente americano Barack Obama.[9]
O Westlife participou com outros artistas do single para caridade para o Haiti chamado "Everybody Hurts", uma cover do R.E.M. organizado por Simon Cowell.
Foi oficialmente anunciado que eles são o "2° artista mais vendido" (2nd biggest selling artist) e "A maior venda de uma banda da década" (Biggest selling band of the decade) no Reino Unido com 10,14 milhões de álbuns vendidos.
Depois do single "What About Now", o grupo e o empresário haviam decidido que não iriam lançar um segundo single de Where We Are. O DVD The Where We Are Tour foi lançado em 29 de novembro de 2010 e foi o primeiro vídeo do grupo lançado em formato Blu-Ray.
Gravity, o segundo Greatest Hits e separação (2010-2012)
O grupo disse que iriam lançar um novo álbum em 15 de novembro de 2010 e que o álbum iria ter faixas "suculentas" e "sensuais" [10]. Mark Feehily, Nicky Byrne e Kian Egan mencionaram no Twitter que a gravação iria terminar em agosto de 2010 e iriam gravar um videoclipe em setembro.
O décimo primeiro álbum foi gravado e processado com o compositor e produtor vencedor do Grammy John Shanks em Londres e Los Angeles. Foi inteiramente produzido por Shanks. No dia 19 de setembro de 2010, um trecho do primeiro single "Safe" foi ouvido no programa The X Factor, o grupo depois fez a performance da canção no mesmo programa no dia 14 de novembro de 2010.
O single foi lançado no dia 14 de novembro de 2010. Ele estreou na UK Singles Chart no dia 21 de novembro de 2010 em 10º lugar, dando o grupo o seu 25º Top 10 Singles no Reino Unido. Contudo, é também a posição mais baixa até agora no país. O novo álbum chamado Gravity, cujo nome foi sugestão de uma fã, foi lançado em 22 de novembro de 2010.
A Gravity Tour começou em 7 de março de 2011 e terminou em 9 de outubro de 2011. A turnê passou por países como Emirados Árabes, Omã, África do Sul, China e Vietnã.
Em 14 de março de 2011, o grupo confirmou que deixou a gravadora de Simon Cowell, Syco Music, depois de 13 anos. O Westlife citou que "Beautiful Tonight" não foi lançada por decisão da gravadora[11]. Depois de voltarem para a gravadora RCA tendo um contrato de 1 ano, eles anunciaram que vão lançar uma segunda coletânea com data prevista para 21 de novembro de 2011. Greatest Hits foi produzido por John Shanks e foi incluída quatro faixas inéditas.
O single "Lighthouse" acabou vazando na internet antes do seu lançamento oficial que aconteceu em 14 de novembro de 2011. Foi co-escrita pelo membro do Take That, Gary Barlow e John Shanks anunciado pela primeira vez por Nicky. Mark e Nicky explicaram que o grupo está animado por ter trabalhado com "a concorrência", "Eles escreveram "Patience" para o Take That e estamos confiantes de que temos uma grande equipe por trás de nossa nova música"[12]. A filmagem para o vídeoclipe do single começou em 17 de setembro de 2011 e foi filmado na África do Sul [13] e também fizeram as fotos para o álbum. "Lighthouse" foi escolhido pela gravadora, em vez da outra canção nova, "Beautiful World". Foi devido a ser o primeiro single de seu próximo compilação, mas no último minuto que abandonou a música em favor deste último. Mark disse: "Foi, literalmente, até um dia atrás que estávamos decidindo entre o "Lighthouse" e "Beautiful World" para o primeiro single, mas foi com "Lighthouse" no final.", "Eu não estava muito eviscerado. Uma vez que eu escrevo a música que eu escrevi, você não pode ficar muito ligado e apenas tem que entregá-lo e esquecer o fato de que você escreveu ele".
