A canção conta com os instrumentistas Isaac Delahaye (Epica) na guitarra, Johan van Stratum (Blind Guardian, Stream of Passion, Ayreon) no baixo, Koen Herfst ( Van den Berg, Armin van Buuren) na bateria, além dos teclados de Joost van den Broek, que também assina pelos arranjos, orquestrações e a produção de todo o trabalho.
Em nota, a faixa foi explicada:
““After the Storm” é uma música sobre se defender e abandonar sua posição como peão na guerra de outra pessoa. É metal sinfônico, é power metal e é coroado com a característica voz operística dramática de Dianne.“
Sobre Dianne:
Dianne van Giersbergen começou sua empreitada musical em 2003, junto ao tecladista e produtor Joost van den Broek, ambos a bordo da Ex Libris, banda holandesa de prog metal com vasto tempero sinfônico e operístico, alavancada pelas interpretações marcantes de sua primmadonna com sua voz soprano-dramática. Em 2013, Dianne fora convidada a ingressar na banda germânica de metal sinfônico, Xandria, onde lá ficou até 2017, tendo lançado 2 álbuns com eles: “Sacrificium” (2014) e “Theater of Dimensions” (2017), este último talvez sendo o melhor da banda até então. Em 2018 ela remontou a Ex Libris e no ano seguinte lançou a trilogia “ANN – A Progressive Metal Trilogy“,
Em setembro do ano passado ela anunciou o seu primeiro trabalho solo, “Soulward Bound“, sob o nome apenas de Dianne, cujo o primeiro single, “After the Storm“, está sendo mostrado agora e você pode conferir seu clipe no player abaixo.
Devo confessar, que fiquei um pouco cético no início sobre o potencial deste projeto. Um álbum conceitual sobre a dominação do Tibete pela China? Um disco baseado no budismo tibetano e na resistência dos tibetanos à invasão chinesa na década de 1950. Parecia um daqueles discos em que a causa debatida é bastante nobre, mas o lado musical fica em segundo plano, porém, ainda bem que as coisas não se resumiram só nisso. O álbum se trata de uma obra sinfônica excelente, carregada de execuções instrumentais incríveis, vocais fortes e vários arranjos bastante elegantes.
Ao ouvir esse disco, vários nomes de bandas e artistas podem vir em mente, tais como Focus (mais precisamente Hamburguer Concerto), Mike Oldfield, Caravan, Yes, Emerson, Lake & Palmer e até mesmo um pouco de Beggar’s Opera. Entretanto, apesar de lembrar tantos nomes, seu som também é único, pois nenhuma das referências citadas fazem de fato uma captura de som de natureza multifacetada da mesma forma que o grupo.
As quatro primeiras faixas do disco fazem parte de quatro movimentos de um épico de mais de 20 minutos. “Om Mani Padme Hum” é um épico frequentemente edificante de proeza instrumental de alto nível, mudanças rápidas de tempo e solos selvagens, além de linhas de baixo contínuas e bem desenvolvidas. Também há teclados e pianos arrebatadores. A adição de um coro acrescenta textura à música. Existem algumas partes de orquestra bombásticas interessantes nesta sinfonia, porém, também está repleta de heavy prog e até um pouco de AOR. Contém algumas partes jazzísticas que são impressionantes, sinos tubulares melódicos e excitantes e teclados sinfônicos que são simplesmente memoráveis. A guitarra do quarto movimento é sensacional e acrescenta um peso inédito na peça até o momento, mas não chega a descaracterizá-la. Sem dúvida alguma é o destaque do disco.
“Determination”, após um épico em que a sonoridade quase totalmente é bastante gentil, digamos assim, a banda entrega algo consideravelmente mais acelerado e pesado. As linhas de baixo são excelentes, o órgão apresenta alguns ritmos sujos, a guitarra traz um ótimo wah-wah e uma sonoridade bastante tipicamente do hard rock 70’s e a bateria é rápida e complexa. Uma referência? Acho que salvando as devidas proporções, o primeiro disco do Camel seria uma boa. “Song for a King” traz o álbum novamente para dentro de uma pompa sinfônica. Possui uma melodia notável, vocais cativantes, arranjos refinados de teclado e temas caprichosos de sintetizadores, além de uma guitarra lírica que poderia estar em algum disco Steve Hackett.