Em 17 de outubro de 2011, a Daily Mail irlandesa informou que o ex-companheiro de banda Brian McFadden iria se reunir com eles para um show "Uma Noite com Westlife" em apoio do álbum Greatest Hits.[14] Kian Egan depois negou e disse: "Todos os boatos sobre o retorno do Brian para o Westlife são falsas. Nós temos sido um quarteto por muito tempo agora, amamos o Brian mas isso não irá acontecer. Isso inclui nenhuma performance para a TV".[15]
Com um álbum de compilação nova saindo, é altamente especulado estará fazendo uma nova turnê de grandes sucessos. A turnê pelo Reino Unido foi oficialmente anunciado em 18 de outubro, com datas confirmadas para maio de 2012. Em 19 de outubro de 2011, Westlife anunciou oficialmente que eles estavam se separando depois de um álbum de Greatest Hits e uma turnê de despedida. Eles descreveram a separação como amigável.[16][17][18]
Reunião, Spectrum e a turnê The Twenty Tour (2018-2021)
Em 23 de setembro de 2018, várias agências de notícias irlandesas começaram a relatar que o grupo (sem Brian McFadden) assinou com a Universal Music Group um novo álbum de cinco anos e um contrato de turnê com a Virgin EMI Records.[19] Em 3 de outubro de 2018, o grupo anunciou formalmente que haverá novas músicas e uma turnê em breve em suas contas oficiais de mídia social, como em sua conta no Instagram que foi criada no mesmo dia de seu anúncio. De acordo com os relatórios, eles estão se preparando para o retorno deles nos últimos 12 meses, já que Feehily também disse que, em 2017, ele esperava juntar todos eles para uma recuperação adequada.[20]
"Hello My Love", seu primeiro single desde 2011 foi lançado em 10 de janeiro de 2019. Ele alcançou o primeiro lugar no iTunes Store Top Songs em mais de quinze países, incluindo o Reino Unido e a Irlanda, alcançou o top 10 em 23 países e alcançou o primeiro lugar em mais de 50 países poucos minutos após seu lançamento. Ed Sheeran está entre os compositores do novo álbum.[21][22] Enquanto isso, na noite de 17 de outubro de 2018, as datas da turnê no Reino Unido e na Irlanda foram anunciadas através das redes sociais da Westlife e foram chamadas de "The Twenty Tour".[7]
Spectrum foi lançado em 15 de novembro de 2019.[23] O álbum alcançou a posição número um na Irlanda, Escócia e Reino Unido e foi certificado como Ouro no Reino Unido e Platina na Irlanda. Este é seu primeiro álbum número um em doze anos no Reino Unido e em oito anos na Irlanda. Este também é o álbum mais vendido em 2019 na Irlanda. Este é o oitavo álbum número um do Reino Unido,[1] tornando-os a quinta banda (a quarta até que o Coldplay obtivesse seu oitavo álbum número um na semana seguinte) a ter oito álbuns número um do Reino Unido com nomes como Led Zeppelin e R.E.M.. No geral, eles são uma das únicas dez bandas que teve oito álbuns número um. É o seu décimo primeiro álbum número um na Irlanda.
Para divulgar o álbum antes de seu lançamento, mais singles foram lançados como o segundo, também de Mac e Sheeran com Fred Again, que foi chamado de "Better Man". Foi o segundo número um na UK Singles Physical Chart e alcançou a segunda posição na UK Singles Sales Chart e na Scottish Singles Chart em 2019. O terceiro single, "Dynamite", foi lançado em 5 de julho de 2019 e foi lançado em três mixagens diferentes. O single foi seu 27º hit no Top 10 na Escócia e o 29º no Top 40 na Irlanda. O quarto single do álbum, "My Blood", foi lançado em 25 de outubro de 2019. "My Blood" acabou chegando ao número 96 na UK Singles Chart e na sexta posição na Scottish Singles Chart. Ele também alcançou a posição 46 no Irish Singles Chart.
Em 8 de fevereiro de 2021, a banda revelou a separação mútua de caminhos com a Virgin EMI Records e os detalhes de uma parceria nova e inovadora são iminentes. Um novo álbum no final deste ano e uma turnê global, que incluirá seus primeiros shows americanos nos próximos dezoito meses, também foram expressos. A banda também está considerando oportunidades para um programa de TV de fim de ano, um documentário especial ainda este ano.
Wild Dreams e 25: The Ultimate Collection (2021–presente)
Em 17 de março de 2021, eles anunciaram formalmente através de diferentes mídias que assinaram um novo contrato de álbum através da Warner Music UK e East West Records.[24]
"Starlight", o single principal de seu décimo segundo álbum de estúdio, saiu em 14 de outubro de 2021. O álbum, Wild Dreams, foi lançado em 26 de novembro de 2021.[25]
Em 17 de dezembro de 2021, um concerto do Westlife filmado no Bush Hall Venue, em Londres, e transmitido pelo WeChat (Weixin) da Tencent na China, teve uma audiência de quase 28 milhões de pessoas. Eles foram artistas convidados especiais no concerto transmitido ao vivo dos Backstreet Boys na mesma plataforma, em 24 de junho de 2022.[26]
Em 14 de agosto de 2023, o Westlife anunciou as datas de sua primeira turnê no Brasil, Canadá e Estados Unidos. Eles se apresentaram em Toronto, Boston, Nova Iorque e Chicago em março de 2024.
Em 28 de fevereiro de 2024, Feehily anunciou seu afastamento temporário do Westlife devido a problemas de saúde, poucos dias antes do início da turnê americana, deixando Filan, Byrne e Egan para continuarem a turnê como um trio.[27] Mark ainda faz parte do Westlife. Nunca saiu!
Em 17 de outubro de 2025, foi anunciado o lançamento do novo single "Chariot", em 24 de outubro de 2025, pela Sony Music. No mesmo dia, eles revelaram um novo álbum de grandes sucessos chamado 25: The Ultimate Collection, com lançamento previsto para 8 de maio de 2026. O álbum contém seus sucessos e quatro faixas inéditas em diferentes formatos e listas de faixas. Os vocais de Feehily também estão presentes nas novas faixas, mas Mark Feehily não irá se apresentar com Westlife nesta próxima turnê ainda. A capa oficial do álbum conta com McFadden, apesar de ele ter deixado o grupo em 2004.[28]
Popularidade
O álbum e single de estreia do Westlife coincidiram com o apogeu da popularidade das boy band, e seu sucesso foi mais aparente na Irlanda, no Reino Unido e na maioria dos países africanos, asiáticos, australianos e europeus continentais. Eles também tinham certificações de álbuns no Brasil, México, Filipinas e Estados Unidos. Eles fizeram 13 turnês em todo o mundo e venderam mais de 5,5 milhões de ingressos. Em abril de 2001, mais de um milhão de fãs de 122 países queriam bater papo com os rapazes.[29] Eleita mundialmente como a melhor boy band na MTV Battle of the Boybands, com trinta e duas bandas nas escolhas em 2012. Sua batalha entre os Backstreet Boys recebeu a maior taxa de votos com mais de um milhão em apenas um período de votação específico. O total de votos ao longo da competição de duas semanas obteve mais de 12 milhões de votos. A batalha final foi entre eles e os Jonas Brothers.[30] One Direction foi confundido com o Westlife em Gana quando foram gravar um videoclipe.[31]
Eles também se apresentaram no Concerto do Prêmio Nobel da Paz em 2000 com "I Lay My Love on You" e "My Love", em 2005 com as canções "World of Our Own" e "You Raise Me Up" com Rolf Løvland e Fionnuala Sherry, e em 2009 com "What About Now" e "You Raise Me Up" na frente do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, e o conheceu depois.[32] Eles também tocaram para a Rainha Elizabeth II duas vezes[33][34] e para o Papa João Paulo II uma vez em um show ao vivo na televisão e apertaram a mão deles depois. Eles foram a primeira banda pop a chegar ao topo da conta do entretenimento na Cidade do Vaticano e um concerto privado para o Papa.[35] Eles também conheceram pessoalmente o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair e pegaram autógrafos também para sua filha.[36] A banda também foi mencionada na versão do livro de Me Before You, que foi lançado em 2012. As canções do Westlife também foram usadas como trilhas sonoras de filmes seis vezes, incluindo "Safe" para Winter, o Golfinho em 2011, "You Raise Me Up" para Mrs. Brown's Boys D'Movie em 2014 e "Flying Without Wings" para Pokémon: The Movie 2000.