“Roof of the World” tem bastante agressividade e velocidade, parecendo uma espécie de música perdida do primeiro disco do Arthur Brown. A bateria trabalha de uma maneira inquieta e a guitarra é puro hard rock. O mellotron é excelente e os vocais soam bem cativantes. “Looking In” é a peça que encerra o disco. De clima introspectivo, entrega um piano elétrico elegante e vocais adocicados, além de alguns elementos de jazz que são acrescentados de maneira zelosa. Mas próximo do fim, ainda há espaço para uma explosão instrumental de base sinfônica e um excelente solo de guitarra para então o álbum chegar ao fim definitivamente.
Um dos melhores discos conceituais obscuros que já tive notícia. Não chega a ter aquele grau de excelência de uma obra-prima, mas é um registro extremamente valioso, onde sua música é instrumentalmente elegante e pomposa, além de possuir melodias fortes e alguns arranjos ambiciosos. Inspirado, bombástico e muito bem feito, um disco planejado sob medida para amantes de rock progressivo sinfônico.
Me lembro até hoje de quando ouvi Still Life pela primeira vez e o quanto fiquei estarrecido com aquilo. Lembro-me que me fiz uma simples pergunta, “onde eu estava que ainda não conhecia esses caras?”, isso no ano de 2006 se eu não estiver enganado. Nesse quarto álbum da banda é mostrado uma clara intenção em expandir o seu som e também de continuar com a sua tendência progressiva. Mikael começa a arriscar pela primeira vez alguns vocais mais suaves e emocionais, antes ele parecia não ter muita confiança em si e achava mais confortável permanecer apenas nos gritos de death metal - não estou dizendo que isso é ruim, mas sim, que ele agora está mais versátil, mostrando um sinal de evolução.
Still Life tem muito mais equilíbrio do que os seus predecessores, pois apesar das seções de metal serem ainda mais fortes, poderosas e surpreendentes e os gritos de death metal funcionarem muito bem quando acionados, há mais quebras acústicas e passagens de violão clássico, bem como a sua aura sombria que já costumam ser identificadas antes mesmo antes de ouvirmos as músicas, ou seja, nas capas dos seus discos. Instrumentalmente, podemos ver a marca do Opeth no álbum por meio de músicas longas e complexas estruturadas com trechos contendo riffs pesados e complexos e rosnados intercalados com partes acústicas extremamente suaves.
Still Life é um disco conceitual. O personagem principal é banido por uma sociedade majoritariamente odiosa por causa do que parece ser uma diferença de crenças, ele retorna quinze anos depois por um único motivo, sua amada Melinda. Quando ele a encontra, no entanto, ele descobre que um dos homens daquela sociedade corrupta está fazendo o que quer com ela. Ainda assim, ele continua a amá-la e continua determinado a tirá-la daquele lugar. No entanto, ambos são capturados e condenados à morte, sendo Melinda enforcada primeiro. Após esse ocorrido, consumido pela dor e raiva reprimidas, ele mata brutalmente todos os soldados que mataram Melinda, em um ato de agressão antes de sucumbir e desmaiar pela exaustão. Quando ele recupera o controle de sua mente, o Conselho da Cruz está lá para levá-lo. Desacordado, ele emerge de seu estado de sonho, que lentamente se transforma em realidade. O Conselho da Cruz tenta fazê-lo se arrepender, mas ele é irredutível. Ele é conduzido à forca. Em um momento de reflexão antes de morrer, ele sente uma mão em seu ombro e, ao olhar para trás, vê Melinda parada ali, pronta para que ele se junte a ela na morte para finalmente ficarem juntos.
Sobre a capa desenvolvida por Travis Smith, o artista gráfico disse, “...depois que Mikael explicou o conceito por trás do álbum, enquanto ele contava a história de como o personagem principal foi banido de sua cidade natal porque não compartilhava de sua fé, então voltou vários anos depois para se reconectar com sua namorada e o que aconteceu depois, a imagem simplesmente veio para mim. O que eu estava fazendo era tentar capturar os sentimentos e emoções de Melinda, a personagem feminina dessa trágica história. É Melinda aceitando a morte de seu amante e a própria morte, a profunda perda que ela tem na época. Escolhi as cores para refletir o fato de que, como acontece com grande parte da música do Opeth, há uma escuridão geral aqui, mas também tem uma qualidade misteriosa. Também criei uma nova arte para Still Life em 2008, quando uma nova edição foi lançada.”