Produtos e endossos
Alguns dos produtos que o Westlife lançou oficialmente, além de seus lançamentos musicais, incluem videogames, chocolates Cadbury, livros, calendários e produtos de turismo, como camisetas, jóias, papelaria, artigos de higiene, bonecos, relógios, canecas, edredons, papel de parede, chaveiros e pôsteres. Seu segundo álbum de estúdio, Coast to Coast, recebeu produtos adicionais, principalmente na Ásia, que incluíam passagem de transporte MRT, calendário de cartão com foto, conjunto de cartão-postal, pôster dobrável assinado, estojo brilhante e Filofax (uma marca de carteiras organizadoras pessoais). Eles também receberam patrocínio de Tayto (fabricante de batatas fritas e pipoca na Irlanda) em 2000, Adidas em 2002 e Volkswagen em 2011. Eles têm livros oficiais e não oficiais lançados, incluindo o livro escrito pelos membros do Westlife, que foi lançado em 16 de junho de 2008 pela HarperCollins UK Publishing, intitulado 'Westlife - Our Story', como parte de sua celebração do 10º ano.[37] A banda lançou dois conjuntos de perfume para presente, "X" e "With Love".[38]
Em agosto de 2001, foi noticiado que o quinteto iria fazer comerciais para a Calvin Klein.[39][40] Mas depois desmentiram os boatos.[41]
As funções no grupo e influências
Shane Filan, Mark Feehily e Brian McFadden na maioria das vezes que dividiram os vocais principais, depois passou a ser Filan e Feehily. Tocam instrumentos, Kian Egan e Brian McFadden tocavam violão e piano, Kian toca também bateria e guitarra. Todos são compositores, entretanto a maioria de seus sucessos foram compostos por outros autores.
As influências musicais do grupo incluem Boyzone, Take That e Backstreet Boys, bem como o grupo Boyz II Men e o cantor Michael Jackson. Eles são adorados por muitas celebridades como Chris Martin do Coldplay, Alexandra Burke, Nadine Coyle do Girls Aloud e Ed Sheeran. Depois grupos pop como The Wanted, JLS e One Direction expressaram adoração para o grupo em suas respectivas carreiras musicais. Alguns dos artistas musicais famosos gravaram canções do grupo como Ronan Keating, Will Young, Shayne Ward e Ruben Studdard.
Outros acontecimentos
Westlife no Brasil
Westlife esteve no Brasil por três vezes (duas vezes em 2000 e uma vez em 2001). Nas duas primeiras vezes, eles vieram, em fevereiro de 2000 e em agosto de 2000. Ambos para promover o álbum de estreia Westlife. Em Fevereiro de 2000 foram a vários programas de TV no eixo Rio-São Paulo e foram ao Festival de Verão Salvador. No mês de agosto de 2000 também fizeram alguns programas de TV e fizeram um showcase promovido pela rádio Jovem Pan FM. Em agosto/setembro de 2001 vieram para promover o segundo álbum da carreira, Coast to Coast e fizeram alguns programas de TV e também fizeram um showcase na danceteria Cabral no dia 31 de agosto de 2001. Após mais de 20 anos, Westlife retorna ao Brasil e traz pela primeira vez uma turnê. A Wild Dreams Tour desembarcou em São Paulo, para um show único em 24 de Março de 2024, no Espaço Unimed.
Integrantes
Atuais
- Shane Filan (1998-2012, 2018-presente)
- Mark Feehily (1998-2012, 2018-presente)
- Kian Egan (1998-2012, 2018-presente)
- Nicky Byrne (1998-2012, 2018-presente)
Ex-integrantes
- Brian McFadden (1998-2004)
Discografia
- Westlife (1999)
- Coast to Coast (2000)
- World of Our Own (2001)
- Turnaround (2003)
- Allow Us to Be Frank (2004)
- Face to Face (2005)
- The Love Album (2006)
- Back Home (2007)
- Where We Are (2009)
- Gravity (2010)
- Spectrum (2019)
- Wild Dreams (2021)
Prêmios
Estão listados aqui os prêmios principais de Westlife. A banda ganhou o prêmio "The Record of the Year" (Gravação do Ano) da ITV quatro vezes, com "Flying Without Wings" em 1999, "My Love" em 2000, "Mandy" em 2003 e "You Raise Me Up" em 2005. Eles também ganharam dois Brit Awards.