“The Moor” inicia o disco por meio de um belo trabalho de violão até que a peça explode em uma passagem instrumental pesadíssima. Uma música que consegue ser pesada, melódica e sofisticada ao mesmo tempo. Os rosnados combinados com cantos mais normais, digamos assim, que servem como backing vocals é maravilhoso. A estrutura da música nem sempre segue uma linha reta, pois entrega algumas variações de estilos e alguns fragmentos de transição em passagens mais calmas e que são dominadas geralmente por violão. O solo de guitarra próximo do sétimo minuto antes da música silenciar é simples e maravilhoso. Uma composição brilhante e que não poderia fazer com que o disco começasse de maneira mais interessante. Com a sua quantidade de emoções contidas, considero “The Moor” uma das melhores músicas de todo o catálogo da banda.
“Godheads Lament” já começa cheia de energia e raiva. Essa música - como todas as outras do disco na verdade - é bom ouvir com bons fones e no volume muito alto para ir captando com mais clareza todos os detalhes dos sons produzidos. A guitarra tocada ao fundo em um estilo mais de solo do que base é um dos principais atrativos aqui. Os vocais mais uma vez se equilibram perfeitamente entre o rosnado e canto mais normal – que nesses momentos costumam ter a companhia de violões. No geral é uma faixa cheia de energia e muito dinâmica, simplesmente incrível. Mais uma vez, há um solo de guitarra simples e bonito que ao mesmo tempo reflete muita tristeza.
“Benighted”, com 5 minutos é a música mais curta do disco. Uma espécie de exploração psicodélica até então sendo algo inédito feito pela banda. Bastante calma, serena e bonita, possui uma excelente combinação entre violão e um vocal sentimental. A atmosfera combina bastante com a narrativa, em que durante um encontro as escondidas, o personagem tenta convencer Melinda a abandonar sua superstição e ir embora com ele porque ele a ama. Ele diz a ela que ela sofreu uma lavagem cerebral e deveria deixar tudo e ir embora com ele. Quando a bateria entra, a peça se transforma em algo de linhas mais jazzísticas - e até um pouco floydiana na hora do curto solo de guitarra.
“Moonlapse Vertigo”, após o descanso da faixa anterior, digamos assim, o disco retorna para uma pegada de energia pura. Há uma grande combinação de guitarra elétrica e violão, linhas sólidas de baixo e uma bateria muito bem direcionada. As guitarras duplas são impetuosas, épicas e góticas, enquanto as partes acústicas exploram um pouco de jazz. Considero que é nessa música em que Mikael desempenha a sua melhor perfomance de death metal de todo o álbum. “Moonlapse Vertigo” é aquele tipo de música que flui tão bem que quando acaba queremos mais, tanto que a música não parece ter os seus nove minutos.
“Face Of Melinda” é uma faixa em que pouco mais da primeira metade é suave e extremamente agradável. Um trabalho de violão excelente. A bateria da peça também é muito suave e cria um ambiente jazzístico, tendo a companhia na seção rítmica um baixo fretless. Tudo é tão intimista que parece que estou ouvindo algum tipo de álbum nos moldes de “um barzinho e um violão”. A temperatura da música então aumenta com a entrada da guitarra distorcida – os vocais continuam limpos. O solo de guitarra na parte final - além de novamente simples - é lindo. Sabe com o que eu fico impressionado? Em como que esses caras conseguem ser uma banda de sonoridade tão agressiva e ao mesmo tempo também tão delicada.
“Serenity Painted Death” traz o disco novamente para uma linha rítmica de condução pesada e com o vocal rosnado cativante – isso pode soar estranho para algumas pessoas, mas pra mim não. Novamente encontramos algumas melodias grandiosas e algumas das sonoridades mais brutas do álbum. Os riffs de guitarra dão um clima meio caótico à peça, enquanto que alguns harmônicos dobram o caos. Uma música cheia de angústia em que novamente a narrativa combina bastante com a atmosfera, com Melinda sendo levada e enforcada por ser “infiel” com a igreja, com a qual ela deveria ser “casada”, afinal, por não imaginar que seu amado regressasse um dia, ela havia se tornado freira.
“White Cluster”, será que teria como a banda deixar o melhor para o final depois de desfilar tanta genialidade no disco? A princípio eu responderia que não, mas após ouvir “White Cluster”, quase que de forma incrédula eu respondo que sim. Se você quer saber o que é um puro death metal progressivo, eis aqui um belíssimo exemplar. Seção rítmica incríveis, além de muito enérgica e dinâmica, guitarras tanto rítmicas quanto solo desfilam de maneira arrasadoras, linhas pulsantes de baixo e uma perfomance vocal maravilhosa. O momento acústico que representa a parte em que o Conselho da Cruz dá ao personagem uma chance de se arrepender e ele nega é arrepiante, mesmo que seja uma parte curta, cria uma imagem assombrosa para a situação de morte iminente. A música então segue novamente cheia de peso até findar de forma muito suave. Um final glorioso para um disco de musicalidade forte e envolvente, além de liricamente ser de uma história trágica.
Primeiramente, devo confessar que eu não me lembrava que gostava tanto assim de Still Life. Eu recomendaria esse disco até mesmo para pessoas não familiarizadas em metal progressivo ou death metal, pois ainda que elas o odiassem, eu sei que fiz minha parte em passar essa música adiante de alguma forma. Particularmente, considero um dos melhores que já ouvi na vida dentro dos dois gêneros. Costumo dizer que não estamos diante apenas de um disco que é sublime musicalmente, mas que também possui letras descritivas, imaginativas, sombrias e deprimentes que aumentam as emoções invocadas por cada uma das faixas.
Depois de lançar um disco da grandiosidade de Testimony em 2003, muitas pessoas e na qual me incluo se perguntaram quanto tempo depois que Neal Morse conseguiria alcançar novamente um grau musical tão elevado em um álbum. Alguém acreditaria se a resposta para isso fosse “um ano depois”? Pois é, exatamente um ano depois, através de One, Morse estava de volta desfilando novamente uma música de grande excelência, onde cada faixa inspira e excita o ouvinte demonstrando todos os aspectos positivos de um bom rock progressivo.
O épico “The Creation” abre o disco com um teclado atmosférico e arranjo orquestral. A música então ganha mais energia com a disparada de bateria de Mike Portnoy, teclados e sons de guitarra apoiados com uma música sinfônica. O entrelaçamento na abertura de guitarra, bateria e teclado em um tempo relativamente rápido é excelente. O vocal de Morse quando entra pela primeira vez se apresenta em um fluxo contínuo e acentuado com uma bateria dinâmica e teclados bem encaixados. Em algumas transições da música destaque também para o uso do mellotron. É uma daquelas faixas que cada passagem musical é bem amarrada a deixando sempre coerente e não apenas em retalhos que não se combinam. Uma composição excelente independente de que maneira você olhe pra ela
“The Man’s Gone” é uma faixa que possui guitarra acústica e percussão em ritmo moderado, cadenciada sob um vocal teatral. Confesso que pra ouvir isoladamente não é uma música que me atrai tanto, é uma boa canção, mas nada demais, mas quando a ouço como transição entre “The Creation” e “Author of Confusion”, fica com certeza mais agradável. “Author of Confusion” começa de maneira explosiva em ritmo rápido e ótima combinação entre todos os instrumentos. Possui transições de mellotrons bastante agradáveis e trabalhos de bateria deslumbrantes. Às vezes o teclado solo me faz lembrar Rick Wakeman. A primeira vez que o vocal aparece na música é de maneira sensacional lembrando as paredes vocais do Gentle Giant. Na música à momentos de tempo moderado e fluxo contínuo, mellotron trabalhando lindamente bem, as obras de guitarra e teclado são deslumbrantes. Tudo maravilhosamente bem elaborado.