| Ano | Recipiente | Categoria | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1999 | Westlife | MTV Europe Music Awards ("Melhor Ato Britânico e Irlandês") | Venceu |
| "Flying Without Wings" | ITV's Record of the Year ("Gravação do Ano") | Venceu | |
| 2000 | "My Love" | ITV's Record of the Year ("Gravação do Ano") | Venceu |
| 2001 | Westlife | Brit Awards ("Melhor Ato Pop") | Venceu |
| Westlife | Brit Awards ("Melhor Grupo Internacional") | Indicado | |
| Westlife | MTV Asia Awards ("Melhor Ato Pop Internacional") | Venceu | |
| 2002 | World of Our Own | IFPI Hong Kong ("Top Sales Music Award" - "Prêmio de Música Top de Vendas") | Venceu |
| Westlife | Brit Awards ("Melhor Ato Pop") | Venceu | |
| Westlife | Brit Awards ("Melhor Revelação Internacional") | Indicado | |
| Westlife | MTV Asia Awards ("Ato Pop Favorito") | Venceu | |
| "Uptown Girl" | Meteor Awards (IRMA) ("Melhor Single Pop Irlandês") | Venceu | |
| Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Irlandês") | Venceu | |
| World of Our Own | Meteor Awards ("Melhor Álbum Pop") | Venceu | |
| 2003 | "Mandy" | ITV's Record of the Year ("Melhor Gravação do Ano") | Venceu |
| Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop") | Venceu | |
| 2004 | Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop") | Venceu |
| Westlife | World Music Awards ("World Best-Selling UK/Ireland Act" - "Ato Britânico/Irlandês de Melhor Venda Mundial") | Venceu | |
| 2005 | "You Raise Me Up" | ITV's Record of the Year ("Melhor Gravação do Ano") | Venceu |
| Westlife | Brit Awards ("Melhor Ato Pop") | Indicado | |
| Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop") | Venceu | |
| 2006 | Westlife | Brit Awards ("Melhor Ato Pop") | Indicado |
| Westlife | Meteor Awards ("Melhor Grupo Pop Irlandês") | Venceu | |
| Westlife | MTV Asia Awards ("Ato Pop Favorito") | Indicado | |
| 2007 | Westlife | Meteor Awards ("Melhor Grupo Pop Irlandês") | Venceu |
| 2008 | Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop Irlandês") | Venceu |
| 2009 | Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop Irlandês") | Venceu |
| 2010 | Westlife | Meteor Awards ("Melhor Ato Pop Irlandês") | Venceu |
| 2012 | Westlife | MTV Battle of The Boybands[30] | Venceu |
| Westlife | World Music Awards ("Melhor Grupo do Mundo") | Venceu | |
| 2014 | Westlife | World Music Awards ("Melhor Grupo do Mundo") | Indicado |
| Westlife | World Music Awards ("Melhor show ao vivo do Mundo") | Indicado | |
| 2019 | "Hello My Love" | RTÉ Choice Music Prize ("Canção do Ano") | Venceu |
| Westlife | Weibo Starlight Awards ("Grupo Ocidental Mais Influente") | Venceu |
Turnês
- East Meets Westlife Tour (2000)
- Where Dreams Come True Tour (2001)
- World of Our Own Tour (2002)
- Unbreakable Tour (2003)
- Turnaround Tour (2004)
- No. 1's Tour (2005)
- Face to Face Tour (2006)
- The Love Tour (2007)
- Back Home Tour (2008)
- Where We Are Tour (2010)
- Gravity Tour (2011)
- The Greatest Hits Tour (2012)
- The Twenty Tour (2019)
- Wild Dreams Tour (2022)
- Como ato de abertura
- Backstreet Boys – Backstreet's Back Tour (1997)
- Boyzone – Where We Belong Tour (1998)
- Turnês promocionais
- 1998–2012; 2018–presente UK and Ireland Tour
- 1999 European, East Asian and Southeast Asian Tour
- 2000 European, North American, South American and Asian Tour
- 2001, 2002 European, Korean, Mexican and United States Tour
- 2003 European, Hong Kong, Japan, and Malaysian Tour
- 2005, 2006 European, Taiwan Tour
- 2007 Australian Tour
- 2009 Swedish Tour
- 2019 Singapore, Indonesian, Chinese, Swedish Tour
Destaque
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