“The Separated Man” é mais um épico. Traz um ritmo menos complexo se comparado ao apresentado na faixa anterior. A peça de transição apresenta nuances influenciadas pela música do Oriente Médio com excelente harmonia vocal que tem o fim com um grito seguido de uma passagem musical edificante. O trabalho de guitarra acústica também é excelente e a parte final da faixa apresenta uma orquestração sublime antes do vocal que conclui a música. “Cradle to the Grave” é uma balada que me lembra aos tempos de Morse no Spock’s Beard, mais precisamente a “The Distance to the Sun” do álbum Day the Night. Começa com uma guitarra acústica, mas depois cresce com os demais instrumentos em uma cadencia simples, suave e melódica.
“Help Me/The Spirit and the Flesh” começa com um ótimo toque de piano e flui naturalmente com um vocal seguido de preenchimentos curtos de guitarra. Existe uma grande influência de jazz nessa faixa, passagens impressionantes de guitarra acústica. No meio da música existe uma mudança de andamento, mais silenciosa até se tornar mais alta em um clima mais feliz. Termina com uma levada sinfônica e de excelente orquestração. “Father of Forgiveness” é uma balada simples, agradável e suave basicamente com um piano e vocal na sua abertura seguida por uma orquestração e uma bateria soft. A faixa que fecha o álbum é “Reunion” e que também tem uma carga do tipo que é ótima pra encerrar show também. Começa através de um rock direto. Certo momento o tempo se torna mais rápido e dinâmico e a orquestração de violino e violão dá um excelente corpo para a música, além do excelente trabalho de guitarra. A faixa fica mais silenciosa tendo como ritmo basicamente apenas vocal e piano. O disco tem o seu final em um estilo sinfônico maravilhoso.
Neal Morse é sem dúvida um dos melhores compositores de música progressiva das últimas décadas. Se ele obtém no cristianismo a sua inspiração pra compor, ou mesmo que fosse em outra religião, pra mim isso é irrelevante e acredite, deveria ser irrelevante a todos, caso contrário, deixarão de ouvir uma maravilhosa mistura de um rock progressivo clássico sinfônico e emocionantes e cativantes baladas. Maravilhoso do começo ao fim.
Track Listing:
1.The Creation - 18:22 2.The Man's Gone - 2:50 3.Author Of Confusion - 9:30 4.The Separated Man - 17:58 5.Cradle To The Grave - 4:55 6.Help Me/The Spirit And The Flesh - 11:13 7.Father Of Forgiveness - 5:46 8.Reunion - 9:11
Tracks: 01. L'amour toujours (Michel Moers, Marc Moulin/Michel Moers) - 3:20 02. So Sad (Michel Moers, Marc Moulin/Michel Moers) - 3:34 03. Raised By Snakes (Marc Moulin) - 3:50 04. It Could Happen To You (Marc Moulin) - 3:07 05. Second Hand (Telex) - 3:26 06. Tell Me It's A Dream (Marc Moulin) - 3:16 07. Vertigo (Marc Moulin) - 3:41 08. The Voice (Telex) - 3:37 09. Radio-Radio (Telex) - 3:47 10. Wonderful World (Marc Moulin) - 3:54
Personnel: - Michel Moers - vocals - Marc Moulin - syntesizers - Dan Lacksman - synthesizers + - Telex - producers
A falta de informação sobre o quinteto italiano Psychonoesis é compensada por recursos especializados da rede de diversas formas. Por exemplo, Ken Golden é citado . Este experiente americano, fundador do selo The Laser's Edge, elogiando os integrantes da banda, certa vez mencionou que o conteúdo do disco "Superflualismo" é cativante pela maturidade e extrema inusitabilidade das estruturas sonoras. Na verdade, o raro profissionalismo dos jogadores foi notado pelos críticos imediatamente após o lançamento em 2002 de seu disco de estreia sem título. E apenas os preguiçosos não escreveram sobre duelos instrumentais espetaculares. O mesmo se aplica ao segundo (infelizmente! - o último) trabalho do programa da banda abordado aqui. Mas não violaremos a lógica da revisão e, por uma questão de formalidade, apresentaremos a composição da Psychonoesis. Assim, cinco grandes músicos: os guitarristas Gabriele "Stumbling" Mazzucchelli e Federico "Serving" Constantino , o trompetista Michele Nastasi , o baixista Davide Ponzini , o baterista Mattia Nelli . Tendo adotado a fórmula do álbum antecessor (crimzo-prog, fusion, avant-garde e um pouco de post-rock), os caras o levaram ao limite. Não há necessidade de falar sobre o mais alto nível de desempenho: já está claro. Portanto, tomando esse fator como certo, vamos tentar considerar as principais construções do enredo sobre o tema da arquitetônica, persuasão composicional e experimentos entre gêneros.
O segmento inicial é uma coisa "Arquebuse" com um padrão polifônico ramificado. A angularidade e a fúria dos ataques de guitarra são enobrecidas pela parte jazzística do trompete e reforçadas de forma confiável pela seção rítmica. Particularmente curiosa é a finta semântica no 3º minuto da ação, após o qual a brigada passa para o estágio culminante de relaxamento lírico, gradualmente desaparecendo em uma pantomima sonhadora. A harmonia clássica externa da fase inicial de "Dario" é enganosa. Logo da racionalidade ambiente no espírito do Slow Electricnenhum traço será deixado. O espaço sonoro será aquecido por redemoinhos elétricos furiosos, neurastenia de trompete e a movimentação profissional da retaguarda. O estudo "D'Alembert" parece uma improvisação complexa e de longo alcance, onde a voz de cada instrumento não se perde no coro discordante geral. Este é o caso quando flashes de luz piscando na paliçada de acordes sombrios adquirem valor adicional, puramente emocional. A peça prolongada "Bariola" engloba uma fusão vagarosa e pensativa, metalicamente dura, RIO tempestuoso, privando-se de um equilíbrio aconchegante e um diálogo fleumático de baixo e baixo. O lugar central no esboço do lançamento é ocupado pela suíte de 4 partes "Superflogisto". O espectro de estilo aqui é bastante amplo:Miles Davis . "Variazioni Starless" parece um ato de adoração ao "touro sagrado" de King Crimson - um remake elegante e simultaneamente original do poema progressivo de época. A obra épica "ML" é um "coquetel do chef" de marca, paradoxalmente conectando elementos estruturalmente diferentes. O filme de ação "It Locsa" completa o quadro - um exercício brilhante, embora imitativo, sobre o tema do "caos ordenado".
Resumindo: um excelente prog de fusão de vanguarda, criado por artesãos talentosos e digno de epítetos extremamente lisonjeiros. Eu recomendo.
Tendo se conhecido nas sessões de estúdio da banda cult britânica John Mayall's Bluesbreakers , John Mark (voz, guitarra, bateria) e Johnny Almond (metais, voz, percussão) rapidamente descobriram uma semelhança de gostos. Naquela época, ambos tinham uma boa bagagem criativa atrás deles. Mark, junto com Mick Jagger ( The Rolling Stones ), produziu as primeiras gravações de Marianne Faithfull , desenhou o repertório para ela e saiu em turnê como guitarrista freelancer. Em 1969, ele se destacou por sua participação no projeto Sweet Thursday , enquanto o maestro Almond (ex- The Alan Price Set , Zoot Money's Big Roll Band) promoveu ativamente seu próprio conjunto Music Machine . Ao mesmo tempo, os homens ainda puxavam a correia nos Bluesbreakers . Mas, dadas as ambições pessoais dos dois D., isso não poderia continuar por muito tempo. Em 1970, eles se despediram da brigada Mayall e partiram para uma viagem coletiva sob a vela Mark-Almond . As aspirações emergentes de jazz-rock dos amigos atraíram instrumentistas experientes para a formação - o baixista Roger Sutton ( Nucleus ) e o organista Tommy Eyre ( Riff Raff , Zzebra). Além disso, no contexto de outros conglomerados de fusão de Foggy Albion, o quarteto parecia uma "ovelha negra" absoluta. A suavidade oscilante das consonâncias, a entonação confidencial e a óbvia "não-inglesidade" das imagens determinaram imediatamente o status especial em que os companheiros permaneceram durante a jornada conjunta.
Sua estreia sem título é uma espécie de ode silenciosa à maturidade. A atmosfera de um outono americano quente, o aroma do tabaco da Virgínia, odres velhos, caminhos de jardins bem limpos ... O drama está principalmente no nível dos textos. A música, 99% composta pelo Sr. Mark, tende a ser sem conflito. No entanto, existem meios-tons e tons suficientes. O número de abertura "The Ghetto" é minimalista em termos de arranjo: piano, sax, baixo. O resto é confissão evangélica característica com apoio coral ocasional. Dificilmente é possível cheirar o "traço britânico" na narrativa; os caras estavam muito bem disfarçados. O mesmo vale para o tríptico estendido "The City" (Grass and Concrete / Taxi to Brooklyn / Speak Easy It's a Whiskey Scene). Jazz com um toque de psicodelia, enfatizado pela estética ultramarina, elementos de rumba e monólogo de canto insinuantemente íntimo. Definitivamente não é um set para uma festa hard-prog. Sim, e os gerentes de escritórios especializados viraram o nariz com desconfiança, conhecendo as revelações dos caras: uma equipe sem baterista a priori contrariava os padrões convencionais do rock. Veja, por exemplo, a peça "Tramp and the Young Girl". Uma história meditativa com recheio de folclore (no sentido de bárdico). Apresentação no espíritoNick Drake com a comitiva acústica: acordes "salpicos", flauta com reverberação aprimorada, arrulho suave de piano elétrico... É uma peça completamente sonolenta, mas é muito bom adormecer com ela! Por outro lado, no afresco épico "Love", os amigos ficam felizes em iniciar o processo de fazer cócegas nos nervos do ouvinte, porque aqui do apaziguamento à histeria está ao alcance. A última "Song For You" é a experiência original do baixista Sutton. Uma espécie de jazz-soul "negro", estilisticamente fora do comum. Especialmente para colecionadores, versões curtas de singles das faixas "The City" e "The Ghetto" são adicionadas ao material principal.
Resumindo: um lançamento extremamente incomum em muitos aspectos, extremamente longe das costas rochosas. No entanto, aconselho você a avaliar. Talvez a discreta magia de Mark-Almond encante você também .
THE WATCH ''TIMELESS'' 2011 44:46 MUSICA&SOM ********** 1. The watch/1:47 2. Thunder has spoken/4:48 3. One day/4:09) 4. In the wilderness/4:05 (Genesis) 5. Soaring on/4:23 (Simone Rossetti, Cristiano Roversi) 6. Let us now make love/4:39 7. Scene of the crime/5:13 8. End of the road/6:21 9. Exit/0:57 10. Stagnation/8:34 (Genesis) Tracks By Simone Rossetti & The Watch, Except As Indicated ********** Giorgio Gabriel/Electric guitars, 12 strings acoustic guitar, classical guitar Guglielmo Mariotti/Bass, bass pedals, 12 strings electric and acoustic guitars, vocals Valerio De Vittorio/Pianos, Hammond L122 organ, mellotron, arp and moog synths, vocals Simone Rossetti/Vocals, flute, tambourine, mellotron and moogs (studio) Marco Fabbri/Drums, percussions, vocals John Hackett/Flute On 6
E o que pode ser melhor para comemorar um retorno que seguirmos de onde paramos? Sim, caros amigos...neste ínterim, muitas das predileções da casa acabaram por lançar novos trabalhos e, por conta disso, optei, para reabrir as portas desta bodega, por atualizar algumas discografias. E a primeira delas é de 'minhas meninas' e seu novo e, quase certo!, melhor trabalho...até o momento. E totalmente produzido pelas Lovell Sisters, com uma forcinha do maridão (gggggrrrr...) de Rebecca, Tyler Bryant, e a habitual segurança na cozinha de seus fiéis escudeiros Tarka Layman e Kevin McGowan. Da introdução roots de 'Deep Stays Down', com uma sequência final de tirar o fôlego, à placidez quase morriconeana de 'Lips As Cold As Diamond', passando pelo fuzz feroz de 'Bad Spell' e um já novo clássico do blues, capaz de eriçar os cabelos ruins do corpo -muito pelo solo lindo bagarai de Megan- e já velha conhecida de admiradores mais antenados, mas nunca gravada, 'Might As Well Be Me', 'Blood Harmony' é absolutamente...p-e-r-f-e-i-t-o!
E, na boa, Rebecca Lovell está, seguramente, entre as melhores compositoras e intérpretes do gênero e Megan 'Slide Queen' Lovell já conseguiu, com méritos de sobra, seu puxadinho no panteão dos grandes nomes do lap steel.